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apostila linux, Notas de estudo de Matemática Computacional

conhecimento de linux

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 14/05/2011

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Sistema Operacional Linux
Curso Básico
Leonardo Brenner
Paulo Fernandes
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Sistema Operacional Linux

Curso Básico

Leonardo Brenner

Paulo Fernandes

i

Capítulo 1

Apresentação e Conceitos

O que é Linux? Por que usá-lo? Quais as vantagens que ele tem? Vamos com calma, o Linux é o sistema operacional baseado em Unix, desenvolvido para rodar sobre computadores PC AT e compatíveis. Linux é um sistema livre e aberto, ou seja, você não precisa pagar por ele e ainda tem os fontes acessíveis para que qualquer usuário possa olhá-los e/ou modificá-los. As vantagens são várias, o Linux é um sistema operacional sólido, não fica dando erro a toda hora, você pode atualizar o sistema quando quiser sem pagar nada por isso, é menos sucetível a vírus e várias outras vantagens que você só vai perceber usando. Mas ele não tem desvantagens? Claro que tem, ainda não muitos desenvolvedores para Linux, então tecnologias no- vas, produtos muitos recentes demoram pouco para serem reconhecidos pelo Linux, mas isso está mudando a medida que cada vez mais usuários estão aderindo ao sistema e pre- cionando as empresas a lançarem drivers para Linux como hoje é feito para Windows.

1.1 Histórico

O Linux surgiu “oficialmente” em 05 de outubro de 1991, quando um estudante de Ciên- cia da Computação da Universidade de Helsinque, na Finlândia anunciou que havia con- seguido implementar o kernel (núcleo) do sistema e rodado algumas funções básicas exis- tente nos sistemas Unix. Esse jovem estudante chamava-se Linus Torvalds e tinha apenas 21 anos na época. Linus colocou em prática um desejo que muitos usuários tinham, ou seja, uma alterna- tiva sólida e barata ao Microsoft Windows, claro que já havia outras opções de sistemas, como Unix, Xenix e mesmo o Minix (um pequeno Unix desenvolvido por Andy Tannen- baum), mas quase todos tinham custos inacessíveis para usuários comuns e/ou nenhum deles implementava tudo o que os usuários precivasam. Em outubro de 1991, Linus colocou então na internet a versão 0.02 do Linux colo- cando a seguinte mensagem: “Você suspira por melhores dias do Minix 1.1, quando homens serão homens e es- creverão seus próprios “device drivers”? Você está sem um bom projeto e está morrendo

1.2. SISTEMA DE ARQUIVOS 2

de vontade de colocar as mãos em um S.O. no qual você possa modificar de acordo com suas necessidades? Você está achando frustrante quando algo não funciona em Minix? Chega de atravessar noites para obter programas que trabalhem correto? Então esta mensagem pode ser exatamente para você? Como eu mencionei a um mês atrás, estou trabalhando em uma versão independente de um S.O. similar ao Minix para computadores AT-386. Ele está, finalmente, próximo ao estágio em que poderá ser utilizado (embora possa não ser o que você esteja esperando), e eu estou disposto a colocar os fontes para ampla distribuição. Ele está na versão 0.02..., contudo, eu tive sucesso rodando bash, gcc, gnu-make, gnu-sed, compress, etc. nele.” O que a maioria julgava que seria a derrota do Linux, a livre distribuição dos códigos fontes, foi o que mais impulsionou o sistema. Vários usuários ao redor do mundo con- tribuiram e continuam a contribuir para tornar o Linux cada vez melhor, e tudo isso sem pedir nada em troca. O Linux é mais do que um sistema operacional, é uma nova filosofia de desenvolvi- mento e distribuição de software voltado para o usuário e não para a empresa que o produz.

1.2 Sistema de Arquivos

O Linux trabalha com um sistema de arquivos o qual foi baseado em Unix e é um pouco diferente do sistema de arquivos do Windows ou mesmo do antigo DOS, por isso não fique deserperado se você não encontrar seu driver de disquete a primeira vista, ele está lá, é só procurar no lugar certo. O Linux usa a idéia de diretório, não existe C:, A: ou qualquer outra letra qualquer para nomear um driver, cada um destes dispositivos é montado então como um diretório, por exemplo, o driver de disquete é comumente montado no diretório “/mnt/floppy”, ou seja, se você copiar um arquivo para o diretório “/mnt/floppy”, na verdade você estará copiando um arquivo para o disquete. Isso pode ser feito também para os drivers de CD- ROM (normalmente no diretório “/mnt/cdrom”, e mesmo para um outro HD que você deseja instalar. Mais adiante é explicado como montar cada driver.

