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Apostila de comunicação. Entonacao de voz
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Não perca as partes importantes!

















































































Conselho Regional José Evaristo dos Santos Presidente
Departamento Regional de Goiás Felicidade Maria de Faria Melo Diretora Regional
Maria de Lourdes Martins Narciso Diretora de Educação Profissional
Maria Helena de Podestá Diretora Recursos Humanos
Maria Cândida Rodrigues Diretora Financeira
Girsei Severino de Paula Diretor Administrativo
Ronaldo de Sousa Ramos Diretor da Tecnologia da Informação
Coordenação de Apoio Técnico Amália Cardoso da Silva Aguiar Angélica Cristina Pereira Carla Baylão de Carvalho Cláudia Márcia Alencar Costa Pereira Délcio Marques da Costa Márcia Neves Rocha de Oliveira Rômulo Criston Gomes Nascimento Veronízia Theodoro Luz
Elaboração Adriana Costa Pires
Diagramação Tatiane Aquino de Sousa
Comunicação, etimologicamente, provém do verbo latino communicare, que significa pôr em comum. A finalidade da comunicação é pôr em comum não apenas ideias, sentimentos, pensamentos, desejos, mas também compartilhar formas de comportamento, modos de vida, determinados por regras de caráter social. Desse ponto de vista, comunicação é também convivência, que traz implícita a noção de comunidade, vida em comum, agrupamento solidário, baseado no consenso espontâneo dos indivíduos. Consenso significa acordo tácito, que pressupõe compreensão-e, em última análise, o objetivo da comunicação é este: o entendimento entre os homens.
No cenário contemporâneo, em que a velocidade de comunicação possibilita trocas comerciais e de informação em âmbito global, torna-se cada vez mais necessário que as empresas e organizações busquem soluções de comunicação eficientes a fim de alcançarem positivamente suas metas. Com o objetivo de buscar a eficácia da comunicação nas organizações, os profissionais envolvidos precisam dedicar enorme atenção à forma como se expressam, tanto ao falar quanto ao escrever.
Não se trata apenas de correção gramatical, mas de uma comunicação com simplicidade, objetividade, clareza e precisão, elementos que formam a base para o sucesso das trocas de informação e, consequentemente, permitem o desenvolvimento igualmente bem- sucedido dos processos naturais ao dia-a-dia profissional.
A palavra comunicação origina-se do latim communicare, que significa partilhar, dividir, tornar comum, associar, trocar opiniões. A partir da etimologia, fica clara a diferença entre comunicar e simplesmente informar.
O homem é um ser social e se difere dos outros seres que vivem reunidos pela capacidade de julgar e discernir, estabelecendo regras para a vida em sociedade. Tal concepção, nascida em A Política , de Aristóteles, implica estabelecer a necessidade de linguagem para que o homem possa se comunicar com os outros e, juntos, estabelecerem um código de vida em comum. Então, a linguagem, capacidade comunicativa dos seres, constrói vínculos entre os homens e possibilita a transmissão de culturas, além de garantir a eficácia dos mecanismos de funcionamento dos grupos sociais.
Para que a comunicação ocorra, é necessário que seis elementos estejam presentes: emissor, receptor, mensagem, código, canal e contexto. Cada um deles exerce um papel essencial no processo de comunicação, e qualquer falha com um desses elementos pode prejudicar ou invalidar a percepção ideal da mensagem.
Trataremos aqui tais elementos levando em conta a comunicação objetiva e cotidiana, entendendo que, na comunicação literária, outros fatores podem estar envolvidos.
EMISSOR: É o remetente da mensagem, aquele que elabora sua ideia e a transforma em código para ser enviada ao receptor. O processo de codificação da mensagem exige do emissor que ele: a) conheça o código utilizado e suas peculiaridades; b) construa sua fala dentro das regras convencionadas pela língua;
c) estruture sua fala de forma inteligível e clara; d) escolha o canal adequado para fazer sua mensagem chegar ao receptor; e) perceba o contexto da comunicação e se seu receptor compartilha esse mesmo referencial. RECEPTOR: É o destinatário da mensagem, aquele que, ao recebê-la, realiza o processo
de decodificação. Para que ela se dê efetivamente, é necessário que o receptor:
a) conheça o código utilizado e suas peculiaridades;
b) reconheça as regras da língua utilizada pelo emissor;
c) compreenda o sentido expresso na mensagem;
d) tenha o canal aberto para receber a mensagem;
e) compartilhe o mesmo referencial em que se baseia a mensagem do emissor.
