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Apostila para ter um melhor conhecimento sobre agroecologia
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!
















































Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Secretaria da Agricultura e Abastecimento
Agroecologia Aplicada:
Práticas e Métodos para uma Agricultura de Base Ecológica
Gervásio Paulus (Coord.) André Michel Müller
Luiz Antônio Rocha Barcellos
Porto Alegre/RS
Dezembro de 2000
Série AGROECOLOGIA
Montagem e ilustrações: Wilmar Marques
Capa: Sérgio Batsow
EMATER/RS - Rua Botafogo, 1051 - 90150-053 - Porto Alegre - RS - Brasil
fone (0XX51) 233-3144 / fax (0XX51) 233- http://www.emater.tche.br
tiragem: 5.000 exemplares
P985g PAULUS, G.; MULLER, A.M.; BARCELLOS, L.A.R. Agroecologia aplicada : praticas e métodos para uma agricultura de base ecológica. Porto Alegre: EMATER/RS,
CDU 631.588.
4.5 Uso dos adubos verdes de verão
4.5.1 .Recuperação de áreas degradadas
4.5.2 Consórcios com culturas de verão
4.5.3 Cultivos intercalares com pomares
4.6 Manejo das plantas recuperadoras de solo
6.1 Tipos de fertilizantes orgânicos usados na forma sólida
6.1.1 Composto orgânico
6.1.2 Vermicomposto
Materiais mais utilizados para a vermicompostagem
Instalações mais utilizadas para o processo da vermicompostagem
Enriquecimento do vermicomposto
Fatores que influenciam na vermicompostagem
Ponto de maturação do vermicomposto
Outras informações importantes
6.1.3 Esterco de aves
Aplicação no solo
6.1.4. Esterco líquido de suínos e bovinos
6.2 Sistemas de armazenamento de dejetos de animais na forma líquida
6.2.1 Modelos de esterqueiras
Esterqueira com câmara de fermentação
Esterqueira sem câmara de fermentação
6.3 Uso de estercos sólidos ou biofertilizantes no solo
7.1 Importância da rotação de culturas
7.2 Vantagens da rotação de culturas
7.3 Escolha das culturas para a rotação
7.4 Planejamento da rotação de culturas
8.1 Por que ocorrem parasitas e doenças
8.2 Biofertilizantes foliares
8.3 Outras alternativas no controle de parasitas
8.3.1 Calda Bordalesa
8.3.2 Enxofre e Calda Sulfocálcica
8.3.3 Leite ou soro de leite
8.3.4 Placas e bacias coloridas
8.3.5 Produtos biológicos
8.3.6 Urina de vaca
8.3.7 Macerados de plantas
9 Produção animal ecológica
9.1 Instalações e manejo dos rebanhos
9.2 Prevenção de doenças e cura de enfermidades
9.3 Produção de carne e leite a pasto
9.3.1 Vantagens do Pastoreio Rotativo
9.3.2 Tipo de pastagens
9.3.3 Escolha da área
9.3.4 Manejo
agroecossistemas e os elementos que conformam as culturas dos atores locais co-evoluem, influindo um sobre o outro, e que, portanto, não se pode falar em uma agricultura de "pacotes" (mesmo que sejam pacotes biológicos), mas em estilos de agricultura de base ecológica, compreendendo que a agricultura é, antes de tudo, o resultado de uma "construção social".
Dito isto, ao apresentar este documento, gostaríamos de salientar que não estamos propondo "receitas", muito menos "pacotes". O esforço realizado por alguns colegas para elaborar este texto esteve sempre orientado pela idéia de construir um instrumental de referência que possa servir como auxílio para técnicos e agricultores(as) que desejam aliar-se na difícil tarefa de realizar a transição de uma agricultura baseada em pacotes agroquímicos para estilos de agricultura de base ecológica e compatíveis com os princípios da Agroecologia.
Desejamos, pois, que este documento possa ser uma boa fonte para subsidiar trabalhos que caminham na perspectiva da transição agroecológica.
