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Tipologia: Notas de estudo
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1.1.1. Esquadrias de madeira
A madeira representa o primeiro tipo de material utilizado como componente para a fabricação das esquadrias, sendo, portanto, muito observada nas edificações históricas mais antigas. Com o decorrer do tempo e o surgimento de materiais alternativos, a madeira perdeu parcela significativa de mercado, o que vem sendo retomado atualmente devido à evolução no seu processo de produção, possibilitando a disponibilidade de grande variedade de modelos com desempenho compatível com as exigências do mercado. Algumas das madeiras normalmente utilizadas são a imbuia, o mogno, o angico, a jatobá, entre outras.
Normalmente, as esquadrias de madeira são entregues na obra já montadas, com travamentos de proteção entre as folhas e fechos, devendo ser chumbadas às alvenarias por meio de pregos ou grapas, ou ainda fixados em contramarcos previamente colocados na parede.
Dentre as vantagens relacionadas com este tipo de esquadria em relação às demais pode-se citar o custo mais acessível, facilidade de execução e de montagem, e como desvantagens encontra-se a durabilidade e a segurança.
1.1.2. Esquadrias metálicas
Os componentes metálicos também representam uma tecnologia antiga para a fabricação de esquadrias, advinda desde meados do século 19, quando se utilizavam perfis de ferro laminado preparados e ajustados em pequenas serralharias. As esquadrias metálicas atualmente utilizadas para a confecção de esquadrias são de aço, mineral constituído essencialmente de ferro e carbono, com pequenas quantidades de manganês, fósforo, enxofre ou silício. Para reduzir a possibilidade de ocorrência de corrosão, as ligas são compostas também com cobre, e as esquadrias podem receber ainda revestimento superficial com camada microscópica de zinco (aço galvanizado), que atua como barreira de isolamento e como cátodo de sacrifício, ou seja, oxida-se em lugar do aço.
As esquadrias metálicas são também entregues na obra prontas para o assentamento, devendo-se ter muito cuidado no tocante ao contato dos perfis com argamassa, a qual deve ser removida preferencialmente sem o auxílio de espátulas ou lixas grossas que possam danificar a proteção superficial. Além disso, não se deve expor este tipo de esquadria a ácidos, os quais podem reagir quimicamente com o aço, mesmo protegido, deteriorando o material. A instalação é, em geral, realizada em vão rigorosamente esquadrejado, o que pode ser obtido por meio da utilização de gabaritos ou contramarcos pré fixados na alvenaria.
O peso elevado destas esquadrias, que dificulta a sua adequada instalação, e a necessidade de contínua manutenção preventiva quanto à ocorrência de corrosão são os principais pontos negativos relacionados com este tipo de componente, o que pode ser compensado pelo seu bom desempenho quanto à segurança, e também o seu efeito estético.
1.1.3. Esquadrias de PVC
Trata-se de uma tecnologia moderna utilizada para a fabricação das esquadrias. Conforme ilustra a figura 1.1., o composto de PVC (policloreto de vinila) utilizado para esta finalidade deve ser obtido a partir de uma mistura íntima entre o etileno, cuja matéria prima é o petróleo, e o cloro. A resina de PVC formada nesta mistura recebe uma incorporação de aditivos especiais necessários para o atendimento de requisitos de desempenho importantes para o produto, tais como resistência ao intemperismo, rigidez e resistência mecânica.
As esquadrias de PVC possuem uma câmara interior oca que é preenchida com perfis metálicos de aço galvanizado, reforçando a estrutura quanto aos esforços mecânicos.
destilação craqueamento (separação de líquidos)
(separação térmica)
eletrólise corrente elétrica
aditivos Propriedades especiais: res.a radiações solares
Algumas das características intrínsecas das esquadrias de PVC são: apresentam facilidade de manutenção e limpeza; são resistentes a agentes biológicos; são autoextinguíveis, isto é, não propagam chamas em caso de incêndio; têm maior capacidade de manutenção da temperatura interna dos ambientes, devido ao seu baixo coeficiente de transmissão do calor, entre outros.
Uma das grandes vantagens quanto ao uso deste tipo de esquadria está relacionada com a moldagem dos perfis, a qual, neste caso, é realizada por meio de soldagem a quente, de modo que não há aberturas nas ligações entre os perfis, proporcionando excelente desempenho desta esquadria quanto à estanqueidade. O seu alto custo, por enquanto, representa a sua maior desvantagem, aliado ao pouco uso ainda nas condições ambientais nacionais.
1.1.4. Esquadrias de alumínio
É o tipo de esquadria mais largamente utilizado na construção civil atualmente, especialmente no Brasil a partir da década de 50, tendo na construção da cidade de Brasília, no Distrito Federal, o seu grande marco inicial.
As esquadrias de alumínio são também entregues prontas para instalação na parede, a qual é feita sobre contramarco assentado diretamente na alvenaria, cuja função é garantir a vedação e regularização do vão.
