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AUDITORIA IATF 16949, Resumos de Gestão da Qualidade

Resumo da Auditoria IATF 16949

Tipologia: Resumos

2021

Compartilhado em 27/10/2021

bruno-de-rosa-11
bruno-de-rosa-11 🇧🇷

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IMT - CEUN
ESCOLA DE ENGENHARIA MAUÁ
AUDITORIA IATF 16949
CURSO: ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
SÉRIE: 4ª SÉRIE
PERÍODO: NOTURNO
CÓDIGO DA DISCIPLINA: EPM404
DENOMINAÇÃO DA DISCIPLINA: QUALIDADE
PROF.: DUILIO PINTON
S. CAETANO DO SUL
26/10/2021
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IMT - CEUN

ESCOLA DE ENGENHARIA MAUÁ

AUDITORIA IATF 16949

CURSO: ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

SÉRIE: 4ª SÉRIE

PERÍODO: NOTURNO

CÓDIGO DA DISCIPLINA: EPM

DENOMINAÇÃO DA DISCIPLINA: QUALIDADE

PROF.: DUILIO PINTON

S. CAETANO DO SUL

Autores / RAs:

1. INTRODUÇÃO

A auditoria é um exame sistemático dos processos de uma organização e tem como objetivo verificar se o que foi planejado, de acordo com a norma, é o mesmo praticado na realidade. Existem diferentes áreas e tipos de auditoria que podem ser colocados em prática. O modelo colocado em questão é a auditoria “IATF 16949”, utilizada para analisar o SGQ (Sistema de Gestão da Qualidade) de uma empresa do setor automobilístico. O SGQ (Sistema de Gestão da Qualidade) é um conjunto de elementos ou atividades integradas na organização que visa atender à política da qualidade e os objetivos da empresa. É por meio do SGQ que a empresa consegue controlar e padronizar todos os seus processos, a fim de manter a qualidade de seu produto ou serviço. É uma ferramenta que tem foco na satisfação do cliente, além de buscar a melhoria contínua dos processos. A IATF ( International Automotive Task Force ) é o nome adotado para a entidade responsável por gerir e controlar parâmetros e normas da indústria automobilística, visando estabelecer padrões avançados e controles estatísticos para esse ramo em específico, por exemplo. A primeira edição lançada pela entidade regulamentadora foi a “IATF 16949”, em outubro de 2016, para substituir a até então utilizada “ISO/TS 16949” que, a partir de 1 de outubro de 2017, parou de ter validade em seus certificados. A auditoria sobre a norma “IATF 16949” envolve diversos procedimentos para o levantamento de evidências sobre um produto ou processo. O processo de auditoria pode ser dividido inicialmente em dois grandes grupos, as auditorias internas e externas. A auditoria interna consiste em um monitoramento realizado pela própria empresa ou entidade especializada contratada pela organização, com objetivo de controlar, melhorar e adicionar valor ao item final, seja ele um produto ou serviço. Já as auditorias externas são realizadas por organizações independentes, buscando validar seus processos, para um alinhamento entre fornecedor e cliente ou para uma certificação por parte de órgãos regulamentadores.

Os auditores têm como obrigação integrar as competências profissionais, o conteúdo conhecido e ter adquirido a experiência necessária para a realização da auditoria, assim como, o completo conhecimento a respeito dos requisitos da norma. De modo geral, a auditoria IATF 16949 possui uma grande importância para as empresas já certificadas ou que buscam uma certificação. A auditoria induz a melhoria contínua dentro da organização, mostrando as não-conformidades, observações e oportunidades, aperfeiçoando o sistema de gestão da qualidade da empresa.

