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Química Experimental
Tipologia: Notas de estudo
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SETOR DE CIÊNCIAS EXATAS DEPARTAMENTO DE QUÍMICA CURSO DE LICENCIATURA PLENA E BACHARELADO EM QUÍMICA
Responsáveis pela disciplina: Prof. Dr. Aldo José Gorgatti Zarbin Prof. Dr. Flávio Massao Matsumoto Profª Drª Maria Aparecida Biason Gomes Profª Drª Shirley Nakagaki CURITIBA 1° SEMESTRE 2009
DISCIPLINA: CQ139 – Introdução à Química Geral Experimental NATUREZA: semetral CARGA HORÁRIA: TEÓRICA = 00; PRÁTICA = 60; TOTAL = 60 CRÉDITOS: 02 PRÉ-REQUISITO: não tem CO-REQUISITO: não tem EMENTA: Notação e simbologia em química. Relação entre quantidade de matéria e outras grandezas. Noções de segurança e de descarte de resíduos. Técnicas, habilidades, equipamentos e organização necessária ao trabalho em laboratório, para atividades de docência, pesquisa e/ou resolução de problemas práticos. Elaboração e execução de projetos de experimentos didáticos de química.
A avaliação da disciplina será feita sobre o conjunto de atividades realizadas no decorrer do período letivo. Para cada atividade será atribuída uma nota em escala numérica no intervalo de 0 (zero) a 100 (cem). Serão atribuídas notas para as seguintes atividades: ● 2 (duas) provas escritas sobre os experimentos (notas P 1 e P 2 ); ● relatórios sobre os experimentos executados (média no semestre M R); ● Projeto de Tema Livre (nota M PTL); ● comportamento e testes em aula (média no semestre M CT). As duas provas escritas, já previstas no cronograma da disciplina, tratará dos experimentos realizados em aula. Permite-se a consulta do Caderno de Laboratório durante a realização das provas, porém está vedado o uso do Manual de Instruções, assim como de qualquer outro material de consulta. Ao final do experimento, segundo critério do professor, poderá ser cobrado um relatório completo ou parcial a ser entregue na aula seguinte. Cada relatório será corrigido e terá uma nota atribuída. Ao final do período letivo será computada a média das notas de relatório ( M R). O Projeto de Tema Livre consiste em uma série de atividades, cuja avaliação está descrita em uma das seções do presente Manual. Cada aula terá inicialmente uma nota de comportamento de valor 100 (cem). Esta nota será reduzida a 0 (zero) quando for constatada a falta de um dos MATERIAIS OBRIGATÓRIOS (guarda-pó, Caderno de Laboratório e o Manual de Instruções da Disciplina). Se houver ATRASO de até 15 minutos, será subtraído 25 pontos da nota; atraso maior será penalizado com 50 pontos. A FALTA DA TAREFA pré ou pós- laboratório ocasionará perda de 25 pontos. Outros problemas poderão ocasionar diminuição na nota de comportamento segundo julgamento do professor. Cada aula poderá ter, a critério do professor, um teste pré- laboratório (isto é, antes da execução do experimento), ou pós-laboratório (depois da execução). Os testes são individuais e, de modo similar às provas escritas, permitir-se-á consultar somente o Caderno de Laboratório. Ao final do período letivo será computada a média das notas de comportamento e dos testes ( M CT). A Média Parcial da disciplina será calculada através da fórmula: M (^) P=
O critério de aprovação seguirá a Resolução 37/97 – CEPE (disponível na página web da Universidade: http://www.ufpr.br/soc/): ● aluno com freqüência menor que 75% (45 horas) será reprovado, qualquer que seja a média; ● aluno com Média Parcial igual ou superior a 70 ( M P70) será aprovado; ● aluno com Média Parcial inferior a 40 ( M P<40) será reprovado;
● aluno com Média Parcial igual ou superior a 40 e menor que 70 (40 M P<70) deverá prestar o Exame Final (nota P EF), a partir de que será calculada a média final M F = ( M P + P EF)/2, e
Desde o início da disciplina o aluno recebe o cronograma das aulas experimentais. A fase pré- laboratório tem como objetivo familiarizar o aluno com o experimento a ser realizado. Leia com antecedência o roteiro da aula a ser realizada, procurando compreender os objetivos e os procedimentos a serem adotados, e dê especial atenção às advertências em relação à segurança. No roteiro de cada experimento há a seção “Tarefas pré-laboratório”, que o guiará para se preparar para a aula. Estas tarefas consistem na preparação de tabelas, quadros, fluxogramas e outros itens que sejam necessários para melhor aproveitar a atividade prática. O cumprimento das tarefas pré-laboratório é OBRIGATÓRIO, E A SUA FALTA SERÁ PENALIZADA NA NOTA DE COMPORTAMENTO.
