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Atividade ESF e NASF, Exercícios de Saúde Pública

Conceito e função do Núcleo de Apoio a Saúde da Família (NASF) e da Estratégia de Saúde da Família.

Tipologia: Exercícios

2020

Compartilhado em 22/04/2020

isabella.tanizaki
isabella.tanizaki 🇧🇷

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IESC - Atividade ESF e NASF
Alunas: Isabella Tanizaki e Sarah Garcia
Curso: Medicina
Período: 1º semestre
1- A) Quais são os profissionais que fazem parte da equipe de Estratégia de Saúde da
Família
A Estratégia Saúde da Família (ESF) é composta por equipe multiprofissional que possui,
no mínimo, médico generalista ou especialista em saúde da família ou médico de família e
comunidade, enfermeiro generalista ou especialista em saúde da família, auxiliar ou técnico
de enfermagem e agentes comunitários de saúde (ACS).
Também equipe de Saúde Bucal, composta por cirurgião-dentista generalista ou
especialista em saúde da família, auxiliar e/ou técnico em Saúde Bucal.
O número de ACS deve ser suficiente para cobrir 100% da população cadastrada, com um
máximo de 750 pessoas por agente e de 12 ACS por equipe de Saúde da Família, não
ultrapassando o limite máximo recomendado de pessoas por equipe.
Cada equipe de Saúde da Família deve ser responsável por, no máximo, 4.000 pessoas de
uma determinada área, que passam a ter corresponsabilidade no cuidado com a saúde.
1- B) Qual o papel de cada profissional na equipe da ESF
- Agente Comunitário:
I - Desenvolver ações que busquem a integração entre a equipe de saúde e a
população adscrita à UBS, considerando as características e as finalidades do
trabalho de acompanhamento de indivíduos e grupos sociais ou coletividade;
II - Trabalhar com adscrição de famílias em base geográfica definida, a microárea;
III - Estar em contato permanente com as famílias desenvolvendo ações educativas,
visando à promoção da saúde e à prevenção das doenças, de acordo com o
planejamento da equipe;
IV - Cadastrar todas as pessoas de sua microárea e manter os cadastros
atualizados;
V - Orientar famílias quanto à utilização dos serviços de saúde disponíveis;
VI - Desenvolver atividades de promoção da saúde, de prevenção das doenças e de
agravos, e de vigilância à saúde, por meio de visitas domiciliares e de ações
educativas individuais e coletivas nos domicílios e na comunidade, mantendo a
equipe informada, principalmente a respeito daquelas em situação de risco;
VII - Acompanhar, por meio de visita domiciliar, todas as famílias e indivíduos sob
sua responsabilidade, de acordo com as necessidades definidas pela equipe;
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IESC - Atividade ESF e NASF Alunas: Isabella Tanizaki e Sarah Garcia Curso: Medicina Período: 1º semestre 1- A) Quais são os profissionais que fazem parte da equipe de Estratégia de Saúde da Família A Estratégia Saúde da Família (ESF) é composta por equipe multiprofissional que possui, no mínimo, médico generalista ou especialista em saúde da família ou médico de família e comunidade, enfermeiro generalista ou especialista em saúde da família, auxiliar ou técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde (ACS). Também há equipe de Saúde Bucal, composta por cirurgião-dentista generalista ou especialista em saúde da família, auxiliar e/ou técnico em Saúde Bucal. O número de ACS deve ser suficiente para cobrir 100% da população cadastrada, com um máximo de 750 pessoas por agente e de 12 ACS por equipe de Saúde da Família, não ultrapassando o limite máximo recomendado de pessoas por equipe. Cada equipe de Saúde da Família deve ser responsável por, no máximo, 4.000 pessoas de uma determinada área, que passam a ter corresponsabilidade no cuidado com a saúde. 1- B) Qual o papel de cada profissional na equipe da ESF

- Agente Comunitário: I - Desenvolver ações que busquem a integração entre a equipe de saúde e a população adscrita à UBS, considerando as características e as finalidades do trabalho de acompanhamento de indivíduos e grupos sociais ou coletividade; II - Trabalhar com adscrição de famílias em base geográfica definida, a microárea; III - Estar em contato permanente com as famílias desenvolvendo ações educativas, visando à promoção da saúde e à prevenção das doenças, de acordo com o planejamento da equipe; IV - Cadastrar todas as pessoas de sua microárea e manter os cadastros atualizados; V - Orientar famílias quanto à utilização dos serviços de saúde disponíveis; VI - Desenvolver atividades de promoção da saúde, de prevenção das doenças e de agravos, e de vigilância à saúde, por meio de visitas domiciliares e de ações educativas individuais e coletivas nos domicílios e na comunidade, mantendo a equipe informada, principalmente a respeito daquelas em situação de risco; VII - Acompanhar, por meio de visita domiciliar, todas as famílias e indivíduos sob sua responsabilidade, de acordo com as necessidades definidas pela equipe;

- Auxiliar e Técnico de Enfermagem Este profissional da equipe acompanha as visitas domiciliares com maior frequência e, entre as atribuições listadas abaixo, é o principal responsável pelas ações educativas na unidade. É de sua competência: I - Participar das atividades de assistência básica, realizando procedimentos regulamentados no exercício de sua profissão na Unidade de Saúde Familiar (USF) e, quando indicado ou necessário, no domicílio e/ou nos demais espaços comunitários (escolas, associações etc.); II - Realizar ações de educação em saúde a grupos específicos e a famílias em situação de risco, conforme planejamento da equipe; e III - Participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado funcionamento da USF. - Enfermeiro: I - Realizar assistência integral (promoção e proteção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde) aos indivíduos e famílias na USF e, quando indicado ou necessário, no domicílio e/ou nos demais espaços comunitários (escolas, associações etc.), em todas as fases do desenvolvimento humano: infância, adolescência, idade adulta e terceira idade; II - Conforme protocolos ou outras normativas técnicas estabelecidas pelo gestor municipal ou do Distrito Federal, observadas as disposições legais da profissão, realizar consulta de enfermagem, solicitar exames complementares e prescrever medicações; III - Planejar, gerenciar, coordenar e avaliar as ações desenvolvidas pelos ACS; IV - Supervisionar, coordenar e realizar atividades de educação permanente dos ACS e da equipe de enfermagem; V - Contribuir e participar das atividades de Educação Permanente do Auxiliar de Enfermagem, Auxiliar de Consultório Dentário (ACD) e Técnico em Higiene Dental (THD); e VI - Participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado funcionamento da USF. - Médico: I - Realizar assistência integral (promoção e proteção da saúde, prevenção de agravos,diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde) aos indivíduos e famílias em todas as fases do desenvolvimento humano: infância, adolescência, idade adulta e terceira idade; II - Realizar consultas clínicas e procedimentos na USF e, quando indicado ou necessário, no domicílio e/ou nos demais espaços comunitários (escolas, associações etc.); III - Realizar atividades de demanda espontânea e programada em clínica médica, pediatria, gineco-obstetrícia, cirurgias ambulatoriais, pequenas urgências clínico cirúrgicas e procedimentos para fins de diagnósticos;

I - Realizar diagnóstico com a finalidade de obter o perfil epidemiológico para o planejamento e a programação em saúde bucal; II - Realizar os procedimentos clínicos da Atenção Básica em saúde bucal, incluindo atendimento das urgências e pequenas cirurgias ambulatoriais; III - Realizar a atenção integral em saúde bucal (promoção e proteção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde) individual e coletiva a todas as famílias, a indivíduos e a grupos específicos, de acordo com planejamento local, com resolubilidade; IV - Encaminhar e orientar usuários, quando necessário, a outros níveis de assistência, mantendo sua responsabilização pelo acompanhamento do usuário e o segmento do tratamento; V - Coordenar e participar de ações coletivas voltadas à promoção da saúde e à prevenção de doenças bucais; VI - Acompanhar, apoiar e desenvolver atividades referentes à saúde bucal com os demais membros da Equipe de Saúde da Família, buscando aproximar e integrar ações de saúde de forma multidisciplinar; VII - Contribuir e participar das atividades de educação permanente do THD, do ACD e do ESF; VIII - Realizar supervisão técnica do THD e do ACD; e IX - Participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado funcionamento da USF. 2- Qual a importância desses profissionais realizarem o trabalho como uma equipe? cite um exemplo da literatura sobre o trabalho em equipe A importância do trabalho em equipe na ESF (Estratégia Saúde da Família) é ressaltada, principalmente, pelo aspecto de integralidade nos cuidados de saúde. Considerado um dos princípios doutrinários do Sistema Único de Saúde (SUS), a integralidade reveste-se, no decorrer dos anos 90, e principalmente nesse início de século, de uma importância estratégica ímpar para a consolidação de um novo modelo de atenção à saúde no Brasil. Para alguns autores, deve ser pensada como uma imagem-objetivo, portanto polissêmica, com variados sentidos. Essencialmente, trabalhamos com a concepção de integralidade como uma dimensão/valor das práticas de saúde. Além de contribuir nessa organização, a integralidade busca uma apreensão ampliada das necessidades de saúde da população atendida. Portanto, pode ser entendida como um "tipo de marcador contínuo" que pode incluir os aspectos objetivos e subjetivos resultantes da interação/relação dos atores em suas práticas no cotidiano das instituições. O trabalho em equipe tem como objetivo a obtenção de impactos sobre os diferentes fatores que interferem no processo saúde-doença. A ação interdisciplinar pressupõe a possibilidade da prática de um profissional se reconstruir na prática do outro, ambos sendo transformados para a intervenção na realidade em que estão inseridos. Assim, a abordagem integral dos indivíduos/famílias é facilitada pela soma de olhares dos distintos profissionais que compõem as equipes interdisciplinares. Dessa maneira, pode-se obter um maior impacto sobre os diferentes fatores que interferem no processo saúde- doença. É sempre bom lembrar que a estruturação do trabalho em equipes

multiprofissionais no PSF (Programa de Saúde da Família), por si só, não garante uma ruptura com a dinâmica médico-centrada; para tanto, há necessidade de dispositivos que alterem a dinâmica do trabalho em saúde, nos fazeres do cotidiano de cada profissional 8. Há que se identificar, nessas equipes, os elementos que configurariam uma nova lógica no agir desses profissionais e na forma como se produz o cuidado em saúde. CASO:

O trabalho em equipe e os aspectos idealizados

pelos diferentes profissionais

Nesta subcategoria foram abordadas questões como

conceito e percepções dos profissionais sobre

aspectos facilitadores do trabalho em equipe, além de

comportamentos e papéis dos membros que

compõem as equipes da ESF.

O trabalho em equipe tem que ter comunicação aberta e direta, sinceridade, união, colaboração. Nem sempre as ideias vão convergir, mas no momento que há divergência de ideias a gente pode sempre pontuar para tentar balancear qual é a ideia melhor e depois entrar em um consenso. Sempre temos que ouvir todo mundo, temos que trabalhar para uma mesma direção. (E3-Enf) Primeiro encarar a equipe como se fosse extensão da sua família! Nós passamos muito tempo juntos, não podemos nos apegar a "picuinhas"! Nós somos diferentes, cada um tem suas características, mas temos que ter compreensão, amor! (E7-Med)

Além das questões expressas nos excertos acima, os

entrevistados também relataram que o trabalho em

equipe está intimamente relacionado ao

cooperativismo e união na realização de tarefas, de

modo que a equipe sempre compartilha de objetivos

comuns e busca cumprir metas com respeito, troca

de conhecimento e tolerância.

Cada um na sua atribuição para um bem comum! Isso é trabalho em equipe! (E7-Med)

Ainda ficou evidenciado que os participantes

reconhecem o enfermeiro como líder da equipe, o que

justificam pelo fato de ser o profissional que planeja

as atividades e coordena a ações, além de ser

conciliador e detentor das informações.

B) Quais profissionais que podem compor esse núcleo? A composição de cada um dos NASF será definida pelos gestores municipais, seguindo os critérios de prioridade identificados a partir dos dados epidemiológicos e das necessidades locais e das equipes de saúde que serão apoiadas. Profissionais que podem compôr a equipe: ● Arte educador (profissional com formação em arte e educação) ● Assistente social ● Educador físico ● Farmacêutico ● Fisioterapeuta ● Fonoaudiólogo ● Médico Acupunturista ● Geriatra ● Ginecologista/Obstetra ● Homeopata ● Pediatra ● Psiquiatra ● Médico Internista (clínica médica) ● Médico do trabalho ● Médico Veterinário ● Nutricionista ● Psicólogo ● Terapeuta Ocupacional ● Profissional de saúde sanitarista (graduado na área de saúde com pós-graduação em saúde pública ou coletiva ou graduado diretamente em uma dessas áreas) C) Qual o papel do NASF na Estratégia de Saúde da Família? O NASF tem como objetivo ampliar a abrangência e o escopo das ações da atenção primária/básica, bem como sua resolutividade. Além disso, pode contribuir para a integralidade do cuidado aos usuários do SUS, qualificando a prática clínica dos profissionais. E, também, auxiliar no aumento da capacidade de análise e de intervenção sobre problemas e necessidades de saúde, tanto em termos clínicos quanto sanitários e ambientais dentro dos territórios. O NASF pode atuar com as equipes de Saúde da Família (eSF), de maneira integrada e apoiando-as com base nas diretrizes do apoio matricial, compondo ações para faixas etárias e necessidades em saúde variadas. A atuação dos profissionais do NASF deve se dar de maneira colaborativa com as equipes de Saúde da Família, dividindo a responsabilidade sobre a situação de saúde de seu território. São considerados exemplos de ações de apoio matricial: ● Discussão de casos. ● Atendimentos compartilhados (NASF + ESF vinculada). ● Atendimentos individuais do profissional do NASF precedida ou seguida de discussão com a ESF.

● Ações de educação permanente. ● Intervenções no território e na saúde de grupos. ● Ações intersetoriais. ● Ações de prevenção e promoção da saúde. ● Discussão do processo de trabalho das equipes.