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Apostila Marcinha 2012, Notas de estudo de Química Industrial

Apostila de Orgexp I

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 31/03/2012

luana-da-guia-fernandes-9
luana-da-guia-fernandes-9 🇧🇷

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REGRAS PARA O BOM APROVEITAMENTO E SEGURANÇA NO

LABORATÓRIO DE ORGÂNICA

  • Não é permitida a entrada do aluno 20 minutos após o horário de início da aula.
  • Não é permitido comer, beber e mascar chicletes.
  • É obrigatório o uso de guarda-pó, óculos, calça comprida, sapato fechado e cabelos

compridos presos.

  • Não é permitido o uso de brincos grandes, fones de ouvido, boné e óculos escuros.
  • É obrigatório informar ao professor a saída e o retorno ao laboratório durante a prática.

As aulas se passam no Lab. e não nos corredores.

  • É obrigatório informar ao professor qualquer ocorrência não rotineira.
  • É obrigatório manter a bancada organizada durante a prática.
  • É obrigatório lavar toda a vidraria e arrumar todo o material usado após a prática, guardando-as no armário

correspondente.

  • É obrigatória a entrega do relatório da prática no final da aula.
  • A reposição de uma aula prática poderá ser feita em outra turma mediante a permissão do professor

responsável por ela. O aluno devera entregar um comunicado escrito e assinado pelo professor da turma na qual

foi feita a reposição (ORGEXP).

  • Os testes são realizados no início de cada aula, com duração máxima de 5 min. O aluno que chegar após o

início do teste não poderá realizá-lo (ORGEXP).

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r é um tipo de recipiente utilizado nos laboratórios de química. Há dois tipos de

Becker, o Copo de Griffin ou Becker Forma Baixa e Copo de Berzelius ou Becker Forma Alta.

De modo muito grosseiro efetua-se medidas com o copo de Becker, pois a sua medida é muito imprecisa

(normalmente com precisão variante em 5% do marcado). Os béckers são frascos T.C. (to contain) como o tubo

de ensaio ou os erlenmeyers. Suas principais diferenças são: 1. apresentar uma escala para medição

aproximada; 2. possuir base plana para uso autônomo; 3. conter bico para transferência; 4. ser provido de boca

larga.

Seu uso é recomendado para experimentos em que esteja presente pelo menos um sólido. Feito de vidro

pyrex refratário ou de polímeros como o polietileno ou o polipropileno, o bécker pode ser utilizado em uma

ampla faixa de temperatura. Suas capacidades volumétricas mais comuns são 80, 125, 250 e 400 mL, mas indo

até 4 L ou mais entre os feitos de vidro e 20 L entre os de polímeros.

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Um ddeesssseeccaaddoorr é um recipiente fechado que contém um agente de secagem chamado dessecante. A

tampa é engraxada (com graxa de silicone) para que feche de forma hermética. É utilizado para guardar

substancias em ambientes com baixo teor de umidade.

O agente dessecante mais utilizado é a sílica, que deve estar na coloração azul (seca). Quando a sílica

fica na coloração avermelhada, significa que já está saturada de água, impossibilitando que a mesma absorva a

água do interior do dessecador. Como auxílio ao processo de secagem de substâncias, é comum o acoplamento

de uma bomba de vácuo para reduzir a pressão no interior do dessecador, quando o mesmo apresenta uma

válcula para esta finalidade na tampa. Após o vácuo desejado, a válvula é fechada e a bomba de vácuo

desacoplada.

Seu uso mais comum se dá nas etapas de padronização de soluções, onde um sal de uma determinada

substância é aquecido em estufa e posteriormente, posto para esfriar sob pressão reduzida no interior do

dessecador. O resfriamento a pressão reduzida e no interior do dessecador impede a absorção de água pelo sal a

substância enquanto sua temperatura se iguala à ambiente, para que seja posteriormente pesado.

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o ou mais simplesmente Kitassato ou Kitasato é um tipo de vidraria de

laboratório. É normalmente usado junto com o funil de Büchner em filtrações (sob sucção) a vácuo. É

constituído de um vidro espesso e um orifício lateral. Uma das utilizações do kitasato seria para verificar a

presença de umidade em gases.

P Piippeettaa

v voolluummééttrriiccaa ggrraadduuaaddaa MMiiccrrooppiippeettaa

Uma p

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a é um instrumento de medição e transferência rigorosa de volumes líquidos.

Há dois tipos clássicos de pipetas:

  • ppiippeettaass ggrraadduuaaddaass:: possuem uma escala para medir volumes variáveis;

  • ppiippeettaass vvoolluummééttrriiccaass:: possuem apenas um traço final, para indicar o volume fixo e final indicado por

ela, sendo estas mais rigorosas que as graduadas.

Um outro tipo de pipetas, usado especialmente em laboratórios de análises clínicas que engloba

laboratórios de biologia, bioquímica ou quando há a necessidade de se transferir volumes muito reduzidos, é a

m miiccrrooppiippeettaa (imagem à direita). Esta permite medir pequenos volumes, da ordem de microlitros, porém, com

precisão e exactidão geralmente inferiores às obtidas pelas pipetas graduadas e volumétricas de maior volume.

Este tipo de pipeta utiliza pontas (no Brasil são chamadas ponteiras) descartáveis, feitas de polipropileno. O

líquido aspirado por elas não entra ou não deve entrar no corpo principal da micropipeta, sob risco de adulterá-

la e descalibrá-la.

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r é um tipo de vidraria de laboratório, consistindo num funil feito de porcelana e

com vários orifícios, como uma peneira. É usado junto com o Kitassato em filtrações a vácuo.

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A ppiissttoollaa ddee AAbbddeerrhhaallddeenn é usada para secar amostras. Funciona à vácuo e o aquecimento é realizado

por vapor de solvente de baixo p.e, tal como etanol.

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o é uma peça de vidraria de laboratório usada para separar líquidos imiscíveis de

densidades diferentes. Geralmente, um dos líquidos será a água e o outro, um solvente orgânico como o éter ou

o clorofórmio. O funil, que possui uma forma de cone sobreposto por um semi-esfera, tem um registro na parte

de baixo e um bocal na parte de cima.Para usá-lo, os dois líquidos em uma mistura são vertidos dentro do funil

através do bocal, com o registro fechado. O funil é então tampado, agitado, invertido e o registro é aberto

cuidadosamente, para liberar a pressão em excesso, e deixado em descanso. Depois, o registro é aberto de

forma a deixar que o líquido mais denso escoe para um outro recipiente. O usuário deve ser cuidadoso de forma

a fechar o registro exatamente quando todo o líquido mais denso tenha sido evacuado do funil. Isto exige uma

certa habilidade. O líquido remanescente pode assim ser transferido a um outro recipiente ou a qualquer lugar

onde seja necessário.

B Baallããoo ddee ddeessttiillaaççããoo oouu ddee ffuunnddoo rreeddoonnddoo

BBaallããoo ddee ffuunnddoo cchhaattoo

OO bbaallããoo ddee ddeessttiillaaççããoo ou de ffuunnddoo rreeddoonnddoo é um instrumento utilizado principalmente para destilação.

Conecta-se a um condensador e geralmente é fabricado por vidro de borosilicato (vendido comercialmente com

o nome de pirex). Tambem é utilizado em reações que passam por aquecimento.

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o tem a vantagem de não requerer uso de suporte para serem mantidos em

posição vertical.

BBaallããoo ddee ffuunnddoo rreeddoonnddoo ccoomm ssaaííddaa llaatteerraall

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é usado em reações que passam sob pressão reduzida.

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usada para segurar tubos de ensaio durante aquecimentos diretos no bico de

Bunsen.

