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Guias e Dicas
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David M. Pounds, Manuais, Projetos, Pesquisas de Fisioterapia

Livro sobre Massoterapia

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2015

Compartilhado em 19/02/2015

willyan-aires-10
willyan-aires-10 🇧🇷

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Baixe David M. Pounds e outras Manuais, Projetos, Pesquisas em PDF para Fisioterapia, somente na Docsity!

Título original em inglês: Basic Clinicai Massage Therapy: Integrating Anatomy and Treatment Copyright © 2003 Lippincott Williams & Wilkins

Tradução: Maria de Lourdes Giannini

Revisão Científica: Profa. Dra. Fátima A. Caromano Professora da Disciplina de Recursos Terapêuticos Manuais do Curso de Fisioterapia da Universidade de São Paulo (USP) Doutorado na área de Psicologia Experimental pela Universidade de São Paulo (USP)

Prof. Abdallah Achour Jr. Professor da Disciplina de Fisiologia do Exercício do Curso de Educação Física da Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR) Doutorando na área de Biodinâmica do Movimento Humano pela Universidade de São Paulo (USP)

Editoração Eletrônica: Acqua Estúdio Gráfico Ltda.

Fotografias: Vicki Overman

Ilustrações: David M. Pounds Ilustrador médico profissional

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE ___________________________ SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RL C557m

Clay, James H. Massoterapia clínica : integrando anatomia e tratamento / James H. Clay, David M. Pounds ; fotografias de Vicki Overman, ilustrações de David M. Pounds, [tradução de Maria de Lourdes Giannini]. - Barueri, SP : Manole, 2003 il.

Tradução de: Basic clinical massage therapy Apêndices Inclui bibliografia ISBN: 85-204-1775-

  1. Massagem terapêutica. 2. Anatomia humana. 3. Massagem -Métodos.

I. Pounds, David M. I. Título. 03-

CDD 615. CDU 615.

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro poderá ser reproduzida, por qualquer processo, sem a permissão expressa dos editores. É proibida a reprodução por xerox.

1» edição brasileira - 2003

Direitos em língua portuguesa adquiridos pela: Editora Manole Ltda. Avenida Ceci, 672 - Tamboré 06460-120 - Barueri - SP - Brasil Fone: (0_ 11) 4196-6000 - Fax: (0 _11) 4196- wwAv .manole. com.br [email protected]

impresso no Brasil ?r:-:ea Brazil

Para Jacque e Tim Pennell e Anne e Dick Clay -James Clay

Para a minha esposa Kathleen, pelo seu apoio e paciência, e para

os meus pais, Arthur M. e Jean T. Pounds - David Pounds

http://groups-beta.google.com/group/digitalsource

VIII Prefácio

dem ser utilizados e abrange a comunicação com os médicos e outros profissionais da saúde. A Parte II, Abordagem do Tratamento, constitui o "cerne" do livro. Nós organizamos os capítulos entre as regiões corporais, segundo a coerência funcional, topográfica e clínica. Essas regiões são:

ƒ Cabeça, face e pescoço ƒ Ombro, tórax e região cervical ƒ Membro superior ƒ Coluna vertebral e dorso ƒ Região lombar e abdome ƒ Pelve ƒ Coxa ƒ Perna, tornozelo e pé

Todos os capítulos da Parte II possuem a mesma estrutura interna. Essa consistência rigorosa é deliberada: o aprendizado é baseado na repetição e uma organização repetitiva permite que o leitor processe e internalize as informações mais facilmente. Cada capítulo, portanto, tem os seguintes componentes: ƒ Resumo da Região. Aqui, revisamos os compo-

nentes musculares e esqueléticos da região que está sendo discutida e oferecemos observações sobre as condições que comumente causam dor e disfunção nessa região. Gravuras extensas de anatomia, apresentadas no formato horizontal ("paisagem"), tratam em detalhes a anatomia interna. As legendas apontam cada estrutura pertinente e se encaixam na discussão do texto, ƒ Seções dos Músculos. Cada músculo da região

é discutido. Essas seções distinguem-se pelo uso de vários ícones, que destacam as informações-chave. ƒ Etimologia. Uma derivação breve do nome de cada músculo é oferecida. A etimologia é extremamente proveitosa para fazer lembrar as estruturas anatômicas. ƒ Resumo. Aqui, fornecemos um resumo sucinto, porém completo, da estrutura e da função do músculo. Também revisamos as causas em potencial da dor e da disfunção, que podem afetar o músculo. ƒ Comentários. Quando adequado, são incluídos comentários interessantes ou filosóficos sobre os músculos. Por exemplo, apontamos que o m. bíceps braquial situa-se no úmero, mas não está fixado nele e que, além de ser um flexor, é o mais potente supinador do antebraço.

