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Portanto, a existência do lúdico é de extrema importância no ensino. O lúdico é a forma de desenvolver a criatividade e o conhecimento por meio da brincadeira, da música e da dança. O objetivo é educar, ensinar, entreter e interagir com os outros. O brincar, em suas diversas formas, como brinquedos, brincadeiras e brincadeiras, acompanha nossa vida desde o nascimento até a velhice, promovendo nossa saúde física e mental de forma integrada. De maneira geral, os jogos e brincadeiras trazem benef
Tipologia: Resumos
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Trabalho de Conclusão de Curso I do curso de Graduação em Pedagogia, modalidade a distância, do curso de Graduação em Pedagogia do Centro de Educação da Universidade Federal da Paraíba, em cumprimento às exigências legais para a obtenção de avaliação pedagógica. Orientadora: Prof.ª. Drª. Izaura Maria de Andrade da Silva
Dedico primeiramente a Deus, que me deu a vida. À minha família e ao meu esposo, por estarem comigo nos momentos mais difíceis.
“Porque para Deus nada é impossível.’’ (Lucas 1:37)
O presente trabalho tem como tema “A ludicidade para o desenvolvimento cognitivo de crianças na educação Infantil”. O lúdico desenvolve o indivíduo como um todo, sendo assim, a educação infantil deve considerá-lo como parceiro e utilizá-lo amplamente para colaborar com o desenvolvimento cognitivo da criança. Dessa forma, apresenta-se a seguinte problemática: Quais as contribuições e importância da Ludicidade para o desenvolvimento cognitivo de Crianças na Educação Infantil? Diante de uma realidade observada e vivenciada em um dos estágios realizado pela pesquisadora, surgiu o interesse de refletir sobre a contribuição da ludicidade para o desenvolvimento cognitivo. Diante disso, estabeleceu-se o seguinte objetivo geral: Compreender as contribuições da ludicidade para o desenvolvimento cognitivo de crianças na Educação Infantil, e os específicos: identificar as contribuições da ludicidade; discutir a importância da ludicidade para as crianças na educação infantil. Para isso, realizou-se uma pesquisa de natureza qualitativa e procedimento bibliográfico, desenvolvido a partir de análises e estudos de livros, artigos e sites acadêmicos, com o intuito de aprofundamento do tema desta pesquisa. Os resultados da pesquisa apontam que a Ludicidade contribui no desenvolvimento cognitivo de crianças na Educação Infantil, pois, possibilita a concentração, resolução de problema, raciocínio lógico e pensamento, e proporciona um aprendizado prazeroso.
Palavras-Chave : Ludicidade. Desenvolvimento Cognitivo. Educação Infantil.
Figura 1 - Encontre a tampa ...................................................................................... 18 Figura 2 -Crianças brincando de amarelinha............................................................. 19
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A partir dessa problematização, elaborou-se o seguinte objetivo geral: compreender as contribuições da ludicidade para o desenvolvimento cognitivo de crianças na Educação Infantil. Como objetivos específicos, foram destacados os seguintes: identificar as contribuições da ludicidade no desenvolvimento cognitivo de crianças na educação infantil; discutir a ludicidade para as crianças na educação infantil. Visando o alcance desses objetivos, adotou-se uma pesquisa bibliográfica, desenvolvida a partir da seleção e a consulta de materiais já elaborados, envolvendo principalmente livros e artigos, encontrados por meio de pesquisas no Google Acadêmico, Portal Capes e sites de educação, com o propósito de aprofundar o tema desta pesquisa. Dentre os estudos utilizados, destacou-se a grande contribuição de Jean Piaget para o entendimento do tema. Organizou-se o trabalho em três capítulos. No primeiro, expôs-se um breve histórico da Educação Infantil no Brasil; no segundo, abordam-se as seguintes temáticas: a ludicidade na Educação Infantil; contribuições da ludicidade; o desenvolvimento cognitivo segundo Piaget; o capítulo metodológico, a discussão dos achados da pesquisa. Por fim, finalizou o trabalho com as conclusões e as referências bibliográficas.
