




























































































Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
exercicios e apontamentos de Analise/calculo numerico
Tipologia: Exercícios
1 / 153
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!





























































































Departamento de Matem´atica Instituto Superior T´ecnico
Junho de 2008
Problema de Engenharia
Modelo matem´atico
M´etodo anal´ıtico aproximado
M´etodo num´erico
Solu¸c˜ao aproximada
Solu¸c˜ao exacta
Solu¸c˜ao aproximada
ZZ ZZ ZZ ZZ~
>
6
6
?
?
Tipos de erro
a for¸ca de atrac¸c˜ao gravi- tacional da Terra ea for¸ca de resistˆencia do ar; (ii) a reac¸c˜ao de Belousov-Zhabotinski (oscila¸c˜oes qu´ımicas); (iii) circuitos electr´onicos n˜ao-lineares.Erro, erro absoluto, erro relativo (˜x ≈ x ∈ R):
Defini¸c˜ao. Seja x ∈ R o valor exacto de uma grandeza real e ˜x um valor aproximado de x. Definem-se:
Erro de ˜x em rela¸c˜ao a x: e˜x = x − x˜
x = σ(dmβm^ + dm− 1 βm−^1 + · · · + d 1 β^1 + d 0 β^0 + +d− 1 β−^1 + d− 2 β−^2 + · · · d−nβ−n^ + · · · )
onde
σ ∈ {+, −}, di ∈ { 0 , 1 ,... , β − 1 }, i = m, m − 1 ,... , dm 6 = 0
Simbolicamente escreve-se
x = σ(dmdm− 1... d 1 d 0 .d− 1 d− 2.. .)β
ou x = σ(0.dmdm− 1... d 1 d 0 d− 1 d− 2.. .)β × βm+
Exemplo. 19 = (10011) 2 , 0 .875 = (0.111) 2 , 19 .875 = (10011.111) 2 = (0.10011111) 2 × 2 (101)^2 0 .1 = (0. 11001100.. .) 2 × 2 −(11)^2
Com efeito:
19 = 2 × 9 + 1 = 2 × (2 × 4 + 1) + 1 = 2 × (2 × (2 × 2) + 1) + 1 = 2^4 + 2^1 + 2^0
0 .875 = d− 1 × 2 −^1 + d− 2 × 2 −^2 + d− 3 × 2 −^3 + d− 4 × 2 −^4 +... 1 .750 = d− 1 + d− 2 × 2 −^1 + d− 3 × 2 −^2 + d− 4 × 2 −^3 +... ⇒ d− 1 = 1 0 .750 = d− 2 × 2 −^1 + d− 3 × 2 −^2 + d− 4 × 2 −^3 +... 1 .5 = d− 2 + d− 3 × 2 −^1 + d− 4 × 2 −^2 +... ⇒ d− 2 = 1 0 .5 = d− 3 × 2 −^1 + d− 4 × 2 −^2 +... 1 .0 = d− 3 + d− 4 × 2 −^1 +... ⇒ d− 3 = 1, d− 4 = d− 5 = · · · = 0
x = σ m βt (base) β ∈ N \ { 0 , 1 }, (sinal) σ ∈ {+, −}, (expoente) t ∈ Z (mantissa) m = (0.a 1 a 2.. .)β ∈ [β−^1 , 1[, ai ∈ { 0 , 1 ,... , β − 1 }, a 1 6 = 0
Defini¸c˜ao. Sejam β ∈ N \ { 0 , 1 }, n ∈ N \ { 0 }, t−, t+^ ∈ Z. Designa-se por sistema de ponto flutuante na base β, com n d´ıgitos na mantissa, e expoentes variando entre t−^ e t+, ao subconjunto dos n´umeros racionais
F = FP(β, n, t−, t+) = {x ∈ Q : x = σ m βt} ∪ { 0 } σ ∈ {+, −}, t ∈ Z, t−^ ≤ t ≤ t+, m = (0.a 1 a 2... an)β ∈ [β−^1 , 1 − β−n], ai ∈ { 0 , 1 ,... , β − 1 }, a 1 6 = 0
Quando apenas for importante referir a base e o n´umero de d´ıgitos da mantissa, usamos a nota¸c˜ao FP(β, n).
