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Apostilha de Ergonomia, Notas de estudo de Fisioterapia

tópicos em Ergonomia

Tipologia: Notas de estudo

2015

Compartilhado em 19/02/2015

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Apostila de Ergonomia
“ Não sois máquinas; Homens é que sois” - Charlie Chaplin
Professor: Edgar Martins Neto
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Apostila de Ergonomia

“ Não sois máquinas; Homens é que sois” - Charlie Chaplin

Índice

1. Introdução - Fundamentos da Ergonomia – Origem e Evolução

A primeira definição conhecida de trabalho está escrita nas Sagradas Escrituras em Gênesis 3: 17b , 19 " Disse, pois, o Senhor Deus ao ser humano: maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida. Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes a terra, porque dela foste tomado; pois és pó, e ao pó tornarás". Podemos deduzir, então, que o trabalho está relacionado à noção geral de sofrimento e pena (BIBLIA,1995).

As fábricas do início da Revolução Industrial não apresentavam o melhor dos ambientes de trabalho. As condições das fábricas eram precárias. Eram ambientes com péssima iluminação, abafados e sujos. Os salários recebidos pelos trabalhadores eram muito baixos e chegava-se a empregar o trabalho infantil e feminino. Os empregados chegavam a trabalhar até 18 horas por dia e estavam sujeitos a castigos físicos dos patrões. Não havia direitos trabalhistas como, por exemplo, férias, décimo terceiro salário, auxílio doença, descanso semanal remunerado ou qualquer outro benefício. Quando desempregados, ficavam sem nenhum tipo de auxílio e passavam por situações de precariedade.

1.1. Definições de Ergonomia

O termo ergonomia é derivado das palavras gregas ergon (trabalho) e nomos (regras). De fato, na Grécia antiga o trabalho tinha um duplo sentido: ponos que designava o trabalho escravo de sofrimento e sem nenhuma criatividade e, ergon que designava o trabalho arte de criação, satisfação e motivação. Tal é o objetivo da ergonomia, transformar o trabalho ponos em trabalho ergon. Não existe ainda uma história, propriamente dita, sobre ergonomia; Os primeiros estudos sobre o homem em atividade profissional foram realizados por engenheiros, médicos do trabalho e pesquisadores de diversas áreas de conhecimento. O termo ergonomia foi utilizado pela primeira vez, em 1857, pelo polonês W. Jastrzebowski, que publicou um artigo intitulado “Ensaio de ergonomia ou ciência do trabalho baseada nas leis objetivas da ciência da natureza”.

O que é ergonomia? (e não ergonometria e muito menos ergologia)

No sentido etimológico do termo:

Ergonomia significa estudo das leis do trabalho.

Murrel – 1949 – época que iniciou a concepção sobre a Ergonomia:

É conjunto de conhecimentos científicos relativos ao homem e necessário para os engenheiros conceberem ferramentas, máquinas e conjuntos de trabalhos que possam ser utilizados com máximo conforto, segurança e eficiência.

Singleton - 1972

É a tecnologia do projeto de trabalho.

Laville – 1977

É o conjunto de conhecimentos relativos ao comportamento do homem em atividade, a fim de aplicá-los á concepção das tarefas, dos instrumentos, das máquinas e dos sistemas de produção.

Aurélio

Estudo científico dos problemas relativo ao trabalho humano e que devem ser levados em conta na projeção de máquinas e equipamentos e ambiente de trabalho.

Conceito da Research Society (U.K.) - Sociedade Nacional de Ergonomia

É o estudo do relacionamento entre o homem e o seu trabalho, equipamento e ambiente e, particularmente, a aplicação dos conhecimentos de anatomia, fisiologia e psicologia na solução dos problemas surgidos desse relacionamento.

Conceito da International Ergonomics Association (IEA):

É o estudo científico da relação entre o homem e seus meios, métodos e espaços de trabalho. Seu objetivo é elaborar, mediante a contribuição de diversas disciplinas científicas que a compõem, um corpo de conhecimentos que, dentro de uma perspectiva de aplicação, deve resultar em uma melhor adaptação ao homem dos meios tecnológicos e dos ambientes de trabalho e de vida”.

Conceito da Associação Brasileira de Ergonomia (ABERGO):

“A ergonomia é o estudo da adaptação do trabalho às características fisiológicas e psicológicas do ser humano”.

Definição da OIT

É a aplicação das ciências biológicas humanas e o ajustamento mútuo ideal entre o homem e seu trabalho, cujos resultados se medem em termos de eficiência humana e bem estar no trabalho. É um conjunto de ciências e tecnologias que procura o ajuste confortável e produtivo entre o ser humano e o seu trabalho.

2. Riscos Ergonômicos

São os fatores psico-fisiológicos relacionados ao trabalho que o ser humano fica exposto durante o desenvolvimento de suas atividades.

2.1. Tipos de riscos Ergonômicos

Trabalho físico pesado, posturas incorretas, treinamento inadequado/inesistente, trabalhos em turno, Trabalho noturno, monotonia, repetitividade, ritmo excessivo, pressão explícita ou implícita para manter este ritmo, metas estabelecidas sem a participação dos empregados e colaboradores, patamares de metas de produção crescentes sem a adequação das condições

- Trabalho em conjunto - Os interesses da empresa e dos funcionários quando aliados, resultam numa maior produtividade. - Gerentes planejam, funcionários executam - Cabe aos gerentes planejarem e aos funcionários agirem. - Divisão do trabalho - A tarefa subdivide-se ao máximo, dessa forma se ganha velocidade, produtividade e o funcionário garante lucro de acordo com seu esforço. - Supervisão - É especializada por áreas. Controla o trabalho dos funcionários verificando o número de peças feitas,assegurando o valor mínimo da produção. - Ênfase na eficiência - Há uma única maneira certa de se fazer o trabalho. Para descobri-la, a administração empreende um estudo de tempo e métodos, decompondo os movimentos das tarefas exercidas.

3.1. Considerações da Administração Científica de Taylor

  • Enfoque mecanicista - A organização é comparada com uma máquina, que segue um projeto pré-definido. Recebe críticas dos estudiosos em administração. A partir desta visão, cada funcionário é visto como uma engrenagem na empresa, desrespeitando sua condição de ser humano.
  • Homo economicus - O salário é importante, mas não é fundamental para a satisfação dos funcionários. O Reconhecimento do trabalho, incentivos morais e a auto- realização são aspectos importantes que a Administração Científica desconsidera.
  • Abordagem fechada - A Administração Científica não faz referência ao ambiente da empresa. A organização é vista de forma fechada, desvinculada de seu mercado, negligenciando as influências que recebem e impõe ao que a cerca.
  • Superespecialização do funcionário - Com a divisão de tarefas, a qualificação do funcionário passa a ser supérfula. Dessa forma, o funcionário executa tarefas repetidas, monótonas e gera uma desarticulação do funcionário no processo como um todo.
  • Exploração dos empregados - A Administração Científica faz uso da exploração dos funcionários em prol de seus interesses particulares, uma vez que o estímulo à alienação dos funcionários, falta de consideração do aspecto humano e deficiência das condições sociais da época.

3.2. Seguidores de Taylor

  • Henry Ford - Henry Ford é visto como um dos responsáveis pelo grande salto qualitativo no desenvolvimento organizacional atual. Ciente da importância do consumo em massa, lançou alguns princípios para agilizar a produção, reduzir os custos e o tempo de produção.
  • Integração vertical e horizontal - Produção integrada, da matéria-prima ao produto final acabado (Integração vertical) e instalação de uma rede de distribuição imensa (Integração horizontal).
  • Padronização - Instaurando a linha de montagem e a padronização do equipamento utilizado, obtinha-se agilidade e redução nos custos. Em contrapartida, prejudicava a flexibilização do produto.
  • Economicidade - Redução dos estoques e agilização da produção.

3.3. Reação dos trabalhadores

Em muitas regiões da Europa, os trabalhadores se organizaram para lutar por melhores condições de trabalho. Os empregados das fábricas formaram as trade unions (espécie de sindicatos) com o objetivo de melhorar as condições de trabalho dos empregados. Houve também movimentos mais violentos como, por exemplo, o ludismo. Também conhecidos como "quebradores de máquinas", os ludistas invadiam fábricas e destruíam seus equipamentos numa forma de protesto e revolta com relação à vida dos empregados. O cartismo foi mais brando na forma de atuação, pois optou pela via política, conquistando diversos direitos políticos para os trabalhadores. Nessa mesma época surgiram estudos encabeçados pôr Frank e Lilian Gilbreth e Morris Cooke, os primeiros preocupados com os estudos dos movimentos de mão e corpo para a otimização dos esforços, eliminando-se movimentos inúteis e projetando o uso de ferramentas e equipamentos mais adequados para os trabalhadores, e Cooke adaptando os princípios da administração científica em organizações nas não industriais.

