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cultivo do cajueiro anão precoce
Tipologia: Notas de estudo
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Maio, 2001
Circular TÈcnica N∞ 08
Lindbergue Ara˙jo CrisÛstomo Francisco JosÈ de Seixas Santos Vitor Hugo de Oliveira Bernardo van Raij Alberto C. de C. Bernardi Carlos Alberto Silva Ismail Soares
© Embrapa Agroind˙stria Tropical, 2001
Embrapa Agroind˙stria Tropical. Circular TÈcnica, 08
Exemplares desta publicaÁ„o podem ser adquiridos na:
Embrapa Agroind˙stria Tropical Rua Dra. Sara Mesquita 2270 Planalto Pici Caixa Postal 3761 CEP 60511-110 Fortaleza, CE Tel. (085) 299- Fax: (085) 299-1803 / 299- EndereÁo eletrÙnico: [email protected]
Tiragem: 500 exemplares
ComitÍ de PublicaÁıes Presidente: Raimundo Braga Sobrinho Secret·rio: Marco AurÈlio da Rocha Melo Membros: Jo„o Ribeiro CrisÛstomo JosÈ Carlos Machado Pimentel JosÈ de Souza Neto Oscarina Maria da Silva Andrade HeloÌsa Almeida Cunha Filgueiras Maria do Socorro Rocha Bastos
CoordenaÁ„o editorial: Marco AurÈlio da Rocha Melo EditoraÁ„o eletrÙnica: Arilo Nobre de Oliveira Revis„o: Maria EmÌlia de PossÌdio Marques NormalizaÁ„o bibliogr·fica: Rita de Cassia Costa Cid
Cultivo do cajueiro an„o precoce: aspectos fitotÈcnicos com Ínfase na adubaÁ„o e na irrigaÁ„o / Lindbergue Ara˙jo CrisÛstomo... [et al.]. - Fortaleza : Embrapa Agroind˙stria Tropical, 2001. 20p. (Embrapa Agroind˙stria Tropical. Circular TÈcnica, 08).
CDD 634.
(^1) Eng. agrôn., Ph.D., Embrapa Agroindústria Tropical. Rua Dra. Sara Mesquita 2270,
Planalto Pici, Caixa Postal 3761, CEP 60511-110 Fortaleza, CE.
2 [email protected] 3 Eng. agrôn., M.Sc., Embrapa Agroindústria Tropical. 4 Eng. agrôn., D.Sc., Embrapa Agroindústria Tropical. Eng. agrôn., Ph.D., Embrapa Meio Ambiente. Rodovia SP 340, Campinas/Mogi
5 Mirim, Km 127,5, CEP 13820-000 Jaguariúna, SP Eng. agrôn., Ph.D., Embrapa Solos. Rua Jardim Botânico, 1.024, CEP 22460-
6 Rio de Janeiro, RJ 7 Eng. agrôn., Ph.D., Embrapa Solos. Eng. agrôn., D.Sc., Universidade Federal do Ceará - UFC.
CULTIVO DO CAJUEIRO AN√O PRECOCE: Aspectos fitotÈcnicos com Ínfase na adubaÁ„o e na irrigaÁ„o
Aspectos gerais da cultura
Origin·rio da AmÈrica Tropical, o cajueiro (Anacardium occidentale L.) pertence ‡ famÌlia Anacardiaceae, que inclui ·rvores e arbustos tropicais e subtropicais, encontrando-se disperso numa extensa faixa compreendida entre os paralelos 27 o^ N, no Sudeste da FlÛrida, e 28o^ S, na ¡frica do Sul (Frota & Parente, 1995).
A maior diversidade de cajueiro, ˙nica espÈcie cultivada e a de maior dispers„o do gÍnero, encontra-se no Nordeste brasileiro, em di- versos ecossistemas, especialmente nas zonas costeiras, compondo a vegetaÁ„o de praias, dunas e restingas. AlÈm disso, È prov·vel que o seu cultivo tenha origem no Nordeste, onde toda uma tradiÁ„o de exploraÁ„o pelas tribos indÌgenas da regi„o È descrita pelos primeiros colonizadores (Lima, 1988; Barros, 1995).
