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apostila forma espaço e ordem, Notas de estudo de Urbanismo

apostila de espaço e ordem, arquitetura

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 11/05/2010

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leonardo-pereira-45 🇧🇷

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Universidade Federal do Rio de Janeiro
DCC - Departamento de Construção Civil
Disciplina: Arquitetura
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ARQUITETURA
FORMA, ESPAÇO E ORDEM
Professora: Elaine Garrido Vazquez
Monitora: Luciana de Oliveira Amancio
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DCC - Departamento de Construção Civil

Disciplina: Arquitetura

ARQUITETURA

FORMA, ESPAÇO E ORDEM

Professora: Elaine Garrido Vazquez

e-mail: [email protected]

Monitora: Luciana de Oliveira Amancio

e-mail: [email protected]

DCC - Departamento de Construção Civil

Disciplina: Arquitetura

DCC - Departamento de Construção Civil

Disciplina: Arquitetura

1.1. FORMA ESPAÇO E ORDEM

Projeto de Arquitetura: Concepção em resposta a um conjunto de condições existentes.

  • Natureza funcional;
  • Condicionante social política e econômica;

Estudo dos elementos e princípios essenciais. A forma e o espaço não são apresentados como fins, mais como meio para solucionar um problema em resposta às condições funcionais da arquitetura.

1.2. FORMA E ESPAÇO

É possível estabelecer uma analogia com a maneira como precisamos conhecer, e compreender o alfabeto antes que possamos formar palavras e desenvolver um vocabulário. De maneira semelhante temos que conhecer os elementos básicos da forma e do espaço e entendermos como podem ser manipulados no desenvolvimento de um projeto arquitetônico.

1.3. ANÁLISE GRÁFICA

Visão geral dos elementos, sistemas e organizações básicas que compõe uma obra arquitetônica. Os elementos se inter-relacionam para formarem um todo integrado.

ASPECTOS FUNDAMENTAIS DE UMA EDIFICAÇÃO:

  • Sistema Espacial: Integração tridimensional dos elementos e espaços acomoda funções múltiplas da casa.
  • Sistema Estrutural: As vigas e as lajes se apóiam numa malha de colunas.
  • Sistema de Delimitação: Quatro planos de paredes externas definem um volume retangular.
  • Sistema de Circulação: A escada e a rampa ligam os três níveis.

1.4. OBJETO ARQUITETÔNICO E QUALIDADES FORMAIS

Utilizados na forma de analise gráfica, estes desenhos visam decompor exemplos significativos de objetos arquitetônicos tendo como interesse principal a compreensão de suas qualidades formais;

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Disciplina: Arquitetura

A análise gráfica visa decompor objetos arquitetônicos, tendo como interesse principal a compreensão de suas qualidades formais. Aspectos fundamentais de uma edificação.

1.5.1. CONTEXTO – CONCEPÇÃO

1 - Forma externa simples.

2 - Organização interna complexa (formas e espaços).

3 - Elevação do pavimento principal (vista melhor e evita umidade do solo).

4 - Terraço jardim – distribui a luz do sol aos espaços ao seu redor.

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Disciplina: Arquitetura

1.6.3. PLANO

Transladando-se uma reta obtém-se um plano com propriedades: comprimento, largura, formato, superfície, orientação e posição. Porém não tem profundidade.

Propriedades suplementares: cor, padrão e textura; Três tipos genéricos de planos – plano de base, plano das paredes e plano superior;

1.6.3.1. PLANO DE BASE

Plano de Base – Plano de Solo, Fundação Física

O edifício pode fundir-se como plano de solo, assentar-se firmemente sobre ele ou elevar-se acima dele. Exemplos: Machu Picchu, templos e igreja. Um plano de solo pode ser manipulado para se estabelecer uma base para a edificação.

  • Elevado a fim de um significado (proteção e sagrado).
  • Escavado a fim de proporcionar uma plataforma apropriada sobre a qual construir.
  • Escalonado para permitir que mudanças na elevação sejam facilmente atravessadas.

PLANO DE BASE ELEVADO

PLANO DE BASE

ASSENTADO SOBRE O

SOLO

PLANO DE BASE

ASSENTADO SOB O SOLO

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Disciplina: Arquitetura

1.6.3.2. PLANO DAS PAREDES

  • Paredes externas: isolam uma porção do espaço para criar um ambiente interior controlado. Privacidade e proteção. Dão contorno ao espaço exterior e descrevem forma, massa e imagem de um edifício no espaço. Exemplos: frente, lateral, fundos de edifícios.
  • Paredes internas: governam o tamanho e formato dos espaços internos ou cômodos dentro de um edifício. Privacidade e barreira ao nosso movimento.

1.6.3.3. PLANO DE TETO

Enquanto caminhamos sobre o piso e temos contato físico com as paredes, o plano de teto se encontra normalmente fora do nosso alcance (elemento visual). Pode ser o lado inferior de um piso superior ou plano de cobertura. Plano de cobertura = elemento de abrigo essencial que protege o edifício dos efeitos climáticos.

PAREDES INTERNAS

PAREDES

EXTERNAS

PLANO DE COBERTURA

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Disciplina: Arquitetura

1.8. FORMATO

Perfil característico de uma figura plana ou a configuração da superfície de uma forma volumétrica. É o principal meio pelo qual reconhecemos, identificamos e classificamos figuras e formas.

1.9. FIGURAS PRIMÁRIAS

Da geometria sabemos que as figuras regulares são: o círculo é a série infinita de polígonos inscritos nele. Desses polígonos os mais significativos são o círculo, o triângulo e o quadrado. •Círculo – centralizado em seu meio, rotação. Ex anfiteatro. •Triângulo – estabilidade, quando repousa em um dos seus lados ou instabilidade sobre um dos seus vértices. •Quadrado – puro e racional, figura estática e neutra, não tendo nenhuma direção dominante.