Proposi¸c˜ao.
card(FP(β, n, t−, t+)) = 2N + 1, N = (t+^ − t−^ + 1)(β − 1)βn−^1.
Nota. N ´e o n´umero de racionais positivos de F compreendidos entre
L−^ = β−^1 × βt − , L+^ = (1 − β−n) × βt
.
Os restantes elementos de F s˜ao os sim´etricos destes e o n´umero zero.
Exemplo: FP(2, 3 , − 1 , 1), cujos elementos positivos s˜ao:
(0.100) 2 × 2 −^1 =
Exemplo: Sistemas de ponto flutuante definidos pela Norma IEC559 (International Elec- tronic Comission, 1989).
Formato simples: FP(2, 24 , − 125 , 128)
L−^ = 2−^126 ≈ 0. 118 × 10 −^37 , L+^ = (1 − 2 −^24 ) × 2128 ≈ 0. 340 × 1039 ,
N = 254 × 223 ≈ 0. 213 × 1010
Formato duplo: FP(2, 53 , − 1021 , 1024)
L−^ = 2−^1022 ≈ 0. 223 × 10 −^307 , L+^ = (1 − 2 −^53 ) × 21024 ≈ 0. 180 × 10309 ,
N = 2046 × 252 ≈ 0. 921 × 1019
Arredondamentos
Quest˜ao. Dado um n´umero x ∈ RF e x 6 ∈ F qual o n´umero fl(x) ∈ F que o representa, onde RF = [−L+, −L−] ∪ { 0 } ∪ [L−, L+]?
Defini¸c˜ao. Dado F = FP(β, n, t−, t+), e sendo
x = σ(0.a 1 a 2... anan+1.. .)β × βt,
Dem.: x = σ(0.a 1 a 2... anan+1.. .)β × βt, |x| ≥ β−1+t (i) Arredondamento por corte:
x˜ = flc(x) = σ(0.a 1 a 2... an)β × βt e˜x = x − x˜ = σ(0. 0... 0 an+1.. .)β × βt^ = σ(0.an+1an+2.. .)β × βt−n |e˜x| < βt−n
|δ˜x| = |ex˜| |x| < β^1 −n
(ii) Arredondamento sim´etrico:
(a) 0 ≤ an+1 < β 2 ˜x = fls(x) = σ(0.a 1 a 2... an)β × βt ex˜ = σ(0.an+1an+2.. .)β × βt−n
|e˜x| < β 2
β−^1 βt−n^ =
βt−n
|δx˜| <
β^1 −n
(b) β 2
≤ an+1 < β
x ˜ = fls(x) = σ [(0.a 1 a 2... an)β + β−n] × βt e˜x = σ [(0.an+1an+2.. .)β − 1] × βt−n
|e˜x| ≤
βt−n
|δ˜x| <
β^1 −n
Nota. O majorante do erro relativo depende de β, de n e do tipo de arredondamento, mas n˜ao depende de x.
Defini¸c˜ao. Dado um sistema FP(β, n, t−, t+) define-se a unidade de arredondamento do sistema por
uc = β^1 −n, us =
β^1 −n.
Exemplo. Sistemas definidos pela Norma IEC559.
FP(2, 24, -125, 128): us = 2−^24 ≈ 0. 596046 × 10 −^7
FP(2, 53, -1021, 1024): us = 2−^53 ≈ 0. 111022 × 10 −^15
Opera¸c˜oes aritm´eticas num sistema de ponto flutuante
Defini¸c˜ao. Sendo ◦ : R × R → R uma opera¸c˜ao aritm´etica, ◦ = +, −, ×, ÷, define-se a opera¸c˜ao aritm´etica correspondente num sistema de ponto flutuante F, ◦ : RF ×RF → F, por x ◦ y = fl(fl(x) ◦ fl(y))
Exemplo. Sendo x = π e y =
e considerando um sistema de ponto flutuante FP(10,
6, -10, 10) com arredondamento sim´etrico obt´em-se:
x + y = 0. 628310 × 10 , x − y = 0. 800000 × 10 −^4 ,
x × y = 0. 986934 × 10 , x ÷ y = 0. 100003 × 10
Note-se que:
x = π = 3. 14159265358... , x˜ = 0. 314159 × 10
y =
= 3. 14150943396... , y˜ = 0. 314151 × 10
Algarismos significativos
Defini¸c˜ao. Seja x˜ = σ(0.a 1 a 2... an) 10 × 10 t
uma aproxima¸c˜ao de x pertencente a FP(10, n). Diz-se que o algarismo ai ´e algarismo significativo de ˜x se
|e˜x| ≤
10 t−i.
Nota. (i) Se ai, i ≥ 2, ´e significativo ent˜ao aj , 1 ≤ j < i, s˜ao significativos.
