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Histórico dos conceitos de causalidade dentro da matéria de epidemiologia.
Tipologia: Resumos
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A epidemiologia pode ser conceituada como o “estudo da frequência, da distribuição e dos determinantes dos estados ou eventos relacionados à saúde em especificas populações e a aplicação desses estudos no controle dos problemas de saúde”. O objetivo principal da epidemiologia é a busca da causa e dos fatores que influenciam a ocorrência de eventos. Desde muito tempo, o homem tem o interesse em compreender a origem e o vínculo que relacionam os fenômenos e fazem com que um apareça como condição do outro. Uma causa pode ser entendida como qualquer evento, que desemprenhe uma função essencial em um doença. A evolução no conceito de causalidade está junto com a mudança no paradigma do conhecimento cientifico. Pode-se afirmar que, já existiam registros da epidemiologia na Grécia antiga, Hipócrates contrariou a ideia de atribuir as doenças uma origem divina e discute causas ambientais, as quais podem ajudar no laudo médico. Essa estrutura de Hipócrates foi conservada por muitos outros pensadores. Por muito tempo houve a “Teoria dos Miasmas”, a qual defendia a ideia de que vapores ou miasmas que saiam de certos solos poderiam causar doenças, um exemplo disso está em “Júlio Cesar” de Shakespeare. No século 17, surgem conceitos de coletividade que transformariam a sociedade da Idade Moderna. John Graunt merece destaque pois introduziu o método quantitativo na epidemiologia. A partir de boletins de mortalidade, Graunt encontrou diferenças na mortalidade entre sexos e entre os setores urbano e rural. No século 19, durante a revolução industrial houve muita movimentação do campo para a cidade, além de acontecer as epidemias de cólera, febre tifoide e febre amarela, e ainda nesse período acontecia a divisão dos estudiosos entre as teorias. No fim deste século, o conceito de ambiente quanto a abordagem numérica do entendimento de problemas na saúde pública estavam estabelecidos no raciocínio epidemiológico, graças a Pierre Louis que trabalhou com vários dados. O inglês William Farr trabalhou no escritório geral de registros da Inglaterra e é considerado o “pai da estatística vital e da vigilância”. Entretanto, a maior contribuição é de John Snow o qual estudou os casos de cólera, ocorridos em Londres e descreveu o comportamento da cólera por meio de dados de mortalidade, estudando a frequência e a distribuição dos óbitos segundo os locais e a cronologia dos fatos. O raciocínio dele pode ser resumido nesses tópicos:
de causa. Além disso hoje em dia a relação causal atingiu uma investigação de nível molecular.