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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
INSTITUTO DE PSCOLOGIA
IPSA01-Psicologia I
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PROCESSOS BÁSICOS:
SENSAÇÃO E
PERCEPÇÃO
Tela de Bev Doolittle “ The Forest has eyes”
Processos psicológicos básicos
- (^) Psicofísica : estudo de como a energia física se relaciona
com a nossa experiência psicológica.
- (^) Liminares : há uma grande quantidade de estímulos em
nossa volta. Mas, nossos sentidos permite-nos uma
percepção limitada desse vasto oceano de informações
- (^) Liminares absolutos : a estimulação mínima necessária para se detectar determinado estímulo (luz, som odor, calor, pressão, paladar). Detectado em menos de 50% das vezes. Ex. audiometria
- (^) Há indícios de que podemos ser influenciados inconscientemente por estímulos subliminares (Krosnick e cols., 1992): pessoas pareciam mais agradáveis se sua foto se seguisse imediatamente a gatinhos imperceptíveis em vez de um lobisomem. (^4)
Processos psicológicos básicos
- (^) A realidade da sensação subliminar comprova os apelos comerciais da percepção subliminar?
- (^) Anunciantes podem nos manipular com persuasão oculta?
- (^) As pesquisas revelam um efeito sutil e fugaz sobre o pensamento, mas os publicitários alegam um efeito convincente das fitas subliminares - (^) Experimentos mostram que o efeito das fitas subliminares comercializadas para emagrecer ou deixar de fumar limita-se a um efeito placebo (Moore, 1988; Pratknis, 1994; Smith e Rogers, 1994).
Processos psicológicos básicos
- (^) Adaptação sensorial : nossa sensibilidade é reduzida a um
estímulo imutável. Após exposição constante a um
estímulo, nossas células nervosas disparam com menos
frequência.
- (^) Nossos olhos estão sempre se movendo de forma imperceptível para garantir que a estimulação da retina mude continuamente
- (^) Experimento : miniatura de projetos em lente de contato dá a impressão de imobilidade. Em poucos segundos os receptores começam a cansar e as imagens vão desaparecendo e aparecendo em fragmentos reconhecíveis ou como um todo
- (^) Embora reduza nossa sensibilidade, capacitam-nos a focalizar as mudanças informativas no ambiente sem a perturbação de estimulação constante não-informativa.
Não percebemos o mundo exatamente como ele é, mas do modo que é útil para nós percebermos
SENTIDOS
Olho : raios luminosos refletidos pela vela passam através da córnea, da pupila e do cristalino. A curvatura e a espessura do cristalino mudam para colocar em foco na retina objetos próximos ou distantes. Os raios luminosos propagam-se em linha reta. Assim, raios da parte superior da vela atingem a parte inferior da retina, e os do lado esquerdo da vela atingem o lado direito da retina. A imagem da vela projetada na retina está então de cabeça para baixo e invertida.
Visão
Retina : Uma das membranas do seguimento posterior do olho, cuja função é transformar o estímulo luminoso em um estímulo nervoso;
- (^) Pedaço do cérebro que migra para o olho durante o início do desenvolvimento fetal
- (^) Processa a informação antes de direcioná-la para o córtex;
- (^) Bastonetes e Cones :
- (^) Bastonetes são mais sensíveis à luz do que os cones que, por sua vez, são mais sensíveis à cor. Alguns animais (rato, sapo, morcego) têm a retina quase inteiramente composta por bastonetes, capacitando-os para viverem em ambientes escuros. Provavelmente apresentam visão precária para a cor.
- (^) Nervo óptico é responsável por conduzir a informação ao cérebro.
Processamento da informação visual
- (^) Perrett e cols.: o cérebro do macaco (e talvez o nosso) tem uma “enciclopédia visual” distribuída como células que respondem a um estímulo mas não a outros, no caso de eventos biologicamente importantes. - (^) Identificaram células nervosas que se especializam em responder a um olhar fixo, um ângulo de cabeça, uma postura ou um movimento corporal específicos. - (^) Outros feixes supercelulares integram essa informação e disparam apenas quando os indicadores mostram coletivamente a direção da aproximação e da atenção da pessoa. - (^) Ex. goleiro prevê a direção do chute do atacante; pedestre pode prever o movimento seguinte de outro pedestre ou a velocidade/distância de um carro que se aproxima.
Processamento da informação visual
- (^) Diferentemente da maioria dos computadores, que fazem o processamento serial passo a passo, nosso cérebro efetua o processamento paralelo.
- (^) Podemos fazer várias coisas ao mesmo tempo. construímos nossas percepções integrando o trabalho de equipes visuais diferentes, que trabalham em paralelo
- (^) O cérebro divide uma cena visual em subdimensões como cor, profundidade, movimento e forma, e trabalha em cada um dos aspectos simultaneamente (Livisgstone e Hubel, 1988). - (^) Impulsos neurais são mais lentos do que as mensagens internas de um computador, mas o cérebro reconhece instantaneamente um rosto. - (^) Pode haver uma máquina de jogar xadrez que supere um mestre, mas não uma máquina de visão que supere a visão de uma criança pequena.
CENA Processamento da retina : bastonetes e cones – células bipolares - ganglionares Detecção de características : células detectoras do cérebro respondem a características: barras, bordas ou gradientes de luz. Abstração : células de nível superior respondem à informação combinada de células detectoras de características Reconhecimento : o cérebro compara a imagem construída com imagens armazenadas.
Visão das cores
- (^) Se ninguém ver o tomate, ele será vermelho?
- (^) A cor do tomate é nossa construção mental
- (^) Newton (1704): “ Os raios [de luz]não são coloridos .”
- (^) A cor não reside no objeto, mas no cenário do nosso cérebro. Mesmo quando sonhamos, podemos perceber coisas em cores
- (^) Nosso limiar diferencial para cores é tão baixo que podemos distinguir algo em torno de 7 mi de variações de cores distintas (Geldard, 1972) a partir de 3 cores básicas. - (^) 1 pessoa em cada 50 tem a visão deficiente em cor. A maioria é do sexo masculino. (^20)