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Guias e Dicas
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Aprender linguagem e códigos, Slides de Português (Gramática - Literatura)

O slide retrato um pouco sobre a linguagem no dia a dia

Tipologia: Slides

2022

Compartilhado em 25/10/2023

suelen-cristina-43
suelen-cristina-43 🇧🇷

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[Ano]

Vinicius Oliveira

[Nome da empresa]

[Data]

[Título do documento]

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(QUESTÃO 1 ENEM PPL 2019)

É através da linguagem que uma sociedade se comunica e retrata o conhecimento e entendimento de si própria e do mundo que a cerca. É na linguagem que se refletem a identificação e a diferenciação de cada comunidade e também a inserção do indivíduo em diferentes agrupamentos, estratos sociais, faixas etárias, gêneros, graus de escolaridade. A fala tem, assim, um caráter emblemático, que indica se o falante é brasileiro ou português, francês ou italiano, alemão ou holandês, americano ou inglês, e, mais ainda, sendo brasileiro, se é nordestino, sulista ou carioca. A linguagem também oferece pistas que permitem dizer se o locutor é homem ou mulher, se é jovem ou idoso, se tem curso primário, universitário ou se é iletrado. E, por ser um parâmetro que permite classificar o indivíduo de acordo com sua nacionalidade e naturalidade, sua condição econômica ou social e seu grau de instrução, é frequentemente usado para discriminar e estigmatizar o falante. LEITE, Y.; CALLOU, D. Como falam os brasileiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. Nesse texto acadêmico, as autoras fazem uso da linguagem formal para a) estabelecer proximidade com o leitor. b) atingir pessoas de vários níveis sociais. c) atender às características do público leitor. d) caracterizar os diferentes falares brasileiros. e) atrair leitores de outras áreas do conhecimento. (QUESTÃO 2 - ENEM 2018 PPL) Deserto de sal O silêncio ajuda a compor a trilha que se ouve na caminhada pelo Salar de Atacama. Com 100 quilômetros de extensão, o Salar de Atacama é o terceiro maior deserto de sal do mundo. De acordo com estudo publicado pela Universidade do Chile, o Salar de Atacama é uma depressão de 3 500 quilômetros quadrados entre a Cordilheira dos Andes e a Cordilheira de Domeiko. Sua origem está no movimento das placas tectônicas. Mais tarde, a água evaporou-se e, desta forma, surgiram os desertos de sal do Atacama. Além da crosta de sal que recobre a superfície, há lagoas formadas pelo degelo de neve acumulada nas montanhas. FORNER, V. Terra da Gente, n. 96, abr. 2012. Os gêneros textuais são textos materializados que circulam socialmente. O texto Deserto de sal foi veiculado em uma revista de circulação mensal. Pelas estratégias linguísticas exploradas, conclui-se que o fragmento apresentado pertence ao gênero a) relato, pela apresentação de acontecimentos ocorridos durante uma viagem ao Salar de Atacama. b) verbete, pela apresentação de uma definição e de exemplos sobre o termo Salar de Atacama. c) artigo de opinião, pela apresentação de uma tese e de argumentos sobre o Salar de Atacama. d) reportagem, pela apresentação de informações e de dados sobre o Salar de Atacama. e) resenha, pela apresentação, descrição e avaliação do Salar de Atacama. (QUESTÃO 3 - ENEM 2018) A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. A vida ao redor é a pseudorrealidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto — e raro — de crítica e público. Disponível em www.odeveradordelivros.com Os gêneros textuais podem ser caracterizados, dentre outros fatores, por seus objetivos. Esse fragmento é um(a) a) reportagem, pois busca convencer o interlocutor da tese defendida ao longo do texto. b) resumo, pois promove o contato rápido do leitor com uma informação desconhecida. c) sinopse, pois sintetiza as informações relevantes de uma obra de modo impessoal. d) instrução, pois ensina algo por meio de explicações sobre uma obra específica. e) resenha, pois apresenta uma produção intelectual de forma crítica.