(ii) Se an ´e significativo ent˜ao os n algarismos de ˜x s˜ao significativos.
Nota. Se ˜x ´e obtido de x por arredondamento sim´etrico ent˜ao os n algarismos de ˜x s˜ao significativos.
Exemplo. Sendo π = 3. 14159265358.. ., ent˜ao:
(i) a aproxima¸c˜ao ˜π = 3.141592 tem 6 algarismos significativos;
e˜π ≈ 0. 6535 × 10 −^6 ,
101 −^7 < |eπ˜| <
(ii) a aproxima¸c˜ao ˜π˜ = 3.141593 tem 7 algarismos significativos.
e˜˜π ≈ − 0. 3465 × 10 −^6 ,
101 −^8 < |e˜˜π| <
Exemplo. N´umero de algarismos significativos da representa¸c˜ao de um n´umero real nos sistemas de ponto flutuante definidos pela Norma IEC559 (considerando arredondamento sim´etrico).
Formato simples: FP(2, 24, -125, 128), u ≈ 0. 596046 × 10 −^7 6 ou 7 algarismos significativos
Propaga¸c˜ao de erros (teoria linearizada)
Defini¸c˜ao. Diz-se que f (x) =. h(x), quando x → x∗,
i.e., f ´e igual a h em primeira aproxima¸c˜ao quando x → x∗, se
f (x) = h(x) + o(|h(x)|), quando x → x∗,
onde o s´ımbolo (de Landau) o(|h(x)|), x → x∗, designa uma fun¸c˜ao gen´erica g tal que
xlim→x∗
|g(x)| |h(x)|
Exemplo. 1 − cos x =. x^2 2 , x → 0.
Proposi¸c˜ao. Seja φ : I ⊂ R → R, φ ∈ C^2 (I). Sejam x ∈ I e ˜x ∈ I um valor que aproxima x. Ent˜ao: eφ(˜x) = φ(x) − φ(˜x) =. φ′(x) ex˜ =: eLφ(˜x), quando ex˜ → 0 ,
e, no caso de ser φ(x) 6 = 0, x 6 = 0,
δφ(˜x) =
eφ(˜x) φ(x) =^. p φ(x)δx˜ =:^ δLφ(˜x),^ quando^ δx˜ →^0 ,
onde
pφ(x) = xφ′(x) φ(x)
Chama-se a |pφ(x)| o n´umero de condi¸c˜ao de φ em x.
Exemplo. φ : R → R, φ(x) = xm, m ∈ N 1
δLφ(˜x) = mδ˜x, δφ(˜x) = mδ˜x −
∑^ m
i=
m i
(−δ˜x)i
Exemplo. δLf ◦g(˜x) = pf (g(x))pg(x)δ˜x.
Proposi¸c˜ao. Seja φ : D ⊂ Rn^ → R, φ ∈ C^2 (D). Sejam x ∈ D e ˜x ∈ D um valor que aproxima x. Ent˜ao:
eφ(˜x) = φ(x) − φ(˜x) =. eLφ(˜x) =
∑^ n
k=
∂φ ∂xk (x) ex˜k , quando
∑^ n
k=
|ex˜k | → 0 ,
e, no caso de ser φ(x) 6 = 0,
∑n k=1 |xk| 6^ = 0,
δφ(˜x) =
eφ(˜x) φ(x) =^. δL φ(˜x) =
∑^ n
k=
pφ,xk (x)δ˜xk , quando
∑^ n
k=
|δ˜xk | → 0 ,
onde
pφ,xk (x) =
xk ∂x∂φk (x) φ(x)
Exemplo. Opera¸c˜oes aritm´eticas (x, y ∈ R)
φ(x, y) δφL(˜x,˜y) δφ(˜x,˜y) − δLφ(˜x,y˜)
x + y x x + y δx˜ + y x + y δ˜y 0
x − y x x − y δx˜ − y x − y δy˜ 0
x × y δx˜ + δy˜ −δ˜xδy˜
x ÷ y δx˜ − δy˜ δy˜(δ˜x − δy˜) 1 − δ˜y
Exemplo. φ : R^2 → R, φ(x, y) = x^2 − y^2 , δLφ(˜x,y˜) =
x^2 − y^2 (x^2 δ˜x − y^2 δ˜y)
Propaga¸c˜ao de erros em algoritmos
Defini¸c˜ao. Uma fun¸c˜ao φ : I ⊂ R → R diz-se uma fun¸c˜ao elementar num sistema F se ∀x ∈ I ∩ F o valor que aproxima φ(x) em F ´e dado por
φ˜(x) = fl(φ(x)).