Quase cem anos mais tarde, em 1949, um engenheiro inglês chamado Murrel criou na Inglaterra a primeira sociedade nacional de ergonomia, a “Ergonomic Research Society”. Nesta época que iniciou a concepção sobre Ergonomia. Posteriormente, a ergonomia desenvolveu-se em numerosos países industrializados, como a França, Estados Unidos, Alemanha, Japão e países escandinavos.

4. O desenvolvimento atual da ergonomia

realiza acompanhamento de saúde;

a plantação de novos métodos de trabalho;

Engenheiro: contribui nos aspectos técnicos e tecnológico, modificando máquinas,

Desenhista industrial: auxilia na concepção e adaptação de máquinas, equipamentos,

Enfermeiro do trabalho: contribui nas recuperações de trabalhadores acidentados, e na

de Segurança: ajuda na identificação e correção de condições salubres e perigosas;

de produção: contribui para criar um fluxo de trabalho mais uniforme,

. Fatores considerados para projeto de um sistema de trabalho.

Trabalhador: levam-se em conta as características físicas, fisiológicas, sociais e de, treinamento e motivação;

s materiais que o homem utiliza no seu trabalho, englobando

rabalhador durante a dade, como temperatura, ruídos, vibração, iluminação, presença de oeiras, gases, radiação;

Informação : formas de comunicação existentes entre os elementos de um sistema, a

e tomada de decisão;

res no sistema produtivo, envolvendo processos e s, além da cultura da empresa;

Conseqüências do trabalho: questões de controle como tarefas de inspeção, estudos de ético, fadiga e estresse.

- Médico de trabalho : ajuda na identificação dos locais que provocam acidentes ou doenças ocupacionais, e - Psicólogo: envolvido no recrutamento, seleção e treinamento de pessoal; auxilia n im - ambientes e processo; - ferramentas, postos de trabalho e sistemas de comunicação; - prevenção de doenças ocupacionais; - Engenheiro/Técnico in - Programador evitando fadiga e sobrecarga; - Administrador: ajuda a estabelecer planos de cargos e salários mais justos, para motivar os trabalhadores; - Comprador: auxilia na aquisição de máquinas e materiais mais seguros e menos tóxicos;

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- psicológicas, a influência da ida - Máquinas : são todas as ajuda os equipamentos, ferramentas, mobiliários e instalações; - Ambiente : todas as características do ambiente físico que envolve o t realização de sua ativi p - transmissão de informações, alimentação - Organização: conjunto dos fatores anterio pessoas, e a administração dos mesmo - erros e acidentes, gasto energ 7. Aplicações

mica

esado; as, barulhento e iluminação inadequada; s e superiores, e postos de trabalho – uso do computador;

ganizações pela falta da ergonomia

Absenteísmo e perda de produtividade;

Indenização pelo dano físico; trabalhador com restrição; elações humanas; fenômeno LER e DORT sobre a empresa;

onômicas

Pequenas melhorias;

sistema de trabalho; de aquecimento, distencionamento e ginástica compensatória);

a; Pausas de recuperação;

Epidemiológico;

Psicofísico;

nvestimento em Ergonomia na atualidade

Porque é o certo de se fazer; supera o custo de se fazer; Quando a empresa está muito pressionada;

7.1. Intervenção ergonô

  • Trabalho fisicamente p
  • Trabalho em ambientes de altas/baixas temperatur
  • Biomecânicas: postura, cadeiras, uso da coluna, uso dos membros inferiore Organização ergonômica dos
  • Prevenção da fadiga;

7.2. Prejuízos para as or

  • Gastos com afastados;
  • Contingente de
  • Deterioração nas r
  • A pressão do

7.3. Soluções erg

  • Eliminação do movimento/postura críticos;
  • Projetos ergonômicos;
  • Revezamento;
  • Melhoria de método;
  • Melhoria da organização do
  • Preparação para o trabalho (exercício
  • Orientação ao trabalhador e cobrar de atitudes corretas;
  • Seleção mínim
  • Ingerir líquido(água,soro);

7.4. Os 05 pré requisitos para a boa solução ergonômica

  • Biomecânico;
  • fisiológico;
  • Produtividade;

7.5. 04 Motivos do alto i

  • Quando o custo de não se fazer
  • Retorno do investimento;
  • Conforto físico e mental= Eficiência

o nesta Norma Regulamentadora.

te e descarga individual de materiais.

qual o peso da carga é suportado inteiramente por um só trabalhador, compreendendo o levantamento e a deposição

ansporte manual de cargas.

17.2.2. Não deverá ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas, por um omprometer sua saúde ou sua segurança.

sfatórias quanto aos métodos de trabalho que deverá utilizar, com vistas a salvaguardar sua saúde e prevenir acidentes.

ido para os homens, para não comprometer a sua saúde ou a sua segurança.

17.2.6. O transporte e a descarga de materiais feitos por impulsão ou tração de vagonetes

elo trabalhador seja compatível com sua capacidade de força e não comprometa a sua saúde ou a sua segurança.

17.3. Mobiliário dos postos de trabalho.

trabalho puder ser executado na posição sentada, o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para esta posição.

17.1.2. Para avaliar a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a análise ergonômica do trabalho, devendo a mesma abordar, no mínimo, as condições de trabalho, conforme estabelecid

17.2. Levantamento, transpor

17.2.1. Para efeito desta Norma Regulamentadora:

17.2.1.1. Transporte manual de cargas designa todo transporte no

da carga.

17.2.1.2. Transporte manual regular de cargas designa toda atividade realizada de maneira contínua ou que inclua, mesmo de forma descontínua, o tr

17.2.1.3. Trabalhador jovem designa todo trabalhador com idade inferior a 18 (dezoito) anos e maior de 14 (quatorze) anos.

trabalhador cujo peso seja suscetível de c

17.2.3. Todo trabalhador designado para o transporte manual regular de cargas, que não as leves, deve receber treinamento ou instruções sati

17.2.4. Com vistas a limitar ou facilitar o transporte manual de cargas, deverão ser usados meios técnicos apropriados.

17.2.5. Quando mulheres e trabalhadores jovens forem designados para o transporte manual de cargas, o peso máximo destas cargas deverá ser nitidamente inferior àquele admit

sobre trilhos, carros de mão ou qualquer outro aparelho mecânico deverão ser executados de forma que o esforço físico realizado p

17.2.7. O trabalho de levantamento de material feito com equipamento mecânico de ação manual deverá ser executado de forma que o esforço físico realizado pelo trabalhador seja compatível com sua capacidade de força e não comprometa a sua saúde ou a sua segurança.

17.3.1. Sempre que o

entado ou que tenha de ser feito em pé, as bancadas, mesas, escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura,

b) ter área de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador;

is.

ém da utilização dos pés, além dos requisitos estabelecidos no subitem 17.3.2, os pedais e demais comandos para acionamento pelos pés

e peculiaridades do trabalho a ser executado.

tilizados nos postos de trabalho devem atender aos seguintes requisitos mínimos de conforto:

b) características de pouca ou nenhuma conformação na base do assento;

17.3.4. Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados sentados, a partir da

17.3.5. Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados de pé, devem ser

17.4.1. Todos os equipamentos que compõem um posto de trabalho devem estar adequados às ho a ser executado.

adequado para documentos que possa ser ajustado proporcionando boa postura, visualização e operação, evitando movimentação freqüente do pescoço e fadiga

17.3.2. Para trabalho manual s

visualização e operação e devem atender aos seguintes requisitos mínimos:

a) ter altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade, com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento;

c) ter características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação adequados dos segmentos corpora

17.3.2.1. Para trabalho que necessite tamb

devem ter posicionamento e dimensões que possibilitem fácil alcance, bem como ângulos adequados entre as diversas partes do corpo do trabalhador, em função das características

17.3.3. Os assentos u

a) altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida;

c) borda frontal arredondada;

d) encosto com forma levemente adaptada ao corpo para proteção da região lombar.

análise ergonômica do trabalho, poderá ser exigido suporte para os pés, que se adapte ao comprimento da perna do trabalhador.

colocados assentos para descanso em locais em que possam ser utilizados por todos os trabalhadores durante as pausas.

17.4. Equipamentos dos postos de trabalho.

características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabal

17.4.2. Nas atividades que envolvam leitura de documentos para digitação, datilografia ou mecanografia deve:

a) ser fornecido suporte

visual;

uplementar, apropriada à natureza da atividade.

l deve ser uniformemente distribuída e difusa.

geral ou suplementar deve ser projetada e instalada de forma a evitar ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos.

17.5.3.3. Os níveis mínimos de iluminamento a serem observados nos locais de trabalho são ma brasileira registrada no INMETRO.

17.5.3.4. A medição dos níveis de iluminamento previstos no subitem 17.5.3.3 deve ser feita

cinco centímetros) do piso.

17.6.2. A organização do trabalho, para efeito desta NR, deve levar em consideração, no

a) as normas de produção;

ncia de tempo;

para efeito de remuneração e vantagens de qualquer espécie devem levar em consideração as

b) devem ser incluídas pausas para descanso;

17.5.3. Em todos os locais de trabalho deve haver iluminação adequada, natural ou artificial, geral ou s

17.5.3.1. A iluminação gera

17.5.3.2. A iluminação

os valores de iluminâncias estabelecidos na NBR 5413, nor

no campo de trabalho onde se realiza a tarefa visual, utilizando-se de luxímetro com fotocélula corrigida para a sensibilidade do olho humano e em função do ângulo de incidência.

17.5.3.5. Quando não puder ser definido o campo de trabalho previsto no subitem 17.5.3.4, este será um plano horizontal a 0,75m (setenta e

17.6. Organização do trabalho.

17.6.1. A organização do trabalho deve ser adequada às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado.

mínimo:

b) o modo operatório;

c) a exigê

d) a determinação do conteúdo de tempo; e) o ritmo de trabalho;

f) o conteúdo das tarefas.

17.6.3. Nas atividades que exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica do pescoço, ombros, dorso e membros superiores e inferiores, e a partir da análise ergonômica do trabalho, deve ser observado o seguinte:

repercussões sobre a saúde dos trabalhadores;

lquer tipo de afastamento igual ou superior a 15 (quinze) dias, a exigência de produção deverá permitir um retorno gradativo aos níveis de

e avaliação dos trabalhadores envolvidos nas atividades de digitação, baseado no número individual de toques sobre o teclado, inclusive o automatizado, para efeito de remuneração e vantagens de qualquer espécie;

b) o número máximo de toques reais exigidos pelo empregador não deve ser superior a 8 (oito) mil por hora trabalhada, sendo considerado toque real, para efeito desta NR, cada movimento de pressão sobre o teclado;

c) o tempo efetivo de trabalho de entrada de dados não deve exceder o limite máximo de 5 (cinco) horas, sendo que, no período de tempo restante da jornada, o trabalhador poderá exercer outras atividades, observado o disposto no art. 468 da Consolidação das Leis do Trabalho, desde que não exijam movimentos repetitivos, nem esforço visual;

d) nas atividades de entrada de dados deve haver, no mínimo, uma pausa de 10 (dez) minutos para cada 50 (cinqüenta) minutos trabalhados, não deduzidos da jornada normal de trabalho;

e) quando do retorno ao trabalho, após qualquer tipo de afastamento igual ou superior a 15 (quinze) dias, a exigência de produção em relação ao número de toques deverá ser iniciado em níveis inferiores do máximo estabelecido na alínea "b" e ser ampliada progressivamente.

8.2. Norma Regulamentadora - NR 11

ormas de segurança para operação de elevadores, guindastes, transportadores industriais e

s de trabalho.

c) quando do retorno do trabalho, após qua

produção vigentes na época anterior ao afastamento.

17.6.4. Nas atividades de processamento eletrônico de dados, deve-se, salvo o disposto em convenções e acordos coletivos de trabalho, observar o seguinte:

a) o empregador não deve promover qualquer sistema d

N

máquinas transportadoras. Os equipamentos utilizados na movimentação de materiais, tais como ascensores, elevadores de carga, guindastes, monta-carga, pontes-rolantes, talhas, empilhadeiras, guinchos, esteiras-rolantes, transportadores de diferentes tipos, serão calculados e construídos de maneira que ofereçam as necessárias garantias de resistência e segurança e conservados em perfeitas condiçõe

que devem estar adequadas ao trabalhador e á natureza da atividade desenvolvida.

ites de exposição para estes fatores que se encontram nas atividades profissionais, além de regulamentar as atividades insalubres.

projetos, dentre outros, são recomendadas condições de conforto.

e que não irrita. Ex. ouvir uma música em nível agradável, o cantar de um pássaro, etc.

rejudicial à saúde humana. Causa sensação desagradável e irritante. Ex. barulho de motores, máquinas, martelete, etc.

O ruído industrial está presente em quase todas as atividades industriais e é um indicativo de

8.4.2. Calor/Frio

ções psicológicas que podem conduzir a esgotamento.

Em algumas pessoas não acostumadas a trabalhar em ambientes quentes, podem aparecer

8.3. NR 15 – Atividades e operações insalubres

Dispõe sobre as condições ambientais no trabalho,

As condições desfavoráveis, como excesso de ruído, calor/frio, vibração e iluminação podem causar desconforto, aumentando o risco de acidentes e causando doenças ocupacionais.

Esta norma estabelece lim

8.4 As condições ambientais de trabalho x características psicofisiológicas dos trabalhadores.

Nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constante, tais como: salas de controle, laboratórios, escritórios, salas de desenvolvimento ou análise de

8.4.1. Ruído

- Som: é uma vibração que se propaga pelo ar em forma de ondas e que é percebida pelo ouvido. É uma sensação agradável, em nível suportável - Barulho: é um SOM p

manutenção deficiente das máquinas, acarretando folgas, vazamentos, vibrações, comprometendo a saúde de uma parcela significativa dos trabalhadores.

O nível de ruído aceitável para efeito de conforto será de até 65 dB (A) e a curva de avaliação de ruído (NC) de valor não superior a 60 dB.

  • Calor: o calor é um risco físico freqüentemente presente em uma série de atividades profissionais desenvolvidas nas indústrias com processos de liberações de grandes quantidades de energia térmica.

É sabido que o homem que trabalha em ambientes de alta temperatura sofre de fadiga, seu rendimento diminui, ocorrem erros de percepção e raciocínio e aparecem sérias perturba

sintomas de redução da sua capacidade sensomotora. Outras mudanças comportacionais podem ser verificadas, como a redução do esforço de trabalho, retirada de roupa ou

transpiração em ambientes frios. Em alguns casos, um processo de aclimatação pode reduzir os problemas aventados.

- Frio: A exposição ocupacional ao frio intenso pode constituir problema sério a saúde, o

rno.

Estudos realizados na indústria norte-americana, no início do século XX, evidenciaram eratura de 18º C que em outras inferiores ou superiores á esta. O Aumento da freqüência de acidentes em baixas temperaturas r danos locais nos tecidos, como a redução da temperatura interna do corpo (hipotermia).

O índice de temperatura efetiva para efeito de conforto é entre 20ºC (vinte) e 23ºC (vinte e

ada proporciona um ambiente de trabalho agradável, melhorando as condições de supervisão e diminuindo a possibilidade de acidentes.

Entende-se por radiação visível, a faixa do espectro eletromagnético capaz de ser detectada pelo olho humano. A sensibilidade do a esta região visível varia, dependendo do comprimento da onda das radiações que estão incidindo sobre a retina.

Determinar a iluminação necessária a um ambiente significa estabelecer a intensidade e distribuição da radiação visível, adequada ao tipo de atividade e ás características do local,

os valores s na NBR 5413, norma brasileira registrada no INMETRO.

.4 V

a.

conforto e a eficiência do trabalhador. Trabalhos ao ar livre em clima frio são encontrados em regiões de grandes altitudes, bem como em algumas zonas temperadas no período do inve

Fora das atividades realizadas ao ar livre, o frio intenso ainda é encontrado em ambientes artificiais, como as câmaras frigoríficas de conservação, que implicam em exposição a temperaturas bastante reduzidas.

que a incidência de lesões por acidentes era menos a uma temp

foi atribuído à perda da destreza manual. O frio pode causa

três graus centígrados);

8.4.3. Radiação visível – Iluminação.

A utilização de uma iluminação adequ

bem como sugerir alterações para este, a fim de proporcionar melhores condições de trabalho e , conseqüentemente, maior eficiência e conforto.

Os níveis mínimos de iluminamento a serem observados nos locais de trabalho são de iluminâncias estabelecido

8 .4. ibrações

É o movimento, oscilação, balanço de objetos, de coisas. Quando, através do tato, sentimos a oscilação de uma corda de violão, sabemos intuitivamente o que é uma vibração. Podemos dizer que ela está vibrando e, inclusive, ver-lhe o movimento.

De fato todos os objetos materiais podem vibrar. Contudo, nem sempre podemos perceber o movimento através do tato. Por exemplo, o ar ao redor da corda também se movimenta, e o tato nada nos indica, apesar de as duas oscilações serem semelhantes.

Por costume, se a oscilação for facilmente detectada pelo tato, ela é chamada simplesmente de vibração. Se for detectável pelo sistema auditivo, é chamada de som ou vibração sonor