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Arte e História Parte1, Notas de estudo de História

Apostilas de História sobre Arte e História, Arte na História, Arte na antigüidade, A arte mesopotâmica, A arte egípcia, Pintura Egípcia, Arte Persa, Música no Antigo Oriente.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 20/11/2013

Jorginho86
Jorginho86 🇧🇷

4.6

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D1. HISTÓRIA E INTRODUÇÃO ÀS ARTES
1. INTRODUÇÃO
· Arte e História
A História é a apresentação, sob forma de narrativa ou de exposição sistemática, dos
acontecimentos de qualquer natureza, ocorridos no passado. Compreende não apenas o
estudo
dos acontecimentos políticos e militares que constituem a vida, por assim dizer, externa das
nações e dos estados, mas também o conhecimento das idéias morais ou religiosas, dos
usos,
das formas de civilização artística, literária ou científica, próprias de cada povo e que, na
verdade, explicam sua evolução e sua influência.
2. A ARTE NA HISTÓRIA
Boa parte das expressões artísticas do homem pré-histórico encontravam-se nas cavernas.
As tintas eram preparadas com certas substâncias, por exemplo, o ocre, misturadas à
gordura de
animais, sangue e água. Pontas de ossos, pedras e madeiras, ramos amassados ou arranjos
de
penas e pêlos serviam de pincéis. A qualidade porosa das pedras das grutas favorecia a
retenção
de materiais nelas aplicados, conservando intactas durante longo tempo, as manifestações
artísticas primitivas.
Não há dúvida de que, desde o início, a arte ligou-se intimamente à magia. O objeto
principal dessa arte eram os animais. Os caçadores pré-históricos acreditavam, certamente,
que
ao retratar os exemplares da caça pretendida, nas pinturas das cavernas, podiam dominá-los
com maior facilidade e segurança.
As fase mais avançadas do Paleolítico revelam expressões notáveis de pintura, pequenas
esculturas e gravações em pedra. O homem torna-se um exímio observador dos animais
caçados
e de outras forças da natureza, às quais empresta sentido mágico e ritualista.
· Música Primitiva
O medo dos fenômenos naturais, a necessidade de defesa, a ânsia de comunicação,
provavelmente levaram os primeiros homens a movimentar-se e emitir sons em forma
ritmada.
Quem sabe, os primeiros rudimentos da dança e música expressavam revolta ou sujeição,
alegria da vida ou terror da morte, vitórias ou derrotas. Mas o homem também aprendeu a
produzir outros sons: bateu com os pés no chão, com os punhos no peito, com madeira ou
osso
em outro objeto. Inventava” a expressão o tambor e daí a criar outras famílias de
instrumentos musicais o sopro e corda foi questão de tempo e evolução técnica. E uma
característica acompanhou a música, por longo tempo: não era praticada em separado, mas
sempre aliada a alguma cerimônia religiosa ou mágica. Os instrumentos, os gritos, os
gestos, os
cantos, serviam para a comunicação tribal, para a guerra, para avisar sobre os perigos ou
espantar os animais, para evocar o auxílio das divindades ou afastar os espíritos nefastos. A
elaboração e os instrumentos evoluíam.
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D1. HISTÓRIA E INTRODUÇÃO ÀS ARTES

1. INTRODUÇÃO

· Arte e História A História é a apresentação, sob forma de narrativa ou de exposição sistemática, dos acontecimentos de qualquer natureza, ocorridos no passado. Compreende não apenas o estudo dos acontecimentos políticos e militares que constituem a vida, por assim dizer, externa das nações e dos estados, mas também o conhecimento das idéias morais ou religiosas, dos usos, das formas de civilização artística, literária ou científica, próprias de cada povo e que, na verdade, explicam sua evolução e sua influência.

  1. A ARTE NA HISTÓRIA Boa parte das expressões artísticas do homem pré-histórico encontravam-se nas cavernas. As tintas eram preparadas com certas substâncias, por exemplo, o ocre, misturadas à gordura de animais, sangue e água. Pontas de ossos, pedras e madeiras, ramos amassados ou arranjos de penas e pêlos serviam de pincéis. A qualidade porosa das pedras das grutas favorecia a retenção de materiais nelas aplicados, conservando intactas durante longo tempo, as manifestações artísticas primitivas. Não há dúvida de que, desde o início, a arte ligou-se intimamente à magia. O objeto principal dessa arte eram os animais. Os caçadores pré-históricos acreditavam, certamente, que ao retratar os exemplares da caça pretendida, nas pinturas das cavernas, podiam dominá-los com maior facilidade e segurança. As fase mais avançadas do Paleolítico revelam expressões notáveis de pintura, pequenas esculturas e gravações em pedra. O homem torna-se um exímio observador dos animais caçados e de outras forças da natureza, às quais empresta sentido mágico e ritualista. · Música Primitiva O medo dos fenômenos naturais, a necessidade de defesa, a ânsia de comunicação, provavelmente levaram os primeiros homens a movimentar-se e emitir sons em forma ritmada. Quem sabe, os primeiros rudimentos da dança e música expressavam revolta ou sujeição, alegria da vida ou terror da morte, vitórias ou derrotas. Mas o homem também aprendeu a produzir outros sons: bateu com os pés no chão, com os punhos no peito, com madeira ou osso em outro objeto. “ Inventava” a expressão – o tambor – e daí a criar outras famílias de instrumentos musicais – o sopro e corda – foi questão de tempo e evolução técnica. E uma característica acompanhou a música, por longo tempo: não era praticada em separado, mas sempre aliada a alguma cerimônia religiosa ou mágica. Os instrumentos, os gritos, os gestos, os cantos, serviam para a comunicação tribal, para a guerra, para avisar sobre os perigos ou espantar os animais, para evocar o auxílio das divindades ou afastar os espíritos nefastos. A elaboração e os instrumentos evoluíam. 2

Mas ainda não se descobrira um meio de registrar o som. Só a memória humana o guardava, pois não havia escrita, o que só foi inventado em épocas de cultura mais avançada. 2.1 A ARTE NA ANTIGÜIDADE Em História da Arte, podemos dizer que as primeiras civilizações (fase dos documentos escritos) surgiram no Oriente Próximo, destacando-se os povos mesopotâmicos, egípcios, hebreus e fenícios. · A ARTE MESOPOTÂMICA Entendemos por povos mesopotâmicos, as civilizações que se desenvolveram na área das terras férteis localizadas entre os rios Tigre e Eufrates, denominada comumente “Mesopotâmia”. Entre eles estão os sumérios, os assírios e os babilônicos. As principais manifestações da arquitetura mesopotâmica eram os palácios, em geral muito grandiosos; como havia pouca pedra, as paredes tinham que ser grossas, pois eram feitas de tijolos. Os templos possuíam instalações completas, com aposentos para os sacerdotes e outros compartimentos. Um traço característico dessa arquitetura era o “Zigurate” , torre de vários andares, em geral sete, sobre a qual havia uma capela, usada para observar o céu. Os escultores representavam o corpo humano de forma rígida, sem expressão de movimento e sem detalhes anatômicos. Pés, mãos e braços ficavam colados ao corpo, coberto com longos mantos; os olhos eram completados com esmalte brilhante. As estátuas conservavam sempre uma postura estática ante a grandiosidade dos deuses. As figuras esculpidas em baixo-relevo se caracterizavam por um grande realismo. Na pintura, os artistas se utilizavam de cores claras e reproduziam caçadas, batalhas e cenas da vida dos reis e dos deuses. A produção de objetos de cerâmica alcançou notável desenvolvimento entre os persas, que utilizavam também tijolos esmaltados. · A ARTE EGÍPCIA A cultura egípcia foi profundamente marcada pela religião e pela supremacia política do faraó. Esses dois elementos exerceram grande influência nas artes (arquitetura, escultura e pintura) e na atividade literária e científica. · Arquitetura Egípcia As construções mais importantes para os egípcios eram aquelas destinadas a uso religioso. Por isso, os edifícios civis recebiam menos atenção e neles eram empregados materiais menos duráveis. Os construtores procuravam adaptar os seus edifícios às condições do meio ambiente, dando-lhes uma aparência de grandiosidade, através da amplitude das dimensões. As grandes manifestações da arquitetura egípcia foram os magníficos templos religiosos, as pirâmides, os hipogeus e as mastabas. 3 · Escultura Egípcia Também a escultura egípcia obedecia a uma orientação predominantemente religiosa. Eram numerosas as estátuas esculpidas com a finalidade de ficar dentro dos túmulos. A escultura egípcia atingiu seu desenvolvimento máximo com os sarcófagos, esculpidos em pedra ou madeira. Os artistas procuravam reproduzir com fidelidade as feições dos mortos, a fim de

dançavam? Tais perguntas dificilmente serão respondidas, pois os sons se perderam ao longo do tempo e espaço. · ANTIGÜIDADE CLÁSSICA O campo das artes significou para os gregos a grande oportunidade de revelar sua crença no homem, sua capacidade criadora, seu espírito de equilíbrio, simplicidade e harmonia, seu anseio de realização pessoal, seu amor ao belo e à vida, numa palavra, seu “Humanismo”. A arte grega também andou muito ligada à religião; daí a multiplicidade de templos e estátuas dedicados a inúmeros deuses (Religião Politeísta). A mais importante época das artes gregas, foi o Período Clássico. Conjugaram-se, nele, como fatores do progresso artístico, o enriquecimento das cidades, com a intensificação do comércio e a necessidade de reconstrução de muitas delas, sobretudo “Atenas” , devastada durante a guerra com os persas. Deve-se considerar, além disso, que, em todas as suas épocas, as artes dos gregos primaram pela riqueza e variedade dos temas, não estando subordinadas à religião e ao estado, como as do Oriente. · Pintura A pintura no Período Clássico, chegou a conhecer os recursos da perspectiva e do claroescuro, que dão idéia do volume das coisas representadas. Entre os principais cultores, podemos citar: “Parrásio”, “Zêuxis” e “Apeles”. · Escultura A arte grega era uma arte religiosa: os principais monumentos eram os templos, e as esculturas representavam sobretudo imagens dos deuses. A harmonia, a simplicidade, o equilíbrio e uma decoração perfeitamente adaptada ao conjunto, constituíam as marcas da arte grega. Os trabalhos tinham um caráter coletivo, sendo produzidos nos ateliês. A arte grega desenvolveu-se lentamente a partir do Período Arcáico, com manifestações artísticas em diversas partes da Grécia. Destacaram-se sobretudo a “Jônia” (na Ásia Menor) e a “Magna Grécia” (no Sul da Itália). O século de Péricles , assinalou o apogeu da arte grega, sobretudo com os monumentos da “Acrópole de Atenas” e com as obras-primas do escultor “Fídias”. A perfeição dessa arte pode ser observada também no trabalho dos ceramistas, que cobriam os seus vasos com cenas expressivas de animais ou agrupamentos de pessoas; com o perfeito domínio da técnica da escultura; e com o desenvolvimento definitivo da planta do templo grego. Os principais escultores gregos são: “Fídias”, “Policleto” e “Miron”. · Arquitetura Grega 5 Na arquitetura grega, os templos eram construídos com blocos de pedra talhada, de tal modo ajustados que dispensavam o uso da argamassa. Os templos gregos apresentavam três