O aluno deverá portar os seguintes materiais obrigatórios para freqüentar as aulas práticas: um guarda-pó, o Caderno de Laboratório e o roteiro do experimento a ser executada no dia. A falta de um ou mais itens será penalizada com nota zero de comportamento. A pontualidade será exigida em todas as aulas prática, sendo tolerado um atraso de até 5 minutos para as turmas com início às 7h30; após este tempo haverá penalização na nota. Ao entrar no laboratório, abra o armário de sua bancada e confira todo o material contido nele; na falta de um material, ou ainda se este estiver sujo ou quebrado, comunique imediatamente o professor. No início da aula o professor dará orientações pertinentes ao experimento a ser realizado; é recomendado que se anote no Caderno de Laboratório estas orientações. A critério do professor, poderá ser aplicada uma prova antes (teste pré-laboratório) ou depois da execução do experimento (teste pós-laboratório). Tais provas tem como objetivo verificar se o aluno preparou-se adequadamente antes de entrar no laboratório, ou ainda se este aproveitou adequadamente o experimento já realizado. As aulas práticas serão desenvolvidos por equipes de dois integrantes, mas sendo os experimentos relativamente simples, poderão ser realizados individualmente. Não se recomenda o trabalho em equipe de três ou mais integrantes. Siga o roteiro do experimento, tomando todas as precauções para evitar acidentes, e tente aproveitar o máximo para desenvolver sua técnica e habilidade. Ao final da aula, descarte em recipientes adequados os resíduos e lave toda a vidraria, que deverá ser guardada no armário. Em geral a vidraria pode ser lavado com detergente e uma escova apropriada. Enxague várias vezes com água da torneira, e duas ou três vezes com água destilada; não é necessário enxugar nenhum material, que será guardado molhado (mas não sujo). Confira todo o material a ser devolvido no armário; lembre-se que este material será utilizada por alunos da próxima aula do Laboratório de Química Geral. Somente ao se certificar que todo o material está presente e em bom estado é que o armário deverá ser fechado.
O Caderno de Laboratório deve conter todo o registro das atividades efetuadas no laboratório, numa linguagem direta e resumida, mas de forma COMPLETA. Estas anotações devem ser realizadas, na maior parte, durante a própria aula. Os preparativos pré-laboratoriais devem ser feitos antes da realização do experimento, enquanto as discussões e conclusões podem ser registradas depois. Entretanto os dados e observações devem ser anotados durante a própria aula, para evitar que se percam informações armazenadas de memória. Seguindo este procedimento, economiza-se tempo e trabalho.
Quando se efetua uma medida, é feita uma comparação entre a grandeza a ser medida e uma grandeza padrão. A afirmação “um fio mede 2,35 metros” significa que o comprimento do referido fio é igual a 2,35 vezes o comprimento padrão chamado “metro”. Portanto o valor de uma grandeza física é representado como um produto entre um valor numérico e uma unidade : grandeza física = valor numérico × unidade Pode-se representar a medida do fio das seguintes formas: (I) comprimento = 2,35 metros (II) comprimento = 2,35 m (III) l = 2,35 m (IV) l /m = 2, Em (II) observa-se que a palavra “metros” foi substituído pelo símbolo “m”; uma unidade pode portanto ser representado pelo respectivo símbolo. Além disso, em (III) substitui-se a palavra “comprimento” pelo símbolo “l” (do inglês length ). Esta última forma de representação é bastante compacta, proporcionando economia de espaço na escrita. Além disso, quando se acostuma ao seu uso, esta forma torna a leitura mais rápida e fácil. Finalmente em (IV) observa-se que a grandeza l foi dividida pela sua unidade; o valor 2, torna-se adimensional, isto é, um número puro. Esta última forma de