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Este documento discute a limitação de internet no brasil em 2016, onde operadoras anunciaram planos de reduzir velocidades ou suspensão de serviço caso os limites fossem atingidos. Internautas se mobilizaram contra essa decisão, criando uma petição online e ataques cibernéticos aos sites das operadoras. Anatel, oab e alguns setores do governo se posicionaram a favor dos consumidores, resultando em um novo pronunciamento que suspensou temporariamente o controle por franquia e limite de dados. O documento também aborda a história do debate sobre a infraestrutura de internet no brasil e a necessidade de melhorias na qualidade do serviço.
Tipologia: Resumos
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DIREITO E ÉTICA NA COMPUTAÇÃO | Aluno: Fellipe Cavalcante | e-mail: [email protected] UNIVERSIDADE VALE DO RIO DOCE | FATEC | SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Limitação de Internet no Brasil Recentemente, as operadoras que proveem conexão com o serviço de internet, surpreendeu o país com o comunicado prevendo para o final do ano de 2016 a limitação dos planos, oferecendo um serviço franquiado, gerando desta forma, redução da velocidade da conexão com a banda, ou suspensão do serviço caso o limite seja atingido. O objetivo dos provedores de internet em realizar esta limitação, seria a garantia do aumento de seus faturamentos, forçando o consumidor final a estar sempre adquirindo planos adicionais para complementar o uso de seus dados mensais, e também atingir mecanismos provedores de conteúdo como YouTube e Netflix, que têm atingindo seus faturamentos, por tais empresas também proverem serviços de televisão à cabo. Diante do pronunciamento realizado, métodos encontrados para combater tal declaração, foi a iniciativa dos internautas, exigindo conexões justas à internet, foi a criação de uma petição online contra a posição declarada das operadoras. Grupos de especialistas em ataques cibernéticos também declararam seus objetivos a favor dos internautas, declarando uma guerra virtual contra as operadoras, e a própria Anatel, argumentando que a mesma se posicionou contra os consumidores. Também a Ordem de Advogados do Brasil (OAB) e alguns setores do governo de nosso atual presidente se posicionaram a favor. Assim, após o envio do abaixo assinado, e o ataque feito pelos ativistas cibernéticos aos sites da Anatel, o qual ficou temporariamente indisponível, e das operadoras que se posicionaram a favor, resultou em um novo pronunciamento do presidente da Anatel, João Rezende, retratando seu primeiro que gerou indignação nacional, que o controle por franquia, e limite de dados estão temporariamente suspensos, sendo preciso passar por novas análises. Pode-se concluir com isto que a grande questão que encadeou tal mobilização em peso dos internautas, não foi somente o fato da adoção do sistema de franquias para a conexão com a internet, mas também o fato da má qualidade que está sendo oferecida pelas prestadoras deste serviço, que agregou aos motivos da manifestação online. No ano de 2014, o conselho da Anatel já debatia tal assunto, verificando que a infraestrutura de nosso país não comportaria o crescente aumento do consumo, propondo então um controle dos dados, ao invés de proporem uma manutenção da infraestrutura para melhorar as condições do serviço que está sendo oferecido, fazendo assim, que nosso país esteja entre os piores serviços de internet do mundo, ou seja, entende-se assim, que o próprio órgão regulamentador prefere tipificar uma restrição do uso de dados do consumidor, ao adequar às suas necessidades, e promover um serviço de melhor qualidade.