Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Aveia e Trevo branco-aspectos, Manuais, Projetos, Pesquisas de Cultura

Pesquisa resumida sobre a aveia e o trevo branco, destacando suas características positivas.

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2011

Compartilhado em 01/01/2011

paulo-piovesan-10
paulo-piovesan-10 🇧🇷

2 documentos

1 / 11

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
1
Ministério da Educação
Secretaria da Educação Profissional e Tecnológica
Instituto Federal Campus Júlio de Castilhos
Curso Técnico em Agropecuária Integrado
Aspectos positivos da utilização de aveia preta (Avena strigosa L.) e
trevo branco (Trifolium repens L.) como pastagens
Prof° Cleudson José Michelon
Por: Paulo Piovesan
Júlio de Castilhos, 15 de Setembro de 2010
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Aveia e Trevo branco-aspectos e outras Manuais, Projetos, Pesquisas em PDF para Cultura, somente na Docsity!

Ministério da Educação Secretaria da Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal Campus Júlio de Castilhos Curso Técnico em Agropecuária Integrado

Aspectos positivos da utilização de aveia preta (Avena strigosa L.) e

trevo branco (Trifolium repens L.) como pastagens

Prof° Cleudson José Michelon Por: Paulo Piovesan

Júlio de Castilhos, 15 de Setembro de 2010

Sumário

    1. INTRODUÇÃO..........................................................................................................
    1. AVEIA PRETA (Avena strigosa L.)
  • 2.1 Aspectos positivos da cultivar:
  • 2.1.1 Características de perfilhamento:
  • 2.1.2 Caráter de solo:
  • 2.1.3 Fatores da produtividade:
  • 2.1.4 Como cobertura vegetal:
    1. TREVO BRANCO (Trifolium repens L.)
  • 3.1 Aspectos positivos da cultivar:
  • 3.1.1 Cobertura vegetal:
  • 3.1.2 Aspectos cultivares:
  • 3.1.3 Suplemento nutricional:........................................................................................
    1. CONCLUSÃO
    1. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

2. AVEIA PRETA (Avena strigosa L.)

Contemporaneamente o uso de espécies gramíneas a campo veem produzindo bons resultados em relação à produção animal, sendo para bovinos, ovinos ou bubalinos de corte, como também para bovinos destinados a indústria leiteira. A aveia preta surge então como alternativa a subsidiar a nutrição desses animais ruminantes (sintetizam a fibra através do rúmen), pois apresenta um bom nível nutricional, ou seja, disponibiliza uma alta gama de nutrientes em comparação as demais espécies gramíneas, além de ser facilmente aceita pelos animais também produz altas quantidades de massa de forragem a campo.

2.1 Aspectos positivos da cultivar:

Alta capacidade de perfilhamento Adapta – se a solos pobres Mais resistente as condições edafoclimáticas (Sudeste e Sul) Elevada produção de massa verde Possui bom nível nutricional (rica em proteínas) Apresenta ciclo vegetativo mais longo Aplica – se a mais de uma utilidade no campo

2.1.1 Características de perfilhamento:

A aveia preta possui um elevado grau de perfilhamento (4 a 5 perfilhos por semente), isto é, os ramos laterais que se desenvolvem, sendo que os próprios crescem com hábito cespitoso (vertical prostrado). Sucessivamente seu período de crescimento é mais rápido (perfilhamento precoce), fazendo com que esta acumule maiores quantidades de matéria verde por um período mais longo (entre setembro e outubro). Há pesquisas que comprovam o aumento no número de perfilhos da aveia em decorrência da adubação nitrogenada de cobertura (aumento da taxa de acúmulo), da área cultivada. Porém as doses de nitrogênio a serem aplicadas não devem ultrapassar a faixa dos 150 kg/ha, pois a partir deste momento, partes deste

nutriente começam a serem perdidas para o ambiente (volatilização), além disso, a aveia diminui a absorção de N em decorrência do excesso deste presente no solo. As quantidades de N ainda podem ser bem menores, principalmente quando na área existem plantas leguminosas consorciadas (ervilhaca e trevos) com a aveia. O número de perfilhos nas gemas apicais também pode ser influenciado pelos fatores ambientais da área (clima, solo, relevo, URA e etc). Entretanto o perfilhamento da aveia pode ser prejudicado quando há a ocorrência de fotoperíodos muito longos e temperaturas elevadas durante o processo de desenvolvimento da cultura.

2.1.2 Caráter de solo:

Para podermos implantar qualquer cultivar, devemos levar em consideração os aspectos negativos e positivos do solo perante a área objetivada para este fim. Dentre eles os fatores físicos (estrutura, porosidade, plasticidade e pegajosidade), químicos (CTC, CTA, pH e teor de nutrientes) e biológicos (MO). A aveia sendo uma gramínea perene de inverno, não exige condições tão especiais de solo, podendo ser manejada na maioria das áreas existentes. Esta cultura tem exigência por solos arenosos e argilosos, sendo tolerante a umidade, porém devem ser drenados. Em relação ao pH este deve se encontrar na faixa de 5,5 a 6, para pHs menores que esta faixa a produtividade da cultura é afetada (menor produção). Portanto para que possamos proceder os processos de calagem (se for preciso), é necessário que façamos a análise do solo através dos processos de amostragem das glebas da área. Esta gramínea também necessita de quantidades mínimas de nutrientes presentes no solo para que possa produzir uma considerável massa de forragem. Entende-se que a maioria das gramíneas respondem de maneira positiva quando recebem doses de nitrogênio, ou seja, estas são limitantes principalmente ao elemento N, porém exigem uma mínima disponibilidade de fósforo para as suas atividades metabólicas. O material orgânico não é severamente exigido perante o cultivo destas espécies.

contribuí com resteva), a aveia é importante, pois em vez de deixar áreas descobertas sofrendo fatores edafoclimáticos, esta se presta a proteger essas áreas garantindo e mantendo as estruturas físicas do local (solo). Além disso, devemos lembrar que a prática de cobertura vegetal durante o período de pousio é de extrema importância, principalmente em sistemas de plantio direto, já que este procedimento diminui os riscos relacionados a erosões e lixiviamentos.

3. TREVO BRANCO (Trifolium repens L.)

Atualmente as leguminosas vêm ganhando destaque no cenário rural, principalmente quando estas estão relacionadas como plantas de cobertura vegetal, além de serem utilizadas como aporte para a nutrição animal, principalmente animais para corte (ruminantes). Dentre as principais espécies para estes fins está o trevo branco, planta pertencente à família das fabaceaes e bastante utilizada a campo. Também é bastante aceita pelos animais, porém deve ser manejada e fornecida em quantidades controladas aos animais, pois é capaz de provoca algumas intoxicações, principalmente o timpanismo, este capaz de levar ao óbito.

3.1 Aspectos positivos da cultivar:

Como cobertura vegetal (fixação de nitrogênio) Possui ressemeadura natural Disponibiliza aporte alimentar

3.1.1 Cobertura vegetal:

Dentre as principais utilidades da cultivar está a cobertura vegetal, no qual é bem desempenhada por esta. Planta de ciclo bienal, sendo consorciada com outras culturas durante o inverno principalmente, período em que os campos (solos) podem vir a sofrer maiores conseqüências (erosões).

Então o trevo branco surge como boa alternativa para diminuir estas conseqüências causadas pelo ambiente, além disso, apresenta maior resistência ao pisoteio e é tolerante ao pastejo. Os trevos também possuem como finalidade a fixação biológica de nitrogênio atmosférico, que ocorre através da simbiose entre colônias de bactérias e o sistema radicular desses vegetais, portanto estes são utilizados em consorciamentos, pois além da proteção do solo introduzem nitrogênio neste o que diminui os gastos relacionados à adubação com N. Estudos realizados mostram que o trevo branco é capaz de fixar cerca de 545 kg N/ha-1^ ano-1, quando associado ou não a gramíneas.

3.1.2 Aspectos cultivares:

Esta cultivar como apresenta ciclo bienal, seu período de estabelecimento em uma área é mais lento, porém contínuo, podendo ser estimulado através do pastejo (quebra de dominância apical), já que apresenta hábito estolonífero e prostrado. Renova-se pela emissão de estolões a cada estação de crescimento ou anualmente, por ressemeadura natural. A produtividade do trevo branco pode alcançar até 6 ton MS/ha por ano, podendo variar conforme possíveis consorciamentos com gramíneas, sendo que nesses regimes utiliza-se uma relação 30% da área para trevos e 70% para gramíneas. Seu pastejo pode ser iniciado após os 60 dias do seu estágio de desenvolvimento, devendo-se tomar cuidados diante de possíveis intoxicações perante o consumo animal. O trevo branco, por ser uma planta cianogênica possui como principio tóxico o glicosídeo cianogênico, substância que se torna tóxica quando entra em contato com enzimas especificas do TGI, hidrolizando-se e produzindo ácido cianídrico

3.1.3 Suplemento nutricional:

Apesar de ser uma espécie de princípio tóxico, apresenta e disponibiliza um alto grau nutricional para o pastejo. Possui na sua composição cerca de 20% de proteína bruta, sendo manejada para rebanhos de corte. Sua digestibilidade chega a alcançar os 70%, por isso sendo tão apreciada pelos animais. Segundo algumas

4. CONCLUSÃO

Observamos através deste trabalho que a implantação de ambas as espécies (Avena strigosa L. e Trifolium repens L.) , podem proporcionar altos ganhos positivos quando cultivadas em períodos críticos do ano (inverno), além disso, estes aspectos tornam-se ainda maiores quando as duas espécies são cultivadas de maneira consorciada, no qual ambas vivem em simbiose. Pode-se notar também, que tanto a aveia quanto o trevo branco aplicam-se a funcionalidade de cobertura de solo, técnica atualmente bastante necessária, pois está relacionada à manutenção dos fatores físicos do solo (porosidade e estrutura dos agregados). Além disso, também acabam por deixar nos solos resíduos orgânicos, que de certa maneira aumentam o nível nutricional deste. Entendeu-se também que estas podem ser manejadas com fins alimentares, ou seja, como suplemento para nutrição de animais, principalmente para corte, já que ambas constituíssem de altos níveis de proteína bruta. Entretanto seus principais aportes positivos estão diante dos pastejos, estes que se estendem por um maior período de tempo, suportando o pisoteio (trevo branco) e formando bancos de semente (aveia). Também suportam as diversas condições edafoclimáticas existentes no ambiente, o que as tornam verdadeiras alternativas para a produção pecuária e agrícola (no inverno), não sendo tão exigentes em nutrientes nem quanto a tratos culturais.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

NAKAGAWA, J. et al. Adubação nitrogenada no perfilhamento da aveia-preta em duas condições de fertilidade do solo. Pesq. Agropecu. Bras., Brasília, v.35,n. 6, p. 1071-1080, 2000.

NOVAIS, F.R.; SMYTH, T.J. Fósforo em solo e planta emcondições tropicais. Viçosa: UFV, 1999.

CORRÊA, A. R. 1996. Forrageiras: Aptidão climática do Estado do Paraná. In: MONTEIRO, A. L. et al. (Ed.). Forragicultura no Paraná. Londrina: CPAF, 1996, cap. 2, p. 15-22.

CARNEIRO, A.M. 1996. Forragicultura. Escola Veterinária da UFMG. Belo Horizonte. 86p. ( Bol. Técnico ).1996.

VILELA, H. 1999. Formação e Adubação de Pastagem. Ed. CPT. Viçosa (MG). 102p.

PEREIRA, C. A. Plantas Tóxicas e Intoxicações na Veterinária. UFG: Goiânia.

  1. 279 p.

VILELA, H. Série Gramíneas Tropicais - Gênero Avena. Disponível em < http://www.agronomia.com.br/conteudo/artigos/artigos_gramineas_tropicais_avena.h tm>. Acesso em: 10/09/10.

RGBioEngenharia. Trevo Branco (Trifolium repens). Disponível em < http://www.rgbioengenharia.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id= 63%3Atrevo-branco-trifolium-repens&catid=31%3Asementes- leguminosas&Itemid=58>. Acesso em : 11/09/10.

AGROV. Trevo Branco. Disponível em: < http://www.agrov.com/vegetais/plantas/trevo_branco.htm>. Acesso em: 12/09/10.