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CONCURSO PÚBLICO
Tipologia: Provas
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 29/9/2008, o decreto com o cronograma de implantação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no Brasil. O e- vento foi realizado na Academia Brasileira de Letras (ABL), durante uma sessão solene em homenagem ao centenário da morte do escritor Machado de Assis. As mudanças da ortografia já entram em vigor em janeiro de 2009 e a im- plantação do acordo será feita de forma gradual, com um período de transição até 2012. Nesse interregno, os con- cursos públicos e vestibulares vão aceitar as duas formas de escrita: a atual e a modificada. A grafia oficial única do idioma será implantada também em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor- Leste e Portugal. Faremos um estudo paralelo entre as regras antigas e as novas. Estas serão apresentadas nas observações.
ACENTUAÇÃO
a) Proparoxítonas: todas são acentuadas Ex.: aerólito, bólido, amálgama, arquétipo, ínterim, espéci- me, ímprobo, azáfama, zênite
b) Paroxítonas: somente as terminadas em:
c) Oxítonas: somente as terminadas em:
Nota: monossílabos tônicos – somente os terminados em O, E, A(s) Ex.: nós, fé, vá Observação: Não houve alteração nessas três regras REGRAS ESPECIAIS
a) Regra dos ditongos abertos: acentuam-se todos os vo- cábulos que apresentam os ditongos ÉU, ÉI, ÓI com timbre aberto. Ex.: chapéu, panacéia, constrói
Observação: Não se usa mais o acento dos ditongos aber- tos éi e ói das palavras paroxítonas.
Atenção: essa regra é válida somente para palavras paro- xítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras o- xítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis. Exemplos: pa- péis, herói, heróis, troféu, troféus.
b) Regra do U e do I: acentuam-se os vocábulos que apre- sentam o U ou o I:
Observação: Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um di- tongo. Baiúca, bocaiúva, feiura
Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece. E- xemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.
c) Regra dos hiatos: acentua-se o hiato ÊEM dos verbos ler, dar, ver, crer e seus derivados
ele lê dê vê crê
eles lêem dêem vêem crêem
ele tem vem retém convém
eles têm vêm retêm convêm
vo), esplêndido, esplendor, extremoso, justafluvial, jus- tapor, misto, etc.
Emprego do hífen com prefixos
Regra básica Sempre se usa o hífen diante de h: anti-higiênico, super-homem.
Outros casos
Observações
1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r sub-região, sub-raça etc. Pala- vras iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade. 2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc. 3. O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo ele- mento, mesmo quando este se inicia por o: coobriga- ção, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocu- pante etc. 4. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vi- ce-almirante etc. 5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que per- deram a noção de composição, como girassol, ma- dressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, para- quedista etc. 6. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen: ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.
HOMONÍMIA E PARONÍMIA
Palavras que têm a mesma pronúncia ou a mesma gra- fia, ou ambos, mas sentido diferente. São:
PARÔNIMAS
Palavras com semelhante pronúncia e grafia. Área (superfície) e ária (melodia, cantiga) Descrição (de descrever) e discrição (modéstia)
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS
MAU ⇒ é adjetivo ou substantivo (quando se puder substi- tuir por BOM) MAL ⇒ é advérbio, substantivo ou conjunção (quando se puder substituir por BEM, APENAS ou LOGO QUE. Ex.: Não há mal que não se cure. A seleção fez um mau jogo. Mal começou o curso e se sente preparado.
GRAFIA DA PALAVRA PORQUE
POR QUE ⇒ Pode ser: a) pronome relativo; b) pronome interrogativo; c) pronome indefinido
Ex.: As ruas por andei continuam belas. Quero saber agora por que você não veio. Ela não explicou por que não veio. PORQUE ⇒ Pode ser: Conjunção subordinativa causal ou coordenativa explicativa Ex.: O homem caiu porque a luz se apagou. Corra, porque a Polícia vem aí.
PORQUÊ ⇒ substantivo Ex.: Há sempre um porquê para tudo. POR QUÊ ⇒ pronome interrogativo Ex.: Estamos aqui por quê?
PALAVRAS DE GRAFIA DIFÍCIL
A ou HÁ
HÁ: Tempo decorrido (= faz); existe(m) Ex.: Não o vejo há dois anos. Nesta sala há muitos alunos.
A: Tempo futuro ou distância Ex.: Só o verei daqui a dois anos. Sua casa fica a muitas quadras daqui.
AFIM e A FIM DE
AFIM = parente, afinidade A FIM = para Ex.: São duas pessoas afins. Ele estudou a fim de passar no Vestibular.
DEMAIS e DE MAIS
DEMAIS = muito DE MAIS ≠ de menos Ex.: Aquela mulher fala demais. Não tem nada de mais.
ABAIXO e A ABAIXO
ABAIXO = sob, embaixo A BAIXO = até embaixo Ex.: Fica no andar abaixo do teu. Olhou-me de alto a baixo.
ACERCA DE e HÁ CERCA DE
ACERCA DE = sobre HÁ CERCA DE = existe(m) perto de. Ex.: Conversávamos acerca de futebol. Há cerca de trinta alunos em sala.
TAMPOUCO e TÃO POUCO
TAMPOUCO = nem TÃO POUCO = muito pouco
Ex.: Não estuda tampouco trabalha Ele estuda tão pouco
CONQUANTO e COM QUANTO
CONQUANTO = embora COM QUANTO = com que quantia Ex.: Foi aprovado conquanto não estudasse Com quanto dinheiro você saiu de casa?
MAIS e MAS
MAIS = advérbio de intensidade (≠ de menos); pronome indefinido MAS = conjunção coordenativa adversativa (= porém) Ex.: Ele estudou mais que você Ele estudou, mas não foi aprovado.
SENÃO e SE NÃO
SENÃO = substantivo e partícula denotativa ( = apenas, somente SE NÃO = conjunção subordinativa condicional + advérbio de negação (= caso não). Ex.: Sua apresentação não teve um senão. (subst.) Não se viam senão pássaros. (= apenas) Irei, se não chover. (= caso não)
As palavras, morfologicamente, estão agrupadas em dez classes:
FLEXIVAS INFLEXIVAS
Substantivos, Adjetivos e Verbos
1. Substantivos: palavras com as quais denominamos os seres. 2. Adjetivos: palavras com as quais qualificamos os seres 3. Verbos: palavras com as quais expressamos as ações dos seres e os fenômenos da natureza. Observe os seguintes exemplos:
PALAVRA PORQUE Os conectivos porque, já que, visto que, uma vez que, pois, como, que... podem ser:
Como conectivo pode ser:
PALAVRA SE Como conectivo pode ser:
Ex.: Necessita-se de ajudantes.
PALAVRA QUE Como conectivo pode ser:
É basicamente o estudo das variações do substantivo e do adjetivo quanto às categorias de gênero, número e grau.
Flexão de Gênero
Quanto ao gênero, substantivos e adjetivos dividem-se em masculinos e femininos. As desinências de feminino mais freqüentes são:
Observações: a) Os nomes terminados em –ão fazem feminino em –ã, ao ou ona: alemão – alemã; leão – leoa; valentão – valentona b) Os nomes terminados em –e mudam o e em a, entre- tanto a maioria é invariável: monge – monja; infante – infanta o dirigente – a dirigente; o estudante – a estudante c) Geralmente os adjetivos terminados em –a, –e, –l, –m, –r, –s e –z são uniformes: o homem artista – a mulher artista; o homem elegante – a mulher elegante; o homem fútil – a mulher fútil; o homem comum – a mulher comum; o homem exemplar – a mulher exemplar; o homem simples – a mulher simples; o homem capaz – a mulher capaz.
ções) reco-reco / reco-recos e. adjetivo + adjetivo greco-latino / greco-latinos cuidado: azul-escuro (adjetivo + adjetivo) azul-escuros; mas azul-céu (adjetivo + substan- tivo) azul-céu (invariável)
Grau
Graus dos substantivos
Observações
Graus dos adjetivos
Observação: os adjetivos bom, mau, grande e pequeno possuem formas especiais para os graus comparativo e su- perlativo.
Normal Comparativo de super.^ Superlativo analítico sintético absoluto relativo bom mau grande pequeno
mais bom mais mau mais grande mais pequeno
melhor pior maior menor
ótimo péssimo máximo mínimo
o melhor o pior o maior o menor
Estes adjetivos, quando no grau comparativo de supe- rioridade, são usados na forma sintética. Ex.: Ele é maior do que você A forma analítica só deve ser usada na comparação entre duas qualidades, ou seja, entre dois adjetivos. Ex.: Esta sala é mais grande do que confortável.
FLEXÕES VERBAIS
Os verbos, basicamente, se flexionam em tempo, mo- do, pessoa, número e voz.
Tempos e modos a) Presente do indicativo: indica um fato real situado no momento ou época em que se fala. Hoje eu falo, ... eu vendo, ... eu parto b) Presente do subjuntivo: indica um fato provável, duvi- doso ou hipotético situado no momento ou época em que se fala. Que eu fale, ... eu venda, ... eu parta c) Pretérito perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada e terminada no passado. Ontem eu falei, ... eu vendi
d) Pretérito imperfeito do indicativo: indica um fato real cu- ja ação foi iniciada no passado, mas não foi concluída, ou era uma ação costumeira no passado. Antigamente eu falava, ... eu vendia e) Pretérito imperfeito do subjuntivo: indica um fato prová- vel, duvidoso ou hipotético cuja ação foi iniciada mas não concluída no passado. Se eu falasse, ... eu vendesse f) Pretérito mais-que-perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação é anterior a oura ação já passada. Eu já falara, ... eu vendera. g) Futuro do presente do indicativo: indica um fato real si- tuado em momento ou época vindoura. Amanhã eu falarei, ... eu venderei h) Futuro do pretérito do indicativo: indica um fato possí- vel, hipotético, situado num momento futuro, mas liga- do a um momento passado. Eu falaria, ... eu venderia i) Futuro do subjuntivo: incida um fato provável, duvido- so, hipotético, situado num momento ou época futura. Quando eu falar, ... eu vender
Observação
Modo imperativo
Observações:
Cuidados: a) com o duplo tratamento Ex.: Sai daí que você cai. Sai (imperat. afirm. na 2ª pessoa do singular) e você (3ª pes. singular) b) com a colocação da frase no plural ou no negativo. Ex.: Põe no armário!
Plural: Ponde no armário! Negativa: Não ponhas no armário.
Estas formas são denominadas nominais por poderem de- sempenhar funções de nomes: O olhar (substantivo) dela era insinuante. É considerado um caso perdido. (adjetivo) Recebeu o prêmio chorando. (oração adverbial)
Verbos irregulares
VERBOS EM –IAR E -EAR
passear Presente Indicativo Subjuntivo Passeio Passeias Passeia Passeamos Passeais Passeiam
Passeie Passeies Passeie Passeemos Passeeis Passeiem
odiar Presente Indicativo Subjuntivo Odeio Odeias Odeia Odiamos Odiais Odeiam
Odeie Odeies Odeie Odiemos Odieis Odeiem
copiar Presente Indicativo Subjuntivo Copio Copias Copia Copiamos Copiais Copiam
Copie Copies Copie Copiemos Copieis Copiem
Observações:
Obs^1 : Oração sem sujeito: é aquela que apresenta verbo impessoal. São verbos impessoais:
Obs^2 : Sujeito oracional: é quando o sujeito de uma oração é toda uma outra oração. Ex.: É bom / que todos compareçam 1ª Oração: É bom 2ª Oração: que todos compareçam. (o sujeito é toda a 2ª oração)
Predicado
Predicado verbal
Verbos nocionais: intransitivos transitivos diretos, indiretos, diretos e indiretos
Verbos de ligação São aqueles que ligam o sujeito ao seu predicativo, expressando uma idéia de estado ou qualidade.
Sujeito + verbo de ligação + predicativo do sujeito Os verbos de ligação e seus vários aspectos:
O aluno está em casa. (suj. + verbo intrans. + adj. adv. de lugar)
Verbos intransitivos São aqueles que têm o sentido completo, isto é, não necessitam de complementos verbais. (= objetos)
Ex.: O trem chegou atrasado. Enquanto alguns nascem, outros morrem. Ele não veio à escola.
Verbos transitivos diretos São aqueles que tem o sentido incompleto, ou seja, necessitam de um complemento verbal sem preposição o- brigatória. (= objeto direto) Ex.: Ela escreveu uma carta (quem escreve, escreve alguma coisa) Eu o encontrei na praia.. (quem encontra, encontra alguém)
Verbos transitivos indiretos: São aqueles que têm sentido incompleto, ou seja, ne- cessitam de um complemento verbal com preposição obri- gatória (= objeto indireto).
Ex.: Eles não obedecem às leis. (quem obedece, obedece a alguma coisa ou a alguém) Ela necessita de compreensão. (quem necessita, necessita de alguma coisa ou de al- guém)
Verbos transitivos diretos e indiretos São aqueles que têm o sentido incompleto, necessi- tando de um complemento verbal sem preposição (O. D.) e de outro complemento verbal com preposição (O. I.)
Ex.: O aluno entregou a queixa ao diretor. (quem entrega, entrega alguma coisa (o.d.) a alguém (o.i.)) O diretor informou os alunos das datas dos exames. (quem informa, informa alguém (o.d.) de alguma coisa (o.i.))
Predicativos
Predicativo do sujeito
Termo que expressa um estado ou qualidade do sujeito. É obrigatório após um verbo de ligação e, eventualmente pode aparecer após verbos transitivos ou intransitivos. Ex.: a) com verbos de ligação: Os alunos são estudiosos. b) com verbo intransitivo: O trem chegou atrasado. c) com verbo transitivo direto: Meu primo foi nomeado diretor.
d) com verbo transitivo indireto: Os torcedores assistiram nervosos à decisão.
Predicativo do objeto
Termo que expressa um estado ou uma qualidade do objeto atribuídos pelo sujeito. Ex.: Eles nomearam meu primo diretor. O povo elegeu-o senador. Coroaram-no imperador. Nós o chamamos sábio. (o verbo chamar é T.D. ou T.I.) Nós lhe chamamos de sábio. (o predicativo do objeto pode ser preposicionado).
Classificação do predicado
1. Predicado nominal: expressa uma idéia de estado ou qualidade
Estrutura:
Sujeito + V.L. + Predicativo do sujeito
Núcleo: Predicativo do sujeito (é o termo que expressa a idéia de estado ou qualidade) Ex.: Estes operários são trabalhadores. (V.L. + predicativo do sujeito)
2. Predicado verbal: expressa uma idéia de ação. Estrutura: Sujeito +VI VTD + OD VTI + OI VTDI + OD + OI
núcleo: verbo (é o termo que expressa a idéia de ação)
Ex.: As aves voavam no céu (VI + adj. adv. de lugar) Os animais comem plantas (VTD + ID) As plantas precisam de sol. (VTI + OI) O rapaz informou a hora ao transeunte (VTDI + OD + OI)
3. Predicado verbo-nominal: expressa uma idéia de ação e outra de estado ou qualidade.
Estruturas: Sujeito + verbo intransitivo + predicativo do sujeito VTD + predicativo do sujeito + OD VTI + predicativo do sujeito + OI VTD + OD + predicativo do objeto VTI + OI + predicativo do objeto
Núcleo: verbo e predicativo Ex.: O trem chegou atrasado (VI + predicativo do sujeito)
Ela vendeu tranqüila suas jóias (VTD + predicativo do sujeito) Eles assistiram alegres ao jogo (VTI + predicativo do sujeito + OI) O professor julgou o aluno um sábio (VTD + OD + predicativo do objeto) O professor chamou ao aluno de sábio (VTI + OI + predicativo do objeto)
Obs.: núcleos de predicado.
Termos integrantes
Após o verbo de ligação, obrigatoriamente, haverá um predicativo do sujeito, entretanto é possível haver predicati- vo do sujeito com verbos que não sejam de ligação. Ex.: A menina saiu tristonha de casa
O sujeito, na voz passiva, sofre a ação do verbo. (= Es- te trabalho sofre a ação de ser feito)
e) A.A. = Este é o aluno cujo livro foi roubado. (= posse) C.N. = Este é o aluno a quem fiz alusão. (= complemento nominal) f) A.A. = Este é o aluno a quem fiz alusão. (= oração adjetiva) C.N. = Sou favorável a que o prendam (= complemento nominal)
Esquema IV: Termo integrante e acessório da oração A. Predicativo do sujeito x adjunto adverbial PS: Ela vendeu tranqüila as suas jóias. A.Adv.: Ela vendeu tranqüilo as suas jóias. B. Adjunto adnominal x adjunto adverbial A. Adn. = Fiz o trabalho de casa. (= caseiro) A. Adv. = Fiz o trabalho em casa. A. Adn. = Tenho muito dinheiro. A. Adv. = Eu trabalho muito. C. Adjunto adnominal x predicativo do sujeito A. Adn. = Eu ajudei aquele homem gordo. (qualida- de própria) P. Obj. = Eu considero este homem gordo. (qualida- de atribuída) Obs.: O juiz julgou o réu inocente (A. Adn.) culpado (P. Obj.). D. Adjunto adnominal x aposto A. Adn. = Gosto do clima de Petrópolis. (= petropoli- tano) Aposto = Gosto da cidade de Petrópolis. (Petrópolis é nome de cidade)
ESTRUTURA DO PERÍODO COMPOSTO
Classificação do período Simples: uma única oração – oração absoluta. Composto: duas ou mais orações
ORAÇÕES COORDENADAS
A) Sindéticas (iniciadas por conjunções coordenativas) I. Aditivas: (iniciadas por: E, nem, tampouco, mas tam- bém) II. Adversativas: (iniciadas por: MAS, porém, contudo, en- tretanto, ...) III. Alternativas: (iniciadas por: OU, ora ... ora, quer ... quer) IV. Conclusivas: (iniciadas por: LOGO, portanto, por isso, então, ...) V. Explicativas: (iniciadas por: PORQUE, pois, já que, vis- to que, ...) B) Assindéticas (sem conjunção coordenativa)
I. Subjetivas (= sujeito oracional) Ex.: É bom que ninguém viaje. II. Objetivas diretas (= objeto direto oracional) Ex.: Não sei se eles entenderam tudo. III. Objetivas indiretas (= objeto indireto oracional) Ex.: Precisamos de que nos ajudem. IV. Completivas nominais (= complemento nominal oracio- nal) Ex.: Sou favorável a que eles venham cedo. V. Predicativas (= predicado do sujeito oracional) Ex.: O ideal é que ninguém falte. VI. Apositivas (= aposto oracional) Ex.: A idéia – que todos viajassem – foi bem aceita. VII. Agentes da passiva (= agente da passiva oracional) Ex.: O carro foi destruído por quem o comprara. Obs.: As orações subordinadas substantivas são introduzi- das pelas conjunções subordinadas integrantes (QUE e SE) ou são justapostas (com pronomes e advérbios interrogati- vos ou ainda indefinidos).
