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apostila anatomia cabeça e pescoço, Notas de estudo de Odontologia

apostila de anatomia cabeça e pescoço feita com mto capricho pela @odontoloves_

Tipologia: Notas de estudo

2021

Compartilhado em 17/03/2021

dra.CeciliaAzevedosoares
dra.CeciliaAzevedosoares 🇧🇷

4.9

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Fonte/imagens : SOBOTTA, J. Sobotta: atlas de anatomia humana. 19.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1993. v.1.

O crânio é uma estrutura óssea complexa, constituída de 22 ossos, que faz parte do esqueleto axial. Sua complexidade se justifica por estar relacionado com o encéfalo, com os órgãos dos sentidos especiais, como o bulbo do olho (visão), a orelha (audição), a língua (gustação) e a cavidade nasal (olfato), e com os sistemas respiratório e digestório, é dividido didaticamente em duas regiões, neurocrânio e viscerocrânio.

Neurocrânio :

Corresponde ao terço superior do crânio e recebe esse nome porque aloja o encéfalo. É constituído de oito ossos que se unem rigidamente: frontal (1), parietais (2), occipital (1), temporais (2), esfenoide (1) e etmoide (1).

  • Limitações – Anteriormente pela glabela, Posteriormente pela protuberância occipital externa (calvária).

Osso Frontal :

É um osso ímpar, plano e pneumático, constitui o teto e a margem superior da cavidade orbital. A parte que constitui o teto denomina-se parte orbital do osso frontal, onde está a fossa da glândula lacrimal, lateralmente.

  • Limitações : Em vista anterior, o osso frontal articula-se com o osso zigomático, através da sutura frontozigomática, situada na margem lateral da cavidade orbital; com o osso nasal, através da sutura frontonasal; com a maxila, através da sutura frontomaxilar.

Osso parietal :

É um osso par que se localiza na parte superolateral do crânio.

  • Limitações :Na calvária, os ossos parietais se articulam por meio de uma sutura mediana(sutura sagital), articulam-se com o osso frontal por meio da sutura coronal; com o osso occipital por meio da sutura lambdoide.
  • O ponto de encontro das suturas coronal e sagital denomina-se bregma.
  • O ponto de encontro das suturas sagital e lambdoide denomina-se lambda.

Osso temporal :

Esse osso pode ser dividido em partes escamosa, petrosa e timpânica.

A parte escamosa corresponde à parte achatada do osso, que compõe sua porção mais superior, a parte timpânica delimita uma abertura circular, o meato acústico externo, localizado atrás das estruturas articulares. Esse meato representa o canal ósseo da orelha externa, a parte petrosa tem uma forma piramidal e se projeta anteromedialmente para a base e a parte interna do crânio, tendo como base o processo mastoide, que é uma saliência robusta, de projeção inferior e anterior, localizada entre a parte timpânica do

temporal e o osso occipital. Dele se originam alguns músculos do pescoço

  • Limitações : Externamente, observam-se sua articulação com o osso parietal, por meio da sutura escamosa e a articulação com o esfenoide, por meio da sutura esfenoescamosa.

Osso Esfenoide :

É um osso ímpar, pneumático. Em seu interior, está o seio esfenoidal; O esfenoide ocupa o neurocrânio de um lado a outro, podendo ser identificado melhor em uma vista anterior do crânio. Na vista da parte interna da base do crânio, observa-se a forma que dá o nome ao osso esfenoide, “forma de morcego”, identificam-se um corpo central e as asas lateralmente. No corpo, localizam- se divesos acidentes anatômicos.

Osso Etmoide:

Trata-se de um osso ímpar, pneumático, que tem em seu interior vários seios pequenos, os seios ou células etmoidais, que se comunicam com a cavidade nasal por aberturas nos meatos nasais médio e superior.

  • Limitações : Na vista interna, o osso etmoide encontra-se articulado com o osso frontal, que o delimita por meio da incisura etmoidal, e com o corpo do esfenoide, posteriormente

Osso Occipital

É perfurado por uma abertura grande e oval, o forame magno, através do qual a cavidade craniana comunica - se com o canal vertebral. Apresenta duas porções: escamosa e basilar.

  • Escamosa - lâmina curvada que se estende posteriormente ao forame occipital.
  • Basilar - anterior ao forame occipital e espessa

Osso nasal :

Osso par, de forma retangular, que se localiza na região da raiz do nariz. Os ossos nasais, com as maxilas, delimitam a abertura óssea da cavidade nasal, a abertura piriforme.

