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Apostila Linux, Notas de estudo de Engenharia Mecânica

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Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 07/11/2008

joao-paulo-de-paula-almeida-3
joao-paulo-de-paula-almeida-3 🇧🇷

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Sumário

História do Linux

Origem no UNIX que foi desenvolvido nos anos 70. O UNIX é muito utilizado hoje no ambiente corporativo, educacional e agora no ambiente desktop. Linux é uma cópia do Unix feito por Linus Torvalds, junto com um grupo de hackers pela Internet. Pretende-se que ele siga conforme com o padrão POSIX, padrão usado pelas estações UNIX. Linus Torvalds que na época era um estudante de ciência da computação na Finlândia criou um clone do sistema Minix (sistema operacional desenvolvido por Andrew Tannenbaun que era semelhante ao UNIX) que o chamou de Linux. Hoje ele ainda detém o controle do Kernel do sistema. Em março de 1992 surge a versão 1.0 do Linus. Estima-se que sua base de usuários se situe hoje em torno de 10 milhões. Ele ainda não se enquadra como sendo um sistema operacional UNIX. Ele inclui proteção entre processos (crash protection), carregamento por demanda, redes TCP/IP, além de nomes de arquivos com até 255 caracteres, multi-tarefa real, suporte a UNICODE, shared libraries, memória virtual, etc.

Processo - Resumidamente... um programa em execução. As informações sobre vários processos em execução ficam armazenadas na tabela de processos. O Sistema Operacional controla o tempo de execução de cada processo, e ele é responsável por iniciar, parar/suspender e terminar a execução de processos. Os usuários também pode interferir na administração de processos. Todo processo tem um processo “pai” que o chamou, portanto o processo tem nome, número de identificação, grupo ao qual pertence, etc. e está inserido na árvore hierárquica de processos. O processo pai é chamado de init.

1 - .1. Linux como sistema operacional

Linux se refere ao Kernel O conjunto de aplicativos que são executados no Kernel se chamam distribuição. A função do Kernel é ser a interface entre o Hardware e os sistemas de gerenciamento de tarefas e aplicativos. O Kernel do Linux é mais leve que o de outros sistemas operacionais para servidores. São 12 milhões de linhas de código, enquanto outras versões do Unix têm 30 milhões e o Windows NT, 50 milhões. ”Isso significa que o Linux é três vezes mais rápido que outros Unix e até cinco vezes mais rápido que o Windows NT”.

Conjunto de Aplicativos para Linux (Distribuição) Sistema de gerenciamento de tarefas e aplicativos Núcleo do sistema operacional (Kernel Linux) Hardware

1 - .2. Principais características comentadas no Linux

Multiusuário: Permite que vários usuários possam rodar o sistema operacional, e não possui restrições quanto à licença. Permite vários usuários simultâneos, utilizando integralmente os recursos de multitarefa. A vantagem disso é que o Linux pode ser distribuído

Para evitar que alguém obtivesse o programa com o seu código fonte, fizesse alterações e se declarasse como dono do produto, ele estabeleceu a forma sob a qual esses programas poderiam ser distribuídos. O documento especifica que o programa pode ser usado e modificado por quem quer que seja, desde que as modificações efetuadas sejam também disponibilizadas em código fonte. Esse documento chama-se GNU (General Public License). O Kernel do Linux também é distribuído sob a GNU (General Public License). O Kernel do Linux, associado a esses programas, tornou possível a milhões de pessoas o acesso a um excelente ambiente computacional de trabalho e que melhora a cada dia. O Linux, na pessoa de seu criador e coordenador, soube melhor aglutinar o imenso potencial de colaboradores da Internet em torno de seu projeto. Contribuições são aceitas, testadas e incorporadas ao sistema operacional e uma velocidade nunca vista.