Proposi¸c˜ao. Seja φ : I ⊂ R → R uma fun¸c˜ao elementar num sistema F. Seja ˜x um valor aproximado de x ∈ I. Ent˜ao:
(1) eφ˜(x) = φ(x) − φ˜(x) = φ(x) − fl(φ(x)) = φ(x)δarr,φ
onde |δarr,φ| ≤ u, e u ´e a unidade de arredondamento de F.
(2) δφ˜(˜x) =^. δLφ ˜(˜x) = δφL(˜x) + δarr,φ, δLφ(˜x) = pφ(x)δ˜x.
Dem.: (2)
eφ˜(˜x) = φ(x) − φ˜(˜x) = φ(x) − φ(˜x) + φ(˜x) − φ˜(˜x) =^. φ′(x)e ˜x +^ φ(˜x)δarr,φ =^. φ′(x)e ˜x +^ φ(x)δarr,φ
Algoritmo 2: δzL ˜ = δφL(˜x) + δL arr
δφL(˜x) = pφ(x)δx˜
δ arrL = pφ(x)δarr, 1 + 2δarr, 2 + δarr, 3 + δarr, 4
Com efeito:
Algoritmo 1:
δL ˜u = pθ(x)δx˜ + δarr,θ, pθ(x) =
xθ′(x) θ(x)
−x sin x cos x δL ˜z = pψ(u)δuL ˜ + δarr,ψ, pψ(u) = uψ′(u) ψ(u)
−u 1 − u
− cos x 1 − cos x δL ˜z = pψ(u) [pθ(x)δ˜x + δarr,θ] + δarr,ψ = pψ(u)pθ(x)δ˜x + pψ(u)δarr,θ + δarr,ψ
Algoritmo 2:
δL ˜u 1 = δx˜ + δarr, 1
δL ˜u 2 = pu 2 (u 1 )δLu ˜ 1 + δarr, 2 , pu 2 (u 1 ) = u 1 cos u 1 u 2 δL ˜u 3 = 2 δL ˜u 2 + δarr, 3
δL ˜z = δuL ˜ 3 + δarr, 4 = 2 [pu 2 (u 1 ) (δ˜x + δarr, 1 ) + δarr, 2 ] + δarr, 3 + δarr, 4
2 pu 2 (u 1 ) = pφ(x)
Exemplo. No caso dos dois algoritmos para o c´alculo de z = x^21 − x^22 obtˆem-se os seguintes erros relativos:
Algoritmo 1: δzL ˜ = δφL(˜x) + δL arr
δφL(˜x) =
z
x^21 δ˜x 1 − x^22 δx˜ 2
δ arrL = x^21 z δarr,θ 1 − x^22 z δarr,θ 2 + δarr,ψ
Algoritmo 2: δzL ˜ = δφL(˜x) + δL arr
δφL(˜x) =
z
x^21 δ˜x 1 − x^22 δx˜ 2
δ arrL = δarr,θ 1 + δarr,θ 2 + δarr,ψ
Condicionamento e estabilidade num´erica
Seja D o conjunto de dados do problema e seja S o conjunto de todas as solu¸c˜oes (resultados) poss´ıveis do problema. Seja f : D → S a aplica¸c˜ao que a cada elemento de D associa um elemento de S, a solu¸c˜ao do problema.
Defini¸c˜ao. Um problema diz-se est´avel ou bem posto se a pequenos erros relativos dos dados correspondem pequenos erros relativos dos resultados. Caso contr´ario o problema diz-se inst´avel ou mal posto. Em certos casos esta no¸c˜ao pode ser concretizada. Diz-se que o problema ´e est´avel para um dado x ∈ D se existir uma constante K ≥ 0 tal que ´e satisfeita a seguinte desigualdade:
1 max≤j≤m |δz˜j^ |^
· ≤ K 1 max≤i≤n |δx˜i |, x˜ ∈ Vx,
onde ˜z = f (˜x), f : Rn^ → Rm, e Vx ⊂ D ´e uma vizinhan¸ca de x. Nestes casos diz-se ainda que o problema ´e bem condicionado se K ´e pequeno e mal condicionado se K ´e grande.
Exemplo. Vimos que para z = f (x), z˜ = f (˜x), f : Rn^ → R,
δ˜z =^. δzL ˜ =
∑^ n
i=
pf,xi δx˜i.
O problema ´e pois mal posto para x ∈ D se algum dos n´umeros de condi¸c˜ao pf,xi tender para infinito para esse x. Caso isto n˜ao aconte¸ca podemos definir
∑^ n
i=
|pf,xi |.
