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procssos de usinagem
Tipologia: Notas de estudo
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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISIONAL E TECNOLOGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SANTA CATARINA CAMPUS DE ARARANGUÁ
Prof.: Daniel João Generoso QUARTO MÓDULO CURSO TÉCNICO EM ELETROMECÂNICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA – CAMPUS ARARANGUÁ 2011 – 1
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISIONAL E TECNOLOGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SANTA CATARINA CAMPUS DE ARARANGUÁ Apostila de Usinagem Avançada organizada para o quarto módulo do curso Técnico em Eletromecânica, com base em apostilas de outros cursos e manual de instruções do Torno Ergomat.
variedade de peças, sem que para isso sejam necessários ajustes demorados no equipamento; Contudo, o uso das máquinas CNC trouxe problemas, tais como:
Neste sistema, a origem é estabelecida em função da peça a ser executada, para tanto, pode-se estabelecê-la em qualquer ponto do espaço facilitando a programação. Este processo denomina-se “Zero Flutuante”. Como visto, a origem do sistema foi fixada como sendo os pontos X0, Z0. O ponto X0 é definido pela linha de centro-árvore. O ponto Z0 é definido por qualquer linha perpendicular à linha de centro do eixo-árvore. Durante a programação, normalmente a origem (X0, Z0) é pré-estabelecida no fundo da peça ( encosto das castanhas) ou na face da peça, conforme a ilustração que se segue: SISTEMAS DE COORDENADAS INCREMENTAIS A origem deste sistema é estabelecida para cada movimento da ferramenta. Após qualquer deslocamento haverá uma nova origem, ou seja, para qualquer ponto atingido pela ferramenta, a origem das coordenadas passará a ser o ponto alcançado. Todas as medidas são feitas através da distância a ser deslocada. Se a ferramenta desloca-se de um ponto A até B (dois pontos quaisquer), as coordenadas a serem programadas serão as distâncias entre os dois pontos, medidas (projetadas) em X e Z.
A nomenclatura dos eixos e movimentos está definida na norma internacional ISO 841 (Numerical control of machines) e é aplicável a todo tipo de máquina- ferramenta. Os eixos rotativos são designados com as letras A, B e C; os eixos principais de avanço com as letras X, Y e Z. TORNO CNC DESCRIÇÃO DE VARIÁVEIS O - Número de programa N - Identificação de bloco G - Código ISO da função preparatória a ser executada X/Z - Coordenada do ponto final em modo absoluto ou incremental, dependendo do estado modal do comando. U/W - Coordenada incremental em X e em Z I/J/K - Coordenada incremental do centro de círculo para o ponto inicial do arco. R - Raio A - Ângulo polar F - Velocidade de avanço de trabalho. Em mm/min ou mm/rot. M - Função auxiliar que depende da interface da máquina S - Rotação do fuso T - Definição de ferramenta X/P/U - Variáveis para tempo de espera. P - Chamada de subprograma FUNÇÕES AUXILIARES "M" M00 = Parada programada M01 = Parada opcional M02 = Fim de programa M03 = Girar fuso principal sentido horário M04 = Girar fuso principal sentido anti-horário
M05 = Parada do fuso M07 = Ligar bomba de refrigeração M09 = Desligar bomba de refrigeração M10 = Fixar material no fuso principal M11 = Soltar fixação de material no fuso principal M19 = Posicionar fuso (em conjunto com B07xxx) M30 = Fim de programa M31 = Quitação do sinal de fim de barra (alimentador) M35 = Ativar sinal CDZ (chanfro na saída de rosca) M36 = Desativar M M37 = Ativar sinal SMZ(velocidade zero para avançar bloco) M38 = Desativar M M60 = Trocar barra com fuso parado (magazine de barras) M61 = Trocar barra com fuso pendulando (magazine de barras) M77 = Liberar M10/M11 com fuso girando M78 = Desligar M M92 = Ligar transportador de cavacos para frente M93 = Desligar transportador de cavacos M94 = Abrir porta separadora de peças M95 = Fechar porta separadora de peças M98 = Chamada de subprograma M99 = Fim de subprograma TABELA DE FUNÇÕES PREPARATÓRIAS (CÓDIGO G) G00 = Posicionamento em avanço rápido G01 = Interpolação linear G02 = Interpolação circular sentido horário G03 = Interpolação circular sentido anti-horário G04 = Tempo de espera G10 = Entrada de dados programável G11 = Cancela entrada de dados programável G20 = Entrada em polegadas G21 = Entrada em milímetros
Os programas CNC obedecem a uma estrutura básica que deve ser observada na construção de um programa. ESTRUTURA DE UM PROGRAMA CNC São diversos os meios de elaboração de programas CNC, sendo os mais usados: LINGUAGEM DE PROGRAMAÇÃO AUTOMÁTICA APT No surgimento do CN, no início dos anos 50, a primeira linguagem de programação utilizada foi a APT (Automatic Programmed Tool). Atualmente só é utilizada como ferramenta auxiliar na programação de peças com geometrias muito complexas, principalmente para máquinas de 4 e 5 eixos. A linguagem APT é uma linguagem de alto nível. LINGUAGEM EIA/ISO Linguagem de códigos, também conhecida como códigos G. É na atualidade a mais utilizada universalmente, tanto na programação manual, como na programação gráfica, onde é utilizado o CAM.
A linguagem EIA/ISO é considerada de baixo nível. LINGUAGEM INTERATIVA Programação por blocos parametrizados, possui blocos prontos e não usa códigos. Ex. linguagem MAZATROL aplicando às máquinas MAZAK. PRODUÇÃO GRÁFICA VIA "CAM" (COMPUTER AIDED MANUFACTURING) Não é mais uma linguagem de programação e sim uma forma de programar em que o programador deverá possuir os conhecimentos de: processos de usinagem; materiais; ferramentas e dispositivos para usinagem; informática para manipulação de arquivos; máquinas (avanços, rotações e parâmetros); domínio de um software de CAD e um de CAM. Descrevendo de uma maneira simplificada, apenas para fácil entendimento, o programador entra com o desenho da peça, que pode ser feito no próprio CAM ou em desenhos recebidos do CAD (Computer Aided Design), define matéria - prima (tipo e dimensões), ferramentas e demais parâmetros de corte, escolhe o pós- processador de acordo com a máquina que fará a usinagem e o software de CAM se encarregará de gerar o programa, utilizando os códigos da linguagem EIA/ISO. Será estudado programas utilizando a linguagem EIA/ISO. O programa CNC é constituído de: Caracteres: É um número, letra ou símbolo com algum significado para o Comando. (Exemplo:2, G, X, /, A, T). Endereços: É uma letra que define uma instrução para o comando. (Exemplo:G, X, Z, F). Palavras: É um endereço seguido de um valor numérico. (Exemplo:G01 X25 F0.3).
Todo programa ou sub-programa na memória do comando é identificado através da letra “O” composto por até 4 digitos, podendo variar de 0001 até 9999. Para facilitar a identificação do programa, recomenda-se inserir um comentário, observando-se o uso dos parênteses. Ex.: O5750 (Flange do eixo traseiro); FUNÇÃO N Define o número da sequência. Cada sequência de informação pode ser identificada por um número de um a quatro dígitos, que virá após a função N. Esta função é utilizada em desvios especificados em ciclos, e em procura de blocos. Exemplo: N50 G01 X10 ; N60 G01 Z10 ; Não é necessário programar o número de seqüência em todos os blocos de dados. A sequência aparecerá automaticamente após a inserção de cada bloco de dados, a não ser que seja feita uma edição fora da seqüência do programa ou após sua edição completada. FUNÇÃO F Geralmente nos tornos CNC utiliza-se o avanço em mm/rotação, mas este também pode ser utilizado em mm/min. O avanço é um dado importante de corte e é obtido levando-se em conta o material, a ferramenta e a operação a ser executada. F0.3 ; ou F.3 ;
A função T é usada para selecionar as ferramentas informando à máquina o seu zeramento (PRE-SET), raio do inserto, sentido de corte e corretores. Programa-se o código T acompanhado de no máximo quatro dígitos. Os dois primeiros dígitos definem a localização da ferramenta na torre e seu zeramento (PRE-SET), e os dois últimos dígitos definem o número do corretor de ajustes de medidas e correções de desgaste do inserto. Exemplo: T0202 ; O giro de torre (no caso do nosso equipamento, GANG de ferramentas) e o movimento dos carros não podem estar no mesmo bloco que a função T, ela deve ser programada em uma linha de maneira isolada. Importante: O raio do inserto (R) e a geometria da ferramenta (T) devem ser inseridos somente na página de geometria de ferramentas. PAINEL DE COMANDO DO TORNO
1- Emergência. 2- Chave seletora da rotação do fuso de 50 a 120%. 3- Chave seletora de avanço de eixos de 0 a 120%. 4- Liga/Desliga bomba de fluido refrigerante. 5- Liga/Desliga transportador de cavacos. 6- Fecha fixação de material. 7- Abre fixação de material. 8- Cycle Stop. 9- Cycle Start. 10- Ativa/Desativa liberação para edição de programas. 11- Manivela Eletrônica.
2 a 25- Teclas alfa numéricas. 26- ALTER. 27- CANCEL. 28- POS. 29- PROG. 30- OFS/SET. 31- HELP. 32- INSERT. 33- SYSTEM. 34- MESSAGE. 35- CSTM/GR.
4- Abrir 10% da chave seletora de avanço. 5- Pressionar a tecla Z+ ou Z- para movimentar o eixo Z, X+ ou X- para movimentar o eixo X. 6- Girar a manivela no sentido desejado. PROCEDIMENTO DE UTILIZAÇÃO MDI 1- Pressionar MDI. 2- Pressionar PROG. 3- Pressionar [ MDI ]. 4- Digitar a sentença desejada Ex. M4 S200. 5- Pressionar EOB. 6- Pressionar INSERT. 7- Fechar a porta. 8- Pressionar CYCLE START. Obs. Fixar material se for girar o fuso. PROCEDIMENTO DE CHAMADA DE ESTAÇÃO DO GANG 1- Pressionar MDI. 2- Pressionar PROG. 3- Pressionar [ MDI ]. 4- Digitar n° da ferramenta desejada Ex. T05. 5- Pressionar EOB. 6- Pressionar INSERT. 7- Posicionar o cursor em O 0000. 8- Fechar a porta. 9- Pressionar CYCLE START (a gang posiciona na posição 5). 10-Pressionar RESET para liberar a trava da porta. 11-Abrir porta. PROCEDIMENTO PARA PRESET DE FERRAMENTA NO EIXO X 1- Fazer a fixação de um material na placa ou pinça. Ex. Mat Ø30mm.
2- Pressionar JOG. 3- Movimentar a ferramenta até que encoste no diâmetro do material. 4- Pressionar OFFSET SETING. 5- Pressionar [ CORRET ]. 6- Pressionar [ GEOM ]. 7- Posicionar o cursor até a ferramenta a ser feito o preset no eixo X. 8- Digitar o diâmetro do material no qual a ponta da ferramenta encontra-se encostado. Obs. Inserir o valor negativo se a ferramenta estiver posicionada abaixo da linha de centro. 9- Pressionar [ MEDIR ]. 10-Recuar eixos. PROCEDIMENTO PARA PRESET DE FERRAMENTA NO EIXO Z 1- Fazer a fixação de um material no porta-ferramenta. 2- Medir da ponta da ferramenta até a face do suporte. 3- Pressionar OFFSET SETING. 4- Pressionar [ CORRET ]. 5- Pressionar [ GEOM ]. 6- Posicionar o curso até a ferramenta a ser feito o preset no eixo Z. 7- Inserir o valor encontrado da ponta da ferramenta até a face do suporte. 8- Pressionar INPUT. PROCEDIMENTO PARA PONTO ZERO DA PEÇA 1- Chamada de ferramenta em MDI, usando função T. Ex. T01 + função M00. 2- Pressionar JOG. 3- Posicionar a ferramenta na face da peça. 4- Pressionar OFFSET SETING. 5- Pressionar [ TRAB. ]. 6- Posicionar cursor até o ponto zero desejado. Ex.G54. 7- Posicionar o cursor no campo Z. 8- Digitar Z0.