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APH ADULTO E REGULAÇÃO MÉDICA, Resumos de Medicina

APH ADULTO E REGULAÇÃO MÉDICA - SBV

Tipologia: Resumos

2020

Compartilhado em 08/03/2020

mendoncaguimaraes
mendoncaguimaraes 🇧🇷

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Camilla Monielyck P4
APH ADULTO E REGULAÇÃO MÉDICA
INTRODUÇÃO
A Central de Regulação Médica é o elemento ordenador e orientador dos Sistemas Regionais e
Estaduais de Urgência e Emergência, organizando a relação entre os vários serviços, qualificando o
fluxo dos pacientes no sistema de saúde e garantindo acesso aos pedidos de socorro.
Todos os agravos a saúde de causa clínica, traumática, psiquiátrica, dentre outros, devem ter acesso,
por meio do telefone 192, à Central de Regulação Médica, a qual tem que acolher a pessoa que
solicita por ajuda, assistindo-a em sua necessidade e redirecionando-a para os locais adequados à
continuidade do tratamento.
O MÉDICO REGULADOR
A regulação médica é de responsabilidade do profissional médico, que necessita ser capacitado para
exercer essa função com qualidade.
As funções do médico regulador são:
o Julgar e decidir sobre a gravidade de um caso que lhe está sendo comunicado via rádio ou
telefone;
o Enviar os recursos necessários ao atendimento.
o Monitorar e orientar o atendimento feito por outro profissional de saúde habilitado por
profissional da área de segurança ou bombeiro militar ou, ainda, por leigo que encontra-se
no local da situação de urgência;
o Definir e acionar o serviço de destino do paciente;
O médico que trabalha em pronto-socorro ou outro serviço de saúde, classificados como unidades
fixas de APH, precisa conhecer o papel do médico regulador. O bom relacionamento ajudará na
qualidade da assistência, mesmo que seja necessária a regulação com o critério de “vaga zero”.
CLASSIFICAÇÃO DA AMBULÂNCIA E TRIPULAÇÃO NECESSÁRIA PARA ATENDIMENTO PRÉ-
HOSPITALAR E TRANSPORTE DE PACIENTES
A classificação da ambulância e tripulação necessária para APH e transporte de pacientes é a seguinte:
Viatura tipo A - ambulância de transporte em decúbito horizontal de pacientes que não apresentam
risco de morte, para remoções simples e de caráter eletivo. Tripulada apenas por motorista
capacitado.
Viatura tipo B - Ambulância de Suporte Básico: transporte inter-hospitalar de pacientes sem risco
de morte, mas que necessitam de acompanhamento do profissional de saúde, por estarem com
venóclise, oxigenoterapia, entre outros e ao APH de pacientes com risco desconhecido. Tripulada
por motorista e um técnico ou auxiliar de enfermagem capacitado.
Viatura tipo C - Ambulância de Resgate: atendimento de urgências pré-hospitalares para vítimas de
acidentes ou pacientes clínicos em locais de difícil acesso, que necessitem de equipamentos de
salvamento. Tripulada por um motorista e dois profissionais treinados em salvamento.
Viatura tipo D Ambulância de Suporte Avançado: atendimento e transporte de pacientes com risco
de morte conhecido em emergências pré-hospitalares e/ou de transporte inter-hospitalar, que
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APH ADULTO E REGULAÇÃO MÉDICA

