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ARGAMASSAS - Aula 3, Notas de aula de Engenharia Civil

Tipos de Argamassas

Tipologia: Notas de aula

2015

Compartilhado em 24/03/2015

thabata-martins-9
thabata-martins-9 🇧🇷

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ARGAMASSA
Materiais inertes de baixa granulometria agregado miúdo e de uma
pasta com propriedade aglomerante.
As argamassas distinguem-se por apresentarem características plásticas,
e adesivas quando de sua aplicação e por tornarem-se rígidas e
resistentes após um certo período de tempo.
ARGAMASSAS: São misturas íntimas de um ou mais aglomerantes,
agregados miúdos e água. Além dos componentes essenciais da
argamassa, podem vir adicionados outros, com o fim de conferir ou
melhorar determinadas propriedades.
PASTAS: São misturas de aglomerante mais água. As pastas são pouco
usadas, devido ao seu preço elevado, e aos efeitos secundários
causados pela retração.
NATAS: São pastas preparadas com excesso de água.
De um modo geral, as argamassas devem satisfazer as seguintes
condições, dependendo de sua finalidade:
• Resistência mecânica;
• Compacidade;
• Impermeabilidade;
• Constância de volume;
• Aderência;
• Durabilidade.
Para a obtenção de um produto de boa qualidade, é necessário que
todos os grãos do material inerte sejam completamente envolvidos pela
pasta como também a ela estejam perfeitamente aderidos; além disso,
os vazios entre os grãos do agregado devem ser inteiramente cheios
pela pasta.
Classificação das argamassas:
Comuns quando se destinam as obras correntes, podendo ser:
• Argamassas para rejuntamento nas alvenarias.
• Argamassas para revestimentos;
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ARGAMASSA

Materiais inertes de baixa granulometria – agregado miúdo – e de uma pasta com propriedade aglomerante. As argamassas distinguem-se por apresentarem características plásticas, e adesivas quando de sua aplicação e por tornarem-se rígidas e resistentes após um certo período de tempo.

ARGAMASSAS: São misturas íntimas de um ou mais aglomerantes, agregados miúdos e água. Além dos componentes essenciais da argamassa, podem vir adicionados outros, com o fim de conferir ou melhorar determinadas propriedades.

PASTAS: São misturas de aglomerante mais água. As pastas são pouco usadas, devido ao seu preço elevado, e aos efeitos secundários causados pela retração.

NATAS: São pastas preparadas com excesso de água.

De um modo geral, as argamassas devem satisfazer as seguintes condições, dependendo de sua finalidade:

  • Resistência mecânica;
  • Compacidade;
  • Impermeabilidade;
  • Constância de volume;
  • Aderência;
  • Durabilidade.

Para a obtenção de um produto de boa qualidade, é necessário que todos os grãos do material inerte sejam completamente envolvidos pela pasta como também a ela estejam perfeitamente aderidos; além disso, os vazios entre os grãos do agregado devem ser inteiramente cheios pela pasta.

Classificação das argamassas:

Comuns quando se destinam as obras correntes, podendo ser:

  • Argamassas para rejuntamento nas alvenarias.
  • Argamassas para revestimentos;
  • Argamassas para pisos;
  • Argamassas para injeções.

Argamassas de cal:

Podem ser usadas no traço 1:3 ou 1:4 de cal e areia para assentar tijolos e no primeiro revestimento de paredes (emboço), devendo nestes casos a areia ser média. Para o revestimento fino (reboco) usa-se o traço 1:1, sobre o emboço. Neste caso a areia deve ser fina e peneirada, assim como a cal. Para melhorar a impermeabilidade e a resistência destas, pode-se acrescentar 50 a 100 kg de cimento por m³ de argamassa. Argamassas de cal podem ser preparadas em grandes quantidades, utilizando-se durante toda obra (pega lenta).

b) Argamassas de gesso: Obtem-se adicionando água ao gesso, aceitando-se também pequena porcentagem de areia. A principal utilização é em interiores, na confecção de ornamentos ou estuque. Assim seu uso em construção civil é muito reduzido.

c) Argamassas de cimento: Podem ser usadas em estado de pasta (cimento e água) para vedações ou acabamentos ("nata") de revestimentos, ou com adição de areia. A adição de areia torna-as mais econômicas e trabalháveis, retardando a pega e reduzindo à retração. Devido à pega rápida do cimento (em torno de 30 minutos) as argamassas com esse aglomerante devem ser feitas em pequenas quantidades, devendo ser consumidas neste período.

