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Apost aerodispersoides, Notas de estudo de Medicina

apostila aerodispersores

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 22/10/2012

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lisa-bergamini-12 🇧🇷

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HIGIENE INDUSTRIAL - II
“AERODISPERSÓIDES”
EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL À POEIRA
“ NOTAS DE AULAS ”
Luiz Eurípedes Ferreira Rosa, M sc.
Professor convidado dos cursos:
Engenhara de Segurança do Trabalho/UFG
Pós-graduação SENAI/UCG
Programas corporativos em empresas/SENAI
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HIGIENE INDUSTRIAL - II

“AERODISPERSÓIDES”

EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL À POEIRA

“ NOTAS DE AULAS ”

Luiz Eurípedes Ferreira Rosa, M sc.

Professor convidado dos cursos:

Engenhara de Segurança do Trabalho/UFG

Pós-graduação SENAI/UCG

Programas corporativos em empresas/SENAI

SUMARIO

1 – INTRUDUÇÃO

2 – SISTEMA RESPIRATÓRIO E SUAS DEFESAS NATURAIS

3 – ASPECTO GERAIS DOS MATERIAIS EM SUSPENSÃO

4 – OCORRÊNCIAS E FONTES DOS AERODISPERSÓIDES SÓLIDOS

5 – PRINCIPAIS DOENÇAS

6 – ASPECTOS LEGAIS

7 – CLASSIFICAÇÃO DAS POEIRAS

8 – INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E MÉTODOS DE AMOSTRAGEM

9 – MÉTODOS DE ANÁLISES

10 – AMOSTRAGEM PASSO A PASSO

11 – CONFIABILIDADE DA AMOSTRAGEM

12 – EXERCÍCIOS SOBRE POEIRA MINERAL

13 - MEDIDAS DE CONTROLE

14 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Figura 01- Esquema do sistema respiratório com vias aéreas superiores, intermediárias e profundas.

Figura 02 – Esquema simplificado traquéia e pulmões.

Figura 03 – Esquema alvéolo pulmonar

3 – ASPECTOS GERAIS DOS MATERIAIS SUSPENSOS

AERODISPERSÓIDES – São partículas sólidas ou líquidas dispersas no ar possuindo certa instabilidade de suspensão, com dimensão ou diâmetro entre 0, a 20 um (micrometro), desagregados por processos físicos, que podem ser nocivos à saúde como especificados a seguir.

NÉVOAS – pequenas partículas líquidas em suspensão no ar, com dimensões variando entre 0,01 a 10 um , parte delas vistas o olho nu. São geradas por processos mecânicos tais como: atomização de líquidos, sistemas pressurizados, sistemas de hidráulicos sob pressão ou movimento. Ex. rolagem de pneus em pista molhada, spray, pulverizações agrícolas e vazamento de óleo sob pressão.

NEBLINAS – pequenas gotículas de líquido em suspensão, formadas por condensação do vapor de água contidas no ar a uma determinada altura relativa ao solo, cujas dimensões variam entre 2 e 60 um. Parte dessas partículas podem ser vistas a olho nu. Ex. fenômeno visto próximo a cursos d’água e massas líquidas com a variação da temperatura, sendo conhecido como bruma, fog londrino e outros nomes regionais.

FUMOS METÁLICOS – micro partículas sólidas produzidas por condensação de vapores de substâncias sólidas à temperatura ambiente. Ocorrem com o resfriamento de vapores de materiais fundentes solidificados, permanecendo instáveis no ar por certo tempo, juntamente com fumaça e gases liberados no processo. EX. fumos de solda, de fornos de fundição de metais, de operações de fusão de materiais sólidos.

h. Beriliose – poeira de fumos de berílio; i. Estanose – poeira de óxido de estanho; j. Aluminose – poeira de óxido e hidróxido de alumínio.

Dessas as mais conhecidas são: são a silicose devido a grande ocorrência de quartzo na extração de matérias primas para as indústrias. A asbestose devido a extração e beneficiamento do amianto no Brasil, sendo que o mesmo já foi banido em vários países do mundo. O saturnismo devido a grande quantidade de chumbo que era utilizada nas indústrias e na recuperação de sucata de chumbo e os seus efeitos serem bastante característicos.