As eessppááttuullaass são empregadas para retirar drogas sólidas de frascos, material sólido de papéis de filtro

etc. Espátulas metálicas são muito usadas, mas as de porcelana apresentam a vantagem de maior resistência ao

ataque químico.

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o é empregado na agitação de líquidos, em operações como: homogeneização,

dissolução, etc., auxílio na transferência de líquidos de um recipiente para outro (faz-se o líquido escorrer pelo

bastão de vidro ao invés de vertê-lo diretamente ao outro frasco).

O tteerrmmôômmeettrroo usado para medidas de temperaturas.

TTuubboo ccoonneeccttaannttee oouu ccaabbeeççaa ddee

ddeessttiillaaccããoo

TTuubboo ccoonneeccttaannttee oouu ccaabbeeççaa ddee

ddeessttiillaaccããoo

UUnnhhaa ddee ddeessttiillaaççããoo oouu aaddaappaattaaddoo

TTuubboo ccoonneeccttaannttee ou ccaabbeeççaa ddee ddeessttiillaaccããoo: de três vias, com juntas cônicas esmerilhadas

intercambiáveis e tomada para termômetro, com junta esmerilhada

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o, tipo CLAISEN, com quatro juntas cônicas esmerilhadas

intercambiáveis.

Tubo conectante, ângulos 105.º, com juntas cônicas esmerilhadas intercambiáveis

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A eessttuuffaa é usada para secagem de materiais; atinge, temperaturas de até 2000 C.

C Coolluunnaass ddee ffrraacciioonnaammeennttoo

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o usadas para o processo de destilação fracionada

F Fiillttrraaççããoo aa vvááccuuoo

TTrroommppaa dd''áágguuaa

AA ttrroommppaa dd''áágguua:a serve para provocar a sucção do ar e produzir vácuo, durante o processo de filtração.

PRINCÍPIOS DA DESTILAÇÃO

Introdução:

As moléculas de um líquido tendem a escapar da superfície, tornando-se gasosas, mesmo a temperaturas

inferiores ao ponto de ebulição. Quando o líquido é colocado em um recipiente fechado, a pressão exercida

pelas moléculas na fase gasosa sobe até atingir o equilíbrio, a uma determinada temperatura. Esta pressão de

equilíbrio é conhecida como pressão de vapor e é uma constante característica do material para uma dada

temperatura. Usualmente a pressão de vapor é expressa em termos da altura de uma coluna de mercúrio que

produz uma pressão equivalente.

Quando um líquido é aquecido, sua pressão de vapor aumenta até atingir o ponto onde se iguala à

pressão externa. Quando atinge este ponto de equilíbrio o líquido entra em ebulição. Este fenômeno é

importante como método de caracterizar uma amostra líquida (ponto de ebulição) e/ou como técnica de

purificação de misturas (destilação).

Figura 1. Diagrama de pressão de vapor-temperatura mostrando a ebulição à pressão atmosférica.

Chama-se ponto de ebulição a temperatura na qual a pressão do vapor se iguala à pressão atmosférica. O

ponto de ebulição é uma das propriedades físicas dos líquidos e como visto na Tabela 2 é extremamente

variável com a pressão atmosférica. Se a pressão aplicada abaixar, a pressão de vapor também abaixará e o

líquido irá entrar em ebulição a uma temperatura mais baixa. A relação entre a pressão aplicada e a temperatura

de ebulição de um líquido é determinada pelo comportamento da sua pressão de vapor e temperatura. O ponto

de ebulição normal é a temperatura na qual um líquido entra em ebulição à pressão de 760 mmHg (1 atm).

