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Aula de Hemograma e exames complementares, Notas de estudo de Semiologia

Como selecionar e indicar exames para esclarecimento diagnóstico

Tipologia: Notas de estudo

2020

Compartilhado em 11/04/2020

dacirleneFerrari
dacirleneFerrari 🇧🇷

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Proposito para aplicação de testes de auxilio
diagnóstico
O hemograma completo é
um exame de sangue para avaliar sua saúde de
maneira geral e identificar possíveis desordens,
como anemia, infecções e leucemia.
O hemograma completo pode ser
chamado simplesmente de "hemograma", pois
não existe hemograma que não seja completo.
Finalidade: detectar a presença de uma
enfermidade, definir sua gravidade, predizer seu
curso clinico e o prognostico do paciente,
descartar a presença de uma enfermidade
(diagnosticar saúde), estimar tolerância e/ou
potencial de resposta a terapia suposta,
acompanhamento de eficácia terapêutica.
Fatores que interferem nos exames de
laboratório nos exames de laboratório
Analíticos: para mais, para menos.
Fisiológicos: para mais = stress, fumo, sobre a
glicemia
Para menos = eritromicina, sobre a
glicose.
Precisa-se atentar para: variação
cronobiológica, gênero, idade, posição, prática
de atividade física, dieta, jejum e uso de drogas
para fins terapêuticos ou não, momento da
coleta.
As condições pré-analíticas comumente
abordadas no laboratório clínico incluem
variação cronobiológica, gênero, idade, posição,
prática de atividade física, dieta, jejum e uso de
drogas para fins terapêuticos ou não. Em uma
abordagem mais ampla, outras circunstâncias
também precisam ser consideradas, a exemplo
da realização de procedimentos terapêuticos ou
diagnósticos, cirurgias, transfusão de sangue e
infusão de medicamentos, hidratação parenteral,
aplicação de torniquete, hemólise, lipemia,
icterícia.
Fatores que interferem na interpretação dos
exames de laboratório
Fatores Fisiológicos = idade ex. aumento da
fosfatase alcalina em criança em relação a adulto
Sexo = níveis séricos de acido úrico
mais altos em homens que em mulheres;
Etnia = valores mais altos de creatina
fosfoquinase em homens afro-
americanos do que nos europeus
Período do dia = ex. níveis séricos mais
elevados de cortisol pela manha que a
noite.
Posição do corpo ex. = mudança de
postura e alteração de valores diversos
Efeitos dos medicamentos
Drogas que afetam plaquetas
Efeitos dos procedimentos de trabalho
hospitalares.
Hematologia
O hemograma completo inclui todos os testes
laboratoriais utilizados para examinar as células
contidas no sangue periférico. As células são
classificadas como eritrócitos (células
vermelhas RBC hemácias), leucócitos
(células brancas - WBC) e plaquetas.
A hemoglobina (HB) é o principal
componente dos eritrócitos e é responsável pelo
transporte de oxigênio e dióxido de carbono.
Esse ciclo é continuo e repetido por toda a vida
do eritrócito.
A quantidade de HB por 100 ml de sangue
índice de capacidade de transporte de O2 no
sangue.
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Proposito para aplicação de testes de auxilio diagnóstico

O hemograma completo é um exame de sangue para avaliar sua saúde de maneira geral e identificar possíveis desordens, como anemia, infecções e leucemia. O hemograma completo pode ser chamado simplesmente de " hemograma ", pois não existe hemograma que não seja completo. Finalidade : detectar a presença de uma enfermidade, definir sua gravidade, predizer seu curso clinico e o prognostico do paciente, descartar a presença de uma enfermidade (diagnosticar saúde), estimar tolerância e/ou potencial de resposta a terapia suposta, acompanhamento de eficácia terapêutica.

Fatores que interferem nos exames de laboratório nos exames de laboratório

Analíticos: para mais, para menos.

Fisiológicos: para mais = stress, fumo, sobre a glicemia Para menos = eritromicina, sobre a glicose.