INTRODUÇÃO

  • A Central de Regulação Médica é o elemento ordenador e orientador dos Sistemas Regionais e Estaduais de Urgência e Emergência, organizando a relação entre os vários serviços, qualificando o fluxo dos pacientes no sistema de saúde e garantindo acesso aos pedidos de socorro.
  • Todos os agravos a saúde de causa clínica, traumática, psiquiátrica, dentre outros, devem ter acesso, por meio do telefone 192, à Central de Regulação Médica, a qual tem que acolher a pessoa que solicita por ajuda, assistindo-a em sua necessidade e redirecionando-a para os locais adequados à continuidade do tratamento. O MÉDICO REGULADOR → A regulação médica é de responsabilidade do profissional médico, que necessita ser capacitado para exercer essa função com qualidade. → As funções do médico regulador são: o Julgar e decidir sobre a gravidade de um caso que lhe está sendo comunicado via rádio ou telefone; o Enviar os recursos necessários ao atendimento. o Monitorar e orientar o atendimento feito por outro profissional de saúde habilitado por profissional da área de segurança ou bombeiro militar ou, ainda, por leigo que encontra-se no local da situação de urgência; o Definir e acionar o serviço de destino do paciente; → O médico que trabalha em pronto-socorro ou outro serviço de saúde, classificados como unidades fixas de APH, precisa conhecer o papel do médico regulador. O bom relacionamento ajudará na qualidade da assistência, mesmo que seja necessária a regulação com o critério de “vaga zero”. CLASSIFICAÇÃO DA AMBULÂNCIA E TRIPULAÇÃO NECESSÁRIA PARA ATENDIMENTO PRÉ- HOSPITALAR E TRANSPORTE DE PACIENTES A classificação da ambulância e tripulação necessária para APH e transporte de pacientes é a seguinte:
  • Viatura tipo A - ambulância de transporte em decúbito horizontal de pacientes que não apresentam risco de morte, para remoções simples e de caráter eletivo. Tripulada apenas por motorista capacitado.
  • Viatura tipo B - Ambulância de Suporte Básico: transporte inter-hospitalar de pacientes sem risco de morte, mas que necessitam de acompanhamento do profissional de saúde, por estarem com venóclise, oxigenoterapia, entre outros e ao APH de pacientes com risco desconhecido. Tripulada por motorista e um técnico ou auxiliar de enfermagem capacitado.
  • Viatura tipo C - Ambulância de Resgate: atendimento de urgências pré-hospitalares para vítimas de acidentes ou pacientes clínicos em locais de difícil acesso, que necessitem de equipamentos de salvamento. Tripulada por um motorista e dois profissionais treinados em salvamento.
  • Viatura tipo D – Ambulância de Suporte Avançado: atendimento e transporte de pacientes com risco de morte conhecido em emergências pré-hospitalares e/ou de transporte inter-hospitalar, que

necessitam de cuidados médicos intensivos. Deve contar com os equipamentos necessários, como respirador, desfibrilador e medicações, para o atendimento de emergência no local ou durante o transporte. Tripulada por motorista, médico e enfermeiro.

  • Viatura tipo E – Aeronave de Transporte Médico: Tripulada por piloto, médico e enfermeiro.
  • Viatura tipo F – Embarcação de Transporte Médico: Tripulada de acordo com a classificação - Básica ou Avançada. **ETAPAS DO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR
  1. Pedido de Ajuda e Acionamento:** Por meio de um chamado, a vítima de um agravo à saúde ou um solicitante pede ajuda, pelo telefone 192. Ele é atendido pelo TARM e regulado por um médico. 2. Regulação e Aconselhamento médico: O TARM colhe informações básicas para o atendimento por meio de um questionário breve → depois o médico recebe a ligação, avaliando e presumindo a gravidade de cada caso, para o envio de recursos necessários. 3. Reconhecimento e Ações do Médico Regulador em: 3.1. Casos de Vítimas com Dor Torácica : Solicitações de pedido de ajuda para pacientes com dor torácica sugestiva de SCA devem ter prioridade no envio da viatura, com a chegada o mais breve possível de um desfibrilador no local. A recomendação é do envio do recurso com prioridade, já que 51% dos pacientes apresentam parada cardíaca por arritmia antes da chegada no hospital. 3.2. Casos de Vítimas com Parada Cardiorrespiratória: O questionário deve ser rápido e objetivo, para o reconhecimento de pessoas em parada cardíaca. Medidas iniciais de ressuscitação devem ser orientadas, e o envio do recurso adequado deve ser feito o mais rápido possível. O solicitante deve ser orientado a iniciar as compressões torácicas fortes e rápidas, sem interrupções (Hands Only) e deve ser feita a instalação de um DEA, assim que disponível no local. Uma equipe de SAV ou outra viatura equipada com o DEA deve ser prontamente disponibilizada e enviada ao local. DESPACHO O médico regulador envia os recursos necessários, respeitando a gravidade e quando houver a necessidade de apoio de outros órgãos, como Corpo de Bombeiros, polícia, dentre outros. ATENDIMENTO NO LOCAL Ações necessárias para estabilização da vítima no local do atendimento devem demorar o menor tempo possível.

