














































































Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Apostilas de cursos livres para Atividades complementares.
Tipologia: Slides
1 / 86
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!















































































Conteúdo Programático: O Brinquedo e a Brincadeira no Desenvolvimento Infantil A Brinquedoteca: o que significa? Contexto Histórico da Brinquedoteca As funções da Brinquedoteca Entendendo a Brinquedoteca Como montar uma Brinquedoteca Ensinando com a Brinquedoteca As 8 Fases da Inteligência e como estimulá-la Os melhores brinquedos e jogos para alfabetização e memória O Lugar do Lúdico na Aprendizagem Formação do Educador para atuar na Brinquedoteca Bibliografia/Links Recomendados
desenvolvimento físico, mental e cultural do ser humano. Pensando neste propósito de interação e em resgatar momentos de descontração para as crianças devido à falta de tempo e recursos financeiros que os pais, por vezes, não têm, percebem a necessidade de criar uma brinquedoteca dentro das escolas, nos hospitais, creches e locais públicos, que irá desenvolver atividades lúdicas, principalmente com educandos da educação infantil. Este espaço deve ser criado para enriquecer a aprendizagem dos alunos, resgatarem diversas culturas acerca do brinquedo, contextualizar cada atividade, proporcionar o desenvolvimento cognitivo e intelectual, transformar este ambiente, que deve ser amplo, arejado, confortável, um lugar que eles encontrarão livros infantis, jogos interativos, atividades lúdicas e músicas de vários ritmos. A brinquedoteca deve estar repleta de brinquedos, CD’s e livros em várias quantidades, de modo que os usuários possam tanto utilizá-los no próprio local ou tomá-los emprestado. Esta atitude fará com que a criança desde pequena seja responsável e aprenda a cuidar dos seus objetos. Sendo assim, uma brinquedoteca não deve ser construída com simples o intuito de “passar o tempo”, mas sim, de aproveitá-lo juntos às crianças, sem esquecer-se da presença fundamental do educador devidamente capacitado, com espírito inovador que atenda todos os alunos, que cuide dos diversos detalhes necessários para o enriquecimento da brinquedoteca. Este curso abordará o assunto sobre brinquedoteca em diversos aspectos, e a importância do brincar, com o objetivo de revisar a contribuição da brinquedoteca na educação Infantil sob um olhar pedagógico e a importância dos educandos aprenderem de forma lúdica e interdisciplinar, a formação do brinquedista, como surgiram as brinquedotecas e de que modo desenvolver um projeto para sua criação, utilizando como referências, Vigotski (1998) Kishimoto (1996), Santos (2002) Cunha (1992), entre outros. A importância do brincar
O brincar é importante para o desenvolvimento cognitivo e intelectual das crianças. E brincando que eles aprendem a agir, constrói seus conceitos e princípios morais e sociais. O ato de brincar é importante para o desenvolvimento infantil, pois ao entrar em contato com os brinquedos a criança tem a oportunidade de substituir objetos reais, como por exemplo, uma cozinha de brinquedo, mesinhas, carrinhos, quadro de giz etc. Conforme ensina Friedman (1992), as brincadeiras contribuem de forma significativa para a interação entre as crianças e os adultos, em que podem experimentar novos comportamentos e inserí-los em seu contexto social. Bons exemplos disso são as brincadeiras em grupo, como pique-pega, pique-esconde, teatrinhos, amarelinha, etc. As brincadeiras se apresentam de diversas formas, variando de acordo com os costumes regionais, gerações e também a idade das crianças. Nesse sentido, esta autora ensina que: A brincadeira constitui-se, basicamente, em um sistema que integra a vida social das crianças. Caracteriza-se por ser transmitida de forma expressiva de uma geração a outra ou aprendida nos grupos infantis, na rua, nos parques, escolas, festas, etc., incorporada pelas crianças de forma espontânea, variando as regras de uma cultura a outra (ou de um grupo a outro); muda a forma, mas não o conteúdo da brincadeira; o conteúdo refere-se aos objetivos básicos da brincadeira; a forma é a organização da brincadeira no que diz respeito aos objetos ou brinquedos, espaço, temática, números de jogadores, etc.(FRIEDMANN, 1992) É um tanto quanto impreciso definir o brinquedo apenas como instrumento que confere sensação de prazer às crianças, e esquecer-se de uma de suas funções primordiais, que é a de colaborar com o desenvolvimento intelectual das mesmas, nesse sentido Vygotsky (1998) afirma que: No entanto, enquanto o prazer não pode ser visto como uma característica definidora do brinquedo, parece-me que as teorias que ignoram o fato de que o brinquedo preenche necessidades da criança, nada mais são do que uma intelectualização pedante da atividade de brincar. Referindo-se ao desenvolvimento da
criança aprende a agir, constrói seus primeiros conceitos, substituindo o que é real pelo lúdico, tudo inserido em um processo que envolve fatores como sensibilidade, percepção, atividades e interação. O brincar na aprendizagem infantil As brincadeiras são ferramentas indispensáveis quando se fala em lúdico, trazem para as pessoas uma visão diferente do mundo, facilitando a criatividade e a independência, estimulando a imaginação e a forma com que as crianças se expressam. E importante ressaltar que são maneiras de ensinar a elas as regras de convívio social. De acordo com Oliveira (2007) A brincadeira permite a construção de novas possibilidades de ação e formas inéditas de arranjar os elementos do ambiente. Os objetos manipulados na brincadeira, especialmente, são usados de modo simbólico, como um substituto para outros, por intermédio de gestos imitativos reprodutores das posturas, expressões e verbalizações que ocorrem no ambiente da criança. É teoria correta que as crianças aprendem brincando, assim como também não resta dúvidas de que elas sejam consciente ou inconscientemente com todo e qualquer tipo de experiência. Contudo, há uma delicada diferença sobre a natureza da aprendizagem ao longo do desenvolvimento infantil. Nesse sentido Antunes (2003) leciona: As crianças até três anos de idade, quando jogam, não percebem nessa ação qualquer diferença com o que os adultos consideram trabalho. Vivem a fase que Piaget chamava de anomia e, dessa forma, não podem compreender regras. Assim adoram ajudar a mãe a varrer a casa ou fazer bolos não porque exista valor ou utilidade nessas ações, mas porque são essas atividades interessantes e divertidas. Essa forma de pensar, entretanto, modifica-se e já a partir dos quatro a cinco anos é que buscam benefícios através do jogo, mesmo que estes sejam à elogio por sua ação. A partir dessa idade, como Piaget sugere, o jogo pode contribuir para desenvolver formas mais complexas de pensamento na medida em que são levadas a se empenharem
em refletir sobre seu procedimento. Para este mesmo autor, por esse motivo é que o jogo deve ser seguido de uma reflexão acerca de suas regras, acerca do que é ou não permitido para as pessoas que dele estão participando. É nesse ínterim que se insere a figura do educador infantil, que se transforma num elo entre a brincadeira e o seu significado, não perdendo a chance de atuar alguém que facilita o debate entre os jogadores, que em grupo obterão sua aprendizagem. Um bom exemplo é um teatrinho com fantoches, que ao abordar valores como amizade, solidariedade, bondade, tem imensa influência ao ser assistido, mas maior poder ainda ao se discutir sobre o mesmo, e sob o que se quis transmitir. Neste contexto com Antunes (2003): Essa relação entre os jogos e a aprendizagem significativa destacar que a boa escola não é necessariamente aquela que possui uma quantidade enorme de caríssimos brinquedos eletrônicos ou jogos ditos educativos, mas que disponha de uma equipe de educadores que saiba como utilizar a reflexão que o jogo desperta, saiba fazer de simples objetos naturais uma oportunidade de descoberta e exploração imaginativa. Assim, o jogo se torna importante instrumento para o ensino, ao passo que desperta o interesse do aluno, auxilia no seu processo de desenvolvimento, tanto pessoal quanto social. Ele é compreendido como uma atividade cujo objetivo é desvendar os segredos da vida e construir um instante de empolgação e felicidade na difícil tarefa da aprendizagem e evolução biológica humana. Portanto, brincar nada mais é do que extrair da vida nenhum outro objetivo que não seja ela mesma. O Brinquedo e a Brincadeira no Desenvolvimento Infantil A tendência de uma criança muito pequena é satisfazer seus desejos (WINNICOTT 1971, p. 9) imediatamente, o intervalo entre um desejo e a sua satisfação é extremamente curto. Na idade pré-escolar surge uma grande quantidade de tendências e desejos não possíveis de serem realizadas de imediato. As necessidades não realizáveis imediatamente não se desenvolvem durante os anos escolares também não existiriam os brinquedos, uma vez que eles parecem ser inventados
Ação e significado do brinquedo Dentro da nossa experiência com crianças percebemos que é enorme a influência do brinquedo no desenvolvimento da mesma. Para uma criança com menos de três anos de idade é essencialmente impossível envolver-se numa situação imaginária, uma vez que isso seria uma forma nova de comportamento que liberaria a criança das restrições impostas pelo ambiente imediato. O comportamento de uma criança muito pequena é determinado, de maneira considerável. E o de um bebê, de maneira absoluta. É no brinquedo que a criança aprende a agir numa esfera cognitiva ao invés de numa esfera visual externa, dependendo das motivações e tendências internas, e não dos incentivos fornecidos pelos objetos externos. Os objetos têm uma tal força motivadora inerente, no que diz respeito às ações de uma criança muito pequena, e determinam tão extensivamente o comportamento da criança. Ainda, segundo Vygotsky(1988), a criança vê um objeto, mas age de maneira diferente em relação aquilo que vê. Assim, é alcançada uma condição em que a criança começa a agir independentemente daquilo que ela vê. Na idade pré-escolar ocorre, pela primeira vez, uma divergência entre os campos do significado e da visão. No brinquedo, o pensamento está separado dos objetos e a ação surge das idéias e não das coisas. A ação regida por regras começa a ser determinada pelas idéias e não pelos objetos. A criança não consegue, ainda, separar o pensamento do objeto real. A debilidade da criança está no fato de que, para imaginar um cavalo, ela precisa delinir a sua ação usando um cavalo-de- pau como pivô. Para a criança, o objeto é dominante na razão objeto/significado e o significado subordina-se a ele. No momento crucial em que, por exemplo, um cabo de vassoura torna-se pivô da separação do significado cavalo do cavalo real, essa razão se inverte e o significado passa a predominar, resultando na razão significado/objeto.
Um símbolo é um signo, mas o cabo de vassoura não funciona como signo de um cavalo para criança, a qual seu significado. No brinquedo, o significado torna-se o ponto central e os objetos são deslocados de uma posição dominante para uma posição subordinada. O brinquedo cria na criança uma nova forma de desejos. Ensina desejar, relacionando seus desejos a um eu fictício, ao seu papel no jogo e suas regras. Dessa maneira, as maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo, aquisições que no futuro tornar-se-ão seu nível básico da ação-real e moralidade (VYGOTSKY, 1988). No brinquedo, a criança opera com significados desligados dos objetos e ações observadas quais estão habitualmente vinculados; entretanto, uma contradição muito interessante surge, uma vez que no brinquedo, ela inclui, também, ações reais e objetos reais. Isto caracteriza a natureza de transição da atividade do brinquedo, é um estágio entre as restrições puramente situacionais da primeira infância e o pensamento adulto, que pode ser totalmente desvinculado de situações reais. A criação de uma situação imaginária é a primeira manifestação da emancipação da criança em relação às restrições situacionais. Brincadeira é coisa séria A brincadeira para a criança não representa apenas divertimento, recreação, ocupação do tempo livre, afastamento da realidade. Brincar não é ficar sem fazer nada, como pensam alguns adultos, é uma ayividade pela qual a criança desenvolve potencialidades, descobre papéis sociais, limites, experimenta novas habilidades, forma um novo conceito de si mesma, aprende a viver e avança para novas etapas de domínio do mundo que a cerca. A criança se empenha durante as suas atividades do brincar da mesma maneira que se esforça para aprender a andar, a falar, a comer etc. Brincar de faz de conta, de amarelinha, de roda, de esconde-esconde, de dominó, de jogo de cambio são situações que vão sendo gradativamente substituídas por outras, à medida que o interesse é transferido para diferentes tipos de jogos, no entanto todos eles são tratados com a seriedade respectiva, seriedade que pode ser voluntária ou involuntária.
vida séria, onde as regras válidas são aquelas "combinadas pelo grupo". Por isso o distanciamento surge voluntariamente. Portanto, brincar é o trabalho da criança, um ato muito sério, e por meio de suas conquistas no jogo, ela afirma seu sei, proclama seu poder e sua autonomia, explora o mundo, faz pequenos ensaios, compreende e assimila gradativamente suas regras e padrões, absorve esse mundo em doses pequenas e toleráveis. Dessa forma, nenhuma criança brinca só para passar o tempo, sua escolha é motivada por processos íntimos, desejos, problemas, ansiedades. O que está acontecendo com a mente da criança determina sua atividade lúdica; brincar é sua linguagem secreta, que se deve respeitar mesmo se não a entende, então faz-se necessário que o professor/educador fique atento, para oferecer possibilidades e situações de jogos/brincadeiras, é imprescindível que as suas aulas sejam "recheadas" de atividades lúdicas, para que a criança tenha a oportunidade de provar a sua superioridade, de expressar-se, de evadir-se do mundo real; de ser séria no seu diminuto mundo lúdico. Mas, apesar do jogo ser uma atividade espontânea nas crianças, isso não significa que o professor/educador não necessite ter uma atitude ativa sobre ela, inclusive uma atitude de observação e de intervenção quando for o caso, sua atitude não passará apenas por deixar as crianças brincarem, mas, sobretudo ajudar as crianças nesse ato e compartilhar com elas, ou até mesmo por ensiná-las a brincar. O brincar é um instrumento para o ensino de conteúdos, propiciando novas e enteressantes relações entre as crianças e destas com o conhecimentos. "Enfim, é preciso deixar que as crianças e os adolescentes brinquem, é preciso aprender com eles a rir, a inventar a ordem, a representar, a imitar, a sonhar e a imaginar. E no encontro com eles, incorporando a dimensão humana do brincar, da poesia e da arte, construir o percurso da ampliação e da afirmação de conhecimentos sobre o mundo." (BRASIL,2006,p.44). De tão importante que o brincar se tornou na vida escolar das crianças que ganhou um lugar próprio para sua manutenção: a brinquedoteca que é um espaço preparado para estimular a
criança a brincar, possibilitando o acesso a uma grande variedade de brinquedos dentro de um ambiente especialmente lúdico. Brincadeira é coisa séria! E garantido por Lei. O Estatuto da Criança e do Adolescente diz que é dever da sociedade garantir a todas as crianças tenham lazer, esporte e a educação. Ou seja, para que cada criança cresça feliz e com saúde é necessária muita diversão. Direito de brincar: o lúdico na legislação brasileira O ato de brincar é tão importante para a criança que se tornou um direito garantido na Declaração Universal dos Diretos da Criança, onde no quarto deixa claro que criança terá direito a alimentação, recreação e assistência médica adequadas. Estabelecendo de forma igualitária que a recreação é tão importante quanto à alimentação e a saúde para a criança. Sendo assim, o brincar é muito importante no processo de desenvolvimento da criança. No sétimo principio é estabelecido que a criança deva ter plena oportunidade para brincar e para se dedicar a atividades recreativas, que devem ser orientados para os mesmos objetivos da educação. Sendo a sociedade e as autoridades públicas responsáveis para promoção destes direitos. No Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no seu artigo segundo é considerado criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescentes aquela entre doze e dezoito anos de idade. Sendo assim, no artigo dezesseis a criança tem direito à liberdade, onde compreende alguns aspectos, entre eles o inciso quarto, que é o de brincar, praticar esportes e divertir-se. E no artigo cinqüenta e nove cabe aos municípios, juntamente com apoio dos estados e da União, estimular e facilitar a destinação de recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude. O Referencial Curricular Nacional para a Educação afirma que: Brincar é um das atividades fundamentais para o desenvolvimento da identidade e da autonomia da criança, desde
numa escola, no hospital, numa clínica ou numa universidade. Cada um destes ambientes tem sua função definida e usam os jogos e brinquedos como estratégias para atingir seus fins, portanto cada brinquedoteca apresenta o perfil da comunidade que lhe dá origem. Segundo Cunha (1992) a brinquedoteca é um ambiente planejado para incitar a criança a brincar, permitindo o acesso a uma diversidade de jogos e brincadeiras. Estimula também a curiosidade, criatividade e o seu desenvolvimento cognitivo. Na visão de Maluf (apud SANTOS, 1997) a Brinquedoteca significa uma alteração de padrões perante a educação e não apenas um lugar onde se encontram alguns brinquedos. É deixar antigos conceitos de lado, mudar os métodos comumente utilizados, aderir ao novo, não pelo simples fato de ser novo, mas sim por crer nos benefícios que isso pode trazer, é crer no lúdico como uma estratégia diferente para o desenvolvimento infantil. A Briquedoteca é uma forma de se utilizar o lúdico como uma fonte de aprendizagem, faz uso de um ambiente que também propicie isso, com cores, formas, desenhos, objetos, que ao entrar em contato, crianças, jovens e adultos possam soltar a imaginação e se sentirem livres para se expressarem sem preocupação. Cunha (1992) aponta alguns dos objetivos de uma brinquedoteca que são: [...] Valorizar o brinquedo e as atividades lúdicas e criativas, possibilitar o acessoà variedade de brinquedos. Desenvolver hábitos de responsabilidade e trabalho. Dar condições para que as crianças brinquem espontaneamente. Despertar o interesse por uma nova forma de animação cultural que pode diminuir a distancia entre as gerações. Criar um espaço de convivência que propicie interações espontâneas e desprovidas de preconceitos. Provocar um tipo de relacionamento que respeite as preferências das crianças e assegure seus direitos [...] Conforme Bontempo (1992) a brinquedoteca colabora bastante para a educação infantil junto à família, devido ao fato de
propiciar aos pais momentos único de brincarem com os filhos, de modo a fortalecer laços familiares e os mesmos conhecerão melhor as preferências de seus filhos. Ainda nesse contexto a mesma autora acresce que: A brinquedoteca poderá funcionar, assim, como um lugar em que pais e filhos se relacionem melhor e desfaçam dúvidas quanto a compra deste ou daquele brinquedo. Assim, dando à criança a liberdade para explorar diversos tipos de brinquedos, estaremos proporcionando o desenvolvimento de sua habilidade de reconhecer objetos e ações, de distingui-los entre si, de tomar consciência de suas similaridades e diferenças e, finalmente, de abstrair, classificar e simbolizar. E tudo isso virá, naturalmente, de uma rica e ativa vida de brincadeiras. A brinquedoteca procura trazer a essência do ser humano através da emoção. É um espaço criado para as nossas crianças de hoje, em nome do progresso de nossa sociedade, perderam o espaço e o tempo para brincar, é uma forma de dar prioridade a valores perdidos, para que essas crianças sejam adultas com sentimentos bons, capazes de amar, respeitar e participar do mundo ao seu redor. Contexto Histórico da Brinquedoteca Como surgiram as brinquedotecas – Contexto histórico As brinquedotecas surgiram de acordo com Cunha (1992) por volta de 1934 na cidade de Los Angeles, o dono de uma loja de brinquedos começou a perceber que os seus produtos começaram a ser furtados pelas crianças. Foi então que resolveu notificar o diretor de uma escola próxima. Este chegou à conclusão de que os furtos poderiam estar ocorrendo devido ao fato dessas crianças não possuírem brinquedos e nem terem condições de comprá-los. Surgiu então a idéia de se criar um projeto, em que brinquedos eram emprestados como um recurso comunitário cujo serviço foi chamado de Los Angeles Toy Loan. Em 1963, em Estocolmo, na Suécia, a idéia começou a ser melhor desenvolvida e ampliada, duas professoras e mães de crianças excepcionais abriram a primeira Lekotek (ludoteca) com o intuito de emprestar brinquedos e também orientar às famílias desse tipo de crianças sobre as melhores formas de brincar com
contribuiu de forma significativa para difundir a filosofia da brinquedoteca. Atualmente cada nova brinquedoteca que é criada, abre-se um novo espaço não só para crianças, mas também para os adultos trabalharem nela. As funções da Brinquedoteca O QUE É BRINQUEDOTECA Brinquedoteca é um local reservado e equipado com diversos tipos de brinquedos que podem ser comprados prontos ou construídos a partir das mais diversas inspirações e que proporcionam à criança um desenvolvimento harmonioso da sensibilidade, da afetividade e da capacidade de entrosamento necessário para a formação de pessoas mais sensíveis e criativas. Isso em caso de apenas desenvolver-se a capacidade de brincar, mas a brinquedoteca também pode (e deve) servir como importante ferramenta auxiliar no tratamento de distúrbios e aceleração de aprendizagem. Pode-se comparar uma brinquedoteca a uma “biblioteca” de brinquedos e brincadeiras. A brinquedoteca mostra que as brincadeiras podem e devem ser levadas a sério e, com isso, colaborar com o crescimento físico e intelectual das crianças. Principais funções da brinquedoteca: Incentivar o ato de brincar de forma a assimilar aprendizado; Desenvolver a integração de grupo; Desenvolver concentração; Desinibição; Solucionar os problemas básicos de aprendizagem Principais funções dos brinquedos: As funções principais dos brinquedos de forma geral são: Desenvolver o olhar/percepção (cores,tamanhos, formatos, atitudes como sorriso,choro, surpresa, etc); Desenvolver o tato (texturas, macio/áspero,formas, tamanhos, diversos tipos de brinquedos, pegar, apertar, torcer, etc); Desenvolver coordenação motora (rabiscar,seguir trilha, jogar/pegar brinquedo, etc); Desenvolver a audição (diversos sons eritmos). Principais funções do brincar:
Desenvolver comparações diversas num mesmo brinquedo ou entre vários brinquedos Composições (brinquedos de montar/desmontar) Análises diversas (cor, tamanho, etc) Associações (também cor, tamanho, modelo, etc) Medidas, cálculos, Criações, deduções, etc. Funções da brinquedoteca na escola e na clinica Apesar de ter basicamente a mesma estrutura, a brinquedoteca escolar difere bastante da clínica. Brinquedoteca clínica Na brinquedoteca clínica, os brinquedos e brincadeiras são direcionados para o tratamento dos distúrbios, sendo usados então de forma estritamente terapêutica. Desta forma, os brinquedos musicais (ou com sons) são mais utilizados para os casos de limitrofia e autismo, os que desenvolvem coordenação e percepção diversas são mais indicados ao tratamento de síndrome de Down e retardos e os jogos com letras e números são mais indicados aos tratamentos de distúrbios de aprendizagem. Ainda há os indicados aos vários distúrbios como é o caso do teatro de marionetes ou fantoches, os jogos dramáticos e psicodrama, dependendo do caso atendido. Brinquedoteca escolar Para a brinquedoteca escolar, todos os brinquedos são direcionados ao desenvolvimento da aprendizagem, sendo que outros distúrbios aqui citados devem ser tratados por profissionais especializados, cabendo ao professor somente a orientação de brincadeiras para o desenvolvimento de aprendizagem. Portanto, todos os brinquedos e jogos de uma brinquedoteca escolar devem ser direcionados ao desenvolvimento de aprendizagem. Ao se detectar algum distúrbio mais grave, o professor deve encaminhar o aluno a um profissional para tratamento específico. Vale lembrar que cada caso (distúrbio) deve ser tratado por um tipo de profissional (Psicopedagogo, Psicólogo, Neurologista, Psicomotricista,