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A educação formal nem sempre teve um lugar de destaque na formação da criança, mas com a modificação da estrutura familiar, onde as mães passaram a sair para trabalhar, emergiu a necessidade de um local para deixar seus filhos. Diante dessa necessidade, surgiram as creches e pré-escolas, que, de início, eram mantidas pelos usuários, mas, depois de muito tempo, tornaram-se públicas. Esses espaços faziam o papel assistencial, ou seja, tinham a função de cuidar e guardar as crianças para que as mães pudessem trabalhar. Os profissionais que neles atuavam não possuíam formação e a sua função dar atenção às crianças, desenvolvendo cuidados com a higiene, dentre outros. Com o passar dos anos, o aumento pela busca de creches foi aumentando por causa da maior participação das mulheres no mercado de trabalho. Em meados da década de 1970, as instituições passam a ser educacionais, mas somente com a Constituição de 1988, o direito à educação foi efetivado para as crianças. Assim, como está inserido na Constituição Federal de 1988, em seu artigo 208, inciso IV: “[...] O dever do Estado para com a educação será efetivado mediante a garantia de oferta de creches e pré-escolas às crianças de até cinco anos de idade” (BRASIL, 1988). Com base na Lei, as creches tiveram que oferecer um trabalho educacional não mais voltado apenas para o cuidado e o assistencialismo, garantindo-se o direito de estudar e desenvolver conhecimentos e habilidades próprias dos primeiros anos de vida. Desde então, as crianças começaram a ser reconhecidas como cidadãs pelo Estado brasileiro, especialmente a partir da aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei 8.069, em 1990, que apresentou para a sociedade os vários direitos da criança, bem como a responsabilidade da família, da escola e da sociedade a respeito Outro documento importante que reconheceu a educação infantil como etapa inicial da educação básica, foi a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1996, que destacou como a primeira etapa da educação básica e estabeleceu os objetivos específicos direcionados às instituições, para nortear os critérios para o seu oferecimento.
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A brincadeira desperta na criança a criatividade e colabora com a vivência prática do aprendizado de novos conhecimentos, tendo o lúdico com recurso fundamental. Na DCNEI:
Do ponto de vista da abordagem, reafirma-se a importância do lúdico na vida escolar, não se restringindo sua presença apenas à Arte e à Educação Física. Hoje se sabe que no processo de aprendizagem a área cognitiva está inseparavelmente ligada à afetiva e à emocional. (BRASIL, 2010, p. 116). Na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), estabelecida em 2017, reforçou- se a abordagem na DNCEI aborda, colocando a criança como autor principal da construção do seu conhecimento, por meio da interação. Para isso, nesse documento, recomenda-se trabalhar a autonomia das crianças do infantil. Conforme o referido documento:
Ainda de acordo com as DCNEI, em seu Artigo 9º, os eixos estruturantes das práticas pedagógicas dessa etapa da Educação Básica são as interações e a brincadeira, experiências nas quais as crianças podem construir e apropriar-se de conhecimentos por meio de suas ações e interações com seus pares e com os adultos, o que possibilita aprendizagens, desenvolvimento e socialização. (BRASIL, 2017, p. 37). Como se pode analisar, ao longo das décadas, a Educação Infantil no Brasil vem tendo avanços significativos. Sendo assim, constitui-se papel dos professores atender as crianças, em seus primeiros anos de vida, da melhor forma possível proporcionando-as vivências por meio do lúdico. "Nas palavras de Friedmann (1996, p. 75), “O professor é mais do que um orientador: ele deve ser um desafiador, colocando dificuldades progressivas no jogo, como uma forma de avançar nos seus propósitos de promover o desenvolvimento ou para fixar aprendizagens. Esse é o grande papel do professor enquanto educador lúdico e criativo”." (FRIEDMANN apud RAU, 2012, p. 179). As brincadeiras, os jogos, enfim, o lúdico desenvolve a imaginação, a criatividade, ajuda no desenvolvimento pessoal, possibilita ao indivíduo a vivência de situações aprendidas no espaço familiar, a troca de experiências das práticas lúdicas com outras pessoas.