3. APLICAÇÃO DA METODOLOGIA

O auditor é o profissional responsável pela realização da auditoria interna ou externa na organização, ou em seus fornecedores. Por meio de um checklist , é possível verificar os procedimentos que fazem parte da rotina da empresa e, ao final, divulgar os resultados que apontam o que está conforme e o que está não-conforme. Com base em documentos levantados previamente, é construindo esse checklist (que leva em consideração os requisitos da norma estudada). Através desse levantamento de documentos e a construção do checklist para a auditoria, o passo seguinte é encontrar as pessoas certas para responder as questões, as quais nem sempre precisam ser gestores da área, pois o essencial é coletar informações fidedignas que respondam as perguntas voltadas ao questionário. Além disso, é importante ressaltar que todos os dados devem ser baseados em evidências concretas, nos levando ao questionamento mais frequente realizado pelos auditores, o famoso: “Mostre-me”. Segundo, Tim O’hanlom (2009) um dos principais pontos no momento de aplicar uma auditoria é considerar que os sistemas existem para assegurar a entrega de produtos e serviços que atendam a determinados requisitos. Uma auditoria deve ser bem planejada e conduzida formalmente por um profissional extremamente capacitado, uma vez que é um trabalho que deve ser realizado com minuciosidade, avaliando pontos distintos de uma produção, entendendo a organização como um sistema, e levando em consideração os seus processos de negócios. Ela pode ser realizada por auditores certificados da própria empresa ou por auditores externos. 3.1. Tipos de auditoria 3.1.1. Auditoria de primeira parte Também conhecida como auditoria interna, refere-se ao checklist realizado por profissionais internos à organização ou empresas especializadas no ramo, visando a melhoria contínua do sistema de gestão. Muito utilizada como uma preparação para a auditoria de certificação ou recertificação. Cada processo e empresa tem suas particularidades cabe a empresa determinar o intervalo entre as auditorias internas.

3.1.2. Auditoria de segunda parte Auditoria no fornecedor, realizada pelo cliente, ou por terceiros em seu nome, busca avaliar a conformidade do sistema, requisitos legais e/ou rotina, organização, execução dos processos e requisitos contratuais. Por meio desta se desenvolve uma relação de maior confiança com os fornecedores, obtendo uma maior qualidade nos produtos, minimizando os riscos e diminuindo as não conformidades. 3.1.3. Auditoria de terceira parte Auditoria realizada por uma instituição ou organismo independente, licenciada pelo INMETRO para fins de certificação do sistema de gestão de qualidade do qual a empresa busca se certificar. Última fase do processo de certificação. A certificação do sistema de gestão possibilita a empresa ter reconhecimento internacional. As pequenas empresas que buscam esse tipo de licença visam obter, crescimento e reconhecimento. Já as grandes, precisam de sua recertificação para se manter no mercado, uma vez que ele está cada vez mais competitivo. 3.2. Os 7 requisitos notáveis da auditoria 3.2.1. 1° Requisito: Controle de documentos. A área auditada da empresa deve organizar os documentos em uma sequência lógica e funcional, com um detalhamento completo para que um auditor, sem prévio conhecimento do histórico das auditorias anteriores, compreenda o âmbito e o objeto da auditoria e os critérios utilizados, tanto seu cronograma, quanto as ações previstas e execução dos trabalhos. 3.2.2. 2º Requisito: Controle de registros. Os auditores devem observar as normas, orientações e boas práticas profissionais de auditoria, e bem como os procedimentos de controle de qualidade. A qualidade global de auditoria, os trabalhos incumbidos e até a verificação interna das contas é assumida pelo auditor.