1 - .4. Documentação de Pacotes

Muitos programas têm o arquivo README e outras documentações como parte integrante do pacote. O Conectiva Linux utiliza normalmente os subdiretórios sob /usr/doc como local padrão para o armazenamento, sem que seja necessário instalar todos os fontes para acessar a documentação; porém o nome do subdiretório depende do nome do pacote e da sua versão. Por exemplo, o pacote zip na sua versão 2.1, terá como caminho para

acesso à sua documentação o seguinte: /usr/doc/zip-2.1. Em sua maioria a documentação está em arquivos padrão ASCII, os quais podem ser visualizados com os comandos more^ arquivo ou^ less^ arquivo. Caso você esteja procurando pela documentação de um comando específico (ou arquivo) e não em qual pacote ele está contido, será possível descobrí-la de forma simples. Por exemplo, para conhecer onde está a documentação do arquivo /usr/bin/at utilize o comando: rpm -qdf /usr/bin/at Este comando retornará uma lista de toda a documentação (inclusive páginas de manual) do pacote que contenha o arquivos /usr/bin/at. O RPM é capaz ainda de uma série de outras funcionalidades. Para maiores informações sobre ele, veja o Guia do Usuário do Conectiva Linux.

Como Fazer e FAQs

Caso tenha sido selecionado durante a instalação, o conteúdo do Projeto de Documentação do Linux (LDP) estará disponível no diretório /usr/doc de seu sistema. O diretório /usr/doc/HOWTO^ contém versões em arquivos ASCII de todos os Como Fazer disponíveis na época de impressão do CD-ROM. Estes arquivos podem ser lidos através do comando less.

Ex.: less Tips-HOWTO

Você também pode encontrar arquivos com extensão .gz. Eles estão compactados com gzip^ para economia de espaço, sendo necessário então descompacta-los antes de sua utilização. Para utilizá-los pode-se executar o comando gunzip para descompactá-los ou então utilizar o comando zless que lista os arquivos sem criar uma versão descompactada em seu disco :

Ex.: zless HAM-HOWTO.gz

O comando zless^ usa as mesmas teclas de operação que o comando^ less, permitindo a navegação pelo documento. O diretório /usr/doc/HOWTO/mini contém versões ASCII de todos os mini-Como Fazer disponíveis. Não estão compactados e podem ser acessados normalmente com more^ ou less. /usr/doc/HTML contém versões HTML de todos os Como Fazer e dos guias Instalação

do Linux e Linux para Iniciantes. Para visualizá-los basta utilizar um browser WWW de sua preferêcia. Por exemplo: cd /usr/doc/HTML netscape index.html O diretório /usr/doc/FAQ^ contém uma versão ASCII (e algumas versões HTML) de FAQs mais utilizados, incluindo o faq do Conectiva Linux. O diretório /usr/doc/HOWTO/translations/pt_BR/ possui diversos documentos traduzidos para o português.

1 - .6. O Comando locate

Quando não se conhece o nome completo do comando ou arquivo que se busca, pode-se facilmente encontrá-lo através do comando locate. Este comando utiliza uma base de dados para localizar todos os arquivos no sistema. Normalmente esta base é construída automaticamente toda noite, desde que o Linux esteja ativo. Caso isso não ocorra é possível criá-la através do comando (executado como superusuário root):

locate bison

E a resposta será algo como:

/usr/bin/bison /usr/include/bison2cpp.h /usr/info/bison.info.gz /usr/lib/bison.hairy

A resposta é fornecida através do nome e rota completa do arquivo.

Info

Enquanto as páginas de manual utilizam técnicas simples de apresentação de documentos, as funções info são muito mais poderosas. Elas provêm funções de hipertexto,

tornando mais simples a leitura de grandes documentos, além de disponibilizarem diversas ferramentas para a criação de documentos. Há diversos documentos em formato info^ no Conectiva Linux (especialmente alguns do Projeto GNU). Para acessar a documentação, basta utilizar o programa info sem argumentos. Será apresentada uma lista dos documentos disponíveis. Caso nada seja encontrado é porque provavelmente não foram instalados os pacotes de documentação, o que pode ser feito a qualquer momento através do utilitário RPM. Caso se tenha conhecimento de emacs, pode-se acessar a documentação info diretamente dentro do emacs através da seqüência das teclas Ctrl-h i. Todo texto que esteja destacado de forma luminosa é uma ligação que leva a alguma informação adicional. Utilize Tab para mover o cursor para a ligação e pressione Enter para ativá-lo. Pressionando-se p retorna para a página anterior, n vai para a próxima página e u sobe um nível. Para sair basta pressionar Ctrl-x Ctrl-c (control-x seguido de control-c). A melhor maneira de aprender como utilizar a documentação do info é acessar o programa e verificar as informações disponíveis na primeira tela.