A destilação é o método mais usado para purificar líquidos, sendo muito utilizada para separar líquidos

com temperaturas de ebulição diferentes. O processo de destilação envolve a evaporação de um líquido e a sua

subseqüente condensação. A evaporação é conseguida por aquecimento da mistura, durante a separação o vapor

é rico no componente de menor ponto de ebulição. A temperatura se mantém constante durante a destilação do

componente mais volátil. O mesmo comportamento é observado com misturas contendo um líquido e uma

impureza não volátil, uma vez que o material condensado não está contaminado pela impureza. Numa mistura,

a separação é tanto mais fácil quanto maiores forem as diferenças entre os pontos de ebulição dos diferentes

componentes que a constituem.

No caso de misturas líquidas homogêneas (soluções ideais), a pressão total do vapor, a uma determinada

temperatura, é igual à soma das pressões parciais de todos os componentes. A pressão de cada componente é

dada pela Lei de Raoult, onde P

o

A

é a pressão do componente A puro e X

A

é a fração molar de A na mistura.

Lei de Raoult

A composição de vapor da mistura em relação a cada componente depende também das pressões

parciais, segundo a Lei de Dalton, onde X’ A

é a fração molar do componente A na fase vapor.

Lei de Dalton

X’

A

= P

A

/(P

A

  • P

B

)

P

A

= P

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A

X

A

A composição das leis de Dalton e Raoult revela que, para uma mistura ideal, o componente mais volátil

tem maior fração molar na fase vapor do que na fase líquida em qualquer temperatura.

Se uma mistura de dois líquidos miscíveis com diferentes pontos de ebulição for aquecida até a

ebulição, a temperatura não permanecerá constante, mas aumentará durante a destilação. Isto porque o vapor

não terá a mesma composição do líquido; ele será mais rico no componente mais volátil. Considere a Figura 2,

que descreve o comportamento de uma mistura de dois líquidos voláteis e miscíveis A e B, com pontos de

ebulição TA e TB, respectivamente.

Figura 2. Diagrama de composição líquido-vapor.

A curva contínua inferior representa os pontos de ebulição da mistura de A e B. A curva superior

representa a composição do vapor que está em equilíbrio com o líquido em seu ponto de ebulição. As curvas

encontram-se em 100% A ou em 100% B, porque quando A puro está em ebulição (em TA) somente pode

haver o vapor puro de A no equilíbrio com ele; o mesmo aplica-se a B puro (em TB).

Se uma mistura de A e B com composição C1 for aquecida, entrará em ebulição em TC1. Lendo-se

horizontalmente no gráfico, vê se que o vapor em TC1 terá a composição dada por C2. Isto significa que se a

mistura C1 for colocada em um conjunto de destilação e aquecida até seu ponto de ebulição, o vapor (e

conseqüentemente a primeira gota do líquido a ser condensado) teria a composição C2; portanto, seria muito

mais rico em A, o mais volátil dos dois componentes, do que era a mistura líquida original.

À medida que se prosseguisse com a destilação, A seria removido seletivamente do líquido. A

composição do líquido mudaria gradualmente de C1 para 100% B. O ponto de ebulição do líquido subiria

gradualmente de TC1 para TB; ao mesmo tempo, a composição do destilado mudaria gradualmente de C2 (rico

em A) a 100% B. Assim, em uma destilação simples de uma mistura, o primeiro material a destilar (chamado às

vezes de “cabeça”) será rico nos componentes mais voláteis (de ponto de ebulição mais baixo) e o material

restante será rico nos componentes menos voláteis (de ponto de ebulição mais alto).

Este comportamento é verdadeiro para "líquidos ideais" sem interações intermoleculares e é aproximado

para muitas misturas orgânicas.

OBS:

Toda mistura com uma composição exatamente igual àquela de CMIN ou CMAX destilará em uma

única temperatura constante, exatamente como se fosse um líquido puro. O etanol e a água formam uma

mistura de ponto de ebulição constante (95,6 % etanol, 4,4 % água) com um ponto de ebulição mínimo de 78,

ºC (mais baixo do que o do etanol puro, 78,3 ºC, ou da água pura, 100 ºC). O ácido fórmico e a água também

formam uma mistura de ponto de ebulição constante (22,5 % ácido fórmico, 77,5 % de água) com um ponto de

ebulição máximo de 107,1 o C (mais alto do que o ácido fórmico, 100,8 ºC ou o da água).