Lindbergue A. CrisÛstomo 1 Francisco JosÈ de Seixas Santos^2 Vitor Hugo de Oliveira 3 Bernardo van Raij 4 Alberto C. de C. Bernardi^5 Carlos Alberto Silva 6 Ismail Soares 7
Mais de 98% da ·rea ocupada com cajueiro no Brasil se encontra na Regi„o Nordeste. Deste total, 80% s„o cultivados nos Estados do PiauÌ, Cear· e Rio Grande do Norte. A expans„o da cultura nesses trÍs estados, na segunda metade da dÈcada de 60, deveu-se, principalmente, ‡s condiÁıes clim·ticas favor·veis, ao baixo preÁo das terras, ‡ maior concentraÁ„o de ind˙strias de beneficiamento de castanhas e ped˙n- culos e ao grande incentivo proporcionado pelo governo federal, atravÈs da Sudene (Paula Pessoa et al., 1995).
De grande variabilidade genÈtica, o cajueiro vem sendo estudado em dois grupos, comum e an„o, definidos, basicamente, em funÁ„o do porte das plantas. O tipo comum, tambÈm conhecido como gigante, È o mais difundido, apresentando porte elevado, altura entre 8 e 15 m e envergadura (medida da expans„o da copa) que pode atingir atÈ 20 m.
A capacidade produtiva individual È muito vari·vel, com plantas que produzem abaixo de 1 kg atÈ prÛximo de 180 kg de castanha por safra. O tipo an„o caracteriza-se pelo porte baixo, altura inferior a 4 m, copa homogÍnea, di‚metro do caule e envergadura de copa inferiores ao do tipo comum, precocidade et·ria, iniciando o florescimento entre 6 e 18 meses (Barros et al., 1998).
Dois s„o os sistemas de produÁ„o usados com o tipo comum: sistema de pequenos aglomerados, onde se pratica o consÛrcio com plantas alimentÌcias e o sistema de grandes plantios puros e ordenados. Tanto em um, quanto no outro, o nÌvel tecnolÛgico È muito baixo, desde a escolha da semente, ao tipo de plantio e aos tratos culturais. Em ambos os sistemas, È dispensado o uso de insumos modernos - defensi- vos agrÌcolas, corretivos de solo e fertilizantes (CrisÛstomo, 1991). Para o cajueiro an„o precoce, os plantios s„o organizados com tratos cultu- rais mais intensivos, desde o preparo do terreno. Normalmente, os solos s„o corrigidos com calc·rio e adubados com fertilizantes quÌmicos e/ou org‚nicos, as plantas recebem tratamentos fitossanit·rios, e a colheita È manual para o aproveitamento do fruto (castanha) e do pseudofruto (caju).
Com relaÁ„o ‡ adubaÁ„o do cajueiro, Parente & Albuquerque (1972) constataram a import‚ncia da adubaÁ„o com P e K nos primei- ros est·dios de desenvolvimento das plantas. Hanamashetti et al. (1985) relataram que os maiores rendimentos de castanha foram con- seguidos com a aplicaÁ„o de 250 g de N, 250 g de P e 250 g de
As perdas dos nutrientes (N, K, Ca e Mg) por lixiviaÁ„o, nesses solos, em geral, s„o elevadas: N e K > 80%, Ca e Mg > 40% do aplicado (Souza Carvalho, 1996). A partir disso, pode-se deduzir que as aplicaÁıes de fertilizantes devem ser bastante parceladas na cultura irrigada. Sob sequeiro, dadas as condiÁıes de irregularidade de chuvas, as quais muitas vezes s„o intensas e de curta duraÁ„o, as perdas de nutrientes podem ser bastante elevadas se o parcelamento n„o for utilizado.
Latossolos Vermelho-Amarelos, Latossolos Amarelos
A caracterÌstica fundamental dos latossolos È a natureza e a constituiÁ„o da sua massa mineral. Tais solos s„o constituÌdos de sesquiÛxidos de ferro e de alumÌnio, de minerais de argila do grupo 1:1, de quartzo e de outros minerais altamente resistentes ao intemperismo. Minerais silicatados, menos resistentes ao intemperismo, s„o, em geral, ausentes e, quando presentes, est„o em quantidades diminutas. Do mesmo modo, È rara a presenÁa de minerais de argila do grupo 2:1, ou alofana com alta capacidade de troca de c·tions. De modo geral, h· ocorrÍncia de Ûxidos de alumÌnio livres e de concreÁıes de Ûxidos de ferro, de alumÌnio e de manganÍs na massa do solo. Nos Estados do PiauÌ, Cear· e Rio Grande do Norte, esses solos s„o encontrados em v·rias regiıes fisiogr·ficas, ocorrendo desde o litoral atÈ as serras, chapadas e sertıes.
Vencidas as limitaÁıes, os latossolos apresentam grandes pos- sibilidades para o uso agrÌcola. Entre suas vantagens destacam-se: Ûtimas condiÁıes fÌsicas, tanto no que concerne ao crescimento e desenvolvimento do sistema radicular, quanto ‡s facilidades de me- canizaÁ„o, alÈm de grande profundidade e porosidade. Contudo, por apresentarem baixa a muito baixa fertilidade natural, sem o concurso da calagem e da adubaÁ„o, s„o pouco produtivos. De modo geral, a camada fÈrtil do solo est· restrita ao horizonte A, devido ‡ matÈria org‚nica. Esta, por sua vez, pode facilmente ser perdida por eros„o ou por manejo inadequado do solo.
As perdas de nutrientes (N, K, Ca e Mg) aplicados na forma de fertilizantes em quatro latossolos dos Estados do PiauÌ, Cear· e Rio Grande do Norte foram avaliadas por Souza Carvalho (1996) e obede-
ceu a seguinte ordem decrescente N > K > Ca > Mg. Foi observado, tambÈm, que as maiores perdas ocorreram nos solos com menores conte˙dos de argila.
Argissolos Acinzentados, Argissolos Vermelho-Amarelos (PodzÛlicos Acinzentados, PodzÛlicos Vermelho-Amarelos)
Sobre os podzÛlicos est„o assentados grandes plantios comerciais de cajueiro, principalmente no Litoral Norte do Estado do Cear·.
De acordo com Jacomine (1971, 1973 e 1986), compreendem solos com horizontes B (^) t, n„o hidromÛrficos e com argila de atividade baixa. Os perfis apresentam horizontes bem diferenciados, com seq¸Ín- cia A, B (^) t e C, em geral profundos, podendo apresentar mudanÁa textural abrupta do A para o B (^) t. A textura do horizonte A È arenosa ou mÈdia, raramente argilosa, enquanto a do B (^) t pode variar de mÈdia a argilosa. A coloraÁ„o varia do vermelho-amarelado ao bruno-acinzentado, no hori- zonte A e do vermelho a bruno forte, no Bt.
Plantio e adubaÁ„o
A calagem e a adubaÁ„o est„o sendo realizadas com base em um sistema de an·lise de solo que apresenta algumas inovaÁıes em relaÁ„o ao que vinha sendo utilizado anteriormente. Assim, a calagem passa a ser feita visando aumentar a saturaÁ„o por bases do solo e garantir um teor mÌnimo de magnÈsio. A adubaÁ„o fosfatada leva em conta a determinaÁ„o de fÛsforo no solo pelo mÈtodo da resina, que È um processo que simula a aÁ„o das raÌzes e, assim, È mais eficiente na avaliaÁ„o da disponibilidade do nutriente no solo (Raij et al., 1996).
