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Autor: Constantino Seixas Filho
Profibus
Pro cess Fi eld bus
Capítulo
R
Autor: Constantino Seixas Filho
Profibus
Introdução:
Profibus é hoje um dos standards de rede mais empregados no mundo. Esta
rede foi concebida a partir de 1987 em uma iniciativa conjunta de fabricantes,
usuários e do governo ale mão. A rede está padronizada através da norma DIN
19245 incorporada na norma europea Cenelec EN 50170.
Figura 1 - Aplicações da rede Profibus
A rede Profibus é na verdade uma família de três redes ou communication
profiles no jargão Profibus.
P r o f i b u s D P ( D i s t r i b u t e d P e r i p h e r a l s )
Esta rede é especializada na comunicação entre sistemas de automação e
periféricos distribuídos.
P r o f i b u s F M S ( F i e l d b u s M e s s a g e S p e c i f i c a t i o n )
É uma rede de grande capacidade para comunicação de dispositivos
inteligentes tais como computadores, CLPs ou outros sistemas inteligentes que
impõem alta demanda de transmissão de dados. FMS vem perdendo espaço
para a rede Ethernet TCP/IP.
P r o f i b u s P A ( P r o c e s s A u t o m a t i o n )
FMS
Nível de fábrica Tempo de ciclo < 1000ms
Nível de célula Tempo de ciclo < 100ms
Nível de campo Tempo de ciclo < 10ms
Autor: Constantino Seixas Filho
Características do nível físico:
Existem atualmente três physical profiles que definem os métodos de
transmissão disponíveis para o Profibus:
? RS-485 para aplicações gerais da automação da manufatura.
? IEC 1158-2 para uso na automação de processos
? Fibra ótica para maior imunidade a ruído e maiores distâncias
Existem pesquisas para se usar o Profibus sobre uma rede Ethernet 10Mbps ou
100 Mbps.
Figura 3 - Arquitetura dos protocolos Profibus
O protocolo DP utiliza as camadas 1 e 2 e a camada de usuário. Esta
arquitetura otimizada assegura uma transmissão de dados eficiente e rápida. A
suite FMS possui apenas as camadas 1, 2 e 7. A camada 7 corresponde ao
Fieldbus Message Specification (FMS).
Autor: Constantino Seixas Filho
Profibus PA
Figura 4 - Topologia da rede Profibus PA
A rede Fieldbus PA é uma rede para interligar válvulas, transmissores de
pressão diferencial, etc., portanto geralmente dispositivos escravos. A
alimentação dos dispositivos pode se dar pela própria rede. Caso se deseje
interligar esta rede de baixa velocidade a uma rede de alta velocidade (DP) ou a
um CLP, deve-se utilizar um acoplador.
O protocolo é muito simples, o que facilita a interoperabilidade.
A distribuição do controle depende sempre de um mestre externo. O mestre
deve ler as PVs dos transmissores, executar os algoritmos de controle e definir
a abertura da válvula de controle.
A Profibus PA permite ligar 32 dispositivos por segmento sem segurança
intrínseca (IS) ou até 9 dispositivos com segurança intrínseca (Eex ia/ib).
Os dispositivos podem ser conectados e desconectados para manutenção com a
rede em operação, mesmo quando operando em áreas classificadas.
Master C
Slaves
PA
Coupler
PID
PV
Autor: Constantino Seixas Filho
O consumo de corrente em regime permanente é de 10 mA. O nó que envia
dados deve sobrepor uma modulação de +/- 9 mA à corrente básica.
Figura 6 - Nível de sinal na rede Profibus -PA.
Figura 7 - Alimentação dos instrumentos de campo
DCS/PLC
PROFIBUS-PA 31.25 kbit/s (^)? 100 (^1)? F
Par trançado, blindado comprimento total max. 1.900 m
(Tipo de proteção: [EEx ib], explosion group: IIC)
? 10 mA?^ 10 mA
? 10 mA
? 10 mA
? 10 mA
24 V
Alimentação de inst. De campo: área Ex: max. 10 área não Ex: max. 40
Spur max. 30 m
DP/PA Link
PROFIBUS-DP
< 120 mA
??x
Bits 1 0 1 1 0
19 mA
IB = 10 mA
1mA
1 Bit Manchester Code t
Autor: Constantino Seixas Filho
Topologias:
Figura 8 - Topologia da rede Profibus
Profibus-PA & FF (H1)
Daisy Chain a <= 1900m
Bus b <=30..120m
T-plug IP66 dependendo do número de derivações
Tree Caixa de Junção
b <=30 .. 120m
Em aplicações de segurança intrínseca uma drop line ( stub ou spur em inglês,
ou spur em alemão) não pode ser maior que 30m.
Para se determinar o comprimento máximo da linha, uma série de fatores
devem ser analisados, mas uma regra básica seria calcular a potência necessária
a cada dispositivo a ser conectado e a classificação da área de processo. As
tabelas 1 e 2 são usadas para este cálculo.
Tipo Aplicação Tensão de alimentação
Corrente máxima da fonte
Potência máxima
Número de estações típico
I Eex ia/ib IIC 13.5 V 110 mA 1.8 W 9
II EEX ib IIC 13.5 V 110 mA 1.8 W 9
III Eex ib IIB 13.5 V 250 mA 4.2 W 22
IV Não intrinsecamente
seguro
24 V 250 mA 12 W 32
Tabela 1 : Fontes de alimentação padrão para transmissão IEC 1158-
T P F
T P F
T P F
Estrutura em Linha (Daisy chain)
Linha com derivações lineares 1)
Estrutura em árvore
b
b
T
T
T
a
Autor: Constantino Seixas Filho
LO_LIM (^)?? Limite inferior de aviso: se excedido, aviso e
bit de status vão para 1.
LO_LO_LIM (^)?? Limite inferior de alarme: se excedido, aviso
e bit de status vão para 1.
HI_HI_ALM (^)? Status do limite superior de alarme com time
stamp
HI_ALM (^)? Status do limite superior de advertência com
time stamp
LO_ALM (^)? Status do limite superior de advertência com
time stamp
LO_LO_ALM
?
Status do limite inferior de alarme com time
stamp
Figura 9 - Parâmetros de um instrumento no Profile PA
Autor: Constantino Seixas Filho
Profibus DP
É uma rede de alta velocidade e multimestres utilizando o padrão RS 485.
Os mestre podem ser de duas categorias:
Classe 1 : são mestres que realizam comunicações cíclicas tais como CLPs.
Classe 2 : São mestres que trabalham com mensagens assíncronas como
estações de operação e de configuração.
Figura 10 - Topologia da rede Profibus DP
A rede Profibus DP permite a conexão de até 32 dispositivos por segmento, até
o máximo de 4 segmentos, através de 3 repetidores. O número máximo de
nodos deve ser 126. A distância máxima é de 1.2 Km utilizando interface RS-
485. A rede pode ser estendida com repetidores até 15 Km com fibra ótica.
A rede é terminada por um terminador ativo no começo e fim de cada
segmento. Ambos os terminadores devem ser alimentados.
Velocidade da rede:
A velocidade da rede é única e é determinada pelo escravo mais lento. Hoje a
velocidade máxima da rede Profibus DP é 12 Mbps. A velocidade default é de
1.5 Mbps.
A velocidade de transmissão irá depender do comprimento do cabo no
segmento:
Baud rate (kbit/s) 9.6 19.2 93.75 187.5 500 1500 12000
Comprimento do
segmento (m)
Ethernet, TCP/IP Backbone
T
R
Segment 1 Segment 2
R
Coupler
HMI
Master DPM
PNC
PA
DP Slave
DP Slave
Autor: Constantino Seixas Filho
Topologias:
Figura 13 - Topologias para rede Profibus
Profibus -DP
Daisy Chain a<= 1200m
Bus T-Plug IP 40
b<= 0.2 m
Uso de fibra ótica
Figura 14 - Rede Profibus em anel utilizando tecnologia Hirshmann
T P F
T P F
Estrutura em Linha (Daisy chain)
Linha com derivações lineares 1)^
b
T
T
a
O rompimento do cabo causa a degeneração
da topologia para barramento PROFIBUS
Cabo de cobre
Anel ótico redundante Profibus
?