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS
I. Restritivas (não necessita de vírcgula no início). Res- tringem, diminuem, limitam a significação do antece- dente. Ex.: Aqui, estão os alunos / que serão aprovados. (Nem todos os alunos serão aprovados) II. Explicativas (obrigatoriamente iniciada por vírgula). Não restringem, apenas acrescenta algo próprio do antece- dente. Ex.: As crianças, / que são os homens de amanhã, / merecem nossa atenção. (todas as crianças são os homens de manhã)
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
I. Causais (iniciadas por porque, como, já que, visto que, uma vez que, ...) Ex.: Retirou-se porque sentiu-se mal. II. Comparativas (iniciadas por (do) que, como, quanto, assim ,como, ...) Ex.: Ela é bastante mais responsável que você. Obs.: O verbo normalmente fica oculto. III. Concessivas (iniciadas por embora, ainda que, mesmo que, ...) Ex.: Teria sido melhor, embora não parecesse.
IV. Condicionais (iniciadas por se, caso, desde que, con- tanto que, ...) V. Conformativas (iniciadas por conforme, como, segun- do, consoante ...) Ex.: Conforme ficou determinado, eles se retiraram. VI. Consecutivas (iniciadas por: que, de forma que, de modo que...) Ex.: Tanto era seu esforço que a recompensa veio bre- ve. VII. Finais (iniciadas por: a fim de que, para que, porque,...) Ex.: Explique tudo para que ninguém reclamasse de- pois. VII. Proporcionais (iniciadas por: à proporção que, à medi- da que, ...) Ex.: Estudávamos mais ao passo que nos distraíamos menos. XIX. Temporais (iniciadas por: quando, enquanto, mal, logo que, sempre que, ...) Ex.: Enquanto estiver ali, estará seguro.
ORAÇÕES REDUZIDAS
A sintaxe de concordância nos ensina que existem termos que se flexionam (gênero e número ou pessoa e número) para concordarem com outros. Ex.: Compre flores lindas
Aqui o adjetivo lindo flexionou-se em feminino e plural para concordar com o substantivo flores, que é feminino e está no plural. Esta concordância chama-se nominal, e sua regra bá- sica é:
O ADJETIVO concorda com o SUBSTANTIVO em GÊ- NERO e NÚMERO.
Eu e minha irmã compramos flores.
Neste caso o verbo comprar apresenta-se na 1ª pes- soa do plural pois está concordando com o seu sujeito eu e minha irmã, que é igual a nós, ou seja, 1ª pessoa do plural. Esta concordância chama-se verbal, e sua regra básica é:
O VERBO concorda com o SUJEITO em PESSOA e NÚMERO.
TIPOS DE CONCORDÂNCIA
Tanto a Concordância Nominal quanto a Concordância Verbal podem, além da concordância rigidamente gramati- cal, ser feitas também atrativa ou ideologicamente.
CONCORDÂNCIA RÍGIDA, GRAMATICAL OU LÓGICA
É feita de acordo com as normas gramaticais. Exemplos:
CONCORDÂNCIA ATRATIVA
É feita por uma questão de proximidade, abandonando as regras gramaticais. Exemplos
CONCORDÂNCIA IDEOLÓGICA
É feita de acordo com a idéia transmitida pelas pala- vras, e não por sua forma gramatical.
Exemplos: