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Apostila Milho CETEP, Notas de estudo de Engenharia Agronômica

Apostila sobre a cultura do milho

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 10/11/2013

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A Cultura do Milho
(Zea mays)
09/08/2011
Centro Territorial de Educação Profissional do Oeste Baiano – CETEP.
DISCIPLINA: Agricultura Geral
Prof. MARCIO CLARO DE OLIVEIRA
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A Cultura do Milho

(Zea mays)

09/08/ Centro Territorial de Educação Profissional do Oeste Baiano – CETEP. DISCIPLINA: Agricultura Geral Prof. MARCIO CLARO DE OLIVEIRA

Professor: Marcio Claro de Oliveira, e-mail: [email protected]

1. A CULTURA DO MILHO: a) Botânica:

  • Classificação: - Ordem – Gramineae;
  • Gênero – Zea;
  • Espécie – Zea mays. b) Descrição da planta:
  1. Semente: Germinação – 4 a 5 dias (plântula);
  • Pericarpo – película da semente;
  • Endocarpo – tecido de reserva (parte amarela) – (amido – para nutrição do embrião);
  • Embrião – parte branca.
  1. Sistema radicular – Fasciculado.
  2. Parte aérea:
  • Fases de desenvolvimento:
  • Fase compreendida entre a semeadura e a emergência;
  • Fase compreendida entre a emergência e o pendoamento;
  • Fase compreendida entre o pendoamento e a fertilizante.
  • Estádio de granação: - Período entre a fertilização e a maturação fisiológica. c) Cultivares:
  • Variedades: Baixa tecnologia - Menor custo;
  • Utilizar sementes próprias.
  • Utilizada por pequenos produtores.
  • Híbridos: Obtidos a partir de linhagens endogâmicas (utilizado por grandes produtores).
  • Alto vigor;
  • Quando se plantam sementes colhidas da 1º geração ocorre queda de 15 a 20% na produtividade.
  • Tipos de Híbridos:
  • Híbrido Simples: Cruzamento direto, linhagem A x B, é a mais cara;
  • Híbrido Triplo: Cruzamento de uma linhagem A x (B x C) com um híbrido simples;
  • Híbrido Duplo: Resultante de dois híbridos simples: Ex. (A x B) X (C x D) = F1 (A x B) X F1 (C x D) = HD. d) Classificação:
  • De acordo com o porte (tanto para variedade como para híbrido):
  1. Cultivares tardio de porte alto – 2,80 a 3,50 metros; Florescimento masculino – 75 a 85 dias;
  2. Cultivares precoces de porte baixo – 2,00 a 2,80 metros; Florescimento masculino
  • 60 a 70 dias;
  1. Cultivares tardios de porte baixo – 2,00 a 2,80 metros; Florescimento masculino – 75 a 85 dias. OBS. Florescimento masculino = pendoamento. e) Práticas culturais:
  • Época de plantio – na região a partir de novembro (início das chuvas);
  • Profundidade de plantio: - Solos leves ou arenosos – 5 a 7 cm;
  • Solos pesados – 3 a 5 cm.
  • Densidade de plantio – 40 a 60.000 plantas/ Ha.

Professor: Marcio Claro de Oliveira, e-mail: [email protected]

- Gesso Agrícola: O uso do gesso agrícola SO 4 (sulfato) liga-se as bases (Ca, Mg, K) carreando para a parte subsuperficial do solo. 1) Aplicação de gesso: - Arenoso – 0,5 ton./ ha; - Textura média – 1,0 ton./ ha; - Argiloso – 1,5 a 2,0 ton./ ha. - Adubação: Baixo – 90 Kg/ Ha de P 2 O 5 ; 60 Kg/ Ha de K 2 O; Médio – 60 Kg/ Ha de P 2 O 5 ; 45 Kg/ Ha de K 2 O; Alto – 30 Kg/ Ha de P 2 O 5 ; 30 Kg/ Ha de K 2 O.

