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Resumo sobre Amebíase, Notas de aula de Parasitologia

Informações sobre a Entamoeba histolytica, agente etiológico da amebíase, um importante problema de saúde pública que leva ao óbito anualmente cerca de 100.000 pessoas. São apresentados detalhes sobre a biologia e ciclo biológico da ameba, bem como informações sobre os estágios do ciclo biológico, transmissão, patogenia e virulência. útil para estudantes de biologia, medicina e saúde pública.

Tipologia: Notas de aula

2023

À venda por 14/09/2023

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Amebías .
Entamoeba histolytica
INTRODUÇÃO
A Entamoeba histolytica é o agente etiológico
da amebíase, importante problema de saúde
pública que leva ao óbito anualmente cerca de
100.000 pessoas, constituindo a segunda causa
de mortes por parasitoses. Apesar da alta
mortalidade, muitos casos de infecções
assintomáticas são registrados.
A classicação das amebas que vivem no
intestino humano, segundo o Comitê de
Sistemática da Sociedade Internacional de
Protozoologia, é a seguinte: Protozoa, Philum
Sarcomastigophora, Suphilum Sarcodina,
superclasse Rhizopoda, classe Lobozia, ordem
Aemoebida, família Entamoebidae e gêneros
Entamoeba, Iodamoeba e Endolimax. O gênero
Dientamoeba, que antigamente pertencia à
família Entamoebidae, pertence hoje à família
Dientamoebidae, mas é classicamente relatada
como ameba.
Todas as espécies do gênero Entamoeba vivem
no intestino grosso de humanos ou de animais,
à exceção da Entamoeba moshkoviskii, que é
uma ameba de vida livre e E. gingivalis que vive
na boca
TROFOZOÍTO
Geralmente tem um núcleo, bem nítido nas
formas coradas e pouco visível nas formas
vivas. Examinando a fresco, apresenta-se
pleomórco, ativo, alongado, com emissão
contínua e rápida de pseudópodes, grossos e
hialinos;
O citoplasma apresenta-se dividido em
ectoplasma. que é claro e hialino, e
endoplasma, que é namente granuloso, com
vacúolos, núcleo e restos de substâncias
alimentares
Pré-cisto
É uma fase intermediária entre o trofozoíto e
o cisto. E oval ou ligeiramente arredondado,
menor que o trofozoíto. O núcleo é semelhante
ao do trofozoíto. No citoplasma podem ser
vistos corpos cromatóides, em forma de
bastonetes, com pontas arredondadas.
Metacisto
É uma forma multinucleada que emerge do
cisto no intestino delgado, onde sofre divisões,
dando origem aos trofozoítos.
Cistos ou forma de resistência:
- possuem de um à quatro núcleos;
- cariossoma pequeno e central;
- citoplasma com vacúolos de glicogênio e
corpos cromatóides.
BIOLOGIA E CICLO BIOLÓGICO
Os trofozoítos da E. histolytica normalmente
vivem na luz no intestino grosso podendo,
ocasionalmente, penetrar na mucosa e
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Amebías.

Entamoeba histolytica

INTRODUÇÃO

A Entamoeba histolytica é o agente etiológico da amebíase, importante problema de saúde pública que leva ao óbito anualmente cerca de 100.000 pessoas, constituindo a segunda causa de mortes por parasitoses. Apesar da alta mortalidade, muitos casos de infecções assintomáticas são registrados. A classicação das amebas que vivem no intestino humano, segundo o Comitê de Sistemática da Sociedade Internacional de Protozoologia, é a seguinte: Protozoa, Philum Sarcomastigophora, Suphilum Sarcodina, superclasse Rhizopoda, classe Lobozia, ordem Aemoebida, família Entamoebidae e gêneros Entamoeba, Iodamoeba e Endolimax. O gênero Dientamoeba, que antigamente pertencia à família Entamoebidae, pertence hoje à família Dientamoebidae, mas é classicamente relatada como ameba. Todas as espécies do gênero Entamoeba vivem no intestino grosso de humanos ou de animais, à exceção da Entamoeba moshkoviskii, que é uma ameba de vida livre e E. gingivalis que vive na boca

TROFOZOÍTO

Geralmente tem um só núcleo, bem nítido nas formas coradas e pouco visível nas formas vivas. Examinando a fresco, apresenta-se pleomórco, ativo, alongado, com emissão contínua e rápida de pseudópodes, grossos e hialinos; O citoplasma apresenta-se dividido em ectoplasma. que é claro e hialino, e endoplasma, que é namente granuloso, com vacúolos, núcleo e restos de substâncias alimentares

Pré-cisto

É uma fase intermediária entre o trofozoíto e o cisto. E oval ou ligeiramente arredondado, menor que o trofozoíto. O núcleo é semelhante ao do trofozoíto. No citoplasma podem ser vistos corpos cromatóides, em forma de bastonetes, com pontas arredondadas.

Metacisto

É uma forma multinucleada que emerge do cisto no intestino delgado, onde sofre divisões, dando origem aos trofozoítos.

