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apostila primeiro modulo, Esquemas de Enfermagem

documento para se estudar de forma mais detalhada

Tipologia: Esquemas

2020

Compartilhado em 11/09/2024

felipebandeira
felipebandeira 🇧🇷

3 documentos

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A HISTÓRIA DA ENFERMAGEM

Período da Unidade Cristã/Florence Nightingale/Enfermagem no Brasil

O Cristianismo foi à maior revolução social de todos os tempos. A lei da caridade e o amor incondicional, mesmo aos seus inimigos foi sua maior influência. Pobres e enfermos foram especialmente objetos da Igreja. São Pedro organizou os Diáconos e diaconisas para socorrê-los.

Seus trabalhos duraram três séculos, mas foram perseguidos por pagãos e judeus.

Somente com o imperador Constantino a Igreja foi declarada livre para exercer suas atividades.

A partir daí as dioceses, dirigidas por bispos, organizaram hospitais e casas de recolhimento.

Diaconais: lugar onde se recolhiam doentes, mas devido ao grande número de necessitados, começou-se a criar instalações maiores e permanentes.

Distintas damas passaram a se dedicar aos pobres e doentes e a transformar suas casas em casas de caridade. Destacamos Santa Paula, Fabíola e Marcela e foram as primeiras mulheres, sob os cuidados de São Jerônimo, a se dedicarem a estudos chamados profundos.

Beguinages, estabelecimentos fundados na Bélgica pela Beguinas e que ainda existe nos dias de hoje, foi outra fundação religiosa que se dedicava nas atividades de auxilio aos necessitados e doentes.

DECADÊNCIA DA ENFERMAGEM.

O progresso da medicina e a difusão de hospitais não trouxeram valores para a enfermagem.

O serviço prestado meramente pela Igreja repercutiu na quantidade e qualidade das pessoas que serviam aos enfermos, na escassez de donativos, na falta de roupas, alimentos e leitos. Pouco a pouco a decadência se tronou geral, tomando proporções assustadoras.

AS MISERICÓRDIAS

Fundada em Portugal pelo Frei Miguel de Contreiras e que se instalou no Hospital de Nossa Senhora do Amparo. Para manter essa instituição fundou a Confraria das Misericórdias que levou seus associados ao exercício de muitas atividades de enfermagem e a caridade. Todos os núcleos de povoação portuguesa procurou ter sua Casa de Misericórdia, que posteriormente buscaram auxilio oficial com os governantes.

PERÍODO CRÍTICO DA ENFERMAGEM

Com a decadência do Cristianismo e com a Reforma Religiosa criada pelo monge Alemão Martin Lutero, os religiosos na Alemanha e Inglaterra foram expulsos dos hospitais e substituídos por pessoal de baixa escala social, que trabalhavam pesado com baixos salários e extorquiam dinheiro dos indigentes e deixavam os doentes morrer. Não havia de higiene, a comida era insuficiente e havia falta de interesse em amenizar o sofrimento físico ou moral.

Para esclarecer pontos atacados pelos protestantes, o Papa convocou o Concílio de Trento onde a questão de assistência aos enfermos foi estudada cuidadosamente: Os bispos foram recomendados a organizar, manter e fiscalizar os serviços hospitalares. Essas orientações foram o ponto de partida de numerosas organizações religiosas dedicadas à enfermagem. Os irmãos S. João de Deus, São Camilo de Lellis (padroeiro da enfermagem), São Carlos, as Terceiras Franciscanas, assim como outras ordens,

elevaram a enfermagem, pelo menos com a dedicação, mas sem evoluir sobre o ponto de vista técnico e científico. Foi São Vicente de Paulo, com suas obras bem planejadas que se tornou merecedor do titulo de precursor da Enfermagem Moderna. Ele viveu na França em uma época agitada, onde a miséria era grande, não havia recurso para doentes em estado grave e os pobres. Começou visitando os doentes e fundou uma Confraria em sua paróquia e com a ajuda de outros paroquianos, a quem pediu ajuda e orientou, tratou de doentes, armazenou alimentos e distribuiu aos pobres.

Quando foi ser professor dos filhos de um grande proprietário agrícola, estabeleceu uma Confraria em cada aldeia. Quando foi trabalhar na capital, seus trabalhos com voluntários paroquianos foi mais difícil, apesar de obter bons recursos financeiros. Ele então, junto com Santa Luiza de Marillac criaram um Instituto das Filhas de Caridade que aceitavam camponesas que desejassem se dedicar ao serviço aos doentes e pobres. Essa confraria depois se tornaria uma Congregação conhecida até hoje como Irmãs de Caridade.

Isso revolucionou os costumes e o clero, pois essas irmãs não viviam presas, mas andavam livremente pelas ruas para acudir os pobres, abandonados e doentes. O importante nesse fato, além da liberdade dessas irmãs, está no conhecimento por elas adquiridos para prestar seus serviços com maior eficiência: deviam saber ler e escrever, ética e recebiam esclarecimentos científicos dos médicos.

Seu trabalho de respeito à dignidade humana, a generosidade, fraternidade, organização, formação de mentalidade cristã e educação foi exemplar.

Os hospitais dirigidos pelas Irmãs de Caridade deu tão certo, que se difundiram pelo mundo afora.

TENTATIVAS PROTESTANTES

Como não havia irmãs em países protestantes, as mulheres de baixa esfera eram designadas a trabalhar com os doentes (bêbadas e desordeiras). Com isso, doentes eram tratados em casa por suas famílias, e somente os abandonados, eram levados para os hospitais.

remédios e provisões, para atender 4000 feridos (proporção de 100 pacientes para cada uma delas).

Elas foram divididas em dois hospitais: o Hospital geral e o Hospital Barrack, sendo que nesse ela montou seu local de trabalho onde organizava e dirigia ambos. Pouco a pouco foram mandadas novas enfermeiras e no fim da guerra, já eram 120 sob a direção de Florence.

Organizou a lavanderia e a cozinha, proporcionou livros e distrações para os convalescentes, a mortalidade que estava em 40%, com seus cuidados passou para 2%. Percorria as enfermarias á noite com sua lâmpada para verificar cada doente. No final da guerra o governo Inglês a premiou com 40 mil l, porém, por ter uma saúde precária dirigiu a escola de longe e teve a Mrs. Wardroper como seu braço direito. Seu desejo era de reformar a enfermagem e criar escolas em todo mundo.

O ingresso de jovens educadas e de elevada posição social, e o cuidado na seleção das candidatas tornou-se uma realidade.

Quando morreu aos 90 anos, sua reforma atingira o Novo Mundo e acompanhava os últimos progressos da ciência e as novas exigências da Medicina.

DIFUSÃO DO SISTEMA NIGHTINGALE

Pontos essenciais:

1) Direção da escola por uma enfermeira;

2) Ensino metódico e não mais ocasional e com prática;

3) Seleção das candidatas sob o ponto de vista físico, moral, intelectual e aptidão profissional;

Suas diplomadas levaram o novo sistema ao Canadá, á Austrália, á Nova Zelândia e aos Estados Unidos da América.

Em 1887 na Inglaterra foi fundada a Associação Inglesa das Enfermeiras, do Conselho Internacional de Enfermeiras e do “Britain Jornal of Nursing” e criaram o serviço de enfermeiras visitadoras. Em 1892 iniciaram a enfermagem escolar. No Canadá o hospital geral de Montreal pediu auxilio a Florence em 1875 para reformar sua escola

de enfermagem e depois se seguiu a escola de Toronto. Até hoje as escolas do Canadá tem fama mundial por sua qualidade e são procuradas por enfermeiras do mundo inteiro para aperfeiçoamento e especialização.

Nos EUA somente em 1873, após um grupo de senhoras montou uma comissão e levantar fundos, foi instalada uma escola de no modelo Nightingale. Como em outros países, houve oposição de médicos em função da autonomia na formação e orientação das alunas, mas esse obstáculo foi vencido e em 1880 já havia 15 escolas de formação, que passaram para mais de 1000 ao terminar a 1ª Grande Guerra Mundial (1914-1918).

Nesse período também surgiram livros, organizações de Saúde Pública, associações e revistas.