  • Nitrogênio: Para uma produtividade média de 4000 a 6000 Kg/ ha.
  • 10 Kg/ Ha de N no plantio;
  • 40 a 70 Kg/ Ha de N em cobertura (8 a 10 folhas). OBS. Adubos nitrogenados: - Uréia – 45% de N;
    • Sulfato de amônia – 20% de N e 24% de S.
  • Zinco – 3 a 5 Kg/ Ha de Zn (sulfato de zinco – 23% Zn);
  • Enxofre – 30 Kg/ Ha de S;
  • FORMULAÇÕES: Ex.: 20 – 80 – 40 Kg/ ha. (Para ver a quantidade divide pelo menor número da fórmula e multiplica por 100 para ver a porcentagem.)
    • Adubos separados: “Somente um exemplo”. – Regra de Três simples. Ex. 20 Kg de N, 80 Kg de P 2 O 5 , 40 Kg de K 2 O. N = Cobertura P 2 O 5 = Plantio 100 Kg de uréia→45 Kg N 100 Kg super simples →20 Kg de P 2 O 5 X→20 Kg N X →80 Kg de P 2 O 5 X= 45 Kg de uréia. X = 400 Kg de super simples. K 2 O = Parcelar plantio e cobertura 100 Kg de cloreto de potássio → 60 Kg de K 2 O X → 40 Kg de K 2 O X = 67 Kg de cloreto de potássio. - Controle de plantas daninhas:
  1. Levar em consideração os seguintes aspectos:
  • Competição (água, luz e nutrientes);
  • Beneficiar condições de colheita
  • Evitar aumento de infestação;
  • Proteger o meio ambiente – em relação ao uso indiscriminado de herbicidas. a) Controle mecânico (manual, enxada, arado, etc.); b) Controle químico (Herbicidas):
  • Herbicidas para o plantio direto (PD):
  • Glyphosate – Herbicida sistêmico, inibidor da síntese de aminoácidos (Não seletivo);
  • Paraquat – Herbicida de contato (Não seletivo) →Herbicidas incorporados em pré-plantio;
  • Para tiririca e grama-seda;
  • São voláteis – pulveriza e incorpora.

Professor: Marcio Claro de Oliveira, e-mail: [email protected] → Controle de plantas daninhas em pré-emergência:

  • Pulverização feita com solo limpo, destorroado, após o plantio do milho, antes da emergência da cultura de milho e das plantas daninhas;
  • Solos úmidos ou certeza de umidade 48 horas após pulverização;
  • Não afetam a germinação. → Controle de plantas daninhas em pós-emergência precoce:
  • Plantas daninhas com menos de 5 cm;
  • Milho com 1 a 2 pares de folhas;
  • Evitar horas quentes e umidade relativa baixa. → Controle de plantas daninhas com aplicações dirigidas de herbicidas:
  • Milho com altura mínima de 40 a 50 cm. - Principais pragas: → Lagarta elasmo ( Elasmopalpus lignosellus )
  • Alimenta-se das folhas e do colmo (galeria);
  • Verde-azulada com estrias transversais marrons, 15 mm de comprimento. → Lagarta – rosca ( Agrotis ipsilon )
  • Fica sempre no solo; - Pragas das folhas: → Lagarta – do – cartucho ( Spodoptera frugiperda )
  • “y” invertido na cabeça;
  • Verde ou pardo escura;
  • Fezes no cartucho;
  • Ataca tanto a planta (folhas) e também o cartucho;
  • É a mais importante. → Curuquerê dos capinzais, militar, mede-palmo ( Mocis latipes )
  • Possui estrias longitudinais castanho-escuras e amarelas. → Pulgão do milho ( Rhopalosiphum maidis )
  • Disseminador de doenças como o mosaico. - Pragas das espigas: → Lagarta-da-espiga ( Heliothis zea )
  • Ataca mais na ponta da espiga. → Lagarta-do-cartucho ( Spodoptera frugiperda )
  • Penetra na espiga. → Broca da cana-de-açúcar ( Diatracea saccharalis ) - Doenças do milho: → Enfezamento (vírus)
  • Transmitido principalmente por cigarrinha;
  • Clorose das folhas do cartucho;
  • Avermelhamento das folhas. → Ferrugens ( Puccnia, Physopella ) – (fungos) → Carvão ( Ustilago maydis ) – (fungo) → Podridões (fungos) → Mancha foliar de Phacosphaeria (bactéria)

Professor: Marcio Claro de Oliveira, e-mail: [email protected] Tabela: Teores de nutrientes considerados adequados para a cultura do milho: Macro Teor % Micro Teor (ppm) N 2,75 – 3,25 B 15 – 20 P 0,19 – 0,35 Cu 6 – 20 K 1,75 – 2,97 Fe 50 – 250 Ca 0,23 – 0,40 Mn 42 – 150 Mg 0,15 – 0,40 Mo 0,15 – 0, S 0,15 – 0,21 Zn 15 – 50 Critérios para recomendação de doses de calcário: a) Método do alumínio e cálcio + magnésio trocáveis: A necessidade de calcário (NC) para corrigir a camada de 0 – 20 cm. Variável em função da textura do solo NC= y. Al + {X – (Ca + Mg)} = ton./ ha O valor de “X” para a cultura do milho é 2, y= 1, para solos arenosos (<15% de argila); y= 2, para solos de textura média (15 a 35% de argila); y= 3, para solos argilosos (>35% de argila). b) Método de saturação por bases: A necessidade de calcário (NC) é calculada com a finalidade de elevar a % de saturação por bases (V%) da CTC, a pH 7,0, a um valor desejado, de acordo com a cultura. (incorporação na camada 0 – 20cm) NC= T. (V2 – V1) PRNT Aplicação de calcário: Aplicar a lanço seguido de incorporação por aração. Procurar fazer sempre uma distribuição uniforme e mais profunda do corretivo. → Critérios para recomendação de gesso: Características químicas e da textura do solo, não apenas na camada arável, mas também das camadas subsuperficiais (20 – 40cm e 40 – 60cm).