Precisa-se atentar para : variação cronobiológica, gênero, idade, posição, prática de atividade física, dieta, jejum e uso de drogas para fins terapêuticos ou não, momento da coleta.

As condições pré-analíticas comumente abordadas no laboratório clínico incluem variação cronobiológica, gênero, idade, posição, prática de atividade física, dieta, jejum e uso de drogas para fins terapêuticos ou não. Em uma abordagem mais ampla, outras circunstâncias também precisam ser consideradas, a exemplo da realização de procedimentos terapêuticos ou diagnósticos, cirurgias, transfusão de sangue e infusão de medicamentos, hidratação parenteral, aplicação de torniquete, hemólise, lipemia, icterícia.

Fatores que interferem na interpretação dos exames de laboratório

Fatores Fisiológicos = idade ex. aumento da fosfatase alcalina em criança em relação a adulto  Sexo = níveis séricos de acido úrico mais altos em homens que em mulheres;  Etnia = valores mais altos de creatina fosfoquinase em homens afro- americanos do que nos europeus  Período do dia = ex. níveis séricos mais elevados de cortisol pela manha que a noite.  Posição do corpo ex. = mudança de postura e alteração de valores diversos  Efeitos dos medicamentosDrogas que afetam plaquetasEfeitos dos procedimentos de trabalho hospitalares.

Hematologia

O hemograma completo inclui todos os testes laboratoriais utilizados para examinar as células contidas no sangue periférico. As células são classificadas como eritrócitos (células vermelhas – RBC – hemácias), leucócitos (células brancas - WBC) e plaquetas. A hemoglobina (HB) é o principal componente dos eritrócitos e é responsável pelo transporte de oxigênio e dióxido de carbono. Esse ciclo é continuo e repetido por toda a vida do eritrócito. A quantidade de HB por 100 ml de sangue – índice de capacidade de transporte de O2 no sangue.

Valores Criança HB – 11,5 -14,5g/dL.

Alterações de Hemoglobina que não são causadas por perda de sangue.

 Aumento = fumantes inveterados (crônicos), desidratação.  Diminuição = criança, mudança de posição em decúbito para posição ereta, gravidez, variação diurna, afrodescendente, sexo feminino, líquidos intravenosos. Hematócrito e Volume Corpuscular Médio (VCM) Hematócrito (Ht ou Htc) : percentagem de massa de eritrócitos em relação ao volume original de sangue – é a porcentagem de volume ocupado pelos glóbulos vermelhos ou hemácias no volume total de sangue. significa que existe pouca quantidade de glóbulos vermelhos (GV) = (hemorragias/ anemias)

superior existe uma maior quantidade de G.V por volume de sangue = DPOC, Policitemia = ocorre a hiperplasia eritroíde, aumento de produção de hemácias.

Esta é uma medida cada vez mais importante e esta associada ao diagnóstico de Anemias.

Valores Mulheres 36-48% Homens^39 - 54% Crianças 35-37,5%

VCM: utiliza o efeito do tamanho dos eritrócitos sobre o hematócrito. (observação do tamanho das hemácias no diagnóstico = anemia) Pequenas = são consideradas MICROCÍTICAS (<80fl) Grandes = MACROCÍTICAS (->96fl) – Causas Comuns  Deficiência de folato ou Vit B  Hepatopatia Crônica  Alcoolismo Crônico  Quimioterapia Citotóxica  Síndromes Mielodisplasicas Menos Comuns  Leucemia crônica/mielofibrose  Doença renal crônica. Normais = NORMOCÍTICAS (80 - 98fl) adultos – homens/mulheres. (Termo Tec = Anisocitose é a denominação que se da quando há alteração no tamanho das hemácias).

