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Informações sobre a Entamoeba histolytica, agente etiológico da amebíase, um importante problema de saúde pública que leva ao óbito anualmente cerca de 100.000 pessoas. São apresentados detalhes sobre a biologia e ciclo biológico da ameba, bem como informações sobre os estágios do ciclo biológico, transmissão, patogenia e virulência. útil para estudantes de biologia, medicina e saúde pública.
Tipologia: Notas de aula
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A Entamoeba histolytica é o agente etiológico da amebíase, importante problema de saúde pública que leva ao óbito anualmente cerca de 100.000 pessoas, constituindo a segunda causa de mortes por parasitoses. Apesar da alta mortalidade, muitos casos de infecções assintomáticas são registrados. A classi cação das amebas que vivem no intestino humano, segundo o Comitê de Sistemática da Sociedade Internacional de Protozoologia, é a seguinte: Protozoa, Philum Sarcomastigophora, Suphilum Sarcodina, superclasse Rhizopoda, classe Lobozia, ordem Aemoebida, família Entamoebidae e gêneros Entamoeba, Iodamoeba e Endolimax. O gênero Dientamoeba, que antigamente pertencia à família Entamoebidae, pertence hoje à família Dientamoebidae, mas é classicamente relatada como ameba. Todas as espécies do gênero Entamoeba vivem no intestino grosso de humanos ou de animais, à exceção da Entamoeba moshkoviskii, que é uma ameba de vida livre e E. gingivalis que vive na boca
Geralmente tem um só núcleo, bem nítido nas formas coradas e pouco visível nas formas vivas. Examinando a fresco, apresenta-se pleomór co, ativo, alongado, com emissão contínua e rápida de pseudópodes, grossos e hialinos; O citoplasma apresenta-se dividido em ectoplasma. que é claro e hialino, e endoplasma, que é namente granuloso, com vacúolos, núcleo e restos de substâncias alimentares
É uma fase intermediária entre o trofozoíto e o cisto. E oval ou ligeiramente arredondado, menor que o trofozoíto. O núcleo é semelhante ao do trofozoíto. No citoplasma podem ser vistos corpos cromatóides, em forma de bastonetes, com pontas arredondadas.
É uma forma multinucleada que emerge do cisto no intestino delgado, onde sofre divisões, dando origem aos trofozoítos.
Os trofozoítos da E. histolytica normalmente vivem na luz no intestino grosso podendo, ocasionalmente, penetrar na mucosa e
produzir ulcerações intestinais ou em outras regiões do organismo, como fígado, pulmão, rim e, mais raramente, no cérebro. A locomoção se dá através de pseudópodes, e a ingestão de alimentos por fagocitose (partículas sólidas: hemácias, bactérias ou restos celulares) e por pinocitose (ingestão de partículas líquidas). A multiplicação se dá através de divisão binária dos trofozoítos.
É monoxênico e muito simples. No ciclo, encontramos uma série de estágios: trofozoíto, pré-cisto, cisto e metacisto. O ciclo se inicia pela ingestão dos cistos maduros, junto de alimentos e água contaminados. Os cistos passam pelo estômago, resistindo à ação do suco gástrico, chegam ao nal do intestino delgado ou início do intestino grosso, onde ocorre o desencistamento, com a saída do metacisto, através de uma pequena fenda parede cística. Em seguida, o metacisto sofre sucessivas divisões nucleares e citoplasmáticas, dando origem a quatro, depois oito trofozoítos, chamados trofozoítos metacísticos. Estes trofozoítos migram para o intestino grosso onde se colonizam. Em geral, cam aderidos à mucosa do intestino, vivendo como um comensal, alimentando-se de detritos e de bactérias.
Em situações que não estão bem conhecidas, o equilíbrio parasito-hospedeiro pode ser rompido e os trofozoítos invadem a submucosa intestinal, multiplicando-se ativamente no interior das úlceras e podem, através da circulação porta, atingir outros órgãos, como o fígado e, posteriormente, o pulmão, o rim, o cérebro ou a pele, causando amebíase extraintestinal. O trofozoíto presente nestas úlceras é denominado forma invasiva ou virulenta. Na intimidade tissular, não forma cistos, são hematófagos e muito ativos
O mecanismo de transmissão ocorre pela ingestão de cistos maduros em alimentos (sólidos ou líquidos). O uso de água sem tratamento, contaminada por dejetos humanos, é um modo frequente de contaminação; ingestão de alimentos contaminados (verduras cruas - alface, agrião; frutas - morango) é importante veículo de cistos. Alimentos também podem ser contaminados por cistos veiculados nas patas de baratas e moscas (essas também são capazes de regurgitar cistos anteriormente ingeridos). Além disso, a falta de higiene domiciliar no pode facilitar a disseminação de cistos dentro da família. Os “portadores assintomáticos” que manipulam alimentos são importantes disseminadores dessa protozoose.
Patogenia
Abscesso hepático(dor, febre e hepatomegalia, calafrio, anorexia e perda de peso) sendo uma única lesão;
E.histolytica induz respostas celular e humoral porém não indicativa de imunidade efetiva após a infecção. Mecanismos envolvidos pouco conhecidos.
→ Di culdades no diagnóstico → Retossigmoidoscopia: visualização de úlceras → Abcessos hepáticos: raio X, ultrassonogra a e tomogra a Diagnóstico Laboratorial →Exame de fezes → Coleta e condicionamento adequados → Aspecto e consistência das fezes, presença de muco ou sangue → Utilizar xadores como: Schaudinn, SAF, MIF, formol a 10% → Exames: Faust, Lutz, Ho mann. Coleta em dias alternados Diagnóstico Imunológico → ELISA, imuno uorescência indireta, hemaglutinação.
→ Países com precárias condições de higiene, educação sanitária e alimentação → Atinge todas as idades → Cistos permanecem viáveis durante 20 dias (ao abrigo da luz solar e em condições de umidade)
-Exame dos manipuladores de alimentos para a detecção de casos assintomáticos -Educação sanitária -Combate as moscas, que frequentam lixos e dejetos humanos -Proteção aos alimentos e higienização