  • Características da subsuperfície que mostram resposta ao gesso: a) Saturação por Al da CTC efetiva maior que 20%; b) Teor de Ca < 0,5 meq/ 100 cm³ de solo. Para PRNT = 100% Capacidade de troca de cátions (meq/ 100cm³), medida a pH 7, % de saturação por bases do solo amostrado % de saturação por bases do solo desejada. Para milho elevá-la a 50 a 60%. Poder Reativo de Neutralização Total do calcário em %.

Professor: Marcio Claro de Oliveira, e-mail: [email protected]

  • Dosagem em função da textura do solo: a) Solos de textura arenosa (< 15% de argila) = 0,7 ton./ ha; b) Solos de textura média (15 a 35% de argila) = 1,2 ton./ ha; c) Solos de textura argilosa (36 a 60% de argila) = 2,2 ton./ ha; d) Solos de textura muito argilosa (> 60% de argila) = 3,2 ton. ha. Aplicação do gesso: aplicar a lanço, juntamente com o calcário, seguindo-se a incorporação com aração e gradagem. → ADUBAÇÃO:
    1. NITROGÊNIO: As principais formas disponíveis para as plantas são o amônio (NH 4
      • ) e nitrato (NO 3 - ), as quais representam menos de 2% do nitrogênio total do solo. A recomendação da adubação nitrogenada em cobertura para a cultura do milho de sequeiro, de modo geral, varia de 40 a 70Kg/ ha. A incorporação ao solo a uma profundidade de aproximadamente 5 a 10cm fazem com que as perdas por volatilização de amônia (NH 3 ) sejam minimizadas.
    2. FÓSFORO: As quantidades de fósforo recomendadas na adubação do milho em função do teor do nutriente no solo são apresentados abaixo. Tabela: Interpretação das classes de teor de fósforo no solo e doses de P 2 O 5 recomendadas para o milho. Classe textural do solo Extrator de fósforo Classes de teor de fósforo no solo Baixo Médio Alto -------------------------ppm------------------------------- Argilosa (36 – 60%) Mehlich 1 < 5 6 – 10 > 10 Média (15 – 35%) Mehlich 1 < 10 11 – 20 > 20 Arenosa (< 15%) Mehlich 1 < 20 21 – 30 > 30 Resina < 15 16 – 40 > 40 Doses de P 2 O 5 recomedadas (Kg/ ha) 80 –^110 50 –^70 30 –^60
    3. POTÁSSIO: As quantidades de potássio recomendadas na adubação do milho para produção de grãos e forragem, em função do teor do nutriente no solo são apresentadas na tabela abaixo. Tabela: Recomendação de adubação potássica para a cultura do milho, com base na análise do solo: Classes de teor no solo K no solo meq/ 100cm³ Doses de K 2 O recomendados Milho grão Milho forragem --------------- Kg/ ha -------------------- Muito baixa < 0,07 90 – 120 150 – 180 Baixa 0,08 – 0,15 60 – 90 120 – 150 Média 0,16 – 0,30 30 – 60 60 – 120 Alta >0,30 30 60
  • Parcelamento da adubação e época de aplicação: A absorção mais intensa de potássio pelo milho ocorre nos estádios iniciais de crescimento, quando a planta

Professor: Marcio Claro de Oliveira, e-mail: [email protected] c) Lagarta-rosca ( Agrotis ipsilon – Lepidoptera: Noctuidae): O adulto é uma mariposa geralmente de coloração marrom-escura, com áreas claras no primeiro par de asas, e coloração clara com as bordas escuras no segundo par. Mede cerca de 35mm de envergadura. As posturas são feitas na parte aérea da planta e cada fêmea põe, em média, 750 ovos durante a sua vida. A lagarta desse inseto alimenta-se da haste da planta, provocando o seccionamento da mesma, que pode ser total, quando as plantas estão com altura de até 20cm, pois ainda são muito tenras e finas, e parcial, após esse período. As lagartas completamente desenvolvidas medem cerca de 40mm, são robustas, cilíndricas, lisas e apresentam coloração variável, predominando a cor cinza-escura.  Sintomas:

