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Apostila - Delegado, Provas de Direito

CONCURSO PÚBLICO

Tipologia: Provas

2016

Compartilhado em 05/03/2016

ricardo-pinto-aragao-6
ricardo-pinto-aragao-6 🇧🇷

4.7

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ACORDO ORTOGRÁFICO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 29/9/2008, o decreto com o cronograma de implantação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no Brasil. O e- vento foi realizado na Academia Brasileira de Letras (ABL), durante uma sessão solene em homenagem ao centenário da morte do escritor Machado de Assis. As mudanças da ortografia já entram em vigor em janeiro de 2009 e a im- plantação do acordo será feita de forma gradual, com um período de transição até 2012. Nesse interregno, os con- cursos públicos e vestibulares vão aceitar as duas formas de escrita: a atual e a modificada. A grafia oficial única do idioma será implantada também em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor- Leste e Portugal. Faremos um estudo paralelo entre as regras antigas e as novas. Estas serão apresentadas nas observações.

ACENTUAÇÃO

REGRAS BÁSICAS

a) Proparoxítonas: todas são acentuadas Ex.: aerólito, bólido, amálgama, arquétipo, ínterim, espéci- me, ímprobo, azáfama, zênite

b) Paroxítonas: somente as terminadas em:

  • I(s), US, Ã(s), ÃO(s): júri, vênus, imã, órgão
  • R, X, N, L: âmbar, ônix, hífen, réptil
  • UM, UNS, ONS: álbum, prótons,
  • Ditongo gráfico: vício Nota: réptil ou reptil; projétil ou projetil

c) Oxítonas: somente as terminadas em:

  • A, E, O(s): marabá, revés, jiló
  • EM, ENS: amém, conténs

Nota: monossílabos tônicos – somente os terminados em O, E, A(s) Ex.: nós, fé, vá Observação: Não houve alteração nessas três regras REGRAS ESPECIAIS

a) Regra dos ditongos abertos: acentuam-se todos os vo- cábulos que apresentam os ditongos ÉU, ÉI, ÓI com timbre aberto. Ex.: chapéu, panacéia, constrói

Observação: Não se usa mais o acento dos ditongos aber- tos éi e ói das palavras paroxítonas.

Atenção: essa regra é válida somente para palavras paro- xítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras o- xítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis. Exemplos: pa- péis, herói, heróis, troféu, troféus.

b) Regra do U e do I: acentuam-se os vocábulos que apre- sentam o U ou o I:

  • tônicos; formando hiato com a vogal anterior; formando sílaba sozinhos ou com S. Ex.: traíra, egoísta, baú, balaústre Obs.: ra-i-nha, la-da-i-nha, mo-i-nho

Observação: Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um di- tongo. Baiúca, bocaiúva, feiura

Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece. E- xemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.

c) Regra dos hiatos: acentua-se o hiato ÊEM dos verbos ler, dar, ver, crer e seus derivados

ele lê dê vê crê

eles lêem dêem vêem crêem

ele tem vem retém convém

eles têm vêm retêm convêm

vo), esplêndido, esplendor, extremoso, justafluvial, jus- tapor, misto, etc.

  1. com s ou z: alazão, alcaçuz (planta), alisar (tornar liso), alizar (s.m.), anestesiar, bazar, blusa, buzina, coliseu, come- zinho, cortês, esfuziar, esvaziamento, frenesi, garcês, guizo (s.m.), improvisar, irisar (dar as cores do íris a), lambuzar, luzidio, obséquio, sacerdotisa, moroso, xa- drez, etc.
  2. O x tem som de: a) ch: xerife, xícara, ameixa, enxoval, peixe, etc. b) cs: anexo, complexidade, convexo, látex, etc. c) z, quando ocorre no prefixo exo, ou ex seguido de vogal: exame, êxito, êxodo, exotérmico, etc. d) ss: aproximar, auxiliar, máximo, proximidade, sin- taxe, etc. e) s final de sílaba: contexto, fênix, pretextar, sexto, sexto, textual, etc.

Emprego do hífen com prefixos

Regra básica Sempre se usa o hífen diante de h: anti-higiênico, super-homem.

Outros casos

  1. Prefixo terminado em vogal:
  • Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antia- éreo.
  • Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: an- teprojeto, semicírculo.
  • Sem hífen diante de r e s. Dobram-se essas letras: an- tirracismo, antissocial, ultrassom.
  • Com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, mi- cro-ondas.
  1. Prefixo terminado em consoante:
  • Com hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-bibliotecário.
  • Sem hífen diante de consoante diferente: intermunici- pal, supersônico.
  • Sem hífen diante de vogal: interestadual, superinteres- sante.

Observações

1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r sub-região, sub-raça etc. Pala- vras iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade. 2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc. 3. O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo ele- mento, mesmo quando este se inicia por o: coobriga- ção, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocu- pante etc. 4. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vi- ce-almirante etc. 5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que per- deram a noção de composição, como girassol, ma- dressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, para- quedista etc. 6. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen: ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.