Tais misturas são chamadas de azeótropos (do grego: ebulir sem alterar).

As misturas com uma composição à esquerda de CMIN ou CMAX, na Figura 2, podem ser separadas

em A puro e na mistura de ponto de ebulição constante, mas B puro não pode ser obtido de tal mistura por

destilação. Inversamente, as misturas com uma composição à direita de CMIN ou CMAX, na Figura 2, podem

ser separadas em B puro e na mistura de ponto de ebulição constante, mas jamais podem fornecer A puro por

destilação.

Destilação Fracionada : numa destilação fracionada ocorrem sucessivamente várias destilações simples,

embora não sejam independentes umas das outras. Para realizar a destilação fracionada, recorre-se às chamadas

colunas de fracionamento que se colocam entre o balão de destilação e o condensador, estas colunas diferem

em tamanho, tipo de material e preenchimento. As colunas de fracionamento mais comuns são as do tipo

Vigreux e Hempel. A primeira é um tubo de vidro com várias reentrâncias em forma de dentes, distribuídas de

modo que as pontas de um par de dentes quase se toquem. A coluna do tipo Hempel é formada por um tubo de

vidro empacotado com pequenas bolas ou anéis de vidro, entre outros.

A coluna de fracionamento é um dispositivo utilizado para aumentar a eficiência deste processo de

redestilação. Consiste em uma coluna vertical empacotada com algum material inerte, tal como grânulos de

vidro ou fornecida com algum outro dispositivo (dentes internos) aumentando a superfície onde o vapor pode se

condensar. Como os vapores quentes sobem através da coluna, eles condensam e fluem de volta para baixo da

coluna. O condensado, ao bater nas partes mais baixas, mais quentes da coluna, é revaporizado e os

componentes mais voláteis prosseguem coluna acima uma vez mais. Se a coluna for eficiente, este processo

será repetido muitas vezes e o destilado consistirá nos componentes com pontos de ebulição mais baixos da

mistura na forma quase pura, logo o objetivo desta coluna é proporcionar em uma única destilação, uma série

de microdestilações simples sucessivas. A eficiência de uma coluna de fracionamento é medida pelo número de

vezes que uma solução é vaporizada e recondensada durante a destilação, e é expressa por pratos teóricos.

Quanto menor for a altura equivalente a um prato teórico (AEPT), tanto maior será o número de pratos teóricos,

ou seja, mais eficiente é a coluna.

Ao aquecer a mistura, o vapor que ascende ao longo da coluna de fracionamento condensa parcialmente.

Enquanto que uma parte do condensado forma uma corrente de líquido descendente, a outra parte sofre

evaporação por absorção de calor do vapor ascendente. Este ciclo repete-se ao longo de toda a coluna, de modo

que a ascensão do vapor é acompanhada por uma sucessão de condensações que lhe vão retirando o

componente menos volátil. Como conseqüência, quando o vapor atinge o topo da coluna encontra-se bastante

enriquecido no componente mais volátil. Pode dizer-se que foi estabelecido um contato líquido-vapor em

contracorrente (líquido descendente e vapor ascendente) acompanhado de transferência de massa e de calor.

A figura 4 representa um diagrama de fase para uma mistura entre o líquido b (p.e.=92,

o

C) e líquido a

(p.e.=

o

C). Segundo o diagrama, uma solução cuja composição é de X a

= X

b

= 0,5 entra em ebulição a 72,

o

C

(ponto c). Pela figura, vemos que o ponto em equilíbrio líquido-vapor (ponto d) reflete uma composição de

X

a

=0,8, ou seja, o vapor apresenta uma fração de a maior do que no líquido. Este é o princípio da destilação

fracionada: diversas "destilações" são conduzidas na coluna de fracionamento, e o vapor vai se enriquecendo

com o componente mais volátil.