TAMANHO

TEXTURA

COR

FORMATO

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Disciplina: Arquitetura

Podemos observar claramente a influência do triângulo na concepção deste projeto de Wright.

1.9.2. SÓLIDOS PRIMÁRIAS

As figuras primárias podem ser ampliadas de modo a gerarem formas volumétricas. Formas regulares: esfera, cilindro, cone, pirâmide e cubo.

O famoso museu Guggenheim, projetado por Wright foi criado através da base de um cone.

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Disciplina: Arquitetura

1.10.2. TRANSFORMAÇÃO

Formas regulares podem ser transformadas em formas prismáticas semelhantes sendo encurtadas ou alongadas em sua altura, largura ou profundidade. Também podemos observar projetos com uma composição regular a partir de formas regulares.

1.10.3. COMENTÁRIOS DE LE CORBUSIER A RESPEITO DA FORMA

Composição Cumulativa. Forma aditiva. Um tipo relativamente fácil. Pitoresca, cheia de movimento. Disciplinada pela classificação e hierarquia Composição Cúbica (Prismas Puros). Muito difíceis de satisfazerem o espírito.

Muito fáceis de combinação conveniente.

Forma subtrativa. Muito generosa. Na parte externa simplicidade. Na parte interna, todas as necessidades funcionais são satisfeitas.

1.10.4. COLISÕES FORMAIS DE GEOMETRIA

  • Duas formas podem subverter suas identidades individuais, fundir-se a fim de criar uma nova forma composta.
  • Duas formas podem receber totalmente uma dentro de seu volume.

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Disciplina: Arquitetura

  • As duas formas podem conservar suas identidades individuais e compartilhar a porção interseccional de seus volumes.
  • As duas formas podem estar ligadas por um terceiro elemento.

1.11. FORMA E ESPAÇO

Modo como várias configurações de forma podem ser manipuladas na definição de um espaço isolado e como os padrões afetam a qualidade do espaço definido.

UNIDADE DE OPOSTOS Nosso campo visual normalmente consiste em elementos heterogêneos que diferem em formato, tamanho, cor ou orientação. A fim de compreender melhor a estrutura do campo visual, tendemos a organizar seus elementos em dois grupos opostos:

  • Elementos positivos - percebidos como figura.
  • Elementos negativos - que atuam como um fundo para as figuras.

1.11.1. FUNDO E FIGURA

Às vezes, a relação entre a figura e seu fundo é tão ambígua que transferimos visualmente suas identidades para trás e para frente quase simultaneamente. No entanto, as figuras (elementos positivos) que atraem nossa atenção, não poderiam existir sem um fundo contrastante.

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Disciplina: Arquitetura

1.11.3. ELEMENTOS HORIZONTAIS DEFININDO O ESPAÇO

1.11.3.1. PLANO DE BASE

Para que um plano horizontal seja visto como uma figura, deve haver uma mudança perceptível na cor, tonalidade ou textura entre a superfície e a área circundante.

1.11.3.2. PLANO DE BASE ELEVADO

Plano de base elevado – acima do plano do solo circundante. A elevação de um plano de base cria um domínio específico dentro de um contexto espacial mais amplo. Condição pré-existente do terreno ou artificialmente construído.

PLANO DE BASE

PLANO DE BASE ELEVADO

PLANO DE BASE REBAIXADO

PLANO

SUPERIOR

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Disciplina: Arquitetura

Plano de base assentado sob, sobre e elevado em relação ao solo.

O grau até o qual a continuidade espacial e visual é mantida entre um plano elevado seus arredores depende da escala da mudança de nível.

1.11.3.3. PLANO DE BASE REBAIXADO

Plano de base rebaixado - depressão do plano do solo circundante. O rebaixamento de uma porção do plano de base, isola um campo de espaço de um contexto mais amplo. As superfícies verticais da depressão estabelecem os limites do campo. Depressão topográfica ou artificialmente construído.

O grau até o qual a continuidade espacial e visual é mantida entre um plano rebaixado e seus arredores depende da escala da mudança de nível.

1 – continuidade visual e espacial mantida.

2 – continuidade visual mantida e espacial interrompida.

3 – continuidade visual e espacial interrompida.

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Disciplina: Arquitetura

1.11.3.1. ELEMENTOS RETILÍNEOS VERTICAIS

Nenhum volume de espaço pode ser estabelecido sem a definição de suas arestas e cantos. Os elementos retilíneos verticais servem a este propósito ao demarcar os limites de espaço.

1.11.3.2. PLANO VERTICAL ÚNICO

Plano vertical único característica frontal. Fachada principal, pórtico.

ELEMENTOS RETILÍNEOS VERTICAIS

PLANO VERTICAL ÚNICO

PLANOS EM FORMA DE L

PLANOS PARALELOS

PLANO EM FORMA DE U

QUATRO PLANOS

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Disciplina: Arquitetura

1.11.3.3. PLANO EM FORMA DE L

Seção aberta e possuem elementos flexível de definição de espaço arquitetura residencial cômodo em L. com parte coberta e parte descoberta pátio privativo, abrigo e delimitação. Espaço interno sofá em L.

1.11.3.4. PLANOS PARALELOS

Definem um campo de espaço entre si com forte qualidade direcional (corredor), espaço rua com fachadas, natural da paisagem. Qualidade direcional e fluxo de espaço ruas, alamedas de vilas.

1.11.3.5. PLANO EM FORMA DE U

Define um campo de espaço com um foco direcionado para dentro.