Chegada do Desfibrilador Externo Automático: o Com a chegada do DEA, as manobras de compressões torácicas não devem ser interrompidas. o O DEA não pode ser utilizado durante o transporte, pois os movimentos da viatura podem interferir na análise do ritmo, podendo causas erros. Chegada da Equipe de Suporte Avançado: o Com a chegada da equipe de SAV, o médico assume a liderança e certifica-se do tempo da parada cardíaca, se foi assistida ou não, e se foram indicados choques do DEA. o As compressões torácicas não devem ser interrompidas. O ritmo cardíaco deve ser avaliado por meio do monitor cardíaco, com as pás convencionais ou o acoplamento das pás adesivas no desfibrilador. Neste instante, as compressões torácicas devem ser interrompidas, para análise. o Se o ritmo for FV ou TVSP, o choque deve ser entregue, sendo de 360 joules para os desfibriladores monofásicos e de 200 joules para bifásicos. o Iniciar: acesso venoso periférico, acesso intraósseo ou acesso endotraqueal (realizado apenas com tubo orotraqueal → podem ser administradas vasopressina, atropina, naloxona, adrenalina e lidocaína) MEDICAMENTOS DURANTE A PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA A administração de medicamentos não pode comprometer as compressões torácicas de alta qualidade, nem retardar a análise do ritmo e a desfibrilação imediata, quando indicada. O uso destes medicamentos segue o algoritmo do SAVC. CUIDADOS PÓS-PARADA CARDÍACA Após RCE, devemos preparar o paciente para o transporte adequado para o hospital correto, com capacidade de realizar intervenções para pacientes com SCA, cuidados neurológicos e terapêutica com hipotermia. ATENDIMENTO DE VÍTIMAS DE TRAUMA FORA DO HOSPITAL

1. Conceitos Básicos ▪ Apenas quando o local estiver seguro, o atendimento será iniciado. ▪ Imobilize a cabeça e mantenha a coluna cervical em posição neutra. ▪ Abra as vias aéreas, por meio de manobras manuais (tração da mandíbula). Avalie se a vítima respira e adote o protocolo de SBV. Siga a sequência ABCDE, e não perca tempo no local com vítimas com sinais de choque e traumatismo craniencefálico grave, pois podemos fazer muito pouco fora do hospital. ▪ Garanta acesso à via aérea; descomprima o pneumotórax, se necessário, por punção com agulha de grosso calibre, no segundo espaço intercostal, na linha hemiclavicular. ▪ Avalie a pelve, pois fraturas instáveis podem ser causa de choque, e a imobilização adequada ameniza o sangramento, que pode agravar-se durante o transporte. ▪ Faça o acesso venoso durante o transporte, se for possível. Avise o hospital de referência sobre as condições das vítimas.

Lembre-se de que a primeira hora é a Hora de Ouro. Considerando que pouco pode ser feito no local, a equipe não deve demorar mais que 10 minutos.

2. Atendimento de Múltiplas Vítimas ▪ Em caso de múltiplas vítimas, não devemos iniciar a RCP naquelas sem pulso, de acordo com os protocolos de triagem como o Simples Triagem e Tratamento Rápido (START). ▪ Esta triagem deve ser realizada quando a ocorrência ultrapassar a capacidade de atendimento da equipe. São utilizados cartões que facilitam a identificação e a triagem de acordo com a gravidade:

  • Código Vermelho: vítimas graves (prioridade I).
  • Código Amarelo: vítimas intermediárias (prioridade II).
  • Código Verde: vítimas leves (sem prioridade).
  • Código Preto: vítimas inviáveis. 3. Critérios de Ressuscitação Cardiopulmonar no Trauma o Os pacientes em PCR por trauma apresentam, frequentemente, lesões incompatíveis com a vida, com morte imediata pelo local. o Nestes casos, quando a morte é evidente, torna-se importante preservar a cena e o local, que necessita ser periciado. o As tentativas de RCP podem ser suspensas ou não iniciadas em: pacientes sem pulso em apneia na chegada da equipe ao local em traumas fechados; sem pulso e sem sinais de vida, mesmo com ritmo cardíaco organizado, se a FC for menor de 40 bpm (AESP), em traumas penetrantes; em morte evidente; e em múltiplas vítimas. o As decisões de iniciar ou não a RCP podem ser consideradas caso a caso com profissionais médicos experientes; ocorrendo dúvida, deve ser iniciada. o No Brasil, o SBV só pode decidir por não iniciar RCP nos casos de morte evidente e somente médicos podem decidir por não iniciar ou interromper as manobras de ressuscitação nas demais situações. o Ainda devemos ressaltar que, uma vez iniciada a RCP pela equipe do SBV, só é possível interromper com a presença de um médico.