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RELATÓRIO DESCREVENDO O EXPERIMENTO DO TESTE DA CHAMA PARA IDENTIFICAÇÃO DE COMPOSTOS A PARTIR DA MUDANÇA DE COR DA CHAMA.
Tipologia: Notas de aula
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ANDREY EDUARDO MARQUES CASTRO HENRIQUE DE PELEGRINI
Relatório apresentado ao Curso de Farmácia da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC, solicitado na disciplina de Química Experimental, pelo Profo. Msc. Lucas Dominguini.
Neste relatório, serão descritos os experimentos relativos ao Teste da Chama. O teste, muito conhecido na área da física e da química e utilizado no controle e pesquisa de medicamentos, trata-se de uma técnica bastante simples de espectroscopia que visa à análise qualitativa de cátions presentes nas amostras levadas ao contato com a chama. O método se baseia no espectro de emissão característico que cada elemento emite ao receber energia. O presente estudo utilizou algumas amostras já conhecidas previamente e foi direcionado a relacionar as cores observadas no interior da chama com uma tabela padrão de cores para os sais presentes nas amostras. A chama foi proveniente de um bico de Bünsen utilizando gás GLP como combustível. No relatório também estão contidos os métodos utilizados bem como os materiais e uma breve revisão bibliográfica referente ao teste.
O teste de chama é um ensaio utilizado na química analítica que permite detectar a presença de alguns cátions em amostras de compostos, baseando-se no espectro de emissão característico de cada elemento.
O teste tira proveito do fato de que quando um determinado elemento químico é exposto a uma quantidade de energia (para a chama, energia em forma de calor), parte dos elétrons da última camada de valência recebe esta energia e avança para um nível de energia mais elevado, alcançando um estado conhecido com estado excitado. Ao retornar do estado excitado para o estado anterior (estado fundam), os elétrons liberam a energia recebida em forma de radiação.
Nesse contexto, cada elemento químico libera radiação em um comprimento de onda característico, visto que quantidade de energia demandada por um elétron ao ser excitado é diferente para cada elemento. E ocorre que, alguns elementos químicos emitem radiação com o comprimento de onda na faixa do visível, onde o corpo humano é capaz de visualizar através de cores. Considerando essas afirmações, conclui-se que é possível identificar certos elementos químicos os expondo a chama e observando sua radiação.
Convém afirmar que o teste da chama é um teste simples, rápido e requer equipamentos mínimos ao um laboratório. Entretanto, é um teste muito limitado devido a pequena quantidade de elementos químicos detectáveis e a faixa de concentração detectável é pouco conhecida segundo as mudanças visuais. Há ainda a possibilidade de haver contaminação de elementos na amostra e a cor produzida por um elemento mascarar a cor produzida por outro. Um macete para contornar essa situação, é o uso do vidro de cobalto na visualização de amostras na chama. O sódio, contaminante muito freqüente em outros compostos, emite uma forte luz amarela que sobrepõe ou altera as cores de outros compostos na chama. Então o vidro de cobalto atua como um filtro que ‘’neutraliza’’ a cor amarela e permite outra interpretação da amostra.
Quanto a tarefa de fornecer a carga energética necessária para excitar os elétrons a ponto de emitirem a luz necessária para a análise, o bico de Bünsen é mais que suficiente nesse experimento, desde que a haste com a amostra esteja posicionada na parte azul da chama. Conhecida como zona oxidante, a parte que
4.1 - Materiais
4.2 - Procedimento
Para eliminar problemas de interferência de impurezas do cátion sódio nas amostras, deve-se observar a chama através do vidro de cobalto.
5 - APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS
Tabela 1 – Resultados das observações visuais referentes às emissões da chama do bico de Bünsen:
Cátion Cor da chama sem vidro de cobalto Na +^ Laranja K +^ Violeta Cu 2+^ Azul esverdeado Li +1^ Vermelho
A tabela 1 mostra os resultados obtidos no teste da chama,onde as observações visuais permitiram confirmar a identificação de amostras de sais por meio do padrão já conhecido na literatura.Note que as observações nessa etapa foram realizadas a olho nu.
Tabela 2 – Resultados das observações visuais referentes às emissões da chama do bico de Bünsen com o uso do vidro de cobalto: Cátion Cor da chama com vidro de cobalto Na +^ Laranja claro K +^ Rosa avermelhado Cu 2+^ Verde claro Li +1^ Violeta
Observando a tabela 2, podemos notar uma diferença nas cores em relação à primeira etapa dos experimentos. O vidro de cobalto usado na segunda visualização serviu para filtrar a cor amarela proveniente do sódio contaminante e observar apenas as cores produzidas por outros íons metálicos.
1 - VOGEL. A.I. Química Analítica Qualitativa, 5.ed.,São Paulo:Editora Mestre Jou,1985.
2 - DOMINGUINI. L. Aula 05 – Chama e Teste da Chama. Apostila de Aulas Práticas. Laboratório de Química Farmácia/UNESC. Criciúma, Agosto, 2010.