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artigo cobre
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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O cobre é um mineral importante na alimentação de bovinos, pois ele atua na formação do tecido ósseo, participa de múltiplos processos no metabolismo bovino, em decorrência disso a carência de cobre provoca doenças. Com base em pesquisa exploratória observou-se alterações no sistema ósseo de bovinos associadas com a deficiência de cobre como: redução do crescimento, fragilidade dos ossos longos e osteoporose. Um diagnóstico da carência de cobre em bovinos pode ser feito utilizando o conhecimento de quando o problema ocorre, idade dos bovinos afetados, sintomas apresentados, tipos de solo e pastagem, clima, época do ano, manejo do rebanho, disponibilidade de alimentos, ocorrência de problemas semelhantes no rebanho local. A base alimentar de bovinos constitui-se quase que exclusivamente de pastagens nativas. As exigências de minerais em bovinos variam de acordo com o tipo e nível de produção, a idade do animal, a raça e o grau de adaptação dos animais, o nível e a forma química do mineral no alimento, e suas relações com os outros nutrientes da dieta.
Palavras-chave : deformidade óssea, bovinos, carência, cobre, diagnostico.
INTRODUÇÃO Deficiências e desequilíbrios de cobre em bovinos são descritas em quase todas as regiões do mundo. O cobre participa de vários processos no metabolismo bovino, em decorrência disso a carência de cobre provoca varias doenças, tais como: anemia, perturbações da locomoção, diarréia, infertilidade, deformidades e enfraquecimento dos ossos longos, perda da cor de pelos e morte súbita. Serão discutidas nesse trabalho as principais deformidades ósseas ocasionada por carência de cobre em bovinos, o diagnostico das deficiências
de minerais, a exigências de minerais para bovinos e tratamento através da suplementação alimentar.
DESENVOLVIMENTO DEFORMIDADES ÓSSEAS CAUSADAS POR FALTA DE COBRE O Cobre é encontrado em todos os tecidos, porem as mais altas concentrações está no cérebro na bainha de mielina e no fígado, participa na formação do tecido ósseo, age com o fator de pigmentação dos pelos é essencial para o aproveitamento da vitamina C, é necessário para incorporação do ferro do organismo na hemoglobina. O cobre é elemento considerado o segundo mais deficitário do mundo. O cobre tem uma grande quantidade de antagonistas, isto é, elementos e compostos, que estando presentes no organismo, interferem na disponibilidade de cobre para ser absorvido em forma adequada. Os principais antagonistas em ordem de importância são o: molibdênio (MO), sulfatos, ferro (Fe), cálcio (Ca) e zinco (Zn); Sua presença em excesso causa uma deficiência secundária de cobre. O molibdênio é principal antagonista do cobre. Quando existem grandes concentrações de molibdênio, os animais desenvolvem deficiências de cobre, enquanto em pequenas quantidades, determina uma predisposição para ocorrência de intoxicação de cobre. (QUEIROZ-ROCHA, et. al. 2000). De acordo com, (MCDOWELL 1999), existe uma ampla variedade de alterações em ruminantes associadas com a deficiência de Cu simples ou induzidas (alto Mo e S), tais como: anemia, diarréia grave, redução do crescimento, mudança de cor dos pêlos, ataxia neonatal, infertilidade temporária, falência cardíaca e fragilidade dos ossos longos que se quebram com facilidade. Segundo (MILLS, et. al. s/d), uma das principais deformidades ósseas relacionada à carência de cobre, é a osteoporose. Osteoporose em bovinos pode ocorrer nas deficiências de cobre e fósforo (P), comprometendo a qualidade óssea, resultando em fragilidade e deformidades de ossos (SHUPE et. al., s/d). Pode-se observar osteoporose na deficiência de cobre (Cu), pois esse microelemento atua como ativador da Lisil-oxidase, crupoenzima fundamental
O estudo dos solos pode fornecer indicações de possíveis deficiências. À medida que o ph aumenta a disponibilidade e uso pelas plantas de ferro, manganês, zinco, cobre e cobalto descresse, enquanto as concentrações de fósforo, cálcio, magnésio, molibdênio e selênio se elevam (MCDOWELL & CONRAD, 1997).
