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Lazer, Aprendizagem e Inclusão de Crianças com Deficiência: Um Desafio Interdisciplinar, Trabalhos de Educação avançada

Este documento discute o tema da inclusão e acessibilidade de crianças com deficiência em diferentes contextos, como lazer, educação e sociedade. Ele aborda a importância da igualdade de direitos e a necessidade de eliminar barreiras para que essas crianças possam participar plenamente da sociedade. O texto também apresenta o projeto lia, que busca a implantação de brinquedos adaptados em parques públicos para promover a verdadeira inclusão.

Tipologia: Trabalhos

2020

Compartilhado em 22/04/2022

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PEDAGOGIA - LICENCIATURA
LOUISE GONÇALVES DOS SANTOS KOVALSKI
ATIVIDADE INTERDISCIPLINAR:
Lazer, Aprendizagem, Inclusão e Acessibilidade de crianças com deficiência
PONTA GROSSA
2020
LOUISE GONÇALVES DOS SANTOS KOVALSKI
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PEDAGOGIA - LICENCIATURA

LOUISE GONÇALVES DOS SANTOS KOVALSKI

ATIVIDADE INTERDISCIPLINAR: Lazer, Aprendizagem, Inclusão e Acessibilidade de crianças com deficiência PONTA GROSSA 2020 LOUISE GONÇALVES DOS SANTOS KOVALSKI

ATIVIDADE INTERDISCIPLINAR: Lazer, Aprendizagem, Inclusão e Acessibilidade de crianças com deficiência Trabalho Interdisciplinar do 1º semestre apresentado à Universidade Norte do Paraná - UNOPAR, como requisito parcial para a obtenção de média semestral nas disciplinas de Educação Inclusiva, Libras – Língua Brasileira de Sinais, Educação e Tecnologia, Homem, Cultura e Sociedade, Práticas Pedagógicas: Identidade Docente, Educação a Distância. Tutora Orientadora:Erika dos Santos Miranda Guimaraes PONTA GROSSA 2020 SUMÁRIO

infelizmente mesmo com o passar do tempo muitas pessoas ainda carregam os pensamentos antigos. Vivemos o princípio da igualdade, mas não que com o pensamento de que todos temos que ser iguais, mas sim referente a igualdade de direitos. “Igualdade não é tratar a todos da mesma forma e sim atuar de maneira a facilitar ou não impedir que cada pessoa tenha acesso aos direitos.” (LOPES e GARCEZ, 2019, p.17). Mas mesmo tendo a igualdade como princípio as pessoas deficientes sempre sofreram muito, por preconceito, pelo simples fato das pessoas não compreenderem que mesmo com suas diferenças elas continuam sendo humanas, e que em nosso contexto social devemos ajudá-las a sempre evoluir. Na trajetória da humanidade muitas barbáries aconteceram a inocentes, o preconceito falou mais alto e pessoas pagaram com suas vidas por causa de sua cor, raça, deficiências e afins. As pessoas com deficiência são as que mais vem sofrendo ao longo de nossa história, passando por momentos de abandono, extermínio, segregação, exclusão, interação e inclusão. O Surgimento das Leis de igualdade. Logo após a segunda guerra mundial, os países estavam destruídos e totalmente desestruturados, e era preciso que fosse feito algo para garantir os direitos mínimos de sobrevivência para a população. Com isso surge a Declaração dos Direitos Humanos (1948). Todas as nações do mundo se comprometeram com esses ideias, fazendo valer esses direitos sem distinção de raça, cor, sexo, língua, deficiência, religião, opinião política ou qualquer outra condição. Todos somos seres humanos, e temos direito a uma vida plena e respeitosa. A Declaração dos Direitos Humanos defende políticas universais e focalizadas como igualdade em direitos e dignidade e uma educação como direito para todos, conforme os Art.1 e o Art. 26: Artigo 1

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade. (...) Artigo 26

  1. Todo ser humano tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito. Mesmo tendo esses direitos garantidos, às pessoas com deficiência ainda lutaram muito para alcançá-los verdadeiramente, passando por várias convenções, e tendo diversas declarações. No Brasil, também em 2015, foi sancionada a lei nº13.146, o Estatuto da Pessoa com Deficiência, a lei brasileira de inclusão, que adota a definição de deficiência dentro das perspectivas sociais. Art. 2o Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.(BRASIL, Lei 13.146 de 6 de julho de 2015) Essa lei foi um marco para as pessoas com deficiência, pois ela é um dos pontos chaves essenciais para que esses indivíduos possam exercer seus diversos direitos na sociedade e na convivência com os outros indivíduos. No âmbito da educação a luta pela inclusão e seus desafios são diversos, por exemplo, cabe a cada instituição fazer as adaptações necessárias de acessibilidade para acolher os alunos público alvo da educação especial (PAEE). Nenhuma escola pode se recusar a realizar a matrícula de um aluno com deficiência, tanto pública quanto particular, também não se deve cobrar nenhuma taxa extra para a contratação de professores de apoio ou para qualquer outro tipo de mudanças que devem ser realizadas na escola para que ela possa receber essa criança. Essas práticas podem ser consideradas crimes gerando multa para a instituição ou até mesmo a prisão do gestor, podendo ser de 2 a 5 anos de pena.

"Criança com deficiência precisa sim de terapias, remédios, cuidados especiais, mas precisa acima de tudo Ser Criança!" (Site Projeto LIA) Exclusão de pessoas com deficiência em qualquer lugar, seja ele dentro de alguma instituição ou em locais públicos é uma forma intolerável de discriminação e preconceito, considerando uma violação dos direitos fundamentais de inclusão das pessoas com deficiência. Quando essa exclusão ocorre por conta de que o poder público não está adaptando todos os espaços, seja ele de lazer ou não, para a acessibilidade acontecer mostra o verdadeiro descaso com essa classe, e isso não pode ser tolerado. Hoje temos muitas tecnologias que vem auxiliando a vida das pessoas que possuem alguma deficiência. O termo utilizado para identificar todo o arsenal de recursos e serviços é tecnologia assistiva, elas vêm para proporcionar ou ampliar as habilidades funcionais dessas pessoas, auxiliando em uma vida mais independente e inclusiva com a sociedade. Os recursos da tecnologia assistiva, tem o objetivo de promover a funcionalidade, engloba produtos, recursos, metodologia, estratégia, práticas e serviços, seus recursos são muito variados, podendo ser desde uma simples bengala até um complexo sistema de computador, incluído em brinquedos e roupas adaptadas. As tecnologias assistivas são separadas por categorias, essa classificação se da pela organização desta área de conhecimento, e servirá ao estudo pesquisa, desenvolvimento, promoção de políticas públicas, organização de serviços, catalogação e formação de banco de dados para identificação dos recursos que serão mais apropriados ao atendimento da necessidade funcional de determinada pessoa. As categorias são as seguintes:

  1. Auxílio para a vida diária;
  2. Comunicação aumentativa e alternativa;
  3. Recursos de acessibilidade ao computador;
  4. Sistemas de controle de ambiente;
  5. Projetos arquitetônicos para acessibilidade;
  6. Órteses e próteses;
  7. Adequação Postural;
  1. Auxílios de mobilidade;
  2. Auxílios para cegos ou com visão subnormal;
  3. Auxílios para surdos ou com déficit auditivo;
  4. Adaptações em veículos; Muitos desses recursos podem ser encontrados nas escolas, nas salas direcionadas para ofertar o atendimento educacional especializado (AEE), essas salas são ambientes com equipamentos, mobiliários e materiais didáticos e pedagógicos que geralmente fazem parte da tecnologia assistiva. Podemos utilizar esses recursos também para o lazer, com os brinquedos adaptados nos parques, brinquedos que nossos filhos podem ter em casa, atividades recreativas em que todos possam ter a possibilidade de participar, adaptações arquitetônicas em teatros, cinemas, e prédios públicos e privados para todos terem acesso. A luta pela verdadeira inclusão não deve parar, ainda temos um jornada longa pela frente, mas juntos essa conquista fica mais fácil, e assim teremos uma sociedade mais justa e inclusiva para todos aqueles que fazem parte dela. 3. CONCLUSÃO Nosso papel como humanos é auxiliar a evolução e o conhecimento do próximo, independente de qualquer situação. Ao longo de toda a nossa história preconceitos e discriminações levaram o ser humano a cometer atos desumanos para com o seu próximo. Leis foram implementadas para manter os direitos mínimos de sobrevivência a população mundial. O mundo prega a igualdade em direitos para todos, independente de sua cor, raça, sexo, religião, deficiência. Mas a luta pela verdadeira igualdade vem de muito tempo, e até hoje lutamos para conseguir esses direitos básicos. A luta pela acessibilidade das pessoas com deficiência vem ocorrendo a anos.A inclusão de alunos público alvo da educação especial no meio escolar regular deve acontecer em todos os ambientes da escola, dentro e fora da sala de aula, tanto na hora da aprendizagem quanto na hora da recreação, a adaptação para a acessibilidade é garantido por lei, e não deve ser cobrado nenhum valor dos alunos para a realização dos mesmos. Fora do âmbito escolar encontramos diversas barreiras para a inclusão das pessoas com deficiência, é muito difícil encontrarmos parques e praças com brinquedos adaptados para que as crianças com deficiência possam brincar com segurança.