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(QUESTÃO 6 - ENEM 2020 DIGITAL)

TEXTO I - A planta de Belo Horizonte Foi muito grande o contraste entre a nova capital e as antigas vilas coloniais mineiras, nascidas das necessidades das populações do século XVIII, que se desenvolveram sem nenhum planejamento. A futura capital seria inovadora, moderna e progressista. Assim, o projeto urbanístico que o engenheiro paraense Aarão Reis elaborou para Belo Horizonte causou curiosidade e entusiasmo. É digno de atenção observar os nomes que foram dados às ruas de Belo Horizonte: estados brasileiros, tribos indígenas, rios etc. Mencioná-los era uma verdadeira aula de estudos sociais. Era, inclusive, uma forma de ensinar a população, ainda carente de ensino formal. Disponível em: www.descubraminas.com.br. Acesso em: 9 dez. 2017 (adaptado). TEXTO II Ruas da cidade Guaicurus, Caetés, Goitacazes Tupinambás, Aimorés Todos no chão Guajajaras, Tamoios, Tapuias Todos Timbiras, Tupis Todos no chão A parede das ruas não devolveu Os abismos que se rolou Horizonte perdido no meio da selva Cresceu o arraial, arraial Passa bonde, passa boiada Passa trator, avião Ruas e reis Guajajaras, Tamoios, Tapuias Tupinambás, Aimorés Todos no chão A cidade plantou no coração Tantos nomes de quem morreu Horizonte perdido no meio da selva Cresceu o arraial, arraial A parede das ruas não devolveu Os abismos que se rolou Horizonte perdido no meio da selva BORGES, L.; BORGES, M. In: NASCIMENTO, M. Clube da esquina

  1. Rio de Janeiro: EMI, 1978 (fragmento). Os textos abordam a preservação da memória e da identidade nacional, presente na nomeação das ruas belorizontinas. Quais versos do Texto II contestam o projeto arquitetônico descrito no Texto I? a) “Guaicurus, Caetés, Goitacazes” / “Tupinambás, Aimorés”. b) “A parede das ruas não devolveu” / “Os abismos que se rolou”. c) “Passa bonde, passa boiada” / “Passa trator, avião” / “Ruas e reis”. d) “A cidade plantou no coração” / “Tantos nomes de quem morreu”. e) “Horizonte perdido no meio da selva” / “Cresceu o arraial, arraial”. (QUESTÃO 07 - ENEM 2021) Intenso e original, Son of Saul retrata horror do holocausto Centenas de filmes sobre o holocausto já foram produzidos em diversos países do mundo, mas nenhum é tão intenso como o húngaro Son of Saul , do estreante em longa-metragens László Nemes, vencedor do Grande Prêmio do Júri no último Festival de Cannes. Ao contrário da grande maioria das produções do gênero, que costuma oferecer uma variedade de informações didáticas e não raro cruza diferentes pontos de vista sobre o horror do campo de concentração, o filme acompanha apenas um personagem. Ele é Saul (Géza Röhrig), um dos encarregados de conduzir as execuções de judeus como ele que, por um dia e meio, luta obsessivamente para que um menino já morto – que pode ou não ser seu filho – tenha um enterro digno e não seja simplesmente incinerado. O acompanhamento da jornada desse prisioneiro é no sentido mais literal que o cinema pode proporcionar: a câmera está o tempo todo com o personagem, seja por sobre seus ombros, seja com um close em primeiro plano ou em sua visão subjetiva, O que se passa ao seu redor é secundário, muitas vezes desfocado. Saul percorre diferentes divisões de Auschwilz à procura de um rabino que possa conduzir o enterro da criança, e por isso pouco se envolve nos planos de fuga que os companheiros tramam e, quando o faz, geralmente atrapalha. “Você abandonou os vivos para cuidar de um morto”, acusa um deles. Ver toda essa via crucis é por vezes duro e exige certa entrega do espectador, mas certamente é daquelas experiências cinematográficas que permanecem na

