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Guias e Dicas
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Processamento Digital de Sinais: Introdução e Fundamentos, Notas de aula de Engenharia Elétrica

Aula teórica da disciplina processamento digital de sinais (pds) do curso eec 0026, ministrada em 3 de março de 2009 pelos professores da feup e deec. O documento aborda os conceitos básicos da área, como a obtenção de sinais digitais, a representação de sinais discretos e contínuos, a amostragem e a transformada de fourier discreta. Além disso, são apresentados os objetivos da unidade curricular, os conteúdos previstos e os métodos de ensino.

Tipologia: Notas de aula

Antes de 2010

Compartilhado em 30/08/2010

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Processamento Digital de Sinal, aula teórica
FEUP e DEEC, 3 de Março de 2009
1
EEC 0026
Bem-Vindos !
©AJF
Processamento Digital de Sinal, aula teórica
FEUP e DEEC, 3 de Março de 2009
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Sumário
Apresentação da unidade curricular
Processamento Digital de Sinal (PDS)
o que é ?
sinais discretos = sinais digitais ?
como se obtêm os sinais digitais ?
vocação do PDS ?
como nasceu o PDS ?
vantagens em relação ao processamento analógico ?
aplicações do PDS ?
EEC 0026
objectivos da unidade curricular
conteúdos previstos
metodologia
avaliação
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Processamento Digital de Sinal,

1ª aula teórica

FEUP e DEEC, 3 de Março de 2009 1

EEC 0026

Bem-Vindos!

Processamento Digital de Sinal,

1ª aula teórica

FEUP e DEEC, 3 de Março de 2009 2

Sumário

• Apresentação da unidade curricular

– Processamento Digital de Sinal (PDS)

  • o que é?
  • sinais discretos = sinais digitais?
  • como se obtêm os sinais digitais?
  • vocação do PDS?
  • como nasceu o PDS?
  • vantagens em relação ao processamento analógico?
  • aplicações do PDS?

– EEC 0026

  • objectivos da unidade curricular
  • conteúdos previstos
  • metodologia
  • avaliação

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Processamento Digital de Sinal,

1ª aula teórica

FEUP e DEEC, 3 de Março de 2009 3

Processamento Digital de Sinal

  • O que é?
    • consiste em submeter uma sequência de números a um processo

computacional que fornece uma outra sequência à sua saída

-36.

-45.

-2. …

  • 0 1 2 3 …

n x(n)

Processo Computacional (algoritmo)

x(n) y(n)

-20. -1. -7.

  • 0 1 2 3 …

n y(n)

-3 -1 1 2 3 n^ -3 -2 -1 1 3 n

Processamento Digital de Sinal,

1ª aula teórica

FEUP e DEEC, 3 de Março de 2009 4

Processamento Digital de Sinal

  • Sinais discretos = sinais digitais?
    • os sinais retratam ocorrências naturais ( e.g. fala, imagem ) ou

sintetizadas, isto é, geradas por computador ( e.g. função trigonométrica,

sequência pseudo-aleatória de números, música sintetizada, …)

  • um sinal é genericamente uma função de uma ou mais variáveis

independentes ( e.g. o tempo, a posição, a temperatura, a pressão)

  • sinal escalar (unidimensional): função de uma única variável independente
  • sinal vectorial (multidimensional): função de duas ou mais variáveis independentes ( e.g. uma imagem )
  • variantes:

sinal = função

real ou complexa

contínuas ou discretas

de variáveis independentes

contínua ou discreta (^) sinal discreto

sinal digital

sinal contínuo

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Processamento Digital de Sinal,

1ª aula teórica

FEUP e DEEC, 3 de Março de 2009 7

Processamento Digital de Sinal

  • Como nasceu o PDS?
    • em meados do século 17, com o desenvolvimento de métodos tais

como a integração numérica e a interpolação numérica para resolver

problemas físicos relacionados com variáveis e funções contínuas

  • com o advento dos computadores, por volta de 1960, a área de PDS

autonomizou-se como área de investigação de pleno direito, apesar

de inicialmente de se centrar sobretudo na simulação de processos

analógicos através de computadores

  • exemplo prático: dado um filtro activo de 2ª ordem, do tipo passa-baixo, qual a perturbação criada na resposta em magnitude e fase do filtro quando os seus componentes exibem desvios de ±10% em relação aos valores nominais?

+

-

R 1 R 2

C 1

C 2

Processamento Digital de Sinal,

1ª aula teórica

FEUP e DEEC, 3 de Março de 2009 8

Processamento Digital de Sinal

  • Como nasceu o PDS? (cont.)
    • em resultado de avanços importantes na área de PDS
      • a divulgação, em 1965, por Cooley e Tukey, de um algoritmo para o cálculo rápido da Transformada de Fourier Discreta (DFT) [note-se que a Transformada de Fourier não pode ser calculada por computador, porém uma sua amostragem pode, e para sinais discretos e finitos, a DFT é uma representação completa e exacta -e não uma simples aproximação- do sinal], viabilizando definitivamente a sua execução em tempo-real,
      • o projecto de filtros digitais não à imagem de filtros analógicos, mas usando métodos discretos, eficientes e mesmo óptimos de projecto
    • estes e outros avanços, nomeadamente ao nível da microelectrónica,

tornaram viável e praticável:

  • a simulação e ensaio interactivo de algoritmos antes da sua realização,
  • a implementação em hardware dedicado e a baixo custo, de algoritmos de PDS complexos e ambiciosos, como por exemplo a compressão e codificação de sinais de fala ( e.g. em telefones celulares ), o reconhecimento e síntese de sinais de fala, a reprodução de música comprimida a partir de memórias de estado sólido utilizadas por alguns leitores de “MP3”, etc.
  • o avanço da área de PDS por avenidas impossíveis de percorrer usando técnicas de processamento analógico ( e.g. detecção e correcção de erros),