Concentração de Hemoglobina Corpuscular (CHCM) Representa a concentração média de hemoglobina no eritrócito - indicador da concentração média de hemoglobina nos eritrócitos individualmente que permite a classificação celular em hipocromia ou normocromia. Depende da relação entre a quantidade de hemoglobina e o volume de eritrócitos (Hb/Hct). Valores de referencia: 32-36% - manual 31 - 37% - equipamento CHCM diminuída:  Deficiência crônica de ferro  Anemia sideroblástica = é uma condição em que o ferro não é utilizado adequadamente para a produção de hemoglobina, se acumulando nas mitocôndrias que circulam o núcleo das células eritoblastos (glóbulos vermelhos que ainda retém o seu núcleo celular). Contagem de Reticulócitos

Coleta de sangue venoso para dosagem da concentração de reticulócitos, células da linhagem dos glóbulos vermelhos recém-emitidas na circulação sangüínea. Para que serve: útil no diagnóstico diferencial de anemias e no acompanhamento do tratamento.  Reticulócitos ocupam posição intermediaria entre os eritroblastos da medula óssea e os eritrócitos maduros.  Índice de produção de eritroblastos maduros pela medula óssea (atividade da medula óssea)  Contagem de reticulócitos – índices normais: 0,5 – 1,5%  Aumento de numero de Reticulócitos – maior liberação de eritrócitos no sangue em resposta a determinado estimulo. Causas mais comuns de Reticulocitose  Doença hemofílica  Sangramento agudo  Após tratamento de deficiência de VitB12 /folato/ferro.

Contagem de Leucócitos

“Leucócitos (WBC) conhecidos como glóbulos brancos, são as células responsáveis por defender o organismo contra infecções, doenças, alergias e resfriados, sendo parte da imunidade da pessoa. Essas células são transportadas no sangue por sempre serem utilizadas quando um

 Infecções bacterianas graves  Estados tóxicos graves = queimaduras, necrose tecidual

 Anemia hemolítica grave  Perda aguda e grave de sangue  Artrite reumatóide juvenil  Infecção viral  Linfocitose verdadeira com leucocitose

  • coqueluche, leucemia linfocítica, linfocitose infecciosa, agranulocitose induzida por

medicamentos.

NEUTROPENIA = Contage de leucócitos

inferior a 4.000/mm³

 Anemia megaloblástica – na maioria

das vezes, de deficiências de vitamina B 12 e folato. A hematopoese ineficaz afeta todas as

linhagens de células, mas, em particular, os eritrócitos. = O diagnóstico normalmente é feito

por hemograma completo, no qual o exame direto costuma mostrar anemia macrocítica com

anisocitose e poiquilocitose, grandes eritrócitos

ovais (macro-ovalócitos), neutrófilos hipersegmentados e reticulocitopenia , anemia

aplásica, leucemia aguda, hiperesplenismo de etiologia diversa, induzida por drogas, infecções

como febre tifoide e septicemia.

Avaliação do Paciente com Anemia

 Eritrócitos microcíticos – excluir cuidadosamente a possibilidade de perda crônica

de sangue.

 Eritrócitos microcíticos – considerar a

possibilidade de anemia megaloblástica ou de reticulositose em consequentemente de

sangramento agudo.

 Presença de eritroblastos – substituição

de medula óssea ou eritropoese medular acentuada comum nas anemias hemolíticas.

 Presença de macrocitos – produzidos por Reticulocitose, mas associados com anemia

megablastica, uremia, alcoolismo ou hipertireodismo.

 Células falciformes – anemia falciforme

  • A anemia falciforme é um grupo de distúrbios

hereditários em que os glóbulos vermelhos assumem o formato de foice. As células morrem

prematuramente, causando uma escassez de glóbulos vermelhos saudáveis (a anemia), e podem obstruir o fluxo sanguíneo, causando dor (crise de dor)”.Infecções, dores e fadiga são sintomas de anemia falciforme.

Causas comuns da anemia de acordo com a morfologia dos eritrócitos

Microtica e hipocrômica:

 Deficiência crônica de ferro  Talessemia = As talassemias são um grupo de anemias hemolíticas hereditárias microcíticas, caracterizadas por defeito da síntese da hemoglobina. A talassemia alfa é particularmente comum entre as pessoas provenientes da África, da região mediterrânea e do sudeste asiático. A talassemia beta é mais comum entre pessoas provenientes da região mediterrânea, do Oriente Médio, do sudeste asiático e da Índia. Os sinais e sintomas resultam de anemia, hemólise, esplenomegalia, hiperplasia da medula óssea e, em caso de transfusões múltiplas, sobrecarga de ferro. O diagnóstico baseia-se em análise quantitativa de Hb.

Microtica e normocrômica

 Alguns casos de doenças sistêmicas crônicas

Anemia associada a Doenças Sistêmicas

 Hepatopatia crônica

Macrocítica – lesão hepática crônica grave; megaloblática – baixa incidência – associada à deficiência de folatos = ácido fólico é um tipo de vitamina B. Quando não há uma quantidade

adequada, isso pode resultar em um número insuficiente de glóbulos vermelhos saudáveis (anemia por deficiência de vitamina). Sangramento GI

Doenças Renais

Os rins filtram resíduos e excesso de líquido do sangue. À medida que eles falham, os resíduos se acumulam. Os sintomas se desenvolvem lentamente e não são específicos da doença. Algumas pessoas não apresentam sintomas e são diagnosticadas por um exame laboratorial  Glomerulonefrite aguda:

É um distúrbio de glomérulos (aglomerações de vasos sanguíneos microscópicos nos rins com pequenos poros através dos quais o sangue é filtrado). É caracterizada pelo inchaço do tecido do organismo (edema), hipertensão arterial e aparecimento de glóbulos vermelhos na urina.

Reação de hipersensibilidade geralmente associada a presença de infecção – microorganismo mais comum Streptococus beta- hemolitico do grupo A  Características: hematúria macroscópica e edema periférico.

Síndrome Nefrótica

Distúrbio renal que faz com que o corpo excrete proteína em excesso na urina. A síndrome nefrótica costuma ser causada por danos aos pequenos vasos sanguíneos nos rins que filtram os resíduos e o excesso de água do sangue. Normalmente, um problema de saúde subjacente contribui para isso. Os sintomas incluem inchaço ao redor dos olhos e nos pés e tornozelos, urina espumosa e o ganho de peso devido ao excesso de retenção de líquidos.  Critérios para diagnóstico Proteinuria (>3,5g/24horas) Edema Hipoalbuminemia.

Substâncias Nitrogenadas não Proteicas

Ureia e Creatinina = são duas substâncias presentes na corrente sanguínea, que podem ser dosadas através de exames de sangue

quando se pretende fazer uma avaliação da função dos rins. Ciclo de produção da Creatinina:Proteínas ingeridas na dieta → produção de creatina fosfato pelo fígado → consumo da creatina fosfato pelos músculos para geração de energia → produção de creatinina → eliminação da creatinina pelos rins. Logo se apresenta um aumento dos níveis de creatinina sanguínea, isso é um forte sinal de que o seu processo de eliminação do corpo está comprometido, ou seja, os rins estão com algum problema para excretá-la. A ureia é outra substância produzida no fígado, também como resultado da metabolização de proteínas da alimentação. Assim como a creatinina, a ureia também é eliminada pelos rins. Elevações nos níveis sanguíneos de ureia são um sinal de mau funcionamento dos rins. Geralmente dosamos ambas as substâncias para avaliar a função dos rins, mas a creatinina é mais específica e confiável.Ácido Úrico = é produzido pelo organismo por meio da quebra da proteína chamada purina. O ácido úrico produzido pela purina é filtrado pelos rins e eliminado pela urina, em menor quantidade pelas fezes e também é mantido no sangue. É mais comum a alteração no ácido úrico por causa do excesso do ácido e não de sua diminuição que pode estar relacionada a doenças renais, hepáticas ou influência medicamentosa. A quantidade elevada de ácido úrico é chamada de hiperuricemia  Indicadores séricos da função renal Alteram-se após comprometimento de +/- 50% da capacidade renal  Diagnostico e acompanhamento das doenças renais.