escrever deve ser empregada em gráficos e tabelas. Recomenda-se que se utilize o máximo possível na ciência e na tecnologia o Sistema Internacional de unidades (SI). Este sistema coerente de unidades é formado a partir de sete unidades básicas : Tabela 1 : as sete unidades básicas SI Grandeza física Símbolo da grandeza física Nome da unidade SI Símbolo da unidade SI comprimento l metro m massa m quilograma kg tempo t segundo s corrente elétrica I ampere A temperatura termodinâmica T kelvin K quantidade de matéria n mol mol intensidade luminosa I v candela cd Para as demais grandezas físicas são empregadas as unidades derivadas SI , constituídas pelo produto entre as potências de unidades básicas, de forma análoga à relação que define a respectiva grandeza. Por exemplo: força = massa × aceleração = massa × deslocamento × (tempo)– unidade de força = kg m s–^2 Apesar de ser possível expressar a grandeza força empregando a unidade derivada “kg m s–^2 ”, esta unidade é mais conhecida pelo nome especial “Newton”, cujo símbolo é “N”. Na tabela a seguir estão alguns exemplos de unidades derivadas que possuem nomes e símbolos especiais: Grandeza física Nome da unidade SI Símbolo da unidade SI Expressão em termos de unidades base SI freqüência hertz Hz s– força newton N m kg s– pressão pascal Pa N m-2^ = m–1^ kg s–
Grandeza física Nome da unidade SI Símbolo da unidade SI Expressão em termos de unidades base SI energia, trabalho, calor joule J N m = m^2 kg s– potência, fluxo radiante watt W J s-1^ = m^2 kg s– carga elétrica coulomb C A s potencial elétrico, força eletromotiva volt V J C-1^ = m^2 kg s–3^ A– resistência elétrica ohm Ω V A-1^ = m^2 kg s–3^ A– condutância elétrica siemens S Ω-1^ = m–2^ kg–1^ s^3 A^2 temperatura Celsius graus Celsius °C K No Sistema Internacional há somente uma unidade para cada grandeza física. Entretanto podem ser utilizados os seguintes prefixos para expressar os múltiplos e submúltiplos decimais de unidades básicas SI, ou unidades derivadas com nomes especiais: Submúltiplo Prefixo Símbolo Múltiplo Prefixo Símbolo 10 –1^ deci d 10 deca da 10 –2^ centi c 102 hecto h 10 –3^ mili m 103 quilo k 10 –6^ micro μ 106 mega M 10 –9^ nano n 109 giga G 10 –12^ pico p 1012 tera T 10 –15^ femto f 1015 peta P 10 –18^ ato a 1018 exa E 10 –21^ zepto z 1021 zetta Z 10 –24^ yocto y 1024 yotta Y Exemplos: 500 m = 5,00 hm = 0,500 km; 230×10-9^ m = 230 nm; 3120 K = 3,120 kK; 10,50×10-12^ s = 10,50 ps A unidade base da massa é o quilograma (kg), que já está acompanhado do prefixo quilo (10^3 ). Neste caso deve-se anexar prefixos ao submúltiplo grama (g), e não ao quilograma. Exemplos: Correto Errado megagrama (Mg) quiloquilograma (kkg) miligrama (mg) microquilograma (μkg) De um modo geral não se deve utilizar mais de um prefixo por cada unidade. Portanto o uso de milicentigrama (mcg) para 10−^5 g ou milimicrômetro (mμm) para 10−9^ m não é recomendável. Além das unidades básicas, as unidades derivadas com nomes especiais podem receber estes prefixos. Exemplos: 2,180 aJ = 2,180× 10 −^18 J 0,101325 MPa = 101,325 kPa = 1013,25 hPa = 101 325 Pa 2,7 MΩ = 2,7× 103 kΩ = 2,7×10^6 Ω A exceção é o graus Celsius (°C) que não admite prefixos para múltiplos e submúltiplos. Na grafia deve-se imprimir os símbolos das unidades em tipo romano (reto). O mesmo deve ser feito com os respectivos prefixos que expressam múltiplos e submúltiplos. Os símbolos não se alteram no plural, e não devem ser seguidos de ponto que denote abreviatura (exceto pelo ponto final que determina o fim de uma sentença).
Exemplos: n (KMnO 4 ) quantidade de unidades de fórmula de permanganato de potássio n (¹/ 5 KMnO 4 ) quantidade de ¹/ 5 unidade de fórmula de permanganato de potássio Se a quantidade de O 3 for igual a 5 mols, n (O 3 ) = 5 mol, e a quantidade de ⅓O 3 é igual a 15 mols, n (⅓O 3 ) = 15 mol. Portanto n (⅓O 3 ) = 3 n (O 3 ).