HOMONÍMIA E PARONÍMIA

HOMÔNIMAS

Palavras que têm a mesma pronúncia ou a mesma gra- fia, ou ambos, mas sentido diferente. São:

  • Homófonas: têm a mesma pronúncia, mas grafia e sentido diferentes. Acender (atear fogo) e ascender (subir Apressar (pôr pressa) e apreçar (dar preço a) Cela (cubículo) e sela (arreio)
  • Homógrafas: têm a mesma grafia, mas sentido dife- rente. Colher (substantivo) e colher (verbo) Jogo (substantivo) e jogo (verbo)
  • Perfeitas: palavras de mesma grafia e mesma pro- núncia Mente (substantivo) e mente (verbo mentir) Amo (patrão) e amo (do verbo amar)

PARÔNIMAS

Palavras com semelhante pronúncia e grafia. Área (superfície) e ária (melodia, cantiga) Descrição (de descrever) e discrição (modéstia)

SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS

GRAFIA DAS PALAVRAS MAL E MAU

MAU ⇒ é adjetivo ou substantivo (quando se puder substi- tuir por BOM) MAL ⇒ é advérbio, substantivo ou conjunção (quando se puder substituir por BEM, APENAS ou LOGO QUE. Ex.: Não há mal que não se cure. A seleção fez um mau jogo. Mal começou o curso e se sente preparado.

GRAFIA DA PALAVRA PORQUE

POR QUE ⇒ Pode ser: a) pronome relativo; b) pronome interrogativo; c) pronome indefinido

Ex.: As ruas por andei continuam belas. Quero saber agora por que você não veio. Ela não explicou por que não veio. PORQUE ⇒ Pode ser: Conjunção subordinativa causal ou coordenativa explicativa Ex.: O homem caiu porque a luz se apagou. Corra, porque a Polícia vem aí.

PORQUÊ ⇒ substantivo Ex.: Há sempre um porquê para tudo. POR QUÊ ⇒ pronome interrogativo Ex.: Estamos aqui por quê?

PALAVRAS DE GRAFIA DIFÍCIL

A ou HÁ

HÁ: Tempo decorrido (= faz); existe(m) Ex.: Não o vejo há dois anos. Nesta sala há muitos alunos.

A: Tempo futuro ou distância Ex.: Só o verei daqui a dois anos. Sua casa fica a muitas quadras daqui.

AFIM e A FIM DE

AFIM = parente, afinidade A FIM = para Ex.: São duas pessoas afins. Ele estudou a fim de passar no Vestibular.

DEMAIS e DE MAIS

DEMAIS = muito DE MAIS ≠ de menos Ex.: Aquela mulher fala demais. Não tem nada de mais.

ABAIXO e A ABAIXO

ABAIXO = sob, embaixo A BAIXO = até embaixo Ex.: Fica no andar abaixo do teu. Olhou-me de alto a baixo.

ACERCA DE e HÁ CERCA DE

ACERCA DE = sobre HÁ CERCA DE = existe(m) perto de. Ex.: Conversávamos acerca de futebol. Há cerca de trinta alunos em sala.

TAMPOUCO e TÃO POUCO

TAMPOUCO = nem TÃO POUCO = muito pouco

Ex.: Não estuda tampouco trabalha Ele estuda tão pouco

CONQUANTO e COM QUANTO

CONQUANTO = embora COM QUANTO = com que quantia Ex.: Foi aprovado conquanto não estudasse Com quanto dinheiro você saiu de casa?

MAIS e MAS

MAIS = advérbio de intensidade (≠ de menos); pronome indefinido MAS = conjunção coordenativa adversativa (= porém) Ex.: Ele estudou mais que você Ele estudou, mas não foi aprovado.

SENÃO e SE NÃO

SENÃO = substantivo e partícula denotativa ( = apenas, somente SE NÃO = conjunção subordinativa condicional + advérbio de negação (= caso não). Ex.: Sua apresentação não teve um senão. (subst.) Não se viam senão pássaros. (= apenas) Irei, se não chover. (= caso não)

CLASSE DE PALAVRAS

As palavras, morfologicamente, estão agrupadas em dez classes:

FLEXIVAS INFLEXIVAS

  1. Substantivos 07. Preposições
  2. Adjetivos 08. Advérbios
  3. Verbos 09. Interjeições
  4. Pronomes 10. Conjunções
  5. Numerais
  6. Artigos

Substantivos, Adjetivos e Verbos

1. Substantivos: palavras com as quais denominamos os seres. 2. Adjetivos: palavras com as quais qualificamos os seres 3. Verbos: palavras com as quais expressamos as ações dos seres e os fenômenos da natureza. Observe os seguintes exemplos:

PREPOSIÇÕES

  1. Palavras invariáveis cuja função é ligar palavras ou orações reduzidas de infinitivo: Ex.: Gosto de música. Ele tem certeza de ter feito o melhor.
  2. Além de conectivos, muitas vezes as preposições acrescentam uma idéia circunstancial. Ex.: Venho de casa. (lugar) Morreu de fome. (causa) Porta de madeira. (matéria)