partes: o vestíbulo, a sala do deus (ou nau) e o tesouro. Três estilos de colunas se destacavam nessas construções: o estilo “Dórico” , o mais simples e sem decoração; o estilo “Jônico” , mais gracioso; e o estilo “Coríntio” , caracterizado por um capitel ornamentado em forma de folhas. O mais famoso templo grego é o “Pártenon” , na Acrópole de Atenas, obra de “Ictínios e Calígrates”, os mais renomados arquitetos gregos. Nesse templo foi esculpida a célebre “Atena Promachos”(combatente) , em marfim e ouro. Antes de Fídias, o grande escultor do século V a.C. foi “Miron” , autor do “Discóbolo” (lançador de disco) e considerado o mestre do movimento. Nessa escultura, o atleta é representado ao completar sua última rotação na fase final do movimento de arremesso do disco. A fidelidade é tanta que têm-se a impressão de que o disco vai sair voando pelo espaço. · A ÉPOCA HELENÍSTICA A civilização helenística resultou da fusão da cultura helênica (grega) com a cultura do Oriente Médio, principalmente persa e egípcia. Seu centro não era mais a Grécia: Alexandria, Antioquia e Pérgamo eram agora os pólos irradiadores da nova civilização. Assim, podemos dizer que, “a síntese da cultura greco-oriental chamamos helenística e helenismo, ao seu período de florescimento”. O grande progresso, em relação à cultura grega, manifestou-se na matemática e astronomia. · A ARTE ROMANA Os romanos nunca se destacaram nas artes. As primeiras representações de deuses e santuários inspirados em modelos gregos, foram realizadas por etruscos. Também com os etruscos, os romanos aprenderam a forma orientalizante da representação da natureza; mas deram a essa representação uma interpretação própria. · Pintura Os baixos-relevos históricos tinham maior importância do que a pintura, na representação dos grande triunfos militares. O primeiro exemplo significativo dessa arte ocorreu apenas na época de Augusto; sua evolução concretizou-se na construção dos arcos de triunfo, comemorativo das grande vitórias militares, como as colunas de Trajano e Marco Aurélio. As pinturas murais decorativas abordavam sobretudo aspectos da vida rural, com temas inspirados na tradição grega. Exemplos dessa arte foram encontrados nas ruínas da cidade de Pompéia. · Escultura Na escultura de bustos, os artistas romanos procuravam copiar os traços reais da figura representada, fugindo ao estilo grego da idealização. 6 Isso era verificado sobretudo nas imagens dos antepassados, colocadas no átrio das casas romanas. O contato com a arte helenística, entretanto, deu maior refinamento a essas culturas. Nos retratos entretanto, os artistas romanos primavam pelo naturalismo: chegavam quase á perfeição em contraste com a idealização fisionômica da estatuária grega. · Arquitetura

2.2 A ARTE MEDIEVAL

Segundo a Historiografia tradicional, a Idade Média se estende do século V, quando ocorreu a queda do Império Romano do Ocidente nas mãos dos Hérulos , até o século XV, quando se deu a queda de Constantinopla nas mãos dos turcos otomanos. · A Arte Páleo-Cristã Quando o Cristianismo foi perseguido no Império Romano, os cristãos refugiaram-se nas catacumbas (túmulos subterrâneos) , para poderem realizar os seus cultos. Depois que o Edito de Milão (Constantino, ano 313) deu liberdade de culto ao Cristianismo, esta arte desenvolveuse de forma mais livre. Dessa arte mais tarde, nasceu a Arte Bizantina e a Arte Românica. A) A ARTE BIZANTINA No lugar onde existiu a antiga colônia grega de “Bizâncio” , Constantino fundou no ano de 330 a cidade de Constantinopla (hoje Istambul). Sob o ponto de vista cultural, Constantinopla representava a síntese do mundo greco-romano e do mundo oriental A arte bizantina destacou-se pela conjugação do luxo e da exuberância orientais com o equilíbrio e a sobriedade dos romanos. As Igrejas, monumentos característicos da época, representam a mais alta expressão do espírito bizantino. É uma arte eminentemente religiosa, que atinge seu apogeu na época do imperador Justiniano. · Pintura Bizantina É tipicamente bidimensional. A abundância de paredes e superfícies interiores das igrejas é propícia às decorações em mosaicos ou afrescos. Os artistas, que eram mestres de obras, arquitetos, escultores e pintores ao mesmo tempo, trabalham segundo suas tendências gerais: uma influenciada pelo mosaico bizantino e outra mais livre, de inspiração popular, com maior liberdade no traço, na distribuição de cores ou na representação de temas sagrados. O talento dos monges copistas produziu maravilhosas cenas onde a vida na Idade Média se encontra retratada. · A Arquitetura Bizantina A maior realização cultural do governo de Justiniano foi a construção da “Igreja de Santa Sofia”. Por fora, o templo era muito simples; mas por dentro apresentava grande suntuosidade. O traço marcante de sua arquitetura era a imensa cúpula apoiada em colunas terminadas em capitéis ricamente trabalhados. 8 Para seu revestimento, artistas confeccionaram mosaicos em cores azul e verde sobre o fundo negro; estes mosaicos representavam figuras geométricas ou animais e, destacando- se entre elas, a figura de Cristo e cenas do Evangelho. Um dos centros onde foram produzidos belíssimos mosaicos era “Ravena” , sede do domínio bizantino na Itália. O movimento Iconoclasta, nos séculos X e XI, freou um pouco esse desenvolvimento artístico. Inspirada na arquitetura persa, a arquitetura bizantina coroou