3.2.4. 4° Requisito: Auditorias internas. A auditoria interna tem como função avaliar a organização em relação a sua atividade, processos, produtos e execução das funções por parte dos colaboradores. Realizada pela área de qualidade da própria entidade ou até mesmo uma empresa terceirizada e especializada no ramo. É um processo que visa auxiliar a responder questões recorrentes da administração de uma empresa, observando, esclarecendo e aconselhando os envolvidos, sobre maiores riscos, que podem vir a afetar diretamente a instituição. 3.2.5. 5º Requisito: Ação preventiva. Tratamento para evitar não conformidades, para uma mesma não conformidade podem haver mais de uma causa, para evitar que as não conformidades ocorram o setor responsável deve agir preventivamente em defeitos, de maneira a prevenir falhas. 3.2.6. 6º Requisito: Ação corretiva. Tomadas de decisões para corrigir as causas das não conformidades ou qualquer tipo de erro ou incidente ocorrido com o objetivo de repará-lo. 3.2.7. 7º Requisito: Treinamento. No contexto atual das empresas, visando o desempenho, qualidade profissional e desenvolvimento de seu colaborador, busca-se a melhor preparação para funções rotineiras, tendo em vista que o capital humano é algo vital para o sucesso de uma organização. Segundo Chiavenato (1999), treinamento é um processo que desenvolve qualidades nos recursos humanos para habilitá-los para serem mais produtivos e contribuir melhor para o alcance dos objetivos organizacionais.

3.3. Os 4 passos necessários para a auditoria 3.3.1. Primeiro passo: Análise crítica de documentos. O planejamento engloba uma apresentação geral de todas as atividades de forma cronológica e tem início com uma elaboração de um plano de orientação e um resumo com base nos processos, produtos ou áreas que serão auditadas. 3.3.2. Segundo passo: Auditoria na planta. Na preparação é fornecido acesso a equipe de auditoria o checklist de verificação, que é essencial para nortear o auditor de modo a não esquecer nenhum detalhe durante a avaliação, registrando assim as constatações, observações conformidade e não conformidades. 3.3.3. Terceiro passo: Análise crítica da auditoria. A análise feita, se dá por meio da coleta e agrupamento de informações, avaliando se a área (setor) em questão está de acordo com os parâmetros da norma. Nesta etapa credenciam-se as não conformidades e observações observadas pelo auditor. 3.3.4. Quarto passo: Relatório. É feita uma reunião com a equipe de auditores, revendo os pontos levantados, e determinando recomendações para corrigir os problemas encontrados. Com essas informações é feito o relatório de resultados da auditoria, que é de muita importância para as reuniões estratégicas realizadas pelas lideranças, ajudando a avaliar os resultados e na decisão de implementar as melhorias sugeridas pelos auditores.

Figura 1 - Exemplo de checklist de auditoria Requisitos O que procura Conforme NC nc Pontuação (se aplicável) 6.1.1 A organização determina e prevê os recursos necessários para: a) Implementar e manter o sistema de gestão da qualidade e melhorar continuamente sua eficácia? b) Aumentar a satisfação do cliente mediante o atendimento aos seus requisitos? (6.1)

  • Descrição de função
  • Registros de treinamento
  • Planos da qualidade
  • Locação de pessoal/supervisão dos turnos de produção
  • Carga de trabalho do pessoal 6.2.1 O pessoal que executa atividades que afetam a qualidade do produto é competente com base em educação, treinamento, habilidade e experiência apropriados? (6.2.1)
  • Registros de treinamento que complementam o tipo de trabalho que o pessoal efetua no produto
  • Registros do pessoal
  • Entrevistas com o pessoal de projeto ELEMENTO 6 Gestão de Recursos 6.1 Provisão de recursos 6.2.1 Generalidades 6.2 Recursos humanos Fonte: Os autores, 2021.

4. APLICAÇÕES Devido a constante mudança no mercado, os parâmetros de qualidade de processos e produtos também estão propícios a sofrer mudanças, a própria IATF 16949:2016 é uma “releitura” da ISO 9001: 2015 voltada para o mercado automobilístico, buscando melhores práticas de gestão de qualidade internos e externos. Segundo Macedo (2015), o mercado automobilístico é um dos mais competitivos no Brasil e no mundo, levando em consideração a abundância de produtos que atendem basicamente todas as classes, ou pela diversificação de produtos e marcas, dando ao mercado características competitivas e agressivas. A obrigatoriedade da certificação com base na norma IATF 16949, traz para o mercado além das reduções de custos, melhorias na eficácia dos processos, melhoria na imagem da empresa, qualificação de toda a cadeia de fornecimento e gerando valor para os clientes.

Por se tratar de uma norma reconhecida internacionalmente, pequenas empresas utilizam essa certificação para obter visibilidade e crescimento.

5. NÃO-CONFORMIDADE, CONFORMIDADE E PONTUAÇÃO Não-conformidade é o resultado insatisfatório da entidade ou empresa em relação a algum ou vários requisitos da norma em questão. São divididas em maior ou menor. A conformidade é algum processo ou produto que atende os requisitos da norma. A pontuação é um método de medir o SGQ da empresa auditada. 5.1. Não-conformidade Menor Uma não-conformidade menor é uma falha em atender a norma, onde não resultaria em uma falha do sistema de gestão da qualidade ou reduziria sua capacidade em garantir processos e produtos sob condições controladas. É um termo adotado para um erro de processo específico, de proporções menores, como erros por falta de organização, calibração ou revisão, por menor que seja a gravidade ainda representa uma falha em não cumprimento de um processo. 5.2. Não-conformidade Maior Uma não-conformidade maior é a ausência ou falha de um SGQ no atendimento de um ou mais requisitos da norma. É uma nomenclatura utilizada para definir uma falha de porte elevado, sistêmica, significativa, que resulta em um produto não-conforme, além de perda da capacidade de garantir processos e produtos sob condições controladas. Um conjunto de não-conformidades menores acumuladas para um mesmo requisito pode receber essa nomenclatura, pois nesse caso seria uma ruptura do sistema. 5.3. Conformidade A classificação conformidade é designada para processos ou produtos em que a sua prática na realidade reflete a documentação da empresa, na qual essa documentação atende os requisitos da norma IATF 16949.

 O produto manufaturado não atende as especificações do cliente após o reinício da produção, devido a uma parada de emergência. Isso influencia diretamente no sistema e no produto, ocasionando em produtos não-conformes, assim, sendo uma não-conformidade maior.  A empresa não tem um processo para cumprir tal requisito de qualidade, onde isso resultaria na falha do sistema de gestão da qualidade, ou diminuiria sua capacidade garantir produtos e processos sob condições normais, gerando então muitos produtos não-conformes. 6.2. Não-conformidade Menor  A norma especifica que certos documentos devem ser assinados, entretanto, a organização possui documentos sem assinatura. Essa não-conformidade não significa que o documento não foi analisado, mas sim que houve uma falta de atenção, ocasionando uma não-conformidade menor.  A organização não incluiu as regras para a segurança do operador nos documentos do trabalho padronizado. Desse modo, uma parte do requisito da norma não foi atendida, não impactando no sistema ou no produto final, contudo, gerou-se uma não-conformidade menor. 6.3. Conformidade  Os registros da organização são legíveis, identificáveis e as condições ambientais e de armazenamento são compatíveis com a forma de arquivamento, atendendo ao requisito da norma.  A organização mantém seus locais em ordem, limpo e conservado de acordo com as necessidades do produto, de acordo com o requisito da norma.

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

http://sentidounico.com.br/wp-content/uploads/2018/05/artigo-9.pdf https://www.sgsgroup.com.br/pt-br/transportation/automotive/manufacturing/audits- and-certification/quality/iatf-16949-2016-automotive-quality-management-system https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/191934/bozola_pm_me_guara.pdf? sequence=3&isAllowed=y https://www.consultoriaiso.org/tipos-de-auditorias-sistema-de-gestao/ https://www.tcontas.pt/pt-pt/NormasOrientacoes/ManuaisTC/Documents/ mapf_20161107.pdf https://cesqua.org/index.php/cesqua/article/view/15/ http://fics.edu.br/index.php/augusto_guzzo/article/view/791/ https://recipp.ipp.pt/bitstream/10400.22/13287/1/Denise_Sousa_MA_2018.pdf https://simtec.fatectq.edu.br/index.php/simtec/article/view/219/