Preparo do solo
O solo deve ser preparado utilizando-se araÁ„o e gradagem. Nesta ocasi„o, dever· ser realizada a calagem objetivando elevar a saturaÁ„o por bases a 60%. Se o teor de Mg for inferior a 48 mmol (^) c dm -3, utilizar calc·rio dolomÌtico. O gesso agrÌcola sÛ deve ser aplicado em solos com camadas subsuperficiais (20 a 40 cm) com menos de 3 mmol (^) c dm-3^ de Ca 2+^ e/ou com mais de 5 mmolc dm -3^ de Al 3+^ e/ou saturaÁ„o por alumÌnio maior que 40% (Lopes, 1986). Se for esse o caso, segundo
Plantio
0
200
150
100
-^ -^
FormaÁ„o0-1 ano
60
-^ -^ -^
60
40
20
1-2 anos
80
200
150
100
100
60
40
2-3 anos
150
250
200
120
140
100
60
3-4 anos
200
300
250
150
180
140
80
< 1.
100
40
20
20
30
20
20
1.200 - 3.
150
60
40
20
60
40
20
200
80
60
40
90
60
40
OBS. Adicionar como fonte de fÛsforo o superfosfato simples, com o objetivo de se fornecer enxofre ‡s plantas.*Tabela desenvolvida com a participaÁ„o de Alberto Carlos Campos Bernardi, Bernardo van Raij, Carlos Alberto Silva, Francisco JosÈde Seixas Santos, Ismail Soares, JosÈ Maria Freire, Levi de Moura Barros, Lindbergue Ara˙jo CrisÛstomo e Vitor
Hugo de Oliveira.
Tabela 1
. RecomendaÁ„o de adubaÁ„o mineral para cajueiro an„o precoce sob irrigaÁ„o*.
(P
O 2
, kg 5
.ha
-1^ )
(K
O, kg 2
.ha
-1 )
(Produtividade esperada(kg
.ha
-1 ) de castanhas)
(N, kg
.ha
-1^ )
AdubaÁ„o
N^
0 a 12
13 a 30
30
0 a 1,
1,6 a 3,
3,
P resina (mg dm
-3^ )
K solo (mmol
dmc
-3 )
(g/planta)
(P
O 2
, g/planta) 5
(K
O, g/planta) 2
AdubaÁ„o de produÁ„o
Cultivo sob sequeiro - Nesta condiÁ„o, a produtividade m·xima esperada È de 1.200 kg.ha^1. Por essa raz„o, deve ser utilizada a reco- mendaÁ„o para a cultura irrigada (Tabela 1), para a produtividade espera- da de atÈ 1.200 kg.ha-1. Os adubos poder„o ser aplicados em faixa contÌnua com 1,0 a 1,5 m de largura, ao longo da linha de plantas.
Cultivo sob irrigaÁ„o - Neste caso, seguir a recomendaÁ„o contida na Tabela 1. Os adubos poder„o ser aplicados juntamente com a ·gua de irrigaÁ„o, uma vez que isto aumenta a uniformidade de distribuiÁ„o e diminui os custos com m„o-de-obra.
IrrigaÁ„o e fertirrigaÁ„o
Sistema de IrrigaÁ„o
O desenvolvimento da irrigaÁ„o na cultura do cajueiro est· assen- tado no emprego de clones melhorados de cajueiro an„o precoce, em sistemas de cultivos adensados, no controle fitossanit·rio eficiente e na utilizaÁ„o de fertilizantes de forma equilibrada.
O cajueiro responde significativamente ‡ irrigaÁ„o, sendo que a produ- tividade do cajueiro an„o precoce irrigado pode alcanÁar atÈ 4.600 kg de castanhas por hectare, no quarto ano de produÁ„o, com um incremento de 1.153% em relaÁ„o ao cajueiro comum sob sequeiro, e ter o perÌodo de colheita ampliado para dez meses (Oliveira et al., 1997).