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1ª aula teórica

FEUP e DEEC, 3 de Março de 2009 9

Processamento Digital de Sinal

  • Vantagens em relação ao processamento analógico?
    • decorre, desde logo, da vantagem dos circuitos digitais:
      • insensibilidade: muito menor sensibilidade ( podendo mesmo falar-se em independência ) às tolerâncias e envelhecimento de componentes, à variação de temperatura, etc.
      • repetibilidade: os sistemas podem ser replicados com características exactas
      • integração: possibilidade de integrar módulos de processamento
    • precisão : o processamento digital pode ser realizado com uma

qualidade predefinida pela resolução numérica (# bits usados para

representar números e efectuar cálculos )

  • dinâmica : é possível acomodar a representação de sinais de grande

gama dinâmica através do uso de representação e aritmética em

vírgula flutuante

  • multiprocessamento : facilidade de partilhar um processador por

vários sinais processados diferente e independentemente

Processamento Digital de Sinal,

1ª aula teórica

FEUP e DEEC, 3 de Março de 2009 10

Processamento Digital de Sinal

  • Vantagens (cont.)
    • reconfiguração : facilidade de alterar ou reconfigurar o

processamento executado através de uma simples reprogramação

das operações aritméticas a calcular

  • NOTA: desta vantagem decorre a possibilidade de ajustar algoritmos de processamento durante a sua operação, o que representa por si uma área importante que é a do processamento adaptativo e de que é exemplo a filtragem adaptativa (sistema linear mas variante no tempo)
  • o processamento digital oferece outras vantagens inexistentes no

processamento analógico:

  • não há problemas de “carga” entre andares de processamento em cascata,
  • é possível projectar filtros digitais com fase rigorosamente linear,
  • é possível projectar filtros com características de resposta em frequência rigorosamente complementares,
  • o armazenamento de sinais digitais pode ser realizado em diferentes suportes (magnético, óptico, memórias de estado-sólido) sem qualquer perda de informação ou problemas de envelhecimento,
  • é possível o processamento de sinais em tempo não-real ( i.e. “off-line” ),

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  • Objectivos da unidade curricular
    • introduzir os conceitos teóricos básicos da área do P.D.S.
    • ilustrar as potencialidades de aplicação das técnicas de P.D.S.
      • com especial ênfase para a filtragem digital e a análise espectral
    • formar competências de análise e projecto de sistemas discretos
  • Bibliografia
    • “Discrete-Time Signal Processing”, Oppenheim, Shafer, Buck, 1999
    • apontamentos e compilação de problemas da unidade curricular ( na

Web)

  • “Digital Signal Processing”, Sanjit Mitra, 2006
  • “DSP First”, McClellan, Schafer, Yoder, 1999

EEC 0026

Processamento Digital de Sinal,

1ª aula teórica

FEUP e DEEC, 3 de Março de 2009 14

  • Conteúdos previstos
    • representação de sinais e sistemas discretos
    • a transformada Z
    • amostragem e reconstrução de sinais
    • caracterização de sistemas lineares e invariantes no tempo
    • projecto de filtros digitais de resposta impulsional infinita (IIR)
    • projecto de filtros digitais de resposta impulsional finita (FIR)
    • estruturas para a implementação de sistemas discretos IIR e FIR
    • a transformada de Fourier discreta (DFT)
    • convolução linear usando a DFT
    • cálculo rápido da DFT (a FFT)
    • resposta de sistemas LI a sinais discretos aleatórios
    • introdução ao processamento multi-cadência
    • aplicação da DFT na análise de sinais

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Processamento Digital de Sinal,

1ª aula teórica

FEUP e DEEC, 3 de Março de 2009 15

  • Metodologia
    • aulas teóricas
      • apresentação dos conteúdos da unidade curricular
      • ilustração prática de técnicas de P.D.S. (se oportuno )
      • antevisão dos problemas propostos para as aulas práticas
    • aulas teórico-práticas
      • esclarecimento de dúvidas
      • resolução (convencional, Matlab) de exercícios propostos
      • 2 mini-testes individuais
      • 3 trabalhos de laboratório com kit DSP (2 com avaliação, grupos de 2 alunos)
    • trabalho de estudo/acompanhamento individual ( fundamental! )
      • exploração autónoma e individual de exercícios abrangentes de P.D.S. recorrendo eventualmente à ferramente MATLAB (ambiente de cálculo matricial e representação gráfica, de utilização simples mas muito poderoso permitindo ensaiar sistemas de PDS e analisar muito facilmente o seu desempenho)
    • avaliação
      • final = 0.6exame + 0.4avaliação distribuída

EEC 0026

Processamento Digital de Sinal,

1ª aula teórica

FEUP e DEEC, 3 de Março de 2009 16

  • Conclusão
    • a área do Processamento Digital de Sinal tem verificado avanços

vertiginosos nas últimas décadas e as expectativas para o futuro são

enormes dados os permanentes avanços nas tecnologias de

computação e o surgimento de novas aplicações e desafios em

resultado da convergência entre as telecomunicações, os

computadores e o processamento digital de sinal

  • uma unidade curricular semestral em PDS nunca poderia pois ser

exaustiva

  • EEC 0026 inspira-se no espírito subjacente a um livro básico em PDS:

“the purpose of a fundamental textbook should be to uncover rather than to

cover a subject” - Oppenheim

  • numa outra escala, este também é o espírito desta aula inicial: Para D espertar Somente