O uso intensivo do alumínio para composição das esquadrias se deve à sua grande leveza, aliada a uma grande resistência mecânica, o que lhe proporciona facilidade de transporte e montagem, e à durabilidade satisfatória quanto à ação de agentes agressivos naturais como maresia ou regiões industriais, e sua estabilidade dimensional.
1.2. Tipos de portas e janelas
A depender da geometria e distribuição das aberturas, existem diversos tipos de janelas e portas cujas vantagens e desvantagens devem ser consideradas de acordo com as características específicas de cada projeto. Os tipos mais comumente utilizados estão a seguir descritos, inclusive com as respectivas representações utilizadas para identificação em projetos.
1.2.4. Janela projetante
1.2.5. Janela gilhotina
1.2.6. Janela basculante
1.2.7. Janela pivotante (horizontal ou vertical)
1.2.8. Janela de tombar
2.1. Vidros especiais
Os vidros especiais em geral apresentam a função de reduzir o consumo energético dos ambientes, além de proporcionar um adequando desempenho estético.
A redução do consumo energético pode ser compreendido a partir da figura 2.2, a qual representa a incidência de radiação solar sobre um elemento de vidro e as diferentes maneiras que este calor pode-se dissipar.
Figura 2.2. Transferência de calor pelo vidro (vidro laminado, neste caso)
Como se pode perceber, o calor incidente pode ser refletido, transmitido para o interior, ou absorvido pelo elemento (para em seguida ser reirradiado para o interior ou para o exterior). As quantidades percentuais correspondentes a cada uma destas parcelas vai depender do ângulo de incidência do sol e da refletividade do vidro.
Os vidros classificados como coloridos, ou termoabsorventes, podem ser obtidos por meio da adição de óxidos metálicos à composição, a fim de se obter a coloração desejada (azul, verde, cinza), reduzindo a transmissão solar e, com isso, aumentando a absorção do vidro. A coloração do vidro também pode ser conseguida por meio da laminação com película plástica colorida.
No caso dos termorefletores aplica-se na superfície uma camada de metal ou óxido metálico com espessura fina o suficiente para manter o componente transparente. Esta película também pode ser adicionada durante a laminação do vidro, ou ainda a partir da deposição de átomos de metal sobre uma chapa de vidro situada numa câmara mantida sob vácuo. Trata-se do vidro mais conhecido como espelhado, o qual apresenta excelente desempenho energético (permite apenas a passagem de luz, enquanto o calor é refletido para o ambiente externo pela face do vidro), devendo-se cuidar para que a instalação seja feita na forma laminada, a fim de proteger o metal utilizado quanto à ação de agentes agressivos.
2.2. Vidros fantasia ou impressos
Trata-se de vidro com a mesma composição química do vidro comum ou float, translúcido, com uma ou ambas as faces impressas com desenhos das mais diversas origens. São normalmente
aplicados em locais onde se deseja iluminação sem perda de privacidade, tais como boxes de banheiro, divisórias, salas de aula, portas sociais, placas de sinalização, entre outros.
A maneira como é realizada a impressão determina o tipo de acabamento do vidro, que pode ser: brilhante , impresso a fogo após o estiramento; fosco , por meio de jateamento com pós abrasivos (vidro jateado) ou aplicação de ácido hidrofluorídrico; esmaltado , com a colocação de esmalte nas faces para posterior aquecimento e fundição; ou texturizado , no qual a superfície recebe um tratamento para alteração da sua planicidade, aumentando a privacidade do ambiente.
A título ilustrativo estão apresentados na figura 2.3. alguns exemplos de vidros fantasia com diferentes texturas.
Figura 2.3. Imagens de vidros tipo fantasia, ou impressos
Canelado martelado pontilhado
2.3. Vidros de segurança
Os vidros de segurança recebem esta denominação devido à sua propriedade de, quando fraturados, produzir fragmentos menos susceptíveis a cortes ou danos ao usuário.
Este tipo de vidro é de uso obrigatório em diversas situações, tais como: vidraças externas sem proteção adequada, vitrines, sacadas e parapeitos, vidraças não verticais sobre passagens. Os principais vidros de segurança são: temperado, laminado e aramado.
2.3.1. Vidro temperado
Este vidro recebe um tratamento especial durante a fabricação, chamado de têmpera, cujo objetivo é incrementar as suas propriedades mecânicas e, com isso, reduzir o risco de quebras ou trincas. Outro efeito interessante observado neste tipo de vidro é que, após a ruptura, são formados pequenos fragmentos de vidro sem arestas cortantes ou lascas pontiagudas (figura 2.4).
Figura 2.4. Aspecto da ruptura ocorrida em vidro tipo temperado (esquerda) e não temperado (direita).