Em 1893 fundou-se a Associação de Superintendentes de Escolas de Enfermagem, que mantinha filiação com os hospitais e em 1911 fundou-se a Associação Americana de Enfermeiras (American Nurses Association) que existe até hoje. Também para atender os interesses da profissão, fundaram a Liga Nacional das Escolas de Enfermagem e a Organização Nacional de Enfermagem de Saúde Pública.

CRUZ VERMELHA

Fundada pelo suíço Henri Dunant para organizar um serviço de assistência voluntária aos feridos. Princípios de ação:

1) Humanidade: “... luta contra o sofrimento e a morte; pede que o homem seja tratado com humanidade”.

2) Igualdade: assistência igual, sem discriminação.

3) Proporcionalidade: o auxílio será repartido segundo a importância relativa das necessidades individuais e urgências.

4) Imparcialidade: sem favor e nem prevenção em relação a quem quer que seja.

5) Neutralidade: militar, politica, ideológica, confessional, social e racial.

6) Independência: e todo poder e livre de qualquer influência.

presidente da província da Bahia, Manoel Pinto de Souza Dantas, em agosto de 1865.

Sua dedicação motivou o nome da primeira escola de enfermagem do Brasil.

Cruz Vermelha Brasileira: iniciou em 1916 a formação de profissionais de enfermagem para trabalho hospitalar em Petrópolis, em função da gripe espanhola.

Em 1920, pelo decreto 3.987 foi criado o Departamento Nacional de Saúde Pública e o setor de profilaxia da tuberculose iniciou o serviço de visitadores. Carlos Chagas, diretor desse departamento e a Fundação Rockefeller, em 1921, enviou ao Brasil um grupo de enfermeiras visitadoras que iniciou um curso intensivo.

Ethel Parsons foi à organizadora desses cursos e, além disso, também estudou a situação da enfermagem no país. Foi criado o serviço de Enfermagem do Departamento Nacional de Saúde Pública para a implantação de Enfermagem baseado na experiência norte-americana e em 1922 foi criada a Escola de Enfermagem do Departamento Nacional de Saúde Pública, posteriormente Escola de Enfermeiras Ana Neri e hoje Escola de Enfermagem da Universidade Federal Do Rio de Janeiro.

Primeiras atuações:

-natal em 1926

Em São Paulo e Minas Gerais começaram posteriormente novos cursos de visitadoras.

Como podemos ver, foi através da saúde pública que o trabalho e o desenvolvimento profissional de enfermagem se consolidou no país, em função do êxito dos serviços da enfermagem preventiva.

Raquel Haddock Lobo, formada por uma escola francesa, foi a primeira diretora brasileira na Escola de Enfermagem Ana Neri. Após sua morte, a escola voltou a ser dirigida por outra americana, até que em 1938 outra brasileira assumiu o posto, Lais Netto dos Reys. Mas antes de assumir essa escola, por convite do governo mineiro, já havia organizado a Escola Estadual de Enfermagem Carlos Chagas (1933 criada pelo decreto 10.952).

Ela foi responsável pela organização das semanas de enfermagem realizadas anualmente de 12 a 20 de maio, em homenagem a Florence Nightingale e Ana Neri.

De 1934 a 1937 a escola Ana Neri era ligada ao Ministério da Educação e Saúde e em 1946 passou a ter na Universidade lugar igual ao das demais unidades.

Escola de Enfermagem Alfredo Pinto, fundada em 1890 e sob direção médica, com o objetivo de assistir os doentes mentais. Passou em 1939 a ser dirigida pela enfermeira Maria Pamphiro.

Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, fundada em 1944, com a colaboração do Serviço Especial de Saúde Pública, que foi dirigida por Edith Franckel, que também atuou com distinção na Associação Brasileira de Enfermagem e na Revista Brasileira de Enfermagem.

A dedicação e coragem de Anna Nery foi reconhecida pelo então imperador do Brasil, D. Pedro II e passou a receber uma pensão vitalícia do governo.

Ela também foi condecorada com as medalhas de prata Geral de Campanha e a Medalha Humanitária de Primeira Classe.

Ela foi considerada a primeira enfermeira brasileira e faleceu, no Rio de Janeiro, há 140 anos, no dia 20 de maio.