CONJUNÇÕES

  1. Palavras invariáveis cuja função é ligar orações.
  2. Além de conectivos, acrescentam uma idéia: a. Coordenativas: I. Aditivas: e, nem, tampouco, mas também II. Adversativas: mas, porém, contudo, todavia III. Alternativas: ou, quer ... quer, ora ... ora IV. Conclusivas: logo, por isso, então V. Explicativas: porque, pois, já que, visto que b. Subordinativas: I. Causais: porque, já que, uma vez que II. Comparativas: (do) que, quanto, como III. Concessivas: embora, ainda que, mesmo que IV. Condicionais: se, caso, desde que V. Conformativas: conforme, como, segun- do VI. Consecutivas: que (antecedido de tão, tal, tamanho, tanto) VII. Finais: a fim de que, para que VIII. Proporcionais: à proporção que, à medi- da que IX. Temporais: quando, enquanto, logo que X. Integrantes: que, se (iniciando orações subordinadas substantivas)

PALAVRA PORQUE Os conectivos porque, já que, visto que, uma vez que, pois, como, que... podem ser:

  1. Conjunção Coordenativa Explicativa (quando expli- ca ordem ou suposição feitas pelo sujeito da enun- ciação). Ex.: Saia daí, que você acaba caindo. (ordem: ver- bo no imperativo) Não reclame, pois a vitória está garantida. (verbo no imperativo) Ele deve estar em casa, porque a luz está a- cesa. (suposição)
  2. Conjunção Subordinativa Causal (quando dá a cau- sa da ação do sujeito da oração principal). Ex.: Ele não caiu, porque ouviu o meu conselho. A grama está molhada, visto que choveu on- tem à noite. Como está doente, o aluno ficou em casa. 3. Conjunção subordinativa final (quando apresenta a finalidade da ação da oração principal. Pode ser substituída por “a fim de que”, “para que”) Ex.: Implorava aos fiéis porque parassem de julgar.

PALAVRA COMO

Como conectivo pode ser:

  1. Conjunção Subordinativa Causal: (equivalente a porque) Ex.: Como teve fome, foi à cozinha (Foi à cozinha, porque teve fome)
  2. Conjunção Subordinativa Comparativa (equivalente a quanto) Ex.: Esforçou-se tanto como nós (Esforçou-se tanto quanto nós)
  3. Conjunção Subordinativa Conformativa (equivalente a conforme) Ex.: Trabalhou como lhes ensinamos (Trabalhou conforme lhe ensinamos)
  4. Pronome Relativo (substituível por qual e com ante- cedente) Ex.: Desconheço o jeito como ele alcançou a solu- ção. Pode ser ainda:
  5. Substantivo (quando substantivado por um determi- nativo) Ex.: Quero saber o porque e o como de tudo.
  6. Advérbio Interrogativo (em frases interrogativas dire- tas ou indiretas) Ex.: Como você fez? Queria saber como ele fez.
  7. Advérbio de modo (em frases não-interrogativas e sem antecedente) Ex.: Desconheço como você virá.
  8. Posição (geralmente equivalente à preposição por) Ex.: Eu o tenho como um gênio de matemática
  9. Interjeição (em frase exclamativa) Ex.: Como te odeiam!

PALAVRA SE Como conectivo pode ser:

  1. Conjunção Subordinativa Condicional (equivalente a caso) Ex.: Só iremos se formos convidados. (= caso se- jamos convidados)
  2. Conjunção Subordinativa Integrante (introduzindo oração subordinada substantiva) Ex.: Não sei se ele vem. (Não sei isto – objeto dire- to) = Oração Subord. Substantiva Objet. Direta.) Pode ser ainda:
  3. Pronome apassivador (em oração em que haja obje- to direto, transformando-se assim em sujeito passi- vo). Ex.: Alugam-se casas. (= casas são alugadas)
  4. Indeterminante do Sujeito (em oração e que não ha- ja objeto direto, indeterminando o sujeito).

Ex.: Necessita-se de ajudantes.

  1. Pronome pessoal reflexivo (equivalente a si mesmo) Ex.: Ele se olhava vaidosamente. (sintaticamente é objeto direto)
  2. Pronome pessoal recíproco (equivalente a um ao outro) Ex.: Eles se abraçaram carinhosamente (obj. dire- to)
  3. Parte integrante do verbo (em verbos essencialmen- te reflexivos e que não existem sem a partícula se) Ex.: Ele se esforçou muito
  4. Partícula de realce ou expletiva (desnecessária, po- dendo ser retirada sem alterar o sentido ou função dos termos; geralmente com os verbos ir, sair e rir). Ex.: Eles já se foram.

PALAVRA QUE Como conectivo pode ser:

