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as migrações humanas, Notas de estudo de História

Apostilas de História sobre as Migrações Humanas, Conceito de pressão demográfica, Invasões, Conceito de Emigração.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 25/11/2013

PorDoSol
PorDoSol 🇧🇷

4.5

(273)

637 documentos

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Migrações humanas
Dificuldades econômicas, políticas, sociais e religiosas, bem como fenômenos
naturais desfavoráveis, estimulam esporadicamente a transferência de pessoas
para áreas que não as de origem, na esperança de encontrarem melhores
condições de existência. O termo migrações humanas refere-se genericamente
aos fenômenos de mobilidade espacial, isto é, ao deslocamento de contingentes
humanos de uma região para outra, em caráter permanente ou temporário. O
conceito se aplica tanto às transferências de população dentro das mesmas
fronteiras políticas (migrações internas, ou intranacionais), quanto às que se
efetivam através dessas fronteiras. Neste último caso, o fenômeno é chamado
distintivamente de emigração e imigração, conforme seja considerado do ponto de
vista da origem ou do destino. Em geral, as migrações têm partido das áreas de
alta pressão demográfica para as de menor pressão demográfica. As regiões que
contam com um número excessivo de habitantes, em comparação com os
recursos existentes, se caracterizam como áreas de expulsão de contingentes
demográficos, enquanto as de menor pressão demográfica e possuidoras de
maiores recursos denominam-se áreas de atração. Ao aumentar a população, ou
diminuírem os recursos, a migração serve de instrumento para restabelecer o
equilíbrio. É necessário salientar que o conceito de pressão demográfica não deve
ser confundido com o de densidade (número de habitantes por unidade de área).
Muitas vezes, áreas densamente povoadas são focos de atração de migrantes.
Outros fatores que determinam também áreas de expulsão podem estar
relacionados a fenômenos naturais (terremotos, secas prolongadas ou erupções
vulcânicas), socioculturais (perseguições religiosas, políticas e raciais) e
principalmente econômicos (inexistência ou esgotamento de recursos naturais,
estreitamento do mercado de trabalho etc.). Historicamente, os movimentos
migratórios apresentaram-se sob as formas de invasão, conquista e colonização.
As invasões, das quais se pode citar como exemplo a ocupação do Império
Romano pelos povos germânicos a partir do século VI, acarretaram
transformações radicais em termos políticos, culturais, geográficos, sociais e
econômicos. A conquista visa à expansão do controle político e à exploração
econômica e pode ser exemplificada com as guerras napoleônicas, que
procuraram unificar a Europa sob hegemonia da França nas duas décadas que se
seguiram à revolução francesa, com o deslocamento de numerosíssima tropa por
todo o continente. A colonização, especialmente do continente americano e da
África, ocasionou a transferência de grandes contingentes demográficos para
áreas pouco povoadas. Na colonização da América o elemento negro, por
exemplo, provocou mudanças apreciáveis na composição étnica e cultural da
maioria de suas nações, o que influiu diretamente na evolução sociocultural do
continente. Muito embora os tipos mencionados de migração não tenham
desaparecido totalmente, os fenômenos migratórios mais freqüentes no mundo
atual se referem aos movimentos internacionais
de população (imigração e emigração) e aos movimentos intranacionais, ou
internos. Imigração. O conceito de imigração refere-se ao movimento de grupos
humanos que entram numa determinada região, provenientes de outras áreas,
com o objetivo de permanecer definitivamente ou por tempo relativamente longo.
De maneira geral, o país receptor, ou de imigração, apresenta maior equilíbrio
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Migrações humanas Dificuldades econômicas, políticas, sociais e religiosas, bem como fenômenos naturais desfavoráveis, estimulam esporadicamente a transferência de pessoas para áreas que não as de origem, na esperança de encontrarem melhores condições de existência. O termo migrações humanas refere-se genericamente aos fenômenos de mobilidade espacial, isto é, ao deslocamento de contingentes humanos de uma região para outra, em caráter permanente ou temporário. O conceito se aplica tanto às transferências de população dentro das mesmas fronteiras políticas (migrações internas, ou intranacionais), quanto às que se efetivam através dessas fronteiras. Neste último caso, o fenômeno é chamado distintivamente de emigração e imigração, conforme seja considerado do ponto de vista da origem ou do destino. Em geral, as migrações têm partido das áreas de alta pressão demográfica para as de menor pressão demográfica. As regiões que contam com um número excessivo de habitantes, em comparação com os recursos existentes, se caracterizam como áreas de expulsão de contingentes demográficos, enquanto as de menor pressão demográfica e possuidoras de maiores recursos denominam-se áreas de atração. Ao aumentar a população, ou diminuírem os recursos, a migração serve de instrumento para restabelecer o equilíbrio. É necessário salientar que o conceito de pressão demográfica não deve ser confundido com o de densidade (número de habitantes por unidade de área). Muitas vezes, áreas densamente povoadas são focos de atração de migrantes. Outros fatores que determinam também áreas de expulsão podem estar relacionados a fenômenos naturais (terremotos, secas prolongadas ou erupções vulcânicas), socioculturais (perseguições religiosas, políticas e raciais) e principalmente econômicos (inexistência ou esgotamento de recursos naturais, estreitamento do mercado de trabalho etc.). Historicamente, os movimentos migratórios apresentaram-se sob as formas de invasão, conquista e colonização. As invasões, das quais se pode citar como exemplo a ocupação do Império Romano pelos povos germânicos a partir do século VI, acarretaram transformações radicais em termos políticos, culturais, geográficos, sociais e econômicos. A conquista visa à expansão do controle político e à exploração econômica e pode ser exemplificada com as guerras napoleônicas, que procuraram unificar a Europa sob hegemonia da França nas duas décadas que se seguiram à revolução francesa, com o deslocamento de numerosíssima tropa por todo o continente. A colonização, especialmente do continente americano e da África, ocasionou a transferência de grandes contingentes demográficos para áreas pouco povoadas. Na colonização da América o elemento negro, por exemplo, provocou mudanças apreciáveis na composição étnica e cultural da maioria de suas nações, o que influiu diretamente na evolução sociocultural do continente. Muito embora os tipos mencionados de migração não tenham desaparecido totalmente, os fenômenos migratórios mais freqüentes no mundo atual se referem aos movimentos internacionais de população (imigração e emigração) e aos movimentos intranacionais, ou internos. Imigração. O conceito de imigração refere-se ao movimento de grupos humanos que entram numa determinada região, provenientes de outras áreas, com o objetivo de permanecer definitivamente ou por tempo relativamente longo. De maneira geral, o país receptor, ou de imigração, apresenta maior equilíbrio