ABEn – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENFERMAGEM:

Fundada em 1926 por um grupo de enfermeiras da 1ª e 2ª turma da Escola de Enfermeiras do Departamento Nacional de Saúde Pública e desde 1928 ela faz parte do Conselho Internacional de Enfermeiras. Em 1944, através do seu trabalho em prol do ensino e da legislação da enfermagem, conseguiu fundar o Conselho Federal de Enfermagem (Lei 5.903/73). Além disso, é ela que organiza anualmente o Congresso Nacional de Enfermagem.

O COFEN

O Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) e os seus respectivos Conselhos Regionais (CORENs) foram criados em 12 de julho de 1973, por meio da Lei 5.905. Juntos, formam o Sistema COFEN/Conselhos Regionais.

Filiado ao Conselho Internacional de Enfermeiros em Genebra, o COFEN é responsável por normatizar e fiscalizar o exercício da profissão de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, zelando pela qualidade dos serviços prestados e pelo cumprimento da Lei do Exercício Profissional da Enfermagem. Clique aqui para acessar informação quanto ao número de profissionais registrados no Brasil.

PRINCIPAIS ATIVIDADES DO COFEN:

. Normatizar e expedir instruções para uniformidade de procedimentos e bom funcionamento dos Conselhos Regionais; . Apreciar em grau de recurso as decisões dos CORENs; . Aprovar anualmente as contas e a proposta orçamentária da autarquia, remetendo- as aos órgãos competentes; . Promover estudos e campanhas para aperfeiçoamento profissional.

PRINCIPAIS ATIVIDADES DOS CORENS:

. Deliberar sobre inscrição no Conselho, bem como o seu cancelamento; . Disciplinar e fiscalizar o exercício profissional, observadas as diretrizes gerais do COFEN;

. Executar as resoluções do COFEN; . Expedir a carteira de identidade profissional, indispensável ao exercício da profissão e válida em todo o território nacional; . Fiscalizar o exercício profissional e decidir os assuntos atinentes à Ética Profissional, impondo as penalidades cabíveis . Elaborar a sua proposta orçamentária anual e o projeto de seu regimento interno, submetendo-os à aprovação do COFEN; . Zelar pelo bom conceito da profissão e dos que a exerçam; propor ao COFEN medidas visando a melhoria do exercício profissional; . Eleger sua Diretoria e seus Delegados eleitores ao Conselho Federal; . Exercer as demais atribuições que lhe forem conferidas pela Lei 5.905/73 e pelo COFEN.

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO RIO GRANDE DO NORTE (COREN RN) O QUE É COREN :

O Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Norte (COREN-RN) é um dos 27 regionais que compõem o Sistema COFEN/CORENS no País. O Conselho Federal e Regionais de Enfermagem (COFEN/CORENs) foram criados em 12 de julho de 1.973 pela Lei 5.905, como uma autarquia de fiscalização profissional vinculada ao Poder Executivo Federal, para cumprir os seguintes objetivos: fiscalizar o cumprimento da Lei do Exercício Profissional (Lei 7.498/1.986), zelar pelo bom conceito da profissão e dos que a exercem, bem como pelo cumprimento do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem.

HISTÓRICO DO COREN-RN:

O COREN-RN foi criado em 1975, logo após a criação do COFEN em julho de 1973. O encargo de organizar e articular a junta especial do COFEN no RN, com vistas à instalação de um Regional no Estado, por delegação da Presidente do COFEN, Dra Maria Rosa Souza, ficou sob a responsabilidade da Professora Raimunda Medeiros

Bibliografia:

Paixão, Waleska. Historia da Enfermagem, 5ª edição, revisada e aumentada.

Livraria Julio C. Reis, 1979.

ABEn, Evolução da Assistência a Saúde nos Períodos Históricos. <site: aben.gov.br>

Febvre L. De 1892 a 1933: exame de consciência de uma história e de um historiador. In: Febvre L. Combate pela história. 2ª ed. Lisboa: Presença; [s.d.].

Burke P. A escrita da história: novas perspectivas. São Paulo(SP): UNESP; 1992.