Figura 4. Diagrama de fase para uma mistura entre o líquido A e B.

A destilação fracionada é aplicada na separação de componentes de misturas cujos pontos de ebulições

difiram de menos de 80 ºC.

Na Figura 5 mostra uma montagem típica de destilação fracionada com toda a aparelhagem utilizada.

Figura 5. Aparelhagem para destilação fracionada.

À pressão reduzida : muitas substâncias orgânicas não podem ser destiladas satisfatoriamente sob

pressão ambiente porque tem ponto de ebulição muito alto (l40-

o

C) ou porque sofrem alteração

(decomposição, oxidação, etc.) antes que seu ponto de ebulição seja atingido. Reduzindo-se a pressão externa,

sobre o líquido, para l-30 mmHg, o ponto de ebulição é reduzido consideravelmente de modo que, a destilação

pode ser feita sem perigo de decomposição. Além disso, substâncias de alto ponto de ebulição podem ser mais

facilmente destiladas desta maneira.

Exemplo: O acetoacetato de etila entra em ebulição com decomposição à l

o

C sob pressão de 760

mmHg, e entra em ebulição sem decompor a 78

o

C sob pressão de l8 mmHg (estas condições são indicadas

usualmente da seguinte maneira: 78

o

/l8mm). A redução da pressão externa sobre o líquido é conseguida

adaptando-se ao sistema de destilação uma bomba de vácuo ou trompa de água.

Para efetuar uma destilação à pressão reduzida, devem-se considerar alguns aspectos: a pressão

necessária para atingir o ponto de ebulição desejado; o tipo de bomba de vácuo empregado e a aparelhagem

apropriada.

Ao realizar a operação de destilação à pressão reduzida, lembre-se de: usar óculos de proteção;

certificar-se de que a aparelhagem não esteja trincada; usar vidraria com juntas; ligar a bomba sempre com a

entrada de ar aberta e só então fechar lentamente, controlando a pressão; ao desligar a bomba, abrir primeiro a

entrada de ar.

Durante a preparação de substâncias orgânicas, é freqüente a necessidade de eliminar o solvente do

meio reacional antes de proceder à purificação do produto obtido ou mesmo após uma purificação prévia. A

remoção de solventes é bastante facilitada pelo uso de um sistema para destilação a vácuo conhecido como

evaporador rotatório (Figura 6). Este sistema emprega normalmente trompa d’água como fonte de vácuo e

banho-maria para aquecimento. O balão contendo a solução a concentrar, é acoplado à aparelhagem de

destilação através de um tubo de vidro que gira a uma velocidade controlada pelo motor. Ao ser aplicado o

vácuo e, em seguida o aquecimento, o solvente é evaporado, condensado e recolhido no balão do evaporador

rotatório. A aparelhagem permite a evaporação rápida da maior parte dos solventes devido à grande área

superficial de líquido formada com a rotação do balão.

um equilíbrio no sentido desejado com o uso de destilação azeotrópica. Os arrastadores de água mais usados

são: benzeno, tolueno, xileno, clorofórmio e tetracloreto de carbono.

Referências

1 - Organikum, Química Orgânica Experimental , 2d ed.; Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1997.

2- Advanced Practical Organic Chemistry, 2d ed., J. Leonard; B. Lygo and G. Procter, London, Chapman &

Hall, 1995.

Parte Experimental:

Purificar composto orgânico líquido pelo uso da técnica de destilação.

Procedimento:

Distribuir entre os alunos soluções orgânicas líquidas com composição desconhecida. Separar os

líquidos que compõem a solução por meio da técnica de destilação fracionada, seguindo as instruções do

professor.

Registrar o ponto de ebulição do líquido durante o processo e medir volume do destilado. Comparar o

ponto de ebulição de cada componente com os fornecidos pelo professor. Dar a composição da mistura.