1 - .8. Listas de Discussão Linux

A Conectiva mantém listas para discussão sobre assuntos gerais do Linux: http://linux-br.conectiva.com.br http://listas.conectiva.com.br/listas

É mantida ainda a lista Conectiva-Anúncios (inscrições na primeira página da Conectiva) para recepção de novidades sobre os lançamentos e os trabalhos desenvolvidos pela Conectiva. Todas as listas são abertas ao público em geral.

O que é uma distribuição

Ao "kernel" é freqüentemente acrescentado uma série de aplicações, formando um sistema ou distribuição Linux. Distribuição nada mais é que um pacote do kernel do sistema operacional mais os programas que o acompanham. Este pacote, incluindo as ferramentas necessárias para sua instalação, é chamado de distribuição. Uma distribuição atende a uma determinada necessidade. As distribuições podem ser produzidas em diferentes versões do Kernel, podem incluir diferentes conjuntos de aplicativos, utilitários, ferramentas e módulos de driver , e podem oferecer diferentes programas de instalação e atualização para facilitar o gerenciamento do sistema.

2 - .1. O mesmo, porém diferente

Na maioria das distribuições existe um conjunto comum de programas básicos,

utilitários e bibliotecas, que os projetistas de aplicativos podem esperar encontrar em um sistema Linux. Padrão seguido pelas distribuições = Linux file system standart.

2 - .2. As principais distribuições

Red Hat – Famoso por suas ferramentas de instalação e atualização do sistema operacional e por seu sistema bem projetado de instalação, desinstalação e controle de pacotes de aplicativos de software. Slackware – Era a distribuição mais popular. Não vem com RPM. Ganha em performance, mas peca ma interatividade. Usado mais para servidores de rede. Caldera OpenLink – O OpenLink 1.3 inclui o “K” Desktop Environment, uma licença não-comercial do StarOffice for Linux, Suporte Netware, uma licença do DR-DOS para compatibilidade DOS. S.u.S.E Linux – É uma conhecida distribuição de Linux, disponível principalmente na Europa e oferecida nas versões em inglês e alemão. Debian / GNU – Não p o ssui uma organização comercial patrocinadora. É produzida por uma equipe de voluntários. Utiliza seu próprio sistema de gerenciamento de pacotes.

2 - .3. Red Hat Linux

O que popularizou o Red Hat foi seu sistema de gerenciamento de pacotes. Esse sistema permite que os aplicativos de software sejam testados, configurados e fornecidos em um estado pronto para funcionar no Red Hat Linux. Usando-se ferramentas de gerenciamento de pacotes simples, novos pacotes podem ser obtidos por download, instalados e executados sem a configuração tortuosa, às vezes exigida por outros pacotes. Outra vantagem do gerenciamento de pacotes é a capacidade de atualização: é impossível atualizar versões do Red Hat sem a necessidade de reinstalar o Linux desde o início. Você pode usar o Red Hat em PC Intel, Alpha digital e Sun SPARC.

2 - .4. O que há de novo no Red Hat 6.

O PC mínimo para Linux

Um 386 com 4MB, porém não pode executar X-Windows e o número de programas que ela pode executar simultaneamente é limitado pela quantidade de RAM física, seu desempenho será lento na maioria dos aplicativos de missão crítica (servidor de Web). Esse é portanto mais adequado como terminal de acesso a outro servidor Linux ou Unix; ou um servidor de baixo desempenho para serviços como DNS (converte nomes host em endereço IP reais) ou um servidor de autenticação para uma pequena empresa.

3 - .1. Acessórios ideais para um servidor em sua Intranet

Uma placa SCSI - Ideal para um sistema multiusuário (Ex.: Servidor de arquivos,

servidor Web ou servidor de aplicativos). Escolha uma placa com suporte a Ultra-DMA SCSI. O ideal é utilizar HD’s em separado para dividir o processamento de dados / sistema e

software.

