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Atos referentes ao módulo de oftalmo neuro e otorrino
Tipologia: Resumos
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- Tempo de Quebra do Filme Lacrimal
DIABÉTICA:
O AVE pode ser classificado em isquêmico (80–85% dos casos) e hemorrágico (15–20%). No tipo isquêmico , ocorre uma interrupção súbita do fluxo sanguíneo cerebral por obstrução arterial, levando a infarto encefálico. Essa obstrução pode ser embólica , quando um coágulo formado em outro local viaja até o cérebro, ou trombótica , quando o trombo se forma diretamente na artéria cerebral. Entre os subtipos, destacam-se o AVE: -cardioembólico , frequentemente associado à fibrilação atrial, infarto do miocárdio e cardiomiopatias
O AVE hemorrágico , por sua vez, é frequentemente causado por hipertensão crônica, que leva à ruptura de pequenos aneurismas ( Charcot-Bouchard ) em artérias perfurantes. Também pode estar associado à angiopatia amilóide em idosos, traumas, malformações vasculares e uso de drogas ilícitas , como a cocaína. O sangramento resulta em aumento da pressão intracraniana , podendo evoluir para herniação cerebral , situação de altíssima letalidade. As manifestações clínicas variam conforme o território cerebral atingido, como:
-> Anel Linfático de Waldeyer: principal linha de defesa imunológica na entrada das vias aéreas e digestivas. É um anel de tecido linfóide que age como um "vigilante" contra vírus, bactérias e outras partículas São formados pelas tonsilas palatinas,faríngeas, lingual e tubárias. A faringotonsilite é uma inflamação comum na garganta que afeta tanto a faringe quanto as amígdala s. As Agudas têm curta duração e quando recorrentes ocorrem em: -Sete ou mais episódios em um ano. -Cinco ou mais episódios por ano nos últimos dois anos. -Três ou mais episódios por ano nos últimos três anos. Passando de 3 meses é considerado crônica e se estiver nesse grau devido a algum sintomas obstrutivos como o ronco, apneia do sono é chamada de hiperplásica. Os sintomas gerais são odinofagia, diagafia, febre, halitose, mialgia e adenopatia cervical. A viral (mais comum) é gradual com início gripal podendo ter RARAMENTE pus -> adenovírus, influenza,coronavírus… A bacteriana tem como principal causa o Pyogenes que tem início de dor intenso e súbito, com febre alta, placa de pus e gânglios cervicais aumentados. Esse pode gerar complicações , que se dividem em não supurativas e supurativas. As complicações não supurativas : ● Escarlatina , caracterizada por febre, dor de garganta e uma erupção cutânea avermelhada e áspera , acompanhada de sinais típicos como o de Filatov (palidez ao redor da boca) e o de Pastia (manchas avermelhadas nas dobras da pele). ● Febre reumática , que ocorre algumas semanas após a faringite e pode afetar as articulações, o coração e o sistema nervoso, sendo a principal causa de doença cardíaca reumática. ● Glomerulonefrite pós-estreptocócica , uma inflamação nos rins que surge após infecção da garganta ou da pele, levando a urina escura, inchaço e aumento da pressão arterial. ● Síndrome do choque tóxico estreptocócico , forma grave e rara, em que as toxinas bacterianas causam queda de pressão e falência de múltiplos órgãos. As complicações supurativas são:
● Abscesso periamigdaliano , que causa forte dor de garganta, trismo (dificuldade de abrir a boca) e desvio da úvula. Em casos graves pode ter manifestação de folhas e úlceras na boca, sendo essas: -Gengivoestomatite Herpética: Causada pelo vírus Herpes Simples. Provoca bolhas e feridas na gengiva, língua e bochechas. O tratamento é feito com Aciclovir , especialmente nas primeiras 72 horas. -Herpangina: Causada pelo vírus Coxsackie. Caracteriza-se por pequenas vesículas e úlceras avermelhadas que aparecem principalmente na parte de trás da garganta, nas amígdalas e no palato mole. É uma doença autolimitada O diagnóstico é feito por Teste Rápido ou cultura de orofaringe, tendo como tratamento de escolha a Penicilina G Benzatina ou Amoxicilina 500mg 2x dia por 7 a 10 dias ->agravou usa cefalosporinas e macrolídeos O tratamento se baseia principalmente em antibióticos à base de penicilina ou amoxicilina , administrados por 7 a 10 dias, além de analgésicos, antitérmicos e hidratação. Quando iniciado nas primeiras 48 horas, o tratamento reduz sintomas e prevenir essas complicações. A faringite crônica geralmente envolve as adenoides (tonsilas faríngeas). O quadro clínico principal é a obstrução nasal , pode causar deformidades faciais, problemas na oclusão da mandíbula e déficit de crescimento. O diagnóstico é feito por nasofibroscopia. As complicações mais comuns são otites de repetição , rinite e apneia obstrutiva do sono. As Estomatites são inflamações da boca e garganta. Elas podem ter várias causas: infecciosas, autoimunes, traumáticas, neoplásicas ou reações a medicamentos com presença de placas brancas, que são lesões brancas e planas. -Hiperceratose: Causada por tabagismo. -Candidíase: Comum em pacientes imunossuprimidos, as placas são brancas e destacáveis.
A perda auditiva pode ser classificada em três tipos principais,sendo essas:
Análise do Gap Aéreo-Ósseo , que é a diferença entre os limites de audição pela via aérea ( VA ) e pela via óssea ( VO ). Essa diferença nos permite diferenciar os tipos de perda: ● Perda Condutiva: A via aérea está alterada (limiares elevados), mas a via óssea está normal. O gap é maior que 15 dB. ● Perda Neurossensorial: Ambas as vias (aérea e óssea) estão alteradas, com uma diferença mínima entre elas. O gap é menor que 10 dB. ● Perda Mista: As duas vias estão alteradas, mas a via aérea é significativamente pior que a via óssea. O gap é maior que 15 dB. A Logoaudiometria complementa a audiometria tonal, avaliando a capacidade do paciente de entender a fala. O Índice de Reconhecimento de Fala (IRF) nos ajuda a diferenciar a perda auditiva de uma dificuldade de compreensão. ● Perda Condutiva: O IRF do paciente é de 100% ou próximo disso. Isso significa que consegue entender as palavras perfeitamente. ● Perda Neurossensorial: O IRF pode ser baixo, é recrutamento ou distorção do som. O paciente ouve o som, mas não o entende com clareza, pois as células sensoriais da cóclea estão danificadas. OTITES: ● Otite Externa: A infecção atinge o canal auditivo externo , que vai do pavilhão auricular até o tímpano. A dor é intensa e piora quando a pessoa toca o pavilhão auricular ou o trago. Pode haver coceira , sensação de ouvido entupido e até secreção. Geralmente, não causa febre .O canal auditivo estará inchado (edemaciado) e avermelhado. O tímpano pode estar normal. O tratamento é feito com gotas otológicas (antibióticos e/ou antifúngicos) e analgésicos para a dor. ● Otite Média: Afeta a orelha média , a cavidade que fica logo atrás do tímpano, onde estão os ossículos. É o tipo mais comum em crianças pois a tuba auditiva delas é mais curta e horizontal, facilitando a passagem de secreção. A dor é intensa e a febre é um sintoma muito comum. A criança pode estar irritada , ter dificuldade para dormir ou se alimentar. Pode ocorrer também perda temporária da audição e secreção de pus ou líquido (otorreia) se o tímpano estiver perfurado. O tímpano estará avermelhado, opaco e abaulado por causa do acúmulo de líquido e pus na cavidade média. O tratamento envolve analgésicos (como paracetamol e dipirona) e, em muitos casos, antibióticos orais a amoxicilina é a primeira escolha.
● Otite Interna (Labirintite): É a inflamação da orelha interna , onde fica o labirinto. É um quadro mais raro e grave, que afeta tanto a audição quanto o equilíbrio.Além da dor de ouvido, os sintomas principais são vertigem (tontura rotatória), perda de audição, náuseas, vômitos e zumbido.O tratamento foca no controle dos sintomas e na causa subjacente, podendo envolver medicamentos para a vertigem e, se necessário, antibióticos.