Utilização:

Para assentar tijolos e mesmo para o emboço pode-se usar argamassa 1:8 de cimento e areia ou cimento e saibro. A argamassa de cimento e areia 1:8 costuma ficar muito árida, com pouca plasticidade. Isso pode ser melhorado com a adição de cal (argamassa composta) ou mesmo adicionando 10 % de terra vermelha peneirada. Tacos de cerâmica podem ser assentados com argamassa 1:4 de cimento e areia.

Estabilidade de volume - Os defeitos que podem ocorrer no reboco são devido à ação do intemperismo ou devidos à falta de estabilidade de volume.

Resistência ao intemperismo - as argamassas de cal aérea não resistem à água, por isso nos revestimentos externos deve-se empregar argamassas de cal hidráulica ou de cimento.

Argamassa de revestimento – Patologias

Diversos fatores podem afetar o desempenho das argamassas de revestimento e provocar patologias, trazendo prejuízos às edificações. Quando isso ocorre, as argamassas deixam de cumprir suas funções, entre elas a de proteção das alvenarias contra intempéries, resistência à umidade e isolamento térmico e acústico. As causas de patologias vão desde a qualidade dos agregados e aglomerantes utilizados até problemas com o traço, má execução do revestimento e agentes externos como umidade, movimentação higrotérmica do revestimento, tintas e outros.

As 10 patologias mais comuns nas argamassas de revestimento

  1. Eflorescência
  2. Bolor
  3. Vesículas
  4. Descolamento com empolamento
  5. Descolamento em placas duras
  6. Descolamento em placas quebradiças
  7. Descolamento com pulverulência
  8. Fissuras horizontais
  9. Fissuras mapeadas
  10. Fissuras geométricas

Eflorescência – Manchas de umidade, pó branco acumulado sobre a superfície. Causas prováveis: umidade constante ou infiltração, sais solúveis presentes no componente da alvenaria, sais solúveis presentes na água de amassamento, cal não carbonatada. Reparo: eliminação da infiltração de umidade, secagem do revestimento, escovamento da superfície, reparo do revestimento se estiver pulverulento.

Bolor – Manchas esverdeadas ou escuras, revestimento em desagregação. Causas prováveis: umidade constante, área não exposta ao sol. Reparo: eliminação da infiltração da umidade, lavagem com solução de hipoclorito, reparo do revestimento se estiver pulverulento.

Vesículas – Empolamento da pintura com parte interna branca, preta ou vermelho castanho. Causas prováveis: hidratação retardada do óxido de cálcio da cal, presença de pirita ou de matéria orgânica na areia, presença de concreções ferruginosas na areia. Reparo: renovação da camada de reboco.

Descolamento com empolamento – A superfície do reboco descola do emboço formando bolhas. Causas prováveis: hidratação retardada do óxido de magnésio da cal. Reparo: renovação da camada de reboco.

Descolamento em placas duras – Placas endurecidas que quebram com dificuldade. Sob percussão, o revestimento apresenta som cavo. Causas prováveis: superfície de contato com a camada inferior apresenta placas de mica, argamassa muito rica em cimento ou aplicada em camada muito espessa, corrosão da armadura do concreto de base. Em outros casos, a superfície da base é muito lisa ou está impregnada com substância hidrófuga, ou ainda a camada de chapisco está ausente. Reparo: renovação do revestimento para o primeiro conjunto de causas. Apicoamento da base, aplicação de chapisco ou outro artifício para melhorar a aderência, antes da renovação do revestimento, no segundo caso.

Descolamento em placas quebradiças – Placas endurecidas, mas quebradiças, desagregando-se com facilidade e som cavo. Causas prováveis: argamassa magra, ausência da camada de chapisco. Reparo: renovação do revestimento.

Descolamento com pulverulência – Película de tinta se descola arrastando o reboco que se desagrega com facilidade,