Concha nasal inferior :

Osso par, localizado na cavidade nasal. É uma lâmina óssea que tem uma concavidade voltada para baixo, delimitando, dessa forma, o meato nasal inferior, por onde passa ar. Fixa-se na parede lateral da cavidade nasal, que é constituída pela maxila.

Vômer :

É um osso ímpar, que se localiza na cavidade nasal. Juntamente com a lâmina perpendicular do etmoide e a cartilagem do septo, constitui o septo nasal. Inferiormente, articula-se com os ossos do palato). Sua margem posterior constitui o limite mediano das coanas, que são as aberturas posteriores da cavidade nasal.

Osso palatino :

Osso par, constituído por lâmina horizontal e lâmina perpendicular.

As duas lâminas horizontais articulam-se com os processos palatinos das maxilas por meio da sutura palatina transversa, constituindo o palato ósseo, ou seja, a parte óssea do palato duro. A lâmina perpendicular localiza-se medialmente ao processo pterigoide do esfenoide, na parte mais posterior da cavidade nasal.

Osso zigomático :

O osso zigomático é um osso par, considerado como osso da “maçã do rosto”, por ser mais saliente na face. Tem os seguintes processos: processo maxilar, que anteroinferiormente articula-se com a maxila, por meio da sutura zigomaticomaxilar; processo frontal, extremidade que se articula superiormente com o osso frontal, por meio da sutura frontozigomática; processo temporal, que se articula com o processo zigomático do osso temporal, constituindo o arco zigomático.

FORAMES DO NEUROCRÂNIO :

Lâ mina crivosa do etmó ide : N. olfató rio (I par) Canal ó ptico N. ó ptico (II par) A. oftálmica

Fissura orbital superior : N. oculomotor (III par) N. troclear (IV par) N. oftálmico (V/1 par) N. abducente (VI par)

Forame redondo : N. maxilar (V/2 par) forame oval N. mandibular (V/3 par)

Forame espinhoso :A. mení ngea média

Forame lácero : Fechado no vivente, porém se relaciona com: A. car ó tida interna Canal caró tico A. caró tida interna forame jugular Veia jugular interna N. glossofarí ngeo (IX par) N. vago (X par) N. acessó rio (XI par) Meato acú stico interno N. facial (VII par) N. vest íbulo-coclear Canal do hipoglosso N. hipoglosso (XII par)

Forame magno : Medula espinhal e meninges Aa. vertebrais N. acessó rio (XI par) — raí zes espi- nhais fissura petrotimpâ nica N. corda do tí mpano (facial — VII par)

Forame estilomast ó ideo : N. facial (VII par)

Maxila

A maxila é um osso par, pneumático, que constitui a porção mais central do esqueleto da face, articulando-se com todos os ossos do viscerocrânio, com exceção da mandíbula. Tem osso pouco denso, ou seja, com maior proporção de parte esponjosa em relação à parte compacta. A maxila direita se une à maxila esquerda na linha mediana por meio da sutura intermaxilar. A maxila é constituída de um corpo central e quatro processos: •Processo frontal, que se projeta superiormente para se articular com o osso frontal, por meio da sutura frontomaxilar. •Processo zigomático, que se articula com o processo maxilar do osso zigomático, por meio da sutura zigomaticomaxilar. •Processo alveolar, que representa a área onde se localizam os alvéolos dentais, para inserção das raízes dos dentes superiores. Na base do processo alveolar, na linha mediana, está a espinha nasal anterior, exatamente na parte mais superior da sutura intermaxilar e mais inferior da abertura piriforme •Processo palatino, que se articula com a lâmina horizontal do osso palatino, em ambos os lados, constituindo o palato ósseo. A articulação dessas peças ósseas na linha mediana se dá por meio da sutura palatina mediana. A articulação dos processos palatinos das maxilas com as lâminas horizontais dos palatinos se dá por meio da sutura palatina transversa.

Mandíbula

A mandíbula é um osso ímpar, único do crânio com mobilidade e onde estão alojados os dentes inferiores. Tem maior densidade óssea que a maxila. Essa estrutura resistente é capaz de suportar a força dos músculos que nela se inserem: todos os músculos da mastigação, já que é o único osso passível de movimento; músculos supra-hióideos; músculo da língua. Consiste de uma porção horizontal , o corpo, e duas porções perpendiculares, os ramos, que se unem ao corpo em um ângulo quase reto.