6 – ASPECTOS LEGAIS

A legislação nacional à partir da Constituição preconiza a proteção do trabalhador com o controle ambiental, a CLT lei 6.514 de 1977, a portaria 3.214 de 1978 do M t e, a NR-15, a NR-09, a NR-06 e a Instrução normativa 01 de abril de 1984 que estabelecem critérios para a proteção individual. A legislação internacional adotada no Brasil é a legislação Americana, que corresponde nesse aspecto com a legislação adotada nos países europeus. Os parâmetros do NIOSHI para projetos e operações de equipamentos e a ACGIH, que estabelece os parâmetros de tolerância do organismo humano aos agentes acupacionais. Nesse aspecto a NR-09, no item 9.3.5.1 alínea “C” estabelece que “quando o resultado das avaliações quantitativas da exposição dos trabalhadores excederem os valores de limites de exposição ocupacional, adotados pela American Conference Governamental Industrial Hygienists (ACGIH), ou aqueles que venham a ser estabelecidos em negociações coletivas de trabalho, desde que mais rigorosos do que os critérios técnicos-legais estabelecidos”.

7 – CLASSIFICAÇÃO DAS POEIRAS

A partir de 1998 com a edição brasileira do manual dos TLV da ACGIH, realizada pela ABHO, algumas dúvidas surgiram na interpretação para classificação das poeiras. No Anexo D, verifica-se a classificação de 3 tipos de materiais particulados em suspensão nos ambientes: Particulado Inalável, (com entrada nas vias aéreas superiores); Particulado Toráxico, (com entrada na via aérea intermediária); Particulado Respirável, (com entrada até atingir os alvéolos).

Há ainda a classificação das chamadas poeiras incômodas.

Esta classificação está bem explicada e fundamentada no comportamento aerodinâmico das partículas ao longo do sistema respiratório. Contudo na tabela de limites depara-se com algumas expressões que eventualmente podem gerar confusões:

Poeiras; Poeiras metálicas; Particulado; Particulado Total; Particulado Inalável; Particulado Respirável; Fração Respirável.

Pela, NR-15 anexo 12, tem-se:

Poeiras Minerais; Poeira Total ( = Respirável + Não Respirável) e Poeira Respirável

Pela OSHA ( Legislação Americana, apenas como orientação) :

Poeira Total; Fração Respirável.

MAK – DFG Alemanha:

Poeiras (Genérico); Poeira Total (Inalável coletada com velocidade de 1,25 m/seg +- 10%); Poeiras Finas (Respiráveis coletadas com ciclone pré-seletor); Poeiras Fibrosas (que contém fibras). Com as informações anteriores, no caso de dúvida com relação ao que se esta avaliando e com que limite comparar, pode-se ter o seguinte entendimento :

Poeira, Material Particulado ou Poeira de alguma substância pode ser entendido genericamente como todas as partículas sólidas em suspensão no ar, independentemente de tamanhos ou comportamento aerodinâmico, excetuando- se é claro, as classificáveis como fumos.

Particulado Total, Particulado Inalável e Poeira Total , são sinônimos e centrados no ponto de vista da Higiene Ocupacional, ou seja, é a fração das partículas existentes na atmosfera que podem ser inaladas, ou seja, podem penetrar no nariz da pessoa exposta. (definida como todas as partículas coletadas com velocidade de captura de 1,25 m/seg, daí a idéia de Particulado Total).

Particulado Respirável ou Fração Respirável é a fração do Particulado Total que pode atingir os alvéolos (definida como todas as partículas coletadas após a passagem por um ciclone pré-seletor). Desta forma, utilizamos as denominações Particulado Inalável (sinônimo de Particulado Total) e Particulado Respirável, o que está de acordo com a legislação brasileira e com a ACGIH, que embora sem uma padronização mais completa aceita estas denominações.

Poeiras incômodas

São aquelas que quando inaladas, não causam danos ao sistema respiratório, não formam tecidos fibrosos (nodulações e depósitos sobre os tecidos que recobrem as vias respiratórias, tornando-os rígidos e sem elasticidade), causando nestes tecidos apenas reações reversíveis, não provocando doenças orgânicas (substâncias que passam através dos pulmões ao sangue, afetando

e) Poeira orgânica de origem (vegetal e animal):

Estes parâmetros (TLV) estabelecidos pela ACGIH por não constarem nos anexos da NR-15, foram introduzidos pela portaria nº 25 de 29/12/94 do M T E no texto da NR-09, item 9.3.5, alínea “c”. Conforme critério da ACGIH, considera-se poeira orgânica quando isenta de contaminação de quartzo ou contendo no máximo 1% da amostra. Quando a contaminação for maior que 1%, considera-se como poeira mineral e os parâmetros conforme já tratados anteriormente para método de poeira respirável, ou pelo método de poeira total. Os Treshold Limit Values (TLV ) da ACGIH referem-se à jornada de americana de 40 horas semanais, devendo ser aplicado o fator de correção BRIEF & SCALA para jornada de 44 horas , FC = 40 x 168 – h = 0, h 128 3 mg/m3 para ( ver ACGIH o limite de tolerância em função do diâmetro aerodinâmico e nível de penetração das partículas.

10 mg/m3 para ( ver ACGIH o limite de tolerância em função do diâmetro aerodinâmico e nível de penetração das partículas.

Demais TLVs, estão dispostos na ACGIH com nomes específicos como: madeira macia = 5 mg/m3, madeira dura = 1 mg/m3, celulose = 10 mg/m3, grãos de cereais = 4mg/m3 (respirável).

f) Aerodispersóides em forma de névoas ou fumos:

TLVs para as névoas de óleo :

  • óleos minerais = 5 mg/m3 para corte e térmicos;
  • óleos vegetais = 10 mg/m3;

TLVs para pigmentos metálicos contidos em névoas de tintas:

  • óxidos de cádmio = 0,005 mg/m3 como fumos ou pigmentos;
  • alumínio = 5 mg/m3 para fumos, = 10 mg/m3 poeiras e óxidos, = 2 mg/m para sais solúveis.

8 – INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E MÉTODOS DE AMOSTRAGEM

São utilizados vários métodos e instrumentos como:

O precipitador eletrostático (RAIVOL) - utilizado em monitoramento ambiental em pontos fixos; Os fotômetros de poeira (MINIRAN) - por difração de luz sobre as partículas suspensas, utilizados em controle estático. Para uma medição confiável das condições de trabalho, o instrumento deve ser cuidadosamente analisado em função do local de trabalho. Também os resultados obtidos devem ser periodicamente comparados com os obtidos pelo método gravimétrico com emprego de bombas gravimétricas, largamente utilizado com grande confiabilidade nos resultados. Este pode ser utilizado para a coleta de AERODISPERSÓIDES, com filtros coletores ou com frascos com solução específica ou borbulhadores ( método impinger).

8.1 – AMOSTRADOR GRAVIMÉTRICO Bomba de sucção de uso individual com capacidade de vazão entre 1 a 3 litros/min, com baterias de níquel-cádmio recarregáveis que devem ser operadas com o nível de carga satisfatório e estável a fim de garantir um resultado confiável.

8.1.2 – FILTROS DE COLETA

Para coleta de poeira contendo sílica livre (quartzo), utiliza-se o filtro de PVC com 5 um de poro e 37 mm de diâmetro, capaz de reter partículas importantes do ponto de vista de retenção no tecido pulmonar que serão impactadas e ficarão retidas. O filtro de PVC é bm indicado por possuir alta eficiência de coleta, não ser higroscópio, não interferir na análise do quartzo posto que o teor de cinzas na calcinação do filtro é desprezível no ensaio. Para coleta de fumos metálicos e/ou poeiras metálicas, utiliza-se o filtro de éster celulose de 0,8 um de poro com 37 mm de diâmetro. Este filtro não interfere no método de análise absorção atômica e possui alta eficiência de coleta. Para a coleta de névoas de óleo, pigmentos de tintas e fumos, recomenda - se o filtro de éster de celulose de 0,8 um de poro e 37 mm de diâmetro. Para coleta de asbestos o filtro indicado é o de éster de celulose com 0, um de poro com 25 mm de diâmetro, de preferência quadriculado para facilitar o método de contagem de fibra na análise laboratorial. OSERVAÇÃO: Todos esses bem como outros detalhes estão estabelecidos no manual da NIOSHI ou podem ser fornecidos pelo laboratório de análises químicas que necessita dessas informações para o desenvolvimento adequado do método de ensaio.

8.1.3 – SUPORTES PARA FILTROS E MONTAGEM

Os porta-filtros, conhecidos como cassetes, estojo, holders, fabricados em polímero de alta densidade, poliestireno, de forma cilíndrica com duas metades para montagem interna do filtro de coleta, tendo que ser vedado com fita de celulose ou teflon para evitar contaminações e umidade e adulteração do material

Analitycal Methods do NIOSH (National Institute for Occupational Safety and Health).

9 – MÉTODOS DE ANÁLISE

Os laboratórios de análises químicas seguem normas internacionais, metodologia da FUDACENTRO e também prescrições ABNT/INMETRO. GRAVIMETRIA – consiste na dissecassem para retirada de umidade e na pesagem inicial e final dos elementos coletores (filtros), denominados determinação de massa, fornecendo o resultado em mg ou PPM. DIFRATOMETRIA DE RX – onde depois de determinada a massa da amostra, o filtro é incinerado ficando apenas o material mineral (quartzo), que preparado em lamina apropriada, que em seguida passa por equipamento emissor de raio x determinando o teor de sílica na amostra. ESPECTROFOTOMETRIA DE INFRAVERMELHO – Método NIOSH 7602 O espectro UV – faz parte da luz detectada por nosso olhos que é somente uma seção extremamente pequena da larga faixa de ondas eletromagnéticas cujo espectro eletromagnético compreende: Ondas elétricas ; Ondas de rádio; O espectro visível; Infravermelho; A faixa ultra violeta; Raios-x, gama e cósmico. A luz que nós percebemos inclui comprimento de onda entre 400 a 700 nm. No final da onda situa-se a faixa de infravermelho (IR), e no final da onda curta, a faixa Ultra violeta (UV). Os efeitos fisiológicos variam acima de faixas de onda. Nós sentimos a presença da radiação IR meramente como calor. O efeito do calor é consideravelmente reduzido na faixa visível, onde o efeito da luz torna-se mais pronunciado. A espectrosocopia/espectrofotometria no infravermelho é um poderoso método físico para análises quantitativas de traços de elementos. Esta técnica tem sido utilizada desde aproximadamente há quarenta anos, época em que foram comercializados os primeiros espectrofotômetros dispersivos no infravermelho. Estes aparelhos trabalhavam com prismas ou redes de difração, que tinham a função de dispersar uma luz policromática em várias faixas de comprimento de onda, obtendo uma radiação quase monocromática. Esta radiação após atravessar um compartimento contendo a mostra, era refletida por um sistema por um sistema de espelhos e passava por fendas estreitas, atingindo finalmente o detetor, onde o sinal era captado e enviado a um registrador. Do registrador obtinha-se um espectrograma, que dava a intensidade da radiação absorvida quase monocromática que o aparelho conseguia separar. Com o grande avanço da informática observado nas últimas duas décadas, com o barateamento e a miniaturização dos computadores e a simplicidade cada vez maiores dos softwares, tornou viável a fabricação de espectrômetros de infravermelho operando com interferômetros , os chamados FT-IR. MICROSCOPIA – denominada microscopia ótica por contraste de fase estabelecido pela NBR-13158 da ABNT, que consiste na contagem de fibras de asbestos retidas em filtro de membrana reticulado. Pode também ser utilizado para a contagem de partículas retidas em líquido capturadas pelo método impinger, com o amostrador gravimétrico.

10 - AMOSTRAGEM PASSO A PASSO

Um roteiro sucinto de utilização do amostrador gravimétrico passo a passo encontra-se na página seguinte. Entretanto um resumo mais detalhado de todo o processo será: A) Conhecer o local a ser avaliado, os agentes de riscos atuantes no local, as queixas dos trabalhadores, o PPRA e o PCMSO e os levantamentos anteriores, os cargos funções e atividades realizadas bem como o tempo de exposição, verificar os mais expostos e se for o caso os grupos homogêneos de exposição similar. B) Definir método a ser utilizado: a. se o de poeira total, amostragem de todo o particulado, suspenso poeira respirável e não respirável bem como poeiras incômodas, para isso utilizando o porta filtro aberto diretamente permitindo a entrada livre do material; b. ou pelo método de poeira respirável , com o uso do ciclone separador de partículas até 10 micrometros; C) Utilização do filtro preparado no laboratório, com identificação e código de controle; D) Calibração da bomba pelo método da bolha de sabão , conforme anteriormente explicado para a vazão específica da coleta desejada; E) Instalar a bomba na cinta do trabalhador com o filtro coletor afixado na sua lapela na altura do seu campo respiratório , com a mangueira passando por detrás de suas costas, de forma a não atrapalhar os seus movimentos; F) Acompanhar toda a amostragem observando constantemente: o funcionamento da bomba, as condições da amostra evitando sabotagem ou adulteração , o comportamento das fontes de emissão, as atividades desenvolvidas, a eficiência das medidas de controle e as medidas a serem sugeridas em função das condições locais; G) Preenchimento da planilha de campo contendo os seguintes dados: características da empresa; número de série, marca, modelo do equipamento de amostragem; código da filtro de coleta ; área, setor, local da amostragem; nome do trabalhador, função e descrição da função; horário de início e término; tempo total da amostragem em minutos; data da amostragem; vazão de calibração da bomba; tipo de amostragem se respirável ou total; observações importantes durante a amostragem; H) Retirada cuidadosa do equipamento, ao final do expediente do trabalhador, acondicionando de forma adequada para envio ao laboratório de análise; I) Transporte cuidadoso até o laboratório , evitando derramamentos de amostras, choques e impactos, embalando e acondicionando adequadamente; J) Observar demais exigência da instrução normativa , IN-99 do INSS; K) Preencher requisição de análise observando todos os dados exigidos pelo laboratório.

Remetente: SEANI – GO Procedência: Usina de Britagem @ Serviço Solicitado: Sílica Livre Cristalizada Método Analítico: Difratometria de Raios – x

RESULTADO

AMOSTRA Nº

FILTRO mg

FIL/AM Mg

AMOSTRA mg

SiO 2 mg

SiO 2 %

P.07/96 13,21 13,70 0,49 0,24 49

Considerando constante a vazão da bomba de amostragem, pede-se: 1 – O volume de ar amostrado; 2 – A concentração de poeira no local? 3 - O limite de tolerância? 4 - Interpretação do resultado e conclusão?

  1. Um amostrador com bomba calibrada com vazão de 1,80 l/min, com juste automático, foi instalado em um operador de britagem durante 7 horas. O laboratório de análises químicas forneceu o certificado constando os seguintes dados. Pesagem inicial = 14,05 mg, pesagem final = 15,95 mg e percentual de sílica = 4%. Considerando que a linha de amostragem estava equipada com ciclone e considerando a vazão constante, pede-se: 1 – O volume de ar amostrado? 2 – A concentração de poeira no local? 3 – O limite de tolerância? 4 – interpretação do resultado e conclusão?

  2. Em uma amostragem realizada em um operador de trator de esteiras com cabine fechada operando em terraplenagem para verificar a eficiência da vedação da cabine. Considerando a vazão de calibração constante = 1,50 l/min, o tempo de amostragem das 8:00 às 11:30 = 210 min. O boletim do laboratório forneceu os dados, pesagem inicial = 13,82 mg, pesagem final = 14,40 mg, percentual de quartzo = 1,50%. Pede-se verificar a eficiência da cabine.

  3. Numa indústria de óleos vegetais, no setor de recepção de soja, área de pré- limpeza, foi realizada a coleta no campo respiratório do operador técnico com a bomba calibrada para uma vazão de 1,80 l/min e tempo total de coleta = 350 min, pelo método respirável. O laboratório de análise enviou um boletim com os resultados: massa = 16,65 mg; SiO4 = 1,50 %. Pede-se calcular: 1 – Volume de ar amostrado? 2 – concentração? 3 – Limite de tolerância?

4 – Interpretação do resultado e conclusão?

  1. Em uma fábrica de papel higiênico, no setor de rebobinamento e corte, foi feita uma amostragem no campo respiratório do operador de rebobinadeira, com a bomba calibrada para vazão de 1,80 l/min, pelo método de poeira total com o filtro de coleta aberto, por um tempo de 278 min. O laboratório enviou o resultado da pesagem = 49,61 mg/m3. Pede-se calcular: 1 - Volume de ar amostrado? 2 – Concentração? 3 – Limite de tolerância? 4 – Interpretação e conclusão?

  2. Trabalhador da área da oficina de uma empresa de manutenção em veículos automotores com função de serralheiro. Sua tarefa á soldar por processo elétrico com eletrodos do tipo OK 46. O trabalhador utiliza máscara de soldador , avental e luva de raspa de couro. Instrumento utilizado: Bomba Gravimétrica Vazão inicial: 1,7 L/min final: 1,7 L/min

Medição: Horário inicial: 08:15 final: 11:25 tempo coleta: 190 min Velocidade do ar: 0,1 m/s UR: 54% Análise química: método NIOSH P x CAM 173 Massa agentes químicos: Fe= 0,041mg; Mn=0,002 mg e Cr= ND L.T (mg/m^3 ): Fe = 5,0; Mn = 1,0 ; Cr= 0, Concentração =?

CFe = m/V = 0,041/0,323 = 0,1269 mg/m^3

CMn = m/V = 0,002/0,323 = 0,0061 mg/m^3

Conclusão: Nenhum dos compostos analisados individualmente ficou acima dos respectivos limites de tolerância, assim como a análise de seu efeito combinado, não caracterizando, portanto, condição insalubre conforme NR – 15 da Portaria 3214 /78 do MTE, não fazendo jus ao adicional de insalubridade nem à aposentadoria especial conforme Legislação Previdenciária. Recomenda-se como medida preventiva a adoção de máscara de proteção respiratória para fumos metálicos, com CA.

  1. 4.3.1 Trabalhador em um empresa de manutenção de caminhões com função de pintor. Suas atividades são preparar as peças, lixar e, em seguida, preparar e aplicar a tinta com pistola. No preparo das tintas (metálicas) emprega os solventes Luztol, Anjo, Paulista, tintas solúveis esmalte. Ás vezes o acabamento é feito com pincel. O trabalhador utiliza máscara de proteção respiratória descartável PFF1.

Instrumento utilizado: Bomba gravimétrica

individual do trabalhador com o Equipamento de Proteção Individual (EPI), todas as exigências legais que esse tipo de medida requer.

14 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  • TORREIRA, Raul P. Manual de Segurança Industrial.São Paulo:MTC 1999.
  • OLIVEIRA, Baldomero.Ação dos riscos ocupaconais.São Paulo. Revista CIPA nº 238, 1999.
  • MAFRE.Higiene Industrial.Manual Editorial S.A. Madrid, Espãna,1991.
  • FUNDACENTRO, NHO –06. Metodologia para coleta e análise de poeiras. São Paulo, 2000
  • ABHO, Associação Brasileira de Higienistas Ocupacionais. Manual dos TLV da ACGIH traduzido para o português.
  • 3M, Guia de Seleção de Respiradores, São Paulo, 1999.
  • INMETRO, Vocabulário internacional de termos fundamentais e gerais de metrologia. 2ª edição, Brasília, 2000.
  • ________, Vocabulário de metrologia legal. 2ª edição, Brasília, 2000.
  • ENVIRON. Orientação sobre métodos e ensaios e equipamentos de laboratórios de análises, disponível no site, www.environ.com.br