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Saúde e Qualidade de Vida: Desenvolvimento e Desafios, Manuais, Projetos, Pesquisas de Biologia

Este documento discute as melhorias contínuas e sustentadas na saúde e qualidade de vida em vários países no último século, enfatizando a necessidade de abordar determinantes da saúde além do acesso a serviços médicos. O texto também explora as contribuições dos autores josué de castro e outros para o debate sobre saúde e qualidade de vida, além de destacar a promoção da saúde como estratégia para enfrentar os desafios atuais.

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2021

Compartilhado em 16/03/2021

vilma-lopes-5
vilma-lopes-5 🇧🇷

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Centro de Educação Tecnológica do Amazonas-CETAM
Curso Técnico em Saúde Bucal
Disciplina: Educação para a Saúde e Primeiros Socorros
Orientações e informação sobre:
hábitos, atitudes e medidas geradoras de melhores condições de
vida e saúde.
Existem evidências científicas abundantes que mostram a contribuição da saúde
para a qualidade de vida de indivíduos ou populações. Da mesma forma, é sabido que
muitos componentes da vida social que contribuem para uma vida com qualidade são
também fundamentais para que indivíduos e populações alcancem um perfil elevado de
saúde. É necessário mais do que o acesso a serviços médico-assistenciais de qualidade, é
preciso enfrentar os determinantes da saúde em toda a sua amplitude, o que requer
políticas públicas saudáveis, uma efetiva articulação intersetorial do poder público e a
mobilização da população.
As condições de vida e saúde têm melhorado de forma contínua e sustentada na
maioria dos países, no último século, graças aos progressos políticos, econômicos, sociais
e ambientais, assim como aos avanços na saúde pública e na medicina. Estudos de
diferentes autores e os relatórios sobre a saúde mundial (WHO, 1998) e da região das
Américas (OPAS, 1998) são conclusivos a respeito. Na América Latina, por exemplo, a
expectativa de vida cresceu de 50 anos, depois da II Guerra Mundial, para 67 anos, em
1990, e para 69 anos, em 1995. Entretanto, as mesmas organizações são taxativas ao
informar que ainda que tal melhoria seja incontestável, também o é a permanência de
profundas desigualdades nas condições de vida e saúde entre os países e, dentro deles,
entre regiões e grupos sociais.
De outro lado, ao examinar as condições de morbi-mortalidade prevalentes,
verifica-se, em alguns setores, a permanência de problemas que estão resolvidos em
muitos lugares e para diversas populações (como é o caso de certas doenças infecto
parasitárias e condições ligadas à infraestrutura urbana básica, por exemplo); o
crescimento de outros problemas (as doenças crônicas não-infecciosas, tais como o câncer
e as doenças cardio e cerebrovasculares); e o aparecimento de novos problemas (como a
AIDS) e de questões antes não identificadas ou consideradas importantes (como o uso de
drogas e a violência, ao lado dos fatores comportamentais) ou, sequer, como questões de
saúde (o estresse, por exemplo).
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Curso Técnico em Saúde Bucal Disciplina: Educação para a Saúde e Primeiros Socorros Orientações e informação sobre: hábitos, atitudes e medidas geradoras de melhores condições de vida e saúde. Existem evidências científicas abundantes que mostram a contribuição da saúde para a qualidade de vida de indivíduos ou populações. Da mesma forma, é sabido que muitos componentes da vida social que contribuem para uma vida com qualidade são também fundamentais para que indivíduos e populações alcancem um perfil elevado de saúde. É necessário mais do que o acesso a serviços médico-assistenciais de qualidade, é preciso enfrentar os determinantes da saúde em toda a sua amplitude, o que requer políticas públicas saudáveis, uma efetiva articulação intersetorial do poder público e a mobilização da população. As condições de vida e saúde têm melhorado de forma contínua e sustentada na maioria dos países, no último século, graças aos progressos políticos, econômicos, sociais e ambientais, assim como aos avanços na saúde pública e na medicina. Estudos de diferentes autores e os relatórios sobre a saúde mundial (WHO, 1998) e da região das Américas (OPAS, 1998) são conclusivos a respeito. Na América Latina, por exemplo, a expectativa de vida cresceu de 50 anos, depois da II Guerra Mundial, para 67 anos, em 1990, e para 69 anos, em 1995. Entretanto, as mesmas organizações são taxativas ao informar que ainda que tal melhoria seja incontestável, também o é a permanência de profundas desigualdades nas condições de vida e saúde entre os países e, dentro deles, entre regiões e grupos sociais. De outro lado, ao examinar as condições de morbi-mortalidade prevalentes, verifica-se, em alguns setores, a permanência de problemas que já estão resolvidos em muitos lugares e para diversas populações (como é o caso de certas doenças infecto parasitárias e condições ligadas à infraestrutura urbana básica, por exemplo); o crescimento de outros problemas (as doenças crônicas não-infecciosas, tais como o câncer e as doenças cardio e cerebrovasculares); e o aparecimento de novos problemas (como a AIDS) e de questões antes não identificadas ou consideradas importantes (como o uso de drogas e a violência, ao lado dos fatores comportamentais) ou, sequer, como questões de saúde (o estresse, por exemplo).

Curso Técnico em Saúde Bucal Disciplina: Educação para a Saúde e Primeiros Socorros A principal resposta social a tais problemas de saúde têm sido investimentos crescentes em assistência médica curativa e individual, ainda que se identifique, de forma clara, que medidas preventivas e a promoção da saúde, assim como a melhoria das condições de vida em geral, tenham sido, de fato, as razões fundamentais para os avanços antes mencionados.

Saúde e qualidade de vida

O debate sobre qualidade (condições) de vida e saúde tem também razoável tradição tanto no Brasil quanto na América Latina. Paim (1997) publicou um excelente artigo de revisão sobre estudos que relacionam condições de vida e saúde desenvolvidos nas últimas décadas, no âmbito das correntes da medicina e da epidemiologia social. Nesse artigo ele destaca os trabalhos pioneiros de Josué de Castro, Samuel Pessoa, Hugo Bemh (Chile), e outros mais recentes, como os de Breilh e Gandra, no Equador; Laurell, no México; e Monteiro, Possas, Arouca e o próprio autor, no Brasil, todos de cunho teórico-conceitual ou que demonstram as mencionadas relações através de trabalhos empíricos. A promoção da saúde, como vem sendo entendida nos últimos 20-25 anos, representa uma estratégia promissora para enfrentar os múltiplos problemas de saúde que afetam as populações humanas e seus entornos neste final de século. Partindo de uma concepção ampla do processo saúde-doença e de seus determinantes, propõe a articulação de saberes técnicos e populares, e a mobilização de recursos institucionais e comunitários, públicos e privados, para seu enfrentamento e resolução. O que, entretanto, vem caracterizar a promoção da saúde, modernamente, é a constatação do papel protagonista dos determinantes gerais sobre as condições de saúde, em torno da qual se reúnem os conceitos do segundo grupo. Este sustenta - se no entendimento que a saúde é produto de um amplo espectro de fatores relacionados com a qualidade de vida, incluindo um padrão adequado de alimentação e nutrição, e de habitação e saneamento; boas condições de trabalho; oportunidades de educação ao longo de toda a vida; ambiente físico limpo; apoio social para famílias e indivíduos; estilo de vida responsável; e um espectro adequado de cuidados de saúde. Suas atividades estariam, então, mais voltadas ao coletivo de indivíduos e ao ambiente, compreendido num sentido