4 cabeça por muito tempo. O longa já está sendo apontado como o grande favorito ao Oscar de filme estrangeiro. Se levar a estatueta, certamente não faltará quem diga que a Academia tem uma preferência por quem aborda a 2ª Guerra. Por mais que exista uma dose de verdade na afirmação, premiar uma abordagem tão ousada e radical como Son of Saul não deixaria de ser um passo à frente dos votantes. Carta Capital, n. 873, 22 out. 2015. A resenha é, normalmente, um texto de base argumentativa. Na resenha do filme Son of Saul , o trecho da sequência argumentativa que se constitui como opinião implícita é a) “[...] do estreante em longa-metragens László Nemes, vencedor do Grande Prêmio do Júri no último Festival de Cannes”. b) “Ele é Saul (Géza Röhrig), um dos encarregados de conduzir as execuções de judeus [...]“. c) “[...] a câmera está o tempo todo com o personagem, seja por sobre seus ombros, seja com um close [...]“. d) “Saul percorre diferentes divisões de Auschwitz à procura de um rabino que possa conduzir o enterro da criança […]”. e) “[…] premiar uma abordagem tão ousada e radical como Son of Saul não deixaria de ser um passo à frente dos votantes”. (QUESTÃO 8 - ENEM 2018 PPL) Qualquer que tivesse sido o seu trabalho anterior, ele o abandonara, mudara de profissão e passara pesadamente a ensinar no curso primário: era tudo o que sabíamos dele. O professor era gordo, grande e silencioso, de ombros contraídos. Em vez de nó na garganta, tinha ombros contraídos. Usava paletó curto demais, óculos sem aro, com um fio de ouro encimando o nariz grosso e romano. E eu era atraída por ele. Não amor, mas atraída pelo seu silêncio e pela controlada impaciência que ele tinha em nos ensinar e que, ofendida, eu adivinhara. Passei a me comportar mal na sala. Falava muito alto, mexia com os colegas, interrompia a lição com piadinhas, até que ele dizia, vermelho: — Cale-se ou expulso a senhora da sala. Ferida, triunfante, eu respondia em desafio: pode me mandar! Ele não mandava, senão estaria me obedecendo. Mas eu o exasperava tanto que se tornara doloroso para mim ser objeto do ódio daquele homem que de certo modo eu amava. Não o amava como a mulher que eu seria um dia, amava-o como uma criança que tenta desastradamente proteger um adulto, com a cólera de quem ainda não foi covarde e vê um homem forte de ombros tão curvos. LISPECTOR, C. Os desastres de Sofia. In: A legião estrangeira. São Paulo: Ática, 1997. Entre os elementos constitutivos dos gêneros está a sua própria estrutura composicional, que pode apresentar um ou mais tipos textuais, considerando-se o objetivo do autor. Nesse fragmento, a sequência textual que caracteriza o gênero conto é a a) expositiva, em que se apresentam as razões da atitude provocativa da aluna b) injuntiva, em que se busca demonstrar uma ordem dada pelo professor à aluna. c) descritiva, em que se constrói a imagem do professor com base nos sentidos da narradora. d) argumentativa, em que se defende a opinião da enunciadora sobre o personagem-professor. e) narrativa, em que se contam fatos ocorridos com o professor e a aluna em certo tempo e lugar.

Abertura das vagas do

Método Linguagens sem Segredos

dia 29/06!

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1. NOTÍCIA

A notícia é um gênero textual jornalístico que busca comunicar um fato de interesse público, de forma rápida e objetiva. Se uma notícia for contada de forma exagerada ou sensacionalista, ela será considerada uma notícia alarmante ou “clicbait”. (G1 - IFSC 2017) Gabarito da segunda aplicação do Enem 2016 é divulgado; uma questão é anulada Enem de dezembro ocorreu devido às ocupações de locais de prova por movimentos estudantis. Inep divulgou respostas oficiais nesta quarta (7); nota final sai em janeiro. O gabarito oficial da segunda aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi divulgado nesta quarta-feira (7), pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Uma das questões da prova de ciências da natureza foi anulada, na prova de sábado, dia 3 de dezembro: é a 52 na prova amarela, 88 na rosa, 60 na azul e 58 na branca. A pergunta pedia que o candidato analisasse quatro gráficos. De acordo com o Inep, embora não haja incorreções nos dados, "as escalas apresentadas podem ter dificultado a visualização dos pontos relativos à concentração de gases e assim, a partir de um cálculo mais sofisticado, permitido uma segunda interpretação por alguns participantes". Segundo o órgão, a pergunta não será considerada no cálculo das proficiências. "Como a prova do Enem é baseada na Teoria de Resposta ao Item (TRI), a anulação não tem impacto no resultado final", afirma o comunicado do Inep. Disponível em: http://g1.globo.com/educacao/enem/2016/noticia/gabarito-da- segunda-aplicacao-do-enem- 2016 - e-divulgado.ghtml. Acesso em 10 Dez 2016. Considerando o texto, analise as afirmações abaixo e assinale a alternativa CORRETA. I. O título e o subtítulo desse texto concentram as informações relevantes que serão apresentadas a seguir, de modo a reforçar os objetivos do gênero notícia: relatar fatos e informar o leitor, de modo objetivo. II. Para auxiliar o efeito de objetividade necessário à notícia, o texto utiliza a terceira pessoa do discurso. III. O autor dessa notícia usa predominantemente os verbos no pretérito imperfeito, para marcar a sequência dos fatos relatados. IV. A citação de datas, de quantidades e de fontes específicas contribui para a imparcialidade do texto e traz credibilidade à notícia. a) Somente as afirmações II e IV são verdadeiras. b) Somente as afirmações I, II e IV são verdadeiras. c) Somente as afirmações I, II e III são verdadeiras. d) Somente a afirmação III é verdadeira. e) Somente as afirmações I e II são verdadeiras. GABARITO LETRA [B] [III] Incorreta: o autor usa predominantemente os verbos no presente.