Francisco Roberto Caporal
Diretor Técnico da EMATER/RS-ASCAR
A agricultura vem sendo praticada, possivelmente, há 10 mil anos. Apesar de nesse período ter havido grandes transformações, ela foi praticada de forma muito parecida com a que os índios praticam hoje ou com a que faziam os colonos até bem pouco tempo. A esse tipo de agricultura costumamos chamar de MODELO TRADICIONAL de produção, o qual é baseado, basicamente, em:
Esse modelo pôde se perpetuar por muito tempo, enquanto não se esgotassem os recursos naturais, principalmente a disposição de áreas novas para cultivo. Ele tinha algumas desvantagens, como o esgotamento de fertilidade e a erosão do solo pelas queimadas. Mas tinha, também, algumas vantagens, especialmente um maior controle da produção pelo agricultor (não precisava adquirir insumos e obtinha preços que lhe garantia a sobrevivência com alguma dignidade) e a produção de um alimento sem contaminações com resíduos industriais.
Bem recentemente, de uns 50 anos para cá, o modelo tradicional foi sendo suplantado por outro. Iniciou-se um processo de "modernização conservadora", com a disponibilização de tecnologias ditas modernas para o agricultor. Esse modelo de agricultura foi implantado a partir da conveniência de interesses políticos e comerciais e muito pouco das necessidades do agricultor e ficou conhecido por MODELO CONVENCIONAL. Hoje, ele está presente na maioria das propriedades, mas a sua adoção deu-se aos poucos até que, quando foi condicionado à obtenção de crédito, se massificou. Assim, os agricultores foram "convidados" a usar tratores e implementos, adubos químicos, sementes e raças animais de alta resposta a insumos, agrotóxicos e criar animais com ração industrial. Era necessário considerar ultrapassado o uso de tração animal, dos adubos orgânicos, das técnicas antigas de controle de parasitas, das sementes e raças crioulas pois o importante era entrar no avançado, no "moderno". Tal "modernismo", trouxe algumas poucas vantagens e uma série de desvantagens.
O que temos hoje na agricultura é fruto desse modelo: aumentou a erosão, o agricultor perdeu o controle da produção, precisa comprar insumos cada vez mais caros e vender seus produtos a preços cada vez menores, a mão-de-obra reduziu, sobrando gente no campo, o conflito por terras piorou, muita gente imigrou para a cidade ou para outros Estados, a natureza foi saqueada de forma nunca vista antes, o número de pragas aumentou muito e os alimentos estão envenenados. O aumento da produção que ocorreu deveu-se mais à expansão da área agrícola do que ao aumento da produtividade e a fome no mundo continua cevando vidas como antes. Até porque, sabemos, fome não é um problema técnico e sim político.
E agora, tchê?!
animais ou vegetais, maior será a biodiversidade. Esses sistemas naturais, quando manejados pelo ser humano, com o objetivo de produzir alimentos (grãos, frutas, carnes, etc), ou matérias-primas (como madeira e fibras para tecidos) são chamados de agroecossistemas. A forma de fazer isso geralmente vai no sentido contrário da estratégia que a natureza usa para evoluir. Assim, o grande desafio que se coloca para uma agricultura de base ecológica é o de produzir sem comprometer a preservação ou a renovação dos recursos naturais ao longo do tempo. Para atingir este propósito, alguns fundamentos devem ser considerados, os quais veremos a seguir.
2.1 Enfoque de sistema
A agricultura moderna leva os sistemas de produção a uma especialização cada vez maior. Os especialistas costumam analisar o processo de produção em aspectos isolados. Assim, os problemas que surgem são enfocados sob o ponto de vista restrito do problema em si. Na agricultura ecológica busca-se a sua relação entre os demais fatores. A visão sistêmica permite analisar e entender a propriedade como um todo, de forma dinâmica, onde estão presentes e se relacionam componentes físicos, químicos e biológicos. Da mesma forma, esta propriedade é parte de algo maior (comunidade ou região), que por sua vez faz parte do ecossistema de todo o planeta. Isso nos faz lembrar aquela frase de que é necessário "pensar globalmente e agir localmente".
Dentro dessa visão, existe a preocupação com a autossuficiência na propriedade, buscando produzir o máximo possível de insumos utilizados no processo produtivo dentro da própria propriedade e, com isso, uma entrada mínima de insumos de fora. Além disso, a análise das vantagens e desvantagens não é feita considerando-se apenas um produto ou atividade isolados, mas sim sistemas de produção, que são entendidos como uma combinação de diferentes cultivos ou criações. Na prática, esses cultivos ou criações se complementam entre si dentro da propriedade, seja na produção ou no consumo. Por exemplo: a produção de milho que é destinado, em sua maioria, para o consumo animal (suínos, aves, etc.) criados na própria propriedade.