Le Goff J. História e memória. 2ª ed. São Paulo: UNICAMP; 1992.

Cabibbo S. Questões do método: para uma história de várias cores. [citado 26 de agosto de 2004]. Disponível em: www.google.com.br

Dosse F. A história à prova do tempo. São Paulo(SP): Ed. Unesp; 2001.

Borenstein MS, Padilha MICS. Por que conhecer a história da enfermagem? In: Borenstein MS, organizadora. Fragmentos de memórias coletivas: a história da saúde nos Hospitais da Grande Florianópolis: 1940-1960. Florianópolis(SC): Ed. Assembléia Legislativa; 2004.

Anotações:

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tratar deum ambiente hospitalar, onde emoções e valores individuais são confrontados constantemente.

A enfermagem, como área de conhecimento, consiste numa “ ciência humana, de pessoas e experiências com campo de conhecimento, fundamentação e prática de cuidar de seres humanos, que abrange desde o estado de saúde ao estado de doença, mediada de transações pessoais, profissionais, científicas, estéticas e políticas”.

Nesse sentido os profissionais podem vivenciar situações éticas como eutanásia, autonomia do cliente, justiça social, junto à equipe multiprofissional, e ao cliente assistido.

Nessa ótica, recorre-se à ética – palavra de origem grega que significa os costumes e valores de um determinado grupo social e que é usualmente empregada para referir- se a valores que fundamentam a convivência entre diferentes grupos sociais.

O Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem leva em consideração a necessidade e o direito de assistência em enfermagem da população, os interesses do profissional e de sua organização. Está centrado na pessoa, família e coletividade e pressupõe que os trabalhadores de enfermagem estejam aliados aos usuários na luta por uma assistência sem riscos e danos e acessível a toda população.

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS:

A enfermagem é uma profissão comprometida com a saúde e a qualidade de vida da pessoa, família e coletividade.

O profissional de enfermagem atua na promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde, com autonomia e em consonância com os preceitos éticos e legais.

O profissional de enfermagem participa, como integrante da equipe de saúde, das ações que visem satisfazer as necessidades de saúde da população e da defesa dos princípios das políticas públicas de saúde e ambientais, que garantam a universalidade de acesso aos serviços de saúde, integralidade da assistência, resolutividade, preservação da autonomia das pessoas, participação da comunidade, hierarquização e descentralização político-administrativa dos serviços de saúde.

O profissional de enfermagem respeita a vida, a dignidade e os direitos humanos, em todas as suas dimensões. O profissional de enfermagem exerce suas atividades com competência para a promoção do ser humano na sua integralidade, de acordo com os princípios da ética e da bioética.

CAPÍTULO I DAS RELAÇÕES PROFISSIONAIS DIREITOS Art. 1º - Exercer a Enfermagem com liberdade, segurança técnica, científica e ambiental, autonomia, e ser tratado sem discriminação de qualquer natureza, segundo os princípios e pressupostos legais, ética e dos direitos humanos.

Art. 2º - Aprimorar seus conhecimentos técnicos, científicos e culturais que dão sustentação a sua prática profissional.

Art. 3º - Apoiar e/ou participar de movimentos de defesa da dignidade profissional, do exercício da cidadania e das reivindicações por melhores condições de assistência, trabalho e remuneração, observados os parâmetros e limites da legislação vigente.

Art. 4º - Obter desagravo público por ofensa que atinja a profissão, por meio do Conselho Regional de Enfermagem.

RESPONSABILIDADES E DEVERES

Art. 5º - Exercer a profissão com justiça, compromisso, eqüidade, resolutividade, dignidade, competência, responsabilidade, honestidade e lealdade.

Art. 6º - Fundamentar suas relações no direito, na prudência, no respeito, na solidariedade e na diversidade de opinião e posição ideológica.

Art. 7º - Comunicar ao COREN e aos órgãos competentes, fatos que infrinjam dispositivos legais e que possam prejudicar o exercício profissional.

PROIBIÇÕES

Art. 8º - Requerer ao Conselho Regional de Enfermagem, de forma fundamentada, medidas cabíveis para obtenção de desagravo público em decorrência de ofensa sofrida no exercício profissional ou que atinja a profissão.