É o conteúdo e o objetivo da comunicação. Como centro do processo de comunicação, só se concretiza de forma plena com a presença articulada de todos os outros elementos.
CANAL:
É o meio que possibilita o contato entre o emissor e o receptor ou que
leva a mensagem até este. É necessário que o canal esteja livre de ruídos que possam atrapalhar ou impedir a chegada da mensagem ao receptor. CÓDIGO: É o sistema de signos convencionados em cuja base a mensagem foi construída. Para uma comunicação plena, é essencial que emissor e receptor possuam amplo domínio do código, sob pena de haver divergência entre a mensagem pretendida e a efetivamente entendida.
É o ambiente em que se dá a comunicação e os referenciais envolvidos na codificação e decodificação da mensagem. Se emissor e receptor, em relação à mensagem, tomarem referenciais diferentes, a ideia original será bastante diferente da alcançada pela decodificação.
disso, é acompanhada pelo tom de voz, algumas vezes por mímicas, incluindo-se fisionomias. A língua escrita não é apenas a representação da língua falada, mas sim um sistema mais disciplinado e rígido, uma vez que não conta com o jogo fisionômico, as mímicas e o tom de voz do falante.
No Brasil, por exemplo, todos falam a língua portuguesa, mas existem usos diferentes da língua devido a diversos fatores. Dentre eles, destacam-se:
Qualquer discurso produzido por um emissor tem em vista um receptor desejado ou definido, de modo que a mensagem possa se construir com base no contexto do receptor, nos conhecimentos que este tem do código e na relação interpessoal que há entre eles. Ao elaborar a fala, tais fatores interferem de forma delimitadora na composição do texto. Ignorá-los significa possivelmente promover uma comunicação carregada de ruídos, ou mesmo impossibilitá-la. É como um adulto utilizar uma linguagem altamente elaborada e rebuscada para se dirigir a uma criança de sete anos ou um médico só se utilizar de vocabulário técnico para explicar a um paciente sua doença.
Assim, para a comunicação efetiva, quando alguém vai escrever um texto para uma revista, pensa em quem são seus leitores. Quando um chefe se dirige a um funcionário, ou vice-versa, deve ter em mente qual a melhor forma de elaborar a mensagem. Ignorar a necessidade de adequação da mensagem ao seu contexto de realização pode levar a um “travamento” da relação interpessoal, dificultando a troca de informações e principalmente o trabalho em equipe, tão caro ao dia-a-dia profissional.
Para adequar a mensagem ao seu contexto e à sua intenção, as funções sociais da linguagem podem ser mediadas por um conjunto de procedimentos textuais que auxiliem no alcance dos objetivos predefinidos. Para cada tipo de leitor há um tipo de texto adequado, assim como tratamos do mesmo assunto de forma diferente com interlocutores diferentes.
Na comunicação empresarial interna, um simples texto pode representar motivação para o trabalho em equipe. Basta que ele alcance o leitor construindo tal relação. No entanto, se trouxer marcas hierárquicas em que o leitor se sinta excluído, pode dificultar o entrosamento ou mesmo inibi-lo de qualquer reação positiva. Um texto inadequado também pode fragilizar as relações pessoais, prejudicando, consequentemente, a produtividade.
A linguagem coloquial pressupõe presença, uma conversa frente a frente. Quando você conversa com alguém, tem o apoio dos gestos, da entonação, do ritmo, das expressões do rosto, da piscadela ou do soerguer de sobrancelhas que acompanha as palavras. O entendimento se dá, portanto, de uma forma complexa, e não é só o valor da palavra que conta.
Lembre-se de que, ao ler uma mensagem sua, em qualquer forma que seja apresentada (e-mail, memorando, carta, relatório), a outra pessoa não estará vendo o seu rosto. E, sem complemento, a mensagem vai ficar incompreendida, não vai cumprir o seu papel de comunicar uma ideia. E você não estará lá para explicar a quem estiver lendo o que foi que quis dizer.
Por isso, a sua mensagem deve ser tão clara que a pessoa que a leia possa entendê-la sem precisar de qualquer apoio fora do texto.
Com as mesmas palavras, podemos construir frases de significados diferentes, ou dar margem a significados dúbios.
Veremos, inicialmente, os exemplos mais comuns de erros cometidos cotidianamente e que podem, não raro, afetar ou mesmo inverter os resultados pretendidos por um simples comunicado.
Entre eles destacamos: gírias, jargões, vícios de linguagem, uso de siglas, estrangeirismo e muito mais. Vamos ver também alguns padrões de linguagem e convenções.
Por isso, a sua mensagem deve ser tão clara que a pessoa que a leia possa entendê-la sem precisar de qualquer apoio fora do texto.