  • Seccionamento parcial do colmo, e quando a lesão é grande, surge o chamado “coração morto”;
  • Quando a lesão é pequena, surgem manchas semelhantes às causadas por deficiências minerais;
  • Perfilhamento (touceira totalmente improdutiva). As lagartas abrigam-se no solo em volta das plantas atacadas numa faixa lateral de 10cm e numa profundidade em torno de 7cm. Podendo atacar de 4 a 6 plantas. Quando tocadas, enrolam-se, tomando o aspecto de uma “rosca”.  Controle: Controle preventivo com inseticidas sistêmicos no tratamento de sementes.
  1. Pragas da parte aérea: a) Lagarta-do-cartucho ( Spodoptera frugiperda – Lepidoptera: Noctuidae): É a principal praga do milho, podendo causar reduções na produtividade superiores a 30%. O inseto adulto é uma mariposa com cerca de 35mm de envergadura, de coloração pardo-escura nas asas anteriores e branco-acinzentada nas posteriores. As posturas são feitas em massa, com uma média de 150 ovos. O período de incubação dos ovos é de aproximadamente 3 dias. A lagarta completamente desenvolvida mede cerca de 40mm, com coloração variável de pardo-escura a até quase preta e com um “Y” invertido na parte frontal da cabeça. Começam a alimentar-se dos tecidos verdes, geralmente começando pelas áreas mais suculentas, deixando apenas a epiderme membranosa, provocando o sintoma conhecido como “folhas raspadas”. À medida que as lagartas crescem, começam a fazer orifícios nas folhas, podendo causar severos danos às plantas. É comum também o ataque na base da espiga ou mesmo diretamente, nos grãos leitosos.  Controle: i) Controle cultural: Aração do solo após a colheita mata as pupas do inseto diretamente, por esmagamento, ou indiretamente, pela exposição aos raios solares. ii) Controle biológico: Vários parasitóides e predadores como o Doru luteipes e o Baculovírus tem contribuído para o controle da praga. iii) Controle químico: Produtos eficientes no controle e seletivos aos inimigos naturais são os mais recomendados. Alguns produtos do grupo químico dos piretróides e dos fisiológicos tem pouca ação sobre o predador Doru luteipes. OBS. Utilização de variedades resistentes geneticamente modificadas a base de “Bt” já estão disponíveis no mercado. b) Curuquerê-dos-capinzais ( Mocis latipes – Lepidóptera: Noctuidae): O inseto adulto é uma mariposa de cerca de 40mm de envergadura, com coloração

Professor: Marcio Claro de Oliveira, e-mail: [email protected] pardo-acinzentada nas asas. As lagartas são de coloração verde-escura, com estrias longitudinais castanho-escuras, limitadas por estrias amarelas, do tipo “mede palmo”, também conhecida como lagarta militar. O inseto geralmente se alimenta da folha, destruindo-a completamente, com exceção da nervura central. É interessante observar que esta praga não se alimenta dentro do cartucho da planta, como faz a Spodoptera frugiperda.  Controle: i) Controle cultural: Eliminar as gramíneas nativas próximas às lavouras de milho, que são hospedeiros intermediários desta praga (ela tem preferência por pastagens). ii) Controle químico: Produtos eficientes no controle e seletivos aos inimigos naturais são os mais recomendados. Alguns produtos do grupo químico dos piretróides e dos fisiológicos tem pouca ação sobre o predador Doru luteipes. c) Cigarrinha-das-pastagens ( Deois flavopicta – Homoptera: Cercopidae): A cigarrinha prejudica as plantas de milho a pastagens por sugá-las e injetar uma toxina que bloqueia e impede a circulação da seiva. Plantas de até 10 dias são altamente sensíveis e uma infestação de 3 a 4 cigarrinhas por planta provoca severos danos, os sintomas do ataque são observados 2 dias depois do ataque e as plantas começam a morrer 3 a 4 dias após, porém, plantas acima de 17 dias toleram bem até os níveis mais severos de ataque.  Controle: Tratamento de sementes e produtos químicos seletivos e de baixa toxicidade. d) Cigarrinhas ( Peregrinus maidis – Homoptera: Delphacidae) e ( Dalbulus maidis