Estas unidades não fazem parte do SI, mas se admite que sejam utilizados ainda em alguns contextos. Prefixos SI podem ser afixados em algumas destas unidades, como mililitro (ml ou mL), milibar (mbar) e megaelétron-volt (MeV). Grandeza física Nome da unidade Símbolo Valor em unidades SI tempo minuto min 60 s tempo hora h 3600 s tempo dia d 86400 s ângulo plano grau ° (π/180) rad ângulo plano minuto ' (π/10 800) rad ângulo plano segundo " (π/648 000) rad comprimento ângstrom Å 10 –10^ m área barn b 10 –23^ m^2 volume litro L ou l dm^3 = 10–3^ m^3 massa tonelada t Mg = 10^3 kg massa unidade unificada de massa atômica u = m a(^12 C)/12 1,66054 ×10–27^ kg pressão bar bar 105 Pa energia elétron-volt eV = e ×V 1,60218 ×10–19^ J
As grandezas físicas podem ser representadas por símbolos para abreviar a notação, proporcionar economia de espaço e facilitar a leitura. O emprego de símbolos padronizados facilita a troca de informação entre diferentes pessoas, ao evitar equívocos de interpretação. Pelos motivos expostos torna-se interessante adotar as recomendações da IUPAC o máximo possível. Os símbolos de grandezas físicas devem geralmente ser uma letra do alfabeto latino (adotado no idioma português) ou grego. Podem ser utilizadas letras tanto maiúsculas ou minúsculas. A letra deve ser impressa com tipo itálico (inclinado para a direita). Quando necessário podem ser anexados ao símbolo índice (subscrito) ou expoente (sobrescrito). Os índices ou expoentes devem ser somente grafado em itálico quando representa símbolo de uma grandeza física ou um número; caso contrário, deve ser grafado caracteres retos. Exemplos: Cp capacidade térmica à pressão constante ( p grafado em itálico por denotar pressão) ni quantidade da i -ésima espécie ( i grafado em itálico por representar um número) S B entropia da espécie B (B grafado em caracteres retos) M KCl massa molar de KCl (KCl grafado em caracteres retos) Δvap H ⊖^ variação de entalpia padrão de vaporização (vap grafado em caracteres retos) Note-se no último caso que o índice vap é afixado a Δ, não a H.
Quando há a necessidade de se realizar conversão entre diferentes unidades, ou cálculos que envolvem várias unidades diferentes, recomenda-se utilizar o procedimento que será exposto nesta seção. No idioma inglês este procedimento é conhecido formalmente como “quantity calculus”, mas este termo ainda não tem uma tradução oficial em português. O procedimento, relativamente simples, consiste em aplicar as regras ordinárias da álgebra tanto para os números quanto para as unidades. Exemplo: cálculo da pressão de 1,50 mol de gás ideal contido em um recipiente de 0,500 m^3 e mantido à temperatura constante de 300 K. A equação de estado de um gás ideal é dada por: PV = nRT que, ao se substituírem os valores conhecidos, torna-se: P ×0,500 m^3 = 1,50 mol×8,315 J K–1^ mol–1×300 K rearranjando: P = 1,50×8,315× 300 ×mol×mol−^1 ×J×K−^1 ×K 0,500m^3
m^3 lembrando que J = N×m = m^2 kg s–2^ e Pa = N/m^2 = m–1^ kg s–2, o resultado final se torna: P = 7,48×10^3 (m^2 kg s–2)/m^3 = 7,48×10^3 m–1^ kg s–2^ = 7,48×10^3 Pa As unidades, quer que sejam SI ou não SI, podem ser convertidas entre si, desde que sejam conhecidas os fatores de conversão, através de substituições feitas seguindo as regras da álgebra. Exemplos:
Nas tabelas e nos gráficos (veja a seguir) é conveniente utilizar o quociente da uma grandeza física e sua unidade, para se obter números puros. Também se pode multiplicar ou dividir este quociente pelo fator exponencial de base 10, para simplificar o valor. Quando houver possibilidade de confusão, deve-se empregar parêntesis para destacar a unidade. Exemplos: r = 3,45 cm ⇒ r /cm = 3, C (NaOH) = 0,101 mol L-1^ ⇒ C (NaOH)/(mol L-1) = 0, V = 2,38× 10 -6^ L ⇒ V /(10-6L)=2, Uma tabela consiste em um arranjo retangular de células contendo dados. A localização de uma célula na tabela pode ser especificado pela linha (no sentido vertical) e pela coluna (no sentido horizontal). O exemplo a seguir demonstra como construir uma tabela. Exemplo: em 5 béqueres, identificados como A, B, C, D e E, serão misturadas soluções de iodeto de sódio e de nitrato de chumbo, onde se espera que ocorra a precipitação de um produto. Deve ser construída uma tabela onde conste, para cada béquer, os seguintes dados: volume da solução de iodeto de sódio, volume da solução de nitrato de chumbo, quantidade de iodeto de sódio, quantidade de nitrato de chumbo e a massa do precipitado obtido.
