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Arte e História Parte2, Notas de estudo de História

Apostilas de História sobre Arte e História, Arte na História, Arte na antigüidade, A arte mesopotâmica, A arte egípcia, Pintura Egípcia, Arte Persa, Música no Antigo Oriente.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 20/11/2013

Jorginho86
Jorginho86 🇧🇷

4.6

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majestosas cúpulas, diferenciando-se do estilo das basílicas romanas. Já bem antes, as
Igrejas de São Sérgio e dos Santos Apóstolos são entre outras, exemplos do esplendor
da arquitetura
bizantina. Tinham planta de cruz grega e cinco de suas cúpulas serviram de modelo à
Catedral de São Marcos (século XI), de Veneza.
· Escultura Bizantina
Os bizantinos dedicaram-se a uma escultura mais estilizada e simbolista, profundamente
ligada a motivos religiosos. Fundem influências da arte oriental com as da escultura
grecoromanas.
Suas composições apresentam maior formalidade e estilização, menos vivacidade e
leveza, dedicando-se particularmente ao baixo-relevo em mármore, pedra e madeira ou
marfim.
B) A ARTE ROMÂNICA
O estilo românico dominou toda a Europa Ocidental, unida pela mesma fé cristã.
Apresentou, entretanto, variações regionais; de acordo com as influências locais diversas,
que
originaram várias “escolas” românicas. Na antiga Magna Grécia (sul da Itália), são
comuns as
construções de teto plano, paredes e pisos de mosaico. Em Roma persistem as tradições
cristãs
primitivas, mantendo-se a planta em cruz latina. Na região de Milão, Como, Pavia, Verona,
a
arquitetura sofre influência dos lombardos. Na Toscana, mantêm-se as tradições greco-
romanas.
Em Veneza, a influência bizantina é acentuada. Na França, destaca-se a Escola de
Borgonha,
orientada segundo as tradições da Abadia de Cluny. Na Alemanha, a influência lombarda
dá
origem à escola romana.
· Arquitetura Românica
Considerada “arte sacra”, ela está voltada à construção de igrejas, monastérios, abadias e
mosteiros as “Fortalezas Sagradas”. O elemento essencial é a abóbada de pedra,
tijolos ou
argamassa, em forma de berço dada pelo arco de plena cintra (meia circunferência).
O estilo românico sintetiza a alma dos homens que o criaram. Por um lado reflete o medo
que dominava as populações da Europa Ocidental; por outro, exprime o profundo
sentimento
religioso que marcou o período.
· Pintura
A mitologia e as artes dos romanos, por outro lado, têm influenciado as artes ocidentais,
através dos tempos.
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Na pintura, pouco restou, além de exemplares de murais. Estes, no entanto, revelam
apurado senso estético e familiaridade com técnicas como a perspectiva e o claro-escuro.
· Escultura
Ao contrário dos gregos que procuravam exprimir um padrão ideal de beleza humana ,
os romanos eram realistas e esculpiam as pessoas tais como eram, mesmo com eventuais
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majestosas cúpulas, diferenciando-se do estilo das basílicas romanas. Já bem antes, as Igrejas de São Sérgio e dos Santos Apóstolos são entre outras, exemplos do esplendor da arquitetura bizantina. Tinham planta de cruz grega e cinco de suas cúpulas serviram de modelo à Catedral de São Marcos (século XI) , de Veneza. · Escultura Bizantina Os bizantinos dedicaram-se a uma escultura mais estilizada e simbolista, profundamente ligada a motivos religiosos. Fundem influências da arte oriental com as da escultura grecoromanas. Suas composições apresentam maior formalidade e estilização, menos vivacidade e leveza, dedicando-se particularmente ao baixo-relevo em mármore, pedra e madeira ou marfim. B) A ARTE ROMÂNICA O estilo românico dominou toda a Europa Ocidental, unida pela mesma fé cristã. Apresentou, entretanto, variações regionais; de acordo com as influências locais diversas, que originaram várias “escolas” românicas. Na antiga Magna Grécia (sul da Itália) , são comuns as construções de teto plano, paredes e pisos de mosaico. Em Roma persistem as tradições cristãs primitivas, mantendo-se a planta em cruz latina. Na região de Milão, Como, Pavia, Verona, a arquitetura sofre influência dos lombardos. Na Toscana, mantêm-se as tradições greco- romanas. Em Veneza, a influência bizantina é acentuada. Na França, destaca-se a Escola de Borgonha, orientada segundo as tradições da Abadia de Cluny. Na Alemanha, a influência lombarda dá origem à escola romana. · Arquitetura Românica Considerada “arte sacra” , ela está voltada à construção de igrejas, monastérios, abadias e mosteiros – as “Fortalezas Sagradas”. O elemento essencial é a abóbada de pedra, tijolos ou argamassa, em forma de berço dada pelo arco de plena cintra (meia circunferência). O estilo românico sintetiza a alma dos homens que o criaram. Por um lado reflete o medo que dominava as populações da Europa Ocidental; por outro, exprime o profundo sentimento religioso que marcou o período. · Pintura A mitologia e as artes dos romanos, por outro lado, têm influenciado as artes ocidentais, através dos tempos. 9 Na pintura, pouco restou, além de exemplares de murais. Estes, no entanto, revelam apurado senso estético e familiaridade com técnicas como a perspectiva e o claro-escuro. · Escultura Ao contrário dos gregos – que procuravam exprimir um padrão ideal de beleza humana – , os romanos eram realistas e esculpiam as pessoas tais como eram, mesmo com eventuais

defeitos físicos. Além de realista, a escultura romana tinha fins práticos – bustos de imperadores eram feitos para serem venerados – e comemorativos – baixos-relevos e arco de triunfo visavam a imortalizar na pedra, proeza s das legiões nos campos de batalha. C) A ARTE GÓTICA Fins do século XII. Graças ao apoio da burguesia e da classe trabalhadora, os reis conseguem retomar sua autoridade. Enfraquecido, o poder feudal vai aos poucos desaparecendo. Pressentindo a queda do feudalismo, a arte antecipa-se aos acontecimentos. E cria novo estilo, que irá conviver durante certo tempo com o Românico, mas atenderá às novas necessidades. Verdadeiro trabalho de “futuristas” da época, o estilo Gótico. Surge pela primeira vez em 1127, na arquitetura da basílica de Saint-Denis , construída na região de Ile-de- France, hoje Paris. · Pintura Gótica A pintura gótica continuava sabidamente tendo caráter bidimensional. Fora das catedrais, a pintura gótica encontrava expressão em miniaturas e iluminuras (ornamentos que enfeitavam as letras capitulares) que ilustravam livros e pergaminhos inteiramente executados a mão. As iluminuras e miniaturas evoluem para pequenos quadros de cavalete. O primeiro, datado de 1360 e atribuído a Girand D’Orléans , é um retrato de João, o Bom, cujo perfil se recorta sobre o fundo dourado. Remota reminiscência bizantina, e uma das últimas, pois os pintores de cavalete italianos, dispensaram-nas em seus quadros. Formavam duas escolas: a de Florença representada por Giotto di Bondone (1267-1337), de inspiração popular e composição a um só tempo simples e monumental; e a de Siena , mais aristocrática, representada por Simone Martini (1283?-1344), revelando acentuado gosto pelo detalhe, elegância e decorativismo. · A Escultura Gótica No século XIII a escultura ganha nova importância: são revalorizados em muitos pontos os valores greco-romanos. O italiano Niccolo Pisano foi um dos inovadores empenhados na reformulação dos padrões góticos. Mantém os motivos religiosos, mas coloca expressões e sentimentos marcadamente humanos. A arte é sensivelmente marcada por transformações, que caracterizam o movimento conhecido como “Renascimento”. · A Arquitetura Gótica A arquitetura era a principal manifestação da arte gótica e as demais à ela serviam. 10 Da necessidade de construir catedrais que correspondessem à euforia e ao misticismo do povo, surgiu a arquitetura gótica. A construção dos templos, a princípio a cargo de corporações variadas, passou a ser dirigida por mestres leigos, especialistas no estilo gótico. Os arcos de meia circunferência usados nas abóbadas das igreja românicas, faziam com