  • Homoptera: Cicadillidae): Insetos com cerca de 8mm, que são encontrados dentro do cartucho da planta e que sugam a seiva. Sua importância está relacionada à transmissão de doenças, como as provocadas por espiroplasma, micoplasma e vírus. Uma maneira prática de separação das espécies é observar as patas dos insetos. Em Dalbulus são observadas fileiras de pequenos espinhos ao longo do tarso, enquanto em Peregrinus são ausentes.  Controle: Cultivares resistentes às doenças. e) Pulgão-do-milho ( Rhopalosiphum maidis – Homoptera: Aphididae): Os insetos apresentam coloração geral verde-azulada, medindo as formas ápteras cerca de 1,5mm de comprimento e as formas aladas são ainda menores e apresentam as asas hialinas. Se alimentam da seiva, ao introduzir seu aparelho bucal nas folhas novas das plantas. É facilmente reconhecido pelo grande número de indivíduos de coloração esverdeada e pequenos, vivendo em colônias nas folhas do milho. Em suas dejeções líquidas desenvolve-se um fungo negro chamado “fumagina”, que prejudica a fotossíntese.  Controle: O controle biológico natural tem sido eficiente; produtos químicos somente de baixa toxicidade e seletivo aos inimigos naturais e utilizado somente em altas populações de pulgões.
  1. Pragas do colmo: a) Broca da cana-de-açúcar ( Diatraea saccharalis – Lepidoptera: Pyralidae): O inseto é uma pequena mariposa de coloração amarelo-palha, com aproximadamente 20mm de envergadura. As lagartas apresentam a cabeça marrom e o corpo esbranquiçado, com inúmeros pontos escuros.

Professor: Marcio Claro de Oliveira, e-mail: [email protected] 2º) Mancha foliar ( Phaeosphaeria maydis ): Os sintomas são caracterizados pelo aparecimento inicial nas folhas de lesões aquosas tipo anasarca que depois passam para necróticas, podendo ou não ser circundadas por um halo amarelado. É observada principalmente por altas precipitações pluviométricas e temperaturas noturnas baixas e plantios tardios, podendo ocorrer redução no ciclo da cultura e na produção.  Controle: Utilização de cultivares resistentes e alterações na época de plantio. 3º) Míldio do sorgo ( Peronosclerospora sorghi ): Apresenta-se sob duas formas de infecção: a) Sistêmica: A fonte primária de inóculo são os oósporos existentes no solo. Aos 40 dias após a germinação, as plantas infectadas, apresentam folhas mais estreitas e eretas podendo apresentar faixas branco-amareladas. Em plantas adultas não há formação de espigas e o pendão fica deformado. Sob condições de alta umidade há produção de conídios nas faixas cloróticas, em ambas as faces das folhas. Ao se desenvolver, a doença há formação de oósporos nestas áreas cloróticas. b) Localizada: Tem como fonte de inóculo os conídios. O patógeno tem como plantas hospedeiras o milho e o sorgo e sobrevive no solo por vários anos na forma de oósporos.  Controle: Utilização de cultivares resistentes, rotação de cultura e tratamento de sementes. 4º) Enfezamento pálido ( Espiroplasma sp. ): Sintomas iniciais são manchas cloróticas na base de folhas jovens, que coalescem, formando estrias alongadas e posteriormente longas faixas, abrangendo várias nervuras, de cor esbranquiçada ou amarelo-limão. As plantas se tornam enfezadas e produzem espigas pequenas. Várias espécies de cigarrinhas são vetores do patógeno, destacando-se peal maior eficiência na transmissão as espécies Dalbulus maidis e D. eliminatus. A transmissão é do tipo persistente, sendo que o patógeno, após ser adquirido em uma planta infectada, é multiplicado na cigarrinha durante um período de 2 semanas, que posteriormente o transmite por várias semanas.  Controle: Utilização de cultivares resistentes, evitar plantios tardios, controlar insetos vetores, eliminar plantas de milho voluntárias, que servirão de inóculo e rotação de culturas. 5º) Mosaico comum (mosaico da cana-de-açúcar, Vírus): Sintomas característicos de mosaico com presença de áreas irregulares de cor verde normal, sem relação com as nervuras, sobre um fundo clorótico. Podem ser observados na lâmina e bainha de todas as folhas e na palha das espigas que se desenvolvem após a infecção. A doença é transmitida mecanicamente, e na natureza é disseminada de maneira não persistente, por mais de 20 espécies de afídeos, principalmente pelo pulgão Phopalosiphum maidis.  Controle: Utilização de cultivares resistentes, eliminação de fontes de inóculo nas áreas de plantio, controle dos insetos vetores. 6º) Podridão do colmo ( Diplodia maydis ): Em plantas infectadas, o tecido dos entrenós adquire internamente coloração marrom. Com sua desintegração, permanecem somente os vasos lenhosos sobre os quais é possível observar