MILLS, I.; CVITAŠ, T.; HOMANN, K.; KALLAY, N.; KUCHITSU, K. Quantities, Units and Symbols in Physical Chemistry , 2ª Ed. Oxford: Blackwell Scientific Publications, 1993.
Antes de entrar no laboratório para desenvolver qualquer trabalho, um bom químico deve saber exatamente quais procedimentos deverão ser seguidos. Portanto para que uma atividade experimental seja bem sucedida é necessário que se faça um bom planejamento. Uma das formas de facilitar a interpretação de um roteiro de experimento é representá-lo de forma diagramática como em um fluxograma. A seguir estão descritos os símbolos comumente utilizados para a montagem de fluxogramas. a) Os nomes, fórmulas e quantidades dos materiais iniciais (reagentes) são inscritos em um retângulo colocado no começo do diagrama. A partir da base do retângulo traça-se uma linha vertical que chega até a fase operacional seguinte: b) A adição de um reagente aos materiais iniciais é indicada por meio de uma flecha perpendicular à linha vertical que une as duas fases do processo: c) Indica-se a retirada de uma porção da mistura de reação com uma flecha que parte da linha vertical. A porção separada ficará entre duas linhas horizontais paralelas: d) As operações realizadas na mistura de reação que não impliquem em separação de componentes devem ser representadas pela interrupção da linha vertical, por duas linhas horizontais paralelas. A decrição da operação fica compreendida no espaço entre as duas linhas: 1 mL de solução 10 mL de Na 2 SO 4 0,050 mol L^1 5 mL de BaCl 2 0,10 mol L^1 Agitar bem Medir temperatura
e) Uma operação que implique na separação dos componentes da mistura é indicada traçando-se uma linha horizontal no fim da linha vertical. O nome da operação é escrito entre parênteses, debaixo da linha horizontal. Os produtos resultantes de uma separação são encerrados em retângulos, os quais são unidos por linhas verticais às extremidades da linha horizontal: f) Os produtos resultantes de qualquer operação também são fechados em retângulos:
Como exercício, tome o fluxograma acima e escreva o procedimento que está sendo representado.
CHEMICAL BOND APPROACH PROJECT. Química CBA - Sistemas Químicos , Vol.1. São Paulo: EDART Livraria Editora, 1969, p. 266-267. (Filtração) Filtrado Resíduo (Evaporação) Vapor Resíduo 10 mL de Na 2 SO 4 0,050 mol L^1 5 mL de BaCl 2 0,10 mol L^1 Agitar com bastão (Filtração) Filtrado Resíduo 1 Pesar (Evaporação) Vapor d'água Resíduo 2 Alíquota de 0,5 mL Observar 2 gotas de AgNO 3 0,01 mol L^1 Gás Precipitado
Todas as etapas envolvendo a preparação e a execução dos experimentos devem ser supervisionadas por um dos docentes responsáveis e realizadas EXCLUSIVAMENTE nos horários e no espaço físico destinados à disciplina. Durante a execução, procure avaliar o grau de dificuldade (se pode ser conduzido por alunos de Química Geral) e o tempo gasto (se são necessárias uma ou mais aulas de 2 horas). Eventualmente durante esta etapa pode ser necessário rever o procedimento descrito no planejamento, para se propor mudanças que devam ser testadas. Registre detalhadamente todos os procedimentos adotados e as observações, especialmente quando foram introduzidas modificações e adaptações sobre o roteiro descrito no artigo. TODA INICIATIVA DOS ALUNOS NO SENTIDO DE VIABILIZAR OU MELHORAR O EXPERIMENTO SERÁ CONSIDERADA DE UMA MANEIRA BASTANTE FAVORÁVEL NA AVALIAÇÃO. Portanto procure ressaltar as suas contribuições quando for elaborar o material escrito (Atividade 4). Nas experiências anteriores do projeto de tema livre tem-se constatado que os alunos apresentam criatividade e engenhosidade como aspectos positivos deste tipo de trabalho.