Rompimento do cabo
OZD Profi
Autor: Constantino Seixas Filho
Fibra ótica pode ser utilizada para aumentar a imunidade ao ruído ou para
alcançar maiores distâncias. Segmentos Profibus utilizando fibra ótica como
meio físico devem adotar uma topologia em estrela ou anel. Alguns fabricantes
oferecem ainda redes redundantes com a troca automática de rota em caso de
falha. Existem também acopladores entre rede de fibra ótica e RS485, o que
permite trocar de meio de transmissão sempre que desejado. A Hirschmann
oferece uma arquitetura de rede em anel utilizando o repetidor OZD Profibus
[Figura 14].
O tipo da fibra irá determinar a distância máxima a ser alcançada.
Tipo de fibra Propriedades
Fibra de vidro multimodo Distâncias médias na faixa de 2-3 km
Fibra de vidro monomodo Longas distâncias > 15 km
Fibra sintética Pequenas distâncias > 80 m
Fibra de PCS/HCS Pequenas distâncias > 500 m
Protocolo de acesso ao meio
O protocolo de acesso ao meio é implementado pela camada 2, que no caso do
Profibus é denominado Fieldbus Data Link (FDL). A camada MAC no
Profibus opera segundo dois princípios básicos:
? Na comunicação entre sistemas de automação complexos (mestres) deve-se
buscar que cada estação tenha tempo suficiente para realizar suas tarefas de
comunicação dentro de intervalos de tempo estabelecidos. Para este tipo de
comunicação é adotado o protocolo token passing.
? Na comunicação cíclica entre um mestre tal como um CLP e seus
periféricos (escravos), a transmissão deve ser o mais simples e rápida
possível. Neste tipo de transação utiliza-se o protocolo mestre-escravo.
P r o t o c o l o t o k e n p a s s i n g
O token é passado para cada estação segundo sua posição no anel lógico
(endereços crescentes) dentro de um tempo bem determinado. O tempo de
retenção da ficha por cada mestre é determinado pelo tempo de rotação do
token, que é configurável.
A comunicação em Profibus é independente de conexão, o que permite
executar uma comunicação broadcast (uma estação envia uma mensagem sem
reconhecimento para todas as demais, mestres ou escravos) ou multicast (uma
estação ativa envia uma mensagem sem reconhecimento para um determinado
grupo de estações (mestre ou escravos).
Autor: Constantino Seixas Filho
Figura 17 - DP/PA link
Figura 18 - Profibus DP sistema monomestre.
Cada dispositivo ligado na rede pode fornecer 246 bytes de dados de entrada e
246 bytes de dados de saída.
Numa arquitetura típica, a rede teria apenas um mestre, como por exemplo, um
CLP. Numa arquitetura multi mestres, cada mestre pode ler variáveis de cada
dispositivo escravo, porém cada escravo está dedicado a um mestre
determinado. Este mestre é responsável pela sua inicialização e configuração.
Se o mestre de alguns escravos não está presente, então não se consegue
realizar a leitura das variáveis deste mestre. Apenas um mestre de cada vez
pode escrever num dispositivo escravo.
PROFIBUS-PA 31.25 kbit/s
DP/PA Link (expansão modular , módulo central com com um máx. de 3 acopladores) 24 V
Não-Ex: max. 40 instrumentos de campo Ex: max. 3 x 10 inst. de campo
PROFIBUS-DP up to 12 Mbit/s
??x
J
J
Autor: Constantino Seixas Filho
Figura 19 - Rede Profibus - Arquitetura Multimestre
Arquivo de Configuração: GSD – General
Slave Data
Profibus definiu uma folha de dados eletrônica denominada GSD que são
proporcionados pelo fabricante do dispositivo Profibus. O GSD se divide em
três partes: especificações gerais, informações relacionadas ao mestre (para
dispositivos mestres), informações relacionadas ao escravo.
As especificações gerais definem informações do fabricante, velocidade de
comunicação, pinagem de conectores, etc.
As especificações do mestre definem o número máximo de escravos permitidos
e opções de upload e download.
As especificações do escravo definem os parâmetros do escravo: número e tipo
de canais de I/O, especificação de textos de diagnósticos, etc. Um editor de
GSDs está disponível no sítio oficial da rede Profibus. GSDs são visíveis até o
nível de controle e são usados pelas ferramentas de configuração para
visualizar os dados do instrumento.
E x e m p l o G S D
; GSD File Example E ; Modular Slave with header parameters and ; module related parameters (Example10) ; ; With Slot Definition ;====================================================== #Profibus_DP ; Prm-Text-Def-List PrmText= Text(0)= "Bit 0" Text(1)= "Bit 1"
Autor: Constantino Seixas Filho
MaxTsdr_6M = 450 MaxTsdr_12M = 800 Redundancy = 0 Repeater_Ctrl_Sig = 2 24V_Pins = 0 Implementation_Type = "Implementation" Bitmap_Device = "DIB_NamN" Bitmap_Diag = "DIB_NamD" Bitmap_SF = "DIB_NamS" ; Slave-Specification: Freeze_Mode_supp = 1 Sync_Mode_supp = 1 Set_Slave_Add_Supp = 0 Auto_Baud_supp = 1 Min_Slave_Intervall = 1 Fail_Safe = 0 Max_Diag_Data_Len = 13 Modul_Offset = 0 Slave_Family = 3@Sub1@Sub Modular_Station = 1 Max_Module = 10 Max_Input_len = 50 Max_Output_len = 50 Max_Data_len = 100
; UserPrmData: Length and Preset: User_Prm_Data_Len = 12 User_Prm_Data = 0x00,0x00,0x00,0x00,0x00,0x00,0x00,0x00,0x00,0x00,0x00,0x Max_User_Prm_Data_Len= 15 Ext_User_Prm_Data_Const(0)=0x00,0x00,0x00,0x00,0x00,0x00,0x00, x00,0x00,0x00,0x00,0x Ext_User_Prm_Data_Ref(3)= Ext_User_Prm_Data_Ref(3)= Ext_User_Prm_Data_Ref(4)=
; Module Definition List Module="Module1 1 Byte Out" 0x 1 EndModule
Module="Module2 1 Byte In " 0x 2 EndModule
Module="Module3 2 Byte Out" 0x 3 EndModule
Module="Module4 2 Byte In " 0x 4 EndModule
Module="Module5 3 Byte In PRM SKF" 0x45,0x02,0x05,0x04,0x03,0x02,0x 5 Ext_Module_Prm_Data_Len = 3 Ext_User_Prm_Data_Const(0) = 0x05,0x00,0x Ext_User_Prm_Data_Ref(1) = 4 Ext_User_Prm_Data_Ref(1) = 5
Autor: Constantino Seixas Filho
Ext_User_Prm_Data_Ref(2) = 6 EndModule
Module="Module6 3 Byte Out PRM SKF" 0x85,0x02,0x06,0x07,0x08,0x09,0x0a 6 Ext_Module_Prm_Data_Len = 3 Ext_User_Prm_Data_Const(0) = 0x06,0x00,0x Ext_User_Prm_Data_Ref(1) = 6 Ext_User_Prm_Data_Ref(2) = 4 Ext_User_Prm_Data_Ref(2) = 5 EndModule
Module="Module7 Emty" 0x 7 EndModule
SlotDefinition Slot(1) = "Slot 1" 1 1- Slot(2) = "Slot 2" 2 2- Slot(3) = "Slot 3" 3 3,5, Slot(4) = "Slot 4" 1 1- Slot(5) = "Slot 5" 7 1,2,3,4,5,6, ;Attention: The Slots until Max_Module can be configured with every module (or not) EndSlotDefinition