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Apostilas e Documentos sobre a NR10
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Não perca as partes importantes!






































































1.1. Multas 1.2. Prazos para a Adequação das Empresas
2.1. Conhecendo um pouco a Eletricidade 2.1.1 Prótons 2.1.2 Elétrons 2.1.3 Nêutrons 2.1.4 Corrente Elétrica 2.1.5 Tensão 2.1.6 Resistência 2.1.7 Condutores 2.1.8 Corrente de Fuga 2.1.9 Sobrecarga 2.1.10 Curto Circuito 2.2. Segurança 2.2.1 Atos Inseguros 2.2.2 Condições Inseguras 2.2.3 Os Dez Mandamentos de um Trabalho Seguro 2.3. Classificação dos Níveis de Tensão 2.3.1 Baixa Tensão 2.3.2 Alta Tensão 2.3.3 Extra Baixa Tensão
CAPÍTULO 3: RISCOS EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS COM ELETRICIDADE 3.1. O Choque Elétrico 3.1.1 Mecanismos e Efeitos do Choque 3.1.2 Tipos de Choques Elétricos 3.1.2.1 Choque Estático 3.1.2.2 Choque Dinâmico 3.1.3 Efeitos do Choque Elétrico 3.1.3.1 Limiar de Sensação 3.1.3.2 Limiar de Não Largar 3.1.3.3 Limiar de Fibrilação Ventricular 3.1.4 Fatores que Influenciam nas Consequências do Choque Elétrico 3.1.5 Conseqüências do Choque Elétrico 3.1.6 Uso de Adornos 3.1.7 Queimaduras por Choques Elétricos 3.2. Arco Elétrico 3.2.1 Causas do Arco Elétrico 3.2.2 Consequências do Arco Elétrico 3.2.3 Proteção contra os Perigos do Arco 3.3. Campos Eletromagnéticos 3.3.1 Exemplos de Fontes Terrestres de Radiação Magnética 3.3.2 Campos Eletromagnéticos das Linhas de Transmissão e Distribuição
CAPÍTULO 4: RISCOS ADICIONAIS 4.1. Altura 4.1.1 Motivo dos Acidentes em Altura 4.1.2 Procedimentos de Segurança 4.1.3 Uso de Escada para Trabalho em Altura 4.1.4 Tipos de Escada 4.2. Riscos de Queda 4.3. Andaimes Suspensos 4.3.1 Procedimentos em Andaimes Suspensos 4.4. Cesta Aérea 4.5. Ambientes Confinados 4.5.1 Exemplos de Espaços Confinados 4.5.2 Riscos do Espaço Confinado 4.5.3 Procedimentos Antes de Entrar em Espaço Confinado
4.5.4 Medição da Atmosfera com Oxiexplosímetro 4.5.5 Tipos de Equipamentos a Serem Utilizados em Espaço Confinado 4.6. Áreas Classificadas 4.6.1 Classificação das Áreas segundo a IEC 79- 4.6.2 Classificação de Zoneamento de Gases e Vapores 4.6.3 Exemplos de Áreas Classificadas como Explosiva 4.6.4 Classificação de Zoneamentos (Poeiras e Fibras) 4.6.5 Riscos das Áreas Classificadas 4.6.6 Equipamentos para Áreas Classificadas 4.6.7 Instalações Elétricas em Ambientes Explosivos 4.7. Condições Atmosféricas 4.7.1 Umidade 4.7.2 Ventos, Neblina e Chuva 4.7.3 Raio 4.7.3.1 Consequências dos Raios 4.7.3.2 Medidas Preventivas 4.7.3.3 Sistemas de Proteção Contra Descargas Atmosféricas (SPDA) 4.8. Dispositivos de Proteção contra Surtos (DPS) 4.9. Riscos no Transporte e em Equipamentos 4.10. Riscos de Ataques de Animais 4.11. Riscos Físicos 4.11.1 Ruídos 4.11.2 Radiação 4.11.3 Calor 4.11.4 Vibrações 4.11 5 Pressões Anormais 4.11.6 Frio 4.12. Riscos Químicos 4.12.1 Poeiras 4.12.2 Fumos 4.12.3 Névoas 4.12.4 Gases 4.12.5 Vapores 4.12.6 Ascarel ou Bifenis Policlorados 4.12.7 Sinalização de Segurança para Produtos Químicos 4.13, Riscos Biológicos 4.14, Riscos Ergonômicos 4.14.1 Riscos Biomecânicos 4.14.2 Riscos Psicossociais 4.14.3 Riscos Organizacionais 4.14.3.1 Horas Extras 4.14.3.2 Stress 4.15, Riscos Mecânicos
5.1, Mapa de risco 5.1.1 Obrigatoriedade do Mapa de Riscos 5.2, Análise de Riscos 5.2.1 Perigo 5.2.2 Risco 5.2.3 Gerenciamento de Riscos 5.3, Árvore de Falhas 5.4, Árvore de Eventos 5.5, Análise Preliminar de Perigo 5.6, Análise Preliminar de Risco 5.7, Rotinas de Trabalho 5.8, DDS - Diálogo Diário de Segurança 5.9. Liberação para Serviços 5.10. Habilitação, Qualificação, Capacitação e Autorização 5.11. Inspeções de Áreas, Serviços, Ferramental e Equipamento 5.12. Documentação de Instalações Elétricas 5.12.1 PIE - Prontuário de Instalações Elétricas 5.12.2 Esquemas Unifilares 5.13. PES - Pedido para Execução de Serviço 5.14. Desligamento Programado
8.3.1 Calçados de Proteção Isolante 8.3.2 Calçados de Proteção com Solado Condutivo 8.3.3 Luvas 8.3.4 Manga de Proteção Isolante 8.3.5 Capacetes 8.3.6 Protetores Auriculares 8.3.7 Máscaras Faciais 8.3.8 Respiradores 8.3.9 Óculos Protetores 8.3.10 Perneira 8.3.11 Creme Protetor 8.3.12 Vestimentas de Proteção 8.3.13 EPIs e EPCs para Trabalho em Altura 8.4. Adesivo dos EPIS
9.1. Tipos de Acidente de Trabalho 9.1.1 Casos que Não Caracterizam Acidente de Trabalho 9.2.Procedimentos em caso de Acidente de trabalho 9.3. CAT 9.3.1 Finalidade da CAT 9.3.2 Comunicação da Reabertura da CAT 9.3.3 Comunicação de Óbito por Acidente de Trabalho 9.3.4 Modelo da CAT 9.4. Desconto para a Previdência para Acidentes de Trabalho 9.5. Acidente Fatal
CAPÍTULO 10: NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS NBR 5410 E OUTRAS 10.1. NBR 5410: Instalações Elétricas de Baixa Tensão 10.2. NBR 14039: Instalações Elétricas de Média Tensão de 1,0kV a 36,2 kV 10.3. NBR 5418: Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas 10.4. NBR 5419: Proteção de Estruturas Contra Descargas Atmosféricas 10.5. NBR 13570: Instalações Elétricas em Locais de Afluência de Público - Requisitos Específicos 10.6. Regulamentação do Ministério do Trabalho e Emprego 10.7. Normas Regulamentadoras
11.1. Emendas de fios 11.1.1 Emendas de Fios na Caixa de Derivação 11.1.2 Emendas de Fios em Caixa de Passagem 11.2. Tomadas 11.3. Advertências nos Quadros de Distribuição 11.4. Uso Obrigatório do DR em Áreas Úmidas 11.5. Distribuição do Fio Terra 11.6. Divisão da Instalação 11.7. Outros Itens de Segurança 11.8. Dicas Fundamentais 11.9. Projetos 11.10. Cuidado com o Celular
12.1. Primeiros Socorros 12.2. Estojo de Primeiros Socorros 12.3. Primeiros Procedimentos do Socorrista - Avaliação Geral 12.4. Avaliação da Vitima (uso do ABCDE) 12.5.Tipos de Atendimentos 12.5.1 Parada Respiratória 12.5.2 Fibrilação Ventricular 12.5.3 Obstrução das Vias Aéreas por Corpo Estranho 12.5.4 Choque Elétrico 12.5.5 Queimaduras 12.5.6 Lesões Provocadas pelo Calor 12.5.7 Outros tipos de Acidentes e seus Respectivos Atendimentos. 12.5.8 Ferimentos Especiais 12.5.9 Corpos Estranhos
12.5.10 Fraturas 12.5.11 Infarto 12.5.12 Derrame 12.5.13 Intoxicações 12.5.14 Diarréia e Vômito 12.5.15 Desidratação 12.5.16 Mordidas de Animais 12.5.17 Epilepsia 12.5.18 Dispnéia (Falta de Ar)
12.6. Transporte de Feridos
12.7. Omissão de Socorro no Código Penal
13.1. Conceitos Relacionados a Incêndio 13.2. Propagação do Fogo 13.3. Causas de Incêndios 13.4. Fenômenos do Incêndio 13.5. Prevenção de Incêndios 13.6. Métodos de Extinção 13.6.1 Extinção por Isolamento ou Retirada de Material (Remoção do Combustível) 13.6.2 Extinção por Abafamento (Remoção do Oxigênio) 13.6.3 Extinção por Resfriamento (Remoção do Calor) 13.6.4 Extinção por Química (Quebra da Reação em Cadeia) 13.7. Classes de Incêndios 13.8. Características dos Extintores 13.9. Manutenção dos Extintores: 13.10. Recomendação na Instalação de Extintores (NR23) 13.11. Tipos de Extintores 13.11.1 Extintor de Água Pressurizada - NBR 13.11.2 Extintor de Espuma Mecânica Pressurizada – NBR 11751 13.11.3 Extintor de CO 2 (Dióxido de Carbono) – NBR 11716 13.11.4 Extintor de Pó Químico - NBR 10721 13.11.5 Extintor ABC (Monofosfato de amônia) – Pó Químico - NBR 9695 13.11.6 Mangueira de Incêndio e Hidrantes 13.12. Sprinklers Automáticos - NBR 6135 13.13. Como Livrar-se das Chamas 13.14. Como Agir em um Incêndio 13.15. Precauções ao se Mover na Fumaça ou na Escuridão 13.16. NR 23 - Proteção contra Incêndios 13.17. O que Fazer em Caso de Incêndio 13.18. Significado do “FIRE”
CAPÍTULO 14: RESPONSABILIDADES 14.1. Gerência 14.2. Supervisores e Encarregados 14.3. Empregados 14.4. Visitantes 14.5. Regras Básicas de Segurança
Neste capítulo o aluno conhecerá as alterações ocorridas na NR 10 de 1978, feitas a pedido do Ministério do Trabalho e Emprego ao grupo Tripartite. Verificará também, os prazos de adequação para as empresas e a aplicação das multas por subitens descumpridos, pois a fiscalização está rigorosa, aplicando “não conformidades” nas empresas que ainda não estão no padrão exigido pela NR 10. A Norma Regulamentadora nº 10 trouxe com seus itens, novidades para melhorar a qualidade de trabalho elétrico trazendo mais segurança tanto para o trabalhador, como para o usuário. Os trabalhadores em eletricidade terão que ter mais cautela e isto implica num maior gasto de tempo para a realização de suas tarefas, mas é importante que sejam obedecidas as normas, pois através do seu uso poderão ser evitados muitos acidentes. Com os profissionais investindo nas Normas Regulamentadoras e utilizando o conhecimento que lhe é repassado pela NR 10, não deverão acontecer mais as instalações perigosas nas residências, indústrias e lojas. O grande perigo da instalação mal feita ou com sobrecarga são os incêndios, que acabam com vidas humanas e causam também a perda de patrimônio. Um funcionário acidentado é uma despesa para a empresa e os incêndios por instalações mal feitas são terríveis por causarem danos muitas vezes irreversíveis, como a morte de pessoas, ou mutilações devido às queimaduras. Com a NR 10 é preciso pensar muito bem antes de colaborar com instalações fora do padrão de qualidade, afinal a responsabilidade é compartilhada, ou seja, solidária. Você não vai querer ser responsabilizado por ter colocado uma gambiarra que acarretou a morte de pessoas? O eletricista é quem conhece o serviço, portanto ele deve executá-lo dentro dos padrões da NR10, a fim de que possa garantir ao usuário segurança ao usar as instalações elétricas. Não podemos deixar que as pessoas se machuquem, devido a um fio mal dimensionado ou um material não qualificado ou até mesmo uma gambiarra. A responsabilidade do eletricista é grande! O curso de NR 10 tem conteúdos mínimos a serem estudados, portanto qualquer aprofundamento em algum assunto, você deverá fazer um curso complementar de eletricidade, na parte que perceber alguma dificuldade. Nunca faça algum serviço para o qual você não esteja preparado. Se tiver dúvida, pergunte! O mundo globalizado exige que os trabalhadores se especializem cada vez mais, para que possam correr menos riscos e oferecer aos usuários um projeto de acordo com os itens da norma, o qual busque a segurança tanto na instalação, como no material a ser definido para cada tipo de instalação. Mas isto não é tudo, pois você deve ter cuidado também com sua vida, devendo executar o passo a passo nos seus serviços, não permitindo que com o prazo apertado para acabar, você se descuide das medidas de segurança. A manutenção também exige cuidados especiais, portanto verifique o tipo de material a ser utilizado, nada de optar pelo mais barato. Tem que se ver a qualidade e a segurança do material a ser utilizado. Um trabalho seguro é fundamental! Explique ao seu cliente as vantagens de executar o serviço com um material de qualidade. Muitas vezes as pessoas decidem pelo mais barato, por não ter noções do perigo a que estarão expostas com o uso de materiais inadequados. Nada de colocar fiações expostas, isto pode acarretar choques e até mesmo morte das pessoas leigas, de crianças e até mesmo dos eletricistas experientes. Vamos aproveitar os conhecimentos básicos que o curso de NR 10 oferece e aplicá-los no seu dia a dia. Um trabalho seguro é proveitoso tanto para você, como para seu patrão e inclusive para o usuário.
1.1. Multas
A NR10 é lei, portanto devemos obedecê-la. Tanto a empresa como o empregado devem conhecer a NR10 e utilizá-la no seu dia a dia. Lei não se discute, se cumpre! Caso não cumpra, sua empresa pode receber de um fiscal uma não conformidade (não estar dentro dos padrões da NR10). Caso as empresas não façam as adequações que a NR10 exige, poderão arcar com multas taxadas pela UFIR, por cada item descumprido. A fiscalização nos estados está a cargo da Delegacia Regional do Trabalho (DRT).
1.2. Prazos para Adequação das Empresas
Todos os prazos para que as empresas possam se adequar à NR10 terminaram em 2006. Com a fiscalização da Delegacia Regional do Trabalho, as multas são cobradas por item descumprido. Os valores das multas dependem do número de trabalhadores e elas ainda são cumulativas por infração, portanto o valor é alto! Na NR10, no final de cada item ou subitem da Norma, tem um parêntesis onde encontramos uma numeração, que revela um valor de multa por subitem descumprido. Neste parêntesis encontramos a letra C = código da multa e a letra I que significa a infração cometida conforme anexo II da NR 28 - Fiscalização e Penalidades. As multas por não adequação a NR 10, foram incluídas pela Portarias do Ministério do Trabalho nº 126 (2005) no Anexo II da NR 28. Elas também são aplicadas de acordo com o número de funcionários da empresa.
Abaixo temos os prazos para adequação e os subitens equivalentes:
Prazo de 6 meses: subitens: 10.3.1; 10.3.6; 10.9.2;
Prazo de 9 meses: subitens: 10.2.3; 10.7.3; 10.7.8 e 10.12.3; Prazo de 12 meses: subitens: 10.2.9.2 e 10.3.9; Prazo de 18 meses: subitens 10.2.4; 10.2.5; 10.2.5.1; 10.2.6; Prazo de 14 meses: subitens: 10.6.1; 10.7.2; 10.8.8 e 10 11.
OBS : Estes subitens acima, você poderá ver no Anexo onde colocamos a NR10 comentada. Confira os subitens para ver a que cada um se refere.
Atenção! Todos os prazos já se esgotaram. Coloque sua empresa dentro das Normas de segurança, caso contrário, cuidado com as multas!
Planeje sempre suas tarefas, use os EPIS e utilize os EPCS, sempre pensando na sua integridade física, pois sua vida e segurança são muito importantes! Um trabalho seguro tem como resultado um funcionário vivo.
Vejamos alguns subitens descumpridos e o valor de suas multas na tabela. TABELA 1: ALGUNS ITENS DESCUMPRIDOS NA NR10 E MULTAS
SUB- ITENS DA NR 10
Não ter o Prontuário de Instalações Elétricas para carga instalada superior a 75 KW
UFIR = de 2.252 a 6. de R$4.545.21 a R$12.723,
10.2.4.b Prontuário (PIE) sem o laudo SPDA UFIR = de 1.129 a 3. de R$2.278,66 a R$6.628,
10.2.4.d
Não tem a documentação comprobatória dos treinamentos realizados de NR- 10
UFIR = de 1.129 a 3.
de R$2.278,66 a R$6.628,
10.6.1.1 Não tem o treinamento para trabalhos com instalações elétricas energizadas
UFIR = de 2.252 a 6. de R$4.545,21a R$12.723,
UFIR = de 2.252 a 6.
Não tem o treinamento, específico em Segurança no Sistema Elétrico de Potência
de R$4.545,21 a R$12.723,
Não tem treinamento específico sobre os riscos decorrentes do emprego da energia elétrica
UFIR = de 2.252 a 6.
de R$4.545,21 a R$12.723,
10.8.8.2 Não tem treinamento de reciclagem à cada 2 anos
UFIR = de 1.129 a 3. de R$2.278,66 a R$6.628,
10.8.8.2.a
Não tem treinamento quando troca de função ou muda de empresa
UFIR = de 1.129 a 3. de R$2.278,66 a R$6.628,
10.8.8.2.b
Não tem treinamento por retorno de afastamento ao trabalho ou inatividade por mais de 3meses
UFIR = de 1.129 a 3. de R$2.278,66 a R$6.628,
10.8.8.2.c
Não tem treinamento quando tem modificações significativas nas instalações elétricas ou troca de métodos, processos e organização do trabalho
UFIR = de 1.129 a 3.
de R$2.278,66 a R$6.628,
10.2.4.g Não tem o Laudo de Instalações Elétricas
UFIR = 1.691 a 4. de R$3.412,94 a R$9.948,
(fonte: Ministério do Trabalho e Emprego, Portaria 126 de 2005 UFIR de 2010 RJ= ) R$ 2,0183.
existem muitos riscos. Estudar as NBRs relativas a seu trabalho vai ajudar na execução de tarefas seguras, com consciência, sem riscos ou pelo menos com estes controlados através das medidas de controle de riscos. Veremos estas NBRs no capítulo mais adiante. Os grandes riscos em instalações e serviços com eletricidade são o choque elétrico, a exposição aos campos eletromagnéticos e o incêndio. A NR 10 vem trazer conhecimentos úteis de como fazer suas tarefas sem arriscar-se, a fim de que você possa trabalhar com garantias e com segurança. Os procedimentos que você irá aprender tornarão o seu trabalho mais seguro. Exija sua segurança! Não queira ser mais um trabalhador afastado do seu trabalho por não ter sido cuidadoso e não ter cumprido as normas. Mas lembre que os conteúdos que o curso está fornecendo são mínimos. Se você não sabe como fazer uma instalação elétrica, procure um curso, qualificando-se. Nós não vamos lhe ensinar como se deve fazer uma instalação, apenas os procedimentos de segurança. A NR10 afirma que os conteúdos são mínimos, portanto faça sua parte qualificando-se cada vez mais na área elétrica!
2.1. Conhecendo um Pouco a Eletricidade:
Eletricidade é o deslocamento ordenado de elétrons de um ponto a outro. Tudo que encontramos a nossa volta, desde materiais industrializados aos naturais, são compostos por minúsculas partículas, chamadas de átomos. Os átomos são compostos por prótons, elétrons e nêutrons.
2.1.1 Prótons
Os prótons são partículas simples e indivisíveis que possuem carga elétrica positiva.
2.1.2 Elétrons
Os elétrons são partículas carregadas negativamente.
2.1.3 Nêutrons
São partículas eletricamente neutras, onde o número de elétrons é igual ao número de prótons. Em condições normais o número de elétrons em torno do núcleo é sempre igual ao número de prótons desse mesmo núcleo, sendo assim, há um equilíbrio de cargas elétricas. Mas também é possível acrescentar ou retirar elétrons aos átomos de um corpo. Quando fazemos isto, passa a existir uma diferença de cargas elétricas no átomo e dizemos que o átomo está eletrizado (quando o número de elétrons for diferente do número de prótons).
2.1.4 Corrente Elétrica
Quando unimos corpos com cargas diferentes, se estabelece um fluxo ordenado de elétrons que chamamos de corrente elétrica. A corrente elétrica só existe se houver diferença de potencial (Tensão). Para se determinar a intensidade de uma corrente elétrica, usamos como unidade padrão o Ampere (Símbolo: A). Quem mede a intensidade da corrente é o instrumento chamado Amperímetro.
2.1.5 Tensão (Diferença de Potencial)
É a força que impulsiona os elétrons livres nos fios. Sua unidade de medida é o VOLT (V). O instrumento que mede a tensão elétrica é o Voltímetro.
2.1.6 Resistência
São materiais que oferecem oposição à passagem de corrente elétrica. Quando a corrente elétrica tem dificuldades de percorrer um material, chamamos esta dificuldade de Resistência (R). Quem mede a resistência é o instrumento Ohmímetro e no momento da medição o circuito deve estar desenergizado. Sua unidade padrão é o OHM, representada pela letra grega ômega (Ω).
2.1.7 Condutores
Os condutores são popularmente denominados nas instalações elétricas de fios. Os condutores são definidos por sua função em uma instalação elétrica e são costumeiramente chamados de fase, neutro e terra. O fio fase é aquele em que o condutor apresenta diferença de potencial entre ele próprio e a Terra. Este fio estará sempre carregado eletricamente. Assim, qualquer pessoa que encoste nele, sem os devidos equipamentos de proteção, levará choque. O fio fase pode ser de qualquer cor, exceto amarelo quando tiver no mesmo circuito o fio terra, ou seja o aterramento. O fio terra tem como cor estipulada pela NBR 5410, verde e amarelo ou verde e a Norma solicita que não se use o fio amarelo para fio fase, para não confundir com o fio terra.
O fio neutro é aquele que não apresenta diferença de potencial entre ele e a Terra. Ele é usado para completar o circuito elétrico. Para que haja corrente elétrica é preciso ter o fio fase e um fio neutro ligado a qualquer aparelho. O neutro causará choque na pessoa se o circuito estiver energizado (eletricamente carregado). Caso contrário, não haverá choque elétrico. A cor do fio neutro é azul claro).
O fio terra é aquele que é destinado à proteção, descarregando para à Terra correntes elétricas indesejáveis, como no caso de materiais metálicos não destinados a energização, que por acidente, acabam sendo energizados.A cor deste fio é verde ou verde e amarelo. Em instalações elétricas é preciso se conhecer bem o trabalho a ser feito para evitar futuros acidentes. É sempre conveniente que o trabalhador esteja sempre se qualificando em cursos em sua área, a fim de trabalhar com segurança.
2.1.8 Corrente de Fuga É o termo utilizado para indicar o fluxo de corrente anormal ou indesejada em um circuito elétrico devido a uma fuga por isolação mal feita, eletrodoméstico defeituoso, fios desencapados, fios mal dimensionados. Exemplo: Um fio desencapado num aparelho elétrico, pode encostar na carcaça de metal e transmitir energia. Se uma pessoa encostar no aparelho como: geladeira, máquina de lavar, micro-ondas, chuveiro elétrico etc. pode levar um choque.
2.1.9 Sobrecarga É o termo utilizado quando colocamos vários aparelhos numa só tomada que suporta uma determinada carga. Cada circuito é calculado para uma determinada quantidade de energia elétrica. Podemos comparar com um elevador que tenha a capacidade para 5 pessoas e entraram 8, pode causar uma acidente por excesso de carga. O mesmo acontece em eletricidade, se a tomada é para determinado valor de amperes, se colocarmos mais amperes pode ocasionar incêndios.
Exemplos: 1- Colocar muitos adaptadores numa tomada sobrecarrega e pode causar incêndios. 2- Aumento da capacidade de disjuntores para mascarar um dimensionamento de cabos; 3- Uso de aparelhos de potências elevados em redes elétricas não preparadas para isto.
2.1.10 Curto circuito
É o termo utilizado para a passagem de corrente acima do limite de um circuito, devido à redução da resistência do mesmo. Ele provoca danos, pois ocorre uma dissipação de calor e faíscas, que causam incêndios. Podemos dizer que o curto circuito é um atalho, um caminho mais curto para a passagem de eletricidade. Exemplo: Colocar um arame em uma tomada ligando diretamente os dois pólos fase e neutro.
2.3 Classificação dos Níveis de Tensão
Aqui no Brasil, as concessionárias de distribuição de energia elétrica são obrigadas a fornecer energia elétrica em níveis de tensão conforme estabelece a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). O fornecimento desses níveis de tensão deve estar dentro de certos limites aceitáveis, para não comprometer o funcionamento correto dos equipamentos dos consumidores. Vamos ver a baixa tensão, alta tensão e extra baixa tensão.
2.3.1 Baixa Tensão Alimentação elétrica com tensão nominal igual ou inferior a 1000 Volts em corrente alternada ou a 1500 volts em corrente contínua entre fases ou entre fase e terra. Quadro de BAIXA TENSÃO
2.3.2 Alta Tensão Alimentação elétrica com tensão nominal superior a 1000 Volts em corrente alternada ou a 1500 volts em corrente contínua entre fases ou entre fase e terra
2.3.3 Extra Baixa Tensão Tensão não superior a 50 volts em corrente alternada ou 120 em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra.
OBS: O termo média tensão está em desuso, pois a média tensão que é de 1,0 kv a 36,2 kv está atualmente englobada na alta tensão, por ser tão perigosa como a alta.
O uso da luva para trabalhos em eletricidade são fundamentais para sua segurança!
Exercícios
Como você viu na aula, a eletricidade é invisível, sem cheiro e silenciosa, portanto muitas pessoas não conhecem os seus verdadeiros riscos. Os grandes riscos ao usar as instalações ou realizar serviços com eletricidade são: o choque elétrico, os campos eletromagnéticos e o incêndio. Para entender melhor esses riscos, é preciso conhecer um pouco mais a eletricidade.
Para entender como funciona a eletricidade é preciso começar conhecendo um pouco sobre o átomo. Tudo que encontramos a nossa volta, desde materiais industrializados aos naturais, são compostos por minúsculas partículas, chamadas de átomos.
Baseado no que você já viu no curso, marque a resposta correta.
Os prótons e nêutrons formam o núcleo do átomo e os elétrons giram em volta desse núcleo. Em condições normais o número de elétrons é sempre igual ao número de prótons, sendo assim, há um equilíbrio de cargas elétricas. Mas, é possível acrescentar ou retirar elétrons dos átomos de um corpo, fazendo com que o número de elétrons seja diferente do número de prótons. Quando isso acontece, dizemos que o átomo está eletrizado, ou que ele possui uma carga elétrica.
Carbonizado após roubar cabos em uma subestação 3.1.1 Mecanismos e Efeitos do Choque
As correntes são as grandes causadoras do choque elétrico. Temos as correntes de baixa intensidade, provenientes de acidentes com baixa tensão. Nesta corrente de baixa intensidade o efeito mais grave à considerar são: as paradas cardíacas e respiratórias. Na baixa tensão o trabalhador também corre o risco de se ficar “agarrado” ao lugar energizado e, portanto pode agravar muito os riscos de queimaduras. Temos também as correntes de alta intensidade, provenientes de acidentes com alta tensão. Nestas o efeito térmico mais grave são: queimaduras externas e internas pelo corpo. Geralmente neste choque, a pessoa é arremessada, portanto há perigo de lesões e fraturas. O efeito do choque elétrico no corpo vai depender: da intensidade da corrente elétrica, do tempo de duração, da área de contato, das condições da pele do indivíduo, de seu estado de saúde, de sua constituição física e do percurso da corrente elétrica no corpo humano.
Mão com queimaduras após choque elétrico
Todos os equipamentos e instalações podem apresentar defeito. No caso de equipamentos elétricos, uma falha muito comum é o contato interno dos seus fios e cabos com as partes metálicas que os circundam. Quando isso ocorre, uma parte da corrente elétrica passa a circular pela parte externa desses equipamentos, procurando um caminho de baixa resistência para continuar passando. Se uma pessoa fizer contato com esse equipamento, o seu corpo completa esse caminho, que é mais fácil para essa corrente elétrica. O corpo humano também oferece uma resistência à passagem da corrente elétrica, cujo valor depende, do percurso dessa corrente pelo corpo e da resistência da pele. A resistência do corpo varia bruscamente com a presença da água, ou seja, o suor ou o contato com as mãos ou pés molhados ou em situações com partes do corpo imersas ou encharcadas. O valor atribuído à resistência do corpo humano, em ambientes externos, sujeitos à presença de água é de 1.000 Ω e pode ser menor se ocorrer imersão de partes do corpo, como é o caso de tanques, galerias, caixas de passagem, banheiras e piscinas. Ao percorrer o corpo humano, essa corrente elétrica causa danos, temporários ou até mesmo permanentes ao sistema nervoso, gerando contrações musculares dolorosas e pode até mesmo alterar o funcionamento de músculos vitais como o diafragma e o coração. Além disso, toda vez que ocorre a passagem de corrente elétrica, há dissipação de calor, podendo causar queimaduras na pele e nos órgãos internos.
3.1.2 Tipos de Choques Elétricos: Existem 2 tipos de choque elétrico: o choque estático, e o dinâmico.
3.1.2.1 Choque Estático É o choque devido à eletricidade estática. A eletricidade estática é um fenômeno de acumulação de cargas elétricas em um material qualquer, condutor, semicondutor ou isolante. O choque devido à eletricidade estática pode ser obtido pela descarga de um capacitor ou uma descarga eletrostática. Por exemplo: você apertou a mão de alguém ou abriu a porta de um carro e tomou um choque. Esse desconforto acontece quando a carga estática de uma pessoa está diferente da outra (uma diferença de potencial /DDP) então um está mais eletricamente "carregado". Quando um está carregado positivamente e o outro está carregado negativamente, o contato físico resulta em uma troca de cargas elétricas. Lembrem que só existe corrente elétrica se houver diferença de potencial (DDP). Os choques por eletricidade estática são mais comuns no inverno, quando muita gente usa roupas de lã sintética. A lã por ser um material que mantém a carga elétrica, basta que friccionemos nossa mão na roupa e estaremos acumulando mais cargas. Se a pessoa estiver descalça, essa corrente é liberada aos poucos e não chega a ser percebida, mas se a pessoa está com um calçado com sola de borracha, que serve como isolante, ela acumula maior carga. Sendo assim, um simples aperto de mão em outra que não tem a mesma carga estática, podem fazer com que ambas sintam um leve choque, pois o excedente de carga de uma das pessoas se distribui, passando parcialmente para a outra. Um outro exemplo é quando encostamos numa lataria de um carro. Se nós estivermos com acúmulo de carga elétrica, ao tocarmos na porta do automóvel também sentimos um choque, devido ao carro acumular carga ao se movimentar. O atrito com o ar faz com que a carga elétrica fique na superfície externa do carro, que é de metal e a pessoa ao tocar na porta sofrerá um choque.
Eletricidade estática
Quando uma pessoa eletricamente carregada encosta na outra com diferente potencial, acontece uma descarga elétrica.
Vamos conhecer um pouco de eletricidade estática.
A eletricidade estática é o fenômeno de acumulação de cargas elétricas em um material qualquer, condutor, semicondutor ou isolante. O fenômeno da eletricidade estática ocorre quando os átomos de um determinado corpo perdem ou ganham elétrons, ficando dessa forma carregado positivamente ou negativamente.
Exemplo de experiência de Eletricidade estática que é ensinado nas escolas: Primeiro colocamos pedacinhos de papel picados em cima de uma mesa. Depois pegamos uma caneta. Vamos esfregar esta caneta em nossos cabelos ou num casaco e ela se tornará eletrificada. Ao encostarmos a caneta nos pedacinhos de papel, eles grudam nela. A caneta atrai os papéis picados, pois os elétrons acumulados nela são os responsáveis por esta atração. Quaisquer materiais, quando friccionados entre si, produzem quantidades maiores ou menores de eletricidade estática. A eletricidade estática pode danificar um chip de memória ou um processador de computador, bastam algumas dezenas de volts. Nós não notamos descargas inferiores a 3000 volts, porque a sua duração é muito pequena, apenas alguns bilionésimos de segundo. Os chips de um computador sentem a descarga da eletricidade estática que está em nossas mãos e acabam queimando. Os vendedores de material de informática, ou de eletrônicos, precisam conhecer sobre os perigos da eletricidade estática, para não estragarem as peças como HD's, placas mãe, placas de vídeo, processadores e memórias. Muitas vezes ao comprarmos estas peças, um vendedor pega uma placa sem uma pulseira antichoque estático e acaba por queimar a mesma. Então quando colocamos a placa no computador, ela não funciona e isto foi causado pela eletricidade estática.
Pulseira antichoque estático - utilizada em indústrias de materiais eletrônicos. Exemplo: Um computador novo veio com alguns problemas de mau funcionamento. As descargas eletrostáticas, que ocorreram quando os componentes foram tocados com as mãos pelos vendedores, técnicos e usuários, foram às responsáveis por esse defeito de mau funcionamento. Estes problemas podem ser evitados com o uso da pulseira antichoque estático.
Tipo de Corrente Elétrica- o corpo humano é mais sensível a corrente alternada do que a contínua.
Da Tensão Nominal - se é alta tensão ou baixa tensão
Intensidade da Corrente - as perturbações do choque elétrico dependem da intensidade da corrente que atravessa o corpo humano, e não da tensão do circuito responsável por essa corrente. Até o limiar de sensação, a corrente que atravessa o corpo humano praticamente não faz mal, qualquer que seja sua duração, a partir desse valor, à medida que a cresce a corrente, a contração muscular vai se tornando mais desagradável.
Duração do choque - O tempo de duração do choque é de grande efeito nas consequências geradas.
queimaduras por choque elétrico
Intensidade (mA)
Perturbações Estado após o choque
Salvamento Resultado
1 Nenhuma Normal Não precisa Normal
1 - 9 Contrações musculares Normal Não precisa Normal
9 - 20 Dor, contrações violentas, perturbação circulatória
Morte aparente Respiração artificial e compressão toráxica
Restabelecimento
20 - 100 Dor insuportável,
asfixia, fibrilação
Morte aparente Respiração artificial e compressão toráxica
Restabelecimento ou morte
Mais de 100 Asfixia imediata e fibrilação Morte aparente Difícil Morte
Vários ampéres
Asfixia imediata, queimaduras graves
Morte aparente ou imediata
Quase que impossível Morte
(Fonte: O Autor) OBS: O estado após o choque pode variar, dependendo das condições; a tabela mostra apenas uma estimativa.
3.1.5 Consequências do Choque Elétrico:
No choque elétrico, como já mostramos, a corrente entra no corpo da pessoa e pode fazer muitos estragos. Dependendo por onde a corrente passar, pode ser até fatal, como por exemplo, no coração. Aqui mostramos algumas das conseqüências do choque elétrico no ser humano: Perda de massa muscular; Perda parcial de ossos; Atrofia muscular; Perda da coordenação motora; Queimaduras, etc.
Trajeto da corrente numa queimadura por choque elétrico
3.1.6 Uso de Adornos
Atualmente com o culto à beleza, muitas pessoas gostam de se enfeitarem com anéis de ouro, relógios de metal, brincos, “piercings”, mas para o trabalhador em eletricidade, isto pode ser fatal. O metal como aprendemos na escola é excelente condutor de energia elétrica, portanto se um eletricista estiver trabalhando com um anel de ouro, pode acontecer um arco elétrico e como o ouro é excelente condutor, vai ajudar a conduzir a eletricidade pelo seu corpo. Isto poderá causar queimaduras e até mesmo mutilações.
A aliança de ouro é boa condutora de eletricidade e colaborou com um arco elétrico que atingiu
a mão do eletricista deixando o seu dedo sem a pele.
3.1.7 Queimaduras por Choques Elétricos
As queimaduras por choque elétrico são produzidas por meio de agentes térmicos. Podemos classificar as queimaduras pelo dano causado à pele da vitima.Dependendo do grau que atingiu a pele teremos um tipo de lesão.
Queimaduras de 1º grau, de 2ºgrau e de 3ºgrau
As queimaduras de 1º grau é quando afeta a epiderme, não forma bolhas, ou seja, atingiu apenas a primeira camada superficial da pele.