MÉTODOS DE EXTRAÇÃO

A extração de substâncias orgânicas pode ser feita de diferentes maneiras, a qual envolve normalmente

uma extração simples, onde a amostra é deixada em contato com o solvente a frio por um tempo determinado,

com ou sem agitação, ou por uma extração exaustiva, que utiliza um aparelho com solvente aquecido, passando

continuamente através da amostra.

Antes de se executar uma extração devem-se levar em consideração alguns fatores que influem nessa

operação, como as características do material vegetal, seu grau de divisão, o solvente usado na extração e a

metodologia.

  • O grau de divisão está ligado à rigidez do material, pois a estrutura histológica das diversas partes

componentes de uma planta é bastante heterogênea; existem órgãos, como as raízes e os caules, cujos tecidos

estão extraordinariamente compactados (xilema), ao passo que em folhas e flores os tecidos se apresentam com

estrutura mais tenra. Assim quanto mais rígido o material, maior deve ser a sua granulometria, uma vez que o

poder de penetração do solvente aumenta com o aumento do grau de divisão.

  • O solvente usado deve ser o mais seletivo possível, para que se consiga extrair o máximo de substâncias

desejadas e em boa quantidade. Tendo em vista a relação direta entre seletividade e polaridade, o conhecimento

do nível de polaridade das substâncias que se deseja extrair é determinante na escolha do solvente ou fração de

solventes. Porém, quando não se tem o conhecimento prévio das substâncias presentes no material a ser

analisado, costuma-se submeter o material vegetal a sucessivas extrações, aumentando-se gradualmente a

polaridade da fração solvente ou usando solventes de polaridade crescente a cada extração. Com isso, obtém-se

uma extração fracionada, em que as diferentes frações contêm compostos de polaridade também crescente.

  • Outro fator que pode influenciar no processo de extração é o pH do líquido extrator, exemplificado no caso

da extração de alcalóides (compostos nitrogenados) com soluções ácidas.

Os fatores relacionados aos métodos de extração dizem respeito à agitação, à temperatura e ao tempo

necessário para executá-los. Levando-se em conta que os processos de extração dependem, em grande parte,

dos fenômenos de difusão e que a renovação do solvente em contato com as substâncias a dissolver

desempenha um papel de grande influência na velocidade de dissolução, pode-se concluir que a agitação pode

abreviar consideravelmente a duração de um processo extrativo.

O aumento da temperatura provoca um aumento na solubilidade de qualquer substância, sendo assim os

métodos de extração a quente são sempre mais rápidos que aqueles realizados à temperatura ambiente. Porém

os processos que utilizam aquecimento têm a desvantagem de degradar substâncias sensíveis ao calor e, por

essa razão, não são indicados quando não se conhece as substâncias presentes no material vegetal.

Na escolha do método de extração a ser utilizado, deve-se levar em consideração, baseando-se nos

fatores mencionados anteriormente, a finalidade do extrato que se quer preparar. Como a composição química

das plantas é extremamente complexa, muito freqüentemente ocorre à extração concomitante de várias

substâncias, desejadas ou não. Por isso deve-se definir, primeiramente, o que se deseja obter.

Métodos de extração sólido / líquido

Os processos de extração podem ocorrer à temperatura ambiente ou sob aquecimento. Por isso as

técnicas de extração estão classificadas segundo a temperatura.

  • Extrações a frio

Maceração: A maceração é uma operação onde o material vegetal é colocado em contato com o líquido extrator

em um recipiente fechado, à temperatura ambiente, por um prolongado período de tempo (normalmente alguns

dias). Durante o período de maceração não há renovação do líquido solvente e a mistura é ocasionalmente

agitada. Existem variações da maceração, as quais visam apenas aumentar a eficiência desse processo, são elas:

-Digestão: maceração realizada em sistema aquecido (40-60°C).