Creatinina

O exame de creatinina é usado para avaliar a função dos rins. A creatinina é um resíduo produzido pela quebra de uma proteína chamada creatina fosfato.  Produto da desidratação espontânea da creatina ou creatina fosfato muscular: 2% ao dia, quase constante no dia a dia.  Excretada exclusivamente por via renal  Excreção proporcional à massa muscular  Menos interferentes que a Uréia. Valor de Referência: 0,4 a 1,3mg/dL.

O tratamento inclui diálise ou transplante de rim.  Quantidade excessiva de ureia apresentada aos rins  Diminuição do fluxo sanguíneo renal  Presença de doença renal intrínseca  Obstrução urinária Niveis de Ureia diminuído:  Hepatopatia grave. Uremia Pré-Renal  Choque traumático  Choque hemorrágico  Desidratação grave ou perda de eletrólitos  Descompensação cardíaca aguda  Infecção maciça ou toxemia  Ingestão excessiva de proteínas ou degradação proteica extensa  Indice Ureia/creat >40/t Uremia Pós-Renal  Obstrução uretral, cálculos, compressão externa, tumores pélvicos  Tumores de bexiga, defeitos congênitos na bexiga  Obstrução prostática  Índice Ureia/creat <20/t Etiologia da Uremia Pré-Renal  Uremia devido a excesso de proteínas: Alimentação por sonda com alto teor de proteínas, hemorragias do trato digestivo, dieta pobre em calorias, terapia com corticoesteroides.  Redução de Fluxo Sanguíneo: Déficit do volume sanguíneo, incapacidade cardíaca de bombear o sangue. Acido Urico  Produto do metabolismo oxidativo das bases púricas.  75% excreção urinária  Insuficiência renal = hiperuricemia  Baixa especificidade e sensibilidade diagnóstica.  Valores de Referências: Homens 2,5 a 7,0 mg/dL.  Mullheres 1,5 a 6,0 mg/dL. Catabolismo do Heme O átomo de ferro é carreado pela ferritina na circulação sanguínea e reutilizado para formação de outros grupos heme. A degradação do heme ocorre com a abertura do anel de tetrapirrol da porfirina pela ação da enzima heme oxigenase, onde há quebra da ponte metenil entre os pirróis I e I.

Bilirrubinas

A bilirrubina é uma substância amarelada encontrada na bile, que permanece no plasma sanguíneo até ser eliminada na urina. Quanto mais bilirrubina eliminada na urina, mais amarela ela se torna. Excesso de bilirrubina pode indicar problemas no fígado, baço, nos rins ou na vesícula biliar.

Bilirrubinas Não Conjugadas ou Indireta : é a substância que se forma no momento da destruição dos glóbulos vermelhos no sangue e que depois é transportada para o fígado. Por isso, sua concentração é maior no sangue e pode estar alterada quando existe alguma condição envolvendo as hemácias, como a anemia hemolítica.  Insolúvel em agua  95% circula ligada a albumina  Não sofre filtração glomerular  Por ser hipossolúvel pode penetrar a barreira hemato-encefalica. Bilirrubinas Conjugadas ou Direta: corresponde à conjugação entre a bilirrubina e o ácido glicurônico, um açúcar, no fígado. A bilirrubina direta sofre ação da bile no intestino, sendo eliminada na forma de urobilinogênio ou estercobilinogênio. Assim, a concentração de bilirrubina direta está alterada quando há alguma lesão hepática ou obstrução biliar.  Solúvel em agua  Eliminada por via biliar  Pode ser filtrada a nível de glomérulo.

Hiperbilirribinemias Conjugadas

Defeito genetico com prejuizo na excreção

Doenca hepatica adquirida

Hepatobiliar

Hepatocelular aguda ou cronica

Lesão Maciça

Colestase Intra- Hepatica

Colestase Extra - hepatica

Hiperbilirrubinemias não conjugadas

Produção Aumentada

Diminuição da absorção hepática

Conjugação Ineficiente

Diagnóstico Diferencial das Hiperbilirrubinemias

Classificação das Icterícia

A icterícia é a coloração amarelada da pele, das escleras e de outros tecidos causado pelo excesso de bilirrubina circulante. Icterícia torna- se visível quando o nível de bilirrubinas se encontra entre 2 e 3 mg/dL (34 a 51 μmol/L)..