2.2. INICIALIZANDO O SISTEMA 4

escolher o tipo de instalação, de preferência a workstation

fazer o particionamento da unidade de disco

esperar a cópia dos arquivos necessários

caso tem uma placa de rede, configurar os dados ou ativar o DHCP

escolher o monitor, normalmente é detectado automaticamente

escolher a placa de vídeo, normalmente também detectada automaticamente

informar a senha do administrador

informar qual o sistema de inicialização, o padrão é o LILO

espere o Linux terminar a instalação e reinicialize o sistema

Outros passos podem ser solicitados conforme as escolhas nos passos anteriores, mas na grande maioria dos casos não influenciam no resultado final da instalação.

2.2 Inicializando o Sistema

Por ser um sistema multi-usuário o primeiro passo no Linux é fazer um login no sistema para ter acesso a sua conta. Para isso deve-se iniciar uma seção informando o nome de usuário ( username ) e a senha. Você só vai conseguir se logar no sistema caso seja um usuário cadastrado, não adianta informar qualquer nome e senha que o sistema não aceita. Se você não sabe seu username e senha peça para o administrador. Existe dois tipos principais de usuários, os usuários comuns e o administrador. Quando você entre com usuário comum, você só precisa informar seu username e sua senha para efetuar o login. A sua linha de comando será identificada por $. Caso você entre como administrador do sistema, no username deve ser informado root e em seguida a senha do administrador (aquela cadastrada na instalação) e a linha de comando será identificada por #. Depois de se logar no sistema, você está apto a utilizar todos os recursos disponibi- lizados para você, assim como, ter acesso aos seus dados particulares. Para sair do sistema dois comando podem ser usados: logout ou exit , os dois aban- donam a seção em que estão e ficam esperando o login de um novo usuário. Caso você queria desligar a máquina, deve-se digitar poweroff ou mesmo halt , os dois param o sis- tema, porém o administrador pode não liberar esses comandos para o usuário comum, ficando sob responsabilidade exclusivamente dele desligar ou reinicializar o sistema.

Capítulo 3

Shell Básico

3.1 Conceitos

O shell é o interpretador de comandos padrão para o sistema Linux, quando este está operando em modo textual. O shell nada mais é do que uma interface onde o usuário digita os comandos que deseja executar, encarregando o shell de fazer as chamadas ao núcleo do sistema, poupando o usuário de ter que lembrar um conjunto de chamadas ao núcleo, precisando apenas lembrar o nome do comando. O Linux possui várias opções de shell , cada uma com características diferenciadas, mas todas implementam as funções mais comuns. O shell padrão para o Linux é o Bourne Again Shell, mais conhecido como bash. É importante ressaltar que todos os shells diferem letras maiúsculas e minúsculas, ou seja, caso o nome do comando esteja em minúsculo, não irá funcionar se você digitar em letras maiúsculas. Combinações entre maiúsculas, minúsculas e outros caracteres são aceitos como nomes de arquivos.

3.2 Capacidades e Funcionalidades

O shell possui vários recursos interessantes, um dos mais usados é a finalização de co- mandos. Atráves da tecla o shell finaliza o comando iniciado pelo usuário. Este é um recurso bastante útil para comando longos e principalmente quando há mais de um comando que inicie com as mesma letras, o shell exibe todas as opções de coman- dos disponíveis iniciadas por aquela seqüência, facilitando principalmente se o usuário não sabe todo o comando, mas tem alguma idéia e pode procurar por tentativas. Esta mesma funcionalidadeestá disponível para os nomes de arquivos que são passados como parâmetros de comandos. Digita-se o início do nome do arquivo e preciona-se . Outra funcionalidades bastante usada no shell são os scripts. Os scripts são uma se- qüência de comandos armazenados em um arquivo textual com permissão de execução. O shell lê esse arquivo e executa o conjunto de comandos descrito nele. Essa funcional- idade é muito usada para grande seqüências de comandos que precisam ser repetidas várias vezes. No Windows esse tipo de script é conhecido com arquivo de lote (batch) e

Capítulo 4

Comandos Básicos do Usuário

Os comandos básicos compreendem um conjunto de instruções mais usadas no dia-a-dia de um usuário comum. Nas seções abaixo será apresentado cada um destes comandos, seu equivalente em DOS e os parâmetros necessários a cada um.