  1. Conjunção Subordinativa Comparativa (em frases comparativas de superioridade ou inferioridade; an- tecedida de mais ou menos.) Ex.: Ela sozinha sabia mais que todos nós juntos. Eles comeram menos sanduíches do que eu.
  2. Conjunção Subordinativa Consecutiva (antecedida de tão, tal, tamanho, tanto ou qualquer outro intensi- ficador). Ex.: Ela sabe tanto que todos a respeitam. Possuía tamanho prestígio que ninguém dei- xava elogiá-la.
  3. Conjunção Subordinativa Integrante: (Introduzindo orações subordinadas substantivas) Ex.: É preciso que ele estude mais. (Oração Subst. Subjetiva) (= é preciso isto / isto (suj.) é preci- so)
  4. Conjunção Coordenativa Explicativa (equivalente a porque) Ex.: Feche a porta que está ventando. (= porque está ventando)
  5. Pronome Relativo (com antecedente e substituível por qual). Ex.: Desconheço o livro que ele indicou. (= o qual ele indicou). Pode ser ainda:
  6. Substantivo (quando substantivado por um determi- nativo). Ex.: Ela possuía um quê especial.
  7. Pronome Substantivo Interrogativo (em frase inter- rogativa, substituindo um substantivo). Ex.: Que você deseja? Queria saber que você fez.
  8. Pronome Adjetivo Interrogativo (em frase interroga- tiva, acompanhando um substantivo). Ex.: Que livro você deseja? Gostaria de saber que atitude ela tomou.
  9. Pronome Adjetivo Indefinido (em frase não- interrogativa, acompanhando um substantivo) Ex.: Desconheço que livros ele indicou.
  10. Pronome Substantivo Indefinido (em frase não-

FLEXÕES

FLEXÕES NOMINAIS

É basicamente o estudo das variações do substantivo e do adjetivo quanto às categorias de gênero, número e grau.

Flexão de Gênero

Quanto ao gênero, substantivos e adjetivos dividem-se em masculinos e femininos. As desinências de feminino mais freqüentes são:

  1. A (em substituição à terminação O): menino – menina
  2. A (acrescida à consoante final) português – portuguesa autor – autora
  3. TRIZ: imperador – imperatriz
  4. INA: herói – heroína
  5. ISA: poeta – poetiza
  6. ESA: barão – baronesa
  7. ESSA: conde – condessa
  8. ÉIA: europeu – européia

Observações: a) Os nomes terminados em –ão fazem feminino em –ã, ao ou ona: alemão – alemã; leão – leoa; valentão – valentona b) Os nomes terminados em –e mudam o e em a, entre- tanto a maioria é invariável: monge – monja; infante – infanta o dirigente – a dirigente; o estudante – a estudante c) Geralmente os adjetivos terminados em –a, –e, –l, –m, –r, –s e –z são uniformes: o homem artista – a mulher artista; o homem elegante – a mulher elegante; o homem fútil – a mulher fútil; o homem comum – a mulher comum; o homem exemplar – a mulher exemplar; o homem simples – a mulher simples; o homem capaz – a mulher capaz.

ções) reco-reco / reco-recos e. adjetivo + adjetivo greco-latino / greco-latinos cuidado: azul-escuro (adjetivo + adjetivo)  azul-escuros; mas azul-céu (adjetivo + substan- tivo)  azul-céu (invariável)

  1. Não variando elemento algum a. adjetivo + substantivo (cor) verde-garrafa / duas blusas verde-garrafa b. compostos com palavras invariáveis (verbos, advérbios, ...) cola-tudo; pisa-mansinho c. expressões substantivas chove-não-molha d. compostos com verbos antônimos leva-e-traz

Grau

Graus dos substantivos

  1. Normal: casa
  2. Diminutivo: casinha, casebre
  3. Aumentativo: casarão

Observações

  1. O aumentativo e o diminutivo podem ser analítico ou sintético: a. Analítico: com um adjetivo que indica o aumento ou a diminuição. Ex.: navio pequeno, campo grande b. Sintético: com sufixos nominais I. De aumentativos: -aça (barcaça), -aço (balaço), -alhão (bobalhão), - anzil (corpanzil), -ão (garrafão), -aréu (fogaréu), - arra (naviarra), -arrão (canzarrão), -astro (poetas- tro), -azio (copázio), -orra (cabeçorra), -az (velha- caz), -uça (dentuça), ... II. De diminutivos: -acho (riacho), -cula (gotícula), -ebre (casebre), - eco (padreco), -ejo (vilarejo), -ela (ruela), -ete (fa- rolete), -eto (livreto), -ico (namorico), -im (espa- dim), -(z)inho (pezinho), -isco (chuvisco), -ito (cão- zito), -ola (bandeirola), -ote (saiote), -ucho (pape- lucho), -ulo (nódulo), -únculo (homúculo), -usco (velhusco), ...
  2. Há aumentativos ou diminutivos com valor pejorativo. Ex.: jornaleco, livreco, dramalhão
  3. Há sufixos diminutivos que adquirem valor efetivo. Ex.: doidinho, amorzinho
  4. Há casos em que o sufixo aumentativo ou diminutivo não dá à palavra nenhum dos dois graus. Ex.: cartaz, papelão, cordão
  5. Há casos em que existe dois diminutivos ou dois au- mentativos: um popular, outro erudito. Ex.: obra: obrinha e opúsculo.

Graus dos adjetivos

  1. Normal Ele é alto
  2. Comparativo a. de superioridade Ele é mais alto do que você. b. de inferioridade Ele é menos alto do que você. c. de igualdade Ele é tão alto quanto você.
  3. Superlativo a. relativo I. de superioridade Ele é o mais alto de todos. II. de inferioridade Ele é o menos alto de todos. b. absoluto I. sintético Ele é altíssimo. II. analítico Ele é muito alto.

Observação: os adjetivos bom, mau, grande e pequeno possuem formas especiais para os graus comparativo e su- perlativo.