2. REPORTAGEM A reportagem é um texto traz um assunto de interesse público e aprofunda a discussão em torno dele. Esse gênero pode fazer comparações, trazer falas de indivíduos relevantes para o fato e de especialistas no assunto. A reportagem não tem objetivo de mostrar a opinião do autor (repórter), mas pode expor a opinião dos indivíduos envolvidos no fato. (ENEM 2020) O ouro do século 21 Cério, gadolínio, lutécio, promécio e érbio; sumário, térbio e disprósio; hólmio, túlio e itérbio. Essa lista de nomes esquisitos e pouco conhecidos pode parecer a escalação de um time de futebol, que ainda teria no banco de reservas lantânio, neodímio, praseodímio, európio, escândio e ítrio. Mas esses 17 metais, chamados de terras raras, fazem parte da vida de quase todos os humanos do planeta. Chamados por muitos de “ouro do século 21”, “elementos do futuro” ou “vitaminas da indústria”, eles estão nos materiais usados na fabricação de lâmpadas, telas de computadores, tablets e celulares, motores de carros elétricos, baterias e até turbinas eólicas. Apesar de tantas aplicações, o Brasil, dono da segunda maior reserva do mundo desses metais, parou de extraí-los e usá-los em 2002. Agora, volta a pensar em retomar sua exploração. SILVEIRA, E. Disponível em: www.revistaplaneta.com.br. Acesso em: 6 dez. 2017 (adaptado).

2 As aspas sinalizam expressões metafóricas empregadas intencionalmente pelo autor do texto para a) imprimir um tom irônico à reportagem. b) incorporar citações de especialistas à reportagem. c) atribuir maior valor aos metais, objeto da reportagem. d) esclarecer termos científicos empregados na reportagem. e) marcar a apropriação de termos de outra ciência pela reportagem. As aspas são usadas para delimitar uma citação, título ou, como no caso das usadas pelo autor do artigo, realçar certas palavras ou expressões. "Ouro do século 21", "elementos do futuro” e "vitaminas da indústria” constituem metáforas que enfatizam e, por isso, atribuem maior valor aos metais, como se afirma em [C] 3) EDITORIAL O editorial é um gênero jornalístico escrito por um repórter (assim como todo gênero jornalístico é escrito por um jornalista). No entanto, ele se posiciona como líder do jornal ou como porta-voz da opinião da equipe de jornalistas. O editorial tem claro objetivo de mostrar opinião. (ENEM 2017 PPL) Este mês, a reportagem de capa veio do meu umbigo. Ou melhor, veio de um mal- estar que comecei a sentir na barriga. Sou meio italiano, pizzaiolo dos bons, herdei de minha avó uma daquelas velhas máquinas de macarrão a manivela. Cresci à base de farinha de trigo. Aí, do nada, comecei a ter alergias respiratórias que também pareciam estar ligadas à minha dieta. Comecei a peregrinar por médicos. Os exames diziam que não tinha nada errado comigo. Mas eu sentia, pô. Encontrei a resposta numa nutricionista: eu tinha intolerância a glúten e a lactose. Arrivederci, pizza. Tchau, cervejinha. Notei também que as prateleiras dos mercados de repente ficaram cheias de produtos que pareciam ser feitos para mim: leite, queijo e iogurte sem lactose, bolo, biscoito e macarrão sem glúten. E o mais incrível é que esse setor do mercado parece ser o que está mais cheio de gente. E não é só no Brasil. Parece ser em todo Ocidente industrializado. Inclusive na Itália. O tal glúten está na boca do povo, mas não está fácil entender a real. De um lado, a imprensa popular faz um escarcéu, sem no entanto explicar o tema a fundo. De outro, muitos médicos ficam na defensiva, insinuando que isso tudo não passa de modismo, sem fundamento científico. Mas eu sei muito bem que não é só modismo — eu sinto na barriga. O tema é um vespeiro — e por isso julgamos que era hora de meter a colher, para separar o joio do trigo e dar respostas confiáveis às dúvidas que todo mundo tem. BURGIERMAN, D. R. Tem algo grande aí. Superinteressante, n. 335, jul. 2014 (adaptado) O gênero editorial de revista contém estratégias argumentativas para convencer o público sobre a relevância da matéria de capa. No texto, considerando a maneira como o autor se dirige aos leitores, constitui uma característica da argumentação desenvolvida o(a) a) relato pessoal, que especifica o debate do assunto abordado. b) exemplificação concreta, que desconstrói a generalidade dos fatos. c) referência intertextual, que recorre a termos da gastronomia. d) crítica direta, que denuncia o oportunismo das indústrias alimentícias. e) vocabulário coloquial, que representa o estilo da revista. Para convencer o público da influência do glúten e da lactose no desenvolvimento de distúrbios no organismo de pessoas sensíveis a essas substâncias, o autor vale-se de um relato pessoal (“Encontrei a resposta numa nutricionista: eu tinha intolerância a glúten e a lactose”, “eu sei muito bem que não é só modismo — eu sinto na barriga”), como se afirma em [A].

4. ARTIGO DE OPINIÃO O artigo de opinião é um gênero jornalístico. Esse gênero é semelhante ao editorial, só que no artigo de opinião, o jornalista dá a sua própria opinião sobre o assunto, enquanto no editorial, a opinião é do jornal onde ele trabalha. (G1 - IFCE 2016) O desmonte silencioso dos Cursos das Casas de Cultura As Casas de Cultura Estrangeira (CCE) da UFC enfrentam há anos dificuldades na oferta de seus cursos, problemas causados em especial pelo baixo número de professores. Com a lei Nº 12.772, de 28.12.2012, esperava-se assegurar o prosseguimento deste fabuloso projeto dedicado à comunidade cearense desde sua criação nos anos 1960 pelo Reitor-Fundador Antônio Martins Filho. Em setembro passado, o CH e a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas propuseram que cada professor das CCE fosse obrigado a dar, no mínimo, uma disciplina num curso de graduação da UFC, sendo esta disciplina determinada pela graduação. Se levada a cabo, esta proposta retiraria completamente das CCE a relativa autonomia que possuem em gerir seus cursos, tendo como consequência o corte

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7. ÍNDICE

Índice é uma listagem organizada de temas, assuntos, palavras e tópicos e que costuma estar presente em livros e outros documentos. Por norma, o índice deve estar no final do texto, sendo considerado um elemento pós-textual e opcional, onde aparecem informações alternativas, normalmente explicativas, daquelas que foram apresentadas ao longo do documento, por exemplo. Geralmente, os índices apresentam informações detalhadas sobre os conteúdos apresentados ao longo do texto, estando organizados por ordem alfabética ou cronológica (de acordo com a ordem em que aparecem no livro), indicando também as suas respectivas páginas.

8. SUMÁRIO O sumário, que é comumente confundido com os índices, costuma estar no começo dos livros. Indica os capítulos e todas as outras divisões textuais, assim como se apresentam no texto, e o número da página em que estão os respectivos conteúdos. (PUCPR 2015) Os gêneros textuais estão vinculados à nossa vida social e organizam nossas atividades comunicativas. Todo texto pertence a um gênero, como o que segue: Escritores jovens para jovens leitores Fábulas para o Ano 2000 Novos autores sempre surgem, mas autores novíssimos são bem mais raros. Gustavo Martins tem apenas 15 anos e, antes que você se espante com isso, é bom lembrar que ele publicou seu primeiro livro aos 8 anos, o que lhe valeu uma menção no Guinness, o livro dos recordes. Rodrigo Lacerda, de 29 anos, convenhamos, também é um jovem autor se comparado, por exemplo, aos medalhões da Academia de Letras. Mas o que interessa mesmo é que ambos fazem ótima literatura. Estas fábulas são a melhor prova disso. Com talento e bom humor, eles adaptaram histórias tradicionais, como A Princesa e o Sapo ou Os Três Porquinhos, aos tempos modernos. O resultado foi uma espécie de cyber-conto-de-fadas, onde uma rã transforma-se em princesa e casa-se com um metaleiro ou três porquinhos sem-terra encaram um lobo latifundiário. Para manter o espírito edificante, os autores não abriram mão da famosa "moral da história" no final de cada conto. Um exemplo: "Os Powers Rangers podem até vencer o monstrão, desde que ele não tenha um bom advogado". Moderníssimo. Disponível em: Acesso em 30 de out. 2014. Assinale a alternativa que CORRETAMENTE classifica o gênero do texto lido. a) Sinopse porque é um tipo de resumo, comum em jornais e revistas, que apresenta um comentário breve de um produto cultural, em períodos sintéticos. b) Resumo porque apresenta o conteúdo de um livro de forma sintética, destacando as informações essenciais, sem apresentar valoração crítica. c) Resenha porque apresenta uma descrição resumida e uma valoração crítica a respeito de um produto cultural, no caso um livro. d) Relatório porque é um documento que expõe resultados de uma atividade de pesquisa, de um experimento, de um evento, de uma visita, de um projeto etc. e) Sumário porque é a enumeração das principais divisões, seções e outras partes de um documento, na mesma ordem em que a matéria nele se sucede. 9. RESUMO E 10. SINOPSE Resumo e sinopse são sinônimos e apresentam, de forma breve, os principais pontos de um outro texto, sem dar opinião sobre ele. (UECE 2019) Sinopse do filme Capitão América: Guerra Civil Capitão América: Guerra Civil encontra Steve Rogers (Chris Evans) liderando o recém-formado time de Vingadores em seus esforços continuados para proteger a humanidade. Mas, depois que um novo incidente envolvendo os Vingadores resulta num dano colateral, a pressão política se levanta para instaurar um sistema de contagem liderado por um órgão governamental para supervisionar e dirigir a equipe. O novo status quo divide os Vingadores, resultando em dois campos: um liderado por Steve Rogers e seu desejo de que os Vingadores permaneçam livres para defender a humanidade sem a interferência do governo; o outro seguindo a surpreendente decisão de Tony Stark (Robert Downey Jr.) em apoio à supervisão e contagem do governo. Capitão América 3 tem direção dos irmãos Joe e Anthony Russo, produção de Kevin Feige e grande elenco formado por Scarlett Johansson (Viúva Negra), Sebastian Stan (Soldado Invernal), Anthony Mackie (Falcão), Emily Van Camp (Agente 13), Don Cheadle (Máquina de Combate), Jeremy Renner (Gavião Arqueiro), Chadwick Boseman (Pantera Negra), Paul Bettany (Visão), Elizabeth Olsen (Feiticeira Escarlate), Pail Rudd (Homem-Formiga), Frank Grillo (Ossos Cruzados), William Hurt (General Thunderbolt) e Daniel Brühl (Barão Zenom). Disponível em: http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-118069/. Acesso em: 02.11.2018.

5 Tendo como base a sinopse acima, é correto afirmar que este gênero textual apresenta muitas semelhanças temáticas e estruturais com a) a resenha crítica, se se considerar que o objetivo principal é retratar a opinião e a visão pessoal do autor do texto sobre o que está sendo relatado na produção cinematográfica. b) o gênero resumo, porque se caracteriza como um texto escrito de forma breve e clara, destacando-se o que é essencial e mais importante para o leitor sobre a obra resumida. c) a crônica, tendo em vista que a função textual é relatar, de forma concisa, fatos do cotidiano, como o de se saber antecipadamente o final da história da trama, antes de ir ao lançamento de um filme, de tal maneira que já se dissipe a expectativa da descoberta dos acontecimentos sobre o desfecho da história. d) o artigo de opinião, pois é uma espécie de exposição crítica demorada do autor do texto sobre o objeto-filme analisado. Na sinopse, vemos grande semelhança com o gênero resumo, já que a revista apresenta os principais acontecimentos de “Capitão América: Guerra Civil”, assim como algumas informações mais técnicas, como os atores participantes associados aos seus respectivos personagens no filme. Gabarito LETRA B

11. RESENHA A resenha é um texto curto que apresenta outra obra com objetivo de guiar e convidar o leitor a conhecer a obra na íntegra. (ENEM 2017) Uma noite em 67, de Renato Tera e Ricardo Calil. Editora Planeta, 296 páginas. Mas foi um noite, aquela noite de sábado 21 de outubro de 1967, que parou o nosso país. Parou pra ver a finalíssima do III Festival da Record, quando um jovem de 24 anos chamado Eduardo Lobo, o Edu Lobo, saiu carregado do Teatro Paramount em São Paulo depois de ganhar o prêmio máximo do festival com Ponteio, que cantou acompanhado da charmosa e iniciante Marília Medalha. Foi naquele noite que Chico Buarque entoou sua Roda viva ao lado do MPB-4 de Magro, o arranjador. Que Caetano Veloso brilhou cantando Alegria, alegria com a plateia ao com das guitarras dos Beat Boys, que Gilberto Gil apresentou a tropicalista Domingo no parque com os Mutantes. Aquela noite que acabou virando filme, em 2010, nas mãos de Renato Terra e Ricardo Calil, agora virou livro. O livro que está sendo lançado agora é a história daquela noite, ampliada e em estado que no jargão jornalístico chamamos de matéria bruta. Quem viu o filme vai se deliciar com as histórias – e algumas fofocas – que cada um tem para contar, agora sem os contes necessários que um filme exige. E quem não viu o filme tem diante de si um livro de histórias, pensando bem, de História. VILLAS, A. Disponível em: www.cartacapital.com.br. Acessado em: 18 jun. 2014 (adaptado). Considerando os elementos constitutivos dos gêneros textuais circulantes na sociedade, nesse fragmento de resenha predominam a) caracterização de personalidades do contexto musical brasileiro dos anos 1960. b) questões polêmicas direcionadas à produção musical brasileira nos anos 1960. c) relatos de experiências de artistas sobre os festivais de música de 1967. d) explicação sobre o quadro cultural do Brasil durante a década de 1960. e) opinião a respeito de uma obra sobre cena musical de 1967. O excerto da resenha do livro Uma noite em 67 sintetiza fatos fundamentais ocorridos na final do lll Festival da Record em 1967, destacando as principais intervenções dos artistas que conferiram ao evento papel importante na história da música brasileira ao sinalizar o início do movimento tropicalista. Assim, é correta a opção [E]. 12. RELATO O autor busca mostrar a própria experiência vivida, por meio de descrições objetivas e subjetivas, que trazem as impressões, sentimentos e pensamentos do autor narrador. Presença de verbos no passado, com adjetivos objetivos e subjetivos. Tem linguagem mais subjetiva, com forte carga emocional. (ENEM 2015) Em junho de 1913, embarquei para a Europa a fim de me tratar num sanatório suíço. Escolhi o de Clavadel, perto de Davos-Platz, porque a respeito dele me falara João Luso, que ali passara um inverno com a senhora. Mais tarde vim a saber que antes de existir no lugar um sanatório, lá estivera por algum tempo Antônio Nobre. “Ao cair das folhas”, e um de seus mais belos sonetos, talvez o meu predileto, está datado de “Clavadel, outubro, 1895”. Fiquei na Suiça até outubro de 1914. BANDEIRA, M. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985. No relato de memórias do autor, entre os recursos usados para organizar a sequência dos eventos narrados, destaca-se a a) construção de frases curtas a fim de conferir dinamicidade ao texto.

7 das personagens, nas obras do autor, é comum, minuciosa e muito elogiada pela crítica literária. Um dos temas mais recorrentes tanto na obra de Machado de Assis como na de outros escritores realistas da época é o adultério, com a particularidade de que as personagens femininas de Machado de Assis possuem lugar de destaque nas narrativas, são fortes e possuem comportamento ambíguo. Quanto ao gênero, é correto afirmar que seja uma narrativa curta, com poucas personagens, tempo limitado e pequenos ou poucos ambientes. Gabarito C

15. BIOGRAFIA A biografia é um gênero textual que busca contar a jornada de uma pessoa (geralmente essa pessoa tem grande valor na sociedade). Se for a pessoa contando a própria história, chamamos de autobiografia. (ENEM 2015) João Antônio de Barros (Jota Barros) nasceu aos 24 de junho de 1935, em Glória de Goitá (PE). Marceneiro, entalhador, xilógrafo, poeta repentista e escritor de literatura de cordel, já publicou 33 folhetos e ainda tem vários inéditos. Reside em São Paulo desde 1973, vivendo exclusivamente da venda de livretos de cordel e das cantigas de improviso, ao som da viola. Grande divulgador da poesia popular nordestina no Sul, tem dado frequentemente entrevistas à imprensa paulista sobre o assunto. EVARISTO. M. C. O cordel em sala de aula. In: BRANDÃO. H. N. (Coord.). Gêneros do discurso na escola: mito, conto, cordel, discurso político, divulgação científica. São Paulo: Cortez, 2000. A biografia é um gênero textual que descreve a trajetória de determinado indivíduo, evidenciando sua singularidade. No caso específico de uma biografia como a de João Antônio de Barros, um dos principais elementos que a constitui é: a) a estilização dos eventos reais de sua vida, para que o relato biográfico surta os efeitos desejados. b) o relato de eventos de sua vida em perspectiva histórica, que valorize seu percurso artístico. c) a narração de eventos de sua vida que demonstrem a qualidade de sua obra. d) uma retórica que enfatize alguns eventos da vida exemplar da pessoa biografada. e) uma exposição de eventos de sua vida que mescle objetividade e construção ficcional. Na biografia de João Antônio de Barros, são citadas a data do nascimento e da chegada a São Paulo, assim como informações sobre a sua atividade literária até a atualidade. Assim, é correto afirmar que se trata do relato de eventos de sua vida em perspectiva histórica que valoriza o seu percurso artístico, como enunciado na opção [B].

16. ANEDOTA

A anedota, também conhecida como piada, é um gênero textual que visa, a partir de uma breve narrativa, causar o humor ao interlocutor por meio de algum comentário. (ENEM 2011) No capricho O Adãozinho, meu cumpade, enquanto esperava pelo delegado, olhava para um quadro, a pintura de uma senhora. Ao entrar a autoridade e percebendo que o cabôco admirava tal figura, perguntou: “Que tal? Gosta desse quadro?” E o Adãozinho, com toda a sinceridade que Deus dá ao cabôco da roça: “Mas pelo amor de Deus, hein, dotô! Que muié feia! Parece fiote de cruis-credo, parente do deus-me-livre, mais horríver que briga de cego no escuro.” Ao que o delegado não teve como deixar de confessar, um pouco secamente: “É a minha mãe.” E o cabôco, em cima da bucha, não perde a linha: “Mais dotô, inté que é uma feiura caprichada.” BOLDRIN, R. Almanaque Brasil de Cultura Popular. São Paulo: Andreato Comunicação e Cultura, n° 62, 2004 (adaptado). Por suas características formais, por sua função e uso, o texto pertence ao gênero a) anedota, pelo enredo e humor característicos. b) crônica, pela abordagem literária de fatos do cotidiano. c) depoimento, pela apresentação de experiências pessoais. d) relato, pela descrição minuciosa de fatos verídicos. e) reportagem, pelo registro impessoal de situações reais.

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17. HIPERTEXTO

É o texto que você consegue ler de baixo pra cima, de um lado para o outro etc. O leitor não segue uma ordem linear na leitura. É característico de textos de sites, já que o leitor pode rolar a página pra baixo ou pra cima, ver um vídeo, ir para outra página etc. (ENEM 2010) Fora da ordem Em 1588, o engenheiro militar italiano Agostinho Romelli publicou Le Diverse et Artificiose Machine, no qual descrevia uma máquina de ler livros. Montada para girar verticalmente, como uma roda de hamster, a invenção permitia que o leitor fosse de um texto ao outro sem se levantar de sua cadeira. Hoje podemos alternar entre documentos com muito mais facilidade – um clique no mouse é suficiente para acessarmos imagens, textos, vídeos e sons instantaneamente. Para isso, usamos o computador, e principalmente a internet – tecnologias que não estavam disponíveis no Renascimento, época em que Romelli viveu. BERCITTO, D. Revista Língua Portuguesa. Ano II. N°14. O inventor italiano antecipou, no século XVI, um dos princípios definidores do hipertexto: a quebra de linearidade na leitura e a possibilidade de acesso ao texto conforme o interesse do leitor. Além de ser característica essencial da internet, do ponto de vista da produção do texto, a hipertextualidade se manifesta também em textos impressos, como a) dicionários, pois a forma do texto dá liberdade de acesso à informação. b) documentários, pois o autor faz uma seleção dos fatos e das imagens. c) relatos pessoais, pois o narrador apresenta sua percepção dos fatos. d) editoriais, pois o editorialista faz uma abordagem detalhada dos fatos. e) romances românticos, pois os eventos ocorrem em diversos cenários. O tipo de texto que melhor exemplifica o que é um hipertexto, caracterizado pela quebra de linearidade, é o dicionário, pois permite ao leitor interagir com outros textos ao deparar-se com as diversas acepções da palavra para optar depois por aquela que lhe é mais conveniente. Gabarito letra A.

18. BULA

A bula é um texto técnico que tem objetivo de mostrar a composição de um remédio, seus efeitos colaterais, suas contraindicações etc. QUESTÃO 10 (ENEM 2020 DIGITAL) Nesse texto, o entrelaçamento de vários gêneros textuais é um mecanismo discursivo para a) destacar a fidelidade dos cães. b) realçar as vantagens de se adotar um cão. c) mostrar a dependência decorrente do amor aos cães. d) enfatizar o interesse das pessoas pela adoção de cães e) sensibilizar a comunidade sobre a carência dos cães A caracterização do sentimento amoroso em forma de bula de remédio, recomendado para quem sofre de solidão ou qualquer tipo de carência afetiva e a imagem de um cartaz de campanha para adoção de cães do caril municipal da prefeitura de Florianópolis têm como objetivo sensibilizar a população para as vantagens emocionais produzidas em quem adota um cão. Assim, é correta a opção [B].