Cistos ou forma de resistência:

  • possuem de um à quatro núcleos;
  • cariossoma pequeno e central;
  • citoplasma com vacúolos de glicogênio e corpos cromatóides.

BIOLOGIA E CICLO BIOLÓGICO

Os trofozoítos da E. histolytica normalmente vivem na luz no intestino grosso podendo, ocasionalmente, penetrar na mucosa e

produzir ulcerações intestinais ou em outras regiões do organismo, como fígado, pulmão, rim e, mais raramente, no cérebro. A locomoção se dá através de pseudópodes, e a ingestão de alimentos por fagocitose (partículas sólidas: hemácias, bactérias ou restos celulares) e por pinocitose (ingestão de partículas líquidas). A multiplicação se dá através de divisão binária dos trofozoítos.

CICLO BIOLÓGICO

É monoxênico e muito simples. No ciclo, encontramos uma série de estágios: trofozoíto, pré-cisto, cisto e metacisto. O ciclo se inicia pela ingestão dos cistos maduros, junto de alimentos e água contaminados. Os cistos passam pelo estômago, resistindo à ação do suco gástrico, chegam ao nal do intestino delgado ou início do intestino grosso, onde ocorre o desencistamento, com a saída do metacisto, através de uma pequena fenda parede cística. Em seguida, o metacisto sofre sucessivas divisões nucleares e citoplasmáticas, dando origem a quatro, depois oito trofozoítos, chamados trofozoítos metacísticos. Estes trofozoítos migram para o intestino grosso onde se colonizam. Em geral, cam aderidos à mucosa do intestino, vivendo como um comensal, alimentando-se de detritos e de bactérias.

CICLO PATOGÊNICO

Em situações que não estão bem conhecidas, o equilíbrio parasito-hospedeiro pode ser rompido e os trofozoítos invadem a submucosa intestinal, multiplicando-se ativamente no interior das úlceras e podem, através da circulação porta, atingir outros órgãos, como o fígado e, posteriormente, o pulmão, o rim, o cérebro ou a pele, causando amebíase extraintestinal. O trofozoíto presente nestas úlceras é denominado forma invasiva ou virulenta. Na intimidade tissular, não forma cistos, são hematófagos e muito ativos

TRANSMISSÃO

O mecanismo de transmissão ocorre pela ingestão de cistos maduros em alimentos (sólidos ou líquidos). O uso de água sem tratamento, contaminada por dejetos humanos, é um modo frequente de contaminação; ingestão de alimentos contaminados (verduras cruas - alface, agrião; frutas - morango) é importante veículo de cistos. Alimentos também podem ser contaminados por cistos veiculados nas patas de baratas e moscas (essas também são capazes de regurgitar cistos anteriormente ingeridos). Além disso, a falta de higiene domiciliar no pode facilitar a disseminação de cistos dentro da família. Os “portadores assintomáticos” que manipulam alimentos são importantes disseminadores dessa protozoose.

PATOGENIA E VIRULÊNCIA

Patogenia

  • Invasão: forte adesão entre as células e a ameba, sendo mediada por lectinas de superfície da ameba;
  • Amebíase em outros órgãos: pulmão, cérebro, baço, rim etc. Amebíase Cerebral: meningocefalite.
  • Complicações do abscesso hepático: ruptura, infecção bacteriana e propagação para outros órgãos. Período de incubação: 7 dias à 4 meses Formas assintomáticas: encontro de cistos no exame de fezes Formas sintomáticas: colites não disentéricas: 2 a 4 evacuações diarréicas ou não por dia, com muco ou sangue (dor abdominal ou cólicas); Disentéricas: cólicas intestinais e diarréia, evacuações mucosanguinolentas, 8 a 10 vezes por dia (cólicas, hemorragia, apendicite e ameboma).

Amebíase extra-intestinal

Abscesso hepático(dor, febre e hepatomegalia, calafrio, anorexia e perda de peso) sendo uma única lesão;

Imunidade

E.histolytica induz respostas celular e humoral porém não indicativa de imunidade efetiva após a infecção. Mecanismos envolvidos pouco conhecidos.

DIAGNÓSTICO

→ Diculdades no diagnóstico → Retossigmoidoscopia: visualização de úlceras → Abcessos hepáticos: raio X, ultrassonograa e tomograa Diagnóstico Laboratorial →Exame de fezes → Coleta e condicionamento adequados → Aspecto e consistência das fezes, presença de muco ou sangue → Utilizar xadores como: Schaudinn, SAF, MIF, formol a 10% → Exames: Faust, Lutz, Homann. Coleta em dias alternados Diagnóstico Imunológico → ELISA, imunouorescência indireta, hemaglutinação.

EPIDEMIOLOGIA

→ Países com precárias condições de higiene, educação sanitária e alimentação → Atinge todas as idades → Cistos permanecem viáveis durante 20 dias (ao abrigo da luz solar e em condições de umidade)

PROFILAXIA

-Exame dos manipuladores de alimentos para a detecção de casos assintomáticos -Educação sanitária -Combate as moscas, que frequentam lixos e dejetos humanos -Proteção aos alimentos e higienização