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O brincar sempre esteve presente na vida das crianças, mesmo que de diferentes formas e expressões. Esse e todos os elementos vinculados, como a brincadeira, o brinquedo e o jogo, estão diretamente relacionados à criança e ao indivíduo como todo. Em relação às crianças, o brincar está relacionado a muitas dimensões, tais como: motoras, quando as crianças percebem o seu corpo no espaço; afetiva, quando essas se envolvem emocionalmente e com intensão na brincadeira, cultivando o prazer de brincar; cognitiva, quando pensa no brincar, aprende atuando com os pares, adultos, ambiente e a situação que é apresentada; social, quando as crianças compreendem e atuam no mundo, ou nos ambientes que frequentam. Diante disso, as atividades lúdicas têm um papel especial em proporcionar às crianças as diversas dimensões de aprendizagem. De acordo com Costa (apud RAU, 2012, p. 32), “[...] A palavra lúdico vem do latim ludus e significa brincar. Nesse brincar, estão incluídos os jogos, brinquedos e brincadeiras. A palavra é relativa também à conduta daquele que joga, que brinca e que se diverte”. Como se pode ver, o lúdico envolve jogos, brinquedos e brincadeiras, cada um com o propósito de desenvolver a criança e propor o desenvolvimento de conhecimentos. A criança é um ser ativo e reflexivo, sendo de fundamental importância que professores da educação infantil utilizem essas ferramentas nas vivências escolares. Para se trabalhar com recursos lúdicos, é indispensável que o professor tenha conhecimentos prévios sobre o que pretende trabalhar com tais atividades lúdicas. É fundamental também que o educador proponha objetivos pedagógicos, leve em consideração os conhecimentos prévios dos educandos, a cultura local, entre outros aspectos. Como se pode observar:
Para a superação das dificuldades, é preciso que você, educador, tenha conhecimento sobre as classificações dos jogos que possibilitam identificar quais tipos atendem aos objetivos elaborados de acordo com as necessidades dos alunos e do planejamento pedagógico; como organizar um ambiente rico e dinamizador de interações, como lidar com conflitos afetivos nas relações entre os educandos e como observar os avanços e as dificuldades explicitadas em momentos de jogos por meio da escuta das falas
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Quando a criança percebe que existe uma sistematização na proposta de uma atividade dinâmica e lúdica, a brincadeira passa a ser interessante e a concentração do aluno fica maior, assimilando os conteúdos com mais facilidades e naturalidade. Diante da afirmação por Kishimoto, pode-se compreender a importância de aulas e atividades lúdicas para a aprendizagem da criança, e a facilidade para que ela consiga aprender os conteúdos. Nesse sentido, é relevante, para o desenvolvimento cognitivo, as práticas de atividades por meio de jogos ou brincadeiras, pois cada uma dessas ferramentas possibilita à criança a aquisição de conhecimentos. Existem brincadeiras que estimulam o desenvolvimento cognitivo da criança, Veja, como exemplo, o ilustrado na Figura 1:
Figura 1 - Encontre a tampa
Fonte: Lunetas (2018). É possível estimular a aprendizagem com simples tampas e potes, como mostra a Figura 1. Colocam-se potes de plásticos de cozinha abertos no chão para que a criança procure e encontre a tampa certa de cada um. Essa atividade estimula a atenção e a concentração e o desenvolvimento sensório-motor. Além disso, colabora com a aquisição de conhecimento, como identificar tamanhos e formas, como noções de “grande e pequeno’’ e as formas geométricas. Na Educação infantil, os brinquedos estimulam todo o sensorial da criança o que é duro, mole, rugoso, enfim, tudo aquilo que tem a ver com os cinco sentidos, além do movimento, já que a criança está sempre se movimentando. Veja, agora, este outro exemplo, ilustrado na Figura 2:
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Figura 2 -Crianças brincando de amarelinha
Fonte: Medina (2018).
A amarelinha é uma brincadeira feita no chão. Nessa brincadeira, as crianças utilizam pedrinhas e aprendem os números, a repartir, a esperar. Também desenvolvem conhecimento sobre a ordem crescente dos números e a reconhecer e identificar cada número. Além disso, aprendem a ganhar e perder, conhecimentos indispensáveis nos dias de hoje, na sociedade competitiva em que vivemos. Isso possibilita às crianças lidar com possíveis frustações. A criança pequena também aprende brincando, conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais, as práticas pedagógicas têm como “eixo norteadores as interações e a brincadeira’’ (BRASIL,1996). Portanto, o brincar e o educar estão juntos, porque, quando a criança brinca, aprende muitas coisas, tais como: interagir, cultivar amizades, descobrir várias coisas a respeito do seu corpo, por meio dos movimentos e nas explorações e o uso sensorial. A criança é vista hoje como uma cidadã de direitos, com direito ao brinquedo e a brincadeira. Diante de tais concepções fica óbvio o quanto a ludicidade pode-se ser levada em consideração, o lúdico faz parte da vida de todos, sempre, não importa a idade, todos se sentem, atraídos pela ludicidade.
Diante de tais informações, é essencial vivenciar a ludicidade na Educação Infantil. Por meio da prática, como foi mostrado nas brincadeiras abordadas anteriormente, e de outras fontes já citadas, entende-se o quanto a ludicidade contribui com o desenvolvimento cognitivo das crianças. Nesse sentido, na abordagem de Vygotsky: