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Um procedimento para classificar cônicas no plano e quadráticas no espaço com base no teorema do discriminante. Ele aborda a diagonalização da forma quadrática, a determinação dos autovalores e autovetores, e a identificação da figura geométrica representada pelas equações. Além disso, são discutidos os casos especiais de elipses, parábolas e hipérbolas.
Tipologia: Notas de estudo
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Para l2 = 4, ëêé ûúù 2 2 2 2 ëêé ûúù x y = ëêé ûúù 4x 4y , donde v 2 = èçæ ø÷ö 1 2 , 1 2 Sabemos que nesta nova base de autovetores b = {v 1 , v 2 }, a forma quadrática Q(v) = [x y] ëêé ûúù 2 2 2 2 ëêé ûúù x y onde [v]a = ëêé ûúù x y se reduz a Q(v) = [x 1 y 1 ] ëêé ûúù 0 0 0 4 ëêé ûúù x 1 y 1 se [v]b = ëêé ûúù x y 3º. Passo : Agora precisamos determinar a relação que existe entre ëêé ûúù x y e ëêé ûúù x y1 e substituir o resultado na parte linear da equação dada. L(v) = [4 2 12 2 ] ëêé ûúù x y Mas, ëêé ûúù x y = [ I ] autovetores canônica ëêé ûúù x 1 y 1 Logo ëêé ûúù x
ëêé ûúù x 1 y 1 4º. Passo : A equação original se reduz a
Tornando x 2 = x 1 – 3 e y 2 = y 1 + 2, obtemos y 2 2 + 2x 2 – 6 = 0 ou finalmente x 2 = – 1 2 y 2 2 Assim, a equação acima representa a cônica em realçaão a um novo referencial R 3 , obtido por translação e podemos finalmente identificá-la como sendo uma parábola , conforme indica a Figura abaixo. A origem deste último referencial R 3 será x 2 = 0 e y 2 = 0, isto é, x 1
3 = 0 e y 1 + 2 = 0. Agora iremos formular o procedimento geral de classificação das cônicas, estabelecendo em detalhes o que deve ser feito em cada passo. Procedimento Geral de Classificação das Cônicas: Dada a equação (em coordenadas canônicas de R 2 ) Ax2 + Bxy + Cy2 + Dx + Ey + F = 0 (A ou B ou C ¹ 0), para achar que figura ela representa no plano, devemos proceder do seguinte modo: 1º. Passo : Escrevemos a equação na forma matricial:
2 C ëêé ûúù x y + [D E] ëêé ûúù x y + F = 0 2º. Passo : Diagonalizamos a forma quadrática para eliminar os termos mistos. Para isto, precisamos encontrar os autovalores l1 e l2 e os autovetores ortonormais v 1 e v 2 de
3º. Passo : Obtemos as novas coordenadas. Para isto, precisamos para substituir na equação de ëêé ûúù x y = [ I ] autovetores canônica ëêé ûúù x y 4º. Passo : Substituimos as novas coordenadas na equação, obtendo a equação na nova base {v 1 , v 2 } [x 1 y 1 ] ëêé ûúù l 1 0 0 l 2 ëêé ûúù x
y1 + [D E] [ I ] autovetores canônica ëêé ûúù x y1 + F = 0 ou seja, l 1 x 1 2 + l 2 y 1 2 + ax 1 + by 1 + F = 0 5º. Passo : Eliminamos os termos lineares das coordenadas cujos autovalores são não nulos. Temos então três casos: i) l 1 e l 2 ¹ 0 l 1 x 1 2 + ax 1 + l 2 y 1 2 + by 1 + F = 0 l 1 èçæ ø÷ö x 1 + a 2 l 1 2 – a 2 4 l 1
i) se a ¹ 0, teremos uma parábola. ii) Se a = 0, poderemos ter um par de retas paralelas, uma reta ou o vazio. (III) O caso em que l 2 = 0 é discutido de maneira análoga ao (II). Podemos resumir os resultados até aquí obtidos no seguinte teorema: Teorema: Dada uma cônica definida pela equação (*) Ax2 + Bxy + Cy2 + Dx + Ey + F =
Seja l 1 e l 2 os autovalores associados à sua forma quadrática; então: i) Se l 1. l 2 > 0 esta equação representa uma elipse, ou suas degenerações (um ponto ou o vazio) ii) Se l 1. l 2 < 0 esta equação representa uma hipérbole ou sua degeneração (par de retas concorrentes). iii) Se l 1. l 2 = 0 esta equação representa uma parábola ou suas degenerações (par de retas paralelas, uma reta ou o vazio). Podemos afirmar que o determinante associado à forma quadrática
é igual ao produto de seus autovalores l 1. l 2. Assim o sinal de l 1. l 2 é o mesmo de – èçæ ø÷ö B 2 4 – AC , que por sua vez tem o mesmo sinal de – (B 2 – 4AC). Podemos assim reescrever o teorema anterior em função do “discriminante” B 2 – 4AC. Teorema: Dada a equação: Ax 2 + Bxy + Cy 2 + Dx + Ey + F = 0, esta equação no plano representará: i) uma elipse ou suas degenerações, se B 2 – 4AC < 0 ii) uma parábola ou suas degenerações, se B 2 – 4AC = 0 iii) uma hipérbole, se B 2 – 4AC > 0 QUÁDRICAS EM R 3 Definição: Uma quádrica em R 3 é um conjunto de pontos cujas coordenadas em relação à base canônica satisfazem a equação: Ax 2 + By 2 + Cz 2 + Dxy + Eyz + Fxz + Gx + Hy + Iz + J = 0 com A ou B ou C ou D ou E ou F ¹ 0. Exemplos Elipsóide x 2 a 2 + y 2 b 2 + z 2 c 2 = 1 Hiperbolóide de uma folha x 2 a 2 + y 2