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Atividade de Cronica, Exercícios de Português (Gramática - Literatura)

Atividade do segundo ano do ensino medio voltado para cronica

Tipologia: Exercícios

2025

Compartilhado em 05/03/2026

guilherme-ferezim
guilherme-ferezim 🇧🇷

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1. O recreio das máscaras
No recreio, sento-me no banco perto da quadra. Meus colegas jogam bola, outros conversam animados,
e eu rio junto, como se estivesse completamente à vontade. Quem passa por nós vê apenas
adolescentes despreocupados, ocupados em parecer seguros de si. É quase uma cena ensaiada:
mochilas penduradas, passos apressados, piadas repetidas.
Por dentro, porém, sinto um vazio que não combina com o sorriso que mostro. Penso nas discussões em
casa, na sensação de não ser ouvido, e no medo de não encontrar meu lugar. Minha identidade pública
veste a roupa da normalidade, mas a privada carrega dúvidas e inseguranças que não cabem no recreio.
Enquanto o sinal toca, me levanto e sigo para a sala, ainda com o riso no rosto. Mas dentro de mim, o
silêncio continua. É curioso como o barulho do pátio pode esconder tanto.
E me pergunto: será que todos nós, ao rir no pátio, escondemos tempestades que ninguém imagina?
Talvez o recreio seja menos descanso e mais ensaio.
A prova de matemática
Entrei na sala com a prova de matemática nas mãos. Sorri para a professora, sentei-me e fingi calma.
Meus colegas comentavam sobre fórmulas, e eu concordava com a cabeça, como se estivesse confiante.
A cena parecia simples: alunos concentrados, lápis riscando o papel, silêncio pesado.
Mas dentro de mim, o coração acelerava. Eu não lembrava a fórmula, e a insegurança me dominava. A
identidade pública mostrava um estudante seguro, mas a privada era feita de medo de errar e de
vergonha de admitir que não sabia.
Enquanto escrevia qualquer coisa, pensava em como a máscara da confiança é fácil de vestir. O suor
escorria na testa, mas eu mantinha o semblante firme.
Quando entreguei a prova, respirei fundo. E fiquei pensando: quantas notas refletem mais o peso das
máscaras do que o real conhecimento?
O trabalho em grupo
Na biblioteca, discutimos o tema do trabalho. Eu falava com segurança, sugeria ideias, parecia líder. Os
colegas anotavam, e eu mantinha a postura firme, como se fosse natural estar no comando.
Por dentro, temia que minhas ideias não fossem boas. Cada palavra era um esforço para parecer
confiante. Minha identidade pública era a do aluno criativo; a privada, a do jovem inseguro.
O silêncio entre uma fala e outra parecia revelar mais do que eu queria, mas ninguém percebia. O grupo
seguia, e eu continuava a atuar.
E fiquei pensando: será que os trabalhos em grupo mostram quem somos ou apenas quem conseguimos
fingir ser?
O aniversário na escola
Na sala, os colegas cantaram parabéns para mim. Sorri, agradeci, comi o bolo, e parecia feliz. O ambiente
era leve: vozes em coro, palmas ritmadas, cheiro doce de chocolate.
Por dentro, lembrei que em casa não haveria festa, e senti o vazio que o canto não preenchia. Minha
identidade pública era a do aniversariante contente; a privada, a do adolescente que sente falta de
celebração.
O bolo parecia doce demais para disfarçar a ausência, e cada fatia era uma lembrança do que não teria
depois.
E fiquei pensando: será que os parabéns que recebemos são suficientes para preencher os silêncios que
guardamos?
O espelho do banheiro
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  1. O recreio das máscaras No recreio, sento-me no banco perto da quadra. Meus colegas jogam bola, outros conversam animados, e eu rio junto, como se estivesse completamente à vontade. Quem passa por nós vê apenas adolescentes despreocupados, ocupados em parecer seguros de si. É quase uma cena ensaiada: mochilas penduradas, passos apressados, piadas repetidas. Por dentro, porém, sinto um vazio que não combina com o sorriso que mostro. Penso nas discussões em casa, na sensação de não ser ouvido, e no medo de não encontrar meu lugar. Minha identidade pública veste a roupa da normalidade, mas a privada carrega dúvidas e inseguranças que não cabem no recreio. Enquanto o sinal toca, me levanto e sigo para a sala, ainda com o riso no rosto. Mas dentro de mim, o silêncio continua. É curioso como o barulho do pátio pode esconder tanto. E me pergunto: será que todos nós, ao rir no pátio, escondemos tempestades que ninguém imagina? Talvez o recreio seja menos descanso e mais ensaio. A prova de matemática Entrei na sala com a prova de matemática nas mãos. Sorri para a professora, sentei-me e fingi calma. Meus colegas comentavam sobre fórmulas, e eu concordava com a cabeça, como se estivesse confiante. A cena parecia simples: alunos concentrados, lápis riscando o papel, silêncio pesado. Mas dentro de mim, o coração acelerava. Eu não lembrava a fórmula, e a insegurança me dominava. A identidade pública mostrava um estudante seguro, mas a privada era feita de medo de errar e de vergonha de admitir que não sabia. Enquanto escrevia qualquer coisa, pensava em como a máscara da confiança é fácil de vestir. O suor escorria na testa, mas eu mantinha o semblante firme. Quando entreguei a prova, respirei fundo. E fiquei pensando: quantas notas refletem mais o peso das máscaras do que o real conhecimento? O trabalho em grupo Na biblioteca, discutimos o tema do trabalho. Eu falava com segurança, sugeria ideias, parecia líder. Os colegas anotavam, e eu mantinha a postura firme, como se fosse natural estar no comando. Por dentro, temia que minhas ideias não fossem boas. Cada palavra era um esforço para parecer confiante. Minha identidade pública era a do aluno criativo; a privada, a do jovem inseguro. O silêncio entre uma fala e outra parecia revelar mais do que eu queria, mas ninguém percebia. O grupo seguia, e eu continuava a atuar. E fiquei pensando: será que os trabalhos em grupo mostram quem somos ou apenas quem conseguimos fingir ser? O aniversário na escola Na sala, os colegas cantaram parabéns para mim. Sorri, agradeci, comi o bolo, e parecia feliz. O ambiente era leve: vozes em coro, palmas ritmadas, cheiro doce de chocolate. Por dentro, lembrei que em casa não haveria festa, e senti o vazio que o canto não preenchia. Minha identidade pública era a do aniversariante contente; a privada, a do adolescente que sente falta de celebração. O bolo parecia doce demais para disfarçar a ausência, e cada fatia era uma lembrança do que não teria depois. E fiquei pensando: será que os parabéns que recebemos são suficientes para preencher os silêncios que guardamos? O espelho do banheiro

No intervalo, fui ao banheiro e fiquei diante do espelho. Ajustei o cabelo, ajeitei a camiseta e ensaiei um sorriso. Quem entrasse ali veria apenas um adolescente comum, preocupado com a aparência. Mas, olhando para mim mesmo, percebi que aquele reflexo não mostrava tudo. Por trás do sorriso havia inseguranças, dúvidas sobre quem eu realmente sou e sobre como os outros me veem. A identidade pública se resume ao reflexo no espelho; a privada, ao que não aparece na superfície. Saí do banheiro e voltei ao pátio, levando comigo a pergunta que não se calava. Será que algum dia o espelho mostrará mais do que a imagem externa? O silêncio da biblioteca Na biblioteca da escola, sentei-me diante dos livros, fingindo concentração. Meus colegas passavam, alguns riam, outros procuravam títulos, e eu mantinha o olhar fixo nas páginas, como se estivesse mergulhado na leitura. Quem me via pensava que eu era estudioso, dedicado, alguém que aproveitava cada minuto para aprender. Por dentro, no entanto, minha mente estava distante. Eu não conseguia me concentrar, pensava em problemas que não tinham nada a ver com literatura ou história. A identidade pública mostrava disciplina; a privada escondia distração e ansiedade. O silêncio da biblioteca parecia perfeito para disfarçar. Ninguém percebia que, atrás do livro aberto, havia um adolescente tentando se esconder de si mesmo. E fiquei pensando: será que os livros que abrimos revelam mais sobre o que queremos mostrar do que sobre o que realmente sentimos?

  1. O corredor da escola Caminho pelo corredor com o grupo de sempre. Rimos alto, falamos de séries e de provas, como se tudo fosse leve. Quem passa por nós vê apenas adolescentes despreocupados, ocupados em parecer seguros de si. É quase uma cena ensaiada: mochilas penduradas, passos apressados, piadas repetidas. Por dentro, porém, sinto o peso da insegurança. Cada risada é um disfarce, cada palavra é medida para não revelar o medo de ser diferente. Minha identidade pública veste a máscara da confiança; a privada se esconde atrás de silêncios e pensamentos que não cabem no corredor. O barulho das conversas mistura-se ao som dos meus pensamentos, e eu sigo andando, como se fosse parte natural da cena. E me pergunto: será que o corredor é apenas um espaço de passagem ou um palco onde todos ensaiam quem querem ser?
  2. O professor de história Na aula de história, o professor faz perguntas e eu respondo com firmeza. Os colegas me olham, e eu pareço seguro, como se tivesse estudado tudo. A cena é comum: carteiras alinhadas, quadro cheio de anotações, vozes que se alternam. Por dentro, no entanto, sinto medo de errar. Cada resposta é um risco, cada palavra é uma tentativa de esconder a insegurança. Minha identidade pública é a do aluno preparado; a privada é a do jovem que teme falhar. O olhar do professor parece aprovação, mas dentro de mim há apenas dúvida. E penso: será que aprender é mais sobre decorar fatos ou sobre enfrentar os medos que não aparecem nas provas?
  3. O ônibus da volta No fim do dia, entro no ônibus escolar. Os colegas conversam, riem, contam histórias, e eu participo com frases curtas, como se estivesse animado. Quem olha de fora vê apenas um adolescente integrado, parte do grupo.

No corredor da escola, caminho com o grupo de sempre. Rimos alto, falamos de séries e de provas, como se tudo fosse leve. Quem passa por nós vê apenas adolescentes despreocupados, ocupados em parecer seguros de si. É quase uma cena ensaiada: mochilas penduradas, passos apressados, piadas repetidas. Por dentro, porém, eu carrego outra versão. A cada risada, penso no medo de não passar em matemática, na insegurança que sinto quando olho no espelho, na dúvida sobre quem realmente sou. Minha identidade pública veste a máscara da confiança, mas a privada se esconde atrás de silêncios e pensamentos que não cabem no corredor. E me pergunto: será que todos nós, ao atravessar esse espaço barulhento, estamos apenas tentando disfarçar o que realmente nos acompanha? Talvez o corredor seja menos um lugar de passagem e mais um palco de máscaras. : O trabalho em grupo Na sala de aula, o professor dividiu a turma em grupos para apresentar um seminário. Eu fiquei responsável por falar na frente da classe. Sorri, organizei os papéis e comecei a explicar, tentando parecer seguro. Os colegas me olhavam atentos, e eu mantinha a postura firme, como se fosse natural estar ali. Mas dentro de mim, o coração batia rápido, e a voz quase tremia. A identidade pública mostrava um aluno confiante, mas a privada era feita de nervosismo e medo de errar. Enquanto falava, pensava em como todos acreditavam na imagem que eu mostrava, sem imaginar o esforço que fazia para não deixar transparecer. Quando terminei, recebi aplausos tímidos e respirei aliviado. Fiquei pensando: quantas apresentações na vida são, na verdade, batalhas silenciosas? Talvez viver seja isso — aprender a equilibrar o que mostramos e o que escondemos, sem nunca revelar tudo. Entre o sorriso e o silêncio Hoje cedo, no ônibus lotado, sorri para a senhora que se sentou ao meu lado. Ela comentou sobre o calor, eu concordei com um aceno simpático. Por fora, parecia tranquilo, quase leve. O cenário era banal: pessoas espremidas, janelas abertas, o motorista reclamando do trânsito. Eu, ali, encenando a versão pública de mim mesmo — educado, paciente, sorridente. Mas dentro de mim, a cena era outra. O calor me sufocava, a pressa me corroía, e a cabeça fervilhava com preocupações que não cabiam naquele espaço apertado. Enquanto respondia com frases curtas, escondia o turbilhão que me acompanhava. É curioso como a identidade pública se veste de calma, enquanto a privada se debate em silêncio. Somos dois: o que mostramos e o que guardamos, e às vezes eles parecem desconhecidos entre si. Quando desci do ônibus, fiquei pensando: quantos sorrisos que encontro todos os dias escondem tempestades? Talvez seja essa a grande ironia da vida — convivemos com máscaras tão bem ajustadas que raramente percebemos o que há por trás. E me pergunto: será que algum dia teremos coragem de deixar o silêncio falar mais alto que o sorriso? O recreio barulhento

No recreio, sento-me no banco perto da quadra. Meus colegas jogam bola, outros conversam animados, e eu rio junto, como se estivesse completamente à vontade. Quem passa por nós vê apenas adolescentes despreocupados, ocupados em parecer seguros de si. É quase uma cena ensaiada: mochilas penduradas, passos apressados, piadas repetidas. Por dentro, porém, sinto um vazio que não combina com o sorriso que mostro. Penso nas discussões em casa, na sensação de não ser ouvido, e no medo de não encontrar meu lugar. Minha identidade pública veste a roupa da normalidade, mas a privada carrega dúvidas e inseguranças que não cabem no recreio. Enquanto o sinal toca, me levanto e sigo para a sala, ainda com o riso no rosto. Mas dentro de mim, o silêncio continua. É curioso como o barulho do pátio pode esconder tanto. E me pergunto: será que todos nós, ao rir no pátio, escondemos tempestades que ninguém imagina? Talvez o recreio seja menos descanso e mais ensaio. A prova surpresa A professora entrou na sala com uma pilha de folhas e anunciou: “Hoje teremos uma prova surpresa.” Todos reclamaram, mas eu sorri, tentando parecer tranquilo. Peguei o papel e comecei a escrever, como se estivesse preparado. Por dentro, no entanto, o coração disparou. Eu não lembrava quase nada da matéria, e cada questão parecia um desafio impossível. Minha identidade pública era a do aluno confiante; a privada, a do jovem inseguro que temia a nota vermelha. O silêncio da sala era pesado, e cada risada nervosa dos colegas parecia ecoar dentro de mim. Eu rabiscava respostas, mais preocupado em não parecer perdido do que em acertar. E pensei: será que as provas medem conhecimento ou apenas a habilidade de disfarçar o medo?

  1. O aniversário na escola Na sala, os colegas cantaram parabéns para mim. Sorri, agradeci, comi o bolo, e parecia feliz. O ambiente era leve: vozes em coro, palmas ritmadas, cheiro doce de chocolate. Por dentro, lembrei que em casa não haveria festa, e senti o vazio que o canto não preenchia. Minha identidade pública era a do aniversariante contente; a privada, a do adolescente que sente falta de celebração. O bolo parecia doce demais para disfarçar a ausência, e cada fatia era uma lembrança do que não teria depois. E fiquei pensando: será que os parabéns que recebemos são suficientes para preencher os silêncios que guardamos? O espelho da sala de dança Na aula de educação física, ensaiamos passos de dança. Eu sorria, fingia coordenação, acompanhava os colegas. Por dentro, sentia vergonha dos movimentos desajeitados, e cada passo era uma luta contra o medo de errar. Minha identidade pública era a do aluno descontraído; a privada, a do adolescente que teme ser ridicularizado. O espelho refletia apenas o corpo, não o turbilhão de pensamentos que me acompanhava. E fiquei pensando: será que dançar é mais sobre esconder inseguranças do que sobre mostrar ritmo?