(UNDERWOOD, 1981) relata, 22 elementos minerais são considerados essências para a vida dos animais, sendo sete classificados como macronutrientes minerais – cálcio (Ca), fósforo (P), potássio (K), sódio (Na), cloro (Cl), magnésio (Mg) e enxofre (S), e quinze elementos traços ou micronutrientes minerais – ferro (Fe), iodo (I), zinco (Zn), cobre (Cu), manganês (Mn), cobalto (Co), molibdênio (Mo), selênio (Se), cromo (Cr), vanádio (V), flúor (F), sílica (Si), níquel (Ni), arsênico (As), estanho(Sn).
Segundo (UNDERWOOD & SUTTLE, 1999) os minerais apresentam quatro funções básicas no organismo - estrutural, fisiológica, catalítica e reguladora.
Estrutural: os minerais como o Ca, P, Mg e o F, exercem estas funções no tecido ósseo, já o P e S como componente de proteínas musculares, também exercem função estrutural.
Fisiológica: a presença do Na, K, Ca, Mg nos tecidos e líquidos corporais garantem o equilíbrio osmótico, o balanço ácido-básico e a permeabilidade das membranas, caracterizando as funções fisiológicas.
Catalítica: os minerais podem atuam em atividades catalíticas de sistemas enzimáticos e hormonais como forma integral ou fazendo parte de estruturas como metaloenzimas. Um exemplo desta função é a presença do Cu em enzimas como a ceruroplasmina e a tirosinase.
Reguladora: em recentes estudos os minerais como Ca, Zn e I, têm sido encontrados em processos de regulação na replicação e diferenciação celular.
As exigências de minerais em bovinos variam de acordo com o tipo e nível de produção, a idade do animal, a raça e o grau de adaptação dos animais, o nível e a forma química do mineral no alimento, e suas relações com os outros nutrientes da dieta (MCDOWELL, 1999).
A base alimentar de bovinos constitui-se quase que exclusivamente de pastagens nativas. A composição florística é variável em função de gradientes hidrotopográficos, tipo de solos e fatores antrópicos (intensidade de uso e manejo). Essa grande diversidade de ambientes e espécies forrageiras favorece a pecuária, por permitir maior seletividade de pastejo para os bovinos. (POTT, 1997)
As exigências de minerais em bovinos variam de acordo com o tipo e nível de produção, a idade do animal, a raça e o grau de adaptação dos animais, o nível e a forma química do mineral no alimento, e suas relações com os outros nutrientes da dieta (MCDOWELL, 1999).
(HARMON, 1998) relata a importância do cobre para o sistema imune, onde dietas com níveis baixos de cobre diminuem a quantidade de granulócitos, leucócitos, neutrófilos, a atividade da superóxido dismutase, reduzindo a capacidade do organismo bovino em combater às infecções. Este mesmo autor trabalhando com novilhas Holandesas 84 dias pré-parto e 105 dias pós-parto relata que o grupo suplementado com cobre (+20 ppm além da dieta basal com 6 - 7 ppm de Cu), em relação ao grupo controle, sem adição de cobre, tiveram menor número de quarto mamário infectado : 60 x 36% (P<0,05), menor infecção intramamária por maiores patógenos : 6 x 28% ( P<0,01) e tendência a menor número de células somáticas após desafio com endotoxina nos dias 1 e 4 pós parto : 2,624 x 3,954 x 10 3 / ml; 877 x 1,213 x 10 3 / ml ( P< 0,1).
O requerimento de cobre na dieta varia de 4 a 12mg/kg MS de acordo com a concentração de molibdênio e enxofre na dieta. A recomendação é de 10mg/kg de MS de cobre para bovinos de corte, se a dieta não exceder 0,25% de S e 2mg/kg de Mo. O enxofre age com o molibdênio no rúmen formando tiomolibidatos que por sua vez reagem com o cobre formando compostos insolúveis pobremente absorvidos para bovinos pastejando forragens contendo
deste solo, para saber o que esta em excesso e o que esta em falta, para este ser corrigido.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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