Normal Comparativo de super.^ Superlativo analítico sintético absoluto relativo bom mau grande pequeno

mais bom mais mau mais grande mais pequeno

melhor pior maior menor

ótimo péssimo máximo mínimo

o melhor o pior o maior o menor

Estes adjetivos, quando no grau comparativo de supe- rioridade, são usados na forma sintética. Ex.: Ele é maior do que você A forma analítica só deve ser usada na comparação entre duas qualidades, ou seja, entre dois adjetivos. Ex.: Esta sala é mais grande do que confortável.

FLEXÕES VERBAIS

Os verbos, basicamente, se flexionam em tempo, mo- do, pessoa, número e voz.

Tempos e modos a) Presente do indicativo: indica um fato real situado no momento ou época em que se fala. Hoje eu falo, ... eu vendo, ... eu parto b) Presente do subjuntivo: indica um fato provável, duvi- doso ou hipotético situado no momento ou época em que se fala. Que eu fale, ... eu venda, ... eu parta c) Pretérito perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada e terminada no passado. Ontem eu falei, ... eu vendi

d) Pretérito imperfeito do indicativo: indica um fato real cu- ja ação foi iniciada no passado, mas não foi concluída, ou era uma ação costumeira no passado. Antigamente eu falava, ... eu vendia e) Pretérito imperfeito do subjuntivo: indica um fato prová- vel, duvidoso ou hipotético cuja ação foi iniciada mas não concluída no passado. Se eu falasse, ... eu vendesse f) Pretérito mais-que-perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação é anterior a oura ação já passada. Eu já falara, ... eu vendera. g) Futuro do presente do indicativo: indica um fato real si- tuado em momento ou época vindoura. Amanhã eu falarei, ... eu venderei h) Futuro do pretérito do indicativo: indica um fato possí- vel, hipotético, situado num momento futuro, mas liga- do a um momento passado. Eu falaria, ... eu venderia i) Futuro do subjuntivo: incida um fato provável, duvido- so, hipotético, situado num momento ou época futura. Quando eu falar, ... eu vender

Observação

  1. O Modo Imperativo (exprime ordem, pedido, conselho, convite, súplica, ...) é derivado do tempos do presente

Modo imperativo

Observações:

  1. Não há 1ª pessoa do singular no imperativo afirmativo e no imperativo negativo.
  2. A 2ª pessoa do singular e a 2ª pessoa do plural do im- perativo afirmativo se derivam do presente do indicati- vo, perdendo o s final. (exceção: verbo ser  sê tu, sede vós)
  3. a 3ª pessoa do singular, a 1ª pessoa do plural e a 3ª pessoa do plural do imperativo afirmativo e ainda todo o imperativo negativo se derivam do presente do sub- juntivo, sem sofrer alterações

Cuidados: a) com o duplo tratamento Ex.: Sai daí que você cai. Sai (imperat. afirm. na 2ª pessoa do singular) e você (3ª pes. singular) b) com a colocação da frase no plural ou no negativo. Ex.: Põe no armário!

Plural: Ponde no armário! Negativa: Não ponhas no armário.

  1. As Formas Nominais são: a. Infinitivo: falar, vender, partir b. Gerúndio: falando, vendendo, partindo c. Particípio: falado, vendido, partido.

Estas formas são denominadas nominais por poderem de- sempenhar funções de nomes: O olhar (substantivo) dela era insinuante. É considerado um caso perdido. (adjetivo) Recebeu o prêmio chorando. (oração adverbial)

Verbos irregulares

VERBOS EM –IAR E -EAR

passear Presente Indicativo Subjuntivo Passeio Passeias Passeia Passeamos Passeais Passeiam

Passeie Passeies Passeie Passeemos Passeeis Passeiem

odiar Presente Indicativo Subjuntivo Odeio Odeias Odeia Odiamos Odiais Odeiam

Odeie Odeies Odeie Odiemos Odieis Odeiem

copiar Presente Indicativo Subjuntivo Copio Copias Copia Copiamos Copiais Copiam

Copie Copies Copie Copiemos Copieis Copiem

Observações:

  1. Todos os verbos terminados em –ear são irregulares
  2. Os verbos em –iar são regulares, exceto: mediar, ansi- ar, remediar, incendiar e odiar
  3. Todos os verbos terminados em –ear e os cinco irregu- lares terminados em –iar apresentam uma ditongação (ei) nas formas rizotônicas (1ª, 2ª e 3ª p. do singular e 3ª p. do plural nos termos do presente.)
  1. Sujeito indeterminado: é aquele que existe mas não se sabe qual é o sujeito. Isto só ocorre em duas situa- ções: a) Oração iniciada por verbo na 3ª pessoa do plural: Ex.: Roubaram o meu carro Andam falando mal de você. b) Oração com o verbo ligado à partícula SE, inde- terminante do sujeito: Ex.: Precisa-se de ajudantes. Vive-se bem no Rio.