4.1 ls

Lista os arquivos de um diretório.

Comando Linux ls [parâmetros] [arquivos]

Comando DOS dir

Parâmetros Usuais

-a lista todos os arquivos, incluindo arquivos ocultos;

-l lista arquivos e suas propriedades ( permissões, dono, tamanho e data ), pode ser substituído pelo comando ll ;

-s lista arquivos por ordem alfabética;

-S lista arquivos por ordem de tamanho, do maior para o menor;

-t lista arquivos por ordem modificação, dos mais recentes para os mais antigos;

-X lista arquivos por ordem alfabética da extensão.

Vários parâmetros podem ser usados em conjunto, por exemplo, ls -sl. Para procurar por um arquivo específico ou ver o conteúdo de um diretório, usa-se o nome do arquivo ou diretório após os parâmetros espeficicados.

4.2. CP 8

4.2 cp

Copia arquivos

Comando Linux cp [parâmetros] fonte destino

Comando DOS copy

Parâmetros Usuais

-R copia diretórios recursivamente;

-i modo interativo, pede confirmação antes de sobrescrever arquivos;

-f não pede confirmação para sobrescrever.

Fonte reference aos arquivos fontes, de onde vão ser copiados os dados e destino , para onde vão ser copiados. O destino pode ser tanto um diretório diferente, como apenas um nome diferente para o arquivo no mesmo diretório.

4.3 mv

O comando mv move um ou mais arquivos de lugar.

Comando Linux mv [parâmetros] fonte destino

Comando DOS move

Parâmetros Usuais

-i modo interativo, pede confirmação antes de sobrescrever arquivos.

O comando mv funciona da mesma maneira que o comanda cp. O comando mv tam- bém é usado para renomear arquivos ou diretórios, isso acontece quando se move um arquivo ou diretório para o mesmo lugar onde se encontra, apenas com nomes diferentes.

4.4 rm

Remove um ou mais arquivos.

Comando Linux rm [parâmetros] arquivos

Comando DOS del

4.7. PIPE E FILTROS 10

4.7 Pipe e Filtros

As funções de pipe e filtros são usadas para combinar comandos.

Comando Linux para Pipe comando | comando

Comando DOS |

O comando pipe, representado por “|” coloca o resultado gerado pelo primeiro co- mando como entrada para o segundo.

Comando Linux para Filtro grep expressão

O comando grep é usado para filtrar uma entrada procurando por linhas que con- tenham as expressões solicitadas no comando. O comando grep é comumente usado em conjunto com outros comandos, principalmente o comando pipe.

4.8 Funções com Diretórios

As funções exclusivas para diretórios são basicamente três: criação, remoção e mudança de diretório.

Comando Linux para Criação de Diretório mkdir diretório

Comando DOS md

Comando Linux para Remoção de Diretório rmdir diretório

Comando DOS rd

Comando Linux para Mundança de Diretório cd diretório

Comando DOS cd

Os comandos de diretório são bastante simples de serem usados, não necessitando de maiores parâmetros além do nome do diretório.

Capítulo 5

Gerenciamento de Usuários e

Permissões

As funções de gerenciamento das contas dos usuários do sistema são normalmente de uso exclusivo do administrador, no entanto, este pode extender essas funções para outros usuários. Por outro lado, as funções que alteram as permissões e atributos de arquivos podem ser executados pelo próprio usuário.

5.1 Adicionar e Remover Usuários

Comando para Criar Usuário useradd usuário

É necessário também criar uma senha inicial para o usuário recém criado, para isso é usado o comando passwd , mostrado abaixo.

Comando para Remover Usuário userdel usuário

Parâmetros Usuais

-r remove todos os dados e diretório do usuário.

Caso o parâmetro ^ não seja especificado apenas as permissões de acesso são reti- radas do usuário, porém seus dados permanecem guardados.