3 - .2. Verificando a compatibilidade de seu hardware

O hardware precisa ser suportado por drivers incluídos na distribuição de Linux do usuário ou por software acessório que forneça drivers para o hardware em questão.

3 - .3. Registrando suas informações de hardware

Placa de vídeo - Fabricante e modelo; chipset de vídeo; quantidade de memória; tipo

de relógio na placa. Placa de som – Fabricante e modelo; IRQ da placa , endereço de I/O da placa e

endereço de DMA. Monitores – Fabricante e modelo; resolução mais alta de monitor; intervalo de

sincronismo horizontal e intervalo de sincronismo vertical. Mouse – Fabricante e modelo; número de botões; protocolo do mouse e porta serial. Unidades de disco rígido – Capacidade de armazenamento total do HD; número de cilindros, número de cabeças e número de setores por trilha. Modems - Fabricante e modelo; velocidade do modem e porta serial.

3 - .4. Escolhendo um método de instalação

“Bootando” pelo CD-ROM. Pelo disquete – Vá ao diretório d:\dosutils e execute “rawrite”; forneça d: \images\boot.img; entre com “a” e insira o disquete formatado

Pelo HD você precisa criar o disquete de inicialização do Linux.

3 - .5. Conceitos de particionamento

Para liberar uma partição que já está sendo utilizada primeiramente você deve rodar o desfragmentador para garantir que tenha uma área grande e contínua de espaço livre no final da partição. Depois é só reparticionar a unidade de disco a fim de tornar o espaço disponível para a instalação do Linux. Para reparticionar você pode usar uma ferramenta chamada “fips.exe” que está no diretório \dosutils\fips20. Você precisa estar em modo MS-DOS. Ao entrar no programa será apresentado a tabela de partição. Escolha a partição que deseja dividir. Supondo que haja

espaço livre no final da partição escolhida, será perguntado qual cilindro de disco você vai

usar como linha onde a partição é cortada e dividida. Você pode usar as teclas de seta para esquerda e para a direita a fim de mudar o cilindro selecionado. Ao fazer isso, o tamanho das partições (em megabytes) será mostrado para que você possa se certificar de que a nova partição seja suficientemente grande. O programa “fips.exe” garante que você não possa escolher um cilindro para dividir que deixe algum dos dados correntes na nova partição.

  • Actual – Indica o espaço real alocado para uma partição.
  • (^) Type – Esse campo indica o tipo de partição. Os valores possíveis incluem Linux native , Linux swap e DOS 16-bit.

3. Incluindo novas partições

Uma partição de swap - O Linux precisa de uma partição separada para usar para swap. Isso é necessário quando você utiliza toda a sua RAM física e o sistema operacional precisa criar memória virtual para continuar funcionando. O ideal é criar uma partição de swap igual até o dobro de sua RAM física. Nenhum ponto de montagem deve ser indicado e a caixa de Growable não deve ser selecionada. O Linux limita o tamanho dessa partição em 128 MB.

4. Editando uma partição

Você pode tornar uma partição DOS disponível especificando um ponto de montagem para elas. Para fazer isso, selecione a partição que você deseja tornar acessível no Linux, pressione o botão Edit e depois preencha um ponto de montagem para a partição. Se você possui uma única partição DOS, pode montá-la como /dos, por exemplo.

5. Preparando seu espaço de swap

Você deve indicar que as partições devem ser identificadas quanto a blocos defeituosos, enquanto são formatadas para uso como espaço de swap. Os blocos defeituosos em sua partição de swap podem fazer seu sistema Linux falhar. Você poderia perder seu trabalho quando isso acontecesse e é possível até que os dados salvos em sua partição-raiz sejam danificados, caso haja blocos defeituosos em sua partição de swap.

6. Formatando suas partições Linux

O próximo passo é formatar suas partições Linux na preparação para a instalação do sistema operacional.

7. Selecionando pacotes

Cada componente é um conjunto de pacotes relacionados para tarefas específicas,

como conexões dial-up, navegação na Web e outros. A opção select individual packages, que aparece abaixo do campo de lista, indica se você quer selecionar pacotes específicos dentro

de cada componente. Deixando essa opção desativada significa que cada componente será instalado em sua totalidade.

8. Configurando seu mouse

Primeiro o software de instalação tenta detectar o seu mouse. Se não consegue, você

verá uma lista de tipos possíveis de mouses na qual você pode selecionar. Se o seu mouse tem dois botões, certifique-se de selecionar a caixa de emulação de

mouse de três botões. O Linux espera um mouse de três botões, assim como todos os sistemas operacionais Unix. Essa emulação permite que você dê um clique com os botões esquerdo e direito do mouse juntos, para simular um clique com o botão central.

9. Definindo uma senha do Root

O usuário Root é o administrador. Ele pode ver os arquivos de todos os usuários, realizar tarefas de administração de sistema e, se quiser, excluir todos os arquivos de seu sistema. Após definir a senha do Root, o sistema pede as seleções de configuração de autenticação. Há três opções nessa tela e cada uma pode ser selecionada individualmente. Elas não são mutualmente exclusivas. As opções são:

  • Enable NIS : Esse é um tipo de autenticação de rede comum em muitas redes Unix, especialmente aquelas baseadas em servidores SUN/Solaris.
  • Use Shadow Password : O uso de shadow passwords é uma técnica criada para tornar mais difícil a um intruso ou um usuário regular de sistema roubar o banco de dados do usuário e depois tentar violar a password da administração do sistema.
  • Enable MD% Passwords : Esta opção faz o Linux usar um esquema de encriptação mais rigoroso para armazenar as passwords dos usuários.

10. Configurando o LILO

O LILO é o carregador de inicialização do Linux. O LILO também fornece os recursos

de inicialização dual que pode permitir que você escolha o sistema operacional a ser ativado no momento da inicialização.

Você pode fazer isso no Master Boot Record ou no primeiro setor de sua partição-raiz. Se você está estiver executando um sistema operacional, como o OS/2 ou Windows NT, que possui seu próprio carregador de inicialização, talvez queira escolher a última opção, A próxima tela solicitará que você forneça as opções padrão para serem fornecidas ao Linux no momento da inicialização. Selecione a opção Use Linear Mode se o HD é endereçado em modo LBA.

11. Colocando o Swap em um disco separado

Caso você tenha instalado o Linux e sua área de swap no mesmo disco você terá compartilhar o tempo de processador para carregar um aplicativo e para fazer swap no HD. Isso provocará gargalo no sistema. Por isso, o ideal é você criar a área de swap em outro HD.

12. Colocando o Linux entre várias partições

Os benefícios que se pode obter dividindo o armazenamento do sistema operacional

entre as partições de maneira lógica são:

  • Aumentar o espaço em disco disco disponível nas árvores de diretório Linux importantes, como a árvore de diretório /home.
  • Melhorar o desempenho por meio da divisão dos acessos a disco entre vários discos rígidos, se as partições disponíveis estiverem em mais de um disco.

13. Usando Fdisk, em vez do Disk Druid

Quando você seleciona o fdisk, durante o processo de instalação, aparece primeiro uma tela perguntando com qual disco vai trabalhar. Ao contrário do Disk Druid, o fdisk trabalha apenas com um disco físico por vez. Para apresentar a tabela de partições corrente do disco ativo com que está trabalhando digite p.

Dicas sobre instalação

1 - .9. Roteiro Completo para a Instalação do Linux e Windows no Mesmo

HD

OBS: Siga esse roteiro caso disponha de um HD limpo, sem algum sistema

operacional instalado, ou caso reinstalar o windows não lhe seja um problema. Primeiro com o fdisk do DOS, crie 1 partição DOS com metade do tamanho total de

seu HD para instalar o windows; Instale o windows; Coloque o disco de inicialização do Linux no drive e proceda com a instalação. No Disk Druid, crie 3 partições Linux. uma de tipo Linux Native'' de 5Mb com ponto de montagem /boot, outraLinux Swap'' de 64Mb e outra de tipo Linux native'' com o restante do disco para ser o diretório raiz do sistema (ponto de montagem=/). Selecione os pacotes a serem instalados; Instale o LILO no MBR; Pronto. Na inicialização, no promptLILO boot:'' se digitar dos'', entra no windows; se digitarlinux'', entra no Linux; (sem as aspas)

1 - .10. Por que Preciso ter uma Partição para o /boot?