Obs^1 : Oração sem sujeito: é aquela que apresenta verbo impessoal. São verbos impessoais:

  • Verbos que expressam fenômenos da natureza: nevar, gear, trovejar, ... Ex.: Está chovendo no Paraná.
  • Acidentalmente, o verbo fazer (só quando se refere a tempo), o verbo haver (quando se refere a tempo, ou quando significa existir ou acontecer), o verbo ser (quando se refere a tempo ou lugar). Ex.: Faz muito tempo que não nos vemos. Não o vejo há meses. Era aqui que nos encontraríamos.

Obs^2 : Sujeito oracional: é quando o sujeito de uma oração é toda uma outra oração. Ex.: É bom / que todos compareçam 1ª Oração: É bom 2ª Oração: que todos compareçam. (o sujeito é toda a 2ª oração)

Predicado

Predicado verbal

Verbos nocionais:  intransitivos  transitivos  diretos, indiretos, diretos e indiretos

Verbos de ligação São aqueles que ligam o sujeito ao seu predicativo, expressando uma idéia de estado ou qualidade.

Sujeito + verbo de ligação + predicativo do sujeito Os verbos de ligação e seus vários aspectos:

  • Estado permanente: ser
  • Estado transitório: estar, andar, encontrar-se, achar- se, viver, ...
  • Estado aparente: continuar, permanecer
  • Mudança de estado: ficar, acabar, virar, tornar-se, cair, passar, ... Obs.: Não esquecer que estes verbos são de ligação somente quando há um predicativo do sujeito. Do con- trário, tornam-se verbos intransitivos. Ex.: O aluno está doente. (suj. + V. L. + Predicativo do sujeito)

O aluno está em casa. (suj. + verbo intrans. + adj. adv. de lugar)

Verbos intransitivos São aqueles que têm o sentido completo, isto é, não necessitam de complementos verbais. (= objetos)

Ex.: O trem chegou atrasado. Enquanto alguns nascem, outros morrem. Ele não veio à escola.

Verbos transitivos diretos São aqueles que tem o sentido incompleto, ou seja, necessitam de um complemento verbal sem preposição o- brigatória. (= objeto direto) Ex.: Ela escreveu uma carta (quem escreve, escreve alguma coisa) Eu o encontrei na praia.. (quem encontra, encontra alguém)

Verbos transitivos indiretos: São aqueles que têm sentido incompleto, ou seja, ne- cessitam de um complemento verbal com preposição obri- gatória (= objeto indireto).

Ex.: Eles não obedecem às leis. (quem obedece, obedece a alguma coisa ou a alguém) Ela necessita de compreensão. (quem necessita, necessita de alguma coisa ou de al- guém)

Verbos transitivos diretos e indiretos São aqueles que têm o sentido incompleto, necessi- tando de um complemento verbal sem preposição (O. D.) e de outro complemento verbal com preposição (O. I.)

Ex.: O aluno entregou a queixa ao diretor. (quem entrega, entrega alguma coisa (o.d.) a alguém (o.i.)) O diretor informou os alunos das datas dos exames. (quem informa, informa alguém (o.d.) de alguma coisa (o.i.))

Predicativos

Predicativo do sujeito

Termo que expressa um estado ou qualidade do sujeito. É obrigatório após um verbo de ligação e, eventualmente pode aparecer após verbos transitivos ou intransitivos. Ex.: a) com verbos de ligação: Os alunos são estudiosos. b) com verbo intransitivo: O trem chegou atrasado. c) com verbo transitivo direto: Meu primo foi nomeado diretor.

d) com verbo transitivo indireto: Os torcedores assistiram nervosos à decisão.

Predicativo do objeto

Termo que expressa um estado ou uma qualidade do objeto atribuídos pelo sujeito. Ex.: Eles nomearam meu primo diretor. O povo elegeu-o senador. Coroaram-no imperador. Nós o chamamos sábio. (o verbo chamar é T.D. ou T.I.) Nós lhe chamamos de sábio. (o predicativo do objeto pode ser preposicionado).

Classificação do predicado

1. Predicado nominal: expressa uma idéia de estado ou qualidade

Estrutura:

Sujeito + V.L. + Predicativo do sujeito

Núcleo: Predicativo do sujeito (é o termo que expressa a idéia de estado ou qualidade) Ex.: Estes operários são trabalhadores. (V.L. + predicativo do sujeito)

2. Predicado verbal: expressa uma idéia de ação. Estrutura: Sujeito +VI VTD + OD VTI + OI VTDI + OD + OI

núcleo: verbo (é o termo que expressa a idéia de ação)

Ex.: As aves voavam no céu (VI + adj. adv. de lugar) Os animais comem plantas (VTD + ID) As plantas precisam de sol. (VTI + OI) O rapaz informou a hora ao transeunte (VTDI + OD + OI)

3. Predicado verbo-nominal: expressa uma idéia de ação e outra de estado ou qualidade.

Estruturas: Sujeito + verbo intransitivo + predicativo do sujeito VTD + predicativo do sujeito + OD VTI + predicativo do sujeito + OI VTD + OD + predicativo do objeto VTI + OI + predicativo do objeto

Núcleo: verbo e predicativo Ex.: O trem chegou atrasado (VI + predicativo do sujeito)

Ela vendeu tranqüila suas jóias (VTD + predicativo do sujeito) Eles assistiram alegres ao jogo (VTI + predicativo do sujeito + OI) O professor julgou o aluno um sábio (VTD + OD + predicativo do objeto) O professor chamou ao aluno de sábio (VTI + OI + predicativo do objeto)

Obs.: núcleos de predicado.

