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Introdução à Astronomia: Conceitos Básicos e Observação do Céu, Notas de aula de Física

apostila de astronomia para o estudo da OBA.

Tipologia: Notas de aula

2020

Compartilhado em 07/05/2020

maria-andrade-55
maria-andrade-55 🇧🇷

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APOSTILA DE ASTRONOMIA 2014
Noções Científicas
Gnômon: Em sua forma mais simples, consiste
de uma vara inserida no chão na posição
vertical.
Movimento Aparente do Sol: Trajetória que o
Sol aparentemente descreve para um
observador na Terra, devido a rotação do
planeta em torno de seu eixo.
Pólo sul celeste: É a projeção do polo sul geográfico sobre a esfera celeste.
Zênite: Ponto da esfera celeste que se encontra na direção da vertical ascendente ao ponto de
observação.
Ocaso: Desaparecimento do Sol ou de outro astro ao sair do horizonte.
Ponto Cardeal: São as quatro indicações que representam as direções Norte, Sul, Leste e Oeste.
EQUINÓCIO E SOLSTÍCIO
O eixo de rotação da Terra (movimento da Terra em torno dela mesma) possui uma
posição fixa que está ligeiramente inclinada em 23,5º em relação ao eixo de
translação da Terra (movimento da Terra em torno do Sol).
Isto faz com que em determinada época do ano, a luz solar incida com maior
intensidade sobre o hemisfério norte e, na outra parte do ano, incida com maior
intensidade sobre o hemisfério sul, caracterizando o chamado solstício. Da mesma
forma, ocorre que em determinada época, a luz solar incide de maneira igual sobre
os dois hemisférios, caracterizando o equinócio. O momento exato de um solstício é
aquele em que o sol, visto da Terra, encontra-se o mais distante possível do
“equador celeste” (linha imaginária que marca o céu ao meio – como o equador com
a Terra), ou seja, quando ele se encontra a 23,5º para o norte ou para o sul dessa
linha. Já o momento exato do equinócio é quando o sol passa exatamente sobre o
equador celeste.
Podemos dizer, também, que quando é solstício de verão no hemisfério sul, o sol
estará “a pino”, ISTO É, A ZENITE, sobre o Trópico de Capricórnio, pois este se encontra exatamente a 23,5º da Linha do Equador e, portanto,
receberá incidência direta da luz solar. Ou o contrário, quando for solstício de verão no hemisfério norte, o sol estará “a pino” ISTO É, A
ZENITE, sobre o Trópico de Câncer. No equinócio, o sol estará “a pino” sempre sobre as regiões localizadas próximas a linha do equador.
Da mesma forma, podemos dizer que, nas regiões polares, o Círculo Polar Ártico delimita a região que não receberá sol durante o solstício de
inverno no hemisfério norte. Da mesma forma que o Círculo Polar Antártico, delimita a região que não receberá sol durante o solstício de
inverno no hemisfério sul.
A Lua é o satélite natural
da Terra.
Apesar de ser pequeno e
não possuir luz própria é
o maior astro e o mais
brilhante visto quando
olhamos para o céu. Isso
se deve a sua proximidade (380.000 km), e da luz solar refletida pela sua superfície.
De acordo com o alinhamento entre o Sol, a Terra e a Lua, varia a porção visível da Lua, causando
o que chamamos das 4 fases da Lua.
IMPORTANTE: A Lua Nova acontece quando a face visível da Lua não recebe luz do Sol, pois os
dois astros estão na mesma direção. Nessa fase, a Lua está no céu durante o dia, nascendo e se
pondo aproximadamente junto com o Sol. Só conhecemos a face iluminada pelo sol.
Eclipses - O Eclipse define-se como o fenômeno em que um astro deixa de ser visível, totalmente ou em
parte, ou pela interposição de outro astro entre ele e o observador, ou porque, não tendo luz própria,
deixa de ser iluminado ao colocar-se no cone de sombra de outro astro.
Lunar parcial -> nesse tipo, a trajetória da Lua será tal que uma parte dela passará pela sombra
terrestre, como nos mostra a figura 1.
Lunar total->este tipo ocorrerá quando a Lua entrar no cone de sombra terrestre, como nos mostra
a figura 2.
ATENÇAO -> A LUA NUNCA FICA DE FRENTE PARA O SOL!!!
AS ESTRELAS DAS CONSTELAÇÕES.
As constelações astronômicas são 88 constelações classificadas pela União Astronômica Internacional nem todas podem ser vistas dos dois
hemisférios. Desta forma, podemos dizer que as principais, no hemisfério sul, são: Órion, a mais fácil de se localizar pelo fato de três das
estrelas que a compõem serem bem características (as Três Marias); e o Cruzeiro do Sul, talvez a constelação mais famosa do hemisfério sul e
também fácil de se localizar. No hemisfério norte, as principais são: Ursa Maior e Ursa Menor, também são facilmente identificáveis, mas
apenas no hemisfério norte. Uma das estrelas que compõem a Ursa Menor, a Estrela Polar (Polaris) está quase que situada sobre o polo
norte celeste, por isso, quando observamos essas duas constelações durante toda a noite, conseguimos observar as outras constelações
como que girando em torno delas por causa do movimento de rotação da terra. Mas esse movimento é bem relativo.
ÓRION - Betelgeuse.
CÃO MAIOR– Sirius.
CRUZEIRO DO SUL - tem o formato
de uma cruz- Acrux.
ESCORPIÃO – Antares
TRIÂNGULO AUSTRAL- Atria
LEÃO- Regulus
CÃO MENOR- Procion
CASSIOPEIA – Shedar
LEBRE - Alpha Leporis
ÁGUIA – Aquilae
HIDRA - Hidry

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APOSTILA DE ASTRONOMIA 2014

Noções Científicas Gnômon: Em sua forma mais simples, consiste de uma vara inserida no chão na posição vertical. Movimento Aparente do Sol: Trajetória que o Sol aparentemente descreve para um observador na Terra, devido a rotação do planeta em torno de seu eixo. Pólo sul celeste : É a projeção do polo sul geográfico sobre a esfera celeste. Zênite : Ponto da esfera celeste que se encontra na direção da vertical ascendente ao ponto de observação. Ocaso: Desaparecimento do Sol ou de outro astro ao sair do horizonte. Ponto Cardeal : São as quatro indicações que representam as direções Norte, Sul, Leste e Oeste. EQUINÓCIO E SOLSTÍCIO O eixo de rotação da Terra (movimento da Terra em torno dela mesma) possui uma posição fixa que está ligeiramente inclinada em 23,5º em relação ao eixo de translação da Terra (movimento da Terra em torno do Sol). Isto faz com que em determinada época do ano, a luz solar incida com maior intensidade sobre o hemisfério norte e, na outra parte do ano, incida com maior intensidade sobre o hemisfério sul, caracterizando o chamado solstício. Da mesma forma, ocorre que em determinada época, a luz solar incide de maneira igual sobre os dois hemisférios, caracterizando o equinócio. O momento exato de um solstício é aquele em que o sol, visto da Terra, encontra-se o mais distante possível do “equador celeste” (linha imaginária que marca o céu ao meio – como o equador com a Terra), ou seja, quando ele se encontra a 23,5º para o norte ou para o sul dessa linha. Já o momento exato do equinócio é quando o sol passa exatamente sobre o equador celeste. Podemos dizer, também, que quando é solstício de verão no hemisfério sul, o sol estará “a pino”, ISTO É, A ZENITE, sobre o Trópico de Capricórnio, pois este se encontra exatamente a 23,5º da Linha do Equador e, portanto, receberá incidência direta da luz solar. Ou o contrário, quando for solstício de verão no hemisfério norte, o sol estará “a pino” ISTO É, A ZENITE, sobre o Trópico de Câncer. No equinócio, o sol estará “a pino” sempre sobre as regiões localizadas próximas a linha do equador. Da mesma forma, podemos dizer que, nas regiões polares, o Círculo Polar Ártico delimita a região que não receberá sol durante o solstício de inverno no hemisfério norte. Da mesma forma que o Círculo Polar Antártico, delimita a região que não receberá sol durante o solstício de inverno no hemisfério sul. A Lua é o satélite natural da Terra. Apesar de ser pequeno e não possuir luz própria é o maior astro e o mais brilhante visto quando olhamos para o céu. Isso se deve a sua proximidade (380.000 km), e da luz solar refletida pela sua superfície. De acordo com o alinhamento entre o Sol, a Terra e a Lua, varia a porção visível da Lua, causando o que chamamos das 4 fases da Lua. IMPORTANTE: A Lua Nova acontece quando a face visível da Lua não recebe luz do Sol, pois os dois astros estão na mesma direção. Nessa fase, a Lua está no céu durante o dia, nascendo e se pondo aproximadamente junto com o Sol. Só conhecemos a face iluminada pelo sol. Eclipses - O Eclipse define-se como o fenômeno em que um astro deixa de ser visível, totalmente ou em parte, ou pela interposição de outro astro entre ele e o observador, ou porque, não tendo luz própria, deixa de ser iluminado ao colocar-se no cone de sombra de outro astro. Lunar parcial -> nesse tipo, a trajetória da Lua será tal que uma parte dela passará pela sombra terrestre, como nos mostra a figura 1. Lunar total ->este tipo ocorrerá quando a Lua entrar no cone de sombra terrestre, como nos mostra a figura 2. ATENÇAO -> A LUA NUNCA FICA DE FRENTE PARA O SOL!!! AS ESTRELAS DAS CONSTELAÇÕES. As constelações astronômicas são 88 constelações classificadas pela União Astronômica Internacional nem todas podem ser vistas dos dois hemisférios. Desta forma, podemos dizer que as principais, no hemisfério sul, são: Órion, a mais fácil de se localizar pelo fato de três das estrelas que a compõem serem bem características (as Três Marias); e o Cruzeiro do Sul, talvez a constelação mais famosa do hemisfério sul e também fácil de se localizar. No hemisfério norte, as principais são: Ursa Maior e Ursa Menor, também são facilmente identificáveis, mas apenas no hemisfério norte. Uma das estrelas que compõem a Ursa Menor, a Estrela Polar (Polaris) está quase que situada sobre o polo norte celeste, por isso, quando observamos essas duas constelações durante toda a noite, conseguimos observar as outras constelações como que girando em torno delas por causa do movimento de rotação da terra. Mas esse movimento é bem relativo. ÓRION - Betelgeuse. CÃO MAIOR– Sirius. CRUZEIRO DO SUL - tem o formato de uma cruz- Acrux. ESCORPIÃO – Antares TRIÂNGULO AUSTRAL- Atria LEÃO- Regulus CÃO MENOR- Procion CASSIOPEIA – Shedar LEBRE - Alpha Leporis ÁGUIA – Aquilae HIDRA - Hidry