quatro linhas, atribuindo às notas seus nomes, tirados das sílabas iniciais de um hino a São João Batista: UT queant laxis / Ressomare fibris / Mira gestorum / Famuli tuorum / SOLve polluti / Labii reatum / Sancte Ioannes. No século XVII, o UT passou a ser DO , em homenagem a João Batista Doni. 11 No final da Idade Média, o canto gregoriano vai cedendo lugar á música executada a duas vozes, surgindo o contraponto e mais tarde a polifonia , que deu início de uma nova era na música ocidental: o “Renascimento”. 2.3 A ARTE DO RENASCIMENTO A vida intelectual, nos séculos XV e XVI, foi expressão das novas realidades econômicas, sociais, políticas e religiosas com que o homem se defrontou e que imprimiram certas características à Filosofia, à Ciência e às Artes, no período. · Um Erro Secular A palavra “Renascimento” , usada comumente para designar o movimento intelectual do início da Idade Moderna, não traduz, entretanto, o que acontecia realmente. De fato, o homem dessa fase desenvolveu uma mentalidade individualista e crítica, voltada para os interesses materiais e preocupada com a valorização da vida terrena, em oposição aos antigos ideais medievais. Isto fez com que ele imprimisse uma caracterização humanista à cultura intelectual, inspirada nos modelos greco-romanos (clássicos) – civilizações grega e romana comumente conhecidas como civilizações “clássicas”, – para cuja imitação muito contribuiu a fixação, na Península Itálica, de sábios bizantinos, que fugiam ao domínio turco. Nem de longe, no entanto, se pode, hoje, aceitar a idéia de uma “ressurreição” da cultura intelectual, pois a Idade Média foi um período de alta criatividade nesse setor, impregnada porém, da visão espiritualista e mística com que o homem medieval encarava a realidade. · Características da Arte Renascentista A arte renascentista caracterizou-se por vários fatores:

  • a busca da inspiração nos ideais greco-romanos;
  • o homem renascentista valorizava a natureza principalmente a humana;
  • o gosto pelo luxo e comodidade;
  • como fonte de inspiração, o retorno à natureza;
  • grande liberdade criativa;
  • o gosto pelos efeitos cênicos e teatrais;
  • o dinamismo das figuras, a expressão naturalista; Com relação à pintura, os maiores avanços técnicos foram obra de flamengos (pintores de Flandres, condado submetido à suserania dos reis da França). Entre eles destacaram-se os irmãos Jan e Hübert Van Eick , que inauguraram a pintura a óleo – dissolvendo as tintas em óleo de linhaça – de execução rápida e fácil, além de oferecer ao artista maiores recursos.

Já a conquista do espaço tridimensionalista é obtida através de vários recursos. Tomaso Masaccio (1401-1428) renega vigorosamente as tradições do Oriente para criar uma pintura monumental de grandes espaços e massas e de feição naturalista e inspiração popular. 12 O espaço ganha as três dimensões, o “claro-escuro” sugere volumes e imprime verossimilhança às paisagens e às figuras humanas. No século XVI surge a figura mais potente de toda a escultura renascentista: Michelangelo Buonarroti (1475-1564). Tornou-se famoso como pintor, mas seu campo artístico preferido era a escultura. O propósito dominante de todo o seu trabalho foi expressar o pensamento na pedra. Dedicou-se à busca de efeitos emocionalmente vigorosos para exprimir de forma alegórica suas idéias filosóficas. Para isto, empenhou-se no estudo da figura humana em todas as posições, atitudes e expressões. Suas esculturas revelam uma vitalidade até então nunca alcançada por outros artistas. A arquitetura caracterizou-se pela grandiosidade dos edifícios, que, no entanto, apresentavam linhas simples e simétricas. A adaptação dos modelos clássicos fez-se notar pelo uso do arco plano, das colunatas e das cúpulas. Como exemplo podemos citar a “Basílica de São Pedro” em Roma, e o “Duomo” em Florença. · Origens do Renascimento e sua Expansão O Renascimento iniciou-se na Itália, particularmente em Florença, e foi precedido por uma fase de transição, que, pelos fins do século XIII, já paulatinamente ia substituindo a arte gótica. Vamos resumir alguns nomes mais significativos da arte renascentista. · O RENASCIMENTO ITALIANO · Na Pintura O criador e precursor da arte renascentista foi Giotto (1266-1337). Ao contrário dos quadros medievais, em que o homem era retratado como figura plana (homem como ser imaterial) , as figuras humanas de Giotto são bem marcadas em suas formas e representadas de acordo com a realidade. Ao contrário dos quadros medievais, que tinham freqüentemente um fundo dourado a simbolizar uma luz sobrenatural, o céu pintado por Giotto é de um azul bem claro, visto ao fundo das brancas muralhas da cidade. Podemos citar entre os artistas do período: Tomaso Masaccio (1401-1428); Sandro Botticelli (1444?-1510). Já no final do século XV e começo do seguinte, a pintura renascentista italiana atingiu o seu máximo esplendor, sobretudo a três gênios: “Leonardo Da Vinci, Rafael Sanzio e Michelangelo. · LEONARDO DA VINCI (1452-1519) Não foi apenas um pintor famoso, mas também músico, escultor, arquiteto, filósofo, cientista, engenheiro, anatomista e inventor. Essa não especialização do conhecimento fez dele

sua arte, temos uma amostra na “Madonna do Chanceler Rolim”.

  • Hans Holbein (1497-1543) – Era o retratista preferido pelos reis e nobres da época. Os retratos mais famosos foram: Erasmo de Roterdão, Henrique VIII e Jane de Seymour.
  • Alberto Dürer (1471-1528) – Era considerado o principal artista do Renascimento alemão. Como pintor, deixou obras notáveis. · Na França A arquitetura era o principal destaque no Renascimento francês. “Pierre Lescot” (1510?- 1578) projetou a fachada principal do Louvre e “Denis Sourdeau” foi o principal projetista do castelo de Chambord. · Na Espanha Os arquitetos espanhóis interpretaram o Renascimento à sua maneira: desprezaram a simplicidade e a harmonia de equilíbrio dos edifícios italianos, e, ao lado de enfeites renascentistas, empregavam com profusão e fantasia motivos árabes, sobretudo na ornamentação de igrejas e palácios. E como seu trabalho era semelhante às obras de um ourives (platero, em espanhol) , esse estilo recebeu o nome de “Plateresco”. Na pintura, destaque para Doménico Theotocópoulos, de origem cretense, apelidado de “ El Greco” que o imortalizou. Embora situado na renascença, seu estilo aproximava-se do barroco. Alguns historiadores o consideram como um caso à parte; outros como precursor do expressionismo e do surrealismo. Dentre suas obras mais importantes: “O enterro do Conde de Orgaz”. · A Música Era outra paixão do homem renascentista. A polifonia conheceu o apogeu no século XVI. A escrita musical se desenvolve e a música já é uma diversão da sociedade renascentista. Surgem os gêneros polifônicos da imitação, a missaparódia, a canção polifônica francesa, os madrigais, os balés, todos eles vocais. Os protestantes buscam nas antigas músicas do povo, seus temas musicais. A Igreja Romana, no Concílio de Trento (1545) , mostra-se preocupada com o avanço da música protestante. Palestrina dá a solução e surgem os cantos “a Cappella”, eliminando o acompanhamento musical e dando maior destaque às palavras. São composições destinadas à voz humana, destacando o texto litúrgico. · O BARROCO Era o estilo que se seguiu ao classicismo renascentista, em fins do século XVI, mantendose pujante até os inícios do século XVIII. Conservou muitas das características daquele estilo (inclusive o gosto pelos antigos clássicos) , mas se opunha a ele por dirigir-se mais aos sentidos do homem do que à sua inteligência. Por isso, preocupava-se muito com a ornamentação das obras de arte, e com os aspectos contrastantes e trágicos das mesmas. 15 Com tais características, o barroco serviu admiravelmente à necessidade de impressionar