  • Núcleos verbais: todos os verbos, exceto os de ligação
  • Núcleos nominais: todos os predicativos (do sujeito e do objeto)

Termos integrantes

  • Objeto direto: complemento verbal sem preposição o- brigatória. Ex.: Este rapaz comprou seu carro aqui. Quem compra, compra alguma coisa (= objeto direto). Ele comprou seu carro
  • Objeto indireto: complemento verbal com preposição obrigatória (exigida pelo verbo, que deverá ser transiti- vo indireto). Ex.: Este rapaz se referiu a seu pai Que se refere, se refere a alguém (= objeto indireto). Ele se referiu a seu pai.
  • Complemento nominal: termo preposicionado que completa o sentido de nomes (adjetivos, substantivos e advérbios) Ex.: Este teste foi útil aos candidatos. Tudo que é útil, é útil a alguém (= complemento nomi- nal). Isto foi útil aos candidatos.
  • Predicativo do sujeito: termo que expressa um esta- do ou qualidade do sujeito. Este termo liga-se ao sujei- to através do verbo. Ex.: A menina estava tristonha.

Após o verbo de ligação, obrigatoriamente, haverá um predicativo do sujeito, entretanto é possível haver predicati- vo do sujeito com verbos que não sejam de ligação. Ex.: A menina saiu tristonha de casa

  • Predicativo do objeto: termo que expressa um estado ou uma qualidade do objeto, atribuídos pelo sujeito. Ex.: A crítica considerou este ator o melhor do ano.
  • Agente da passiva: termo preposicionado que pratica a ação do verbo, quando ele está na voz passiva. Ex.: Este trabalho foi feito por mim.

O sujeito, na voz passiva, sofre a ação do verbo. (= Es- te trabalho sofre a ação de ser feito)

e) A.A. = Este é o aluno cujo livro foi roubado. (= posse) C.N. = Este é o aluno a quem fiz alusão. (= complemento nominal) f) A.A. = Este é o aluno a quem fiz alusão. (= oração adjetiva) C.N. = Sou favorável a que o prendam (= complemento nominal)

Esquema IV: Termo integrante e acessório da oração A. Predicativo do sujeito x adjunto adverbial PS: Ela vendeu tranqüila as suas jóias. A.Adv.: Ela vendeu tranqüilo as suas jóias. B. Adjunto adnominal x adjunto adverbial  A. Adn. = Fiz o trabalho de casa. (= caseiro) A. Adv. = Fiz o trabalho em casa.  A. Adn. = Tenho muito dinheiro. A. Adv. = Eu trabalho muito. C. Adjunto adnominal x predicativo do sujeito A. Adn. = Eu ajudei aquele homem gordo. (qualida- de própria) P. Obj. = Eu considero este homem gordo. (qualida- de atribuída) Obs.: O juiz julgou o réu inocente (A. Adn.) culpado (P. Obj.). D. Adjunto adnominal x aposto A. Adn. = Gosto do clima de Petrópolis. (= petropoli- tano) Aposto = Gosto da cidade de Petrópolis. (Petrópolis é nome de cidade)

ESTRUTURA DO PERÍODO COMPOSTO

Classificação do período  Simples: uma única oração – oração absoluta.  Composto: duas ou mais orações

  • Por coordenação – só orações coordenadas
  • Por subordinação – só orações subordinadas
  • Por coordenação e subordinação – orações coor- denadas e subordinadas.

ORAÇÕES COORDENADAS

A) Sindéticas (iniciadas por conjunções coordenativas) I. Aditivas: (iniciadas por: E, nem, tampouco, mas tam- bém) II. Adversativas: (iniciadas por: MAS, porém, contudo, en- tretanto, ...) III. Alternativas: (iniciadas por: OU, ora ... ora, quer ... quer) IV. Conclusivas: (iniciadas por: LOGO, portanto, por isso, então, ...) V. Explicativas: (iniciadas por: PORQUE, pois, já que, vis- to que, ...) B) Assindéticas (sem conjunção coordenativa)

ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

I. Subjetivas (= sujeito oracional) Ex.: É bom que ninguém viaje. II. Objetivas diretas (= objeto direto oracional) Ex.: Não sei se eles entenderam tudo. III. Objetivas indiretas (= objeto indireto oracional) Ex.: Precisamos de que nos ajudem. IV. Completivas nominais (= complemento nominal oracio- nal) Ex.: Sou favorável a que eles venham cedo. V. Predicativas (= predicado do sujeito oracional) Ex.: O ideal é que ninguém falte. VI. Apositivas (= aposto oracional) Ex.: A idéia – que todos viajassem – foi bem aceita. VII. Agentes da passiva (= agente da passiva oracional) Ex.: O carro foi destruído por quem o comprara. Obs.: As orações subordinadas substantivas são introduzi- das pelas conjunções subordinadas integrantes (QUE e SE) ou são justapostas (com pronomes e advérbios interrogati- vos ou ainda indefinidos).