Dentre os mÈtodos de irrigaÁ„o atualmente em uso a microirrigaÁ„o (irrigaÁ„o localizada) È o mais recomend·vel para o caju- eiro an„o em funÁ„o das seguintes vantagens: economia de ·gua (maior eficiÍncia de irrigaÁ„o e reduÁ„o de perdas de ·gua por evaporaÁ„o), economia de energia (trabalha com vazıes e pressıes menores), possi- bilidade de aplicaÁ„o de fertilizantes via ·gua de irrigaÁ„o (fertirrigaÁ„o), reduÁ„o da ocorrÍncia de plantas daninhas e doenÁas foliares, n„o interfere nas pulverizaÁıes, capinas e colheitas.
Apresenta como desvantagens a necessidade de filtragem da ·gua para evitar o entupimento dos emissores, sendo o custo inicial
V = ET (^) o x Kc x Kr x A, onde: V = volume por planta, por dia; ET (^) o = evapotranspiraÁ„o potencial de referÍncia, em mm/dia; Kc = coeficiente de cultivo; Kr = coeficiente de reduÁ„o da evapotranspiraÁ„o; A = ·rea ocupada por planta, em m 2. Na Tabela 2 s„o apresentadas as recomendaÁıes de irrigaÁ„o (para sistemas de microirrigaÁ„o) do cajueiro an„o na Regi„o Litor‚nea do Cear·, a qual apresenta uma evapotranspiraÁ„o potencial mÈdia nos meses secos de 4,5 mm/dia.
Tabela 2. Necessidade hÌdrica do cajueiro an„o precoce na Regi„o Litor‚nea do Cear·*.
Vari·vel 1 ∫^ ano 2 ∫^ ano 3 ∫^ ano 4 ∫^ ano
C. S.% 5 a 10 10 a 25 25 a 40 40 a 60 Kc * 0,50 0,55 0,55 0, Kr 0,1 a 0,2 0,2 a 0,3 0,3 a 0,5 0,5 a 0, ETc 0,2 - 0,4 0,5 a 0,7 0,7 a 1,1 1,3 a 1, L/pl./dia 10 a 20 23 a 35 35 a 53 62 a 90
*Kc - Coeficientes de cultivo ajustados para o cajueiro; C. S.% - Porcentagem da superfÌcie do solo coberta pela cultura; ETc - EvapotranspiraÁ„o da cultura, em mm/dia; Kr -Coeficiente de reduÁ„o da evapotranspiraÁ„o.
Para iniciar as irrigaÁıes apÛs o perÌodo chuvoso, se as plantas n„o estiverem em plena floraÁ„o, pode-se aguardar cerca de 30 dias apÛs a ˙ltima chuva superior a 10 mm.
Manejo da fertirrigaÁ„o
A fertirrigaÁ„o È a tÈcnica que possibilita a aplicaÁ„o simult‚nea de ·gua e fertilizantes ‡s culturas, utilizando um sistema de irrigaÁ„o. Com esta tÈcnica ocorre uma otimizaÁ„o do balanÁo nutricional da zona radicular pelo suprimento de nutrientes diretamente na sua porÁ„o mais eficiente.
Entre as vantagens da fertirrigaÁ„o destacam-se: a) economia de adubos; b) aplicaÁ„o no momento em que a planta necessita, pela possibilidade de fracionamento dos fertilizantes; c) economia de m„o- de-obra e maquinaria; d) distribuiÁ„o uniforme dos fertilizantes, possi- bilitando que todas as plantas recebam a mesma quantidade de nutriente; e e) reduÁ„o da contaminaÁ„o de fontes de ·gua pot·vel, pela diminuiÁ„o das quantidades de adubos aplicados (Santos et al., 1997). Haman et al. (1990) incluem outra vantagem da fertirrigaÁ„o, a de menor risco para o operador.
O procedimento comum da aplicaÁ„o de fertilizantes na irrigaÁ„o consiste em utilizar trÍs intervalos de tempo. Na primeira etapa, o sistema opera normalmente apenas com ·gua. No segundo intervalo, o fertilizante È injetado no sistema, com tempo de aplicaÁ„o n„o inferior a 30 minutos.
