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Análise de Cosméticos: Tipos de Veículos e Ativos para Peles Acneicas, Notas de estudo de Biologia

Neste documento, aprenda sobre os diferentes tipos de veículos e ativos utilizados em cosméticos, com ênfase na correção de alterações cutâneas e tratamento de pele acneica. Descover as importâncias da escolha de veículos adequados, como gels, sabonetes e soluções, e os ativos ativos, como a vitamina b3 e agentes despigmentantes, como a hidroquinona.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 03/09/2010

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maria-do-carmo-carneiro-12 🇧🇷

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Curso de Estética Facial – Acne e
Despigmentação
MÓDULO II
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para
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mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores
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Curso de Estética Facial – Acne e

Despigmentação

MÓDULO II

Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este Programa de Educação Continuada, é proibida qualquer forma de comercialização do mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores descritos na Bibliografia Consultada.

MÓDULO II - RECURSOS EM ESTÉTICA FACIAL

SUMÁRIO

1. RECURSOS COSMÉTICOS

1.1 – DEFINIÇÃO

Ativos Veículos / Excipientes Formas cosméticas

1.2 – ATIVOS ANTI ACNE

Ácido azeláico Ácido glicólico Ácido salicílico Asebiol® Hamamélis (extrato glicólico) Nicotinamida Peróxido de benzoíla Própolis (extrato glicólico) Zincidone®

1.2 - ATIVOS DESPIGMENTANTES

Ácido ascórbico Ácido azeláico Ácido fítico Ácido kójico Antipollon HT® Arbutin® Biowhite® Hidroquinona Melawhite®

2. EQUIPAMENTOS

2.1 – VAPOR DE OZÔNIO

2.2 ALTA FREQÜENCIA

ser cremes (mais consistentes) ou loções (mais liquefeitas) , óleo/água (O/W) ou água/óleo (W/O).

  • Solução: formadas geralmente pela mistura de água, álcool e propilenoglicol, são na maioria das vezes, chamadas erroneamente de loções adstringentes ou tônicas. Os produtos têm aspecto aquoso e translúcido, sendo líquidos e de fácil manuseio. Devem ser aplicados com embalagens borrifadoras, ou com auxilio de gazes e discos de algodão.
  • Gel: forma cosmética viscosa e translúcida, formada pela adição de água à pós espessantes. Isentos de óleo, são indicados como veículos em peles acneicas. Por se tratarem de macromoléculas e polímeros de alto peso molecular, os geles têm grande dificuldade de penetração na pele, sendo contra indicados nos casos onde a lipofilidade do veículo seja necessária para a penetração do ativo na barreira epidérmica. Ou seja, géis são indicados para tratamentos de superfície, onde a penetração do ativo não seja de responsabilidade do veículo. De característica semi sólida, os géis podem ser aplicados com espátulas ou pinceis, conforme sua viscosidade.
  • Suspensão: formadas por uma fase líquida que suspende uma fase sólida, insolúvel. Ex.: bases de maquiagem
  • Pó: mistura de substâncias que se encontram em estado seco, finamente divididas. Ex.: talco, pós de maquiagem, argilas.

É de extrema importância a escolha dos veículos para cosméticos faciais. Considerando nosso clima e tipos raciais, a maioria das peles brasileiras se encontra na classificação de lipídica ou mista. Isto significa que produtos na forma de emulsões (que contém caráter oleoso) devem ser usados em situações muitos específicas:

  • A estabilidade do ativo exige uma emulsão (por questões de solubilidade, etc).
  • O produto destina-se a penetração cutânea e deve ter permeabilidade facilitada pela emulsão (produtos para celulite, nutritivos, etc).
  • Casos de peles desnutridas e desvitalizadas
  • Retirada prévia de maquiagem (com aplicação de adstringente obrigatória após o uso) Exceto as situações citadas acima, para peles mistas e/ou oleosas, a escolha sempre será de produtos na forma de gel, soluções ou sabonetes, lembrando sempre:
  • Géis não possuem permeabilidade cutânea, nem poder de limpeza, pois não possuem tensoativos, logo não arrastam sujidades.
  • A limpeza da pele deve ser realizada preferencialmente por produtos formados por tensoativos, que possuam detergência, como sabonetes.
  • Tônicos são soluções, portanto não possuem permeabilidade cutânea, nem poder de limpeza como os sabonetes. Na maioria dos casos servem para reestruturar o pH da pele e adstringência.

1.2 – ATIVOS ANTI ACNE

A acne é uma doença que causa grande impacto emocional e na auto-estima de adolescentes e adultos, podendo inclusive ser fator de reclusão social para muitos. Quando não tratada adequadamente, pode deixar cicatrizes estéticas e emocionais para toda a vida. É importante que se entenda, que o controle, tratamento e cura da acne não é uma questão meramente de beleza, mas de saúde e aceitação pessoal. Deve-se lembrar que qualquer veículo com caráter oleoso, do tipo emulsão (cremes e loções) são contra indicados para produtos no tratamento da acne. Emulsões são formadas por água e óleo e conferem caráter oleoso ao veículo, aumentando assim a oleosidade sobre a pele. Como opção, produtos na forma sabonetes são mais indicados na higienização. Géis e/ ou sabonetes, assim como produtos aquosos do tipo soluções (tônicos) são as melhores opções de veículos para ativos de cosméticos para peles acneicas.

Enxofre

É parasiticida, fungicida e antibacteriano. Em concentrações abaixo de 3% é queratoplástico e de 3 a 12% é queratolítico suave. Pode ser usado na forma de sabonetes e soluções, em concentrações usuais de 5 a 8%.

Hamamélis (extrato glicólico)

Planta com ativos adstringentes, este extrato pode ser usado em tônicos e também em sabonetes de limpeza nas peles acneicas. Indicação de uso de 5 a 15%.

Nicotinamida

É a forma amida da vitamina B3 (niacina). Esta forma da vitamina B3 apresenta efeito no tratamento da acne vulgar tipo I e II. Tem propriedades antiinflamatórias. Apresenta também atividade hidratante e antienvelhecimento por oferecer proteção contra a oxidação de proteínas e peroxidação lipídica. Usada na concentração de 4% em formulações anti-acne.

Peróxido de benzoíla

É bactericida porque libera oxigênio gradualmente, principalmente contra bactérias anaeróbicas ou microaerofílicas. Tem ação queratolítica e anti-seborreica. Usada na forma de géis, seu uso pode ocasionar descamação da pele com 1 a 2 semanas. Verificar se a cliente não está em uso de ácido retinóico ou derivados, uma vez que o oxigênio liberado reage com duplas ligações dos retinóides, inativando-os. O uso dessas duas substâncias pode ser feito de forma alternada, como por exemplo, usar o creme com ácido retinóico à noite e gel com peróxido de benzoíla pela manhã. Indicado nas concentrações de 2,5 a 8% em gel. Importante o uso do filtro solar.

Própolis (extrato glicólico)

A consagrada ação antibacteriana deste extrato indica seu uso após extrações, em soluções (tônicos) adstringentes ou como gel secativo. Usado em concentrações de 5 a 20%.

Sepicontrol®

É um ativo composto por glicina e extrato de Cinnamomum (canela). A glicina é um aminoácido essencial à pele, constituindo sua estrutura protéica. Reforça as barreiras cutâneas das agressões externas. Os taninos do extrato de canela agem como adstringentes fracos enquanto o ácido cinâmico regula a flora bacteriana. Assim, este ativo regula a produção sebácea, inibindo a ação da 5 alfa redutase, reequilibrando o microambiente cutâneo, agindo contra a proliferação de bactérias estranhas à flora residente. Inibe a formação de ácidos graxos livres, agindo contra as lípases bacterianas e protege a pele contra ação dos radicais livres. Também reduz o aparecimento de comedões e a taxa de produção de lipídeos cutâneos. Seu pH de estabilidae varia entre 5 e 7 e é utilizado em concentrações a 4% em sabonetes líquidos e géis.

Tretinoína

A tretinoína (ácido retinoíco – vitamina A) é considerada um fraco agente despigmentante, agindo sobre os melanossomos nos queratinócitos e acelerando a taxa de renovação da epiderme (efeito esfoliativo). É largamente utilizado como preventivo da hiperpigmentação pós-inflamatória na acne, garante uma uniformidade na aplicação do agente peeling e promove uma reepitelização mais rápida. As formulações que contêm este ácido, oxidam-se facilmente. Com isso, recomenda-se o uso de um sistema antioxidante, como o metabissulfito de sódio (0,1%), ácido cítrico (0,5%) e EDTA dissódico (0,1 a 0,2%). O pH de estabilidade varia de 4,5 a

perspectiva de melhora no perfil de eficácia e tolerabilidade por meio de mecanismos de ação complementar ou sinérgico entre os fármacos. Por necessitar de penetração cutânea para ação nos melanócitos e camadas epidérmicas mais profundas, os veículos de escolha para produtos despigmentantes são as emulsões (cremes e loções). Em casos de peles acneicas ou seborreicas, optar por emulsões fluidas com menor teor de material graxo ou géis creme.

Ácido ascórbico O ácido ascórbico (Vitamina C) é conhecido como agente inibidor da formação da melanina pela redução na formação da o -quinona e da melanina oxidada. Trata-se de uma substância antioxidante que age sinergicamente com a vitamina E em uma série de passos oxidativos da síntese de melanina, sendo muito instável e rapidamente oxidada em solução aquosa. Além da ação despigmentante, a vitamina C tópica tem ação refirmadora por contribuir para a formação de novas fibras colágenas, melhorando a elasticidade e a firmeza cutânea e atua contra o estresse oxidativo da pele. Associações com vitamina A e E são benéficas à sua ação. Utiliza-se a vitamina C estabilizada ou microencapsulada, pois não se deve tentar incorporar a vitamina C pura às bases para aplicação dérmica, pois esta não é estável, e rapidamente irá oxidar e se hidrolisar. Existem vários tipos de vitamina C (ácido ascórbico) disponíveis no mercado cosmético a saber:

  • Ascarbosilane C: silício orgânico do ácido ascórbico e pectina. Ativo redutor dos radicais livres, protetor da membrana celular, regenerador dos tecidos e normalizador da pigmentação cutânea. Utilizado na concentração de 3 a 4% e seu pH de estabilidade varia entre 4,0 a 6,5.
  • Glycospheres de Vitamina C: nanosferas contendo ácido ascórbico. Suporta meios com pH extremos (2-10) e grande quantidades de água em seu interior. Manter em recipiente hermeticamente fechado, abaixo de 4ºC e ao abrigo da luz. Recomenda-se utilizar um sequestrante eu antioxidante.

Utilizado na concentração de 1 a 5% e seu pH de estabilidade varia entre 2,0 e 4,0.

  • Nanosferas de Vitamina C: ácido ascórbico nanosferizados ou vitamina C biovetorizada, possuem biodisponibilidade aumentada, liberação prolongada e gradativa, e ação direcionada para camadas internas da pele. Utilizado nas concentrações de 0,5 a 2% e seu pH de estabilidade é 7,0.
  • Palmitato de Ascobila: incompatível com óleo, luz, uv, metais pesados, oxigênio e altas temperaturas. Recomenda-se utilizar embalagens opacas e EDTA dissódico a 0,1% para proteger a formulação. Utilizado nas concentrações de 3 a 4% e seu pH de estabilidade varia entre 4,0 a 7,0.
  • Thalasferas de Vitamina C: VC-PMG englobado em ]microesferas de colágeno marinho, recoberto com glicosaminoglicanas, que possui ação prolongada (cerca de 12 horas). Incrementa a retenção de água e a elasticidade da pele. Utilizado em concentrações de 1 a 10% em emulsões e 5% em géis, e seu pH de estabilidade é 7,0.
  • VC-IP: derivado estável da vitamina C, tetraisopalmitato de ascorbila, que se decompõe em vitamina C após penetração na pele. Usado como despigmentante, na síntese de colágeno e na inibição da peroxidação lipídica. Recomenda-se acrescentar um antioxidante para preserva a fórmula. Utilizado em concentrações de 0,05 a 1% e seu ph de estabilidade varia de 4,0 a 6,0.
  • VC-PMG: Ascorbil-fosfato de magnésio, derivado da vitamina C. capaz de liberar L-ácido ascórbico livre (vitamina C) nas camadas internas da epiderme, cuja ação é controlar a melanogênese, prevenir o envelhecimento da pele e promover o clareamento das manchas. É recomendado utilizar tampões para manter o pH estável e um antioxidante.

Ácido fítico

O ácido fítico é um isômero da glucose, que atua como quelante de íons cobre e ferro e antioxidante. Não é agente de esfoliação e apresenta como vantagem um baixo potencial irritativo, podendo ser usado em regiões sensíveis da pele, como as pálpebras. É contra-indicado em lesões herpéticas ativas. Compatível com ácido glicólico, ácido kójico e ácido retinóico e incompatível com Arbutin® (hidroquinona glucose). É utilizado em concentrações de 0,5 a 2% e seu pH de estabilidade varia de 4,0 a 4,5.

Ácido kójico

O ácido kójico é uma substância natural produzida por uma enorme variedade de microorganismos, principalmente fungos do gênero Aspergillus. Possui ação de inibir a formação de melanina; inibidor seletivo da tirosinase e ação antioxidante contra radicais livres. É solúvel em água e aconselhável respeitar o fator de diluição especificado pelo fabricante no laudo do lote, adicionar o tampão citrato / ácido cítrico e não utilizar ésteres na formulação. Compatível com α-hidroxiácidos e incompatível com Arbutin. Para estabilizar a formulação, deve-se utilizar 0,05% de bnzofenona-4, 0,2% de EDTA dissódico e 0,6% de metabissulfito de sódio (SOUZA, 2004). É utilizado na concentração de 1%e seu pH de estabilidade varia de 3,5 a 5,0.

Antipollon HT®

O Antipollon HT é um silicato de alumínio sintético, considerado um co- despigmentante para tratamento de manchas. Adsorve a melanina depositada na pele. Seu mecanismo de ação é puramente físico e, portanto, é indicado para uso em grávidas e lactantes. Possíveis associações com ácido kójico, arbutin e VC-PMG e incompatível com hidroquinona e gel de Carbopol. Usado em cremes, loções e suspensões aquosas. Insolúvel em água e etanol.

É utilizado nas concentrações usuais de 1 a 5%, já em associação com outros despigmentantes pode-se utilizar a 0,5%. Seu pH de estabilidade varia entre 4,0 a 8,0.

Arbutin®

Derivado da Hidroquinona, sem, no entanto apresentar seus efeitos citotóxicos, age por inibição competitiva da tirosinase. Sua ação despigmentante é superior a da Vitamina C e Ácido Kojico. Pode ser associado a Antipollon HT® e VC- PMG. Concentração usual de 1 a 3% e pH de estabilidade de 5 a 8.

Biowhite®

Mistura de estrato vegetais ( Morus nigra, Sascifra stolonifera, Scutellaria baicalensis, Vitis vinifera ), proporciona ação despigmentantes por inibição da Tirosinase. Ação em concentrações de 1 a 4%% e pH estável de 6,5 a 7,5.

Fructinase®

Mistura de proteinases vegetais e ácidos de frutas, é um excelente esfoliante químico sem os efeitos colaterais dos alfa hidroxiácidos. Hidrolisa as células queratinizadas da superfície cutânea, proporcionando toque mais suave e aparência menos pesada à pele. Pode ser preparado na forma de sabonete ou gel de aplicação diária, em concentrações a 1%.

Hidroquinona

A hidroquinona é um dos agentes despigmentantes mais comumente utilizados e historicamente o primeiro a demonstrar sua atividade. Acredita-se que seu mecanismo de ação esteja ligado à inibição da tirosinase, impedindo esta de realizar a conversão da tirosina em DOPA (diidrofenilalanina) e DOPA em dopaquinona. Sua eficácia clínica depende da concentração do fármaco, da natureza do veículo e da estabilidade da formulação. As concentrações usuais são de 2 a 10%, sendo que, na

Contra – indicações

Não há contra indicações expressas para este aparelho, apenas verificar o conforto do paciente durante a aplicação. Não se indica o uso deste aparelho para peles seborreicas onde o calor pode estimular a liberação de sebo.

Fig. 1 – Modelos de Aparelho de Vapor de Ozônio

Fonte: www.advicemaster.com.br Fonte: www.jrfisioterapia.com.br

Aplicação O aparelho deve ser preparado de acordo com o manual de cada modelo, sem ultrapassar 15 minutos de aplicação. Normalmente coloca-se a água no aparelho, liga-se e assim que iniciar a saída do vapor inicia a contagem do tempo. Muitos modelos já possuem timer de programação para este fim. O aparelho deve sempre estar com a saída do jato de vapor a uma distancia média de 40 cm do rosto do cliente. Os olhos do paciente deve estar protegidos por um algodão, que pode estar embebido em tônico para área dos olhos. A direção mais confortável do jato de vapor, é quando o aparelho é colocado na cabeceira da maca, e o jato é direcionado sobre o rosto no sentido crânio-face (fig. 2).

Fig. 2 – Aplicação do vapor

2.2 ALTA FREQÜENCIA

O aparelho consiste em um gerador de alta freqüência, um porta eletrodo e vários modelos eletrodos de vidro. O dispositivo eletrônico do aparelho consta de vários circuitos transistorizados que transformam, retificam e produzem correntes de alta freqüência a partir da corrente elétrica doméstica provida da rede elétrica comum. Os aparelhos encontrados normalmente, oscilam em uma freqüência de 100 a 200 KHz dependendo do fabricante. Os eletrodos são tubos de vidro com vácuo parcial em seu interior, onde a passagem da corrente provoca uma ionização do gás néon presente, originado fluorescência. Esta corrente no eletrodo provoca a criação de ondas eletromagnéticas de alta freqüência.

Fig. 3 - Modelos de eletrodos do aparelho de alta freqüência

Standart Esférico Poço

  • Portadores de marca passo
  • Grávidas de primeiro trimestre
  • Pacientes sensíveis
  • Associação com cosméticos contendo álcool

Aplicação

É importante que a junção entre o eletrodo e o porta eletrodo não toque a cliente, ou podemos originar um choque elétrico forte. O tratamento de toda a face dura em média de 3 a 5 minutos, podendo chegar a 10 minutos. A intensidade é determinada pela tolerância do (da) cliente, procurando o máximo de faiscamento e/ou luminosidade do eletrodo.

a) Fluxação ou efluviação: é o método mais comum, onde o aparelho encosta na pele do cliente, em graduação mínima e é deslizado suavemente por 5 a 10 minutos. Geralmente se utiliza eletrodos de superfície plana, do tipo standart (cogumelo ou cebola). É o método mais empregado para desinfecção após limpezas de pele.

b) Faiscamento ou a distância: o eletrodo se mantém a milímetros da pele, sem encostá-la. Como resultado, há formação de faíscas do eletrodo para a pele. Não é indicado em pessoas sensíveis, pois produz sensação de choque. Neste método usa-se o eletrodo em forma de bico e a ação da aplicação é mais de cauterização em lesões localizadas e pontuais.

c) Saturação ou indireto: neste método a cliente segura um eletrodo do tipo saturador, enquanto a esteticista aplica massagem manual na face. Os pontos de contato entre a mão do profissional e a cliente fecham a passagem da corrente e o efeito é o mesmo de uma aplicação direta, com a vantagem da associação da massagem.

Nesta situação, além do conforto do cliente deve-se considerar a sensibilidade do esteticista, que servirá como ponte da passagem da corrente no circuito.

Outros eletrodos podem ser encontrados de acordo com o fabricante do aparelho. Eletrodos do tipo forquilha servem à região sub mentoniana (pescoço, queixo), muito útil em pacientes com foliculite pós barba. Este eletrodo serve também para uso em mamas. Os eletrodos do tipo poço, podem ser usados para unhas (inflamadas) e o formato rolo na aplicação direta. É importante a limpeza dos eletrodos com algodão embebido em álcool 70% para correta higienização do material.

------------ FIM MÓDULO II ------------