Como é esperado que haja uma grande variedade de conhecimentos adquiridos pelos alunos, serão organizadas apresentações dos projetos para que haja uma troca de informações. A apresentação é feita em um curto tempo, portanto sugerimos que preparem materiais com antecedência e façam ensaios preliminares. O tempo de apresentação deverá ser de 10 a 15 minutos, seguido de 5 minutos destinados a responder as dúvidas dos colegas e dos professores. O tempo deverá ser igualmente distribuído entre os membros da equipe; caso contrário, quem participar menos terá uma nota menor. A nota do seminário levará em conta a dedicação e a participação dos alunos nesta atividade. Também será considerada a presença nas apresentações; o aluno que se ausentar nas apresentações dos colegas perderá nota. Serão considerados como faltas passíveis de diminuição de nota: apresentação muito curta ou excessivamente longa; displicência no preparo ou na condução da exposição; desconhecer o projeto desenvolvido; o assunto apresentado não for pertinente ao projeto; e falta de preocupação em tornar o assunto claro e inteligível para os colegas. Além da troca de conhecimentos entre os colegas, esta atividade é uma oportunidade para aprender a conduzir uma apresentação. Para muitos alunos esta será a primeira vez que se fala em público, portanto é natural que erros sejam cometidos por inexperiência ou nervosismo. Não haverá diminuição na nota por causa destes erros, mas os professores farão as devidas observações e sugestões, visando contribuir para a formação dos alunos. A organização da exposição é da responsabilidade dos alunos, e estão disponíveis recursos como o quadro negro e o projetor multimídia que permite apresentar a tela de um computador. Se for executar um experimento durante a apresentação, deve-se solicitar a autorização do professor, e os materiais necessários devem ser providenciados com antecedência.
Apesar da escolha da forma de exposição ser livre, nesta seção serão dadas algumas sugestões que são frutos de experiências acumuladas no passado. Um bom uso destas sugestões poderá ser a chave para uma apresentação bem sucedida. O recurso do projetor multimídia permite que a apresentação seja mais agradável e mais clara (lembre-se do ditado: “uma imagem vale por mil palavras”). Para utilizar este recurso, podem ser utilizados os programas Power Point da Microsoft , ou Openoffice.org/BrOffice.org Impress ; ambos os programas estarão disponíveis no computador do auditório do Departamento de Química. Se desejar utilizar outro programa, consulte o professor.
referência utilizada para preparar o experimento, etc.
O objetivo final do projeto de tema livre é a produção de um trabalho escrito, com a descrição clara do procedimento que possa ser reproduzido em uma aula prática por um aluno. As atividades anteriores já devem ter produzido registros que devem auxiliar na elaboração deste trabalho. O formato do relatório é igual ao dos experimentos das demais aulas de laboratório, portanto não será detalhado aqui sobre como
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ Setor de Ciências Exatas - Departamento de Química Curso de Licenciatura Plena e Bacharelado em Química CQ409 - Química Geral A - Projeto de Tema Livre - Formulário de Seleção de Artigo Aluno: GRR: Data: Periódico: ( ) J. Chem. Educ. ( ) outro: Volume: Número: Ano: Página(s): Autor(es): Título: Resumo (breve relato sobre o conteúdo do artigo): O(s) motivo(s) que levaram a selecionar este artigo para o Projeto de Tema Livre: Outras observações e comentários sobre o artigo:
Ministério da Educação UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ Setor de Ciências Exatas - Departamento de Química Curso de Licenciatura Plena e Bacharelado em Química CQ409 – Química Geral A – Projeto de Tema Livre Formulário de Solicitação de Materiais
Nome do reagente Quantidade aproximada
Nome Quantidade Antes da data da execução do projeto, a equipe de alunos deverá confirmar com os técnicos da Química Geral se todo o material pedido encontra-se disponível.