Outro aspecto importante é que dentro desse enfoque de sistema, um problema qualquer de parasitas em animais ou plantas não pode ser visto e atacado de forma isolada, e sim entendido em sua relação com as demais condições em volta, isto é, do meio ambiente e do manejo, uma vez que a solução não se restringe apenas a eliminar os sintomas de doença de uma planta ou um animal, por exemplo, e sim a resolver as causas que a provocaram.
2.2 Solo como um organismo vivo e dinâmico
É da vida que existe dentro do solo que depende toda a vida que existe sobre o solo, ou seja, o solo é a base da produção, tanto vegetal quanto animal. É uma fantástica fábrica onde trabalham dia e noite milhões de organismos vivos. A principal fonte de energia para estes organismos é a matéria orgânica, que pode ser considerada como a " alma " do solo. A matéria orgânica contribui para a diversificação das espécies que existem no solo, proporcionando uma relação mais equilibrada entre as populações de cada espécie dificultando a ocorrência de "pragas" ou moléstias para as plantas.
A agricultura de base ecológica coloca ênfase no uso de fertilizantes obtidos através de resíduos animais (estercos), e da adubação verde, seja de inverno (ex.: aveia preta, ervilhaca, chícharo, gorga ou espérgula, colza, fava, tremoço, nabo forrageiro); ou de verão (ex.: mucunas, crotalárias, guandus, lab-lab, feijão de porco). Quanto à adubação mineral, a prioridade é dada para o uso de adubos minerais obtidos diretamente das rochas moídas, como os fosfatos naturais, que apesar de solubilidade lenta, garantem um efeito mais prolongado da adubação. Esses aspectos serão vistos em detalhe um pouco adiante.
2.3 Manejo ecológico de parasitas e doenças:
Existem vários nomes para os produtos químicos que são usados para combater parasitas, doenças
ou inços. A indústria chama de defensivos, dando a entender que eles não prejudicam a gente e só protegem as plantas. Na realidade eles são ofensivos, principalmente para a saúde das pessoas. Outros chamam de agrotóxicos, indicando que tais produtos têm um efeito tóxico. Seja qual for o nome usado, uma coisa é certa: trata-se de venenos, e como tal devem ser tratados. Vejamos o que acontece quando começamos a usar agrotóxicos em um pomar ou plantação:
Ou seja: é como um "saco sem fundos" ou uma rosca-sem-fim, quanto mais usamos, mais problemas aparecem e mais temos que aplicar. Vamos ver um exemplo. Nos primeiros anos quando se plantava soja quase não se usava veneno. O maior problema era a lagarta da soja e o tal de percevejo. Depois começou a aparecer o bicudo-da-soja, também conhecido como raspador. Nos últimos anos vários agricultores aplicaram fungicida para controlar o míldio. E tem também o tal de fogo selvagem que deixa as folhas como se tivessem sido queimadas. E o nematóide do cisto, e assim por diante. Isso sem falar nos herbicidas para os inços. A verdade é que quanto mais veneno usamos, mais problemas aparecem e mais temos que usar. Isso acontece porque já se criou um desequilíbrio no ambiente, favorecendo o surgimento de espécies consideradas "pragas" e, também, em função da própria aplicação de agrotóxicos e de alguns tipos de adubos, que desequilibram a planta. É por isso que se diz que os agrotóxicos ajudam a resolver um problema que eles mesmos criaram, e que continuam criando, porque não resolvem a causa, mas atacam as conseqüências.
Para colocar em prática o manejo ecológico de parasitas é importante considerar alguns princípios básicos, tais como (segundo Ambrosano, 1999):
a) Todo parasita tem pelo menos um inimigo natural;
b) Toda planta suporta um determinado nível de ataque de parasita ou doença;
c) Todo agroecossistema pode atingir equilíbrio na natureza;
d) Todo controle pode ser seletivo;
e) Toda planta com nutrição sadia e equilibrada dificilmente é atacada por parasitas;
2.4 Manter e aumentar a biodiversidade
que em uma roça é tão fácil controlar os inços e em outra é tão difícil. A palavra-chave nesse sentido é APTIDÃO. Ao longo de milhares de anos, as plantas foram se adaptando a determinados tipos de solo, clima e interações com o ambiente. Assim, quando temos um solo ácido, por exemplo, plantas que desenvolveram uma aptidão natural de desenvolvimento radicular que suporta a acidez, crescem normalmente, enquanto que outras terão dificuldades em se desenvolver, perdendo na competição, vindo a desaparecer. Assim, as plantas com essaaptidão natural podem ser "indicadoras" de solos ácidos, quando são predominantes em um ambiente.