Professor: Marcio Claro de Oliveira, e-mail: [email protected] numerosos pontos negros (picnídios). Pode ocorrer ou não o tombamento das plantas. O patógeno sobrevive no solo, nos restos de cultura ou em sementes. Fatores como adubação inadequada e alta população de plantas podem favorecer o aparecimento da doença.  Controle: Utilizar cultivares resistentes. OBS. Os sintomas só se tornam visíveis depois da polinização. 7º) Podridão seca do colmo ( Macrophomina phaseolina ): Sintomas: Com a desintegração da medula, permanecem os vasos lenhosos sobre os quais se pode notar a presença de pequenos pontos negros (esclerócios) que conferem ao colmo, internamente, uma cor acinzentada. Estes sintomas podem ser observados também nas raízes. Pode ocorrer ou não o tombamento das plantas. O patógeno sobrevive no solo, nos restos culturais e na forma de esclerócios.  Controle: Utilizar cultivares resistentes. OBS. Os sintomas só se tornam visíveis depois da polinização. 8º) Podridão do colmo e das raízes ( Fuzarium moniliforme ): Sintomas: Os tecidos internos dos entrenós e das raízes adquirem coloração avermelhada, podendo ou não ocorrer o tombamento das plantas.  Controle: Utilizar cultivares resistentes. OBS. Os sintomas só se tornam visíveis depois da polinização. 9º) Podridão do colmo ( Pythium aphanidermatum ): Sintomas: A podridão do tipo aquosa, ocorre no 1º entrenó acima do solo, lembrando uma bacteriose e diferindo dessa por ficar restrita ao entrenó, ao contrário das bacterioses que atingem vários entrenós. Geralmente ocorre o tombamento da planta.  Controle: Drenagem do solo e controle adequado da água de irrigação, tratamento de sementes. OBS. Os sintomas podem ser vistos no estádio anterior ao florescimento. 10º) Podridão seca da espiga ( Diplodia maydis ): A infecção pode iniciar em qualquer uma das extremidades das espigas. Espigas mal empalhadas são mais susceptíveis. Espigas infectadas apresentam grãos de cor marrom, de baixo peso e micélio branco entre as fileiras de grãos. No interior da espiga a presença de numerosos pontos negros (picnídios) identificam o patógeno. É causada pelo mesmo patógeno da podridão do colmo. Alta precipitação pluviométrica na época da maturação dos grãos favorece o aparecimento dessa doença.  Controle: Utilização de cultivares resistentes. 11º) Podridão rosada da espiga ( Fusarium moniliforme ): Os sintomas geralmente aparecem em grãos isolados ou em um grupo de grãos, podendo em casos esporádicos, ocorrer em toda a espiga. Com o desenvolvimento da doença, uma massa cotonosa avermelhada pode recobrir os grãos infectados. Também causa a podridão do colmo.  Controle: Utilização de cultivares resistentes. 12º) Ferrugem branca ( Physopella zeae ): Sintomas: No centro da pústula, a lesão é branca ou amarelo pálido, aparecendo algumas vezes uma coloração preta ao redor

Professor: Marcio Claro de Oliveira, e-mail: [email protected] danos à cultura do milho. Danos visíveis através de estrias nas folhas, entortamento do caule, enrolamento das folhas, e até a morte das plantas, mas às vezes, pode ocorrer a “fito oculta”, onde não são observados sintomas, somente na colheita pela baixa produtividade. A realização de bioensaios (plantas indicadoras antes da data de semeadura, culturas sensíveis, como o sorgo e o girassol, etc.), para servir de indicadores da existência de residual de herbicidas. b) Herbicidas utilizados na cultura do milho: A maior tolerância ou suscetibilidade está diretamente relacionada com a dose, à época de aplicação, a textura do solo, as condições climáticas por ocasião da aplicação e imediatamente anteriores e posteriores à aplicação e o prazo de carência com relação a alguns defensivos e nutrientes.

