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A animação turística, em qualquer de suas modalidades, social, cultural e recreativo-esportiva, é um conjunto de programas elaborados com a finalidade de ...
Tipologia: Resumos
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Escola Estadual de
Educação Profissional - EEEP
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Educação Profissional - EEEP
A integração das pessoas num grupo não pode ser imposta, mas sim, sugerida com muita habilidade para não ferir suscetibilidades.
Cabe ao animador, responsável pelas pessoas que estão em busca de aliviar suas tensões, suas preocupação, procurar o divertimento certo na hora certa e com as pessoas certas. Muito de psicologia entra nessa ocasião, quando se procura superar as dificuldades de comunicação, integração pessoa a pessoa, sem ofender e sem forçar.
Se o grupo que o animador vai comandar é homogêneo: congressistas de·uma mesma área profissional, adolescentes, estudantes universitários, grupos comunitários etc., tudo se torna mais fácil, a programação será mais fácil.
A programação será feita com mais objetividade e, conseqüentemente de melhor proveito e assimilação. Com o grupo heterogêneo de turistas é mais difícil fazer um entrosamento rápido. Mas o animador tem uma vantagem: é que quando uma pessoa sai de casa para uma viagem de recreio, procura sempre encontrar algo diferenciado do seu cotidiano, procurando diversão, cultura, lazer, relax, fazer amizades novas etc., estando fortemente propício a aceitar as boas sugestões que o Animador lhe oferece.
Quando o turista inicia sua viagem de recreio, de imediato, se reveste de um espírito liberador do estresse de meses de trabalho. Fica disposto e aberto ao diálogo, observador de coisas novas aceitando com prazer aquilo que traga alegria para seu espírito.
Um exemplo de boa política é fazer com que as pessoas de mesma profissão, mesmos gostos por determinado assunto (por exemplo: cinema, arte, artesanato, folclore etc.), se agrupem para trocarem idéias e se tornarem amigas.
Os grupos podem se formar: Espontaneamente - sem interferência do animador. Deliberadamente - quando para cumprir uma tarefa determinada.
O animador deve sempre aproveitar os líderes que surgirem no grupo, pois são de grande importância no desempenho de tarefas.
Uns se destacam pela força do encanto, outros porque são espertos e outros porque são espontâneos. O animador não pode programar rigidamente sua atuação. Para se levar a efeito alguma brincadeira ou jogo, deve-se ponderar, analisar inicialmente o grupo, seus interesses e necessidades educativas e sociais, familiares, pessoais, condição física, tamanho do grupo, os sentimentos, a indiferença, o entusiasmo, a agressividade, tudo enfim, para que não haja problemas e tudo decorra de maneira satisfatória. O animador tem que programar diversas opções de animação, para poder aplicar aquela que mais seja adequada ao grupo.
Um bom momento para a escolha da modalidade de animação é quando da apresentação do grupo, ponto chave para o desenvolvimento do seu trabalho, pois terá uma idéia de quem é quem, do que gosta etc.
Coordenar todas as atividades sociais, esportivas e culturais. Recepcionar os grupos. Apresentar os componentes dos grupos. Motivar os grupos a participarem das diversas atividades. Manter reuniões periódicas com todos os membros da equipe para programação das atividades. Divulgar as programações Confeccionar e manter atualizado o mural informativo. Comprar os troféus, brindes para premiação. Informar sobre eventos de interesse geral e fora do hotel. Contratar grupos folclóricos para apresentações. Contratar seresteiros para serenatas. Contratar todas as pessoas que se fizerem necessárias para o devido desempenho das atividades programadas, tais como para saraus literários e musicais batucadas, rodas de samba, etc.
FUNÇÕES DO ANIMADOR SOCIAL
FUNÇÕES DO ANIMADOR CULTURAL
FUNÇÕES DO ANIMADOR RECREATIVO/ESPORTIVO
O Club Méditerranée foi um grande exemplo motivador, mas a súbita valorização da animação turística pode ser explicada por outros fatores surgidos nesses últimos anos, inclusive alguns extra turísticos.
Em primeiro lugar, como conseqüência da crise energética, houve uma mudança bastante sensível nos modos de viajar das pessoas que planejam sozinhas suas viagens que representam a grande maioria dos turistas.
Atualmente, eles se deslocam menos de forma itinerante, quer dizer, seguindo um roteiro que prevê visitações de várias cidades. Essas viagens, além de incidirem m maior gasto com o combustível, também enfrentam a instabilidade de preços dos serviços de cada cidade, o que influi negativamente na escolha preferencial dessa modalidade.
Em contrapartida, aumenta o chamado turismo sedentário com deslocamentos para uma só destinação. Isso significa que, permanecendo por maior período de tempo numa só cidade, o Turista exigirá dela muito mais que aquele que nela permanece apenas um ou dois dias e, normalmente, se limita a fazer um city tour.
Outro fator importante refere-se ao amadurecimento do turista como tal. À medida que aumenta o seu hábito de viajar e, conseqüentemente, enriquece a sua experiência de veranista, parece que a hospedagem confortável e a boa comida, assim como as obras-de-arte e belas paisagens, não bastam mais para satisfazer os seus desejos, observam alguns expertos internacionais.
O turista moderno ambiciona por uma participação mais ativa. Ele gostaria de ser o verdadeiro protagonista de suas férias e para isso espera encontrar equipamentos e serviços que poderiam propiciar-lhe melhor utilização' do tempo livre e maior convivência ambiental.
Entretanto, esses equipamentos, quando existem, não raramente ficam sem uso, porque muitos dos desejos não são realizáveis sem auxílio de um especialista, ou seja, do Animador.
Em termos de marketing, o enriquecimento dos produtos pela animação, bem como o surgimento de produtos específicos com base nela, está produzindo efeitos positivos sobre a demanda reprimida, que poderá ser motivada, pelo fator novidade, a aderir à consumação do turismo.
E há ainda a considerar que a padronização cada vez mais acentuada dos meios de hospedagem e dos serviços complementares, está obrigando aos produtores a procurarem o algo mais capaz de influir decisivamente na luta contra os seus concorrentes pela conquista dos mercados.
O que terá, sem dúvida, efeitos benéficos para o aprimoramento de todo o sistema receptivo. Acrescente preocupação do turista em preencher integralmente e de modo ativo o seu tempo disponível, revela, na grande maioria das cidades turísticas, a insuficiência de estruturas de informação, de assistência e de facilidades de acesso às atrações e diversões indispensáveis a uma deleitável permanência de maior duração.
E mais: nos dias de mau tempo, não existem opções para que se atenda àquela famosa proposição dos planejadores: "O turista que pretende permanecer 15 dias numa cidade, deve contar com estruturas que lhe permitam passar agradavelmente todo esse tempo, mesmo se chover ao longo do período".
Na realidade, depois do segundo ou terceiro dia de estada, é cada vez mais freqüente a implacável pergunta do visitante: "- O que fazer?" E não resta dúvida de que um apropriado sistema de animação teria evitado esse questionamento.
Quanto à acolhida de fluxos internacionais, normalmente aqueles que afluem pelos portões de entrada Norte-Nordeste, há de considerar que o pouco conhecimento de idiomas estrangeiros nessas regiões, limita o pleno aproveitamento das atrações e diversões locais. Um sistema de animação, com animadores poliglotas, apresenta-se como caminho mais viável para a solução desse problema.
A animação é um dos temas turísticos mais em evidência nos últimos anos. É o mais jovem serviço do setor, mas se o fato é novo, o termo animar, no sentido de dar vida, freqüenta os dicionários europeus desde o século XVII.
Os termos Animação e Animador são de data mais recente. Os seus significados, no contexto turístico, derivam do conceito formulado pelo Club Méditerranée, há poucas décadas, e refletem o atual estágio de desenvolvimento desse serviço nos diversos componentes do setor de turismo.
A Terminologia do Turismo Brasileiro apresenta as seguintes definições:
Animação no turismo: conjunto de atividades que objetivam humanizar as viagens, oferecendo ao turista a possibilidade de participação ativa, de tornar-se protagonista de suas férias. Desenvolve-se nos centros de férias, nos meios de hospedagem, nos transportes de longo
A animação turística sendo um conjunto de atividades ou práticas destinadas a tornar o lazer criativo, dinâmico e participativo, deve ser devidamente planejada, dirigida e organizada, ou pelos responsáveis por determinado empreendimento turístico ou pelas autoridades governamentais competentes de uma localidade, estado, região ou país.
A animação turística está destinada aos usuários do empreendimento ou à população residente no local e que a ele demande, inclusive e, especialmente, turistas e viajantes.
A animação turística é oferecida em instalações, equipamentos e serviços ou atrativos turísticos específicos existentes no empreendimento ou na localidade, estado, região ou país.
Os objetivos principais da animação turística são:
Para um bom desenvolvimento do trabalho de animação turística devemos ter sempre em mente o comportamento profissional do técnico, sua apresentação e seu vocabulário. '
Deve haver um bom relacionamento interpessoal entre o animador e o pessoal dos hotéis, das agências, dos restaurantes e todos os demais serviços.
O animador turístico deve cultivar a arte de saber, ver, ouvir e calar de acordo com os momentos que surjam, para nunca molestar o turista, que é a pessoa mais importante no momento e não quer se contrariar nem ficar constrangido com algo que lhe aconteça.
O turista deve sempre merecer o nosso maior respeito, a animação turística como sendo a introdução de recursos de lazer visando ao descanso, divertimento e desenvolvimento físico e mental dos turistas, condicionados por seus interesses e preferências e pelos recursos e condições do pólo receptor, tem também a finalidade de aumentar as taxas de permanência e os gastos turísticos.
O animador define as idéias e a seqüência dos instrumentos essenciais ao desenvolvimento de projetos de animação de pólos turísticos, indicando os tipos de elementos informativos que devem balizar o processo criativo de montagem e organização de programações especificas.
A animação turística tem seu âmbito em:
a) Meios de hospedagem. b) Meios de transporte de longo curso. c) Demais agentes do sistema receptivo.
MEIOS DE HOSPEDAGEM
a) Hotéis convencionais urbanos. b) Hotéis convencionais das estâncias climáticas e hidrominerais. c) Hotéis de lazer. d) Demais tipos de hotéis, motéis, pousadas, pensões, além dos albergues da juventude.
De modo geral, o âmbito da Animação nesses estabelecimentos é menor que nos centros de férias, em razão da permanência mais curta e da composição menos homogênea dos hóspedes.
As quatro divisões indicam a necessidade de aplicação de modelos diferenciados de Animação para cada uma, de vez que tanto as estruturas físicas dos tipos de estabelecimentos mencionados, como os perfis e comportamentos dos seus Turistas variam substancialmente.
O principal problema que enfrenta a implantação de um serviço de Animação nos hotéis, situa-se no dimensionamento dessa atividade.
São dois aspectos a examinar:
Observações colhidas no exterior indicam que uma programação integral de animação em três períodos (manhã, tarde e noite) é economicamente viável nos hotéis de, pelo menos, 500 apartamentos.
As metas básicas da animação objetivam atender a cada segmento da demanda turística, de acordo com as diversas modalidades de prática do turismo e os múltiplos perfis motivacionais dos turistas. Mas antes de tudo, deve estabelecer-se uma distinção bem precisa entre o produto-animação e a animação do produto. O planejamento das estruturas dos serviços de animação, assim, exerce-se sobre dois âmbitos distintos, tanto na parte física, como na programação e na formação da mão-de-obra especializada.
PRODUTO-ANIMAÇÃO
Em sua forma mais costumeira de centro ou de clube de férias - seguindo em linhas gerais a filosofia do Club Méditerranée, repousa sobre o conceito que considera a própria animação como atração principal, relegando ao segundo plano a paisagem, o conforto, etc.
A estruturação de um produto-animação é das mais complexas. Como esse tipo de produto pode viabilizar-se somente em centros de férias mais ou menos fechados, aonde os hóspedes, geralmente vindos em grupos, passam temporadas de uma ou mais semanas, impõe-se a indispensabilidade para que a concepção dos equipamentos e serviços, antes de tudo, estimule a criação do espírito de integração.
Por essa razão, já a partir do planejamento urbanístico-arquitetônico do local, deverá evidenciar-se a preocupação em oferecer condições necessárias para induzir os turistas a uma participação intensa, que é à base do bom funcionamento do sistema de animação integral.
Não devemos esquecer que o Animador, ao passar a constituir-se parte integrante do próprio produto, deve apresentar o mais alto grau de capacitação profissional.
Os centros de férias, nome genérico adotado neste trabalho, em condições de transformar-se em Produto-Animação têm como principal característica uma clientela agrupada para passar períodos de estada mais longos e predisposta a conviver e participar de programas conjuntos.
Esses são em princípio:
a) Clubes de Turismo, sob variadas denominações. b) Colônias de Férias. c) Algumas formas de Turismo Social. d) Campings, em especial aqueles que costumam receber para estadas mais demoradas.
ANIMAÇÃO DO PRODUTO
É aplicável a todas as demais modalidades de turismo e, ainda, aos inúmeros serviços direta ou indiretamente ligados ao setor por meio de ações que diferem, às vezes substancialmente, uma das outras. São praticamente todos os componentes do setor de turismo que podem usufruir da ação de animação.
Agrupam-se, basicamente, em: a) Meios de hospedagem. b) Meios de transporte de longo curso. c) Demais agentes do sistema receptivo turístico. d) Localidades turísticas, no seu conjunto.
MÍDIAS DA ANIMAÇÃO
As mídias que atuam sobre o Turista-objeto, desenvolvem se em duas faixas:
RECURSOS FÍSICOS
Os espaços adequados e de boa qualidade para animação, são a condição indispensável para o sucesso desse serviço. Sendo a animação um fato novo, esses espaços não se encontram nos empreendimentos turísticos tradicionais. Existem, é verdade, hotéis dotados de grandes áreas para lazer, as quais, paradoxalmente, não satisfazem sempre as exigências do serviço de animação.