Músculos do Couro Cabeludo

  • Músculo occipitofrontal É um mú sculo plano que se estende desde a protuberâ ncia occipital externa e linha superior da nuca até a pele da região superciliar. É constituí do por dois ventres — frontal e occipital —sendo intercalados por uma aponeurose craniana, denominada gálea aponeuró tica. Ação : O ventre occipital torna tensa a gálea aponeuró - tica, fixando-a, para a ação do ventre frontal. Quando tensa a gálea, o frontal eleva a pele das sobrancelhas e forma pregas horizontais na pele da fronte. É considerado o mú sculo da atenção. Origem do ventre Occipital : 2/3 laterais da linha nucal superior do osso occipital e processo mastóide. Origem do ventre Frontal : Suas fibras estão unidas com as do prócero, corrugador e orbicular do olho.
  • Músculos Auriculares São atrofiados e estão dispostos ao redor do pavilhão da orelha, a qual eles movem. São três músculos: auricular anterior, auricular superior e auricular posterior. Origem: gálea aponeuró tica Inserção: Na pele da orelha. Ação — Possuem ação limitada, podendo movimentar a orelha.

Mú sculos ao Redor dos olhos

  • Mú sculo orbicular do olho É um mú sculo plano e elí ptico, situado superficialmente sob a pele das pálpebras.Divide-se em três porções: palpebral, lacrimal e orbital. Ação — O mú sculo orbicular do olho protege o olho da luz intensa e de les õ es. A parte palpebral une as pálpebras levemente, a parte orbital faz o fechamento forçado das pálpebras, tracionando a pele da fronte, das tê mporas e da bochecha.
  • Mú sculo corrugador do Supercí lio É um mú sculo horizontal que se situa profundamente ao orbicular do olho. Origem: processo frontal da maxila e parte do osso frontal Inserção: na pele do supercí lio. Ação — Traciona medialmente o supercí lio, formando rugas ou pregas verticais entre os superc ílios. Mú sculos ao Redor do Nariz
  • Mú sculo pró cero É um pequeno mú sculo localizado na parte superior da raiz do nariz. Origem: Osso nasal Inserção: Na pele entre os arcos superciliares. Ação — Abaixa a parte medial do supercí lio, provocando pregas transversais na raiz do nariz, expressando aspecto ameaçador, agressivo.
  • Mú sculo Nasal Passa sobre o dorso do nariz para se unir com o contralateral. Origem : na base do osso alveolar da maxila e das saliê ncias alveolares do incisivo lateral e do canino.

Suas fibras da parte transversa divergem para cima e medialmente, em direção ao dorso do nariz, enquanto a parte alar se insere na cartilagem alar. Ação — A parte alar dilata, e a parte transversa comprime a narina, expressando desprezo e descontentamento.

  • Mú sculo Abaixador do Septo Nasal Origem: Depressão ó ssea, lateral à eminê ncia alveolar do incisivo lateral superior Inserção: No septo nasal. Ação — Abaixa a asa do nariz, diminuindo o diâ metro transver- so da narina.

Músculos ao Redor da Boca

  • Músculo orbicular da boca Origem : Parte marginal e Parte labial: laterais do ângulo da boca Inserção : lábios Ação- Movimentam os lábios, as asas do nariz, as bochechas e a pele do mento, contribui no ato de sucção e para a ação de soprar.
  • Músculo Bucinador É o músculo que delimita a cavidade oral lateralmente, “músculo da bochecha” Origem: Parte inferior do proc. alveolar da maxila, rafe pterigomandibular, parte inferior do proc. alveolar da mandíbula. Inserção : Ângulo da boca, lábios inferior e superior, forma a base das bochechas. Ação- Indispensável como sinergista para a elevação ela pressão da cavidade da boca, por exemplo, no soprar ou mastigar, traciona lateralmente a comissura oral.

Músculos do Pescoço

  • Platisma

Origem: Tem origem na fáscia que reveste a porção superior dos mú sculos peitoral maior e delt ó ide. Ação: Traciona o lábio inferior e o ângulo bucal, abrindo parcialmente a boca (expressão de horror). Eleva e puxa para a frente a pele do pescoç o e ombro. Inervação: Ramo cervical do nervo facial (VII par)

  • Esternocleidomastóideo Origem: Apresenta duas - uma esternal e outra clavicular, originadas respectivamente do man ú brio do esterno e do terço medial da clavícula. Ação: Inclina a cabeça para o mesmo lado em direção ao ombro, tornando bem evidente sua ana- tomia de superfí cie. Atuando em conjunto, move a cabeça para a frente (o mento aproxima-se do manú brio do esterno). Inervação: C2, C3 e parte espinhal do nervo Acessório (11º par craniano).
  • Digástrico Ventre Anterior: Fossa digástrica da mandíbula Ventre Posterior: Processo mastoide Inervação: Nervo Facial (ventre posterior) e Nervo Mandibular (ventre anterior) Ação: Elevação do Osso Hioide e Abaixamento da Mandíbula (abertura da boca). O ventre anterior traciona o osso hioide para frente e o ventre posterior para trás.
  • Estilo-Hióideo Origem: Processo estiloide Inserção Inferior: Corpo do osso hioide Inervação: Nervo Facial (VII par craniano) Ação: Elevação e Retração do Osso Hioide.
  • Milo-Hióideo

Origem: Linha milo-hioidea da mandíbula Inervação: Nervo Mandibular (Ramo do nervo Trigêmeo – V par craniano) Ação: Elevação do osso Hioide e da Língua.

  • Gênio-Hióideo Origem: Tubérculo inferior da espinha mentual. Inervação: Nervo Hipoglosso (C1) Ação: Tração Anterior do osso Hioide e da Língua.
  • Esterno-hióideo Origem : Manúbio do esterno Inervação: Ramos da Alça Cervical (N. do Hipoglosso) com fibras de C1 à C Ação: Baixar o Osso Hioide.

A face recebe um suprimento sanguíneo proveniente de ramos das artérias carótidas externa e interna (ACE e ACI), cujos ramos terminais se anastomosam livremente na face.

Artéria Carótida Externa Inicia-se no trí gono carotí deo, na bifurcação da artéria caró tida comum. Tem um trajeto ascendente até a região do colo da mandí bula, onde termina, dividindo-se em dois ramos: artérias maxilar e temporal superficial.Esta divisão ocorre no interior da gl â ndula paró tida. Artéria Carótida Interna A partir da sua origem na artéria caró tida comum, a artéria car ó tida interna segue superiormente, para entrar no canal carotí deo do osso temporal. Apó s emergir do canal carot ídeo, termina emitindo os ramos. Ramos da Artéria Caró tida Externa para a Face A artéria caró tida externa emite os principais ramos responsáveis pela irrigação da face. Artéria Facial

  • A artéria facial origina-se do contorno anterior da ACE. Ela é o principal tronco arterial da face, e seus ramos terminais que irrigam a face são: Artéria submentual — irriga a região submandibular e sub- mentual. Artéria labial inferior — irriga o lábio inferior e anastomosa- se com a contralateral. Artéria labial superior — irriga o lábio superior e anastomosa- se com a contralateral. Ramo nasal lateral — irriga o dorso e a asa do nariz. Artéria angular — irriga os mú sculos e estruturas pr ó ximas ao â ngulo medial do olho. Anastomosa-se com os ramos da a. of- tálmica, estabelecendo comunicação entre a ACE e ACI. Artéria Temporal Superficial
  • É o menor dos ramos terminais da ACE; sendo o outro, maior, é a artéria maxilar. Seus ramos para a face são: Artéria transversa da face — irriga parte da glâ ndula paró tida e seu ducto, parte do m. masseter e a pele da região. Ramo frontal — irriga a região mais lateral da fronte e a parte anterior da região temporal. Artéria maxilar
  • É o maior dos ramos terminais da ACE. Ela irriga estruturas profundas da face, e seus ramos terminais chegam a irrigar a pele. Artéria mentual — é um ramo da artéria alveolar inferior (1a parte da a. maxilar) que se deixa o canal mandibular pelo forame mentual e irriga a região mentual e parte do lábio inferior. Artéria infra-orbital — é um dos ramos terminais da artéria maxilar que percorre o assoalho da ó rbita e emerge na face pelo forame infra-orbital, para irrigar partes da pálpebra inferior, do lábio superior e do nariz.

Ramos da Artéria Car ó tida interna para a Face Artéria Oftálmica

  • É o ramo da ACI responsável pela irrigação do conteú do da ó rbita. Contudo, apresenta alguns ramos terminais que contri- buem para a irrigação da face. Artéria supra-orbital — irriga a pálpebra superior e a região da fronte e couro cabeludo até o vértice. Artéria supratroclear — irriga a parte medial da fronte e couro cabeludo. Artéria dorsal do nariz — deixa a ó rbita acima do ligamento palpebral medial. Irriga a raiz do nariz e o saco lacrimal e anastomosa-se com os ramos da a. facial (anastomose entre ACE e ACI).