- Fitoalexinas – Substâncias responsáveis pela degradação da molécula dos herbicidas pelas plantas de milho, são produzidas em níveis adequados até a fase V5; após, há uma redução na quantidade, que pode aumentar as chances de fito toxidez. O estresse provocado pela seca, excesso de chuvas ou baixas temperaturas, condições que fazem com que as plantas tenham o seu metabolismo reduzido, pode exigir maior prazo de carência entre o uso do nitrogênio e a aplicação do herbicida. c) Condições de plantio: Uma boa regulagem das plantadeiras, velocidades ideais de plantio, a escolha da época adequada, sob condições ideais de umidade, temperatura e profundidade são fundamentais para que as sementes e futuras plantas gerem lavouras uniformes e com população desejada. d) Controle de insetos: O ataque de insetos durante as fases iniciais de desenvolvimento da cultura poderá reduzir a população e/ ou aumentar o número de plantas desuniformes, reduzindo a produtividade final da lavoura. → Determinação do número de fileiras por espiga: A partir da fase V5 que a planta de milho começa a definir o número de fileiras por espiga e, dependendo do ciclo de desenvolvimento da planta, a definição do número de fileiras pode ir até V12, mas normalmente, já está definida em V8. A definição no número de fileiras se dá com a formação de fileiras únicas ao longo da espiga, que irão se dividir em pares. É por isso que as espigas de milho sempre têm um nº par de fileiras. O nó de formação da espiga primária, que será colhida, pode variar do nó 12 ao 14. O nó, no qual a espiga primária é produzida, serve como referência para saber quando foi à formação do nº de fileiras. Para determinar o momento exato da definição do nº de fileiras, basta verificar o nó de formação da espiga e subtrair-se sete (7). Assim, se a espiga tenha se formado no nó 14, a definição do nº de fileiras se deu no estádio V7. IMPORTANTE: O que consideramos como 1º nó acima do solo, na verdade, pode ser o sexto ou sétimo nó, pois existem nós abaixo do solo. → Definição do número de óvulos ou grãos por fileira: Isso irá ocorrer entre V9 e V 12, podendo se estender até a polinização. Quando o tecido meristemático não estiver mais presente na espiga, o número total de óvulos a ser produzido por aquela espiga já estará definido. O óvulo próximo à base da espiga irão se desenvolver primeiro e os novos óvulos vão sendo formados no sentido da base para a ponta da espiga. É nesse momento que o nº de grãos na fileira será definido. Se todos os recursos forem

Professor: Marcio Claro de Oliveira, e-mail: [email protected] adequados como água, nutrientes e temperatura, todos os óvulos se desenvolverão o suficiente para produzir estigmas receptivos ao grão de pólen. Se recursos como água, luz e nutrientes forem limitados, alguns óvulos serão sacrificados pela planta, assegurando o desenvolvimento adequado dos óvulos remanescentes. → Síndromes: Pode haver uma combinação entre a genética do híbrido e estresses ambientais, que resultam em espigas anormais como: a) Espigas latinha de cerveja – A espiga é curta, arredondada nas extremidades, abauladas em seu contorno, dando o aspecto de lata de cerveja e não apresentam estigmas dentro da palha fixados aos óvulos; b) Silkballing (inglês significa “estigma enrolado”) – É causado por uma desorientação dos estigmas durante a polinização, em que os estigmas crescem em várias direções dentro da palha, dando um aspecto embolado permanecem dentro da palha, afixados nos óvulos. → Estresse ambiental durante a polinização:

  • Processos básicos:
  1. Grãos de pólen viáveis: Devem atingir ou pousar nos tricomas ou pêlos dos estigmas receptivos. Os grãos de pólen são liberados pelas anteras e no meio da manhã, quando a temperatura está amena e a umidade relativa do ar é baixa. Essa liberação é dificultada em dias nublados, com elevada umidade relativa do ar. Pólen inviáveis em T°C de 40°C, e haja estresse por falta de água. O pólen quando liberado tem 80% de água, mas quando o teor baixa para 40%, os grãos de pólen morrem.
  2. Os estigmas devem sustentar a formação do tubo polínico para permitir que os gametas masculinos se fundam com os gametas femininos no interior do óvulo e, assim, realizem a polinização. Esse processo irá depender da parte feminina da planta, uma vez que são os estigmas que fornecem os nutrientes necessários para a formação do tubo polínico. Dependendo da disponibilidade de água e das condições ambientais, pode levar de algumas horas até aproximadamente um dia para que o tubo polínico cresça até os óvulos. → Estresse durante o enchimento dos grãos: O período desde a polinização até a maturação fisiológica dura por volta de oito semanas. Durante as três primeiras semanas, as células embrionárias passam por um processo de divisão e diferenciação para produzir os tecidos embrionários da planta do milho, que estará contido dentro da semente. As outras semanas são dedicadas, principalmente, à produção de amido e à deposição de tecido de reserva para manter o crescimento da nova planta. Os grãos mais próximos da base da espiga irão se desenvolver mais cedo do que os grãos da ponta, uma vez que se encontram mais próximos às fontes de nutrientes. Quando houver a presença de algum fator de estresse, a espiga geralmente sacrificará os grãos da ponta em favor dos grãos da base. Dependendo da severidade do estresse, a presença de grãos chochos na ponta da espiga irá continuar até o ponto em que ela tiver a habilidade de fornecer as quantidades de água e nutrientes adequados para a manutenção do grão. A posição dos grãos no sabugo é uma evidência da época de ocorrência do estresse. Se uma porção do sabugo estiver vazia, sem a evidência da formação dos grãos viáveis, o estresse aconteceu durante, ou antes, da polinização. Se o sabugo tiver grãos muito pequenos ou chochos, o estresse aconteceu durante o processo de

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  1. Molibdênio: Folha velha: Pequenas manchas brancas nas nervuras maiores, encurvamento do limbo ao longo da nervura principal. A manifestação de sintoma visual de deficiência de molibdênio é pouco freqüente. No entanto, baixos níveis do nutriente nas folhas afetam o aproveitamento do “N” pela cultura.