O ˙ltimo intervalo de tempo deve ser o suficiente para limpar o sistema com ·gua e remover os fertilizantes depositados nas folhas das plantas. A irrigaÁ„o deve continuar com ·gua limpa por mais 20 a 30 minutos apÛs o tÈrmino da aplicaÁ„o de adubos.
O ˙ltimo intervalo tambÈm tem o objetivo de mover o fertilizante dentro do solo e coloc·-lo a uma profundidade compatÌvel com o siste- ma radicular da cultura.
A tendÍncia atual da fertirrigaÁ„o È a alta freq¸Íncia de aplicaÁ„o com pequenas quantidades da soluÁ„o fertilizante, obtendo-se soluÁıes com baixa concentraÁ„o.
A aplicaÁ„o inicial de P, Ca e micronutrientes para o cajueiro an„o precoce deve ser no momento de preparaÁ„o da cova. A fertirrigaÁ„o, apenas com N e K, deve ser iniciada apenas cinco meses apÛs o plantio das mudas no campo, com freq¸Íncia quinzenal. Do segundo ano em diante o P deve ser aplicado de maneira convencional no inÌcio da estaÁ„o das chuvas; N, K e micronutrientes em fertirrigaÁıes quinzenais.
Poda
Os pomares jovens devem ser conduzidos de modo a formar uma copa compacta, com ampla superfÌcie produtiva, livre de entrelaÁamento e da concorrÍncia de plantas daninhas e, ainda, facilitar a mecanizaÁ„o dos cultivos, as operaÁıes de adubaÁ„o de manutenÁ„o e calagem, roÁagem (manual e mec‚nica), alÈm da inspeÁ„o do sistema de irriga- Á„o, quando o cultivo È irrigado (Oliveira & Bandeira, 2001) (Fig. 2).
Nos pomares sob sequeiro, deve-se realizar a poda de formaÁ„o a partir do segundo ano, eliminando-se ramos emitidos prÛximos ao solo ou no porta-enxerto e, anualmente, aqueles com crescimento lateral anormal. Isso possibilitar· maior eficiÍncia aos tratos culturais e posteri- or colheita, evitando problemas de entrelaÁamento de galhos e dificulda- de de mecanizaÁ„o. Neste particular, deve-se manter a primeira ramifi- caÁ„o, na fase produtiva, prÛxima a 0,5 m da superfÌcie do solo, no tipo an„o precoce e a 1,0 m, no comum.
Em pomares adultos, deve-se efetuar um adequado balanÁo entre o crescimento vegetativo e a frutificaÁ„o. Como a produÁ„o do cajueiro È perifÈrica e concentrada nos 2/3 inferiores da copa, h· necessidade de se manter a planta livre e com adequada iluminaÁ„o, principalmente nas laterais, onde ocorre a quase totalidade da floraÁ„o e frutificaÁ„o (Parente & Oliveira, 1995).
Fig. 2. Cajueiro an„o precoce irrigado (CCP 09), com um ano e seis meses de idade, antes (A) e depois (B) da poda.
Fotos: Vitor Hugo de Oliveira
A Època de poda nas plantas adultas est· relacionada ao compor- tamento fenolÛgico do cajueiro, recomendando-se sua realizaÁ„o apÛs a colheita e antes do inÌcio do fluxo foliar, quando as plantas encontram- se, aparentemente, em repouso vegetativo.
Controle de plantas daninhas e coroamento
As entrelinhas da cultura devem ser roÁadas para minimizar a con- corrÍncia com plantas daninhas. Essa pr·tica reduz substancialmente os efeitos nocivos das erosıes hÌdrica e eÛlica.
O controle das plantas daninhas pode ser realizado via capina mec‚nica. Caso necess·rio, efetua-se mais de uma roÁagem mec‚nica no perÌodo chuvoso. No perÌodo seco, realiza-se o coroamento, que consiste na capina mec‚nica, seguida de capina manual ou quÌmica na ·rea sob a copa do cajueiro (Oliveira & Bandeira, 2001).
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