O diretório /boot é onde estão os arquivos de inicialização, como a imagem do kernel

e informações de mapeamento e módulos. Criar-se uma partição especial para o /boot é necessário porque o sistema não dará

carga se o arquivo com a imagem do kernel estiver acima do cilindro 1024 do disco rígido. Por isso, cria-se o /boot como a PRIMEIRA partição linux, antes da de troca (swap) e da raiz (/), para garantir que seu posicionamento estará abaixo do cilindro 1024. E é por esta razão que o programa Disk Druid não cria partição raiz acima de 1Gb, caso não se tenha um /boot já definido, pois neste caso o /boot estará na própria partição raiz.

1 - .11. Quantas e Quais Devem ser Minhas Partições?

Depende da aplicação futura da máquina. Diretórios que geralmente são montados em partições exclusivas são:

  • swap memória virtual
  • / raiz do sistema
  • /boot arquivos de inicialização
  • /home área dos usuários
  • /usr binários dos programas
  • /var arquivos de registro (log) e caixas postais

Sendo /home, /usr e /var em partições separadas úteis mais para servidores de grande porte, e não para máquinas caseiras.

Com relação ao tamanho dessas partições:

  • swap geralmente tem o dobro de tamanho da RAM
  • / é o resto do sistema que não está em outras partições
  • /boot os arquivos aqui são poucos e pequenos, 5Mb bastam
  • (^) /home depende da quantidade de usuários da máquina
  • /usr depende da quantidade de pacotes a serem instalados
  • /var depende dos serviços que rodarão na máquina

14. Gerando discos sobre o Linux

Para gerar os discos sob o Conectiva Linux , é necessário que se tenha permissão de gravação no arquivo /dev/fd0 (a unidade de disco flexível). Inicialmente etiquete um disco formatado com o nome de disco de inicialização ou algo similar e insira na unidade de disco flexível (mas não monte a unidade). Monte o CD do Conectiva Linux , vá para o diretório / imagens e execute o seguinte comando:

dd if=boot.img of=/dev/fd0 bs=1440k

Para gerar o disco de suporte a PCMCIA, etiquete um segundo disco com a inscrição disco suplementar, insira na unidade de disco flexível e execute o seguinte comando:

dd if=pcmcia.img of=/dev/fd0 bs=1440k

15. Gerar discos sobre o MS-DOS

Para gerar os discos sob o MS-DOS, pode-se executar o utilitário rawrite incluído no CD 1 do Conectiva Linux , no diretório dosutils. Inicialmente etiquete um disco formatado de 3 ½ polegadas com o nome de disco de inicialização local ou algo similar e insira na unidade de disco flexível. Após, execute os seguintes comandos (presumindo que o seu CD seja o drive d:):

C:> d: D:> cd \images D:\images> \dosutils\rawrite Enter disk image source file name: boot.img Enter target diskette drive: a: Please insert a formatted diskette into drive A: And press --ENTER-- : [Enter] D:\images>

O utilitário inicialmente solicitará o nome do arquivo do disco imagem,( informar por exemplo boot.img). Após solicitará o dispositivo de gravação, onde deverá ser informado a:. Para gerar um disco adicional, etiquete um segundo disco e execute o rawrite novamente, informando o nome do arquivo imagem desejado. Os arquivos de imagens têm a seguinte denominação: Disco de inicialização local: boot.img - Disco de inicialização via rede: bootnet.img - Disco de suporte a PCMCIA: pcmcia.img

16. Nota Sobre Consoles Virtuais

O sistema de instalação do Conectiva Linux contém mais que caixas de diálogo para guiar o processo.

o fdisk e poderá particionar o disco selecionado. Repita este processo para cada disco que

quiser particionar. Quando estiver pronto, selecione Pronto.

