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Tipologia: Notas de estudo
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Segundo Davies e Hagen (Systemic inflamatory response syndrome. BJS
84:920, 1997) a imunonutrição visa corrigir e prevenir deficiências
nutricionais, atenuar a perda de proteína corpórea, intensificar a função
imunológica e favorecer modificações orgânicas em resposta a doenças,
melhorando a recuperação clínica. A imunonutrição se refere ao
relacionamento entre nutrição e sistema imunológico. A partir da terapia
nutricional especializada, com acréscimo de nutrientes especiais (e/ou
fornecimento de nutrientes em diferentes proporções) é possível exercer
algum efeito terapêutico em órgãos e sistemas vitais.
Cobre: A deficiência de Cobre, por sua vez, ocasiona redução do número de linfócitos
circulantes, redução na produção de anticorpos, do poder fagocitário, atrofia do timo e menor
produção de citocinas.
Magnésio: A deficiência de Magnésio promove alteração no funcionamento de linfócitos T e
B, menor produção de imunoglobulinas, redução da capacidade bactericida de fagócitos e
menor produção de citocinas. Atribuem-se estes efeitos ao fato deste microelemento ser um co-
fator na síntese de DNA.
Probióticos: Suplemento alimentar microbiano vivo, que afeta de forma benéfica seu
receptor, através da melhoria do balanço microbiano intestinal. A sua atuação no organismo
ocorre através da inibição da colonização do intestino por bactérias patogênicas através
produção de substâncias bactericidas, disputa por nutrientes, alteração do metabolismo
microbiano, estimulação do sistema imunológico (com o aumento de anticorpos e da atividade
de macrófagos) e a partir da capacidade de adesão à mucosa intestinal. Os probióticos podem
ser componentes de alimentos industrializados presentes no mercado, como leites
fermentados, iogurte, ou podem ser encontrados na forma de pó ou cápsulas.
Prebióticos: Carboidratos não-digeríveis, que afetam beneficamente o hospedeiro, por
estimularem seletivamente a proliferação e/ou atividade de populações de bactérias desejáveis
no cólon. Exemplos de prebióticos são: frutoologosacarídeos (FOS) e a inulina. Os FOS são
obtidos a partir da hidrólise da inulina e estão presentes em alimentos de origem vegetal, como
cebola, alho, tomate, banana, cevada, aveia, trigo, mel e cerveja.
http://www.nutricaoclinica.com.br/2005080367/Conteudo-Cientifico/Nutricao-Clinica/
imunonutricao-perguntas-mais-frequentes.html
http://apps.einstein.br/revista/arquivos/PDF/840-EC%20v6n1p41-3.pdf
http://www.nutritotal.com.br/publicacoes/files/126--126--aula%20imuno%20final.PDF
http://www.nutricaovirtual.com.br/nutricao/principal/conteudo.asp?id=
http://www.ufrgs.br/actavet/35-suple-2/04-ANCLIVEPA.pdf
http://www.rgnutri.com.br/sqv/saude/imuno.php
http://www.rgnutri.com.br/sqv/saude/pdm.php
http://www.revista-fi.com/materias/47.pdf
http://www.sbnpe.com.br/revista/V23-N2-146.pdf
Substancias que possuem a capacidade de alterar a resposta do organismo ao trauma e
infecção, além de atuar na prevenção ou atenuação do intenso catabolismo.
Conhecimento recente mostra que diversos nutrientes têm capacidade de modular o
sistema imunológico, via ativação de linfócitos e macrófagos, produção de moléculas
vasodilatadoras, inibição da função neutrofílica e estímulo hormonal. Estudos sugerem a
utilização de nutrientes específicos, os quais têm a capacidade de interferir tanto na
resposta inflamatória quanto na resposta imune. Como exemplos tem-se: arginina,
nucleotídeos, ômega-3, ômega-6, glutamina, zinco, selênio, cromo, molibdênio,
vitaminas A, C, E, fibras, prebióticos e probióticos.
Arginina: É um aminoácido que se torna essencial em situações especiais como
trauma,queimaduras e durante as fases de crescimento. A suplementação de
arginina tem como efeito o aumento do peso do timo e número de linfócitos T,
crescimento tumoral diminuído e menor incidência de infecção. A recomendação é
de 17 g arginina por dia ou 2 a 4% do valor calórico total (VCT). As fontes
alimentares da Arginina são: carnes, leite, ovos, queijos, alho, ervilhas, grãos.
Glutamina: Aminoácido não-essencial e principal fonte de energia das células
de rápida proliferação, como as células do trato digestório, além de ser utilizado
como combustível para os imunócitos, principalmente macrófagos e linfócitos, e
ser necessária para a síntese de nucleotídeos das células em divisão. A
recomendação de glutamina para adultos é de 0,57 g/ kg por dia. As fontes
alimentares da Glutamina são: carne, ovos, derivados do leite e da soja.
Ômega-3: Componente essencial das membranas celulares, o ácido linolênico é
também precursor de prostaglandinas, tromboxanos, prostaciclinas da série 3
(imunoestimuladoras) e leucotrienos da série 5. Inibe a produção de
prostaglandinas derivadas do ácido linoléico, melhorando a resposta imune celular.
A recomendação de ômega 3 é de 0,5 a 1% VCT. As principais fontes alimentares
dos ácidos graxos ômega 3 são os óleos vegetais, exceto os de coco, cacau e
palma, castanhas e peixes.
Ômega-6: O ácido linoléico é metabolizado para numerosos compostos
biologicamente ativos, incluindo prostaglandinas, prostaciclinas, e tromboxanos da
série 2 e leucotrienos da série 4. Estas prostaglandinas possuem ação
inumossupressora, causam agregação plaquetária e vasoconstrição. A
recomendação de ômega 6 é de 10 a 15 g por dia e a relação W6:W3 é de 4 a
10:1, e para pacientes graves é 3:1.
Zinco: Atua como co-fator em uma variedade de sistemas enzimáticos, sendo
vital para a síntese protéica. A deficiência de zinco pode causar atrofia do tecido
linfóide e produzir anormalidades, tanto na resposta imunitária celular como
humoral, além de aumentar a susceptibilidade à infecção.
Os nutrientes passaram a ser estudados, a fim de se conhecer sua ação farmacológica e
descobrir o seu potencial sobre a imunidade do organismo. Na prática, a imunonutrição é
basicamente a adição de nutrientes imunomoduladores na dieta, ou seja, é utilizar
nutrientes que possam exercer uma ação farmacológica, atuando em um pequeno limite
entre alimento e medicamento. Os resultados encontrados vêem sendo bastante positivos
e o papel destes nutrientes passou a ser fundamental na busca da recuperação de
pacientes internados (Baxter, 2007).