entre a população e os recursos naturais existentes. Embora o fator econômico seja decisivo e determinante na análise das causas da imigração, outros aspectos de caráter sociocultural assumem grande importância na transferência de grupos humanos de um país para outro. Entre esses fatores destacam-se, na escolha do país destino, a identidade de língua, a cultura e a religião, ou ainda motivações oferecidas pelo país receptor. A segunda guerra mundial, que levou vários países a acolherem grandes levas de imigrantes, ofereceu alguns exemplos nesse sentido. A preexistência de colônias de imigrantes nos países de destino motivou a fixação dos refugiados e deslocados de guerra. O movimento imigratório é um dos fenômenos demográficos mais relevantes, seja por volume de efetivos humanos envolvidos, seja por seus efeitos sociais, econômicos, políticos e culturais. As imigrações podem apresentar-se de forma dirigida ou espontânea. Na forma dirigida, pressupõe acordos prévios entre governos, que estabelecem normas de orientação para os imigrantes, de maneira a indicá-los para determinadas áreas geográficas ou setores profissionais específicos. Nas imigrações espontâneas, os indivíduos se orientam de acordo com suas próprias aspirações e, em geral, com recursos próprios. A maioria dos países conta com organismos específicos para a execução de sua política imigratória. Dentre os efeitos imediatos da imigração, destacam-se o descongestionamento das pressões demográficas nos países de origem e a contribuição para o povoamento dos países de destino. A melhor e mais racional utilização da mão-de-obra disponível torna-se fator de elevação geral da produtividade. É conhecida a contribuição decisiva de diferentes grupos étnicos no processo de desenvolvimento do setor industrial brasileiro, sobretudo no que se refere à criação e à constante expansão dos parques industriais de São Paulo e Rio Grande do Sul. Desempenharam o mesmo papel os imigrantes europeus na industrialização argentina. No campo, o papel da imigração é bastante importante, especialmente no que se refere à difusão de novos padrões de trabalho e de vida. Lavradores japoneses, em São Paulo, promoveram uma verdadeira revolução nas técnicas agrícolas. No que diz respeito às contribuições sociais, econômicas e culturais do imigrante em suas diversas frentes de ação, o elemento que emigra leva consigo o patrimônio intangível correspondente a sua própria educação, que tanto poderá ser de nível inferior quanto de alta qualificação profissional. Emigração. Conceito oposto ao de imigração, a emigração é o movimento de saída de grupos humanos de uma determinada região com o objetivo de se estabelecerem noutra, em caráter permanente ou por tempo relativamente longo. As razões da emigração se ligam mais freqüentemente a razões de alta pressão demográfica. Quando uma região ultrapassa seu ponto ótimo populacional, verifica-se um desequilíbrio na estrutura demo-econômica (relação entre população e recursos naturais) e a emigração funciona como válvula de escape no sentido de expulsar o excedente populacional. A superpopulação causa desemprego ou subemprego, e, em casos extremos, a miséria endêmica. Em países em que a estrutura econômico-social não oferece condições para absorver o contingente populacional existente, cria-se um clima favorável à emigração. Por esse motivo, povos mediterrâneos (italianos, gregos, portugueses e espanhóis), do Oriente Médio (sírios e libaneses) e do Extremo Oriente (japoneses) tiveram durante muitos anos, na emigração, remédio contra a relação demo-econômica

consigo um passado rural estruturalmente arcaico, que dificulta ou mesmo impossibilita sua absorção, como elemento econômico, pela zona urbana. Suas possibilidades de ascensão social tornam-se limitadas e, em conseqüência, é precária a formação de mão-de-obra qualificada. Toda essa gama de variáveis é de relevância nos estudos de planejamento social e econômico das sociedades urbanas.