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tipos de válvulas
Tipologia: Notas de estudo
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VÁLVULAS
'1. Definição
Válvulas são dispositivos destinados a estabelecer, controlar e interromper a passagem de fluidos em uma lubulação. Controlam diversos processos numa central térmica e permitem o isolamento de equipamentos de forma que a manutenção possa trabalhar seguramente. ;
Deve-se usar o número mínimo necessário de válvulas para a boa operação da instalação. As válvulas são peças caras, encarecendo a montagem, aumentando a possibilidade de vazamentos pelas gaxetas, roscas e [ flanges, aumentam as despesas de manutenção e introduzem perda de cargá-na linha. í ;•" j A colocação de válvulas deve ser cuidadosamente estudada afim de facilitar sua manobra e manutenção bem como para serem realmente úteis.
:!. Classificação e Principais Tipos de Válvulas
li.xiste uma grande variedade de tipos de válvulas, algumas para o uso geral, e outras para finalidades tjspecfficas. Os tipos mais importantes de válvulas são:
:!.1. Válvulas de Bloqueio
Funcionam totalmente abertas ou totalmente fechadas. Válvula de Gaveta Válvula de Macho Válvula de Esfera Válvula de Comporta -,
2.2 Válvulas de Regulagem de Fluxo
Podem trabalhar em qualquer posição de fechamento parcial. Válvula Globo Válvula Agulha Válvula de Controle Válvula Borboleta Válvula de Diafragma
2.3. Válvulas Que o Permitem Fluxo Em Uma Só Direção
Válvula de Retenção de Portinhola Válvula de Retenção de Esfera Válvula de Retenção por Levantamento
'.IA. Válvulas Que Controlam a Pressão de Jusante
Válvulas-redutoras e reguladoras de pressão. Controlam o valor de P2, independente do valor P1.
2.5. Válvulas Que Controlam a Pressão de Montante
Válvulas de Segurança e de Alívio Válvulas de Contrapressão
li. Detalhes Construtivos (Figs 1 e 2}
:i.1. Corpo de Válvulas
H. a parte principal da carcaça da válvula. É aquela parte que se conecta â tubulação e que contém o orifício de passagem do fluido.
Quanto ao meio de conexão às tubulações, são os seguintes os principais casos de emprego de cada tipo de extremidade das válvulas, de acordo corn as boas normas técnicas.
2
Extremidades Flangeadas - sistema usado em quase todas as válvulas, de qualquer material, empregadas em tubulações industriais, de 2" ou mais.
Extremidades Para Soldas de Soquete - sistema usado principalmente em válvulas de aço, de menos de 2", e onde a solda de topo é ineficiente.
Extremidades Rosqueadas - sistema usado em válvulas de 4" ou menores, em tubulações que não conduzem fluidos corrosivos ou venenosos.
Extremidades Para Solda de Topo - sistema usado em válvulas de aço, de mais de 2", em serviços com pressões muito altas ou com fluidos em que se exija a eliminação absoluta de vazamentos.
:i.2. Castelo
T a segunda parte em que se divide a carcaça de uma válvula, suportando e contendo as peças móveis de controle do fluxo. O castelo é fixado ao corpo de maneira a permitir rápida desmontagem e fácil acesso ao interior da válvula. São três os meios mais usuais de ligação do castelo ao corpo da válvula.
Castelo e corpo rosqueados - é o sistema mais barato, usado apenas em pequenas válvulas de baixa pressão.
Castelo preso ao corpo por uma porca solta de união - usado para válvulas pequenas, até 2", de boa qualidade, para serviços de alta pressão. Permite uma vedação bem melhor que o castelo rosqueado.
Castelo Flangeado - sistema usado para válvulas grandes, e para qualquer pressão por ser mais robusto e permitir melhor vedação.
Qualquer que seja o sistema de fixação do castelo ao corpo da válvula, deverá haver uma junta de vedação entre essas duas peças.
—Volante "fe.
•Porca de Aperto
Sobreposta Gaxetas
Haste c/ Rosca Interna
if j - -Volante
Haste c? Rosca Externa -Sobreposta Gaxetas Castelo ^parafusado
Castelo Rosqueado
Corpo
Extremos / Rosqueados
Gaveta
Fig. 1 - Válvula de gaveta de castelo rosqueado
Fig. 2 - Válvula de gaveta de castelo aparafusado
O mecanismo móvel interno de válvulas (haste, peças de fechamento) mais a sede, no orifício da válvula, onde o mesmo se assenta, chama-se "trim" da válvula. São as peças mais importantes das válvulas, geralmente feitas de materiais de melhores qualidades mecânicas do que os da carcaça da válvula porque estão sujeitos a [ji andes esforços e a forte corrosão e erosão. Devem ter também uma usinagem cuidadosa para que a válvula tenha um fechamento estanque.
A operação motorizada é também utilizada para o comando remoto de válvulas, recurso esse que pode ser lecomendado principalmente ern instalações em que as válvulas sejam em grande número e de operação irequente. Com o comando remoto pode-se centralizar o comando de todas as válvulas em um único local, simplificando e evitando erros de operação.
Nos sistemas de operação motorizada, hidráulica e pneumática, a haste da válvula é comandada por um (êmbolo ou um diafragma sujeito à pressão de um líquido ou ar comprimido (figs 5 e 6). O comando hidráulico, bastante mais raro na prática do que o comando pneumático, é usado quase somente para válvulas muito r;i andes.
i )ois sistemas de operação motorizada elétrica são de uso corrente:
Motor elétrico acionando o volante da válvula por meio de engrenagem de redução. Esse sistema é usado em válvulas de grande tamanho para tornar a operação mais fácil e mais rápida. Interruptores limite dão para o operador uma indicação de quando a válvula está completamente aberta ou fechada. Interruptores limite também desligam o motor quando a válvula atingir a posição totalmente aberta ou fechada. Uma alavanca by-pass de acionamento manual montada no atuador do motor é usada para desacoplar o motor de forma que o volante seja acoplado à válvula para abri-la ou fecha-la manualmente pelo volante.
Solenóide cujo campo magnético movimenta diretamente, por atração da haste da válvula. Esse sistema é usado apenas para pequenas válvulas, frequentemente comandadas por relês eléíricos ou instrumentos automáticos.
A operação motorizada pneumática é o sistema mais usado nas válvulas comandadas por instrumentos ííiitomáticos, como veremos no item 6.6,, referente às válvulas de controle.
ir preciso não confundir válvulas comandadas por instrumentos automáticos com válvulas de operação .-Mitomática. Nas válvulas comandadas por instrumento, o que é automático é o conjunto instrumento-válvula, e '•ao a válvula em si, que é de operação motorizada, isto é, necessita de uma força motriz externa para a sua operação. O instrumento mede ou controla uma grandeza qualquer em um ponto do sistema (pressão, temperatura, vazão, nível, etc.), e dependendo do valor a ser controlado dessa grandeza emite um sinal pneumático, elétrico ou eletrôníco, que determina ou comanda a operação da válvula. A válvula, por sua vez, modifica o fluxo da tubulação tendendo a corrigir qualquer desvio que haja no valor da variável controlada.
Fig. 5- Válvula pneumática "Ar para Abrir" Fig. 6 - Válvula Pneumática "Ar para Fechar"
As válvulas de operação automática (ou auto-operadas), como o próprio nome indica, são auto-suficientes, dispensando qualquer ação externa para o seu funcionamento. Elas obtêm toda a energia necessária ao seu iuncionamento do próprio meio controlado. A operação automática pode ser conseguida pela diferença de pressões do fluido circulante {válvulas de retenção, por exemplo) ou pela ação de molas ou contra-pesos, integrantes da própria válvula (válvulas de segurança e de alívio).
A figura 7 mostra uma válvula auto-operada utilizada para controlar a pressão a jusante. Nesta válvula, a pressão da linha é conectada diretamente ao atuador da válvula, enquanto o ponto de ajuste é mudado ;íiuando-se no parafuso externo de ajuste de pressão. Assim, enquanto a pressão da linha empurra o ciafragma da válvula para cima, a mola empurra-o no sentido contrário, consequeníemente o posicionamento
rio tampão (píugue) será função da resultante dessas pressões que atuam no diafragma e das pressões que no próprio tampão (plugue).
. Parafuso externo cí£ ajuste de pressão
Fig. 7 - Válvula auto-operada para controle de pressão a jusante
As válvulas auto-operadas apresentam como principais vantagens a sua simplicidade de projeto, construção e operação; apresentam como principal desvantagem os problemas de estabilidade (que nos levam a operar com- c controlador utilizando somente parte da capacidade total da válvula) e da não linearidade de controle - Â medida que a compressão da mola aumenta, aumenta o valor da pressão (força) necessária para posicionar o i;Iugue da válvula (efeito mola).
O controle auto-operado é largamente utilizado em aplicações de controle de pressão e, menos comumente, no i;untrole de temperatura, nível, eíc.
6.1. Válvula Gaveta (Figs 1 e 2)
£ o tipo de válvula mais importante e de uso mais generalizado, representando cerca de 2/3 de todas as v/álvulas empregadas em tubulações industriais. São utilizadas principalmente em todos os serviços de bloqueio nas linhas de água, óleos e líquidos em geral (desde que não sejam muito corrosivos ou voláteis), para quaisquer diâmetros e, também, para bloqueio de vapor e ar em linhas de diâmetro acima de 8". Em todos tísses serviços as válvulas gaveta são usadas para quaisquer pressões e temperaturas.
O fechamento nessas válvulas é feito pelo movimento de uma peça chamada gaveta ou cunha, que se desloca paralelamente ao orifício da válvula, e perpendicularmente ao sentido de escoamento do fluido. Quando completamente abertas, a perda de carga causada pelas válvulas gavetas é desprezível. Essas válvulas só devem trabalhar completamente abertas ou completamente fechadas, isto é, são válvulas de bloqueio e não de [•sgulagem. Quando parcialmente abertas, causam laminagem da veia fluida acompanhada de cavitação e violenta erosão da gaveta e da sede, se operando longo tempo nessa condição (fig 8).
Fig. 8' - Fluxo através de uma válvula gaveta totalmente aberta e parcialmente aberta
Alavanca de Operação
v Haste Deslízante '-• - Gaxeta Castelo Aparafusado
Gavera
Range Fig. 9 Válvula de Comporta ou Guilhotina Fig. 10 - Válvula de Fecho Rápido
B.2. Válvulas de Macho (Fig. 11}
Representam em média cerca ãe 10% de todas as válvulas usadas em tubulações industriais.
Nestas válvulas o fechamento é feito pela rotação de uma peça (macho), onde há um orifício bloqueado, no interior da válvula. São válvulas de fecho rápido, porque fecham-se com % de volta do macho ou da haste.
'.Jsadas geralmente em serviços de bloqueio de gases (em qualquer diâmetro, temperatura ou pressão).
Engraxadeira Alavanca de Manobra
J"- Sobrepostas .---Gaxetas
-Sedes
•"Macho
-Orifício de Passagem
--Rasgos de Lubrificação
Posição Aberta Posição Fechada Cortes em Projeçao Horizontal
Fig. 11 - Válvula de Macho
São fundamentalmente válvulas de bloqueio e não devem trabalhar parcialmente abertas.
Podem ser com e sem lubrificação. Nas válvulas com lubrificação, há um sistema de injeção de lubrificantes sob pressão através do macho, para melhorar a vedação e evitar que o macho possa ficar preso.
6.2.1. Variantes da Válvula de Macho
n) Válvula de Esfera (Fig. 12)
O macho nessas válvulas é uma esfera que gira sobre um diâmetro, deslizando entre anéis retentores de materiais resilientes (borracha, neopreme, teflon, etc.) tornando a vedação completamente estanque. São empregadas em numerosos serviços de bloqueio com água, ar, óleos, líquidos e gases em geral, em baixas lemperaturas para quaisquer diâmetros e pressões.
b) Válvulas de 3 ou 4 Vias (Fig. 13)
IV.ssas válvulas permitem operações tais como: desviar o fluxo de uma linha para outra; misturar fluidos; drenar fluido para atmosfera, eíc.
Haste ~\a de Manobra
Orifício de *•- Passagem
Macho
\— Ma di D \a Oca) Anéis Retentores J
Fig. 12-Válvula de Esfera
6.3. Válvulas de Globo (Figs 14 e 15)
Posição Aberta
Fig. 13 - Válvula de Esfera de 3 Vias
Nas válvulas de globo o fechamento é feito por meio cie um tampão que se ajusta contra a sede da válvula, <:njo orifício está geralmente em posição paralela ao sentido geral do fluxo. O tampão (também chamado ' obturador" ou "disco") pode ter a superfície de assentamento cónica, plana, esférica, etc. As válvulas globo podem trabalhar em qualquer posição de fechamento, isto é, são válvulas de regulagem. Causam, entretanto, em qualquer posição de fechamento, fortes perdas de cargas devido às mudanças de direçao e turbilhonamentos do fluído dentro da válvula (fig 16).
-Volante
Porca de Aperto
Sobreposta
Gaxetas Haste c/Rosca Interna
, Castelo de União
Tampão Sede
Extremos Rosqueados
Sentido tíe Fluxo
Fig. 14 - Válvula de globo de castelo rosqueado
Volante
Haste cf Rosca Externa
Sobreposta jaxetas ^—Castelo Aparafusado
Tampão Sede v Sentido de Fluxo
Fig. 1 5 - Válvula de globo de castelo aparafusado
As válvulas de globo dão um fechamento bem melhor que as válvulas gaveta, podendo conseguir piincipalmente em válvulas pequenas, um fechamento absolutamente estanque.
CHS válvulas globo padrão que não têm o seu uso recomendado para esse tipo de aplicação devido aos danos tpor cavitação) causados aos seus internos.
c) Válvula em Y (Oblíquas - Fig. 20)
!:.:5sas válvulas têm a haste a 45° com o corpo, de modo que a trajetória da corrente fluida fica quase retilínea. i.nm um mínimo de perdas de carga. Essas válvulas são muito usadas para bloqueio e regulagem de vapor.
Sede
!:ig. 18 - Válvula Angular Fig. 19 - Válvula de Agulha
B.4. Válvulas de Retenção
Fig. 20 - Válvula em "Y"
Essas válvulas permitem passagem de fluido ern um sentido apenas, fechando-se automaticamente, por dferença de pressões exercidas pelo próprio fluido, se houver tendência à inversão no sentido do escoamento. São por isso, válvulas de operação automática (Fig. 24).
Caso típico do uso de válvulas de retenção é nas linhas de recalque de bombas em paralelo descarregando-se no mesmo coletor para evitar o retorno de fluido através das bombas paradas. Outro caso. É o uso dessas '''Rlvulas na linha de carregamento de um tanque elevado, para evitar um possível esvaziamento daquele e a contrapressão na bomba causada pela coluna líquida quando houver falha na válvula de bloqueio de entrada (30 tanque.
lúistem três tipos principais de válvulas de retenção:
;i) De Portinhola (Fig. 21)
í:, o tipo mais comum de válvula de retenção. Provoca baixa perda de carga e o seu fechamento é feito por uma portinhola articulada que se assenta no orifício da válvula.
•Tampa Pino
Setíe Portinhola
Fig. 21 - Válvula de Retenção de Portinhola
11
b) De Pistão (Fig. 22)
O fechamento da válvula é feito por meio de um tampão, semelhante aos da válvula globo, cuja haste desliza «m guia interna. Essas válvulas causam perdas de carga muito grandes e por isso são pouco usadas em linhas Í;H, diâmetros acima de 6".
Entrada Saída
Fig. 22 - Válvula de Retenção de Pistão
c) De Esfera {Fig. 23}
Esfera
Fig. 23 - Válvula de Retenção de Esfera
'•:>.io semelhantes às válvulas de retenção de levantamento, sendo porém, o tampão substituído por uma (?sfera. Sistema usado apenas para válvulas de pequeno diâmetro (até 2").
Sede
Tampão Aberta Fechada
,>*-——«2j^
Aberta
Tampão
Sede —
F e chá ila
Fig. 24 - Fluxo através de válvula de retenção de portinhola (superior) e de pistão (inferior)
6.4.1. Variantes das Válvulas de Retenção
;i) Válvulas de Pé (Fig. 25)
$ão válvulas de retenção especiais para manter a escorva nas linhas de sucção de bombas. Essas válvulas ;;ão semelhantes às válvulas de retenção de pistão, tendo geralmente no tampão um disco de material 'esiliente (plástico, borracha, eíc.) para melhorar a vedação. Possuem também uma grade externa de proteção i "iitro) contra entrada de detritos.
A construção dessas válvulas é semelhante à das válvulas globo angulares. O tampão é mantido fechado contra a sede pela acão de uma mola (fig. 27), 'corn parafuso de regulagem ou um contrapeso externo de posição ajustável (fig. 28). Regula-se a tensão da mola ou a posição do contrapeso de maneira a se ter a pressão de abertura da válvula desejada.
Alavanca de Teste
Porca de Regulagem
Mola
Tampão Bocal de
Vapor
Fig. 28 - Válvula de Segurança de Contrapeso
As válvulas de mola são as mais comuns; as de contrapeso estão fora de uso. A mola pode ser interna, dentro do castelo da válvula, ou externa, preferindo-se essa última disposição para serviços com fluidos corrosivos, muito viscosos ou gases liquefeitos que possam congelar prendendo a mola. Essas válvulas são chamadas "de segurança" quando destinadas a trabalhar com fluidos elásticos (vapor, ar, gases), e de alívio quando destinadas a trabalhar com líquidos, que são fluidos incompressíveis.
A construção das válvulas de segurança e de alívio é basicamente a mesma, a principal diferença reside no perfil da sede e do tampão. Nas válvulas de segurança o desenho desses perfis é feito de tal forma que a abertura total da válvula se dê imediatamente após a "pressão de ajuste". Nas válvulas de alívio, a abertura é gradual, atingindo o máximo com 110% a 125% da "pressão de ajuste".
A figura 29 ilustra a operação de uma válvula de segurança. Em operação normal, a mola mantém a válvula firmemente fechada contra seu assento (sede), até que a pressão de ajuste seja alcançada. A área do disco de válvula que é exposto ã pressão da caldeira ou recipiente de pressão aumenta lentamente quando o disco de válvula se ergue do assento, provendo uma área adicional, que provoca um aumento súbito da força contra a
mola (a mola à medida que é comprimida exige maior força para a abertura da válvula), fazendo com que a válvula abra rapidamente e completameníe. Quando a pressão de pressão de fechamento é alcançada, a válvula volta a fechar por força da mola.
As válvulas de segurança costumam ter uma alavanca externa com a qual é possível fazer-se manualmente o (íisparo para teste.
Uma variante importante são as válvulas de segurança aíuadas por piloto, nas quais existe uma outra válvula MH segurança de pequenas dimensões (válvula piloto). A pressão do fluido atua diretarneníe sobre a válvula piloto, que abrindo-se permite a despressuhzação de um atuador (geralmente um pistão ou diafragma), que, por sua vez, aciona o tampão da válvula principal, proporcionando o alívio da pressão do sistema, como desejado. Quando essa pressão voltar ao normal, o piloto pressurizará o atuador, fechando a válvula principal. A vantagem dessas válvulas é a sua maior precisão de calibragem em relação à uma válvula convencional de mesma capacidade.
As válvulas de quebra vácuo (ou ventosas) destinadas a evitar a formação de vácuo em tubulações e equipamentos, são também semelhantes às válvulas de segurança, com a diferença de que se abrem de fora para dentro admitindo ar atmosférico, quando há um vácuo ou uma depressão na tubulação, em lugar de se abrirem de dentro para fora. Essas válvulas são empregadas principalmente em tubulações de grande diâmetro K pequena espessura, nas quais a formação acidental de um vácuo pode causar o colapso em consequência MH pressão atmosférica.
'área exposta quando fechada
área e K p os ta quando aberta
[área menor")
(írzz maior)
Fig. 29 - Abertura da válvula de segurança (ela abre devido ao aumento da área exposta a pressão)
6.5.1 Definições importantes Aplicadas às Válvulas de Segurança e Alívio
Pressão de Ajuste - pressão na qual a válvula foi calibrada para abrir no processo.
Diferencial de Alívio (Blowdown) - valor em porcentagem da pressão de ajuste na qual a válvula voltará a estar fechada. Assim que a pressão do processo começa a baixar, a força da mola começa a superar a força de levantamento, tendendo a mover o tampão para a posição de fechamento. O escape de fluido mantém o tampão aberto até um ponto aproximadamente 5% abaixo da pressão de ajuste, ou ponto de abertura e, em seguida, o disco assume a posição fechado. O diferencial de alívio foi definido como 5 - 7%
16
As válvulas de controle sofrem intenso efeito de cavitação quando operam quase totalmente fechadas com um grande diferencial de pressão na sede da válvula. Geralmente são instaladas com válvulas de isolamento e válvula by-pass (tipo globo) de modo a permitir reparos na válvula de controle sem parar o processo.
Porca de Regulagem da Mola Mola Calibrada Regulavel (para abrir a válvula)
Admissão de Ar Comprimido (para fechar a ualuula) Diafragma Flexiuel
"O "O — Indicador de Posição de Abertura
Canetas
Sedes
Tampões Duplos Balanceados
Fig. 30 - Válvula de Controle
©- VÁLVULA DE GAVETA COMUM ©- IGUAL PERCENTAGEM (3)- ABERTURA RÁPIDA (4)- LIHEAR
2 3 4 5 6 7 8 10 20 30 40 60 80 100 VAZÃO ATRAVÉS DA VÁLVULA (% DA VAZÃO MÁXIMA)
Fig. 31 - Curvas características de válvulas (% de vazão permitida em função da % de abertura)
7.1. Válvulas Redutoras de Pressão
Por meio delas é regulada a pressão a jusante da válvula. Essas válvulas são automáticas (auío-operadas), isio é, funcionam sem intervenção de força motriz externa. O funcionamento geralmente se faz através de ums •'Hlvula piloto, que dá passagem ao fluido para a operação da válvula principal. Tanto a válvula piloto como a (M incipal fecham-se por meio de molas de tensão regulável de acordo com a pressão desejada.
7.2. Válvula Borboleta {Fig. 32 e 33)
São válvulas usadas principalmente para tubulações de grande diâmetro (maior que 20") e de baixa pressão, onde não se exija vedação perfeita, para serviços com água, ar, gases e materiais pastosos.
Se caracterizam pelo tipo construtivo, identificado pelo corpo anelar e pelo obturador pívotado por um eixo (iiameíra! montado no corpo através de furos passantes. Este eixo pode ocupar posições horizontal e vertical ou inclinada em relação à tubulação. O conjunto disco-eixo aloja-se no corpo anelar, o qual pode apresentar torma adequada aos diversos tipos de montagem, viáveis para as válvulas.
O princípio de funcionamento baseía-se na rotação do disco, em torno do eixo de acionamento, obstruindo ou liberando o fluxo, através da seção livre do corpo, permitindo controles parciais da vazão.
FLANCES DA TUBULAÇÃO
.-'CAIXA DÊ.
DISCO DÊ / i-CORPO DA VÁLVULA FECHAMENTO (ENTRE OS FLANGES}'
V&.VULA GRANDE COM, r,C OE: VOLANTE.
Fig. 32 -Válvula Borboleta
JtfM
-Volante
rampa Bucha Haste
Diafragma
Fig. 33 - Válvula Borboleta
7.3. Válvulas de Diafragmas (Fig, 34)
Fig, 34 - Válvula de Diafragma
São válvulas sem gaxetas, muito usadas para fluidos corrosivos, tóxicos, inflamáveis, etc. O fechamento da "nlvula é feito por meio de diafragma flexível que é apertado contra a sede. O mecanismo móvel que controla o ciafragma fica completamente fora de oontato com o fluido. As válvulas de diafragma são quase sempre
Tinta ou ferrugem na haste. Remédio: limpeza da haste.
Válvula encravada fechada. Isto pode ser ocasionado por:
Nas válvulas globo das linhas de vapor, quando fechadas fortemente enquanto quentes, quando esfriam, a sede se contrai diminuindo de diâmetro, o que ocasiona o levantamento da haste contra a rosca guia. Este esforço sobre a rosca da haste vai fazer o mesmo efeito que uma coníraporca, isto é, vai aumentar o atrito na rosca.
Nas válvulas da rede de ar comprimido, geralmente são válvulas de agulha e, portanto, têm uma haste muito comprida. Quando o ar passa por elas, sofre uma expansão e, portanto, resfria a válvula (muitas vezes pode-se até observar condensação na parte externa da corpo da válvula). Quando estas válvulas são fechadas, e por elas acaba de passar o ar, vão aquecendo, e a dilatação de suas hastes vai exercer pressão sobre a rosca-guia causando o mesmo efeito de contraporca.
Este efeito pode ser produzido, em alguns tipos de válvulas globo de linhas de vapor em que a haste é muito grande em relação ao diâmetro da sede por essa razão é sempre aconselhável, antes de aquecermos uma linha de vapor verificar se suas válvulas estão somente encostadas nas respectivas sedes. No caso deste encravamento é só aliviarmos a pressão sobre a rosca guia, o que poderá ser facilmente feito, folgando a castelo da válvula ou tampa da caixa, enfim, folgando 3 parte que contém a rosca guia.
Outra causa muito comum de encravamento de válvula fechada, é o fechá-la com um tranco ou aproveitando a energia cinética do volante, o que vai ocasionar o efeito de contraporca já citado.
Válvula Forçada na Posição de Aberta Enquanto-- Fria - ao aquecer, a dilatação encrava a válvula de encontro a tampa. Geralmente consegue-se desencravar com o auxílio de uma chave, íomando-se o cuidado para não torcer a haste. É boa prática, sempre que se abrir completamente uma válvula, girar o volante meia volta na direção de fechar, de forma a evitar que esse problema se dê.
Rosca da Haste Mordida ou Trepada Por Emprego de Força Excessiva - esta situação é uma das mais graves que se pode dar com uma haste. Se não conseguir retirar a haste por outro meio, desmonta-se a tampa do corpo da válvula e corta-se a haste junto ao castelo.
8.4. Haste Empenada
O remédio é desempenar ou substituir a haste.
Todas gs válvulas importantes e as válvulas possíveis de encravamento devem ser movimentadas, pelo menos una vez por mês, ou rnais frequentemente se a prática assim determinar.
B.5. Haste Louca
Isto acontece quando a rosca da haste, ou a rosca guia está comida ou gasta, caso em que a haste gira em um sentido ou em outro, e não chega nunca ao fim de curso. O recurso é substituir as partes avariadas.
8.6. Válvula Solta da Haste
A válvula pode soltar-se da haste ou por uma avaria no dispositivo que a prende, ou por ter corroído 3 cabeça c;a haste. A primeira causa geralmente não se dá nas válvulas de boa qualidade. A segunda acontece frequentemente nas válvulas que trabalham com água salgada; isto pode ser evitado pela substituição da haste pur outra de metal móvel. Estas válvulas devem sofrer inspeção constantemente para que as avarias possam ser previstas e remediadas.
Guando fechando válvula motorizada manualmente, não usar força excessiva, pois posteriormente pode ser nucessária a operação remota da válvula e ela pode se tornar inoperante pela atuação da proteção de subrecarga do motor. Confirmado que há desajuste no fim de curso solicitar manutenção na válvula.
Ari válvulas motorizadas geralmente possuem uma alavanca que acopla o volante para possibilitar a operação manual da válvula e desacopla o motor. Não tente acoplar o volante com o motor operando para não danificar o acoplamento. Passe o seu comando para local, evitando o seu acionamento remoto, antes de operá-la manualmente.
Para verificar a posição de uma válvula manual aberta num sistema em operação, o operador deve: Observar instrumentos na linha da válvula que indiquem vazão (se existir instrumento); Verificar se o indicador local de posição da válvula (se existir) está na posição aberto; Observar a posição da haste de acionamento. Atuar no sentido de fechá-ia um pouco, observando se há movimento da haste. Depois, levá-la novamente à posição previamente aberta.
Para verificar a posição de uma válvula manuai completamente fechada num sistema em operação, o operador íifive aíuar no sentido de fechá-la (não usar força adicional por meio de chave de válvula) usando força normal f- observar se há movimento da haste do obturador.
Válvulas gavetas não devem ser usadas para controle de fluxo fluido (líquido), pois o estrangulamento da vnlvula cria urn fluxo turbulento que causa erosão da gaveta da válvula.
TO. Uso de Chave de Válvulas
Chave de válvulas é uma haste que serve para aumentar o braço de alavanca do volante, isto é, serve para multiplicar o esforço empregado sobre a haste, numa determinada válvula.
O uso de força adicional por meio da chave de válvulas pode ocasionar danos a sede e contra-sede da válvula, ;;Iém do risco de quebra de volantes e danos a haste, ppis não é possível mensurar a força aplicada.
Estas chaves devem ser empregadas o menos possível, pois elas, geralmente, forçam a haste da válvula, e i;ão um dos grandes responsáveis pelos encravamentos e quebra de volantes. Em válvulas em boas condições nunca será necessário o emprego de uma chave de válvula, desde que ela seja bem conduzida.
Não usar chave de válvula para fechar válvulas manuais. A chave de válvula deve ser sempre um instrumento (3e emergência. No caso de uma válvula estar encravada fortemente, devemos empregar duas chaves de "álvula, em lados opostos, para não forçar muito a haste da válvula (confirmar antes que a válvula esteja íechada).