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Bicho de sete cabeças - Um estranho no ninho - Em nome da razão - Heleno
Tipologia: Resumos
Oferta por tempo limitado
Compartilhado em 03/04/2020
2 documentos
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O filme relata a vida de Neto um adolescente sem regras, de classe média, onde a sociedade na época era cheia de preconceitos, com um pai bastante exigente, muito autoritário e moralista. Neto por ter um relacionamento conturbado com os pais, passa a maior parte do tempo com os amigos na rua andando de skate, pichando muros e fumando maconha. Numa dessa rebeldia de adolescente, Neto viaja com um amigo chamado Lobo sem avisar nada para seus pais e assim que chegou no local não gostou devido um homem ter se insinuado para ele, em seguida sai sem destino e sem dinheiro para voltar para casa, pedindo ajuda as pessoas, mais a maioria recusa ajudar, num desses momentos Neto conhece uma mulher onde passa a noite com ela e o ajuda na volta para sua casa. Chegando a sua cidade não demora muito Neto volta a aprontar, sai para pinchar muros com seus amigos e é preso, forçando seus pais irem busca-lo na delegacia, ao chegar a casa em momento de discursão Neto joga seu casaco na sala e seu pai encontra um cigarro de maconha. Após seu pai ter encontrado o cigarro de maconha, ele sem hesitar liga a filha mais velha e o aconselha a interna-lo sem ao menos ter dado a chance de Neto se explicar, inventou que iria com o filho visitar um amigo no hospital e pediu para ele acompanha-lo. Neto ao chegar nesse manicômio os enfermeiros o leva a força e logo aplicam uma injeção para dopar ele, é internado sem a realização de exames sanguíneos e psicológicos, durante sua estádia ele passou por muitos conflitos emocionais, sem entender o porquê se seu pai ter colocado ele naquele ambiente tão decadente e com falta de atenção. Neto não conseguia se identificar com ninguém daquele lugar e era forçado a tomar muitas medicações onde o deixavam com alucinações, nesse manicômio ele só se comunicava com o Ceará e o Rogério que é um usuário de drogas injetáveis, que explicou a Neto como ele deveria agir naquele local, que não tomasse os remédios que eles davam que não tinha como fugir dali e que tomasse cuidado com certas rebeldias para não ser eletrocutado. Num belo dia seus pais e sua irmã foram lhe fazer uma visita, mais nada do que Neto lhe dizia sobre aquele ambiente ninguém acreditava, por que eles já tinham sido instruídos sobre o que os pacientes costumam dizer para saírem de lá. Neto passa vários meses internado e num momento de confusão entre os pacientes com transtornos mentais, ele tenta fugir mais é capturado pelos enfermeiros e levado nesse mesmo dia à noite para um quarto no qual recebeu descargas elétricas como punição, piorando cada vez mais sua situação psicológica. Diante da tristeza da mãe de Neto seu pai vai lhe fazer outra visita e constata seu filho muito triste, e o leva
Ao assistir o filme lembrei da aulas pois o filme é duro chocante, cruel, porque apresenta a realidade dos hospícios manicomiais vividos por aquelas pessoas que eram tratadas como com crueldade; são cenas chocantes porque o ator fica sofrendo o impacto da medicina os tratamentos manicomiais o qual apresenta cenas desumanas em nome de um tratamento psíquico o qual as pessoas que entravam lá não existia melhora quanto menos cura o estado se agravavam drasticamente trazendo consequências horríveis para aquele lá entrou para busca de tratamento, assim como ouvimos em nossas aulas. A psiquiatria manicomial retratada nas aulas no fim do século XVIII existiam pessoas tratadas como animais não podiam reclamar de nada se não eram castigados, torturados a base de choques elétricos, banhos gelados a alta madrugada, pessoas em correntes em selas escuras insolada. Como se permanecesse a visão demoníaca para doença mental que vinha da idade média. As cenas que se passava no filme o ator sofreu, isolamento, choque elétrico, isolamento e também não tinha o direito de reclamar pois também era castigado. No filme também retrata as famílias que é mencionado nas aulas , de igual modo “cheias de boas intenções” ficam cumplices do hospício e suas torturas, enganados achando que estando lá com os tratamentos curariam, e não se sabiam o que se passavam lá dentro. A violência sádica dos enfermeiros, que usavam de violência de todo tipo para sobrepujar os pacientes. Muitos quando iam se dá conta já era tarde. No caso do ator ele ainda por pouco apesar das consequências saiu ainda a tempo, pessoas que passo a passo vão perdendo sua consciência ficando debilitado, algo que menciona no filme e na aula também, que quanto mais gente, mais dinheiro a instituição receberia do governo, e isso era um fator deles praticarem essas atrocidades que era pra mantê-los lá dentro. Muito parecido as cenas do filme com os conteúdos das aulas ministrados o qual o ator muito talentoso dá vida ao personagem, desempenhando um ótimo trabalho dessa história verídica e graças ao privilégio da pessoa que vivenciou tais fatos na realidade, de ter saído vivo e poder escrever contando a sua história, fazendo os familiares pensarem melhor antes de internar os seus.