F

Fisiologia - A maior parte da bilirrubina é produzida quando a hemoglobina é quebrada em bilirrubina indireta (e outras substâncias). Esta é ligada à albumina e transportada no plasma para o fígado, onde é captada pelos hepatócitos e conjugada com ácido glicurônico para se tornar hidrossolúvel. Bilirrubina direta é excretada pela bile no duodeno. No intestino, bactérias metabolizam a bilirrubina para formar urobilinogênio. Parte desse urobilinogênio é eliminada nas fezes e parte é reabsorvida, extraída pelos hepatócitos, reprocessada e reexcretada na bile (ciclo entero-hepático)  Icterícia Pré-Hepática  Icterícia Hepática: por retenção; por regurgitação.  Icterícia Pós-Hepática

Icterícia Hepática

Por Retenção  Achados laboratoriais: Hiperbilirrubinemia não conjugada, diminuição do urobilinogenio fecal e urinário Etiopatogenia

 Sindrome de Gilbert: é muitas vezes diagnosticada em adultos jovens de forma incidental, quando é detectada uma elevação discreta de bilirrubina, geralmente entre 2 e 5 mg/dL (34 e 86 μmol/L) e tende a aumentar com o jejum e outros tipos de estresse. A síndrome de Gilbert difere das hepatites por apresentar elevação predominante de bilirrubina indireta, outras provas de função hepática normais e ausência de bilirrubina na urina. Ela diferencia-se da hemólise pela ausência de anemia e Reticulocitose.  Síndrome de Crigier-Naijar I e II: A síndrome de Crigler - Najjar (CNS) é uma patologia hereditária do metabolismo da bilirrubina caracterizada por hiperbilirrubinemia não conjugada, causada por um défice hepático da actividade da glucuronosiltransferase (GT) da bilirrubina.

Pacientes com doença herança autossômica recessiva tipo I (completa) têm hiperbilirrubinemia grave. Eles geralmente morrem de kernicterus no 1º ano, mas podem sobreviver até a idade adulta. O tratamento pode incluir fototerapia e transplante de fígado.

LDH – LACTATO DESIDROGENASE =

também chamado de desidrogenase láctica ou lactato desidrogenase, é uma enzima presente dentro das células responsável pelo metabolismo da glicose no organismo. Esse exame é principalmente indicado em caso de investigação de problemas cardíacos.

ALP – FOSFATASE ALCALINA = a fosfatase alcalina é encontrada nas bordas das células que se unem para formar canais biliares, pequenos tubos que drenam a bile do fígado para o intestino, onde ele é necessário para ajudar na digestão das gorduras. A fosfatase alcalina dos ossos é produzida pelos osteoblastos, células que estão envolvidas na formação do osso.

O exame de fosfatase alcalina pode, então, identificar doenças que afetam o fígado ou os ossos. Geralmente é pedido juntamente com outros exames que avaliam a função hepática, como TGO ou gama GT.

Interpretação de resultados de Enzima do Perfil Hepático

 Dano hepatocelular x Dano Hepatobiliar TGO e TGP são indicadores de dano celular GGT e ALP são indicadores de dano biliar Hepatocelular = GGT: 3-5 x LSN, Hepatobiliar = GGT: > 5 x LSN  Relação TGO/TGP (quociente de DeRitis):  < 1= Hepatite Aguda  > 2 = cirrose hepática Liberação de Enzimas Celulares

Membrana = Integridade Celular

Fosfatase Alcalina (ALP)

 Grupo de enzimas que atuam em pH = 10  Presente em vários tecidos: ossos, e fígado principalmente:  Fator de confundimento;  Crianças em idade de crescimento – aumento de ALP

Causas mais comuns de elevação de ALP de Origem Hepática e do trato biliar  Obstrução extra-hepatica dos ductos biliares  Obstrução biliar intra-hepatica

 Lesão hepatocelular aguda  Disfunção dos hepatócitos induzidas por medicamentos  Cirrose biliar primária  Lesões hepáticas invasivas