Os seguintes ícones são utilizados para destacar informações específicas:

Fixações As fixações do músculo são citadas. Uma vez que a tradição de descrever as fixações musculares como origens ou inserções é confusa e artificiosa, nos referimos às fixações como proximal e distai, superior e inferior, ou lateral e medial, de acordo com cada caso.

Ação

As principais funções de cada músculo são listadas.

Alerta

A segurança do paciente é a principal preocupação do massoterapeuta. Quando adequado, são incluídas notas que alertam o terapeuta sobre as contra- indicações em potencial de técnicas específicas, assim como as precauções que devem ser tomadas durante a aplicação de determinadas técnicas.

Área de referência da dor

As áreas para as quais o músculo comu- mente desencadeia a dor referida são lis- tadas.

Outros músculos a examinar Outros músculos que podem desencadear a dor referida para a mesma área estão listados.

Terapia manual Uma ou mais técnicas básicas para tratar o músculo são descritas e ilustradas. Em ordem de freqüência, essas técnicas po- dem ser a massagem de deslizamento em faixas, a compressão, o deslizamento no

Prefácio ¡X

sentido transversal das fibras, o alonga- mento e o alongamento miofascial, todos discutidos no Capítulo 1.

DESIGN

O design deste livro é planejado para facilitar seu uso durante as sessões práticas ativas. Os estudantes são encorajados a usar o livro como uma referência e, por isso, pode ser colocado ao lado da maca, enquanto praticam as técnicas em outro estudante ou nos voluntários. As características do design que ajudarão os estudantes em suas sessões práticas são:

ƒ Os ícones coloridos nas sessões dos músculos concentram a atenção do leitor e ajudam a evitar que ele se perca no texto. ƒ As ilustrações da técnica incluem setas que mostram a direção dos deslizamentos. O segundo tipo de seta (tracejada) denota a compressão estática e o terceiro (para os 2 lados) indica o alongamento miofascial Esses recursos ajudam a eliminar as conje- turas durante a aplicação das técnicas.

CONTEÚDO ADICIONAL

As estruturas anatômicas são demonstradas nas imagens e colocadas em negrito no texto. Outros termos em negrito serão definidos no glossário. Também incluímos os seguintes apêndices:

ƒ Prefixos e sufixos em latim e grego e uma breve explicação da estrutura de palavras latinas. ƒ Ilustração da terminologia dos planos corporais, localização relativa no corpo, posições e movimentos. ƒ Lista dos músculos segundo suas zonas de referência da dor. ƒ Lista de livros e recursos sugeridos.

COMENTÁRIOS IMPORTANTES

ƒ As ilustrações deste livro retratam modelos contratados (e não pacientes) que são ilustrados nus ou com drapejamento mínimo (os modelos infantis usam roupas íntimas), para mostrar claramente as estruturas internas e os marcos corporais externos. Essa abordagem não deve ser confundida com uma sugestão para a prática clínica. As

sugestões de drapejamento são dadas sempre que adequado, com referência às ilustrações correspondentes das técnicas de drape- jamento apresentadas no primeiro capítulo. ƒ Devido às demandas fotográficas e à necessidade de mostrar os pontos de referências anatômicas e as estruturas internas claramente, muitas concessões foram feitas no posicionamento do terapeuta e do paciente. Como resultado, a biomecâ- nica corporal das ilustrações pode nem sempre ser a ideal. Da mesma forma, o indivíduo em decúbito ventral geralmente é, embora nem sempre, ilustrado com o rosto imerso na maca. É interessante ler o Capítulo 1, em vez de basear-se nas ilustrações individuais da terapia, para saber os modelos da biomecânica corporal. ƒ O alongamento miofascial como técnica preparatória é altamente recomendado antes do trabalho em um músculo específico. Descrevemos e ilustramos o alongamento miofascial para todas as regiões do dorso, mas não para os membros. A técnica é bastante simples e direta, e o estudante deve ser capaz de transferi-la aos membros superiores e inferiores sem dificuldade. ƒ O uso da palavra "compressão" neste livro indica qualquer pressão exercida na superfície do corpo em direção à parte mais profunda, seja sobre uma estrutura firme (como um osso) ou não. ƒ Sempre é um desafio saber como organizar um material sobre o corpo humano, uma vez que o corpo é um todo integrado e o livro é necessariamente linear. Dentro de cada capítulo, organizamos os músculos em grupos lógicos (reunindo os mm. flexores, os mm. extensores, etc). Os músculos não são apresentados em uma ordem específica dentro de cada grupo.

RESUMO

Em essência, nosso trabalho pretende preencher a ampla lacuna entre os livros de anatomia e o corpo humano vivo que está na maca de massagem, principalmente para os estudantes, mas também para os terapeutas. Enquanto suas mãos estão pousadas no corpo do paciente, seus olhos podem alternar-se entre as ilustrações e o paciente, permitindo que se in corporem as informações anatômicas nos sentidos visual e tátil -

AGRADECIMENTOS

Nancy Evans, Diretora Editorial da Lippincott Villiams & Wilkins, foi a primeira a ver o potencial o nosso livro e o apresentou a Rina Steinhauer, na poca Editora de Aquisições da LWW. Rina negociou nosso contrato e não só nos encorajou como também nos entusiasmou desde o início e Nancy continuou apoiando o projeto. Somos profundamente gratos a ambas. Desde essa época, vários outros funcionários da Lippincott Williams & Wilkins trabalharam arduamente pelo projeto, incluindo o Editor de Aquisições " Pete Darcy e os Assistentes Editoriais Katie Cooke, Lisa Manhart e Joseph Latta. Agradecemos a eles. Durante seu desenvolvimento, este livro foi revisado, capítulo a capítulo, por profissionais do campo a massoterapia que ofereceram comentários e sugestões extremamente úteis. Esses revisores são:

Cassandra E. Orem, RN, MS, MA, CMT amantha Hens Annie Henson, LMT, NCTMB, CIMI, RM/T, TTT(TM), ABMP, CD (DONA) Clifford Korn, LMT, NCTMB Sharon Long, BFA, CMT, NCTMB Whitney Lowe, LMT Alexandra Hamer, LMBT Donald Webb, CMT, NCTMB

Gostaríamos de agradecer a cada um deles pelo seu tempo, esforço e contribuição. Um agradecimento especial a Walter J. Bo, PhD, Professor, e ao Sr. Robert Lee Bowden, Instrutor em Anatomia Macroscópica do Departamento de Neurologia e Anatomia da Wake Forest University School of Medicine, pelo acesso aos cadáveres do Gross Anatomy Lab.

Agradecemos a David G. Simons, pelas consultas e esclarecimentos das questões referentes aos pontos-gatilho miofasciais e à postura. Igualmente agradecemos a Lisa Meloncon Posner, por sua assistência em organizar os materiais para o texto. Também agradecemos à equipe do Silas Creek Parkway PhotoLab, onde

nossas fotos foram reveladas, pelo seu serviço cortês e extremamente profissional. Também gostaríamos de agradecer àqueles que se ofereceram como modelos voluntários, quando o livro ainda era apenas uma idéia: Sarah Kelly, Shanda Smith, Debbie Garner Transou e M.D. Somos gratos à nossa primeira modelo "oficial", Elizabeth Shuler, que provavelmente aparece com mais freqüência no livro do que qualquer outro modelo, e a todos os outros modelos maravilhosos que a seguiram: Anna Bigelow, Joe Cox, Jack Edmonds, Lindsay Fisher, Amanda Furches, Sabrina Hertel, Olivia Honeycutt, Evan Johnson, Sarah Kelly, Jason Kittleberger, Kate Merritt, Helen Naples, Mike Or-sillo, Bronwyn Queen, Nike Roach, Shanta Rudd, Shana Schwarz, Emily Sparkman, Matt Swaim, Katie Swords e Yvonne Truhon. James Clay gostaria de agradecer particularmente a Linda Laughrun; John e Sally Foushee; Stacie Queen; David Barabe, DDS; Kim Heath, Ladd Freeman; Wallace e Melba Sidden; Rebecca Ashby; à família Brodkin; Philip e Roberta Powell; D.A. e Patricia Oldis; e a Travis Jackson, MD. E deixamos a melhor por último: Kathleen Scogna, a nossa gerente/editora de desenvolvimentos na Lippincott Williams & Wilkins, que trabalhou por quatro anos como nossa editora, conselheira, mediadora, defensora, terapeuta, professora, heroína e amiga. O nome dela deveria estar na capa. Obrigado, Kathleen. Você é a melhor.

James H. Clay David M. Pounds

SUMÁRIO

ȱ

Prefácioȱȱȱ viiȱȱ

Agradecimentosȱȱ xiȱȱ

Sumárioȱȱ xiiiȱȱ

SumárioȱExpandidoȱȱ xvȱ

PARTE I: FUNDAMENTOS DA MASSOTERAPIA CLÍNICA 1

AbordagemȱdaȱMassoterapiaȱClínicaȱȱ 3 ȱȱ AbordagemȱdoȱTratamentoȱȱȱ 31 ȱ

PARTE II: ABORDAGEM DO TRATAMENTO 52 __________

Cabeça,ȱFaceȱeȱPescoçoȱȱȱ 53 ȱ Ombro,ȱTóraxȱeȱRegiãoȱCervicalȱȱȱ 109 ȱ MembroȱSuperiorȱȱȱ 167 ȱ ColunaȱVertebralȱȱȱ 225 ȱ RegiãoȱLombarȱeȱAbdomeȱȱȱ 247 ȱ Pelveȱȱȱ 267 ȱ Coxaȱȱȱ 299 ȱ MúsculosȱdaȱPerna,ȱdoȱTornozeloȱeȱdoȱPéȱȱ 331 ȱ PrefixosȱeȱSufixosȱAnatômicosȱȱȱ 381 ȱ TerminologiaȱDirecionalȱeȱCinéticaȱȱȱ 385 ȱ MúsculosȱSegundoȱasȱÁreasȱdeȱReferênciaȱdaȱDorȱȱ 393 ȱ LeiturasȱSugeridasȱȱȱ 399 ȱ

Glossárioȱȱȱ 401 ȱ

ȱ índiceȱRemissivoȱ 405 ȱ

ȱ

Mm. semiespinais da

Mm. multífidos e rotadores

Lateral da coxa:

 - PARTE I: FUNDAMENTOS DA MASSOTERAPIA CLINICA - Abordagem da Massoterapia Clínica - Clínica no Campo da Saúde - Clínica Os Princípios da Massoterapia - Músculos Estrutura e Função dos - Pontos-gatilho, Liberação Pontos de Dor à Palpação, - Agonistas e Antagonistas - Fascia (Aponeurose) - Mecânica Corporal - Tecido Mole Variedades de Manipulação do - Mesas - Drapejamento - Resumo do Capítulo - Abordagem do Tratamento - História do Paciente - Avaliação Corporal Integral - Encaminhamento Agregação das Informações e - Sintetizando suas Descobertas - Pacientes Comunicándose com os - Tratamento Aplicando Sua Síntese ao - Profissionais da Saúde Comunicándose com Outros - Populações Especiais - Conclusão - Resumo do Capítulo - PARTE II: ABORDAGEM DO TRATAMENTO 
  • Cabeça, Face e Pescoço
  • Resumo da Região
  • M. frontal - M. occipital - M. orbicular do olho - menor Mm. zigomáticos maior e - M. temporal - M. masseter - Mm. pterigóideos - M. pterigóideo medial - M. pterigóideo lateral - aponeurose palatina M. tensor do véu palatino e - M. platisma - Músculos ñxados no osso hióide - M. digástrico - M. esternocleidomastóideo - Mm. escalenos - Músculos posteriores do pescoço - M. trapézio - M. longuíssimo da cabeça cabeça e do pescoço, - m. esplênio do pescoço M. esplênio da cabeça, - Mm. suboccipitais
  • Ombro, Tórax e Região Cervical - Resumo da região - M. subclávio - M. peitoral maior - M. peitoral menor - escápula M. levantador da - menor Mm. rombóides maior e - M. latíssimo do dorso - M. redondo maior - M. deltóide - O Manguito rotador - M. supra-espinal - M. infra-espinal - M. redondo menor - M. subescapular - Músculos das costelas - M. serrátil anterior - M. serrátil posterior inferior - Músculos respiratórios - Diafragma - superior M. serrátil posterior - Mm. intercostais
    • Ensinando a respiração diafragmática
      • Membro Superior
        • Resumo da região
        • Músculos do braço
          • M. bíceps braquial
          • M. braquial
          • M. triceps braquial
          • M. ancôneo
          • M. coracobraquial
    • mão Músculos do antebraço e da - M. supinador - M. pronadorredondo - M. pronador quadrado - M. braquiorradial - punho e dos dedos Músculos extensores da mão, do - M. extensor radial curto do carpo - M. extensor radial longo docarpo - M. extensor ulnar do carpo - M. extensor do dedo mínimo - M. extensor dos dedos - M. extensor do indicador - M. extensor curto do polegar - M. extensor longo do polegar - M. abdutor longo do polegar - punho e dos dedos Músculos flexores da mão, do - (Ligamento transverso do carpo) Retináculo dos músculos flexores - M. palmar longo - M. flexor radial do carpo - M. flexor ulnar do carpo - M. flexor profundo dos dedos - M. flexor superficial dos dedos - M. flexor longo do polegar - Músculos da mão - Músculos do polegar - M. adutor do polegar - M. flexor curto do polegar - M. abdutor curto do polegar - M. oponente do polegar - mão Músculos interósseos da - mão Músculos lumbricais da - mínimo M. flexor curto do dedo - mínimo M. abdutor do dedo - Coluna Vertebral - Resumo da região - superficiais Músculos paraespinais - M. eretor da espinha - O Grupo iliocostal - parte lombar M. iliocostal do lombo - - parte torácica M. iliocostal do lombo - - M. iliocostal do pescoço - M. longuíssimo do tórax - M. espinal do tórax - M. semiespinal do tórax
      • Músculos profundos da coluna vertebral - Mm. multífldos - Mm. rotadores
  • Região Lombar e Abdome
  • Resumo da região
    • Músculos do abdome - M. reto do abdome - M. piramidal - M. oblíquos do abdome - M. transverso do abdome
    • Músculos da região lombar - M. quadrado do lombo
  • Pelve
  • Resumo da região - M. psoas maior (M. iliopsoas) - M. ilíaco - M. psoas menor
  • Músculos do assoalho pélvico - M. coccígeo - M. levantador do ânus - Músculos glúteos - M. glúteo máximo - M. glúteo médio - M. glúteo mínimo
  • profundos do quadril Músculos rotadores laterais - M. piriforme - M. gêmeo superior - M. gêmeo inferior - M. obturador interno - M. obturador externo - M. quadrado femoral
  • Coxa
  • Resumo da região
  • Músculos anteriores da coxa - M. quadríceps femoral - M. sartorio
  • Músculos posteriores da coxa - M. semitendíneo - M. semimembranáceo - M. bíceps femoral
  • e o trato iliotibial (TIT) m. tensor da fascia lata - (mm. adutores do quadril) Músculos mediais da coxa - M. adutor magno - M. adutor longo - M. adutor curto - M pectíneo - M. grácil - do Pé Músculos da Perna, do Tornozelo e - Resumo da região - e do pé Tecido conjuntivo da perna - Fascia da perna - flexores, extensores e fibulares Retináculos dos músculos - flexores Retináculo dos músculos - músculos extensores Retináculo inferior dos - músculos extensores Retináculo superior dos - fibulares Retináculo dos músculos - Aponeurose plantar - Músculos anteriores da perna - M. tibial anterior - M. extensor longo do hálux - Músculos laterais da perna - M. fibular longo - M. fibular curto - M. fibular terceiro - M. extensor longo dos dedos - Músculos posteriores da perna - M. poplíteo - M. gastroenêmio - M. sóleo - M. plantar - M. tibial posterior - M. flexor longo dos dedos - M. flexor longo do hálux - Músculos intrínsecos do pé - M. quadrado plantar - mínimo M. flexor curto do dedo - M. flexor curto dos dedos - M. flexor curto do hálux - M. extensor curto dos dedos

Fundamentos da

Massoterapia

Clínica

Não existe algo como uma dor corporal difusa, que se estende e irradia para ou-as partes, a qual, no entanto, cede, para desaparecer completamente, se o fe- npeuta aplicar seus dedos no ponto preciso de que ela emana? E ainda assim, té esse momento, sua distribuição fez com que parecesse tão vaga e sinistra ue, impotentes de explicá-la ou até mesmo localizá-la, nós imaginávamos que ão houvesse possibilidade de cura." Mareei Proust, O caminho de guermantes

Abordagem da

Massoterapia Clínica

Uma menina sente uma dor incessante. A mãe ouviu de uma amiga que existe um curandeiro, não mito longe de casa, capaz de curá-la. Um dia, a mãe leva a menina ao curandeiro. Ele faz algumas perguntas e, em vez de lhe dar algo para engolir, pressiona e esfrega vários pontos com suas mãos hábeis. Quando curandeiro termina, a menina percebe que a dor diminuiu. A mãe paga o curandeiro e elas partem. Um ou dois dias depois, a dor desaparece completamente. Esses eventos poderiam muito bem ter ocorrido na China 1.000 anos a.C. Também poderiam ter ocorrido na índia, pelo menos até o início do século III a.C.

O curandeiro em questão poderia ter sido Herodicus ou seu aluno Hipócrates, na Grécia do século V a.C, ou ainda Asclepíades, que instituiu a prática em Roma no século I a.C. A história também pode ser contada freqüentemente hoje, graças à redescoberta e ao desenvolvimento da massoterapia clínica, o uso da manipulação manual dos tecidos moles para aliviar queixas específicas de dor e disfunção. A prática da massoterapia caiu em desuso no mundo ocidental desde o declínio de Roma até o século XVfU, quando o Iluminismo renovou o

ƒ A fisioterapia utiliza o exercício físico e o movimento como formas de restaurar a função saudável dos músculos e articulações. Embora atualmente os fisioterapeutas tirem proveito de muitos avanços tecnológicos como hidroterapia, ultra-som e estimulação elétrica dos músculos, sua ênfase ainda recai no exercício e no movimento. Além disso, eles tendem a tratar não só de condições mais graves, como a reabilitação após cirurgia ou lesão grave, como também das deformidades congênitas. ƒ A outra abordagem é a manipulação direta dos tecidos moles. Esse método - objeto de estudo deste livro - é o principal campo do massoterapeuta clínico.

OS PRINCÍPIOS DA

MASSOTERAPIA CLÍNICA

1. O indivíduo é um organismo global: tudo está interligado e relacionado. Sistemas complexos nada mais são do que a mera soma de suas par- res, ou seja, por analogia, é fundamental ver a floresta, mas também é essencial ver as árvores. Embora este livro faça um recorte com o objetivo de aprofundar o estudo, não podemos entender o todo sem conhecer as partes, e estas devem ser examinadas de maneira linear - o terapeuta deve lembrar-se de que cada parte também deve ser vista no contexto do todo. Por exemplo, um paciente com um entorse no tornozelo protege a perna lesionada, causando tensão nos músculos 20 quadril e da coluna lombar. O resultante desequilíbrio do dorso pode afetar os músculos cervicais, provocando cefaléia. Tratar apenas os músculos cervicais não resolverá o problema. 2. O tecido muscular encurtado pode não funcionar. O tecido muscular funciona pela contração e, portanto, não pode trabalhar se estiver encurtado. Nosso interesse como terapeutas é o tecido cicclógico ou persistentemente encurtado; em outras palavras, o tecido que encurta, muito provavelmente por motivos de defesa, é incapaz de funcionar e resiste ao alongamento. 3. O músculo pode ser encurtado ativa ou passiva- mente. Exemplos de encurtamento passivo crônico são: do bíceps braquial, que ocorre na colocação do braço em uma tipóia durante o período da consolidação de uma fratura e na posição flexionada dos músculos iliopsoas (flexores do quadril) no bebê que ainda não fica

em pé ou anda. O desalinhamento postural sempre envolve encurtamento funcional passivo comum em muitos músculos posturais. O encurtamento ativo, por outro lado. e a con - t ração muscular, que pode ser intencional e. neste caso, implica trabalho do músculo, ou defensiva, quando representa a resposta do músculo a ameaças como sobrecarga, movimento repetitivo ou alongamento excessivo. Quando uma parce do tecido muscular está contraída dessa forma, eia não consegue contrair mais e se torna indisponível para realizar a atividade muscular.

3. Os tecidos moles do corpo reagem ao toque. Existem muitas teorias que explicam esse fato. Uma das mais persuasivas é que a dor miofascial é causada por um circuito de retroalimentação (feedback) neuromuscular autoperpetuadora, no qual a estimulação por meio do toque interfere, restaurando assim a função normal. Dependendo da escolha da técnica, a intervenção manual nos tecidos disfuncionais interrompe esse processo de feedback, forçando uma certa mudança na resposta neural e, portanto, no funcionamento do tecido afetado propriamente dito. A intervenção pode assumir a forma da compressão isquémica, do alongamento passivo, do encurtamento passivo ou ainda de qualquer combinação simultânea ou seqüencial entre esses.

A massoterapia clínica baseia-se firmemente nesses três princípios. O massoterapeuta clínico é aquele que trata os tecidos moles persistentemente encurtados e tenta restaurar sua função natural e indolor por meio do toque, sem deixar de considerar o paciente como um todo.

ESTRUTURA E FUNÇÃO DOS MÚSCULOS

Embora tratemos os músculos como entidades distintas por conveniência anatômica, devemos lembrar que o sistema neuromuscular não ativa os músculos dessa forma. O sistema nervoso estimula porções do tecido contrátil para que elas contraiam em padrões que produzam o efeito desejado. Essa ativação geralmente envolve partes de vários músculos agindo em plena coordenação. Não existem ações que requeiram todas as partes de um músculo, e nem que requeiram apenas um músculo. Quando dizemos, por exemplo, que o bíceps braquial flexiona o cotovelo, estamos generalizando. Dependendo da posição do braço quando fazemos esse movimento, certas porções do bíceps braquial serão ativadas. Além disso, partes do braquial também irão

contrair, assim como porções de certos

músculos do antebraço. Algumas partes do tríceps braquial serão recrutadas para amenizar

o movimento e mantê-lo uniforme. À medida

que o movimento ocorre, existe um

deslocamento do peso. Partes de músculos de

todo o tronco e das pernas respondem, a fim de manter o equilíbrio. Portanto, os músculos não

realizam o trabalho do organismo

individualmente, mas sim os padrões das partes

de tecido muscular. A fim de obter um conheci-

mento dos diferentes padrões da ação muscular por todo o corpo, devemos primeiro nos

familiarizar com partes elementares do tecido

muscular e com o funcionamento delas.

A Célula Muscular

Os filamentos contrateis que realizam o

trabalho muscular são denominados

miofilamentos. Existem dois tipos básicos de

miofilamento: um deles é o filamento grosso, a miosina , e o outro é o fino, a actina. A miosina

tem "cabeças" moleculares, que se estendem até

sítios específicos de conexão na actina adja-

cente e se sobrepõe fazendo pontes para realizar

i contração. Esses filamentos de miosina e actina sãc paralelos uns aos outros em um padrão sobreposto, que produz a aparência listrada (estriada), característica dos músculos esqueléticos. Vários desses filamentos formam um sarcômero, considerado a unidade de contração em uma célula muscular. Uma fileira de sarcômeros alinhados em seqüência forma uma miofibrila (filamento muscular) (Fig. 1-1). Ao redor das miofibrilas e atravessando-as, existe um sistema de tubos microscópicos denominados túbulos transversos e o retículo sarcoplasmático. Esses túbulos transportam cálcio, ativador químico necessário para iniciar contração no nível molecular. Uma célula muscular é composta de várias miofibrilas. A expressão célula muscular é equivalente à fibra muscular. Acredita-se que o número de células musculares permaneça constante no corpo. Quando alongamos os músculos ou aumentamos seu tamanho e volume, o que está sendo alterado é o conteúdo contrátil, e não o número de células ou fibras. Diferente da maioria das células, as musculares contêm