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS

  • Iniciadas por um Pronome Relativo
  • Exercem a função sintática de Adjuntos Adnominais
  • Referem-se a um Substantivo ou Pronome Substantivo (antecedente).

I. Restritivas (não necessita de vírcgula no início). Res- tringem, diminuem, limitam a significação do antece- dente. Ex.: Aqui, estão os alunos / que serão aprovados. (Nem todos os alunos serão aprovados) II. Explicativas (obrigatoriamente iniciada por vírgula). Não restringem, apenas acrescenta algo próprio do antece- dente. Ex.: As crianças, / que são os homens de amanhã, / merecem nossa atenção. (todas as crianças são os homens de manhã)

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS

  • Iniciadas pelas Conjunções Subordinativas
  • Exercem a função sintática de Adjuntos Adverbiais.

I. Causais (iniciadas por porque, como, já que, visto que, uma vez que, ...) Ex.: Retirou-se porque sentiu-se mal. II. Comparativas (iniciadas por (do) que, como, quanto, assim ,como, ...) Ex.: Ela é bastante mais responsável que você. Obs.: O verbo normalmente fica oculto. III. Concessivas (iniciadas por embora, ainda que, mesmo que, ...) Ex.: Teria sido melhor, embora não parecesse.

IV. Condicionais (iniciadas por se, caso, desde que, con- tanto que, ...) V. Conformativas (iniciadas por conforme, como, segun- do, consoante ...) Ex.: Conforme ficou determinado, eles se retiraram. VI. Consecutivas (iniciadas por: que, de forma que, de modo que...) Ex.: Tanto era seu esforço que a recompensa veio bre- ve. VII. Finais (iniciadas por: a fim de que, para que, porque,...) Ex.: Explique tudo para que ninguém reclamasse de- pois. VII. Proporcionais (iniciadas por: à proporção que, à medi- da que, ...) Ex.: Estudávamos mais ao passo que nos distraíamos menos. XIX. Temporais (iniciadas por: quando, enquanto, mal, logo que, sempre que, ...) Ex.: Enquanto estiver ali, estará seguro.

ORAÇÕES REDUZIDAS

  • Verbos nas formas nominais: infinitivo, gerúndio, parti- cípio
  • Não apresentam conectivos. Ex.: Recebeu o dinheiro, gastando-o logo após. ( = e gas- tou logo após) Oração coord. aditiva, reduzida de gerúndio. É importante lutar sempre. (= que se lute sempre) Oração subord. subjetiva, reduzida de infinitivo Encerrada a reunião, muitos se retiraram. (= quando a reunião se encerrou, ...) Oração subord. adv. temporal, reduzida de particípio.

A sintaxe de concordância nos ensina que existem termos que se flexionam (gênero e número ou pessoa e número) para concordarem com outros. Ex.: Compre flores lindas

Aqui o adjetivo lindo flexionou-se em feminino e plural para concordar com o substantivo flores, que é feminino e está no plural. Esta concordância chama-se nominal, e sua regra bá- sica é:

O ADJETIVO concorda com o SUBSTANTIVO em GÊ- NERO e NÚMERO.

Eu e minha irmã compramos flores.

Neste caso o verbo comprar apresenta-se na 1ª pes- soa do plural pois está concordando com o seu sujeito eu e minha irmã, que é igual a nós, ou seja, 1ª pessoa do plural. Esta concordância chama-se verbal, e sua regra básica é:

O VERBO concorda com o SUJEITO em PESSOA e NÚMERO.

TIPOS DE CONCORDÂNCIA

Tanto a Concordância Nominal quanto a Concordância Verbal podem, além da concordância rigidamente gramati- cal, ser feitas também atrativa ou ideologicamente.

CONCORDÂNCIA RÍGIDA, GRAMATICAL OU LÓGICA

É feita de acordo com as normas gramaticais. Exemplos:

  1. Vossa Senhoria foi justa. (O adjetivo justo está no feminino, singular, porque deve concordar com Vossa Senhoria, que é uma expressão fe- minina e está no singular)
  2. Saíram minha irmã e o namorado. (O verbo sair está na 3ª pessoa do plural, porque concorda com o sujeito ,composto minha irmã e o namorado, que é igual a eles, ou seja, 3ª pessoa do plural)
  3. Todos voltaram cedo. (O verbo voltar está na 3ª pessoa do plural simplesmente porque seu sujeito todos é pronome de 3ª pessoa e está no plural)

CONCORDÂNCIA ATRATIVA

É feita por uma questão de proximidade, abandonando as regras gramaticais. Exemplos

  1. Saiu minha irmã e o namorado. (O verbo está concordando unicamente com o núcleo do sujeito mais próximo)
  2. Muitos de nós descobrimos a solução. (O verbo está concordando unicamente com nós. O sujeito, entretanto, é muitos de nós, e rigidamente pela gramática seria muitos de nós descobriram)

CONCORDÂNCIA IDEOLÓGICA

É feita de acordo com a idéia transmitida pelas pala- vras, e não por sua forma gramatical.

Exemplos:

  1. Vossa Senhoria foi justo. (O adjetivo justo está concordando, não com a forma femi- nina de Vossa Senhoria, mas com a sua idéia: trata-se de um homem)