O filme, apresentado nesta resenha, retratam a vida dos doentes mentais em instituições psiquiátricas, revelando a violência e as barbaridades cometidas contra esses seres humanos, que eram considerados animais e esquecidos enquanto cidadãos. Tanto o filme quanto o documentário vêm nos dizer, então, de uma diferente realidade para aqueles ditos lúcidos e para aqueles impregnados pela loucura. O filme e o documentário se desenvolvem para expor a dimensão da tragédia que ocorria por detrás dos muros dos hospitais psiquiátricos e, além disso, objetivando abrir os olhos da sociedade e mostrar como nós nos calamos frente a essa realidade muito sofrida pelas pessoas portadoras de sofrimento mental. Diante do exposto, todas as questões denunciadas no filme e no documentário são de extrema relevância para a sociedade, pois, toda tragédia, que aconteceu e que ainda existe em detrimento de nossa falta de humanidade para com aqueles que, provavelmente, estão agora confinados em suas macas, sedados,“marcados” como bichos, sendo submetidos às mais perversas condições de vida, em situações de violência, e sem esperança de um dia viverem como um ser humanos de direito que são. Por isso, o que nos resta é entender que não adianta mudar somente as estruturas físicas das instituições de saúde, é preciso, ainda, mudar a nossa concepção acerca do que é ser Humano e, do que é ser Cidadão, não fazendo uma reprodução da prática do saber absoluto, dos quais os médicos se apropriavam, e ainda se apropriam, sendo definitivas e inquestionáveis suas decisões. É preciso, pois, reinventar as instituições, sendo necessário, para isso, a criação de “lugares de ocupação da construção de subjetividades”, centradas no cuidado, no respeito e na autonomia do sujeito - convidando os sujeitos, que são de direito também à responsabilização pela sua própria vida e pelo seu tratamento. EM NOME DA RAZÃO O documentário retrata a vida dos doentes mentais em instituições psiquiátricas conforme estudamos em sala e também o que diz o capítulo XI do livro Holocausto, revelando a violência e as barbaridades cometidas contra esses seres humanos, que eram considerados animais e esquecidos enquanto cidadãos. O documentário vêm nos
suma, como bem disse o respeitado psiquiatra italiano ao conhecer o local, “um campo de concentração nazista”. O filme, cujo objetivo era denunciar, se transformou também em uma viagem dentro do espaço do local, suscitando a vontade, por parte social, de fazer diferença na realidade do Colônia. Ratton afirma que um filme não muda a realidade, mas ele orienta o espectador a demandar em juízo o sistema vigente. Afinal é missão das pessoas mudarem a realidade. UM ESTRANHO NO NINHO O filme “um estranho no ninho” conta a história de Mc Murphy, um homem que, acusado de estupro de vulnerável é preso, e passa a apresentar comportamentos considerados estranhos, sendo então enviado a um manicômio para a averiguação de uma possível patologia. Durante o filme, somos apresentados a uma série de questionamentos, dentre eles qual a forma de tratamento adequada para aqueles considerados mentalmente doentes. Fazendo uma análise das aulas, reflete essa realidade também vivida no Manicómio. A primeira coisa que se percebe ao analisar as formas de tratamento aplicadas no sanatório, é que parece não haver preocupação com saúde metal dos internos, mas sim com a ordem e com o controle institucional. Os pacientes são submetidos a uma rígida rotina, intensa medicalização e a terapia em grupo é feita de forma humilhante, onde todos expõem seus maiores problemas e traumas e os veem sendo usados para amedrontá-los e denegri-los. Desde o momento de sua chegada, Mc Murphy vai contra todo o sistema empregado, o que acaba o tornando uma espécie de herói para os outros pacientes, que não conseguiam contestar as regras da instituição. Mac em momento algum, os trata como doentes, como pessoas incapazes, diferente de todos que os cercavam. Ele os encoraja a questionar a vida que levam e a almejar os simples prazeres, como assistir a um jogo ou fazer um passeio de barco. O mais bonito de se observar no filme, é essa amizade que Mc Murphy desenvolve com os outros internos, e o quanto isso os ajuda a melhorar. Nas aulas também discutimos situações observadas no livro sobre amizades fortes construídas dentro do contexto apresentado.
Outro ponto do tratamento que merece destaque, é o empregado a aqueles que “saem da linha”. Eles são submetidos a punições como choques elétricos e, em casos considerados mais extremos, até a lobotomia, como ocorre com o próprio Mc Murphy. Essas punições parecem ter a função não só de punir aqueles que não respeitam as regras, mas também de amedrontar e desencorajar os demais pacientes, mantendo-os sobre absoluto controle. Semelhante as atrocidades que discutimos nas aulas. Observamos também que são levados, todo o tempo, a pensar que nunca estarão realmente prontos para deixar o hospital, são desencorajados a desejar a liberdade. O maior exemplo disso é uma das cenas finais, quando o jovem Billy finalmente parece se sentir pronto para viver fora dali, é reprimido pela enfermeira-chefe de tal forma que acaba cometendo suicídio. Um estranho no ninho não é um filme sobre loucura apenas, ele é também sobre liberdade, e pela busca desta, que só é realmente alcançada por Mc Murphy com a morte. Ele sempre seria um estranho no ninho, tanto dentro como fora do manicômio, afinal a loucura não está no sujeito, mas sim na sociedade em que ele está inserido, no modo como as pessoas o vêem e tratam e no que elas julgam como normal ou patológico. HELENO O filme Heleno é uma biografia dobre a vida Heleno de Freitas foi o primeiro “jogador problema” do Brasil. Valorizado por suas habilidades futebolísticas, Heleno era charmoso, conquistador e temperamental. “Heleno” é narrado através de flashbacks, de maneira que o espectador já conhece, desde a primeira cena, qual o destino final do biografado. “Heleno teve seu comportamento piorado devido à sífilis, cujo tratamento era rejeitado, visto que atrapalharia seu desempenho em campo. O personagem é mostrado em estado terminal
O mineiro Heleno de Freitas foi um dos maiores ídolos do Botafogo e um dos melhores jogadores de todos os tempos do futebol brasileiro, mas nem assim ficou milionário e acabou morrendo em 1959, no dia 08 de novembro, abandonado na casa de saúde São Sebastião, em Barbacena-MG, onde estava internado desde 1954 devido a problemas mentais. Ao assistir o filme lembrei das aulas onde qualquer transtorno era motivo de loucura e ao internar Heleno, não existiam tratamentos adequados, dando-nos a entender que a as pessoas só eram levadas para o local para que fossem agravados o quadro das doenças e que assim puder morrer, caindo no esquecimento igual aos demais trazidos pelas histórias semelhantes contextualizadas nas aulas.