Com as mesmas palavras, podemos construir frases de significados diferentes, ou dar margem a significados dúbios.
“Gerente algum compareceu à reunião.” “Algum gerente compareceu à reunião.”
Mas não seria mais simples escrever as mesmas frases de forma mais clara, sem dar margem à dupla interpretação? Por exemplo:
“Nenhum gerente compareceu à reunião.” “Poucos gerentes compareceram à reunião.”
Pense antes de escrever. O homem não consegue nada de valioso sem seguir um plano. L.E. Frailey autor de Handbook of Business Letters
Dicas:
Quando a sigla tiver até três letras, use todas em maiúsculas. Exemplos : ONU, SIF, CEF. Quando a sigla tiver que ser pronunciada letra por letra (FGTS, INSS, AACD), escreva com todas as letras em maiúsculas. Quando a sigla formar uma palavra pronunciável (Embratel, Petrobrás, Telesp), use apenas a primeira letra em maiúscula. Obs. Nunca use pontos em siglas. É errado escrever C.E.P., por exemplo.
Por acordo internacional, horas e suas frações são grafadas de uma só maneira: h (letra minúscula, sem ponto e sem plural) para horas; min (também em minúsculas, sem ponto e sem plural) para minutos — não use a letra m, porque esta representa metro, e não minuto — e seg (em minúsculas, sem ponto e sem plural) para segundos.
Portanto, esta é a grafia correta para oito horas e trinta e dois minutos: 8h32min
São utilizados quando a segunda frase é conclusiva ou explicativa em relação à primeira. Os casos mais indicados para o uso de dois pontos são estes:
A vírgula indica uma pausa pequena, deixando a voz em suspenso à espera da continuação do período. Geralmente é usada:
N as datas, para separar o nome da localidade. Por Exemplo: São Paulo , 25 de agosto de 2011. Após o uso dos advérbios "sim" ou "não", usados como resposta, no início da frase.
− Com muito amor; − Reitosamente ,
Para separar termos de uma mesma função sintática.
A casa tem três quartos, dois banheiros, três salas e um quintal.
Obs.: a conjunção "e" substitui a vírgula entre o último e o penúltimo termo.
a) uma conjunção
Por Exemplo: Estudamos bastante, logo , merecemos férias!
b) um adjunto adverbial
Por Exemplo: Estas crianças, com certeza , serão aprovadas. Obs.: a rigor, não é necessário separar por vírgula o advérbio e a locução adverbial, principalmente quando de pequeno corpo, a não ser que a ênfase o exija.
c) um vocativo
Por Exemplo: Apressemo-nos, Lucas , pois não quero chegar atrasado.
d) um aposto
Por Exemplo: Juliana, a aluna destaque , passou no vestibular.
e) uma expressão explicativa ( isto é, a saber, por exemplo, ou melhor, ou antes, etc.)
Por Exemplo:
Embora a conjunção "e" seja aditiva, há três casos em que se usa a vírgula antes de sua ocorrência:
Por Exemplo: O homem vendeu o carro, e a mulher protestou. Neste caso, "O homem" é sujeito de "vendeu", e "A mulher" é sujeito de "protestou".
Por Exemplo: E chora, e ri, e grita, e pula de alegria.
Por Exemplo: Coitada! Estudou muito, e ainda assim não foi aprovada.
O ponto final representa a pausa máxima da voz. A melodia da frase indica que o tom é descendente. Emprega-se, principalmente: Para fechar o período de frases declarativas e imperativas. Exemplos: Contei ao meu namorado o que eu estava sentindo. Façam o favor de prestar atenção naquilo que irei falar. Nas abreviaturas. Exemplos:
Sr. (Senhor) Cia. (Companhia)
Saiba que: Pontuação nos títulos e cabeçalhos Todos os cabeçalhos e títulos são encerrados por pontos finais. Não há uniformidade quando ao uso desta pontuação, mas é de bom tom seguir o que determina a ortografia oficial vigente. Muitas pessoas consideram mais estético não pontuar títulos. Em jornalismo, por exemplo, não se usa a pontuação de titulação.
O ponto de interrogação é usado ao final de qualquer interrogação direta, ainda que a pergunta não exija resposta. A entoação ocorre de forma ascendente. Exemplos: Onde você comprou este computador? Quais seriam as causas de tantas discussões? Por que não me avisaram? Obs.: não se usa ponto interrogativo nas perguntas indiretas. Por Exemplo: Perguntei quem era aquela criança.
Note que:
1) O ponto de interrogação pode aparecer ao final de uma pergunta intercalada, entre parênteses.
Por Exemplo: Trabalhar em equipe (quem o contesta? ) é a melhor forma para atingir os resultados esperados.