5. MILHO Bt: O milho geneticamente modificado para o controle de insetos: O Bacillus thuringiensis foi descoberto no início do século passado, no Japão, quando provocou uma grande mortalidade em lagartas do bicho-da-seda. Foi classificado por Berliner, na Alemanha. A ação inseticida do Bacillus thuringiensis , vem do fato que, durante o seu desenvolvimento, especialmente na sua esporulação, ele produz proteínas tóxicas a determinados tipos de insetos, notadamente Lepidópteros (borboletas e mariposas), Coleópteros (besouros) e Dípteros (moscas e mosquitos). O tipo mais comum destas proteínas é denominado de proteína “Cristal” e são mais conhecidas como proteínas “Cry”. Elas são classificadas por famílias que recebem números para sua diferenciação (ex. Cry 1, Cry 2, etc.), sendo que cada família atua sobre um tipo diferente de insetos. Ex. Cry 1 e 2 – Lepidópteros, Cry 3 – Coleópteros, Cry 4 – Dípteros. → Modo de ação das proteínas Cry: Para que atuem, há necessidade da ingestão da proteína pela praga alvo. Uma vez ingeridas, em contato com o fluído gástrico dos insetos, que tem pH básico, a proteína é quebrada em locais específicos, liberando a molécula inseticida. Esta molécula irá se ligar, então, aos receptores das paredes do intestino do inseto, inicialmente bloqueando a absorção de alimento e, posteriormente, abrindo poros nas membranas celulares, que levarão à disrupção (ruptura) do sistema gástrico e conseqüente morte do inseto. Benefícios da tecnologia – Milho Bt: a) Eficiência de controle: Como é a própria planta que produz a proteína, ela está presente nas plantas desde as primeiras fases da cultura até o final do seu ciclo (principalmente, lagarta-do-cartucho); b) Redução das perdas potenciais de produtividade; c) Economia não só de inseticidas, mas de combustível, de água, etc; d) Maior nível de proteção ambiental. FONTE: Goram Kuhar Jezoosek; Milho Bt, o milho geneticamente modificado para o controle de insetos, INFORMATIVO PIONEER, Ano XII, nº 26.

Professor: Marcio Claro de Oliveira, e-mail: [email protected] → Milho geneticamente modificado (Bt) e as áreas de refúgio: Em conformidade com a “Resolução Normativa nº 4 da CTNBio”, o agricultor deve manter as lavouras comerciais de milho geneticamente modificado a uma distância mínima de 100 metros das lavouras de milho convencional (não geneticamente modificado) localizadas em áreas vizinhas ou, alternativamente, de 20 metros, desde que acrescida de bordadura com, no mínimo, 10 fileiras de plantas de milho similar ao milho geneticamente modificado.

- PLANTIO DE ÁREAS DE REFÚGIO: Áreas de refúgio consistem em plantios de milho não “Bt”, na proporção de, pelo menos, 10% da área total de plantio de milho na propriedade. A área de refúgio deve estar localizada na distância máxima de 800 metros da lavoura com milho híbrido com a tecnologia “BT”. As áreas de refúgio deverão ser conduzidas como qualquer área de milho não “Bt”, com pulverizações de inseticidas ou adoção de outros métodos de controle sempre que as populações das pragas atingirem o nível de ação, detectado por meio do monitoramento pelo MIP. Não é recomendado o uso de inseticidas formulados à base de Bt nas áreas de refúgio. EXEMPLO DE CONFIGURAÇÃO DE ÁREAS DE REFÚGIO: 800 METROS 6. EFEITOS DA POPULAÇÃO DE PLANTAS E DO ESPAÇAMENTO ENTRE LINHAS NA CULTURA DO MILHO: 1) Desenvolvimento de uma planta de milho: a) Como uma planta de milho se desenvolve:

  • Primeiros dias após emergência, alimenta-se das reservas contidas nas sementes;
  • Depois começam absorver água e nutrientes do solo, através de suas raízes;
  • Com o desenvolvimento das folhas, começa a fotossíntese, onde são produzidos fotoassimilados responsáveis pelo crescimento e desenvolvimento da planta. Esses fotoassimilados são depositados no colmo, como uma fonte de reserva, para atender eventuais deficiências de fluxo, provocados por estresse, principalmente durante o período de enchimento de grãos;
  • Tipos de estresse: i) Ambiental: Falta de água, temperaturas acima ou abaixo do ideal, baixa quantidade de luz, etc.; ii) Práticas inadequadas: Elevada população de MILHO “Bt” Área de Refúgio