Comando para Troca ou Definição de Senha passwd [usuário]

Caso esse comando seja executado pelo administrador, não é necessário informar a senha atual do usuário para que seja efetuada a mudança, porém é necessário informar o nome do usuário que se deseja fazer a mudança. Quando executado pelo próprio usuário, é necessário informar a senha atual para depois informar a nova.

Capítulo 6

Conceitos Avançados

Esta seção de Conceitos Avançados será limitada aos comandos mais simples e mais utilizados. Na sua maioria, esse comando são de uso do administrador do sistema e não são comumente usados pelos usuários comuns.

6.1 Gerenciamento de Pacotes

A função de gerenciamento de pacotes^1 é feita no Linux pelo comando rpm. Os arquivos RPM contém um conjunto de arquivos e instruções de onde e como devem ser instalado cada arquivo necessário ao pacote.

Comando para Gerenciamento de Pacotes rpm parâmetros pacote

Parâmetros Usuais

-i instala o programa contido em pacote ;

-e desinstala o programa especificado em pacote.

6.2 Gerenciamento de Dispositivos

A parte de gerenciamento de dispositivos refere-se principalmente a questão de montar e desmontar unidades de disco, ativar e desativar funções de comunicação e outros. Abaixo estão as funções mais usadas.

Comando para Montar Unidades de Disco mount dispositivo

(^1) O Linux trata como pacote, um conjunto de arquivos que compõe um determinado programa.

6.3. FUNÇÕES DE REDE 14

Unidades Padrão

/mnt/floppy monta unidade de disquete em /mnt/floppy ;

/mnt/cdrom monta unidade de cd-rom em /mnt/cdrom.

Comando para Desmontar Unidades de Disco umount dispositivo As unidades padrão são as mesma do comando mount

6.3 Funções de Rede

O Linux prove um conjunto de funções para tratar as interfaces de rede e comunicação. Essas funções dividem-se em dois tipos, as funções para configurar as interfaces e as para testar seu funcionamento. Entre as funções de configuração, normalmente executadas pelo administrador estão:

Comando para Ativar Interfaces ifup interface

Interfaces Padrão

eth0 interface de rede ethernet;

lo interface interna.

Comando para Desativar Interfaces ifdown interface As interfaces padrão são as mesma do comando ifup Para obter informações sobre qual o estado em que se encontra as interfaces usa-se o comando ifconfig. Algumas funções de redes são especialmente interessantes ao usuário comum, como por exemplo, testar a alcançabilidade de um ponto. As duas principais funções são as a seguir:

Comando para Testar Alcance ping endereço

Comando para Mostrar Conexões netstat Os dois comandos acima exibe informações de como se encontram as conexões de rede, por exemplo, tempo de transmição, pacotes perdidos e outros.

7.3. INICIALIZAÇÃO E CONFIGURAÇÕES ELEMENTARES 16

Tool na interface Gnome e System -> Desktop Switching Tool na interface KDE. Esse aplicativo exibe as opções de interfaces gráficas instaladas no sistema, é só selecionar a opção desejada e reinicializar a interface gráfica para que a mudança tenha efeito.

Capítulo 8

Principais Aplicativos Gráficos

Como já mencionado anteriormente, muitos aplicativos textuais já foram portados para o ambiente gráfico, e alguns funcionam exclusivamente em nesses ambientes. Os dois principais tipos de aplicativos para este ambiente são os navegadores de internet e as suites, muito comuns para edição de texto e cálculos. Logo a seguir é dada uma introdução ao uso desses dois aplicativos.

8.1 Navegadores

Os dois principais navegadores para Linux são Netscape e Mozilla. Os dois navegadores são quase iguais, diferindo um pouco em funções mais avançadas. No entanto neste documento trataremos apenas do Mozilla por ser um pouco mais avançado. As funções de um navegador no Linux são as mesma que de um navegador em Win- dows ou qualquer outro sistema operacional, é necessário digitar apenas o endereço o qual se deseja acessar. Para configurar o e-mail deve-se primeiramente abrir a função de e-mail em Tasks -> mail dentro do próprio navegador. Para cadastrar uma nova conta segue os passos:

Clicar em Edit

Clicar em Mail/News Account Settings

Clicar em New Account

Selecionar ISP or email provider e clicar em Next

Escreve o nome e endereço de e-mail nos respectivos campos e clicar novamente em Next Selecionar a opção POP e digitar o endereço do servidor de e-mail

Escreve o nome de usuário