18.1.. Uma Visão Geral do fdisk O utilitário fdisk inclui auxílio online simples, mas de extrema utilidade. Seguem algumas indicações: O comando de ajuda é: m. Para listar a tabela de partições corrente: p. Para adicionar novas partições: n. fdisk cria partições nativas do Linux por padrão. Ao criar-se uma partição de troca, é necessário alterar o tipo da partição, usando o comando t , cujo tipo é igual a 82. Use o

comando l para uma lista dos tipos de partições e seus valores. O Linux permite até quatro partições em um disco. Caso se deseje mais partições, uma daquelas pode ser alterada para uma partição de modo estendido, a qual pode conter uma ou mais partições lógicas. Uma vez que uma partição estendida contém internamente as partições lógicas, evidentemente que a soma das áreas das partições lógicas criadas não pode ser superior à área da partição estendida. É aconselhável anotar as partições (p.ex: /dev/hda2) e os seus respectivos sistemas de arquivos (p.ex: /usr), assim que forem criadas.

Nota: observe que nenhuma das mudanças realizadas terá efeito até que sejam salvas e o usuário finalize o utilitário fdisk utilizando o comando w. Pode-se sair do fdisk sem salvar as opções utilizando-se o comando q.

19. Recuperação do Lilo

19.1.. Procedimento A O que você precisa fazer para recuperar o seu liloboot? Basta que você execute o / sbin/lilo. Fácil, não? Não! Não é tão simples assim. Se você não consegue entrar no seu sistema, como fará para executar um comando ou programa? Isso que está aqui abaixo, foi feito utilizando-se o Red Hat. Faca o seguinte:

1- Inicie o seu sistema como se você fosse instalar o seu Linux novamente. Coloque o disco de boot e inicie o seu sistema. Escolha a opção RESCUE.

2- Irá aparecer todas as opções que você deve configurar, tipo teclado, idioma, etc.

3- Faca:

mknod /dev/hda b 3 0

(isso irá criar o device hda, se o seu HD for SCSI, você deve usar, ao invés de hda, sda)

4- Agora, o que você precisa é da particão /. Faca:

mknod /dev/hdax b 3 x

(onde x é o ponto de montagem da sua particão /. Se você não souber qual é a sua particão /, faca fdisk -l.)

5- Agora é criar um ponto de montagem para você montar a sua particão / (raiz) Faça:

mkdir /teste

6- Monte, agora, a sua partição / em /teste

mount /dev/hdax /teste

7- Agora é só rodar o lilo com a opção -r para especificar a raiz.

/teste/sbin/lilo -r /teste

Deve aparecer:

Added linux* Added win <-- opcional :P

Agora, retire o disquete do drive e dê um reset na sua máquina. O seu sistema irá começar normalmente.

19.2.. Procedimento B Proceda como se fosse fazer a instalação do Linux: coloque o disquete de inicialização do Conectiva Linux no drive e reinicialize a máquina. Proceda normalmente respondendo às perguntas que aparecerão (tipo de teclado, idioma, etc) e quando aparecer a tela para se escolher entre Instalação ou Atualização, escolha Atualização. Não selecione os pacotes individualmente, assim nenhum pacote será instalado e a atualização irá direto a parte do LILO. Selecione instalá-lo no MBR e continue com a atualização. Depois de aparecer "instalando o carregador de inicialização LILO..." pode-se retirar o disco de inicialização do drive, apertar Ctrl+Alt+Del e tudo voltará ao normal.

20. Como instalar o LILO num disquete?

Durante a instalação: Logo após a instalação do LILO no MBR ou na partição raiz ser

concluída, aperte Alt+F2 para acessar o console do Linux, e digite: bash# lilo -b /dev/fd Com o Linux já instalado: [root@localhost]# /sbin/lilo -b /dev/fd Nos dois casos acima, não se esqueça de colocar um disquete limpo no floppy para o

LILO ser instalado.

21. Usando o LILO para gerenciar partições

O LILO (Linux Loader) é um utilitário do linux que gerencia as partições. Ele é usado pela maioria como um "boot manager" que divide cada boot para cada tipo de sistema. Nos computadores caseiros, geralmente se encontra outros sistemas, e por isso eles utilizam o LILO para que escolham o sistema que queira usar neste momento.

O LILO tem seu arquivo de configuração em /etc/lilo.conf Lá ele armazena as informações necessárias para que ele faça a "divisão" de partições.