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A principal característica deste vidro é que, quando fraturado, os fragmentos permanecem presos à película de butiral, a qual pode ser distendida mais de 5 vezes a sua medição inicial sem romper. São especialmente indicados para situações onde possam ocorrer grandes impactos e punções, tais como a ação de projéteis (vidro blindado), pára brisas de locomotivas, aeronaves, automóveis e joalharias. Outra importante característica relacionada com o vidro laminado é o seu bom desempenho acústico, uma vez que a película de PVB amortece e absorve as vibrações sonoras oriundas da fonte, reduzindo a transmissão para o ambiente. Por fim, este tipo de vidro ainda é um excelente filtro de raios ultra violeta.
Os principais cuidados a serem tomados na instalação dos vidros laminados referem-se à borda lateral, uma vez que a penetração de umidade pode causar sérios danos estéticos e de desempenho ao componente. Alguns dos cuidados especiais a serem tomadas estão a seguir listados: os vidros devem fornecidos com as suas dimensões exatas, não se recomendando cortes na obra; o estoque deve ser realizado em local seco e arejado, com os vidros dispostos sobre cavaletes para evitar danos às bordas; os caixilhos sobre os quais os vidros serão assentados devem ser rigorosamente vistoriados imediatamente antes da instalação a fim de evitar a presença de qualquer espécie de saliência ou material inadequado; a vedação das placas não pode ser realizada com selantes que ataquem a película de PVB, como polissulfetos, óleo de linhaça ou ácido acético; a limpeza não pode ser efetuada com materiais à base de cloro, o que pode causar corrosão do caixilho e, com isso, possibilitar a ocorrência de esforços adicionais nas chapas de vidro.
A depender, portanto, dos cuidados adotados durante a etapa de instalação do componente, é possível a ocorrência de uma série de defeitos, conforme a seguir listado:
2.3.3. Vidro aramado
Trata-se de um vidro comum, que pode ser impresso, translúcido, no meio do qual é incorporada uma rede metálica de malha quadrada (1/2”) cuja função é segurar os estilhaços de vidro após o
rompimento (figura 2.6). Com isso, evita-se a ocorrência de invasões e o ferimento de pessoas quando da sua ruptura. Além disso, trata-se de material com bom comportamento a chamas.
Figura 2.6. Aspecto do vidro aramado, neste caso também impresso (ou fantasia)
Neste caso também não se recomendam cortes na obra, e as suas principais aplicações são em portas corta fogo, passagens para saída de incêndio, portas de segurança.
(TRE RJ – 2001) Em relação a esquadrias, a afirmativa correta é: a) As janelas do tipo guilhotina funcionam pelo deslocamento das folhas de abrir, pela ação de um contrapeso embutido no montante do caixilho; b) A diferença de uma janela tipo basculante e uma de abertura de máximo-ar, é que nesta a esquadria, além de bascular, desloca-se na vertical permitindo uma abertura na parte superior; c) Os batentes das janelas são do tipo marco e compostos por dois montantes e uma travessa; d) A roseta é uma ferragem de uma esquadria que substitui o espelho, sendo uma peça única, com dois orifícios para introdução da chave e do eixo de comando do trinco; e) São peças para sustentação, fixação e movimentação de uma esquadria pivotante: as cremonas, as tarjetas e as carrancas;
(MPE MG – 2002) Caracteriza especificação inadequada em relação a esquadrias:
a) As portas serão executadas de acordo com as dimensões especificadas no projeto preliminar. b) As esquadrias de madeira serão previamente secas. c) As aduelas e alisares serão de madeira de lei. d) As janelas e basculantes serão de esquadrias de alumínio.
(TRE RJ – 2001) Em relação à colocação de vidros em esquadrias e caixilhos, assinale a alternativa incorreta: a) Em caixilhos metálicos a fixação dos vidros ao rebaixo é feita por gaxetas; b) Em uma esquadria de madeira a divisão das peças do caixilho, verticais e horizontais, que sustentam os vidros, são os pinásios; c) O domo de vidro é uma esquadria estruturada auto-portante em vidro de segurança, com a finalidade de receber a iluminação zenital em uma cobertura; d) O vidro polido utilizado em uma esquadria tem como objetivo impedir a passagem da luz; e) O vidro transparente cristal tem suas faces absolutamente paralelas e se diferencia do vidro transparente liso por não apresentar distorção ótica.
(ELETROBRÁS – 2003) Ao vidro que foi submetido a um tratamento térmico, através do qual foram introduzidas tensões adequadas e que, ao partir-se, desintegra-se em pequenos pedaços, dá-se corretamente o nome de: a) recozido; b) temperado; c) laminado; d) aramado e) térmico absorvente.
(PM RJ – 2001) Na instalação de vidros temperados: a) podem ser utilizadas buchas e parafusos diretamente neles; b) se a peça não couber exatamente no local, ela deve devolvida à fábrica para ser reusinada; c) deve-se fazer um teste de resistência antes de sua colocação final; d) pode-se fazer qualquer tipo de polimento, se necessário;
e) devem se encaixar exatamente nas dimensões finais dos vãos acabados, pois não podem sofrer recortes de qualquer espécie.