Muito há para ser descoberto nessa área. Algumas plantas são bem conhecidas como indicadoras; outras, estão em fase de observação. Enquanto isso, o agricultor ecologista vai conhecendo as plantas espontâneas de sua roça, e descobrindo o que indicam.
Normalmente as plantas cultivadas são adaptadas a solos férteis e arejados e não conseguem competir com as plantas nativas, que são adaptadas ao solo que utilizamos. Porém, com o melhoramento do solo, as plantas cultivadas se "sentem em casa" e se desenvolvem tão bem que muitos agricultores não vêem problemas em deixar os inços crescerem junto com a cultura. Geralmente, os inços que ali aparecem são indicadores de solos férteis e arejados, como a serralha.
Mas é bom lembrar: assim como os inços, nem todas as culturas são adaptadas a solos férteis. Muitas culturas são adaptadas a solos ácidos e pouco férteis, como a erva mate, a mandioca, o eucalipto e o pinus.
2.6 Observação da natureza e aprendizado permanente de suas lições
A natureza é o modelo mais evoluído que se conhece. As plantas e os animais que ocorrem naturalmente em uma região têm a seu favor milhões de anos de adaptação. Ao longo da história, os agricultores também foram evoluindo e se adaptando, aprendendo com as lições da natureza. Infelizmente, isso está bastante esquecido, com a introdução da agricultura convencional. Mas o fato é que, quanto mais o nosso jeito de produzir imitar o que acontece no ecossistema que predomina no lugar ou na região, maior será a biodiversidade e mais chances vamos ter de produzir sem a necessidade de usar agrotóxicos e com o mínimo de insumos que vêm de fora da propriedade, como os adubos.
Índice
3.1 A importância da matéria orgânica no solo
Um dos principais indicadores de qualidade do solo é a matéria orgânica. Solos com teores satisfatórios de matéria orgânica são mais aptos para o cultivo de plantas, devido as melhores características físicas, químicas e biológicas.
A matéria orgânica são todos os resíduos de vegetais (talos, folhas, raízes), estercos de animais e micróbios, em diferentes estágios de decomposição, até chegar à forma de húmus, que é uma parte bastante estável de materiais decompostos.
3.2 Efeito da matéria orgânica no solo
O solo funciona como um organismo vivo: em 1 grama de solo saudável vive uma comunidade biológica de aproximadamente 10.000 espécies diferentes, como minhocas, larvas, besouros,
colêmbolos, ácaros, algas,bactérias e fungos. Estes organismos necessitam de alimentos para viver, principalmente carbono e nitrogênio que estão presentes na palhada das culturas e no esterco de animais. Em função disso, é importante que o solo tenha um determinado teor de matéria orgânica para fornecer os alimentos e energia que os micróbios precisam para viver.
Se o solo tiver bastante vida, a população microbiana (como as bactérias e fungos benéficos) vai ajudar as plantas na absorção e bombeamento ou reciclagem de nutrientes que estão "soltos" no solo, tornando-se assim disponíveis para as plantas como alimentos. Alguns tipos de organismos produzem ácidos a partir da decomposição dos resíduos orgânicos, auxiliando na solubilização do fósforo usado como adubo.
A manutenção da microvida permite que os microorganismos bons desenvolvam o seu papel ecológico em relação ao solo e as plantas, como as micorrizas, por exemplo, que são fungos que "laçam" as partículas do solo, ajudando a formar agregados ou pequenos torrões que são "colados" por substâncias cimentantes produzidas pelas bactérias. Os agregados ajudam a estruturar a terra especialmente aquela que foi cultivada durante muitos anos com o uso excessivo de arado e grade, tem efeito direto na maior aeração, abertura dos poros, retenção e infiltração de água influenciando na melhoria da capacidade produtiva do solo e, em conseqüência, no rendimento das culturas. Assim, a matéria orgânica tem uma grande importância na manutenção da microvida, e isto pode ser feito através da não incorporação dos resíduos vegetais que, preferencialmente, devem ser deixados na superfície do solo, através da técnica do plantio direto ou cultivo mínimo.