Defini¸c˜ao. Um algoritmo diz-se numericamente (ou computacionalmente) est´avel se a pequenos erros relativos dos dados e a pequenos valores da unidade de arredondamento correspondem pequenos erros relativos nos resultados do algoritmo. Caso contr´ario o algo- ritmo diz-se numericamente (ou computacionalmente) inst´avel. Em certos casos esta no¸c˜ao pode ser concretizada. Diz-se que o algoritmo ´e numericamente est´avel para um dado x ∈ D se existir uma constante K ≥ 0 tal que ´e satisfeita a seguinte desigualdade:
max 1 ≤j≤m |δ˜zj |
· ≤ K
max 1 ≤i≤n |δ˜xi | + u
, x˜ ∈ Vx,
onde ˜z = f˜∗(˜x) e Vx ⊂ D ´e uma vizinhan¸ca de x. (Recorde-se que a unidade de arredon- damento ´e um majorante de todos os erros relativos de arredondamento.)
Normas vectoriais
Defini¸c˜ao. Seja E um espa¸co vectorial sobre R (ou C). Uma fun¸c˜ao N : E → R diz-se uma norma se verificar as seguintes condi¸c˜oes:
(1) N (x) ≥ 0 , ∀x ∈ E; N (x) = 0 ⇔ x = 0.
(2) N (αx) = |α|N (x), ∀x ∈ E, ∀α ∈ R (ou C).
(3) N (x + y) ≤ N (x) + N (y), ∀x, y ∈ E. (Desigualdade triangular)
Nota¸c˜ao. ‖x‖N = N (x)
Exemplo. Normas em Rn^ (ou Cn). Seja x = (x 1 , x 2 ,... , xn) ∈ Rn.
(1) Norma da soma ‖x‖ 1 =
∑^ n
i=
|xi|
(2) Norma Euclidiana
‖x‖ 2 =
( (^) n ∑
i=
|xi|^2
(3) Norma do m´aximo ‖x‖∞ = max 1 ≤i≤n |xi|
(4) Norma-p, p ≥ 1
‖x‖p =
( (^) n ∑
i=
|xi|p
) 1 /p
Nota. A desigualdade triangular para a norma-p,
‖x + y‖p ≤ ‖x‖p + ‖y‖p, ∀x, y ∈ Cn, ∀p ≥ 1 ,
´e conhecida por desigualdade de Minkowski.
Defini¸c˜ao. Um espa¸co vectorial no qual est´a definida uma norma diz-se um espa¸co normado.
Defini¸c˜ao. Sejam E um espa¸co normado com a norma N e X um subconjunto de E. Ent˜ao f : E → R diz-se uma fun¸c˜ao cont´ınua em X se e s´o se
∀ε > 0 ∃δ > 0 ∀x, y ∈ X : N (x − y) < δ ⇒ |f (x) − f (y)| < ε.
Proposi¸c˜ao. Uma norma N num espa¸co vectorial E ´e uma fun¸c˜ao cont´ınua de E em R.
Defini¸c˜ao. Diz-se que duas normas N e M num espa¸co vectorial E s˜ao equivalentes se existirem constantes positivas C 1 e C 2 tais que
C 1 M (x) ≤ N (x) ≤ C 2 M (x), ∀x ∈ E.
Teorema. Todas as normas num espa¸co vectorial de dimens˜ao finita s˜ao equivalentes.
Exemplo. Sendo x ∈ Cn:
(1) ‖x‖∞ ≤ ‖x‖ 1 ≤ n‖x‖∞
(2) ‖x‖∞ ≤ ‖x‖ 2 ≤
n‖x‖∞
(3) ‖x‖ 2 ≤ ‖x‖ 1 ≤
n‖x‖ 2
Com efeito:
(1) ‖x‖∞ = |xm| ≤
i
|xi| = ‖x‖ 1 ≤ n|xm| = n‖x‖∞
(2) ‖x‖^2 ∞ = |xm|^2 ≤
i
|xi|^2 = ‖x‖^22 ≤ n|xm|^2 = n‖x‖^2 ∞
(3) ‖x‖^22 =
i
|xi|^2 ≤
i
|xi|
= ‖x‖^21
‖x‖ 1 =
i
1 · |xi| ≤
i
i
|xi|^2
n‖x‖ 2
(onde se usou a desigualdade de Cauchy-Schwarz)
Defini¸c˜ao. Sendo x, y ∈ Cn^ define-se o seu produto interno < x, y > por
< x, y >= y∗x =
∑^ n
i=
xi ¯yi.
Proposi¸c˜ao. Sendo x, y, z ∈ Cn, α ∈ C, A ∈ Mn(C).
(1) < x, y + z >=< x, y > + < x, z >;
(2) < αx, y >= α < x, y >; < x, αy >= ¯α < x, y >;
(3) < x, y >= < y, x >;
(4) < x, x >≥ 0; < x, x >= 0 ⇔ x = 0;
(5) ‖x‖ 2 = (< x, x >)^1 /^2 ;