A matéria orgânica também é uma fonte de nutrientes para as culturas, especialmente nitrogênio, fósforo, enxofre e micronutrientes. Além disso, tem a capacidade de "prender" micronutrientes e alguns elementos tóxicos para as plantas como o alumínio, por exemplo. Os micronutrientes depois de presos são liberados lentamente no solo onde são gradativamente aproveitados pelas plantas.
3.3 Acidez do solo
A acidez que ocorre em muitos solos, é devido a ação da chuva, vento, temperatura e organismos. A água da chuva provoca lavagem ou lixiviação de nutrientes e, gradativamente, favorece o aumento da quantidade de alumínio e manganês que, em determinadas concentrações, são tóxicos para as plantas.
A acidez da terra tem grande importância, pois afeta o rendimento das plantas, pela influência que exerce sobre a fertilidade do solo, influenciando no rendimento das plantas, disponibilidade e assimilação dos nutrientes pelas plantas e eficiência da adubação. É importante saber o pH do solo, já que as plantas necessitam de um "ponto" adequado de acidez ou alcalinidade. O pH é representado por uma uma escala de valores que podem variar de 3,0 a 5,5 para solos ácidos, de 5,5 a 6,0 para solos neutros e acima de 7,0 para solos alcalinos.
Fonte: Monegat, 1991 (adaptação).
4.1 Vantagens do uso das plantas recuperadoras de solo
4.2 Principais espécies de adubos verdes utilizados
Quadro 1 - Espécies mais utilizadas para adubação verde
4.3 Consórcios de espécies no inverno
O consórcio de leguminosas e gramíneas no inverno é uma alternativa utilizada antes dos cultivos de verão, especialmente milho e sorgo, que são exigentes em nitrogênio. As leguminosas fixam ou puxam o nitrogênio do ar, através de bactérias presentes nas raízes, substituindo ou reduzindo o uso da uréia. Já as gramíneas como aveia, azevém, centeio e triticale, cobrem o solo com bastante rapidez, diminuindo a erosão provocada pelas chuvas. O nabo forrageiro mesmo não sendo uma leguminosa é reciclador de nitrogênio e descompactador de solos, em função disso pode ser consorciado com gramíneas e leguminosas.
Quadro 2 _ Consórcios mais utilizados, quantidades de sementes, épocas de plantio e culturas de verão preferenciais para o plantio em sucessão.
No quadro a seguir são apresentadas várias informações sobre o uso de espécies de inverno isoladas ou antecedendo a culturas de verão.
Quadro 3 - Espécies de inverno mais utilizadas, quantidades de sementes, épocas de plantio e culturas de verão preferenciais para o plantio em sucessão.
Recomenda-se o plantio de 3 a 4 sementes/metro com espaçamento de 1 metro entre linhas (15 a 30kg/ha de sementes)
4.4.2 Mucuna preta:
4.4.3 Mucuna anã:
Em áreas para a produção de sementes, utilizar 6 a 8 sementes por metro com espaçamento de 50 cm entre linhas.
O rendimento varia de 800 a 1500 kg/ha
4.4.4 Crotalária juncea:
A Crotalária júncea pode ser utilizada para silagem em consórcio com o sorgo, utilizando-se as sementes misturadas na caixa semeadura.
A quantidade de sementes pode ser de 20 a 30 kg/ha e o espaçamento de 40 a 50 cm entre linhas.
4.4.5 Crotalaria spectabilis:
Esta espécie não pode ser utilizada para a alimentação dos animais, no entanto é indicada para o controle de nematóides nas áreas que foram cultivadas com soja.
4.4.6 Guandu anão:
É usado na alimentação animal porque possui um alto teor de proteína e normalmente é cortado e fornecido aos animais no cocho. Também pode ser utilizado para pastejo isolado ou consorciado com milheto.
âProdução de sementes: em áreas para a produção de sementes utilizar o espaçamento de 1 a 1,5 m entre linhas com 10 a 15 sementes por metro.
4.4.7 Feijão de porco:
4.4.8 Feijão miudo ou caupi: